quarta-feira, 31 de dezembro de 2008

esquerdista de pura cepa - sem qualquer laivo de extrema-direita

culpem as drogas pesadas - pesadissimas - subito delirio ou demencia precoce, mas juro, juro, que ouvi isto faz dias:

- nao, nao, eu é que sou o extremista, fanatico ate ao ultimo protao, algoz de sociais-democratas e fascistas afins, pudera, mataria 100 burgueses de uma vez enquanto recito o alfabeto cirilico

- neonazi, oh hitler de alcobaça - presumo que o outro nao mataria com afinco ou que 100 burgueses nao chegaria - publicaria 100 ediçoes de capa dura do imperio com o couro dos protocapitalistas do bolhao

- a revoluçao nao se fara a tomar shots na 24 de julho ou a ler nabokov nos jardins da gulbenkian, ha que partir morteiros e defenestrar mishima, israel e o noddy, se nao te livras do mofo fascista levo-te a tribunal popular ou aos congressos do camarada jeronimo

terça-feira, 30 de dezembro de 2008

A Fatwa

[Atualização ao fundo do artigo]


Escreve CV no blog 5 Dias:
“Não chamei inumano ao Hamas, não tresler, sff. Nunca chamaria inumano a um movimento de resistência ainda por cima eleito democraticamente. Disse que era inumano chamar a um povo e a uma cidade, de opiniões plurais, “Hamas”. Os palestinianos de Gaza são palestinianos, não são “Hamas”. Este é apenas maioritário em Gaza e minoritário na Cisjordânia. Portugal não é “PS”. Eu sou português e nunca votei P”S”.”
É um tiranete deste calibre que recusa chamar inumano ao Hamas. É um tiranete deste calibre que declara nunca poder chamar inumano a um movimento pelo facto de ser de “resistência” e de ter sido eleito democraticamente.

Imaginemos que Hitler não teria morrido e que se teria mantido na clandestinidade resistindo ao invasor. Neste cenário, CV encararia o Partido Nacional Socialista Alemão não passível de ser classificado como inumano também por ser, por um lado um movimento de resistência, por outro eleito democraricamente.

Pelos valores enunciados por CV, nunca o regime de Pol Pot, em hipotéticas idênticas circunstâncias seria passível de ser considerado inumano.

Não vale a pena desmanchar o conceito que CV tem de “liberdade”, como não vale a pena em relação a “opiniões plurais”. Mas vale a pena avaliar o paralelo que traça em relação ao PS de Portugal. Refere ele que Portugal não é PS e que, na qualidade de português, nunca votou PS.

A incapacidade que CV tem em entender o Hamas como inumano encontra um paralelo no facto de Portugal não ser o PS. Para CV o Hamas e o PS, Portugal e a Faixa de Gaza são comparáveis.

É irrelevante para CV que o Hamas se dedique, tanto quanto consegue, a fabricar engenhos para triturar as tripas dos seus concidadãos e do adversário e que armazene esses explosivos em escolas e locais afins. É-lhe irrelevante que num mais que provável contra-ataque a explosão resultante seja potencialmente maior que a do míssil atacante e que sejam potenciadas muito mais mortes de pessoas que, de algum modo, deveriam jamais ser colocadas naquele cenário.

Tudo lhe é irrelevante. Os explosivos que o Hamas foi sistematicamente atirando sobre zonas estritamente residenciais israelitas em período de tréguas estavam destinados a porcos judeus. As vítimas do inevitável contra-ataque, são para ele também favas contadas porque lhe permitem expor as respectivas imagens como propaganda às malfeitorias do inimigo do seu Hamas do coração

....

CV fica impertigado com o que escrevo e decreta uma fatwa aos meus comentários aos seus artigos. Pode parecer que ele não pode, de facto declarar a suprema e justiceira medida, mas, a verdade é que quem consegue comparar o PS com o Hamas e Portugal com a Palestina, conseguirá, facilmente, ejacular uma fatwa a um blog.

A fatwa aos meus artigos tem a forma aplicada pela PIDE a quem ousava proferir inconveniências em território alheio: espeta com o indígena na fronteira. Para CV, não se trata de censura, mas de colocação da coisa no local próprio. Ele não tem, evidentemente, intenção de adoptar os métodos da PIDE. Não consegue, apenas, ir mais longe. O local próprio destinado pelos tiranos aos seus adversários é a trituradora para comida de cães.

Se ambos fossemos palestinianos em zona Hamas, eu já estaria a fazer tijolo.

Entretanto o tiranete vai continuando a mostrar fotos de crianças palestinianas mortas, impotente pela ineficácia das centenas de mísseis que o seu amado Hamas atira sobre Israel. Não o incomoda que esses mísseis tenham a mesma e exacta missão. Incomoda que a resposta israelita resulte naquilo que os mísseis do Hamas pretendem provocar mas não conseguem na maioria dos casos, independentemente de centenas de milhar de pessoas terem estado nos últimos 6 meses, como anteriormente, debaixo do permanente fogo dos Qassam ou de outras ferramentas libertadoras.

Será que os militares israelitas protegem os seus? Para ele, a ser assim, é disparate, porque a acção contrária provoca os mortos que o Hamas não consegue provocar.

Perante a impossibilidade de perceber que o Hamas é uma organização terrorista cujo único fim é o de manter em terror o seu território e o de Israel, o tiranete proclama:
“Os comentários que recebo são assinados por um tal “Range-o-Dente”. São tão desprezíveis que assumindo e clamando em voz alta o meu gesto como gesto de liberdade e intervenção, não os apago, mostro-lhos e literalmente os despejo na própria caixa de comentários do tal “Range-o-Dente”.”
... ele mostra-me o que escrevo. Parece que o que escrevo tem contra mim, no Fiel-Inimigo, um efeito que não tem no 5 Dias. Hmmmm.

...

Esperemos que os palestinianos que vivem fora da pata do Hamas consigam manter-se tranquilos e se vão habituando à vida em paz.


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Actualização:

CV, deixou este comentário na caixa deste artigo, pedindo que publique:
Anónimo deixou um novo comentário na sua mensagem "A Fatwa":

Como viu, não quero nenhum tipo de ligação ao que escreve. Não quero debater, não quero falar. Um censor não diz isso publicamente, não escreve um post sobre isso em voz alta. Eu escrevi. Toda a gente sabe o que penso daquilo que v. escreve. Não há censura. O censor esconde, eu exponho às claras. O que escrevi no 5dias não podia ser mais claro e aberto. Sem mais diálogo. Agora, publique este comentário, sff.

C. Vidal
Caro CV,

Não precisa pedir para publicar. A caixa de comentários não tem censura prévia, embora pareça, pelo seu pedido, que o CV não está habituado a tal.

Aqui fica, no corpo do blog.

Se com o seu comentário eu fizesse o mesmo que o CV e colegas fizeram com os meus, eu estaria a censurar. Se o CV coloca aqui um comentário, é para ser publicado aqui, não é para ser devolvido ao remetente.

RoD

islamic manchu

Cristina Galindo lamenta em pranto no el pais "Asiaticos, latinoamericanos y africanos son poco habituales en los parlamentos europeos". Atormenta-lhe a alma que nao haja um expresso - um alza como lhe chamam aqui - a ligar as praias andaluzas a moncloa ou pateras a desaguarem nos escaños do parlamento. Sempre sensivel à angustia feminina ofereço me para fazer face à diversidade periclitante. Prometo rapida conversao ao islao - muy pronto - e plastica em oviedo - muy pronto - en plan cachondeo nada, en serio

Força desproporcionada


A propósito de Gaza, ouve-se para aí outra vez a lengalenga da "força desproporcionada" ou "excessiva", para qualificar a reacção israelita ao contínuo foguetório islâmico.

Quem a entoa é a esquerda moderna "anti-sionista" acompanhada à viola pela direita "antisemita", ao toque de caixa dos aiatolas e da rua islâmica, que não podem deixar de se maravilhar pela facilidade com que conseguem fazer dançar em elaboradas coreografias, récuas de génios do "pensamento", como o Dr Miguel Portas, o Daniel Oliveira , o Carlos Vidal, o Nuno Ramos de Almeida, e outros notáveis do nosso rectângulo.
Trata-se de gente de paz, embora o seu entranhado amor pela paz tenha fases.
Por exemplo, não lhes encheu o coração quando de Gaza eram lançados foguetes e bombistas contra Israel, mas irrompe, incontível e solidário, quando os israelitas vão atrás dos autores do foguetório.
É nestas alturas de irreprimível amor, que eles fazem petições, manifestações, abaixo-assinados e piedosos apelos à paz , com lacrimosas referências às vítimas inocentes que são, evidentemente, os civis palestinianos, à mercê da tal força desproporcionada e do terrorismo de estado.
Como nenhum dos garbosos defensores da paz achou até agora necessário clarificar o que entende por força proporcionada, fica no ar a vaga suspeita de que a proporção correcta é apenas aquela que cada um deles tem na respeitável cabeça que, já de si, não parece ser grande coisa.
Ora apesar da força desproporcionada, o Hamas tem continuado a lançar os seus foguetes, business as usual.
Sobre civis que, como são judeus, não são civis, muito menos inocentes e jamais merecerão petições pela paz e postes inflamados nos blogues do costume.
As mentes mais cépticas incapazes de ver o contexto sob a luz diafána da "resistência", teimam em não acreditar que a mera ausência de resposta israelita faça derreter em pleno ar os foguetes islâmicos.
Os amantes da paz, pelo contrário, parecem achar que se Israel assobiar para o ar e fizer de conta que os foguetes não estão a chover do ar (para cima de 5000, desde que Israel retirou de Gaza), a coisa se resolve, especialmente se acompanhada por uma temível petição pela paz, que aliás não deve tardar.
Trata-se, no fim de contas, de proteger os civis inocentes evitando punições colectivas.
Claro que o facto de o Hamas ser composto por civis, lançar os seus foguetes de zonas civis, instalar os seus combatentes em casas civis, e lançar os seus projécteis única e exclusivamente contra civis (para não desperdiçar explosivo que está caro, culpa do bloqueio sionista) , é irrelevante.
E nada de julgamentos, por favor, deixemo-nos de arrogâncias ocidentais.
Abrigar-se atrás dos filhos e mulheres, fazendo manguitos ao inimigo, parece ser uma respeitável tradição islâmica que não nos compete julgar, mas sim respeitar. Ora uma vez que toda a gente, incluindo a manada, sabe que os terroristas praticam esta respeitável tradição, qual será então a força proporcionada que os génios da paz, autorizam Israel a levar a cabo?
Não há ainda estudos rigorosos sobre o tema, mas acredita-se que uma táctica proporcionada seria Israel deslocar para a fronteira alguns actores (e actores judeus há muitos e bons) que responderiam a cada foguete mostrando a língua e dizendo "nha nha nha nha nha ".
Haveria, é claro, que evitar a escalada, controlando rigorosamente as represálias, para que nenhum criminoso sionista se lembrasse de, por exemplo, responder a um Grad com uma língua desproporcionada ou berrando mais um ou dois "nha".
Isso sim, seria injusto e claramente desproporcionado, senão mesmo uma "punição colectiva" que justificaria mais uma enérgica petição pela paz.

O humanitarismo das IDF


"During the meeting, security officials said that the IDF had given telephone warnings to some 90,000 Gazans living near Hamas facilities targeted by the IAF. They stressed that the sites were only bombed after civilians had left their homes."

Estes Sionistas são mesmo uns tipos do piorio: ligam para casa das pessoas, em tom de gozo, a dizer que bombas vão cair do céu.

Será que o Hamas pode telefonar aos cidadãos de Sderot a avisar que um Qassam vai a caminho?

PS: Fica para o ano que vem uma análise mais profunda das operações e das consequências. Boas entradas para todos!

segunda-feira, 29 de dezembro de 2008

O paladino tiranete


Por mais que nos espantemos pela forma com surgem tiranetes, nunca o espanto parece suficiente.

Há gente capaz de rebentar consigo próprio na expectativa de obter 500 virgens no além. Há gente capaz de transformar casas de habitação, escolas, hospitais em paióis de munições tentando maximizar, por razões de propaganda, o drama dos seus mais próximos que resultará de um contra-ataque resultante de um ataque utilizando o armamento guardado nos referidos locais.

Há gente capaz de “educar”, desde tenra idade, pessoas de forma a ficarem preparadas para se reduzirem a carne triturada pelo rebentamento de quilos de explosivos, justamente guardados em locais impensáveis.

Há gente capaz de “educar” os seus filhos tendo com único desígnio que eles se venham a transformar numa massa indistinta de carne e pedaços de osso e, consumado o acto, transformarem a sua memória em exemplo a seguir pelos restantes irmãos.

Há gente capaz disto tudo tendo como único fim, repetido à exaustão, dizimar a população de Israel.

Há gente capaz disto tudo e há gente capaz de achar bem que assim seja.

O que é duplamente imbecil, é que haja quem ache tudo isto normal mesmo tendo crescido fora do dantesco cenário descrito.

Há tiranetes capazes de ficarem chocados pelo facto de serem abatidos terroristas educados para, exactamente, se transformarem em carne picada.

Há tiranetes capazes de ficar chocados pelo facto de terroristas serem abatidos, em devido tempo, justamente por aqueles a quem eles se preparavam para desfazer os corpos.

E, impensável de facto, mas há idiotas capazes de achar tudo isto normal e declarar que:
“são uma lição de democracia (e são, de facto, porque ganharam eleições legítimas)”.
CV considera o Hamas como parte de processo democrático exemplar.

A imbecilidade, dá para tudo e, de seguida, CV considera que:
“chamar [a] 3 milhões de palestinianos, em Gaza, como “Hamas”. O que é inumano, para não dizer pior.”
É inumano chamar os palestinianos de Hamas, mas o Hamas é capaz de estar na base de algo democrático ...

É inumano confundir os palestinianos com o Hamas mas não é inumano que os palestinianos tenham elegido o Hamas, coisa inumana. A não ser que, pelo contrário, inumano sejam os palestinianos e o Hamas a referência em democracia. Deve ser este o caso.

CV declara que:
“Não é o Hamas que morre de fome por embargo de alimentos, são 3 milhões de palestinianos,”
mas não repara que é, justamente por causa da tal sua referência democrática que os palestinianos passam fome. Talvez CV esteja chocado por os palestinianos não se poderem desenvolver suficientemente de modo a poderem transportar ainda mais explosivos.

CV quer fazer crer que não percebe que ligando o Hamas e os palestinianos pelo tal exemplar processo democrático apenas encharca os palestinianos nos mais altos desígnios do Hamas e, chamado disso a atenção, entende a nota como:
“Este convite ou sugestão e apoio ao genocídio deveria ser passível de procedimento criminal. Não será?”
CV chama a atenção que o voto dos palestinianos resultou na referência democrática Hamas, e depois declara que o que ele próprio referiu é um “convite ao genocídio”. E quem convida ao genocídio não é quem mete os palestinianos todos, via exemplar processo democrático, no mesmo saco com o Hamas, mas quem lhe chama a atenção para a imbecilidade que ele debitou.

O tiranete, não contente com a tirada, resolve exercitar uma dos vectores dos tiranos, entre as quais se destacam os tiranos nazis nas suas várias variantes mais ou menos claramente socialistas, declarando que:
“Poderia poupar os leitores a isto, tal como o “arrastão”, por exemplo, decide não publicar comentários neo-nazis inflamados. O que me perece justo (em certos momentos).”
De facto, uma das posturas do Hamas, referência democrática de CV, consiste em executar sem oscilar, quem quer que seja que diga, escreva ou ... em caso de dúvida pense, de forma contrária aos seus superiores desígnios e, como seguidor de exemplos universais, CV ... faz o que pode. Em Portugal, local onde nem uma pálida aragem da referência democrática Hamas circula, resta-lhe a eventual censura na caixa de comentários do seu blogue. Censura prévia há, no 5 Dias, como no Sem Muros, e é sistemática. CV apenas informa que, no 5 Dias, é mesmo capaz de silenciar definitivamente vozes inconvenientes ... para "poupar os leitores".

“Há sempre alguém que diz não” escreveu Manuel Alegre. CV é, no 5 Dias, o paladino do desígnio da Trova do Vento que Passa ... mas que teima em não soprar do lado das terras do Hamas.

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A Europeização da América

Dois sinais preocupantes da europeização da América.


(1) O Governo financia empresas da esfera financeira e não financeira. Exemplos disto são plano Paulson e o recente 'bailout' da industria automóvel incompetente de Detroit. Os exemplos dos Governos europeus são idênticos.


(2) As Empresas deslocalizam em busca de melhores condições operacionais.

A deslocalização é um facto mais raro nos EUA do que na Europa. No entanto existe e ocorre agora algo de paradoxal com a Ford. A Ford recebeu milhões de dólares do Governo para financiar os seus prejuízos nos EUA, enquanto mantém fábricas no estrangeiro altamente rentáveis.

É o caso da fábrica de Camaçari, no nordeste brasileiro. A rentabilidade desta linha de montagem é maior do que a de qualquer fábrica nos EUA por duas vias. Por um lado porque o custo do trabalho é inferior no Brasil, como já se imagina. Mas, pelo menos no caso presente, esse não é o motivo mais importante para o sucesso. Acontece que no caso de Camaçari os fornecedores de acessórios estão incorporados e intervêm diretamente no processo produtivo. Esta opção permite eficiências e reduções de custo impossíveis nas congéneres americanas.

Então, porque não aplica a Ford esta boa prática nas fábricas americanas? A verdade é que uma fábrica deste tipo não é possível nos EUA porque os acordos com os sindicatos impedem que os funcionários dos fornecedores subcontratados tenham intervenção direta na linha de montagem.

(A fábrica da Ford em Camaçari http://info.detnews.com/video/index.cfm?id=1189 )


Mas talvez não seja só isto. Parece que na Ford alguém percebeu que é mais cómodo e mais barato deixar tudo como está e chorar pelo dinheiro fácil que vem do Governo, que por sua vez o vai buscar aos pagadores de impostos. Tal como parece que no Governo alguém percebeu que é mais fácil ganhar popularidade salvando emprego do que deixar falir empresas ineficientes. Também aqui tudo a expensas dos pagadores de impostos.

Com estas práticas as economias perdem músculo e acantonam-se em bolhas de conforto e segurança condenadas a prazo pela realidade. Mas enquanto a realidade não estala os dirigentes das grandes empresas empregadoras e os governantes deliciam-se com o dinheiro de quem paga impostos. Tal como acontece neste lado do Atlântico. São os EUA a europeizar-se.

Dissuasão

A operação israelita em Gaza, parece ter um objectivo simples : dissuadir o Hamas de preparar atentados, ou lançar foguetes sobre Israel.

Nenhum responsável falou em "destruir o Hamas", ou "destruir todos os lança-foguetes", objectivos evidentemente irrealizáveis a não ser que o Exército Israelita agisse com toda a força necessária, o que iria implicar a morte de dezenas de milhares de habitantes de Gaza. Isso está fora de causa.
A guerra é, sobretudo, um confronto de vontades. O que se procura destruir não é o inimigo, mas sim a sua vontade de combater, e os bons generais são aqueles que o conseguem sem sequer darem um tiro.

O Hamas terá cerca de 20 000 homens bem armados, provavelmente organizou o terreno e a defesa de modo similar ao Hezbolah, e tem milhares de lançadores para fazer desabar chuvas de mísseis sobre Israel.
Mas o simples facto de se possuir capacidade de ataque não leva necessariamente à sua activação.
No mundo real qualquer lingrinhas pode pespegar um soco no campeão mundial de boxe. Mas fazê-lo, implica a possibilidade de uma resposta e a expectativa da dimensão dessa resposta é normalmente suficiente para dissuadir a acção de um lingrinhas racional.
O Hezbolah tem também milhares de mísseis. E a Síria. E o Irão. Todos eles são capazes de fazer chover sobre Israel milhares de misseís por dia.
Mas não o fazem. Agitam a retórica, bramam inflamadas exortações à jihad, mas não lhes passa pela cabeça carregar no botão para traduzir as palavras em actos.
Porquê?
Porque temem a resposta de Israel.

Com o Hamas deverá acontecer o mesmo.
No fim desta campanha, haverá um cessar-fogo, Israel estará no mesmo sítio e Gaza também.
Mas a liderança do Hamas, ter-se-á tornado mais racional e pensará no mínimo 200 vezes, antes de se atrever a lançar um foguetezinho para Israel.
Como está a acontecer com o Hezbolah.

É esse o objectivo de Israel.

Dos tiranos

Aguarda publicação na caixa de comentários do post "Não se distribuam culpas: é preciso tomar partido, claramente!" do blog 5 Dias o comentário que se segue.

....

"Este convite ou sugestão e apoio ao genocídio deveria ser passível de procedimento criminal. Não será?"

A ser, meu caro, devia ter como alvo o CV. Foi, justamente o CV que relacionou o comportamento do Hamas com o voto dos palestinianos:

"os “malditos” do Hamas ao pé do que li são uma lição de democracia (e são, de facto, porque ganharam eleições legítimas)".

Para si o Hamas dá lições de democracia. A afirmação encaixa-se, perfeitamente, no perfil ideológico dos tiranos.

"O leitor assume a defesa clara de um genocídio."

O único genocídio que aqui alguém defende é o dos israelitas pelo Hamas, que o CV considera referência democrática.

"Poderia poupar os leitores a isto, tal como o “arrastão”, por exemplo, decide não publicar comentários neo-nazis inflamados. "

Se o CV não tivesse comentado como comentou não haveria aqui qualquer comentário neo-nazi - os seus.

Para evitar censura, ferramenta essencial dos tiranos e a que o CV se propõe, vou publicar este comentário, paralelamente, no Fiel Inimigo.

Logo à noite comentei as suas restantes tiradas como comento as de Mugabe.

RoD

domingo, 28 de dezembro de 2008

Tradução

Convém que esta tradução seja lida e bem lida.

Alguém Avise o Sócrates, PF

O keynesianismo é uma teoria segundo a qual o Estado pode ou deve estimular a economia através do investimento público.

Em tempos de rebentamentos de bolhas financeiras (potenciadas por políticas socializantes), os mesmo políticos socialistas reerguem velhas bandeiras de intervencionismo. Portugal vai destacar-se porque vai acumular erros antigos a erros recentes, isto é, vai ligar aumento de despesa pública ao estímulo forçado ao crédito, logo, ao mau crédito.

Abaixo está um vídeo que explica de forma simples a teoria keynesiana e porque motivo ele não funciona. Sugiro a visualização completa do vídeo, é francamente esclarecedor.






Por quase toda a OCDE, os políticos preparam-se para voltar ao tempo das sangrias e zaragatoas apesar de se saber que estes são tratamentos mais prejudiciais que benéfícos. Porquê, então, voltar aos modelos estafados? No final do vídeo está uma explicação judiciosa para o caso: "Politicians just love to spend other's people money, and keynesianism is a convenient rationale."

Espantou-se, novamente, a espantalheira


De cada vez que o Hamas fica de rastos, "declara" um cessar fogo prontamente aplaudido pelos espantalhos locais daquela trupe como sendo uma prova de boa vontade e de "verdadeiro desejo de paz".

De cada vez que o Hamaz se re-entrincheira e rearma no seio da população em geral, escolas e hospitais preferencialmente, os espantalhos rosnam contra todos os "neo" relacionados com a "democracia burguesa".

De cada vez que o Hamaz despacha misseis, para alvos absolutamente civis do territótio de Israel, os espantalhos mostram a sua agradada surpresa face aos "novos amanhãs de despontam pela Grécia". No médio Oriente, já se sabe: a culpa é de Israel. Tem a lata de colocar as bases militares fora do alcance do Hamas e fora dos aglomerados populacionais "obrigando os pobres palestinianos" a atacar civís.

De cada vez que Israel contra-ataca saltitam os espantalhos e começam em acusações de excesso de força e desproporciaonalidade de meios. Para eles os meios a empregar não deveriam sequer provocar ruído. De seguida, armam-se em paladinos da defesa do ser humano tentando esconder que apenas se dariam por satisfeitos logo que a região fosse expurgada do único regime que permite a árabes viverem em democracia. São estes os mesmíssimos espantalhos que reclamam ser os "cverdadeiros" defensores da democracia em Portugal. "Não esta", como dizem, mas "outra - mais justa".

Já se percebeu: as FPs foram dizimadas, estamos portanto condenados a viver numa democracia à imagem de Israel.


Actualização: Egipto acusa Hamas de impedir saída de feridos.

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sábado, 27 de dezembro de 2008

O sapateado


A
s TVs locais "noticiavam" hoje uma "manifestação" no Irão e referiam que os manifestantes tinham atirado sapatos a uma imagem de Bussssssh. A CNN refere terem-se tratado de cerca de 70 pessoas.

Para as estações locais isto e notícia.

Que teria acontecido se tivesse sido uma foto de Amadinejah a feliz contemplada pelo sapateado? Teria algum dos manifestantes sequer chagado a ver o pôr do sol?

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Leitura complementar: ... convergência de interesses.

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40 Anos

Apolo 8



Há que recordar também Eurico da Fonseca.



Então? Já não salivam?


"Memorável citação" que deixou os idiotas úteis em transe.
George W. Bush: I call upon all nations to do everything they can to stop these terrorist killers. Thank you.
[George W. Bush brandishes a golf club]
George W. Bush: Now, watch this drive.
... now, watch this other drive:

O grande dilema



Já não temos escudo. E agora?



Novas do arrefecimento global (climate change - aquecimento global ... o que se quiser).

Arrefecimento global: mais esclarecedor que toda a propaganda do IPCC (via O Insurgente).

Os 12 dias do Aquecimento Global (via Watts Up With That).

Nos EUA como aqui, o arrefecimento e a morte.

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sexta-feira, 26 de dezembro de 2008

Filha do pós-modernismo.


O caso “Esmeralda” raia a pura imbecilidade.

Os tribunais deixaram apodrecer, durante anos, um processo urgente. Só no constitucional esteve 2 anos a aboborar.

Rebentada a bronca, a coisa foi julgada pelo constitucional como pelos restantes tribunais a favor do pai.

Os “psicólogos” detentores da verdade absoluta em matéria de paternidade postularam que ser pai nada tem de relevante. Presume-se que ser-se filho, também não.

Face a rocambolescas manobras, os tribunais condenaram os "pais do coração” por sequestro, mas mantiveram, de acordo com o douto entendimento dos “psicólogos”, a sequestrada com os sequestradores.

Marcada foi, várias vezes, a “entrega” da criança ao pai. Talvez por nunca ter sido marcada uma devolução, se aceitou como boas as birras da catraia, prontamente “compreendidas” pelas psicogloditas luminárias.

Começou a suspeitar-se que qualquer birra de qualquer catraio passaria a ter força de lei e que, nesta matéria, a confraria dos psicólogos deveria substituir o Tribunal Constitucional.

Parece que a coisa vai finalmente pelo rumo certo. A ver vamos.

E não se lhes pode dar a todos nos cornos?


Na Escola Secundária do Cerco, um bezerro apontou a uma professora uma pistola de plástico.

A cadeia de despudor considerou inicialmente o assunto como uma brincadeira de mau gosto. Se a pistola fosse verdadeira seria de bom gosto. Entretanto, posteriormente, abriu um inquérito.

As almas multiculturalistas de serviço dividem-se:

- Umas, dizem que o caramelo era bom aluno, depreendendo-se que estava a pedir pistolasticamente à professora que lhe baixasse a nota.

- Outras, procurando marcar o ponto sindical, diz que não, que não é aceitável, e sugerem que "a punição dos alunos deve ser exemplar, sem ser excessiva", não explicando como encaram, em simultâneo, "exemplar" e "sem ser excessiva" nem que medida lhe parece exemplar e onde será excessiva.

- Outras ainda, vêm na coisa uma manobra sindical para manchar a quadra natalícia. O sindicato fala em "fantasmas" ...


SERÁ JESUS GAY?


A maior parte de nós passou ontem a noite a comer e beber até dizer já chega – pelo menos é o que eu imagino, mas sobretudo o que desejo a toda a gente. No entanto, muita pouca gente se lembrou que estava a festejar o nascimento de Nosso Senhor.

Eu, só para citar o meu caso, além de comer e beber até ficar empanturrado, passei a noite em simpática cavaqueira com rapazes e raparigas que, tal como eu, jogam squash, sem que o raio da conversa em algum momento tivesse tido alguma conotação com a origem desta Noite de Paz.


Para colmatar esta falta de espiritualidade, gostaria de lhes mostrar este vídeo de Pat Condell, que tem o condão, ou a qualidade, de conseguir destilar a pergunta que 300 milhões de americanos entre duas pernas de peru, e 10 milhões de portugueses entre duas postas de bacalhau, NUNCA colocam: Será Jesus gay?

quinta-feira, 25 de dezembro de 2008

ENTREVISTA COM PROF. HENRIQUE MEDINA CARREIRA


Ouvir o Prof. Henrique Medina Carreira foi para mim um alívio, vai directo às questões, explica assuntos complexos com simplicidade e não tem papas na língua. Por um lado fico triste pelo estado da nação, por outro lado fico contente que ainda haja portugueses desta cepa…

ECONOMIA

Segundo Medina Carreira as receitas do turismo não dão para pagar OS JUROS da dívida ao exterior. E a dívida nos últimos dez anos cresce ao ritmo de 48 milhões de Euros por dia, ou seja, 2 milhões por hora!

EDUCAÇÃO

Sem querer desfazer nos meus colegas e outros comentaristas do FIEL, mas é verdade que só depois de ter visto (ir ao site da SIC online e preencher 'entrevista com Medina Carreira') esta entrevista é que percebi finalmente a essência do problema do ensino em Portugal:

O problema da educação é que nós temos escolas onde não se aprende, as crianças saem quase na mesma como entraram. Há dias a Doutora Isabel Fevereiro definiu na RTP o que era um professor: ‘Um professor é uma pessoa que está à frente de um aluno que não sabe ler nem escrever, que tem ao lado dele um que sabe escrever o nome dele e pouco mais, e atrás um que sabe ler e escrever’. Isto é a representação que há nas escolas em nome da ESCOLA INCLUSIVA.

Como os alunos não têm que fazer exames, não têm que estudar. Estar a exigir professores de grande cotação É UMA TOLICE. Porque se todos os professores de Portugal fossem catedráticos ensinavam rigorosamente a mesma coisa aos alunos. Se calhar menos, porque não estavam para ATURAR AQUELA TROPA.

Portanto isto está tudo deslocado. Eu já disse pessoalmente à Ministra: a Senhora tem uma agenda errada! Sem impor disciplina, quer grandes professores para quê?

Os exames não deviam ser feitos no ministério, porque estes falsificam os números, mas no exterior, por entidades independentes como a Associação Portuguesa de Matemática do Nuno Crato por exemplo.

O Estado tem por obrigação dar ensino a quem quer estudar e trabalhar. Mas todo o ensino está canalizado PARA A DOUTORICE. Por isso há desempregados aos pontapés. Na Grécia uma das razões dos desacatos é a quantidade de licenciados que não têm nada que fazer. E em Portugal vai acabar por acontecer a mesma coisa.

quarta-feira, 24 de dezembro de 2008

Feliz Natal

Ainda tentei ser eu a dizer o que significa o Natal, mas o Linus sabe fazê-lo incomensuravelmente melhor.

Para quem não sabe, para quem esqueceu, ou para quem o Natal é apenas uma suave memória, aqui fica a resposta à questão 'o que é o Natal' para uma minoria cada vez mais pequena.




Feliz Natal.

Ó AMIGO FELIZ NATAL!


Não pude deixar de reparar que o Fiel-Inimigo possui um leitor assíduo no Estreito de Malaca, que nos acompanha desde que a malta anda a fazer barulho na blogosfera.

Por momentos pensei que era a ml que vivia em Singapura. Porém, depois de 2 segundos de ilusão, cheguei à conclusão que era mau de mais a ml viver em Singapura, por motivos mais que óbvios (Feliz Natal ml).

Meu caro, se estiver à espera que passe por aí uma nau Lusitana, munida de pedras preciosas, especiarias e coisas assim pode já começar a tirar o cavalinho da chuva. Regresse a casa que nós já deixamos de andar por essas zonas, nós agora temos feitorias lá para as Venezuelas e para as Líbias.

Se se sentir sozinho e perseguido não se preocupe, basta gritar aos sete ventos o nome do grande Afonso Albuquerque.

Feliz Natal para si e, de caminho, para toda a malta que nos lê.

PS: (você entra primeiro em 2009, depois diga-nos o que acha do novo ano)

terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Sugestão de Prenda de Natal: 'Kit Revolution'

Este post destina-se a ajudar os visitantes e confrades a encontrar uma prenda de Natal para algum jovem ou adulto com problemas existenciais.

Uma prenda como esta vem a calhar. Na verdade a extrema esquerda grega tem esperança que o seu espírito natalício incendeie a velha Europa. Quando tal acontecer, aqueles que receberem um presente destes ficarão duplamente gratos: desde logo por uma prenda tão linda; depois por poderem acorrer às manifestações anti-capitalistas com prontidão e fardados como manda o protocolo revolucionário.


segunda-feira, 22 de dezembro de 2008

Obama a Fazer Fora do Penico

Como já tem sido destacado algumas vezes no Fiel Inimigo, Obama está a recrutar parceiros de Governo junto de sectores estranhos aos 'brain dead liberals'.

A desfeita vai deixando a esquerda estúpida decepcionada pelo mundo fora.

Uma das últimas notícias representa mais um degrau neste 'fazer fora do penico' de Obama. É suposto que o Presidente eleito escolha um membro de uma Igreja para o ato simbólico da nomeação. Não é que se esperasse ver o rev.Wright na cessão, mas daí à escolha de Warren, um pastor anti casamento homosexual... não havia necessidade.

Umas criaturas muito sensíveis já se mostram chocadíssimas, até mesmo afligidas. As raivinhas estão para breve, quem sabe se se manifestarão na cerimónia.


Aqui fica a notícia, com uns dias de atraso:

http://abclocal.go.com/wls/story?section=news/local&id=6563198

Pirâmides Financeiras 'Boas' e 'Más'

(Picado do Insurgente)

O financeiro americano Madoff resolveu imitar as práticas da Segurança Social (na vertente do financiamento das pensões/reformas). Isto é, remunerar os clientes mais antigos com o dinheiro recebido dos clientes mais recentes. Com a crise do mercado financeiro, as entradas deixaram de compensar as saídas e o sistema colapsou.

Estes sistemas são conhecidos por financiamento em pirâmide.


Convenhamos que Madoff não inventou nada. É que, para além do Estado (com o esquema de financiamento das pensões/reformas), a nossa D.Branca já tinha feito o mesmo e não precisou de frequentar universidades nem ser membro do Governo.

Agora, duas perguntas:
1. (Esta é fácil) Porque é que a D.Branca e o Madoff vão à falência e o Estado não?
-Porque o Estado pode extorquir em impostos o dinheiro para financiar estas pirâmides e a D.Branca e o Madoff não podem.
2. (Esta já é mais difícil) Porque é que a D.Branca e o Madoff são criminosos e os defensores da pirâmide financeira da Segurança Social não são?
- (...)

domingo, 21 de dezembro de 2008

Escravatura

Uma das obras que mais me marcou foi O caminho da servidão”, de Hayek, pela vivíssima descrição do mecanismo segundo o qual o socialismo tende inevitavelmente ao controle totalitário e, no limite, a transformar os indivíduos em escravos.

Não que os pensadores socialistas tenham alguma vez definido esse objectivo. Pelo contrário, as suas intenções sempre foram as melhores, fundadas numa visão utópica de um futuro radioso; de uma sociedade na qual a existência estaria automaticamente garantida, sem que o indivíduo tivesse de se responsabilizar pela sua sobrevivência; uma sociedade onde reinasse a harmonia e na qual não haveria desafios e mudanças abruptas; uma sociedade em que cada um cumprisse aquilo que lhe fosse prescrito, tendo como objectivo o bem geral; uma sociedade onde os indivíduos não tivessem necessidade de fazer escolhas difíceis e tomar decisões cruciais para a sua vida; uma sociedade onde não houvesse inveja, e onde a benevolência do estado garantisse que o indivíduo que errasse fosse considerado vítima dessa mesma sociedade, sendo esta responsabilizada pelos erros daquele.

O socialismo foi imposto à força em alguns países (URSS), e sufragado pelo voto noutros (Alemanha nazi). Pode ser total e brutal, como na Coreia do Norte, China maoista, URSS, etc, ou parcial e fabiano, como nas sociais-democracias dos anos 70 e no “estado social” que se vai paulatinamente estabelecendo na Europa. Todavia o princípio subjacente é o mesmo, e idênticos os resultados práticos, variando apenas no tempo que levam a ser produzidos e aferidos.

A transformação dos indivíduos em escravos não é, na obra de Hayek, uma mera hipérbole. Para além do juízo ético que se possa fazer sobre o fenómeno da escravatura, tecnicamente ela pode caracterizar-se como a relação entre um proprietário que ordena, controla e dispõe do produto do trabalho de indivíduos que lhe estão sujeitos, sem o seu consentimento. O proprietário, em nome do seu próprio interesse, veste, alimenta, ensina, defende e cuida dos seus escravos.

Na história da escravatura há proprietários “bons”, que chegam mesmo a partilhar a mesa com alguns dos seus escravos, os tratam com desvelo e bondade e até lhe concedem alguma liberdade individual, e proprietários “maus”, que os chicoteiam e os tratam sem qualquer piedade.

Ora, mutatis mutandis, é exactamente isto que se passa com o estado socialista ou socializante. Na URSS, o estado socialista ordenava, controlava e dispunha de todo o produto do trabalho de todos os cidadãos. Vestia-os, alimentava-os, abrigava-os, ensinava-os, defendia-os e chicoteava-os, se estes se portassem mal.

A versão mitigada do estado social, é o proprietário “bom”. O estado ordena, controla e dispõe de quase 50% do produto do trabalho de todos os cidadãos. E almeja alimentá-los, abrigá-los (direito à habitação), ensiná-los (direito à educação) e cuidá-los (direito à saúde).

Na verdade, os chamados "direitos económicos", tão caros aos socialistas, são, na sua essência, os cuidados que o proprietário toma com a sua mão-de-obra.


sábado, 20 de dezembro de 2008

SE KIM MORRER NÃO MORRE O RESTO...


Outra causa que a esquerda normalmente deixa a mão, não lhe merece destaque como diz Paulo Porto, é a situação actual na Coreia do Norte. Gostaria apenas de atenuar ligeiramente esta afirmação: já existe uma esquerda que tem a coragem de falar nestas coisas, por exemplo a jornalista Holandesa Bettine Vriesekoop, mas também, e isto é muito mais importante, um escritor chinês que não faz parte dos habituais dissidentes do regime.

O relato que o escritor Chinês Ye Yonglie fez da sua viagem turística à Coreia do Norte foi, pouco antes do início dos Jogos Olímpicos, rapidamente retirado das prateleiras pelas autoridades chinesas. Quem nos diz isto é Bettine Vriesekoop, jornalista e ex-campeã da Europa de ping-pong (1982 e 1992), e também vencedora do Top-12 da Europa em ’82 e ’85. Depois de muitos estágios na China e contactos com jogadoras Chinesas resolveu aprender a língua e estudar Sinologia e Filosofia Oriental. Actualmente é uma das enviadas especiais na China para a imprensa holandesa. Nota-se no relato dela e de outros jornalistas que os Chineses já começaram a sair da casca…

“A Coreia do Norte é um fóssil comunista vivo. Toda a gente tem um broche na lapela com a cabeça do ‘Grande Líder’. Por todo o lado se vêem bandeirolas com textos dizendo ‘Kim Il Sung é imortal’. Mas só cidadãos exemplares é que podem viver em Pyongyang, na capital. Deficientes ou pessoas com familiares radicados na Coreia do Sul são desterrados. As mulheres não podem andar de bicicleta nem andar sozinhas na rua. À noite a cidade é escura como breu e a electricidade vai-se abaixo pelo menos 200 vezes por dia”

Uma passagem do livro A Verdadeira Coreia do Norte de Ye Yonglie.

Ye Yonglie vive num modesto apartamento do centro de Pequim onde nada transparece a figura de um escritor bastante famoso. Centenas de milhões de crianças leram o seu livro Dez Mil Perguntas, e nos anos oitenta ficou famoso com a sua biografia de Jiang Qing, a mulher de Mao Tse Tung. Mas o reconhecimento internacional veio com o seu último livro sobre a Coreia do Norte.

Ye queria passar um mês na Coreia do Norte, mas como escritor não conseguiu visto, resolveu então introduzir-se no país juntando-se a um grupo de turistas chineses. Durante toda a sua permanência foi perseguido por agentes Coreanos e as suas fotografias digitais foram-lhe retiradas da máquina na fronteira, no fim da viagem. Mas como o funcionário da aduana não sabia o que era uma pen ele conseguiu salvar muitas fotografias, de que mais tarde se serviu para mostrar em que estado é que o país realmente se encontra.

Segundo Ye, a Coreia do Norte é comparável à China de Mao durante o período da Revolução Cultural (1966-1969), onde as pessoas morriam de fome. O país, que festeja este ano os seus sessenta anos, está completamente arruinado, a população passa fome e está sob uma lavagem ao cérebro constante.

Baseado no seu relato de viagem e nas suas fotografias, Ye escreveu um longo ensaio que foi publicado em forma de livro mas também colocado na Internet, e foi mesmo feita uma rádio-novela transmitida pela Rádio Pequim. E como os Chineses não têm a mínima ideia do que se passa na Coreia do Norte, a série na rádio era muito popular. Foi nesse momento que a Embaixada Norte Coreana protestou junto do governo chinês da forma como Ye retratou o país, e as autoridades chinesas retiraram o livro das prateleiras.

Com a abertura dos Jogos Olímpicos à perna a China não queria que o pensamento ‘One World One Dream’ fosse perturbado – nem mesmo pela vizinha Coreia do Norte. Mas a proibição do livro foi contraproducente, o livro tornou-se mais conhecido do que já era. A proibição de livros na China já não é tão fácil como era dantes.

”Eu visitei a Coreia do Norte com a intenção de observar a Coreia com os olhos de um turista Chinês. Queria apenas descrever a realidade. E a realidade é que um ditador megalómano sequestrou um povo inteiro de 24 milhões de almas. Nunca vi tanta fome. Na fronteira, mal tínhamos saído do comboio, que os funcionários dos caminhos de ferro se atiraram como lobos esfaimados para cima dos cestos do lixo para arrebatar os últimos restos de comida dos sacos de merenda que nós deitamos fora.

Por todo o lado via-se bandeirolas a dizer que ‘Kim Il Sung é imortal’; ‘A educação é gratuita’; ‘não há drogas’; ‘não há prostituição nem corrupção’. A utopia comunista é por todo o lado vangloriada, mas na realidade as pessoas vivem com a morte sempre presente. Os hotéis estão vazios, não há comércio e as pessoas vestem-se todas de roupa cinzento escuro. A população foi completamente silenciada.”

Ye compara o seu livro com os Versículos Satânicos do escritor britânico Salman Rushdie. ”Quando o livro de Rushdie deu origem a uma ‘fatwa’ no Irão, a rainha Elisabeth protegeu Salman Rushdie e o livro foi publicado. E o que é que acontece neste país? A China não tem uma rainha e ajoelha-se perante o irmão mais novo. Eu esperava uma atitude mais firme de Pequim.”

Ye não compreende a atitude submissa das autoridades Chinesas em relação à Coreia do Norte. Lembra que a Coreia, por sua vez, em momentos cruciais nunca se mostrou um país amigo da China. ”Quando a China se candidatou aos Jogos Olímpicos de 2004 a Coreia votou contra. Todos os Chineses ficaram chocados. Onde estava a solidariedade norte-coreana?”

Ye tem esperanças que a Coreia ainda vai abrir as suas portas ao mundo, assim como a China. ”A morte de Kim Il Sung é talvez a última hipótese para salvar o povo coreano de morrer de fome.”

sexta-feira, 19 de dezembro de 2008

Prioridades dos Estúpidos

Há causas que não movem a esquerda, que não merecem destaque.

Passei pelos nossos campos de tiro e mais dois anexos e ninguém está interessado em comentar que o principal responsável pelo genocídio no Ruanda (país onde foram barbaramente massacrados cerca de 800 mil pessoas) foi condenado no Tribunal Penal Internacional para o Ruanda.

A esquerda tem outras prioridades. Desde logo divulgar jogos de atirar sapatos para aliviar as suas neuroses moralistas.

Muito revelador da prioridade ao auto-ódio dos estúpidos.

A diferença

Os governos europeus proibiram a importação de frango dos Estados Unidos.

O Ministro da Agricultura de França, Michel Barnier declarou que “não se trata de uma medida proteccionista” e que “nem se pretende mostrar aos americanos e chineses que o modelo europeu é melhor ou superior mas que é diferente”.

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quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

Salvem o planeta


George Carlin - Save the planet

Via EcoTretas.


Leitura compementar: "controlar" o clima em favor a alguns.

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Audacity of Hope

Tenho andado a ler uma biografia do Barack Obama, escrita por ele mesmo (A minha herança), e prometo que para a semana darei aqui conta daquilo que penso.
Para já, posso apenas referir que tem um discurso fluente e, quase a acabar,(está, neste momento do livro, no Quénia), é óbvio que, pesem embora algumas perplexidades, se considera parte da grande irmandade negra e que vê "os brancos", como aliens de um mundo que não é o seu.

Isso em si é estranho. Obama foi educado pela mãe (uma tonta brain dead liberal, que se apaixonou pelos negros vendo um filme brasileiro-Orfeu Negro- que romanceava a vida nas favelas) e pelos avós maternos.
Ou seja, por "brancos".
O pai era um queniano bêbado, que se pôs na tontinha, e quando casou com a mãe de Obama já estava casado com uma queniana. E depois disso foi "casando" mais vezes ao longo da vida, estando-se nas tintas para a descendência.
O facto de Obama se identificar mais com a parte da família que o deixou entregue à sua sorte e falar da outra parte como "os brancos", seres estranhos, maus e arrogantes, diz alguma coisa do carácter dele.

Mas há uma revelação inquietante neste livro:
Obama, como é sabido, demarcou-se convenientemente do Reverendo Wright, dizendo que apenas frequentava a sua congregação e que não se identificava com as posições extremistas do cromo.
Pura mentira. O próprio título do mais vendido livro de Barack Obama (Audacity of Hope), foi decalcado do 1º sermão que Obama ouviu na Trinity Church, e que se chamava exactamente Audacity of Hope, e no qual o Reverendo berrou as diatribes conhecidas sobre os "brancos", e a América em geral.

Obrigado Sr. Presidente, Obrigado!




A voz de alguém que sabe o quanto os Curdos sofreram

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terça-feira, 16 de dezembro de 2008

ALTO!

Pára tudo.

Afinal, a derrocada do capitalismo não é a derrocada do capitalismo. É uma vã tentativa de fazer derrocar o socialismo.

O verdadeiro povo é sereno, a revolução socialista segue o seu caminho.

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Nota:

Kadafi ainda não se pronunciou. Está a perder qualidades.


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Sapatos e reflexos

Vai uma alegria imensa por esse mundo fora, pelo facto de um iraquiano ter atirado os sapatos à cabeça de Bush, e a coisa só não redundou em festa rija, entre os muçulmanos e a esquerda tola, porque Bush revelou uns reflexos do caraças. Fui ali à Wii da minha filha experimentar um jogo com uma plataforma em que um tipo se balança e tenta cabecear bolas e esquivar sapatos, e digo-vos que levei com alguns sapatos na testa.

A cobertura do evento tem sido deveras interessante. Os meios de comunicação social têm referido com grande gáudio e riqueza de pormenores que atirar sapatos é um grande insulto na cultura árabe, e que o jornalista é visto como um herói pelos iraquianos anti-Bush (e, claro, pelo povo de esquerda, um pouco por todo o mundo).
O que esta comunicação social se tem esquecido de referir, é a razão pela qual é possível no Iraque de hoje atirar sapatos a um Presidente.

É que tenho cá um palpite que se o herói se tivesse lembrado de praticar tal modalidade com Saddam Hussein provavelmente não voltaria a precisar de usar sapatos.
A ironia disto tudo, é que o herói atirou os sapatos, sem mais consequências que as da responsabilidade perante a lei, usando uma liberdade que lhe foi oferecida pelo alvo da sua ira.
Este incidente é afinal um testamento daquilo que mudou no Iraque.

Uma nota final para o humor de Bush. Aprecio pessoas capazes de se rir de si mesmas e dar a volta por cima. Para chatos convencidos já nos basta o Louçã.
Reagan era especialista nesta táctica, sempre reveladora de se estar na presença de gente com superior inteligência.
Foi também por isso que apreciei a saída de Obama sobre a raça do cão que vai escolher. "Rafeiro, como eu", é uma resposta superior.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

O 'No.1' Volta a Atacar

Teixeira dos Santos, considerado pelo FT o pior ministro das finanças da Europa, volta a atacar.

Os mais otimistas poderiam supor que o ministro (e com ele, o Governo) tinha aprendido com os erros próprios e dos outros. Isto é, o Governo viria agora arrepiar caminho e dizer que este era o momento de aliviar o sufoco fiscal a que empresas e particulares estão submetidos. O dinheiro assim desviado do prato do Estado-glutão serviria para financiar de modo saudável, sustentado, a retoma económica.

Os inteligentes aprendem observando os erros dos outros e os burros aprendem à própria custa. Mas o Governo não está na classe dos inteligentes nem na classe dos burros. Está numa classe abaixo de burro, a classe dos socialistas. Vai daí o ministro das finanças declarou que "temos de pressionar os bancos para que o dinheiro das linhas de crédito anunciadas pelo Governo chegue às empresas." Já tínhamos destacado antes a aberração anti-económica desta ideia e os maus resultados de políticas semelhantes nos EUA.

Há um outro motivo forte que evidencia a asneira de insistir nesta solução. A dívida externa portuguesa atingiu dimensões inéditas. Desde há vários anos que os Bancos portugueses se endividam fortemente no exterior para financiar uma economia cuja riqueza interna é sugada pelo Estado.

Para se ter noção da dimensão da nossa dívida externa usemos uma comparação com o caso americano. Os EUA são geralmente referidos como um país sobre endividado, alertando muitos para os problemas económicos que, mais tarde ou mais cedo, esse endividamento acarretará.
-Os EUA devem a credores externos o equivalente a 100% do seu PIB (quase 14 biliões de dólares (biliões=10^12));
-Portugal, no final do ano passado, devia a credores externos o equivalente a 200% do PIB, o dobro da proporção americana (a dívida externa no final de 2007 já era de 461 mil milhões de dólares). No final deste ano prevê-se que a fasquia do dobro do PIB esteja francamente ultrapassada.

As consequências desta insanidade económica já se vão sentindo e irão, inevitavelmente, sentir-se cada vez mais. Por um lado, se aumenta a dívida aumentam também os juros a pagar. Por outro, se a proporção da dívida externa sobre o PIB se degrada, o risco creditício do país sobe e as taxas de juro dos financiadores externos também. Para uma economia sustentada no crédito externo, a conjugação destes dois factores tem tudo para ser trágica.

No meio disto anunciam-se projetos de um novo riquismo megalómano, doentio: um TGV de ricos para um país pobre; um aeroporto novo que muitos continuam a questionar se é realmente um investimento prioritário; a construção de autoestradas para volumes de tráfego muito abaixo do internacionalmente estabelecido para infraestruturas tão caras. Tudo a ser financiado com dinheiro que o país não tem e que terá de comprar lá fora. O devedor será o Estado, isto é, serão os contribuintes. Para pagar todos estes elefantes brancos e respetivos juros o Estado terá de cobrar cada vez mais impostos, isto é, deixar-nos mais pobres. E a dívida externa continuará o seu galope ascendente.

Nada disto interessa à miopia económica de Sócrates, o vão. A miopia evoluiu para amplimiopia agora que os brios dos vaidosos estão ofendidos pelos resultados económicos negativos. Mas o Governo é mesmo de esquerda (ao contrário do que alguns ensaiam), pelo que não lhe interessa a realidade nem ouvir quem fala nela. E Portugal segue a reboque destas decisões. Caminhamos, ignorantes, para o abismo. Mas caminhamos em estilo: com milhares (ou milhões?) de 'magalhães' e com um PM de palanque a falar-nos em pressupostos sucessos que cada vez mais só ele não tem vergonha de anunciar.

O berrador

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Dá-se a mão, quer-se o braço


"Não ficamos contentes até que os 11000 prisioneiros Palestinianos sejam libertados".

Num momento em que Israel demonstrou, mais uma vez, um gesto de clara boa vontade, Mahmoud Abbas volta a pedir o impensável, ao bom estilo Palestiniano.

Está na altura é de tu ofereceres alguma coisa meu!

Porrada no lombo

Na Grécia nada de novo.
A desordem tem rosto e é o rosto de sempre: a típica aliança da velha esquerda saltitante e pimbática, orfã da falência das utopias, com ignaros pós-marxistas e puros imbecis, amalgamados ao ritmo dos tambores antiamericanos, anti-capitalistas e anti “neoliberais”.
No bacanal de violência, que não precisa de muitas “causas”,apenas de pretextos, a liturgia é sempre revivalista e acaba também sempre na mais primária violência antidemocrática, em ânsias de revolução, agora da “multitude”, segundo o manual de Hardt e Negri.
A canalha ulula em matilha e procura apenas, com mocadas, cocktails Molotov e barras de ferro, dar livre curso à raiva das hormonas.
Qualquer semelhança com a memória dos camisas negras, castanhas, braços musculados comunistas, ou gangs de hooligans, não é pura coincidência.
Esta marabunta que vocifera slogans estupidificantes, parte montras e incendeia lojas e carros, alimenta-se apenas de hormonas descontroladas e de uma salgalhada conceptual cujos ingredientes principais são o ódio ao capitalismo, à democracia “burguesa”, a “eles”, enfim, aos valores profundos que fazem o sucesso da civilização a que pertencemos.
Este é o resultado prático da doutrinação esquerdista veiculada nas escolas e nos media, e que varre a Europa de há uns anos a esta parte.
Na verdade, estes “jovens” vândalos são ideologicamente velhos, puros idiotas úteis, pura chungaria, o produto acabado de sistemas educativos socializantes.

Também pode acontecer cá?
Provavelmente irá acontecer cá.
A solução?
Porrada no lombo.
O estado de direito democrático não pode ficar refém de palermas com acne, física e mental.

Bush será lembrado... Pelo menos no Curdistão


A esquerda Mundial faz passar a ideia, de forma bastante inteligente, de que o Iraque de Saddam Hussein era um país idílico, moderno, que transpirava democracia e onde as pessoas eram felizes. A triste realidade mostra-nos, no entanto, que as coisas eram tudo menos assim e que, apesar de tudo, a intervenção Norte-Americana no Iraque trouxe um sem número de boas novidades para as pobres almas curdas e xiitas Iraquianas (e suniitas, também).

Começando pelo início: a maioria das pessoas, influenciadas e levadas a acreditar na maioria dos disparates ditos pela esquerda estúpida, acredita que os Norte-Americanos usaram o Iraque enquanto puderam e, quando confrontados com um virar de costas de Saddam aos interesses Norte-Americanos, tentaram voltar a colocar as coisas como eram. Eu concordo a perspectiva da esquerda quando diz que os Estados Unidos agem por interesse. Porém, não utilizo o tom rancoroso que a esquerda utiliza quando se fala de qualquer acção dos Estados Unidos da América, independentemente de ser boa ou má.

Não utilizo por uma simples razão: desde os meus 6 anos que vejo que as pessoas actuam segundo os seus interesses, segundo aquilo que querem ver concretizado, segundo aquilo que querem proteger. Ora, os Estados são regidos por pessoas e para as pessoas, logo são parecidos com estas.

Existe gente que pensa, no entanto, que o ser humano não se rege por interesses, é bom por natureza e a sociedade é que o corrompe. A História mostra-nos o oposto daquilo que essa gente pensa: a colonização, as duas Guerras Mundiais, os genocídios, as diásporas, as Cruzadas, a existência de fronteiras, a Guerra Fria, as falcatruas do BPN, os apertares de mão do Sócrates ao Khadafi e ao Chávez, a vénia da União Europeia à pessoa de Vladimir Putin, o processo Casa Pia, dizem-nos que as pessoas, as instituições e os Estados só agem bem e sem interesses muito raramente, sendo que muitas dessas vezes são por mero acaso.

As pessoas pensam que os Estados Unidos da América são o único país do Mundo desumano, mau, que actua por interesses, que mata pessoas, que não é compreensivo e que tem mulheres como Sarah Palin a concorrer para a vice-Presidência. As pessoas esquecem-se que foi na Europa que na década de 90 os bons Sérvios (Europeus Ortodoxos), os Croatas (Europeus Cristãos) e os Bósnios (Europeus Muçulmanos) andaram todos à bulha; as pessoas esquecem-se que José Sócrates passa tanto tempo ao telefone com Caracas como ao telefone com Bruxelas; as pessoas esquecem-se que a China é um dos maiores parceiros económicos da UE e que utiliza mão-de-obra juvenil; as pessoas esquecem-se da ETA, do IRA e dos independentistas Corsos; as pessoas esquecem-se que, há uns bons aninhos, o velho Jean Marie Le Pen foi à segunda volta das Eleições Presidenciais Francesas contra Jacques Chirac.

O que falta às pessoas é aperceberem-se que todos os Estados são iguais, só que utilizam mecanismos diferentes para assegurar fins semelhantes. O que falta perceber ás pessoas é que do outro lado do Atlântico não estão indivíduos dilanteralmente opostos a nós mas sim indivíduos semelhantes a nós. O que falta perceber é que não vale a pena desviar as atenções daquilo que se passa internamente para os outros que estão lá fora. O que falta perceber é que os Estados Unidos da América são superiores e não vale a pena tentar fazer parecer que não.

Uma das maiores acusações que se fazem aos Estados Unidos da América é terem apoiado, em tempos, o Iraque de Saddam Hussein. Esta afirmação corresponde à verdade, mas a malta esquece-se de referir que a bela e querida União das República Socialistas Soviéticas fez exactamente o mesmo, tal como a bela Itália e a bela França (quando falo de ajuda, envolve obviamente meios militares e financeiros). Pouco relevo tem mas, durante a Guerra Irão-Iraque, o Iraque, apesar de apoiado pelos Estados Unidos, fez o favor de atacar alguns alvos Americanos.

Nesta década de 80, já o querido Iraque e o querido Irão andavam com planos para obter armamento nuclear. Em 1981, a aviação Israelita, em mais um dos seus grandes feitos militares, bombardeou, numa acção de Guerra Preventiva, o reactor Iraquiano Osirak, reactor esse feito com a ajuda de Chirac e d'Estaing (posteriormente, Miterrand também ajudou à festa). Ao que consta, Saddam encontrava-se pertíssimo da arma nuclear.

Em 2002/2003, poucos eram aqueles que desconfiavam da inexistência de armas de destruição maciça no Iraque. O jovem Barack Obama, por provavelmente não saber o que eram armas de destruição maciça nesta altura, diz que sempre foi contra a invasão. Porém, várias personalidades de todos os espectros políticos Americano e Europeu não só tinham a certeza disso como apoiavam uma intervenção militar Norte-Americana. A França, na altura com Chirac como Presidente da República, agiu como uma raposa, como se não soubesse que Saddam sempre teve e até chegou a utilizar, contra os Curdos, armas letais.

Até hoje as tais armas não foram descobertas. Mas quem tomou a decisão foi o George W., o satã, esse malvado, logo a culpa de tudo o que se está a passar é dele. O suposto Vietname que é o Iraque é culpa do Bush, única e exclusivamente, não de todos nós que em 2002 assitíamos e aplaudíamos.

Mas ultrapassemos esta fase e olhemos para o que era o paraíso idílico de Saddam Hussein, o desenvolvidíssimo Iraque, que apenas não vive hoje na mó de cima porque alguém se lembrou de lhe atirar com umas bombas para cima:

1 - Organizações não-Governamentais não podiam entrar no país ou, quando entravam, faziam-no de uma forma muito limitada;
2 - As mulheres não podiam sair do país sem o marido. Isto a juntar a outros caprichos tipicamente Islamicos, apesar da suposta existência de um Estado secular;
3 - Saddam Hussein governava para a família, depois para os amigos, depois para o Baath e depois para os Suniitas;
4 - Os xiitas sofreram na pele a ira de Saddam: a condenação que o levou à morte foi, aliás, a morte de 148 xiitas, pela retaliação de uma tentativa de assassinato à sua pessoa. Em 1991 (morreram 150000) e em 1999, outros ataques bem maiores foram levados a cabo contra as comunidades xiitas Iraquianas, matando milhares de pessoas e obrigando outras tantas a procurar abrigo;
5 - Escusado será dizer que não existia democracia no Iraque: o Baath era o único partido legal, não havia eleições e os opositores políticos eram perseguidos e assassinados;
6 - A Norte, no Curdistão, ocorreu um genocídio directamente incentivado por Saddam. Estima-se que 200000 pessoas tenham morrido só na Operação Affal de 1986-1989. Refugiados estima-se em 1 milhão e meio. Foi durante esta Operação que Ali ficou conhecido como "Ali, o Químico". Tirem as vossas ilacções;
7 - Água, electricidade e saneamento era coisa que raramente se via. Hoje em dia, aparecem notícias no jornal que nos dizem que o Iraque não tem água, electricidade e saneamento, como se tivessem sido os Norte-Americanos a destruir a obra feita;
8 - Não era possível as pessoas reunirem-se nas ruas e trocarem opiniões; não se podia receber dinheiro do estrangeiro;
9 - Raptos, execuções e tortura eram documentadas por todas as Organizações Não Governamentais durante os anos de Saddam;
10 - Amputação era a pena esperada para quem fugisse ao serviço militar.

Acho que, para se ter só uma ideia, são esclarecedores estes meros dez pontos feitos à pressão.

Uma coisa que deve fazer zum-zum nos ouvidos das pessoas é o facto de, de um momento para o outro, o nome Iraque lhes estar a entrar sucessivamente pela casa a dentro. O Iraque devia ser, para certas almas, um sítio pacífico!

Não, não era. As TV's é que não ligavam ao desrespeito dos Direitos Humanos por parte de Saddam, porque eram feitos por um tipo feio e de bigode; quando meia dúzia de rapazinhos louros e com nomes ocidentais fizeram nem 1/1000 daquilo que Saddam fez no Iraque, mal-tratando prisioneiros, noticiários foram abertos e o Regime de Saddam raras vezes foi abordado.

Os Americanos tinham entrado porque sim, porque eram maus e porque era preciso alimentar o lobby das armas. Efeitos positivos? Nenhuns! O Iraque era um santuário!

Porque raio é que morre tanta gente? Serão os Americanos a matar tudo quanto mexe ou serão os terroristas Islâmicos a perpetrar atentados terroristas contra cidadãos Iraquianos inocentes nos centros movimentados das grandes cidades? Será que os atentados existem porque os Americanos não deviam estar ali ou porque os terroristas não querem a ocidentalização do Iraque, querem denegrir a imagem dos Estados Unidos do Mundo e querem levar o Iraque de volta às origens? Será que Al-Sadr patrocina os atentados porque não gosta dos Estados Unidos da América ou porque está chateado por não estar ele a mandar?

Mas o que afinal trouxe a invasão de bom para o Iraque? Deixo-vos outros 10 pontos e retiro-me, já são três e meia da manhã e amanhã a coruja pia ás nove:

1 - Realização de Eleições, apesar de alguns atropelos. Se olharmos que a maioria do pessoal nem sabia o que era colocar a cruz num nome, até nem foi mau. Em 2005, votaram 12 milhões e meio de pessoas;
2 - Os curdos têm direito à vida! Quem diria!;
3 - Saddam foi retirado do poder e depois julgado, embora apenas por um dos de milhares crimes que cometeu;
4 - Afinal também existiam xiitas no Iraque, só que estavam escondidos ou enterrados;
5 - A ajuda não-governamental foi autorizada, como é óbvio, a entrar no país: dá-se comida à boca dos pobres (curdos incluídos), prestam-se serviços hospitalares e dá-se roupa às crianças;
6 - O investimento estrangeiro, que está a levar a China e a Índia rumo ao estrelato, foi autorizado. Diversas empresas Americanas começam a investir no Iraque, criando postos de trabalho;
7 - Hospitais foram construídos e remodelados, para além de outras infra-estruturas;
8 - As crianças, apesar de serem Curdas, podem ir à escola se assim entenderem e aprenderem a verdade;
9 - As mulheres, apesar da sociedade continuar retrógada, começam a ver reconhecidos alguns dos seus direitos;
10 - O filho do Saddam Hussein, Uday, deixou de torturar os jogadores da sua equipa de futebol e da selecção nacional Iraquiana. Como resultado disso, a Selecção Nacional tem vindo a ter bons resultados e até vai participar na Taça das Confederações.

Caso o Curdistão se torne independente, não seria uma boa ideia celebrar um feriado no dia 6 de Julho de cada ano, dia do aniversário de Bush?

A ferramenta



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domingo, 14 de dezembro de 2008

Sucata a baterias

Alguém me é capaz de explicar?

O Toyota Prius tem baterias com 1310 Watt hora de capacidade. Isto significa que as baterias conseguem manter um débito de 1310 Watt durante uma hora.

O motor eléctrico consome 50000W!

Pelas minhas contas, as baterias ficariam descarregadas em 1.6 minutos. Que bateria aguenta ser descarregada num minuto e meio?

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Os eco-alarmistas e os verdes-kaviar reclamam que a mesma flor de estufa carrega as baterias a cada travagem. Sim, é verdade.

Mas será que clarificam, que a carga parcial obtida numa travagem consegue apenas acelerar o carro em cerca de metade da aceleração correspondente?

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Mais uma vez... A classe de Bush




"O tipo atirou-me um tamanho 10. Acho que vocês deviam saber (...) Infelizmente, este não é o meu número de sapatos"

Sentido de humor não falta nem nunca faltou a Bush. Ainda vão ter saudades dele.

As praias das paz


Busssssh, as petrolíferas e o inqualificável lobi armamentista.

Só em Rio de Janeiro, 8000 por ano. É no que dão as invasões e o imperialismo expansionista.

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Corrupção

Ouvi um dia destes (programa Parlamento) Gilherme Silva, Vice Presidente da Assembleia da Republica, referir que, formalmente, a votação para a suspensão da avaliação de professores teria sido aprovada. Teria sido, não se tivesse dado o caso de Jaime Gama ter optado por um "entendimento" em função de uma qualquer "modalidade" de votação apropriada ao chumbo.

Mas Guilherme Silva não se ficou por aqui (muito embora com pouca vontade). Perguntado porque não teriam, os deputados, nomeadamente o PSD, levantado a questão, o Vice Presidente declarou que "houve um entendimento nesse sentido".

Já se tinha percebido que, na Assembleia da República, as votações são combinadas. Que batatais de deputados se baldam às votações não é coisa nova. Que, apesar das faltas, as votações decorrem sempre como se espera, é habitual. O que falhou, neste caso, foi a organização da coisa. Faltaram mais uns que outros e a coisa percebeu-se.

Face às declarações de Guilherme Silva, parece óbvio que as conivências são mais que muitas e que atravessam todas as bancadas, sem excepção.

Convinha dar a impressão que se pretendia estar contra o governo sem que, de facto, a coisa tivesse pés para andar. Furada a manobra, valeu o conveniente entendimento de quem de direito, ractificado, por omissão, por todos os partidos.

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sábado, 13 de dezembro de 2008

George W. Obama

"Do not test Obama"



Estado rouba 50 milhões de euros

Já era estranho que pela apresentação da declaração de IRS se fosse obrigado a declarar o rendimento do ano anterior, constante, exactamente, na declaração do ano anterior. Fica a ideia que o estado tenta dar margem à ocorrência de erro para multar.

O governo resolveu, entretanto, obrigar à entrega de uma declaração-espantalho de IVA duplicando, de alguma forma, as declarações regulares trimestrais de quem passa recibos verdes.

O governo dos Magalhães (amen), dos simplex’s, da banda larga, etc, implementou a legislação e, no primeiro ano, não a cumpriu, não multando ninguém.

No segundo ano, o governo resolveu multar os contribuintes pelos dois anos. Mais, informou que não se sente obrigado a avisar os cidadãos das novas normas que criou.

Que se trata de um puro roubo, é óbvio. Que o governo usa a lei como instrumento do roubo é também evidente. Que o governo desrespeita o cumprimento da lei para potenciar o roubo é claro.

Será possível que, em apenas um governo, se junte tanta imbecilidade e que ela consiga, tentacularmente, tomar conta do estado?

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Eh! Pá!










sexta-feira, 12 de dezembro de 2008

Armas e Mumbai

Ser-se pelo “controle das armas”, é uma daquelas coisas que para muita gente parece ser do mais elementar bom senso e que é aceite, sem discussão, como eticamente “certa”.
Afinal de contas as armas matam e por isso são uma coisa “má”.
Simples e claro, nada menos que uma evidência cartesiana.
Quem discorda do controle apertado no acesso às armas, só pode ser um extremista nazi, um reaccionário, um idiota, um inimigo da humanidade e do progresso, uma pessoa fundamentalmente má, daquelas que precisam urgentemente de ser reeducadas nos “valores para a cidadania”.
Mas será assim tão simples?
Há dias 10 islamistas armados de Kalashnikovs, mataram quase 200 pessoas em Mumbai, num ataque coordenado que visava obter ainda “melhores resultados”, os quais poderiam facilmente ter atingido os 2 ou 3 milhares.
Foram atacados 6 locais simultaneamente, o que implica que os islamistas actuavam em parelhas ou isoladamente.
Como foi possível a 10 rapazolas levarem a cabo uma tarefa de tal magnitude sem que ninguém conseguisse detê-los? Era realmente inevitável ter morrido tanta gente?

Jerusalém, 2 de Julho de 2008.
Um islamista palestiniano ao volante de um caterpilar irrompe numa movimentada rua da cidade e leva tudo à frente, procurando matar o máximo número possível de israelitas. Mata 4 pessoas e entretanto um transeunte sobe à máquina e abate-o com um tiro na cabeça.

Em ambas as situações, o mais fácil será criticar a reacção lenta da polícia e fazer rolar uma ou duas cabeças, para apaziguar as fúrias.
Mas na verdade é manifestamente impossível a qualquer Polícia, por mais eficaz que seja, alcançar a ubiquidade e a omnipotência, protegendo todo e qualquer cidadão em todos os momentos e lugares, a menos que se materialize a ficção Minority Report, de Philip K.Dick.
No caso de Mumbai, Sebastian D'Souza um fotógrafo indiano que, pelo nome português, deverá ser oriundo de Goa, e que tirou algumas das fotos que correram mundo, disse a certa altura que "Só queria ter uma arma e não uma máquina fotográfica”.
Nesta exclamação enraivecida está toda uma filosofia.
O estado indiano, como bastantes outros estados no mundo, segue a via dogmática da correcção política e proíbe os seus cidadãos de se protegerem a si mesmos, atribuindo-se a si próprio uma tarefa que não pode cumprir cabalmente. (Curiosamente o “pacifista” Gandhi achava que o direito ao uso e porte de armas era um direito fundamental do indivíduo).
A União Indiana é hoje um dos países do mundo onde é mais difícil obter legalmente uma arma, o que levou, inevitavelmente, ao florescimento de um mercado negro rampante, onde qualquer cidadão que se disponha a contornar al lei, obtem as armas que quer a preços 30 e 40 vezes mais baixos do que os que são praticados no exíguo e quase inexistente mercado legal.
A União Indiana é o exemplo perfeito das perversões da cançoneta politicamente correcta do controle das armas. O resultado final das leis restritivas não é a paz e a harmonia, mas sim uma sociedade em que os criminosos têm as armas que querem e os cidadãos que procuram viver de acordo com a lei estão completamente indefesos perante um ataque inopinado.
Os indianos judeus que estavam no Centro Judeu, desarmados pelas leis “progressistas” do seu país, acabaram a tentar repelir os islamistas à pedrada e foram evidentemente abatidos como cães, pelo fogo mortífero das AK-47.
Esta situação repete-se por todo o globo.
Nos campus americanos, e em alguns estabelecimentos comerciais, regulamentos “progressistas” estribados na vaga de correcção política, criaram belíssimas e floribélicas “gun free zones”, onde está proibido o uso e porte de arma.
O resultado é sempre o mesmo: um único indivíduo armado, transforma a “gun free zone” num matadouro , agindo com total liberdade.
Face a esta realidade, a correcção política enterra a cabeça na areia, e recomenda ainda mais controle das armas, como um bêbado que quer tratar a ressaca com umas goladas de aguardente ainda mais forte.
Como nos deixámos encurralar na irracionalidade?