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sábado, 15 de novembro de 2008

... um par de galhetas


É com surpresa que oiço que um ministério qualquer decidiu recuar em ralação à obrigatoriedade do uso daquelas estúpidas garrafinhas de azeite e vinagre que temos que aturar nos restaurantes. Parece que está aberta a possibilidade de retorno do galheteiro.

Os galheteiros foram retirados, à marretada legal, porque seriam pouco higiénicos. As garrafas viriam “garantir” a frescura do azeite.

A verdade é que, por um lado, passou a ser extremamente difícil dosear a quantidade de azeite ou vinagre que se verte. Por outro, deixa-se a tampa cheia de dedadas e fica-se com os dedos cheios de azeite. O contacto do azeite com a zona onde se segura a tampa é bem mais badalhoco que o uso de galheteiros. Mas os idiotas que tiveram a ideia estavam, certamente, cheios de boas intenções, a realidade das coisas mundanas não os preocupava. A acrescer a todos os inconvenientes, nada garantia a inviolabilidade das garrafilhas. Uma seringa contorna facilmente a inviolabilidade.

Os fornecedores de garrafinhas vêm agora protestar em dois vectores. Num deles argumentam que as garrafinhas “dão garantias”. Mais valia estarem sossegados. Por outro, que fizeram investimentos que agora vão pelo cano abaixo. Têm razão. De uma forma ou outra, lá acabará o contribuinte por pagar mais uma falha de regulação.

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2 comentários:

Lura do Grilo disse...

Eles bebem: e não é de uma garrafa de 75cl. É de um garrafão de 5L.

Luís Lopes Cardoso disse...

Constou-me que a razão do recuo terá somente a ver com o facto de os restaurantes estarem massivamente a comprar azeite aos espanhóis - mais barato - deixando os produtores portugueses em maiores dificuldades.
Falta de patriotismo dos restaurantes, é o que é!