quinta-feira, 30 de abril de 2009

Herdeiros de Fortuyn


Um artigo brilhante de Bruce Bawer no Wall Street Journal:

"Quem ganhará a batalha pela alma da Europa Ocidental? Os Islamofascistas e os seus apaziguadores multiculturalistas, muitos dos quais parecem acreditar que a sua missão não é defender a democracia, mas sim ajudar a efectuar uma transição sem dificuldades para a Shariah? Ou os amantes da liberdade herdeiros de Pim Fortuyn?"

Hein?!


Atão e o povo, pá?!

quarta-feira, 29 de abril de 2009

terça-feira, 28 de abril de 2009

Do mundozinho que convém explorar

Como complemento (vice-versa, certamente) deste meu outro post, e até que surja um outro ainda em caldeirão, haverá interesse em ler Paulo Tunhas, que transcrevo.
No outro dia, ia eu muito lampeirinho apanhar um táxi que me conduziria directamente à felicidade, quando de repente ouvi o meu nome berrado muito alto. Era um conhecido do tempo do neolítico que, pelos vistos, estava muito satisfeito por me rever. Lá exprimia ele o seu júbilo enquanto eu meditava noutra coisa, até que uma expressão sua me despertou dos pensamentos radiosos com que me entretinha: “Sabes, apesar de tu seres de direita…” (e seguia-se um elogio vago à minha pessoa).

Sempre me interessou muito esta fórmula “apesar de seres de direita”, que ouvi vezes sem conta. Por acaso, ainda no outro dia, ao jantar com um casal amigo – esses do tempo do paleolítico (inferior) -, o tema tinha vindo à baila, e discutiram-se exemplos concretos, com amplo proveito. Confirmei mais uma vez, à pala de um caso que me respeitava, que quando o visado não se encontra presente e a sua, por assim dizer, fisionomia política é apresentada aos outros, ele deixa de ser de direita e passa a incluir-se na “extrema-direita”. Votar-se na (primeira) AD, por exemplo, ou dizerem-se, naqueles longínquos tempos, umas banalidades de base social-democratas eram sinais inequívocos de pertença à raça.

Mas não é isso que é interessante. Interessante a sério é o “apesar de”. Há um mundozinho aqui que convém explorar. Porque não se trata apenas de, através da fórmula, assinalar a perversão política do outro e a nossa própria integridade. É isso, também, mas não é só isso. É sobretudo afirmar tacitamente que o critério decisivo na apreciação do outro é de natureza política e que qualquer coisa que se pense dele deverá a esse critério ser subordinado. Vale a pena notar que em circunstâncias um bocadinho a puxar para o excepcional esta maneira de pensar arrisca-se a ter consequências desagradáveis. Aí, o “apesar de” muda de aspecto. Passa a ser “apesar de seres uma óptima pessoa”, e o que se segue pode não ser lindo.

Dir-me-ão que também há os “apesar de seres de esquerda”. Há, certamente, mas são muito menos. Por uma razão simples. A direita é mais avessa à paixão política do que a esquerda, e duvida, na maioria dos casos - e nalguns deles duvida com imensíssima razão -, da sua própria bondade moral. O que, podendo em muitas situações ser nocivo, tem pelo menos o mérito óbvio de introduzir na cabeça um niquinho de cepticismo que é muito bem-vindo nestas coisas. A esquerda é incomparavelmente mais estanque e propensa ao delírio de virtude.

O meu amigo do neolítico não me estava certamente a ameaçar com aquela simpática franqueza. Mas, noutro contexto, estaria. Como estaria vária gente que conheço. Por essa e por outras é que não sou “de esquerda”.

domingo, 26 de abril de 2009

Da velha medição de crâneos no pós-modernismo


A revelação Susan Boyle levanta outra revelação que não podem passar em branco.

Muito meio de comunicação social, muito meio “artístico”, em particular do bom “povo” de esquerda, relaciona a veia artística de senhora à improbabilidade de qualidade no seu desempenho face à expectativa em função das ‘medidas’ que lhe tiram.

Regra geral relaciona-se a forma dela vestir, de se conduzir, a forma como se (ou não) penteia, a linha ‘parola’, ‘antiquada’, 'pré-moderna', enfim, relaciona-se o visual à improbabilidade dela ser ou não capaz de fazer o que faz.

Se a senhora tivesse argolas nos lábios, no umbigo, na língua, na vulva, subiria na tabela de probabilidade. Se usasse calças descaídas deixando brotar banhas acompanhadas de tatuagens, preencheria requisitos mais que suficientes para fazer parte dos eleitos.

Hoje, porque ela teria mudado de visual, a comunicação social anunciava, em tom de vitória, a adesão da senhora às teorias que fundamentaram o espanto. Talvez. Mas com ou sem a colaboração dela, a xenofobia anda à solta.

O direito ao saco de plástico

Em campanha eleitoral Obama insurgiu-se pela falta de direitos dos prisioneiros de guerra dos Estados Unidos. Segundo ele, os prisioneiros deveriam ser submetidos a julgamento civil com acesso a um advogado de defesa.

A administração Obama, que entretanto recuou e parece não querer ouvir falar em matéria relacionada a prisioneiros de guerra (combatentes inimigos), vem agora propor que seja retirado o direito a detidos de foro não militar a serem assistidos por um advogado caso o requeiram. Este direito tem implicações em julgamento porque todas as declarações sem presença de advogado não poderão ser usadas em tribunal.

O que mais espanta é o cariz de um dos argumentos usados em defesa da proposta. Segundo o Departamento de Justiça, nada de especial estará em causa pois o detido apenas falará se quiser.

A proposta chegou ao supremo por arrastamento de um caso em que um preso, sem a presença de um advogado, prestou declarações que o incriminaram levando-o a ser sentenciado à pena de morte.

sábado, 25 de abril de 2009

Nós?



Nós europeus.

Nós europeus? Nós?

Parece andar por aí à solta uma eleição para europeus.

Não sei exactamente a quem respeita, mas quem a dinamiza anda nervoso. Parece estar em cima da mesa a possibilidade de os "nós" serem poucos.

A "esquerda" é bem capaz de averbar uma vitória, relativa que seja. Projectos radiosos não faltará. Legislação controleira, quinquenal ou não, não faltará,

Os governos passarão a ter que ter em conta (ainda mais) a assembleia construtora das coisas giras e belas, a forma pós-moderna dos amanhãs que cantam.

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Multilateralismo Obama

Bush diria: ou fazem o que quero ou levam nos cornos.

Obama diz: ou concordam comigo e fazem o que quero ou levam nos cornos.

Bush, claro, era mais unilateralista, tinha ímpetos imperialistas e achava-se Deus.

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quarta-feira, 22 de abril de 2009

O Mandador

Parece que, pouco a pouco, lá vão descobrindo que o Sol manda muito. Manda mesmo muito.

Mas descansai, almas sensíveis aos gelos. Se o Sol continuar sossegadinho e a temperatura continuar a baixar, há uma evidente solução para este "aquecimento global alteração climatérica". Produza-se CO2 até que cheire a esturro.

Afinal o CO2 que era "determinante" no caso do aquecimento será igualmente determinante para "controlar o clima" e fazer subir a temperatura. ...ou talvez não. Nesse caso, produza-se ainda mais.

Coisas giras. Há até quem já proponha chamar a esta época solar o Mínimo Gore.

terça-feira, 21 de abril de 2009

E o Ministério?


Estará certificado...?

Corrupção, controlo, corrupção, controlo ...

As sanguessugas da redistribuição.

Dos apontadores

Veja-se só o atrevimento: pedir a listagem das escrituras em que o Primeiro Ministro foi parte.

Um tentáculo do poder saltou de imediato a defender a "privacidade do cidadão".

E não se teria o tentáculo lembrado da lista de devedores às Finanças, dos devedores à Segurança Social, das intromissões na vida privada do cidadão comum pela parte do estado, do vasculhamento da sua vida bancária? E não se terá lembrado da história das doações de pais para filhos?

Neste caso, em que José Sócrates é poder, suponho até fazer sentido publicar, na internet, todas as suas escrituras e movimentos bancários. Talvez assim os palermoides de esquerda percebam o valor da vida privada alheia (a sua é sagrada). Dito de forma mais directa, talvez assim os idiotas em geral e também alguma direita sem tomates perceba que aquilo a que anteriormente se chamava 'cidadão anónimo' tem também direito a vida privada.

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* Texto revisto

A ONU como guardiã dos direitos humanos

A Líbia:


O racista Ahmadinejad:


Os representantes da Comunidadede Europeia abandonaram a sala. Talvez tenham aprendido algo sobre a ONU.

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segunda-feira, 20 de abril de 2009

Dos apontadores

Abespinhou-se, José Sócrates, contra os Velhos do Restelo.

Diz o Primeiro Ministro que não aceita política a recadinhos nem bocas de quem apenas sabe dizer 'por aí não' sem apontar caminho.

Pois, caro Engº, é exactamente esse o problema. Do que menos Portugal precisa é de timoneiros.

Portugal não carece de apontadores de caminhos para progredir. Precisa que os apontadores de caminhos saiam de cima. Que desapareçam. Que deixem que o país possa funcionar.

Portugal precisa que a Assembleia da República o Governo e o Estado saiam de cima. Que encolham. Que deixem de sugar. A máquina estatal portuguesa é um cancro que mina toda a sociedade alocando para si a vasta maioria da riqueza que a tanto custo se vai criando derretida em "missões de justiça social" que não mais fazem que distribuir pobreza. Nem os mais básicos serviços, como a justiça e a segurança (para não falar da defesa) funcionam.

Sr Primeiro Ministro, está a passar-se consigo aquilo que se passou com um agente da autoridade quando o Presidente Mário Soares lhe disse: "Sr Guarda, DESAPAREÇA".

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domingo, 19 de abril de 2009

Retracto-me!


Como pude eu não gostar das Spice Girls??!!

Alvíssaras

Dando notícia que vi , um dia destes, um revisor da CP de um sub-urbano de Lisboa ser atencioso a um cliente.

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O PR e a maior concentração de autistas em Portugal


Veio o Presidente da República dizer que:
Seria um erro muito grave, verdadeiramente intolerável, que, na ânsia de obter estatísticas económicas mais favoráveis e ocultar a realidade, se optasse por estratégias de combate à crise que ajudassem a perpetuar os desequilíbrios sociais já existentes ou que hipotecassem as possibilidades de desenvolvimento futuro e os direitos das gerações mais jovens.
Aos olhos do comum mortal o PR tem razão. Aos olhos da esquerda patética a afirmação é perplexizante.

A afirmação é perplexizante porque, aos olhos da esquerda palermoide, basta ocultar a realidade para que os problemas estejam resolvidos. A esquerda-das-coisas-boas-e-belas "pensa" que a realidade é apenas uma projecção do entendimento a que essa mesma esquerda se acomete em relação à realidade. Uma espécie de pescadinha de rabo na boca em que os dentes transformam a excrescência fecal em mundo radioso.

A esquerda nunca perceberá onde está o erro grave porque o PR apenas enunciou o mecanismo "natural" das coisas classificando-o como erro muito grave.

Para a esquerda todos os disparates têm natural desfecho em sucessos pela simples razão de terem tido origem em "boas intenções" derimíveis pelos "correctos métodos de avaliação".

Para a esquerda patética, o perpectuar dos desequilíbrios sociais são consequência (imposta por forças ao serviço do mais obscuro pré-modernismo) da impossibilidade material em implementar os seus doutos desígnios e não resultado deles. Haverá, portanto, que os aprofundar porque, "evidentemente" o futuro sorrirá.

Spirit ...


... tem dormido com os pés de fora.

sábado, 18 de abril de 2009

Confraternização

Um grupo de marines pertencentes a um vaso de guerra que tinha estado de serviço na Guerrrrrra do Iraque, libertou um comandante de um navio mercante americano em poder de terroristas piratas abatendo os turras. A operação tinha sido aprovada por Bush Obama.

... curioso ainda ninguém ter aparecido a reclamar que os marines agiram ao arrepio do direito internacional, da ONU, das resoluções da ONU, que agiram unilateralmente, que nem sequer consultaram os "aliados", que usaram armas de urânio empobrecido, que nem sequer levaram o assunto ao Conselho de Segurança da ONU, que usaram bombas de fósforo ...

Pouco tempo depois forças holandesas abordaram outro barco de onde libertaram 20 reféns e detiveram 7 piratas. Talvez para evitarem a ira de Ana Gomes, os holandeses, após almoço confraternizatório com o inimigo, libertaram os piratas porque, referem, não teriam poder legal para os manter sob custódia. As notícias não explicam se teriam poder legal para disparar sobre os piratas, matando-os, eventualmente.

Pelo sim pelo não, recomenda-se vivamente aos marines americanos o visionamento de A Guerra de 1908 para ficarem a saber como fazer guerra sem vítimas. Convém que não se encha a guerra de moscas.

Parabéns aos holandeses. Do gesto, humano QB, resultará certamente o reencontro em idêntico cenário para nova almoçarada.

O dólar morreu. Viva o dólar.


M
ugabe abandonou o dólar do Zimbabwe. Chegou o momento da revolução socialista projectar no negrume das profundezas a tão pérfida e nefanda palavra.

Surpreendentemente, não é apontada qualquer outra moeda ...

Será manobra da CIA? Será manobra da América para "impor" a moeda do imperialismo unilateralista?

[via Blasfémias]


PS.

Atenção, ambientalistas, a queima das velhas notas vai produzir CO2 suficiente para fazer disparar (mais uma vez) o aquecimento global. Ursos: alaaaarme.

Timoneiro



Desculpem, há coisas a que não resisto. Reparem a mãozinha dele. Nem um piaçá conseguia segurar.

Actualização:

Talvez 1 ano após o aparecimento do cartaz acima acima, em que o MRPP defendia a "democracia popular", o "educador" apoiava Ramalho Eanes à Presidência da República.



Enfim, coisas da "razão". A esse respeito, a "esquerda" nada mudou.


Só faltava este!


É que só faltava mesmo mais este...!!!

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Contra os canhões, cavar, cavar


Aí por volta de Agosto de 2008, Obama veio à Europa, "pátria" do multilateralismo, informar que, unilateralmente, enviaria para o Afeganistão as tropas que estavam no Iraque. Esteve, por essa, quase a perder as eleições. A Europa rejubilou. Havia agora homem onde antes havia macaco.

Obama ganhou as eleições e voltou à Europa, "pátria" do multilateralismo, chamar a atenção dos "aliados" que, em materia de dar e levar porrada, havia que haver solidareidade e marchar para o Afeganistão. Não explicou muito bem se as tropas estacionadas no Iraque iriam para casa ou se continuariam onde estavam.

A Europa, "pátria" do multilateralismo rejubilou: estava ganha mais uma batalha. Tinha sido vergado o monstro imperialista, obrigado agora a pedir batatinhas.

Na Europa, "pátria" do multilateralismo, as batatas são demasiado caras, fruto, certamente, das fulgurantes políticas da PAC e Obama levou nega. Não haveria mais tropas do velho continente no Afeganistão. De facto, Obama tinha feito, à Europa, a "promessa eleitoral" de enviar mais tropa para o Afeganistão não tendo referido que a Europa se deveria via a apresentar à parada.

O Afeganistão, terra em que todos os perceitos em multilateralismo foram respeitados, terá que ficar quase exclusivamente a cargo do Tio Sam expurgado agora de toda a mancha de imperialismo, cerificado, aliás, pela nega europeia.

Entretanto José Sócrates, um dos mais afanosos multilateralistas, aliás de mundial gabarito, apoia a recandidatura do sulfuroso Durão-a-peste-da-cimeira-da-guerrrrra e o cabeça de lista do partido de socretínico-magalhácio às eleições para o muro-das-lamentações-em-matéria-de-voos-da-CIA berra: BLASFÉMIA.

#### Nota muito importante. O berro acima deve ser lido em surdina para não perturbar o insigne deputado, em introspecção proto-ideológica aqui, logo abaixo.

O autismo do políticamente correcto


segunda-feira, 13 de abril de 2009

Inclusividade masturbatória

Aqui está um efeito não colateral das políticas "inclusivas" da esquerda. Os Magalhães (amen), os PowerPoints do primeiro ministro, a virtualidade da negação da realidade resulta na insistência em viver-se à margem da realidade. Depois, é sempre a filha da puta da natureza que insiste em fazer com que os rebentos sintam fome. Tudo está de acordo com o guião, excepto a comichão na barriga.
“Existem meninos que dão entrada no Hospital Fernando da Fonseca com fome e em más condições de higiene e de vestuário e outros que chegam bem arranjados, mas mal alimentados”.

Traçando o perfil destas últimas famílias, Madalena Barros disse que são sobretudo famílias monoparentais que “gerem um bocadinho mal o orçamento que têm” e não querem ser “diferentes dos outros”.

São mães com “a escolaridade obrigatória ou nem isso” que se preocupam mais com “a imagem do que com os cuidados básicos”.

“Andar com uns ténis rotos ou umas calças usadas estigmatiza-os como pessoas carenciadas”, elucidou Madalena Barros, acrescentando que muitos destes casos são de crianças entre os quatro e os seis anos.

Estas famílias “valorizam muito o aspecto, mas deixam cair as coisas importantes e fundamentais”, como a alimentação, a saúde e a educação, o que “compromete o bem-estar das crianças”, sublinhou.
Um computador a cada criança. Uma carcaça a cada cão.

Confortem lá os cachopos dizendo-lhes que em energias "alternativas" somos os maiores. Mas não lhes digam quem as paga nem quantos pratos de sopa se comprariam com os altos desígnios em matéria masturbatória anti-CO2.

Ah, e não se esqueçam: tudo isto são coisas da direita do diabo.

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Modelo de realidade

Ouvi ontem na Rádio Europa (frequência apropriada para tiro aos patos) um caramelo reclamar por processos redefinidores das regras da economia mundial. Regras da economia mundial. O indígena não fazia a coisa por menos embora suspeite que deixaria de fora a Venezuela, o Zimbabwe, Cuba e a Coreia do Norte.

Sobre a reengenharia da realidade há aqui uma excelente citação:
…it has become standard in climate science that data in contradiction to alarmism is inevitably ‘corrected’ to bring it closer to alarming models. None of us would argue that this data is perfect, and the corrections are often plausible. What is implausible is that the ‘corrections’ should always bring the data closer to models.

Também a José Sócrates a realidade parece nada interessar e é sistematicamente torcida de forma a estar de maré aos altos desígnios do timoneiro. Embora as coincidências sejam mais que muitas, a esquerda trauliteira continua a afirmar que ele é de direita.

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quinta-feira, 9 de abril de 2009

Puzzle

Raios me partam se percebo patavina desta história.

Quando um governo qualquer falou em genéricos as farmácias e os médicos opuseram-se. O governo cascou nas farmácias e os médicos por estarem contra os genéricos.

Depois tentou que os doentes pudessem optar por genéricos à revelia do médico. O Infarmed tratou de gerar uma lista de princípios activos para permitiria estabelecer a compatibilidade entre medicamentos. As farmácias opuseram-se, os médicos também.

Depois tentou obrigar os médicos a prescrever pelo princípio activo. As farmácias opuseram-se, os médicos idem.

Depois as farmácias entraram no negócio dos genéricos e ... o governo opõe-se a tudo o que queria anteriormente. Os médicos estão com o governo.

Desisto.

Sulfores

Da infinita estupidez e ignorância de George Bush.

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Levou nas ventas e ainda não percebeu

Fernando Nobre, como outros idiotas, ainda não percebeu que, no que respeita à "cimeira da guerra", o derrotado é ele próprio.

E que dizer da "independência política" das ONGs?

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terça-feira, 7 de abril de 2009

A ética da amargura

Vejo-me um belo (mesmo) dia a fazer um trabalho pela recolha de cortiça.

Acabado o trabalho conversei com um homem que empilhava placas em fardos.

Contou-me que se tratava de um trabalho que exigia perícia para que as placas ficassem bem arrumadas. E contou mais. Contou que nessa matéria ele podia ser tão bom que, noutro belo dia, tinha até sido abordado por um potencial comprador no sentido de que a cortiça fosse bem compactada, "bem compactadinha". E que até lhe tinha inicialmente pago um almoço.

Contou também que o comprador tinha voltado daí a uns dias para se certificar que a coisa estava a ser feita a preceito e que, além do almoço da praxe, "até" lhe tinha deixado ficar uns cobres.

O operário mostrou-se contente por ter podido demonstrar as suas habilidades em matéria de enfardamento. E mais, demonstrou ter feito valer a perícia "obrigando" o comprador a uma despesa significativa. Dúvida não ficava que a despesa era justificada pela competência.

- Mas porque carga de água queria ele a cortiça tão excepcionalmente bem compactada? - Perguntei eu.

- Porque além de poupar no transporte leva mais cortiça. A cortiça é vendida ao metro cúbico.

Evidentemente que não se trata de um história de corrupção. Tratava-se apenas de fazer valer o valor do operário prejudicando quem lhe paga em favor de quem paga a quem lhe paga.

Numa primeira análise parece que além do Chico esperto se ficou também a rir o Chico estúpido. Mas não tive coragem para tentar averiguar ao certo qual o Chico de onde tinha partido a iniciativa.

Pelo mundo do politicamente correcto, a chico-esperteza é sempre do capitalista, do patrão, do empresário. O empresário comprador foi o algoz que abusou da ética do operário, coisa justificada por se tratar de uma medida contra um outro empresário, necessariamente igualmente algoz.

...

Aparecem regularmente alminhas que reclamam pela falta de ética, pelo analfabetismo, pelo clientelismo e mais uns quantos cancros que por aí circulam. O que dificilmente deixam escapar é um gemido por falta de moral e, nesta circunstância, o queixume vem, quase de certeza, pelas bandas da esquerda.

Quem mais que a esquerda, globalmente do BE ao PS, mais ataca o comportamento não necessariamente do foro da lei, mas que assenta em valores éticos e morais? Será preciso lembrar as futuristas medidas de destruição da família? Do casamento por quotas? Da liberalização do aborto? Da substituição do papel da família pelo papel da escola e do estado? Da delapidação da autoridade dos pais, dos professores, dos mais velhos, dos agentes de autoridade pelo "activismo" de tudo quanto ataca o respeito por aquilo que tem mais sustentação ética argumentando que as excepções justificam o derrube, da economia baseada no valor real das coisas em troca pela fé pela qual todo o investimento estatal resulta na criação de empregos?

Que dizer da lata com que se aponta a "falta de capacidade" da iniciativa privada em encontrar negócios lucrativos substituindo-a pelo investimento estatal, esse sim, capaz de perceber onde florescerá a árvore das patacas como se não se tratasse de um assalto ao bolso do contribuinte?

E aquela peregrina ideia de redistribuir riqueza antes de a produzir?

E aquela recorrente ladainha pela qual tudo quanto é ideia estúpida está automaticamente abençoado porque “vai utilizar energias renováveis”?

Irrita-se a esquerda contra a existência de paraísos fiscais mas nem uma lagrimazita face ao inferno fiscal que ela zelosamente faz crescer empoleirando simultaneamente nele os seus aranhiços.

Que dizer da "escola" que defende o papel do estado e dos "competentes" organismos na definição dos correctos progenitores para rebentos cujos pais insistam numa educação à revelia das "aspirações da humanidade"?

E, finalmente, que dizer da imbecil tentativa de substituição das pessoas por Magalhães (amen)?

E depois há o rebéu-béu das carpideiras esquerdoides, e mais não se quê, e que o substrato é fraco e que a ética anda pelas ruas da amargura, e blá blá blá ...

... hhmmmm.

domingo, 5 de abril de 2009

O teleponto-II

O primeiro episódio está aqui.

Agora, naturalmente, o segundo (and counting):




Afional, Bush deixou seguidores.

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Um pouco de perspectiva liberal sobre os estímulos anti-crise

Para contrastar com o aparente consenso em torno da necessidade de mais Estado para resolver a trapalhada iniciada por este. Ver a continuaçã aqui, aqui, aqui, aqui e aqui.

Via A Arte da Fuga

A sério que a paciência se está a esgotar


Acabei de saber que João Miguel Tavares foi alvo de uma queixa-crime por parte de José Sócrates. O texto começa assim:

«Ver José Sócrates apelar à moral na política é tão convincente quanto a defesa da monogamia por parte de Cicciolina. A intervenção do secretário-geral do PS na abertura do congresso do passado fim-de-semana, onde se auto-investiu de grande paladino da "decência na nossa vida democrática", ultrapassa todos os limites da cara de pau. A sua licenciatura manhosa, os projectos duvidosos de engenharia na Guarda, o caso Freeport, o apartamento de luxo comprado a metade do preço e o também cada vez mais estranho caso Cova da Beira não fazem necessariamente do primeiro-ministro um homem culpado aos olhos da justiça. Mas convidam a um mínimo de decoro e recato em matérias de moral.»

O que me consola é que tenho quase a certeza que o João Miguel Tavares vai aproveitar muito bem este caso, dado o seu peso mediático. Uma pessoa é processada por emitir a sua opinião nestes termos, como quem dá "uma bofetada na altura certa" e ninguém se indigna? A Fernanda Câncio não rompe o namoro? A liberdade de expressão já não vale nada?

Esta complacência face às figuras de esquerda já passou todos os limites da sanidade mental. Se ninguém mandar o Sócrates para o car@£§0 nas próximas 24 horas, eu avanço.