domingo, 29 de março de 2009

Que o saco-cama esteja com eles


Em época de “verdade” de coisas “inconvenientes”, em que “modelos” mais se mostrem desligados da realidade e por eles se idolatram computadores, prossegue em marcha acelerada a adoração do sublime suplício auto-inflingido.

Alguns preferem excomungar a matemática lógica e a esquiva razão, imperfeita esta por brotar do justificadamente supliciado animal, a outra por parecer alienação de “elites”. Outros aprestam-se à direcção do coro dos cânticos do aureolado boi, optando pela Galáctica “militância” que lhes permitirá ascenderem a cidadãos de razão plena e, “pela correcta razão” ao direito sobre o pleno.

Decorreu ontem mais uma catarse a nível planetário. Continua em curso outra apalermada cerimónia.

Um grupo de promitentes sacerdotes resolveu “demonstrar” os fundamentos do credo e partiu à cruzada da salvação dos ursos. A puta da natureza tem-nos tramado e, 3 meses depois de partirem, ainda nem sequer a 1/10 da distância ao destino eles estão. Têm sido açoitados por temperaturas inferiores a –40 graus C e já nem tino têm para pedir socorro.

Acalme-se a assembleia do Amen porque os resultados da expedição “científica” estão salvaguardados, aliás previamente anunciados.

Outros, que não os "correctos", seriam, com os autores, atados à pira.

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quinta-feira, 26 de março de 2009

Luta de Classes.

Se Karl Marx ressuscitasse ao 3º dia sentir-se-ia feliz ao ver  que a luta de classes entre proletários e burgueses assentou arraiais na esquerda actual, nesta hora de presságios em que os oráculos, remexendo  entranhas de galinhas e manipulando búzios, interpretam mais uma crise do capitalismo e tratam de repartir culpas.

O nível de análise, como demonstra o Luis Oliveira neste poste, está à rasa altura dos comícios nos quais ainda se berra a  Internacional, com o punho ao alto, que a saudade do ridículo aperta os corações.

A culpa começou por ser obviamente do Bush, dos neocons e dos neoliberais, tudo ao molho no  mesmo saco, como se fossem coisas indistintas. Depois passou a ser também culpa de Wall Street, dos banqueiros, dos empresários gananciosos, da malta sem escrúpulos, que os estados  neocons e neoliberais querem salvar com "politicas de direita".

A burguesia, acantonada no  estado (neoliberal), explora os pobres proletários, como Marx dizia. Se juntarmos à narrativa a mensagem de que a principal tarefa do governo perante a crise deverá ser a protecção dos desfavorecidos, temos o quadro completo de culpados,  vítimas e salvadores da crise, guião telenovelístico escrito pelos  Soares, Sócrates e Alegres deste alegre mundo, os mesmos que deitam um olhar vesgo a  Wall Street e se prostram embevecidos perante o Neo obâmico que saíu da Matrix para atacar os poderes do "neoliberalsmo desenfreaddo", espécie de "programa Smith" descontrolado que ameaça destruir o mundo.

O Evangelho é interessante e apelativo, mas acontece que os gananciosos  e desalmados burgueses de Wall Street deram (muito) mais dinheiro a Obama do que a McCain. Não é que Obama seja herdeiro de Marx, o socialismo para aqueles lados não é bem visto, mas parece-se muito com alguns  herdeiros europeus (e ibéricos)  do Profeta, tirando a cor da pele.

E na Europa, incluindo Portugal, as classes alta e média-alta têm tão estreita relação com o estado "social", que o proletariado até parece  "de direita". Na verdade o partido com maior proporção de votantes da alta e média  burguesia é justamente o Bloco de Esquerda. Pelo que ressuscitar  Marx para enfrentar a crise, é tão adequado como desatar a cantar a Internacional na Missa de Domingo.


Petição




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A Leste do Parolismo

“A produção passou para a Eslováquia”, queixa-se o Bloco. É chato realmente. O "independente" Daniel concorda: "Eu quero que empresas vão para a Eslováquia e para Portugal. Não quero é empresas saltimbanco e sanguesuga que vão do lado para o outro conforme os Estados lhes dão mais e os trabalhadores recebem menos. E isto aplica-se aos portugueses e aos eslovacos".

É sempre fascinante observar o novelo que constantemente se enrola nesta cabeça. Quando as empresas se deslocalizam de outros países para Portugal ou para a Eslováquia em busca de subsídios e menores custos laborais é uma coisa boa. Quando saiem de Portugal ou Eslováquia para outras paragens com os mesmos objectivos é uma coisa má. "Trabalhadores de todo o mundo, uni-vos!" ou lá o que é. Enfim, adiante.

Passam quase 30 anos sobre a publicação do Finniston Report, um relatório encomendado pelo governo britânico para analisar o declínio da produção fabril no Reino Unido. Outrora uma nação industrial, a produção britânica tem vindo a cair acentuadamente nos últimos 30 anos (40% do PIB na altura, agora menos de 20%), perdendo terreno para concorrentes orientais com mão de obra muito mais barata.

Na altura do relatório a preocupação era o Japão. Bastou pouco mais de uma década para a indústria de motorizadas britânica ser completamente arrasada pelos japoneses. BSA, Triumph, Norton, Royal Enfield, Matchless, AJS, Sunbeam, uma a uma todas desapareceram do mercado. Seguiu-se mais tarde a indústria automóvel, com um declínio menos acentuado, mas também irreversível.

A principal conclusão do relatório foi a de que as empresas inglesas eram muito menos produtivas do que as suas principais rivais, sendo essa a raíz dos seus problemas. Retomando o exemplo da indústria motorizada, entre 1956 e 1973 o número de motorizadas produzidas por ano e por trabalhador baixou de 19 para 13 no Reino Unido, enquanto no Japão passou de 16 para 195.

O documento discute várias ideias para conseguir os urgentes ganhos de produtividade necessários, mas acima de tudo recomenda uma mudança de enfâse para produtos de alta qualidade, de alto valor acrescentado e baseados em tecnologias de ponta, onde a competição com os países em industrialização seja menos intensa. Ou seja, as boas velhas receitas do Pai Adão: "If a foreign country can supply us with a commodity cheaper than we ourselves can make it, better buy it of them with some part of the produce of our own industry, employed in a way in which we have some advantage".

São essas as características que se encontram na indústria britânica da actualidade. O seu ex-libris actual, a Rolls Royce, além dos conhecidos carros de luxo, fabrica turbinas para aviões.

Lições da história para quem as quiser estudar. Por cá já se sabe. Graças aos Danieis do nosso contentamento continuaremos a correr atrás da fabriqueta fecha-não-fecha de trousses e da Autoeuropa.

Embora os Magalhães digam que sim ...






Aquecimento Global: por onde andas?

Via EcoTretas.

quarta-feira, 25 de março de 2009

segunda-feira, 23 de março de 2009

O CONDOMÍNIO, uma solução burguesa...


O problema com este tipo de cogitações, apesar de sempre interessantes e bem-vindas, é que sendo muito difícil definir precisamente esquerda ou direita, acabamos inevitavelmente por imputar coisas à Esquerda (ou aquilo que passa por ser de esquerda) que igualmente se poderiam imputar nas calmas à Direita ou vice-versa, dependente do ponto de vista de quem escreve...


Catalogar movimentos ou partidos à esquerda ou à direita não é tarefa fácil nos dias que correm, quando se fala a nível pessoal então a coisa é quase totalmente impossível. Porque toda a gente é progressista em algumas coisas e conservadora noutras. Pior ainda, certas posições podem parecer progressistas num determinado contexto e noutro absolutamente reaccionário. E, para tornar a coisa ainda mais confusa daquilo que já é, a latitude e a época onde determinada posição política teve lugar também tem influência na nossa percepção.


Terreiro do Paço em Setembro de 1999.

“Para as pessoas de direita, a explicação está na compulsão esquerdista para a centralização do poder e para a imposição da sua visão social e moral, por todos os meios possíveis.” afirmava o Lidador há dias. Sim é verdade, a esquerda tem realmente tendência para a centralização do poder, e moralistas quanto baste. Absolutamente de acordo. Só não estou de acordo com a comparação assimétrica que o Lidador faz, ou seja, compara a Direita Liberal (esclarecida e bem-pensante) com a Extrema Esquerda (barulhenta e idiota) partindo do princípio que não há outra! Depreendo isso desta afirmação: ”quem já debateu com pessoas de esquerda, pessoas que a si mesmas se designam por “progressistas”, percebe que, de um modo geral, estão convencidas que são mais inteligentes e esclarecidas.” Sim, mas normalmente este "convencimento" só dura até atingir a idade adulta, quando a ultrapassa trata-se de um caso patológico...

É também verdade que a esquerda ”encara a democracia ‘burguesa’ com alguma desconfiança, porque se trata de um sistema em que pessoas pouco esclarecidas e manipuláveis podem forçar decisões ‘erradas’.” Mas é só meia-verdade, porque a Direita também tem as suas desconfianças em relação à democracia burguesa. Na nossa história recente, o doutor Oliveira Salazar juntamente com o esclarecidíssimo e inteligentíssimo doutor Caetano, que dificilmente os poderíamos catalogar de esquerdistas, também tinham este tipo de suspeitas alegando precisamente as mesmas razões. Bem vistas as coisas tinham uma certa razão, pena é que as decisões que tomaram não eram muito melhor do que as do Senhor Serafim do talho...

Picante detalhe, e a confirmar as palavras do Lidador, em todo o caso em relação à esquerda, durante as primeiras eleições livres, logo a seguir ao 25 de Abril de 1974, a Esquerda (por exemplo o PCP mas não só), e precisamente pela mesma razão, tentou limitar a votação dos emigrantes por serem, lá está, pouco esclarecidos e manipuláveis! Na realidade porque para salvar as suas economias, estes votariam prudentemente mais à direita do que seria desejável para os comunistas...

Como se vê, é fácil encontrar exemplos em ambos os lados do espectro político que desconfiam da democracia burguesa. Mas é verdade que a conotação pejorativa atribuída à democracia burguesa sempre teve mais adeptos à esquerda, mas já se vai notando uma mudança – mas não no MRPP claro...

Acerca da “compulsão esquerdista para a centralização do poder e para a imposição da sua visão social e moral, por todos os meios possíveis”, gostaria de acreditar que assim fosse, só que, por exemplo na Rússia, essa tendência é muito anterior à revolução. A revolução finou-se mas a festa continua... E os muçulmanos, só para citar outro exemplo, também têm a tara da centralização do poder (secular e espiritual), e não foi no Das Kapital que aprenderam essas coisas.

Este fenómeno não é tão presente nas sociedades protestantes do norte da Europa, mais independentistas, sempre divididas em pequenos reinos e habituadas de longa data a diferenças religiosas. Também, e talvez por isso, mais igualitárias! E tenho até a impressão que o sucesso destas sociedades se deve em parte a um maior sentido de “igualitarismo” (a quem chame isto civismo e outros socialismo, por mim, é igual ao litro!). Ou seja, a burguesia destes países, até como forma de auto-protecção, para não ser literalmente comida pelo povo, antes mesmo de Marx já tinha percebido que as classes mais desfavorecidas também têm direito a comer. A filosofia é simples, havendo um maior equilíbrio na partilha do bolo, e criando um relativo bem-estar geral toda a sociedade ganha com isso...

No sul da Europa e na América Latina, talvez uns resquícios de feudalismo (!) dão origem a que a burguesia tenha outra filosofia: como (santolas) logo existo! Que o resto do país passe fome de rato estão-se nas tintas. A burguesia local julga até ter encontrado (no Brasil) ultimamente a solução para se separar difinitivamente do povo não sendo demasiadamente confrontada com as inconveniências da miséria, de que em parte é responsável: o CONDOMÍNIO... (Nisto de condomínios o Brasil parece ser o exemplo a seguir. Parece que em São Paulo já existem condomínios com todas as facilidades e infra-estruturas que a burguesia local necessita. Não há necessidade de sair à rua. Para quê respirar o cheiro a suor que a populaça exala?)

Adolfo Hitler mandou construir campos de concentração, mas condomínios nunca lhe passou pela cabeça. Será apenas este ‘igualitarismo protestante’ que leva o Lidador a querer empurrar o Fuhrer para a Esquerda e achar ”espantoso, e revelador do imenso poder cultural da esquerda, que tenha sido possível descartarem este seu filho dilecto.”

Não só.

Azar do camandro para a Esquerda, o partido de Hitler teve mesmo a sua origem num partido socialista (Bavarische Deutsche Arbeiterpartei) e não foi por nada que Hitler renomeou o partido de Nationalsozialistische Deutsche Arbeiter Partei... E, muito ao contrário da palavra “democracia” a designar a antiga DDR, “trabalhador” e “socialismo” no nome do seu partido, como iremos ver adiante, não estava lá apenas para inglês ver... Começo a compreender melhor o ódio que Hitler tinha aos comunistas: a falta de “gründlichkeit”, a falta de precisão no uso das palavras...

E é um facto que nos anos trinta, obrigado talvez pela crise, Hitler introduziu na Alemanha uma plan-ökonomie. Na Alemanha, foi ele o percursor do Estado-Providência. Na Holanda introduziu um sistema de saúde, protecção ao despedimento e subsídio em caso de acidente de trabalho! Acrescente-se a isto a construção dos famosos carros do povo (Volkswagen) e podemos dizer que os Nazis em poucos anos fizeram mais pelo povo do que todos os regimes socialistas juntos em meio século... Um colunista holandês disse há muito pouco tempo sobre este assunto que se o holocausto não tivesse existido Adolf Hitler era membro honorário do PvdA (Partido Trabalhista Social-Democrata).

Ah, já me esquecia! Terão sido os homossexuais sempre de esquerda? O Prof. Gert Hekma, professor da cadeira de Gay and Lesbians Studies da Universidade de Amesterdão diz que ”nem sempre. Na Alemanha hitleriana quase todo o topo da SA (Sturmabteilung) era homossexual, Röhmer também...”

Mas há mais esquerdices nos Nazis. A Wikipédia Britânica diz-nos:

There was widespread support for animal welfare in Nazi Germany and the Nazis took several measures to ensure protection of animals. Many Nazi leaders including Adolf Hitler and Hermann Göring were supporters of animal protection. Several Nazis were environmentalists, and species protection and animal welfare were significant issues in the Nazi regime. Heinrich Himmler made efforts to ban the hunting of animals. Göring was an animal lover and conservationist. The current animal welfare laws in Germany are more or less modification of the laws introduced by the Nazis.

Fora da Wiki encontrei um édito nacional-socialista sobre vivissecção.

The National Socialist German Workers' Party (NSDAP) press release states:
The Prussian minister-president Goering has released a statement stating that starting 16 August 1933 vivisection of animals of all kinds is forbidden in Prussia. He has requested that the concerned ministries draft a law after which vivisection will be punished with a high penalty. Until the law goes into effect, persons who, despite this prohibition, order, participate or perform vivisections on animals of any kind will be deported to concentration camps.

Até aqui tudo bem, só que de repente perderam o juízo e começaram eles prórios a fazer experiências, e mesmo vivissecção a todo o tipo de mamíferos (maior parte Judeus) nos campos de concentração... Lá está, isto confirma o que eu disse no início, ninguém é totalmente de direita ou intrinsecamente de esquerda...

Em todo o caso, depois dos Nazis terem transformado em pouco tempo o “socialismo” em nacionalismo exacerbado e banditismo e, tendo em conta as perseguições de que toda a Esquerda (comunistas, anarquistas, sociais-democratas) foi alvo durante o período hitleriano, é compreensível que nesta conjuntura não fossem muito à bola do Fuhrer e o tivessem impingido, por muito socialista que fosse, o mais depressa possível à Direita. Que outra coisa se poderia esperar?

Sobretudo levando em consideração que no mesmo período, o beato Francisco Franco e o não-tão-beato Salazar, que nunca ouvi alguém qualificar de esquerdistas, tivessem apoiado ideologicamente (mas não só) o tio Adolfo. Ora, não consta que o Generalíssimo e o doutor Salazar tivessem também enlouquecido e apoiado o socialista Hitler apenas para chatear os americanos! Ou com o propósito de algum dia substituir o atavismo católico dos seus regimes pelo entusiasmo revolucionário e socialista dos nazis! Nunca ouvi dizer que o Estado-Novo fosse a fase precedente da ditadura do proletariado! Quando fiz parte da Mocidade Portuguesa - cópia mal-amanhada da Juventude Hitleriana – nenhum chefe de quina me disse que eu tinha que combater a burguesia!

Voltando aos maricas! É o que faz falar da Mocidade Portuguesa...

Acho estranho a Direita – refiro-me obviamente à bem-pensante e esclarecida, a única com quem vale a pena discutir - criticar o Islão por perseguir os gays, e criticar a Esquerda por querer normalizar a situação dos gays! Na minha opinião, melhorar a situação dos homossexuais não é algo de esquerda ou de direita!. Tal como o voto feminino, o direito ao aborto, o direito das mulheres fornicarem com quem querem e lhes apetece, a qualidade da água que bebemos e dos produtos que comemos, espaços verdes, o ar que se respira, tudo isto se resume apenas a tornar a nossa vida e a dos outros mais agradável...

Direita ou esquerda, a luta parece ser a mesma - e continua...

E se em Portugal a Esquerda tem neste capítulo, das emancipações e preocupações ambientais, quase o monopólio, a culpa não é deles nem dos temas, é da Direita que continua enfiada nos seus condomínios a comer santolas... Acho que é de louvar que alguém se ocupe com estes assuntos, seja de direita ou de esquerda, que é para não ficarmos ao nível do Irão. Que é para evitar que por exemplo dentro de algum tempo, a Memri-TV comece a publicar na net filmes com palestras de bispos ou políticos portugueses...

Ouvir quem sabe


Peter Schiff - um liberal que antecipou a actual crise e que muitos outros liberais (e não-liberais) ignoraram - faz uma análise da actual situação económica americana. Uma palestra de 1h 15m mas em que todos os minutos de bom senso merecem ser ouvidos. Pese embora discorde com ele relativamente à afirmação de que o sector dos Serviços seja improdutivo. 

Especialmente divertido entre 39:45 e 43:30.

«Bankrupcy is a good thing. It's the way the market cleanses the economy of companies that shouldn't be there [...] they are not effectively utilizing resources. Those resources need to be freed out. [...] so we can use them productively. [...] We work because we want stuff no because we want to work. So, just to preserve jobs doesn't make sense if they're not productive, if they're not efficient.»

«President [...] says "We need to restore credit" (he keeps saying credit is the lifeblood of the economy) "so americans go out and buy more cars." [...] That's the last thing we need! [...] We have too much cars. We have too much everything. [...] The last thing America needs is to buy more stuff.»

«What is the Government is trying to do with the stimulus? The government is trying to recreate the conditions that led to the crisis. [...] They are not talking about stimulating  economic growth. They're talking about stimulating spending. They want us going back to the auto-show rooms, back to the malls and buying more stuff. And they want us going deeper into debt to pay for it. And if we are not able to accumulate the debt on our own then the government will do it for us. As if "This is the secret!". If they can just spend enough money, then the economy will just gonna magically grow.»

«Historicaly America borrowed a lot of money in the 1800's and it was not a problem. [...] and the economy was in great shape. [...] Back then we borrowed money to make investments,  to build infrastructure [...] to build a productive economy. We invested the money. We didn't just spend it on stuff.»

«The popular notion is that we had a depression because Hoover was so irresponsible he trusted the free market he did nothing. And because he did nothing we had a depression. And then Roosevelt rowed to the rescue and saved the day with Big Government. [...] The reality is that we had a depression because we had a Federal Reserve that was too easy in the 20's and created a boom [...]. When the boom bust, Hoover ignored the good advice of the Secretary of Treasury [...] and instead of allowing the free market work he came up with all kinds of crazy things: to bail people out [...] and all kinds of things that created the depression. And then Roosevelt came in and proceeded to make it worse. And everything that Roosevelt did exacerbated it. [...] We would have gonne out of it a lot faster had Roosevelt not just expanded the failed policies of Hoover. And that's very similiar to what is happening now.»

«We're not the engine of the world's economy. We're the caboose»

Hino à cagada

A Europa continua a trilhar os mais luminosos caminhos pelas tortuosas fronteiras do obscurantismo.

Em Bruxelas foi batido o recorde da maior bicha para a casa de banho pela transcendente contagem de 756 pessoas.

Ana Gomes e Mário Soares devem estar de ressaca.

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domingo, 22 de março de 2009

Dos integradores - II


Esta história dá pano para mangas.

De imediato ressalta o ar marciano com que Margarida Moreira vem declarar que “não se pode tratar de igual forma o que não é igual” porque, evidentemente, tudo na política do Ministério da desEducação remete para igualdade-a-todo-o-custo.

As políticas de igualitarismo oriundas dos iluminados idiotas da 5 de Outubro, com as quais uma quantidade inquietante de professores tem alinhado pelas exactas e mesmíssimas razões, têm transformado a escola num local de pasto e treino em lutas de galo a condizer.

Há que esclarecer que muitos professores (não sei se a maioria – muitos apenas vogam ao sabor da maré) estão conscientes do problema mas não há massa crítica e/ou capacidade organizativa para anular o efeito do Partido Comunista e das abécolas do Bloco de Esquerda. A “revolta dos professores” é consequência, por um lado, de lhes estarem a ir ao bolso, por outro, por lhes estarem a tentar impor níveis de qualidade. Em relação à carteira, a “indignação” colhe pouco eco fora do estado porque apenas revela que têm conseguido viver em redoma. No que respeita aos níveis de qualidade, a coisa não colhe porque em larguíssima medida, a “revolta” vira-se claramente contra a simples existência de níveis porque, evidentemente, colide com a sua visão igualitária do mundo.

O Partido Comunista, organização tentacular, tem instalados controleiros na maioria das escolas e é sabido que nenhuma decisão será tomada sem o seu acordo. Independentemente de ele ser, ou não, cozinheiro, saberá, certamente, com deverá ser temperada a “decisão correcta”.

Os palermas do Bloco de Esquerda funcionam como tropa de assalto que, em caso de dúvida, abandalha qualquer coisa que lhes cheire ir contra os desígnios da “sociedade mais justa” que lhes entrou na massa cinzenta à boleia de uns charros.

Voltando à sala de aula, é evidentemente mais profícuo que as turmas sejam constituídas por alunos de capacidade intelectual mais uniforme, independentemente da dificuldade em o quantificar. Mas a esquerda-charro e os controleiros virão, numa primeira fase, rosnar contra a “impossibilidade científica” em determinar o nível de cada aluno fazendo de conta que a classificação global de cada um não traduz exactamente o mesmo. Traduz? Traduziria, não fosse a estúpida classificação de 1 a 5 e não fosse o caso de se estar numa zona de pastagem com portaria. Numa segunda fase virá uma Lurdinhas qualquer arreganhar que tal ideia “segrega” os alunos e cria “elitismos” e outras palermices.

A mãe natureza parece, como os desígnios do Senhor, insondável e gera putos que não são iguais. Alguns, imagine-se, são até capazes de estarem dispostos a aprender.

Permitir que aprenda quem está para aí virado tornará óbvio que há uns quantos que o não fazem independentemente de serem genuinamente incapazes ou de serem rebentos de quem* declara não perceber porque há de a escola atazanar as moleirinhas dos pobrezinhos com números e letras sobre assuntos muito miudinhos.

As mais altas abelhas-mestras do desígnio pedagógico (como se os desígnios fossem intrinsecamente pedagógicos) vertem políticas educativas (como se as políticas fossem, de per si, educativas) que reflectem apenas uma espécie de grito de protesto face à imperfeição (na perspectiva dos idiotas) do homo sapiens.

A escola parece um caldeirão em que a “interacção” entre alunos faz ferver o molho que a pedagogice de serviço se encarregará (certeza total) de gerar em bom guisado. O problema é que, do caldeirão, tendem, cada vez mais, a brotar borras.

A maioria dos professores já passou o ponto de não retorno e é incapaz de perceber que no lago de fresca natureza só há jacintos.

Muitos supõem que o sucesso só será obtido no dia em que o perfeito igualitarismo seja obtido.

Uns quantos, não muitos mas, como carraças, tenazmente agarrados ao castelo das ciências de educação, salivam vendo estrebuchar o imperfeito animal.

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* frase re-redigida por ter, eventualmente, sentido dúbio

O pão que Alá amassou

Puedes llevarme al Irán
Y presentarme al Imán
Pasearme por Teherán
Y mandarme al frente de Iraq.

Puedes colgarme de los pies
Y fusilarme también
Cortarme las manos sin piedad
Y llevarte a mi chica ye-yé.

Ayatollah, no me toques la pirola (MAAAAS).

Sabes que no soy el Sha
Pero, en el nombre de Alá
Te lo pido una vez más
No me toques la pirola jamás.

En el desierto me verás
Bailando el cha-cha-cha (sha-sha-sha)
Soy un enemigo de Alá
No me gusta la rumba ni el jazz.

Ayatollah, no me toques la pirola.

Sólo vine a comprar pan
Y a mí todo me sale mal
Sólo vine a comprar pan
Y me enseñasteis el Corán.

(Siniestro Total - Ayatollah)

sexta-feira, 20 de março de 2009

Esquerda e clima

A olho nu, não parece haver qualquer relação entre a opção ideológica de cada um e a posição relativamente à mudança climática.

Mas é inegável que as pessoas de esquerda são também as que mais tendem a acreditar que a mudança climática, além de ser culpa humana, é um assunto gravíssimo que exige intervenção dos governos, senão mesmo uma espécie de governação mundial.

Pelo contrário, quem é de direita, tende para o cepticismo. 

Porque é que isto acontece? Que tem uma coisa a ver com a outra?

Para quem é de esquerda, a explicação é simples: os cépticos ou são idiotas, ou alheios à ciência, ou cínicos que fizeram pactos faustianos e venderam a alma ao Grande Capital.

Para as pessoas de direita, a explicação está na compulsão esquerdista para a centralização do poder e para a imposição da sua visão social e moral, por todos os meios possíveis.

De facto quem já debateu com pessoas de esquerda, pessoas que a si mesmas se designam por “progressistas”, percebe que, de um modo geral, estão convencidas que são mais inteligentes e esclarecidas e que estão do lado “certo”.

Facto que leva uma grande parte delas a encarar a democracia “burguesa” com alguma desconfiança, porque se trata de um sistema em que pessoas pouco esclarecidas e manipuláveis podem forçar decisões "erradas".  De resto a mesma razão pela qual encaram o “mercado” (que assenta nas miríades de decisões individuais) como irracional, face às esperadas virtudes de um planeamento económico centralizado nas mãos de especialistas.

Desde Marx que a esquerda tem como assente a ideia de que as massas não estão aptas a reconhecer os seus próprios interesses e necessitam de ser conduzidas por vanguardas esclarecidas que regulem, que definam, que legislem.

Regular juridicamente a quantidade de sal no pão é apenas uma variante relativamente benigna desse atavismo, que todavia está presente também na regulação do “casamento gay” e, em grau extremo, na loucura maoísta e castrista de regular a quantidade de calorias que o cidadão teria  o direito de ingerir.

A gente estúpida (aquela que não compreende as grandes ideias de esquerda) tem sido sempre o grande problema da esquerda. Por isso a eugenia foi uma das suas bandeiras emblemáticas. A ideia de esterilizar os estúpidos para que aos poucos surgisse um homem novo, foi acerrimamente defendida pela esquerda europeia e mundial. Por cá o Partido Republicano negou o direito de voto às mulheres e aos analfabetos, justamente por se tratar de gente estúpida e influenciável, incapaz por isso de decidir bem.

Que tem isto a ver com o clima? 

Já lá vamos. Para já importa perceber que a esquerda encara as crises, reais ou imaginárias, como ocasiões para transferir poder para homens iluminados. É por isso que as deseja ( a começar pela  centenariamente desejada "crise do capitalismo")

Por exemplo, a actual crise financeira e económica, está a ser amplamente utilizada na América para forçar a adopção de um modelo parecido com o europeu, isto é, mais centralizado, pese embora este já estar anémico antes da crise e estar a reagir pior à mesma crise. Kgrugman, o neokeynesiano, até já pensa que a Europa precisa de centralizar ainda mais a resposta à crise.

Voltando ao clima, Gore e todos aqueles que se movem na sua esteira, entendem que a questão climática é uma crise catastrófica e não apenas um problema entre outros. É que os problemas  possibilitam escolhas. As ameaças existenciais compelem à acção e à união incondicional em torno do líder, do especialista.

O especialista não é, para Gore, o cientista, mas sim o político, o homem das decisões, aquele que deverá centralizar o poder e estruturar a resposta. Porque, segundo o mesmo Gore, “os cientistas não sabem. Eles simplesmente não sabem!” 

Eu não sou cientista, e este tipo de profetismos apocalípticos faz-me logo torcer o nariz. Ainda me recordo (mal) de Carl Sagan que na década de 70 berrava com igual certeza e fúria, que vinha aí uma idade do gelo. E os apóstolos do gelo iminente, reclamavam também que havia um consenso, que o debate cientifico estava fechado e que era agora necessário tomar medidas políticas globais. Entre as quais, evidentemente, acabar com a sociedade de consumo, o capitalismo, etc. Ou seja, a mesma medicina  que os catastrofistas de agora preconizam para a doença oposta. 

É esse  o padrão. As histerias climáticas, ambientais, económicas, militares, etc, surgem sempre da esquerda e,  subjacente a elas, ainda que não conscientemente, está a utopia de uma sociedade sem classes que surgiria da rejeição do consumismo, se fôssemos menos, se fôssemos “bons”, enfim, se não fôssemos o que somos e retornássemos a uma (imaginária)  harmonia pastoril em comunhão com o cosmos e a natureza, enfim, um regresso onírico ao  Paraíso Terrestre. Ao útero.

A verdade é que o clima sempre mudou e irá continuar a mudar, com sapiens ou sem sapiens, (parece que até em Marte acontece) e os milhões de dólares que os catastrofistas querem gastar numa luta contra a inevitabilidade, sem saberem muito bem como e com que resultados,  são tirados directamente dos  nossos bolsos e desviados de outros problemas mais prioritários e sérios.

quarta-feira, 18 de março de 2009

Concursinho

Concurso:

O autor desta frase

"Somos socialistas, somos inimigos do actual sistema capitalista, por explorar os economicamente fracos, com os seus salários injustos, a sua indecorosa avaliação do ser humano de acordo com a sua riqueza e propriedades, em vez da responsabilidade e capacidade, e estamos determinados a destruir este sistema"

é:

1-Francisco Louçã
2-Jerónimo de Sousa
3-Ana Gomes
4-Karl Marx
5-O Bispo do Porto
6-Hugo Chavez
7-Adolfo Hitler
8-Rosa Luxemburgo
9-Salazar
10-Lenine
11- Cristiano Ronaldo


O(s) vencedor(es) ganha(m) prestígio e cultura geral.

Optimização dos recursos


"A União Europeia deve exigir a Israel um compromisso claro sobre o processo de paz no Médio Oriente. A ideia é defendida pelo ministro português dos Negócios Estrangeiros", diz-se no portal Sapo.
Para os baixotes, um apoio de pés dá sempre jeito...

terça-feira, 17 de março de 2009

O inteligente Obama

Ao contrário do que seria de esperar por alguns, Barack Obama não se tem pautado pela tomada de medidas de clara mudança no que à scene internacional diz respeito, o que nos entristece, como é óbvio. Depois de adoptar o plano de Bush para a retirada do Iraque, depois de recusar conceder direitos constitucionais aos presos no Afeganistão, depois de ter afirmado mais uma vez que as tropas neste país são para aumentar, depois de boicotar a multilateral Conferência de Durban II (comandada pela pandilha anti-Sionista, ups, anti-Semita), chegou a vez de um membro chegado de Obama afirmar que não existem planos, apesar da crise financeira, para alterar o apoio de 30 biliões de dólares em material militar a Israel, na próxima década.

Engane-se quem pensar que isto causou um rombo na popularidade de Obama, pelo menos na Europa. O estado de graça do sorridente e carismático Presidente Americano mantem-se: Obama continua a inspirar pessoas, a fazer capas de jornais e revistas e a fazer-nos felizes (especialmente depois da escolha do cão-de-água Português para animal de estimação. Parece que o lobby Judaico foi suplantado pelo lobby Lusitano). Será por desconhecimento do que tem feito Obama nos primeiros meses na Sala Oval ou será por crença na bondade inegualável do Messias?

É curioso observar como o simples facto de o inquilino da Casa Branca ser outro modificou, para muitos, a forma de se ver a actuação dos Estados Unidos: o plano de Bush para o Iraque foi criticado em praça pública, o plano de Obama, muito idêntico, referido como um grande plano; os ataques dos Estados Unidos na fronteira do Afeganistão com o Paquistão do tempo de Bush eram descritos como uma clara violação do Direito Internacional, os mesmos ataques com Obama são encarados com normalidade; os ataques imparáveis ao unilateralismo de Bush, apelidado de criminoso, e a aparente normalidade da actuação de Obama no que diz respeito à, por exemplo, Conferência de Durban e aos já referidos ataques no Paquistão. Passaríamos aqui o dia todo para enumerar pontos como estes e a tendência para se agravar bem mais nos próximos tempos, afinal ainda nem 100 dias passaram.

Mas a que se deve o facto de Obama conseguir manter, por agora, a visão que as pessoas tinham dele durante as Presidenciais? Sem sombra de dúvidas que a ele próprio e à sua equipa, que sabem, como é óbvio, que é absolutamente necessário dar continuidade à linha Bushista na maioria dos aspectos da política externa Americana, pese embora este refira que é muito difícil lutar contra os interesses maquiavélicos instaurados em Washington e contra os Bushistas que ainda estão no Senado e no Congresso. Refira-se que Obama não conseguíria manter a sua popularidade com a adopção pura e simples da linha Bush, algo que ele também não quer, pelo que analisarei no futuro as jogadas inteligentes de Obama, que anda em busca de uma certa revisão da forma como os Estados Unidos operam na vida internacional, revisão essa que, apesar de tudo, não belisca a já conhecida e moldada política externa Americana.

O reset de Hillary com Lavrov tem que ser entendido num contexto de certa mudança; tal como as críticas dos Americanos ao Reino Unido pelos novos contactos com o Hezbollah têm que ser entendidos como uma manutenção; o suposto negociar com os talibans moderados (existem talibans moderados?) contrasta com as afirmações de Biden, que afirmou que é mais que necessário um empenhamento sério no Afeganistão; a aparente insegurança com o novo Governo Israelita contrasta com os contactos que Obama já manteve e mantém com Netanyahu; a disposição de negociar com o Irão contrasta com a destruição do avião Iraniano que entrou no espaço aéreo Iraquiano e com os muitos relatórios afirmando que o Irão está à beira do nuclear; as críticas aos lobbys contrastam com o passo atrás dado na candidatura ao NIC por um crítico de Israel.

Como bem diria Maquiavel: "Poucos vêem o que somos, mas todos vêem o que aparentamos".

Dos Estados Unidos chegam interessantes números...

Uma delícia!


Muito trabalho e algum desgaste físico têm-me impedido de manter o meu contributo para o FI. Enquanto não retomo a pedalada, deixo aqui a ligação a um post que hoje me indicaram e que achei, bem... só lendo!
Até já.

Mais multiculturalismo

No Minnesota, EUA, hipotecas compatíveis com a shariah.

Dos integradores

A Escola Básica de Lagoa Negra, em Barcelos, arranjou forma de formar uma turma de ciganos a maioria deles atrasadíssimos em relação ao que, em função da idade, seria de esperar. Essa turma foi instalada num pré-fabricado (coisa absolutamente irrelevante).

Aqui d'el rei que há discriminação, dispara um autarca. Não, responde a DREN, que há discriminação positiva e integração social.

Claro que há discriminação e há integração social. Há discriminação negativa de todos os alunos que não dispuseram do apoio que têm os ciganos e não vem, por aí, nenhum mal ao mundo. Há integração social dos ciganos porque, pelo menos, passam-lhes professores a curta distância. Mas há outra discriminação mais insidiosa, negativa para todos, de formas diferentes e que tem a ver com o "currículo alternativo".

Os alunos normais (não tenho qualquer problema com o termo, como também não tenho em relação à opção heterossexual como sendo do mesmo tipo) terão que partir a cabeça (dando de barato que aprendem o necessário) para conseguirem passar de ano (aquilo a que agora se chama "transitar"). Os ciganos aprendem (?) umas coisas e estão passados.

Os alunos normais tenderão a não perceber porque terão que se esforçar mais que os outros para obter a mesma classificação e tenderão a seguir a via dos ciganos porque o sistema lhes garantirá uma "alternativa" com o mesmo resultado que, embora falacioso, é, nas suas cabeças, compatível. Os cigano não virão a perceber porque continuarão a ser "discriminados" mesmo tendo a "mesma" escolaridade.

E depois há os idiotas que querem misturar os ciganos nas outras turmas como forma de "integrar", imunes à hipótese de perceberem que a probabilidade de abandalhamento geral é monumental e que nem os ciganos aprenderiam o (pouco) que podem aprender, nem os normais que conseguem, apesar de tudo, aprender mais.

segunda-feira, 16 de março de 2009

Mais uma comichão para os 'ambientalistas'

É muito provável.

A luz das lâmpadas fluorescentes é gerada 'em 2ª mão'. A verdade é que o gás contido nas ampolas gera luz ultra-violeta. Essa radiação vai por sua vez excitar as substâncias fluorescentes depositadas na parede interna da ampola. Cada uma dessas substâncias sendo excitada por luz ultra-violeta emite luz visível num determinado comprimento de onda (cor). A uma escolha apropriada de substâncias corresponde uma escolha apropriada de cores que, em conjunto, são percepcionadas, pelas pessoas, como luz branca (apesar de produzir cores falsas).

O problema é que uma determinada quantidade de luz ultra-violeta consegue atravessar a camada fluorescente e atingir as pessoas. Aliás, a camada fluorescente tem vindo a ser cada vez mais adelgaçada para evitar que ela própria constitua um obstáculo à passagem de luz proveniente da zona mais interiores dessa camada e da zona interior da camada do lado oposto da ampola.

É capaz de ser possível instalar um filtro de ultra-violeta pelo lado de fora ou pelo de dentro da ampola, mas, tanto quanto sei, não está a ser instalado.

domingo, 15 de março de 2009

Comparar o cu com a feira de Castro - e um lamento...

Tenho amigos de esquerda, e tenho amigos de esquerda! Daqui se pode depreender que nem toda a esquerda é constituída de idiotas úteis...

Um amigo de esquerda de Vila Nova de Gaia fez o seguinte comentário ao vídeo com a fanfarra e majoretes que eu aqui postei há dias, e fê-lo tão bem que eu não resisti a torná-lo público...

O amigo de Gaia:

Quanto ao Islão; vi a paródia, (muito bem produzida de resto) só que, no meu ponto de vista, mais do que uma paródia, aquilo é um "lamento". Aquilo faz exacerbar o sentimento de impotência que as democracias do Norte estão a experimentar na maneira como lidar com as (para já) minorias rácicas e culturais. É um problema que me preocupa de sobremaneira.

Já que as ditas se estão cagando nas regras do nosso jogo. Já que as ditas se estão cagando na situação social da Mulher (por conveniência pura e simples de resto). Parece um
discurso xenófobo? E está claro que é. Se um gajo não pode criticar, parodiar, mesmo até comentar sem levar um tiro nos cornos, que outra postura há-de ter? Essas reacções desses energúmenos que sacaste do YouTube são bem o reflexo do que acabo de dizer.


Outro amigo de esquerda, este último de Torres Vedras, recebeu há tempos na sua caixa de mail a analogia de mau gosto bastante conhecida na blogosfera com fotografias do holocausto e da invasão de Gaza (Ghetto de VARSOVIE - Ghetto de GAZA), e resolveu escrever o texto que vem a seguir e ao mesmo tempo aconselhar este vídeo: Islam: what the West needs to know, que ele acha muito ‘engraçado’...

O amigo de Torres Vedras:

Os ocidentais continuam a querer olhar para o fenómeno à luz da nossa cultura, não compreendendo que tal não é possível, pois em muitos dos países muçulmanos do médio oriente (sobretudo, mas não só) os valores, a moral, os códigos de conduta social ou o amor de uma mãe pelos seus filhos não tem qualquer paralelismo com os nossos...

Aqueles que acusam os israelitas de martirizar o povo palestino deviam ler um pouco mais sobre a história daquela região, bem como sobre a religião muçulmana e os escritos que regem os seus seguidores. No dia em que a religião muçulmana, e os seus radicais, conseguirem exercer poder directo sobre as nossas sociedades ocidentais quero vê-los a expressar abertamente a sua revolta e indignação na praça pública, para vermos durante quanto tempo é que as suas iluminadas cabecinhas aguentam ligadas ao resto do corpo... vai um "cartoonzito"?

Mais perigosa do que a cegueira dos fanáticos religiosos (muçulmanos, judeus, católicos, ou seja lá qual a origem da sua tara) é a ignorância e a estética do coitadinho de alguns activistas ocidentais; os mesmos que bradaram aos sete ventos e choraram baba e ranho quando viram o vídeo (falsificado por um jornalista árabe) da pobre criancinha palestiniana a morrer nos braços do pai, assassinada pelos infames israelitas (sim, sim, escavem no YouTube, que está lá a história toda, jornalismo de primeira). Já agora, agradeço que aqueles que "repassaram" o vídeo falso inicialmente, façam agora o mesmo com a versão correcta dos factos; é justo, não é?

A história não se repete, é uma questão fácil de entender, não sei se já repararam, mas esta cena toda é um devir interminável... a não ser para alguns idiotas, que continuam com a cabeça na idade média e acreditam que se fizerem rebentar os filhos, estes vão para o paraíso comer umas virgens e preparar-lhes a estadia, para quando lá chegarem também... para esses não há devir, nem repetição da história... estão estupidamente parados no tempo!

Morrem muçulmanos, claro que morrem, qual é a dúvida? E judeus, não morrem? Quem se preocupa tanto com os muçulmanos, mas não liga peva aos judeus mortos (e não tem vergonha de utilizar imagens de judeus mortos para enfatizar a morte de muçulmanos), tem alguma dualidade de critérios relativamente ao assunto? É que eu não, para mim, mortos e feridos são todos iguais, não lhes aplico cor nem credo, choro a perda e sofrimento de todos, são um desperdício e mais um sinal do pouco de "humano" que a nossa espécie tem!

Para que conste, não sou judeu, não conheço sangue judeu na família, não tenho um apreço especial pelos judeus, nem deixo de ter, não tenho dinheiro num banco judeu, não gramo os americanos e gosto particularmente de carne de porco preto regada com um belo tinto...

Será que alguém acredita que é a "repassar" (não sei por quê, mas esta palavra evoca-me sempre a imagem de uma tábua de passar a ferro com cuecas e afins empilhados) mails como este [imagens do holocausto em analogia com Gaza] que vai haver paz no médio oriente?

Ainda não entenderam que os estúpidos dos palestinianos, iranianos e sauditas, entre outros, estão a envenenar sistematicamente gerações e gerações das suas crianças para perpetuar esta guerra? Não perceberam ainda que o objectivo não é a paz, mas o genocídio, sim genocídio, de todos os judeus da região? Já ouviram alguma autoridade israelita apelar ao extermínio dos palestinianos?


Mas ao contrário estão fartos de ouvir, não é? E o que o que é que vocês querem? Uma guerra só com um sentido? No sentido de Israel? Há aqui alguém totó ao ponto de achar que se os israelitas desarmarem não são imediatamente exterminados pelas nações árabes da região? E se eles tiverem que abandonar Israel? Quantos judeus estão dispostos a aceitar de forma permanente em vossas casas?

Sabem o que fizeram os países árabes da região aos refugiados palestinianos após a guerra contra Israel em 48, iniciada por esses mesmos países? Expulsaram-nos pouco tempo depois, estão todos acantonados no sul do Líbano desde então... é pá, este árabes são solidários! E já agora, o que fizeram esses refugiados no único país que os acolheu? Contribuíram fortemente para a destabilização do país e para os conflitos com Israel, que levaram à destruição de grande parte do sul do Líbano! Eu, quando vou jantar a casa de alguém, também tenho por costume arranjar conflitos com os vizinhos do desgraçado que me está a encher a barriga, faz parte...

E para terminar em bom alentejano: ter a veleidade de comparar o Holocausto perpetrado pelos nazis, com o comportamento dos israelitas na palestina, é como comparar o cu com a feira de Castro, não tem nada a ver...

Professor-consertador

Outro efeito secundário do radioso Magalhães.

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Accountability:
Também aqui, uns ganharão mais que outros. Mas este é dos 'nossos', em terra estranha.

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sábado, 14 de março de 2009

Argumentário

Já por várias vezes andei à batatada com o José Luís Sarmento, normalmente por questões de método mais que de fundo (para os que não sabem ler, ‘normalmente’ não significa ‘sempre’).

Apesar de não estar de acordo com a totalidade do seu argumentário, estou de acordo com o fulcral. De qualquer forma, aqui fica o que penso.

Concordo globalmente com o primeiro parágrafo muito embora me pareça desconchavado reclamar para os professores o direito de ensinar. Aliás, parece-me assimétrico que não se reclame, como dever, que os alunos aprendam, e se reclame o direito, aos professores, de ensinar. Agrada-me a mensagem subjacente: se não queres aprender problema teu, mas levarás nos cornos se chateares quem quiser aprender. No meu tempo (toca a malhar, floribélicos idiotas, no termo ‘no meu tempo’) a máxima era simples: ou estudas ou vergas a mola. As coisas simples têm uma elegância inegável.

Concordo com o segundo parágrafo.

Concordo globalmente com o terceiro parágrafo muito embora me pareça que nos últimos 20 anos (talvez mais) se tem preparado os alunos para uma ‘vida’ sem trabalho. A semântica de ‘preparar para a vida’ tem tido muito que se lhe diga.

Concordo com o 4º parágrafo. Acrescentaria ... (alunos) a respeitarem os colegas e a respeitarem-se a si mesmos.

Concordo muito pouco com o 5º. A abertura da escola a todos é uma coisa meramente instrumental tanto mais que a abertura foi acompanhada por um trágico abandalhamento e pela adopção de muita propaganda ideológica mais ou menos disfarçada. Havia que criar um “operariado” acéfalo garantia de emprego para hordas de timoneiros.

Concordo grandemente com o 6º parágrafo muito embora as teorias pedagógicas tenham apenas uma parte da responsabilidade. A pedagogice tem sido uma ferramenta para outras coisas mais insidiosas: o politicamente correcto, a propaganda de cariz marcadamente socialista, a auto-flagelação face ao individualismo de pensamento, etc.

Com o sétimo parágrafo concordo pouco. O problema da burocracia (paranóia da ‘perfeição’) é um reflexo do monstro ideológico em que uma boa parte dos professores alinhou. Ao incivismo (cedência ao politicamente correcto) poder-se-ia chamar indisciplina e selvajaria. Não gosto do termo autoridades educativas. Um programa que faça sentido não é necessariamente percebido por toda a gente (esteja ou não de acordo). Os pais têm o direito e o dever de saber o que é ensinado às crias e têm o direito de interferir, à sua exclusiva responsabilidade, sobre o que é ensinado. Neste momento é praticamente irrelevante o que quer que se faça em relação à indisciplina (suponho que não há coragem, nem sequer entre os professores, de defender a expulsão, pura e simples, de quem não estuda e não deixa estudar). A Polícia está de mãos atadas, a justiça não funciona e está também a braços com lutas ideológicas internas resultantes, aliás, das mesmas peregrinas pedagogices.

O 8º parágrafo é redundante face aos anteriores.

O 9º idem.

O 10º é pura ideologia nenufaríngea.

No parágrafo 11, concordo que o Ministério da Educação é um castelo a demolir mas suponho que os professores se sentiriam órfãos sem ele. As águas inquinadas estão dos dois lados.

O parágrafo 12 parece-me irrelevante.

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Duvido que os controleiros do PCP e que os kaviares do BE (particularmente destes dois) não sabotem rapidamente a ideia. Para eles apenas da terra queimada pode surgir o radioso socialismo.

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Criminalizar a difamação do Islão

Nos próximos dias 26 e 27 de Março, em Genebra, irá mais uma vez ser aprovada, no Human Rights Council, uma Resolução proposta pelos países islâmicos, e que visa criminalizar a difamação do Islão, classificando-a como “violação dos direitos humanos”.

Já não é a primeira. Houve outras.

A última foi a Resolução 7/19 , aprovada em Março de 2008,  com os votos dos países islâmicos, China, Rússia e Cuba, deixando às claras a  aliança táctica anti-ocidental de que falava Huntington, e mostrando que a verdadeira divisão do mundo é hoje entre as democracias e as ditaduras .

A Resolução deste ano terá o mesmo título das anteriores: "Combating Defamation of Religions"

Em síntese prevê que qualquer coisa que possa afectar a sensibilidade islâmica, deve ser considerada como “séria afronta à dignidade humana” e clara violação da liberdade religiosa.

Apesar de ser uma non-binding_resolution, funciona como água mole em pedra dura, almejando influenciar mentalidades para que aos poucos vão sendo interiorizadas e introduzidas modificações na linguagem e nas arquitecturas jurídicas locais e internacionais

A Resolução será praticamente igual às dos anos anteriores, e insere-se num plano concertado ao nível da Organização da Conferencia Islâmica para limitar a liberdade de expressão, imunizando o Islão de qualquer crítica.
O Human Rigths Council é um fórum privilegiado, porque está dominado por países ditatoriais. Cuba, Irão Líbia, Rússia, Paquistão, etc, são vice-presidentes e marcam a agenda, o que é mais ou menos como ter as raposas de guarda ao galinheiro. E se nos lembramos que o Irão
persegue implacavelmente os Baha’is, a Arábia Saudita proíbe quaisquer outras religiões além do Islão, e as comunidades cristãs e judaicas são perseguidas pelas autoridades na generalidade dos países muçulmanos, fica-se com uma ideia geral do tipo de “liberdade religiosa” de que falam estes paradoxais paladinos dos Direitos Humanos.

Na verdade o objectivo deste esforço da OIC (que também tem estado por trás de manifestações contra determinados media ocidentais e apoia financeiramente processos judiciais desencadeados em vários países ocidentais) não é proteger os direitos individuais, mas sim blindar um determinado sistema de crença, o islamismo, de quaisquer críticas ou debates.

A “legitimidade” de tais Resoluções, tem levado a uma pressão cada vez maior para a introdução de leis globais contra a blasfémia , e dá aos países islâmicos um fortim legal  de onde podem atacar com  linguajar jurídico os media ocidentais, de resto explicitamente referidos na Resolução, como promotores deliberados de estereótipos  negativos sobre a religião islâmica, os seus fiéis e os seus  símbolos sagrados.

A Resolução deste ano tem uma importância acrescida porque antecede a UN Durban Review Conference on Racism, também chamada Durban II, (tudo indica que venha a ser um festim anti-semita, a tal ponto que vários países ocidentais já anunciaram que irão boicotar, face ao draft do texto a ser produzido), e é dado como certo que o seu conteúdo será incorporado nos textos de Durban II. De resto um dos subcomités de Durban II, sob impulso argelino, já anunciou a intenção de emendar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tendo em visita banir a difamação da religião, particularmente o Islão. A proposta de emenda será certamente votada em Setembro, na Assembleia-Geral das Nações Unidas.

Face a isto, os aprendizes de Chamberlain enterram a cabeça na areia e recomendam "diálogo".

quarta-feira, 11 de março de 2009

Empoderamento

A frase 'garantia de futuro risonho':
"O estado assegura às vítimas [...] um tratamento específico adequado à situação"

[actualização]
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A novilíngua e a legislação ...

O Procurador Geral da República chamou ontem os idiotas pelos nomes.

Parlamentares luminárias, provavelmente no intervalo das pré-eleitorais e sacrossantas lutas internas por um tacho, pariram uma proposta para a criação de um "estatuto de vítima de violência doméstica" que, segundo o PGR "[...] parece uma Constituição para a violência doméstica"

Suponho que os deputados deverão estar a ruminar as declarações do PGR como 'atentado às píveas'

Um dos artigos cujo conteúdo, ao nível do mais pós moderno absurdo, determinava qualquer coisa como "garantias de um futuro risonho". O PGR classificou-o de "vazio". (Se o conseguir localizar actualizarei este post).

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terça-feira, 10 de março de 2009

As casas de mulheres de má vida

Buzinões e(m) Lisboa

A Comissão Europeia e o Conselho europeu dos ministros das finanças queriam que as taxas reduzidas de IVA não pudessem ser aplicadas às portagens.

O ministro das finanças português foi o único que se opôs e comunicou aos congéneres que Portugal vetaria a decisão se ela fosse aprovada. Todos recuaram e as portagens das pontes em torno de Lisboa mantêm os preços.

Teixeira dos Santos lembrou-se das consequências de um previsível “buzinão” em Lisboa. O que não se lembrou, nem o Governo quer que lhe lembrem, é que se o tratado de Lisboa estivesse em vigor, o governo (e os portageiros) podiam agora começar a preparar-se para pôr os ouvidos de molho.

segunda-feira, 9 de março de 2009

Day 1 of the ICCC conference ...

... aqui. Mais, ler regularmente.

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A via do esgoto

Acerca deste post sobre viabilidades, não posso deixar de dar umas dentadas não colaterais.

"Ninguém já avança directamente para um problema."

A partir da queda do muro de Belim, o tal que, asseguravam os PCs da altura, se destinava a evitar uma invasão das populações da Europa Ocidental sobre o fresco-e-único-sol-na-terra, o “desígnio” mudou.

Escaqueirado o império soviético, passou pela cabeça da malta de esquerda, no caso português, o PS, o PCP, a excrescência a que se chama “Os Verdes” e, posteriormente, à morangada do BE, fazer frente ao “império hegemónico” via “Europa”. Também alguma direita se deixou enlevar na coisa grotesca.

As luminárias supunham que bastaria que a soma aritmética dos habitantes da Europa fosse superior à população dos EUA para que a Europa se pudesse “apresentar” e “impor” rumos ao mundo, em particular “domar” os “ímpetos imperialistas” dos EUA.

Ora, o diabo sabe muito não por ser diabo mas por ser velho e, apesar de haver luminárias que pedem links de cada vez que uma coisa não lhes encaixa nos gambozininicos neurónios, este “desígnio”, evidentemente nunca assumido pelas instâncias oficiais mas suficientemente badalado pelas peixeiras que vêm um voo da CIA em cada piscar de pirilampo, foi abafando tudo o resto relegando quem tinha consciência dos problemas reais (os tais problemas que teimam em existir e ser fruto do que se é e não do que una tantos palermoides pensam que se devia ser) para a esfera dos bushismos mais ou menos macacais.

Mais, os mesmos idiotas de serviço, organizados em hordas no Parlamento Europeu, foram conseguindo estender os tentáculos para, por via legislativa, gerarem aquilo que, a seu ver, resultaria fatalmente numa “potência” que poria em sentido os EUA.

“Nós iremos à globalização impor regras”, gritavam uns quantos imbecis por entre gargalhadas bezerrais às gafes de Bush, lambidelas às botifarras de Michael Moore e guinchos de alarme por causa do “aquecimento global”.

O problema é que, derrocado o império do terror, não derrocaram as ideias que continua a ser desígnio de enorme uma corja de idiotas que nunca viveram as “maravilhas” da “igualdade” que defendem. Esses idiotas têm militantemente conseguido entrincheirar-se nos “sistemas educativos”, nos corredores de Bruxelas, nas ONGs, nos sistemas de “apoio” social, até na justiça além, naturalmente, dos parlamentos dos países membros.

Enquanto a masturbação mental se mantiver, a total incapacidade em dizer coisa com coisa é culpa, evidentemente, das alminhas retrógradas que têm insistido em chumbar os tratados.

Manipulações da CIA.

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Onde é que andavas pelo 25 de Abril?

"Essa moda, [entre os deputados da AR] que passa por ser “democrática” e “interactiva”, é estarem no parlamento a “blogar”, a “twitar” e a “mensajar”entre eles e o povo electrónico, enquanto decorrem os trabalhos."
Pois bem, trata-se, não e modernidade, não de inovação, não de democracia "directa", mas, apenas, de perpetuar a dominação das classes abastadas (a que eu, obviamente pertenço) usando canais exclusivistas (Bush, judeus, etc), próprios de quem almeja o aumento das desigualdades.

Será, talvez, por isso, que o nosso douto primeiro-al-magalhães (amen) está a espalhar batatais de computadores pelos portentosos rebentos.

Um antigo ministro revelava, há uns tempos, ficar particularmente irritado quando, a meio de uma reunião, o telemóvel do seu interlocutor tocava e o dito atendia para negociar os pneus do seu tracção total. O ex-ministro, bushista brazonado pelos Gastões de Almoçageme (terra roubada aos árabes com a conivência de Israel), era incapaz de perceber estar perante uma demonstração de competência negocial, no momento certo, perante o pasquim representante de uma multinacional por sua vez cliente de derivados da indústria e comércio dos petróleos, dominados, evidentemente, por Bush. O ministro além de ter a lata de se mostrar enfadado perante a suprema demonstração de vitória moral de quem afinfava uma dolorosa derrota no imperialismo, negava-se, evidentemente, recordar os tempo em que, em contacto com a realidade mais real, não tinha reconhecido, lá pr'ós lado de Alverca, estar perante um pneu às avessas por sofrer de asma.

Enfim, coisas do mundo onde a politica é exercida por um numero restrito de pessoas que vêm todos do mesmo grupo social.

... onde é que eu já li isto?

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domingo, 8 de março de 2009

Trabant...Magalhães



Parece que o "magalhães" tem alguns problemas menores que, segundo o Secretário de Estado adjunto da Educação, Jorge Pedreira, de modo algum beliscam a qualidade do projecto e do Plano Tecnológico. Coisas insignificantes, como traduções de inglês para português, foram feitas por especialistas lusos-franceses devidamente habilitados com 4ª classe, etc.
Algumas pessoas mal intencionadas, e de um modo geral dadas a campanhas negras e reles boataria, procuram fazer chacota com estas insignificâncias, para desviar a atenção do povo dos reais problemas do país, que tanto tem sofrido com as políticas neoliberais, de direita e isso, como garante o Dr Mário Soares, entre dois (cada vez mais) raros moments de lucidez.
Mas eles hadem pagá-las, como diria o saudoso ministro Jorge Coelho, hoje mais dado ao negócio do tijolo, passando ao largo de uma brilhante carreira de linguista ou até de tradutor do "magalhães".

Anda de facto aí muita má-vontade contra o governo.

Parece que as pessoas ignoram que os produtos de boa qualidade são invariavelmente produzidos pelo Governo ou por indústrias regulamentadas pelo Governo.
Como por exemplo o Trabant, a escola pública, ou as fantásticas torradeiras produzidas pela indústria soviética, numa gloriosa tradição de bem-fazer que o "magalhães" em boa hora retoma.
Esse é de facto o caminho do futuro.
O governo tem de assumir o combate pelo bem do país e passar a fabricar telemóveis "vasco da gama", cinzeiros "marquês de pombal", aviões "gago coutinho", preservativos " natália correia", etc, para que os cidadãos não se vejam obrigados a consumir produtos de má qualidade, como os Nokia, Toshibas, Mercedes, etc, produzidos por gananciosas multinacionais que exploram os trabalhadores e visam apenas o lucro desenfreado, sem quaisquer preocupações sociais e de "esquerda pá".



sexta-feira, 6 de março de 2009

Sobre o Irão

Quem manda em Teerão é o Guia Supremo,  Ayatollah Ali Khamenei, pelo que aquilo que ele diz numa frase é mais importante que todas as diatribes que Amadinejah disse, diz e dirá ao longo da sua vida. Na verdade Amadinejah e o seu governo de gente exaltada, apenas dizem aquilo que lhes deixam dizer.

Há dois dias Khamenei falou na 4ª Conferência de Apoio à Palestina, onde aliás estiveram presentes os indivíduos mais tenebrosos deste mundo, sem esquecer os companheiros “bolivarianos”.

O seu discurso, repleto de novilíngua, merece ser analisado.

Congratulou-se o Guia Supremo com as  “derrotas militares e políticas” infligidas aos “criminosos sionistas” em Gaza e no Líbano. Criticou os pragmáticos muçulmanos que aceitam a existência temporária da entidade sionista, por estarem convencidos de que Israel é forte demais, e atacou sem piedade os que sinceramente aceitam a possibilidade de coexistência pacífica com a entidade que há 60 anos “ocupa ilegitimamente” o território.

Disse que o Holocausto deve ser negado porque “serve como desculpa à usurpação da Palestina”, e reforçou a ideia de que a entidade sionista é um “tumor canceroso” com o qual não se deve negociar, como fazem alguns traidores, pelo que a única via de os muçulmanos alcançarem a vitória sobre a entidade sionista é a “resistência”. O discurso é longo mas o tom geral é este, condimentado com um indisfarçado ódio ao Ocidente.

Que se conclui daqui?

Khamenei é um homem inteligente, socializado num contexto político e religioso que valoriza o conflito, a vitimização (a palavra “islamofobia” foi inventada por Khomeiny) e o “martírio”. Como ele, milhões de iranianos. Se bem que não se possa jurar que o regime iraniano seja, ele mesmo, suicida, a maioria dos seus quadros, particularmente os dos poderosos Pasdaran, está imersa numa ideologia que assenta na agressividade imperialista (herança persa e islâmica) na vitimização e no “martírio” (herança islâmica).

Khameney não se dá ao trabalho de abrir a boca para produzir diatribes mediáticas, pelo que aquilo que diz descreve uma cosmovisão sólida e dogmática que não é alterável em função de manobras tácticas negociais, incentivos ou sorrisos, dos EUA e da Europa.

Os seus quadros de confiança bebem na mesma fonte:

O General Jaffari, Comandante dos Pasdaran, afirmou em 13 de Agosto de 2005 que “O Imã Khomeiny disse que a entidade sionista devia ser eliminada da face da terra. Ainda não pudemos concretizar esse objectivo. Mas devemos executar sem tardar esta vontade do Imã.”

Dois meses depois foi a vez de Ahmadinejad fazer a sua célebre declaração sobre riscar Israel do mapa.

O “moderado” Rafsandjani, actualmente no Conselho de Estado, disse em 14 de Dezembro de 2001 que Uma bomba atómica será suficiente para destruir o regime sionista, ao passo que a resposta sionista apenas causará danos " .

O que nos leva ao problema do nuclear.

Muita gente entende que um Irão nuclearizado não será muito diferente do Paquistão ou de outros países na posse da bomba, e que se poderá lidar com ele com a clássica estratégia de dissuasão que foi utilizada com a URSS.

Ora isto é desconhecer a mentalidade milenarista que domina a elite iraniana.

Os soviéticos -  cantava Sting - “love their children too”. Não tenho dúvidas que muitos dos pasdarans também amam os seus filhos. Mas muitos há que agirão como qualquer suicida muçulmano que, na posse de uma bomba, procura com ela matar o máximo número de infiéis. É impossível controlar todos os milhares de fanáticos que alinham nos pasdarans, quando a mentalidade suicida domina os seus altos escalões. Na guerra com o Iraque esta gente lançou milhares de adolescentes voluntários à frente das tropas de assalto, para rebentar minas e saturar as defesas iraquianas.

Assim que estiverem na posse da bomba, os líderes iranianos desencadearão a mãe de todas as chantagens, sobre Israel, sobre o eixo sunita e sobre a Europa. Assumirão o papel de arautos do povo palestiniano e exercerão sobre Israel uma pressão insustentável. Não haverá equilíbro de terror com as 200 bombas de Israel, porque o universo mental dos pasdarans é o mesmo dos bombistas suicidas. Uma única bomba destruirá Israel, dada a extensão do país. A resposta israelita destruiria obviamente o Irão, mas os seus dirigentes estão prontos a sacrificar o país à causa islamista. 

Khomeini, disse-o em Qom em 1980: "Nós não adoramos o Irão, mas sim Alah…que esta terra arda se tal for necessário para que o Islão triunfe”.

Toda a gente sabe que este cenário é inaceitável e os árabes melhor que ninguém. Esta semana o Ministro dos Estrangeiros da Arábia Saudita instou todos os árabes a unirem-se para enfrentarem o “desafio iraniano”. Ontem mesmo, Marrocos suspendeu as relações diplomáticas com o Irão.

Israel e os EUA, cada um por seu lado, não podem também perder este desafio.

Israel arrisca a sobrevivência. A partir do momento em que o Irão tenha a bomba, o país ir-se-á esvaziando, porque mais tarde ou mais cedo ela será utilizada, e as pessoas sabem disso.

Os EUA jogam a sua liderança mundial. Um Irão fortalecido pela vitória política sobre os EUA, faria desabar a arquitectura de segurança americana no Médio Oriente e na Ásia Central, colocaria os estados árabes sob tutela (o Bahrain já é tratado como a 14ª província), desencadearia uma frenética proliferação nuclear e ameaçaria a supremacia do dólar.

Não tenho quaisquer dúvidas que o ataque já está planeado e poderá ocorrer nos próximos meses, a menos que o Irão inverta completamente o seu rumo, o que é pouco provável.

Militarmente não é complicado para os americanos, pese embora a retórica inflamada dos iranianos.

Para os ataques aéreos sobre a estrutura de comando, defesa aérea, unidades dos pasdarans, instalações nucleares, químicas e biológicas, etc., os aviões de 4 ou 5 porta-aviões, os mísseis de cruzeiro e os bombardeiros estratégicos são suficientes para fazer o trabalho. Mesmo uma ofensiva terrestre com 150 000 homens chegará facilmente a Teerão e aos locais a destruir, uma vez que a máquina militar iraniana não é adversário à altura. Obviamente não haverá ocupação, os americanos não podem atascar-se numa tal tarefa. Será entrar, destruir e retirar.

Seguir-se-á uma vaga de fúria antiamericana e anti-ocidental que poderá levar ao poder movimentos islamistas por todo o mundo muçulmano. Israel será atacado do Sul, do Norte e do Irão, e aproveitará para varrer o Hamas e o Hezbollah. Haverá muitos protestos e manifes dos habituais idiotas úteis, mas quando as redes terroristas às ordens de Teerão lançarem vagas de atentados um pouco por todo o mundo, como ameaçou o Gen Jayazeri dos Pasdaran, “Se os EUA atacarem o Irão, cada Estado americano deverá fazer face uma devastação semelhante à do Katrina”, os idiotas perderão alguma vontade de asneirar.

Muita gente encara as palavras dos líderes iranianos como meras fanfarronadas que não se deve levar a sério. Tal visão mostra o desconhecimento da psicologia totalitária: esta gente tende a fazer o que diz, como Hitler provou. Quando chegou ao poder, ingleses e franceses, em vez de levaram a sério a sua declaração de intenções, claramente explícita no Mein Kampf e nos vários discursos, pensaram que podiam “negociar” com ele.

Pessoalmente tenho poucas dúvidas de que nos aproximamos de um momento definidor.

E se os russos venderem o sistema S-300 ao Irão, o relógio começa imediatamente a bater.