sexta-feira, 31 de julho de 2009

A promessa da cerveja.


Na foto pode ver-se Obama em pleno cumprimento da primeira, e até agora única promessa, daquelas todas que fez, desde fechar Guantanamo a reduzir o déficit, etc, etc.

Vá lá que, ao menos, bebe umas lambretas de vez em quando, o que revela que não pode ser mau de todo.

Ah, e partilha com o polícia "estúpido", o facto de ser esquerdino, como se nota pelas canecas...



É o mercado!


Como é sabido, Hugo Chavez, Presidente vitalício da Venezuela, promotor financeiro do "socialismo do séc XXI", entertainer televisivo, ideólogo bolivariano, herdeiro espiritual de Fidel Castro, grande amigo de Amadinejad, Lula, Mário Soares, Zapatero, Sócrates , Putin, Nasralah, etc, e titereiro encartado de alguns dos espantosos regimes que a esquerda vai ejaculando naquela região do planeta, vende petróleo.

Aos gringos, vende petróleo ao preço do mercado, e faz todo os possíveis e imaginários para criar problemas, sabendo que isso leva quase sempre ao aumento dos preços do crude.
A produção tem vindo a diminuir paulatinamente desde que chegou ao poder, o que se deve fundamentalmente ao síndroma da galinha dos ovos de ouro. Chavez agarrou a galinha e tratou de a abrir, para se apoderar dos ovos todos, isto é, nacionalizou o sector para ficar com tudo para si.
Como consequência, a indústria perdeu eficácia, a tecnologia estagnou e a Companhia petrolífera estatal, gerida sem racionalidade económica, transformou-se no saco azul do regime.
Os ovos são todos de Chavez, mas são cada vez em menor número.

Ainda assim as receitas do petróleo representam a parte de leão dos dinheiros disponíveis, o que comprova que a Venezuela bolivariana sofre da "doença holandesa".

Uma das armas de exportação da "revolução bolivariana" é o fornecimento de petróleo a preços baixos, aos amigalhaços.
Cuba é um dos beneficiados e recebe petróleo do camarada Chavez, a preços bastante abaixo do preço de mercado. Como contrapartida, Chavez foi agraciado com o estatuto de Confidente-Mor do El Coma Andante, sendo até autorizado a dar-lhe carinhosas colheres de yougurte.

O problema do petróleo do Chavez, é que é pesado e de dificil refinação. São necessárias refinarias especiais que só os americanos têm em número suficiente.

Sendo assim, o que faz Cuba ao petróleo de Chavez?
Nem o vê!
Aquilo lá pela Ilha vai mal, apesar dos cartazes a dizerem "Vamos bien" e tudo o que vem à rede é peixe. Por isso o petróleo bolivariano é logo vendido ao preço de mercado, ficando a dinastia castrense com o diferencial.
É dinheiro em caixa, pago pelo bom povo venezuelano, que passa cada vez mais tempo nas filas para o pão e o arroz, é verdade, mas está feliz porque nem só de pão vive o homem e ser solidário com a "revolução" é do caraças.
Viva la revolucion!

quinta-feira, 30 de julho de 2009

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Agarrem-me!

Chavez amuou e desatou mais uma vez ao peido e coice.
Parece que os colombianos descobriram uns LGF ( lança-granadas foguete) suecos num paiol capturado às FARC (sim, aqueles cromos que costumam animar a Festa do Avante).
Perguntaram aos suecos como é que um país como a Suécia, que tem uma política muito restritiva de venda de armas, chegou ao ponto de vender armas a um grupo de narcoterroristas.
Os suecos ficaram de boca aberta e pediram os números das armas.
Conferiram e informaram a Colômbia de que essas armas tinham sido vendidas ao Exército venezuelano.

A Colômbia pediu explicações a Caracas e o caudilho bolivariano embezerrou.
Em vez de tentar explicar o comprometedor evento, desatou aos berros diplomáticos, ameaçando o país vizinho de que não tinha nada que fazer acusações e que ia, não só congelar as relações, como nacionalizar empresas colombianas, fechar um gasoduto e proibir importações.

Mas estas armas vieram daí-podiam balbuciar os colombianos.
E então? Vocês têm alguma coisa que falar disso?
Bem, é que elas têm sido utilizadas contra nós, é chato-continuariam os colombianos.
Porra, vamos lá calar-diria Chavez. Se não fecham essa matraca eu irrito-me. Agarrem-me!

P.S. este bufão não é o grande amigo do Sócrates e do Mário Soares?

Um silêncio ensurdecedor


Garanto que procurei.
Escrutinei os blogues onde a indignação contra a "opressão" israelita sobre os palestinianos, está sempre de pés nos tacos, pronta a saltar em berros e gritos ao menor pretexto.

Garanto que não encontrei nada.
O governo iraquiano acaba de assaltar um campo de refugiados iranianos, tendo morto alguns, e o silêncio da patrulha é ensurdecedor.
Ainda por cima não são uns refugiados quaisquer. Trata-se de um grupo marxista, tolos úteis que ajudaram a derrubar o Xá, para fazer a Revolução, e que os aiatolas depois perseguiram com grande ferocidade.
Refugiaram-se no Iraque, debaixo da asa do Partido Socialista Árabe, de Sadam Hussein, que os utilizou contra o Irão.
Os americanos classificam-nos como um grupo terrorista , o que de facto são, porque marxistas e violentos, mas quando conquistaram o Iraque mantiveram-nos protegidos no tal campo.

Até hoje.
Com Obama, nem os marxistas estão protegidos. Os americanos retiraram-se para as bases, o Irão fez as suas exigências e o governo iraquiano apressou-se a atacar o campo.

Os compagnons de route da esquerda mundial, não tugiram nem mugiram. Ah e tal, são só uns iranianos quaisquer, até não houve muitos mortos, e vamos mas é falar de outra coisa que isto de não haver israelitas a quem se possa culpar, tira o travo heróico à questão.

Rebobinemos.
Imaginemos que o Governo israelita atacava, vá lá, um acampamento daqueles tolos úteis europeus que por ali deambulam a "lutar pela causa palestiniana", e que matava 5 ou 6.
Quantos postes enraivecidos o Daniel Oliveira, por exemplo, não teria já produzido, desencadeando-se em fúrias contra a "política de Israel"?
E o Miguel Portas, quantas viagens de solidariedade não teria já encetado?



Pintainhos

Relativamente a este e este assuntos, esta sondagem é do máximo interesse.

segunda-feira, 27 de julho de 2009

PALMA INÁCIO- Ladrão e Homicida na Forma Tentada

Faleceu em Lisboa, no passado dia 14 de Julho, Hermínio da Palma Inácio, glorificado pela opinião publicada como um revolucionário artífice da liberdade a quem a democracia portuguesa muito deve. [...]
Antes de prosseguir, quero deixar claro que não conheci Palma Inácio pessoalmente, embora tenha lido, senão tudo, seguramente quase tudo o que sobre a sua personagem foi publicado. Adicionalmente, recolhi de quem o conheceu muito bem, informação insuspeita sobre o seu perfil ético. Essa informação foi-me dada por um General Piloto-Aviador ao tempo Chefe do Estado-Maior da Força Aérea, e a conversa teve lugar no seu gabinete de trabalho, onde eu procurava despacho para assuntos da sua exclusiva competência, sendo que um deles era a nomeação de um militar para um cargo no estrangeiro. [...]. Pediu o meu parecer pessoal e eu dei-lho, recomendando um deles que tinha uma folha de serviço exemplar, era reconhecidamente muito competente e pautava o seu comportamento por um elevado padrão ético. O Senhor General ouviu atentamente os meus argumentos [...] levantou-se da sua secretária e convidou-me a sentar [...].
“Senta-te aqui, tu és muito novo e eu quero contar-te uma história de como gente “muito competente” pode, ao mesmo tempo, ser extremamente perigosa”.
E contou-me ali a seguinte história de Hermínio da Palma Inácio.
Esse Senhor General era ao tempo capitão aviador na Base Aérea de Sintra onde Palma Inácio, com o posto de 1º Cabo, tinha [...] a responsabilidade da pequena manutenção[...] , funções que desempenhara de forma comprovadamente muito competente e onde conquistara a estima de todos os pilotos. [...].
Em 1947, já depois da sua saída, [...] um dos pilotos, ao passar a obrigatória inspecção exterior a um avião no qual iria voar de seguida, notou que os cabos de comando dos lemes do avião [...] estavam em mau estado, parecendo meio cortados. Dado o alarme e após pormenorizada análise, confirmou-se terem os ditos cabos sido, [...] intencionalmente serrados o suficiente para, com o avião ainda em terra, transmitir movimento aos lemes – e iludir o piloto - mas para inevitavelmente quebrar quando sujeitos à elevada pressão aerodinâmica do voo, deixando o avião no ar sem qualquer possibilidade de controlo, provocando a sua inevitável queda e destruição e a mais que provável morte de pilotos. E constatou-se ainda que tinham sido serrados os cabos de comando de todos os aviões, num acto de sabotagem total da frota, cuja autoria se confirmou ser de Palma Inácio que foi preso pela PIDE.
[...]
Ao elevado e generalizado apreço que a Força Aérea Portuguesa lhe demonstrou – depois de lhe ter proporcionado uma formação técnica de grande valia profissional [...], Palma Inácio retribuiu com a preparação da destruição material da frota de aviões de treino, [...] , com a frieza assassina de quem não hesitou em condenar à morte os seus camaradas pilotos, aqueles mesmos que tanta consideração lhe dispensaram.
[...] Palma Inácio podia simplesmente ter cortado os cabos de comando ou podia ter feito explodir os aviões. Mas isso não lhe bastou: quis também assassinar os pilotos!
Foi responsável por algumas imbecilidades como, por exemplo, a tentativa de ocupação da cidade da Covilhã, mas o imaginário nacional relembra-o essencialmente pelo desvio, em 11 de Novembro de 1961, de um avião Super-Constellation da TAP de onde largou sobre Lisboa panfletos contra o regime de Salazar, e também pelo [...] assalto à dependência do Banco de Portugal na Figueira da Foz, de onde roubou vinte e nove mil contos, uma elevadíssima quantia para a época. [...] Levou o dinheiro para Paris, para o banquete da fauna desertora e são conhecidas as desavenças que a farta refeição provocou, porque o objectivo não era envergonhar o Regime, era encher a gamela.
Como terá dito Mário Soares, Palma Inácio “Era um homem de grande imaginação revolucionária. Não era propriamente um político…”. Tem toda a razão e por isso os seus actos não põem ser considerados “políticos”. De facto, durante todo o período da “ditadura” não se lhe conhece [...] qualquer projecto alternativo de governação que pudesse legitimar uma oposição ao Regime [...]l.
Foi só depois da Revolução de Abril que Mário Soares o convenceu a filiar-se no Partido Socialista e, de seguida, lhe ofereceu [...] o lugar de Director-Geral do Ministério do Trabalho. [...] Favores de amigos.
[...] Almeida Santos, Presidente do Partido Socialista, declarou que Palma Inácio foi “…um exemplar patriota” e terá sido por este mesmo critério que Jorge Sampaio, em Maio de 2000, quando exercia as funções de Presidente da República, o agraciou com o elevado grau da Grã-Cruz da Ordem da Liberdade.

Perante tudo isto, ocorre-me perguntar se eu [...] decidir assaltar uma qualquer dependência do Banco de Portugal e roubar pelo menos uns cinco milhões de euros, o que me dava um jeitão [...] ; se eu que, tal como Palma Inácio tinha, tenho acesso fácil a qualquer Base Aérea nacional, decidir sabotar e destruir o avião Falcon em que o Governo se passeia por esse mundo à nossa custa e atentar contra a vida de uns pilotos, [...] será que o Partido Socialista me confere a distinção de me considerar um “exemplar patriota”, me arranja um lugar bem remunerado no conselho de administração de um desses Institutos Públicos para onde é desviado o dinheiro dos contribuintes para aí ser gerido por “exemplares patriotas”, como na opinião publicada se pretende fazer crer que Palma Inácio foi, e depois - a cereja no cimo do bolo – me confere aí um grau qualquer da Ordem da Liberdade?
A verdade, [...] é que Palma Inácio não prestou qualquer serviço ao País, por muito que isso doa aos desertores que tudo torcem para justificar a sua deserção, a sua traição à Pátria. Posto em termos simples e claros e entre outras coisas:

-Palma Inácio foi um mero ladrão – procurei mas não consegui encontrar outro adjectivo para qualificar uma pessoa que assalta um banco e rouba vinte e nove mil contos - com os quais muitos se devem ter banqueteado e, porventura, se sentem agora na obrigação de o glorificar em termos nacionais.

-Palma Inácio traíu a Força Aérea, tentou o homicídio dos mesmos pilotos com quem lidou diariamente e que lhe dispensaram uma consideração que não merecia, constituindo-se homicida na forma tentada.

-Mais tarde, já no Brasil, aproximou-se do Senhor General Humberto Delgado (o mesmo que lhe dispensou a consideração pessoal de o levar a voar) tornou-se membro do MNI e na hora certa traiu-o também, o que obrigou Humberto Delgado a “…expulsá-lo «por traição…”

Ora… façam-me o favor de parar com o sistemático branquear da História. A traição não é, nem nunca será, convertível em virtude. Haja vergonha!

Espanha, 20 de Julho de 2009
Fernando Paula Vicente
Major-General da Força Aérea Portuguesa (Ref.)

Mais 500 transplantações

Pela inauguração de vácuo, ao caso da inauguração do anúncio da instalação de uma fábrica de aviões brasileira, José Sócrates, nosso insigne 1º ministro, anuncia a criação de mais 500 postos de trabalho. Serão mais 500 a juntar aos 3241739761381731501 que ele diz que foram criados nesta finda legislatura.

Pela suprema sabedoria esquerdalha, 500 novos trabalhadores brasileiros a trabalhar em Évora cairão, que nem figo bojudo, na estatística de “empregos criados”. Serão mais 500 transplantações de corpo e alma que, neste caso, serão corpos e almas de descendentes de nossos antepassados que sendo nossos irmãos dificilmente possibilitará que sejamos irmãos deles.

Ajoelhemos e rejubilemos porque se até aqui os imigrantes chegavam para nos substituir naquilo que não queríamos fazer, agora substituem-nos naquilo que não sabemos fazer.

Raça, mentiras e Obama

Há dias um professor de Harvard, o Dr Gates, e um polícia de Cambridge, o Sargento Crowley, protagonizaram um incidente que fez disparatar Barak Obama

As coisas ter-se-ão passado assim:

O Dr Gates regressou de férias e, tendo perdido a chave de casa, resolveu forçar a porta, com a ajuda do motorista.
Um passante observou o comportamento dos dois indivíduos, pensou que se tratava de um assalto e chamou a polícia.
Acorreu o Srg Crowley e mais dois polícias.
O que aconteceu a seguir foi, na versão do Dr Gates (negro) , que o Srg Crowley , (branco), o prendeu por ele ser negro, apesar de lhe ter explicado que era o dono da casa.
Na versão do Srg Crowley, corroborada a 100% pelos outros dois polícias, um hispânico e um negro, o Dr Gates terá de facto explicado a situação, mas recusou a seguir mostrar o documento identificativo e, quando o Sargento lhe ordenou que o fizesse, exaltou-se, berrou, chamou-lhe racista, comentou algo sobre a mãe do polícia , terá dito algo do género " você não sabe com quem está a falar" e exigiu , na inversa, que o polícia se identificasse.
Foi obviamente detido por desrespeito à autoridade.

Enfim, um clássico diferendo entre pessoas que se consideram importantes e um agente da polícia, que ocorre em todos os países.
O problema é que o Dr Gates, amigo de Obama, alegou que o que lhe aconteceu foi uma situação de discriminação racial .
Obama tem amigos estranhos, isso não é novo. Desde o Reverendo Wright ao Reverendo Jackson, Barak Obama circulou num mundo de vitimização racial e de ideologias preocupantes.

A partir da Casa Branca, mesmo sem saber os pormenores, Obama, sem teleponto que o limitasse, não resistiu ao seu verdadeiro eu e zurziu forte e feio na acção policial, chamando-lhe "estúpida" e racialmente enviesada.
Coisa inaudita num Presidente esta, de a partir de um cargo institucional, exprimir preconceitos raciais e julgamentos instantâneos em favor de um amigo, ele que demorou mais de uma semana a perceber o que estava a acontecer no Irão.

Vamos rebobinar:
Se alguém chamar a polícia ao ver dois indivíduos, sejam de que raça forem, a forçar a porta de uma casa, está a ser racista?
Se a polícia vier e exigir a identificação dos indivíduos, está a ser racista?
Se houver ameaças, berros e insultos à polícia, será racista, deter o indivíduo?
Mas está tudo doido?

A Corporação policial em causa, que inclui centenas de negros, não achou nada disso e, pelo contrário, entendeu que a equipa do Sgt Crowley agiu correctamente.
O Sindicato entendeu o mesmo e exigiu que Obama pedisse desculpas
A imprensa idem.
Na verdade , se alguém aqui mostrou claros preconceitos raciais, foram o Dr Gates e o Presidente Obama.

E Obama, picado de todos os lados, não tardou a perceber que fez asneira.
Claro que não pediu desculpa. Alguém com o seu ego, dificilmente o faria, até porque se tornou óbvio aquilo que realmente pensa, isto é, que o polícia é branco e mau e o amigo Gates é negro e bom.
Mas tentou justificar-se com circunlóquios algo infantis, dizendo que escolheu mal as palavras, que não as calibrou bem, etc,etc.
Chamou mesmo ao incidente um "teachable moment" , naquele seu tom de Messias milenar.
E foi. Para ele e para os americanos que começam a ver o que está por detrás do verniz com que a imprensa deslumbrada foi pintando o Escolhido.

O Dr Gates também aprendeu algo. Aprendeu que o facto de ser negro, importante e amigo do Escolhido, não o autoriza a ser arrogante e a tratar a polícia do alto da burra.

E bem pode falar de injustiça e discriminação. Neste filme quem se safou de um julgamento, a que qualquer outro cidadão seria sujeito, por desrespeito à autoridade, insultos, etc, foi ele, justamente por ter jogado a cartada racial. Safou-se exactamente por ser negro.

Quanto a Obama, o mito está a derreter.
Até o NYT, jornal onde se acenderam mais velas ao Messias, já lhe chama mentiroso.
O seu próprio partido acaba de lhe despejar um balde de água fria na reforma da saúde e o Senado passou-lhe um solene aviso sobre os pactos suicidas que o Escolhido anda a tentar fazer com a Rússia.

As sondagens, essas já estão já piores do que as de Dhimmy Carter, no mesmo período.

PAT CONDELL FOR PRESIDENT...

O meu Guru, como eu, deve ter passado umas excelentes férias, porque se nota que está em plena forma. Uma maravilha este último video. Quem quiser ver com legendas em inglês, ou mesmo em espanhol, é favor carregar aqui...

Diz a uma certa altura:

«Estou a falar dos membros da inteligência de esquerda iluminada que consistentemente têm demonstrado a si mesmos serem tudo menos iluminados, ou liberais, ou inteligentes. Principalmente porque estão mais motivados por um profundo ódio irracional contra os EUA do que por qualquer real noção de justiça ou respeito, e cujos duplos padrões politicamente correctos e a sua vergonhosa cobardia frente a um islamismo agressivo, têm levado muita boa gente de pensamento liberal a desprezar activamente a palavra “liberal”.»


video

sábado, 25 de julho de 2009

Entrevista de Henrique Cymerman a Pilar Rahola



[Desculpem esta profusão de posts, mas hoje estou com balanço]


Aos 55 segundos começa a entrevista em castelhano.

Via Lisboa-Tel Aviv.

O PCP continua estalinista quanto sempre foi



Aos 16 minutos deste vídeo começa a discussão relativamente à proposta de Alberto João Jardim pela qual caso seja de manter a proibição de ideologias fascistas na constituição se acrescentem também as comunistas.

Neste debate torna-se claro que o PCP continua tão amigo da democracia quanto sempre foi. Aceita-a apenas enquanto mecanismo para chegar ao poder. Se lá conseguir chegar transformá-la-á numa “verdadeira democracia” espelhando Cuba ou a Coreia do Norte.

Zelaya - 1º ensaio

As araras do costume reclamavam da incompetência dos militares hondurenhos por terem expulso Zelaya porque, segundo elas, o que teria feto sentido seria terem-no remetido ao calabouço. Não haveria enquadramento legal para a expulsão.

Em boa verdade reclamavam até que o golpe era inconstitucional querendo convencer que ignoravam que o real golpista tinha sido o próprio Zelaya.

Reclamavam que o golpe era ilegal, reclamavam que a expulsão também o era e reclamavam ainda que os militares deveriam ter deixado aterrar o avião em que Zelaya tinha tentado voltar às Honduras aparentemente certos que ele queria mesmo voltar.

Zelaya voltou às Honduras, a butes, pela fronteira terrestre, ficou lá algum tempo sem se afastar da fronteira com a Nicarágua, balbuciou umas tantas palermices em tom chavista e, evitando que o detivessem, voltou para a Nicarágua.

Podia ter levado um avião de brincar para poder dizer que tinha conseguido ludibriar os militares aterrando nas barbas deles.

Claro que Hillary veio logo dizer que ele deveria ter ficado quieto.

Entretanto, tal como O Lidador tinha previsto, lá estavam uns quantos “voluntários” para, junto a câmaras de TV estrategicamente colocadas, “demonstrarem” o comportamento bushista dos militares. Só foi pena que os militares não se tenham dado ao trabalho de colaborar.

Chocadeiras


Vem recorrentemente à baila a história da baixa taxa, negativa nalguns casos, de crescimento demográfico na Europa (pelo menos na ocidental).

Por europeus ocidentais eu entendo aqueles que cá vivem e há várias gerações e se identificam, traços gerais, pela forma de viver dos concidadãos em idênticas circunstâncias. Percebendo serem cidadãos pelo ponto de vista do direito, parece-me que os imigrantes que entre nós se encontram e que insistem, mais ou menos abertamente, em renegar a nossa forma de encarar a vida, são cidadãos nacionalizados. Chamarei, portanto, a uns os nacionais e aos outros os nacionalizados.

Voltando à demografia, os nacionais tendem a parir pouco, os nacionalizados bastante mais. Levantam-se então vozes chamando a atenção que a génese de cada povo pode vir a ser posta em causa e que esse facto pode vir a gerar formidáveis tensões, eventualmente banhos de sangue. Esta conversa é particularmente pertinente face à nacionalização de hordas de muçulmanos*1. A maioria da migração de nacionais não levanta problemas de maior porque além de não serem regra geral pouco significativos (em termos relativos), comungam valores básicos.

Há quem diga, e eu aposto nesta, que a Europa ocidental se encontra em decadência exactamente por não se aguentar demograficamente.

“Nós precisamos de imigrantes porque parimos pouco”.

Já ouvi muitas mas esta é das mais engraçadas. Além de implicitamente colocar o imigrante na posição e chocadeira parece querer convencer que o substituinte substitui realmente. É assim como uma espécie de transplantação de corpo e alma.

A Europa ocidental é, demograficamente falando, decadente. Mas se importarmos imigrantes deixa de o ser. Parece que a economia não se desenvolve sem imigrantes porque sem expansão demográfica não vamos lá. Mas “vamos” lá se formos transplantados de corpo e alma. Hmmm.

Claro que isto pode ser visto de outra forma. A economia é uma espécie de master-cidadão servida por duas espécies de infra-cidadãos: os nacionais e os nacionalizados. Só com os nacionais o master-cidadão não se aguenta, com os nacionalizados fica tudo bem mesmo que, evidentemente, os nacionais tendam a desaparecer e a ser substituídos pelos nacionalizados. A economia é aqui equiparada ao Partido. Aquele que justifica a existência de pessoas - as que passarem o controlo de qualidade.

Do querido PCP


Zita Seabra

quinta-feira, 23 de julho de 2009

O Match do Século

O PSD Madeira publicou recentemente a sua Proposta de Lei de Revisão Constitucional. Uma das alterações sugeridas consiste em alterar o nº 4 do artigo 46º da Constituição de


"4. Não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem a ideologia fascista"

para:

4. Não são consentidas associações armadas nem de tipo militar, militarizadas ou paramilitares, nem organizações racistas ou que perfilhem qualquer ideologia totalitária ou autoritária contrária ao Estado de Direito Democrático”.

por forma a incluír “o caso do Comunismo, não previsto no texto constitucional”, como é referido no preâmbulo.

As reacções no Campo de Tiro foram previsíveis. Jardim “não sabe do que fala” (DO); há uma “crescente onda de anti-comunismo” (como se isso fosse uma coisa má); outro cromo do cinco dias interroga-se inocentemente: “O que é uma ideologia totalitária?”. No quadrante libertário a preferência vai para a eliminação pura e simples do nº 4 do artigo em causa (péssima ideia).

Por mim acho muito boa a proposta do “Jardim” (nome pelo qual é referido normalmente o PSD Madeira). Há poucas coisas mais deprimentes do que pensar que vivemos num país onde 20% da população vota em partidos de extrema esquerda.

Em Portugal, o fascismo e o nazismo são condenados quase unanimemente (tirando meia dúzia de maluquinhos). As ideias comunistas, no entanto, continuam a ter plena aceitação, tanto na sua versão pura (leia-se estalinista) como nas suas várias variantes, nomeadamente a trotskysta. A “luta” anti-fascista continua a conferir uma aura de santidade (apesar dos “fachistas” serem mais raros que os adeptos do Belenenses e não existir um único regime fascista no planeta). O anti-comunismo, por seu lado, é mal visto e anti-democrático (!), não obstante o rol de vítimas mortais desta ideologia assassina continuar a engrossar diariamente.

É porque o nazismo “foi muito pior”, é o argumento. Hitler tentou exterminar raças inteiras. Nada é comparável ao Holocausto. Sem querer aqui entrar numa competição para determinar qual dos dois regimes totalitários é mais abominável ou matou mais gente (foi o comunismo), recordemos apenas o Holodomor, a grande fome de 1932, que poderá ter exterminado até 10 milhões de cidadãos soviéticos. Deve ter sido um ano mau, se calhar não conta...

Por que será que qualquer estudante de liceu (mesmo os que passam com 9 negativas) já ouviu falar do primeiro evento e quase nenhum fará a mínima ideia sobre o segundo?

Porque é que em vários países o negacionismo (a negação ou minimização dos crimes nazis) é proibida por lei, enquanto a negação dos crimes cometidos pelos comunistas é perfeitamente legal, assim como a exaltação da ideologia que lhes esteve na origem?

É que se for necessário comparar, não pode existir sombra de dúvida de que o comunismo foi muito pior que o nazismo.

- Durou muito mais tempo
- Causou muito mais vítimas
- A sua extensão geográfica foi (e continua a ser) muito maior

Para o bem das gerações futuras, para que reconheçam o totalitarismo independentemente da roupagem que venha a apresentar, é urgente rectificar este desequilíbrio gritante no que respeita ao julgamento histórico do comunismo vs fascismo/nazismo. É por isso que a proposta do PSD Madeira é de aplaudir.

É inaceitável que, passados que são vinte anos sobre a queda do Muro de Berlim, a propaganda e mistificação comunista continuem a ter aceitação em tão largas camadas da população. Os comunistas continuam a ser vistos por muitos como os que lutam pelos desfavorecidos e oprimidos, pela liberdade e pela paz.

Como é isto possível? Nos dias que correm, com toda a informação à distância de um click, está ao alcance de qualquer um saber os meios concretos que se escondem por trás da retórica: a abolição da propriedade privada e das liberdades individuais, a obliteração da individualidade e submissão à linha do partido, o extermínio de uma parte significativa da população (as “classes inimigas”, mesmo as fiéis!), a instauração de um regime ditatorial (“revolucionário” na língua de trapos dos “compagnons de route”), o apoio incondicional a estados criminosos, (encarnações da paz, bem estar das populações e justiça social, na imaginação dos tolinhos). E quando as coisas correm desastrosamente mal não é preciso dizer nada, já sabemos: não era o verdadeiro comunismo/socialismo.

Quem é que ainda papa estas bostadas? É possível distinguir actualmente três categorias genéricas de crentes no “homem novo” comunista: os intelectualmente desonestos, os ignorantes e os estúpidos. Percorrendo as caixas de comentários do Fiel Inimigo encontram-se bem representadas amostras das três classes. O conteúdo dos comentários, por seu turno, não augura nada de bom para o futuro.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

A Ciência ao Serviço do Homem


Caro Gil Montalverne,

O seu comentário enche-me de alegria. Ouvir os seus programas nos anos 60 teletransportava-me da aldeia a um par de casas onde vivia para o mundo, o cosmos, a ciência. Terá sido, provavelmente "A Ciência ao serviço do Homem" o programa que mais me manteve colado à telefonia a pilhas, único meio que há altura me permitia ver para lá do horizonte.

Decorridos todos estes anos lembro-me ainda alguns assuntos que o Montalverne abordava de que são exemplos o RNA/DNA, a deriva dos continentes, a poluição.

Quanto ao Planeta Azul, sou capaz de não estar hoje do mesmo lado da barricada no que respeita, pelo menos ao Aquecimento Global assunto que me parece tresandar a ideologia. Se neste blog tiver a pachorra de clicar no assunto Aquecimento Global verá porquê. De qualquer forma aqui fica bem expresso o muito que lhe devo.

----
Links para Blogs de GM:
Por tudo & Por nada, Informática para todos.

Honduras-Guerra Civil

A partir da Nicarágua, paraíso da corrupção, onde Daniel Ortega se prepara para alterar também a Constituição de modo a perpetuar-se no cargo, Zelaya acaba de apelar à guerra civil nas Honduras e garante que volta nos próximos dias.

O plano é de Chavez, ou melhor, do comunista (e ex-fascista) espanhol Viciano Pastor. Até agora a tomada de poder tem-se feito por subversão interna da democracia. Chavez, que comandou o golpe militar mais sangrento dos últimos 20 anos na América Latina (mais de 70 mortos), aprendeu com o fracasso e percebeu que havia outras maneiras mais palatáveis de alcançar o poder absoluto, parodiando e aproveitando a fraqueza das instituições democráticas daquela região.

Rafael Correia, que ganhou eleições com dinheiros do narcotráfico comunista (FARC), Evo Morales, que continua a aumentar a produção de coca, Daniel Ortega, Lugo (Paraguai) e os Kirchnener (Argentina), estão todos, à sua maneira, a seguir o guião.

Nas Honduras Zelaya tentou o mesmo, mas não teve habilidade suficiente, pese embora o massivo apoio logístico e financeiro de Chavez.

O plano falhou e é evidente a fúria de Chavez, que leva à tentação de passar à acção física.

Tudo deverá começar com algumas acções de violência, com mortos do lado de Zelaya. Nos últimos dias foram capturados mais de 100 venezuelanos e nicaraguenses, e não é dificil deduzir, não só o que andavam a fazer, mas também que se trata apenas de uma pequena parte dos activistas infiltrados a partir da Nicarágua.

Tem de haver mortos entre os apoiantes de Zelaya e os activistas se encarregarão de que isso aconteça, nem que tenham de ser eles mesmos a executar a acção. Está nos manuais que tem de haver "mártires", para pegar fogo ao rastilho.

O apoio "bolivariano" fluirá em força.

As Honduras estão sózinhas contra o chavismo, agarradas à sua Constituição e à democracia, Não contarão com a Europa, refém da sua própria fraqueza e covardia face aos doidos deste mundo.

E também não contarão com os EUA, onde um inacreditável Presidente, não pára de mostrar a verdadeira face, colocando-se cada vez mais ostensivamente ao lado daqueles que são, no mundo de hoje, os inimigos da democracia e da civilização ocidental. Talvez por isso mesmo, as suas taxas de aprovação são já mais baixas do que as de Bush no mesmo período, do 2º mandato.

Obama alinhou-se com Chavez contra um aliado dos EUA, tal como está a fazer no Médio Oriente, cortejando os países muçulmanos, e bravejando contra Israel, o mais fiável aliado americano.

É verdade que começam a ser nítidas as fissuras com Clinton e com largos sectores do próprio Partido Democrata, mas os EUA têm 3 anos pela frente com este homem perigoso à cabeça. Teme-se que os EUA ajoelhem ainda mais do que no tempo do desastroso consulado de Dhimmy Carter.

Há até um politólogo russo que prevê para breve o desmenbramento dos EUA.

Chavez está confiante na doença ideológica do Presidente americano e, quando no seu próprio país tudo está a dar para o torto, uma aventura internacionalista é o melhor que lhe pode acontecer, ainda mais contra um país pobre e completamente isolado em termos diplomáticos.

A guerra civil é por isso desejada por Zelaya e os seus mentores bolivarianos.

O palco está montado, com a benção de Obama, o apoio activista de iranianos e e chavistas, e a cumplicidade complacente e cega da Comissão Europeia.


terça-feira, 21 de julho de 2009

Viva a ineixa



Soluções inovadoras: aplicar impostos ao papel higiénico ou acabar de vez com ele.

Eu vou pela segunda hipótese. A folha de ineixa resolverá algum problema que venha a subsistir.

segunda-feira, 20 de julho de 2009

A Jihad demográfica - adenda (conversa com o Holandês Voador e quem mais quiser entrar nela, a propósito do post d'O Lidador com o mesmo título)


Fiz este texto como uma resposta a um comentário do Holandês Voador ao texto do Lidador sobre a Jihad demográfica. Depois decidi acrescentar umas pequenas coisas e dar-lhe a importância de post. De qualquer maneira, achei por bem manter-lhe o carácter espontâneo e pouco trabalhado e nem sequer o praticamente o revi, pelo que facilmente se lhe encontrarão fraquezas e insuficiências quer de conteúdo quer de forma. Do que peço desculpas, em primeiro lugar àquele a quem ele se destina prioritariamente.

Holandês:
O nível atingido pela procriação, entre os árabes, é tão culpável como o é na mentalidade camponesa e operária tradicional ou na católica que segue a ortodoxia. Mas esse nível de procriação, além de sintoma de uma mentalidade redutora e tacanha quer quanto ao lugar e significado da sexualidade na vida humana quer quanto ao papel da mulher, é também utilizável com outras intenções por essa mentalidade. Da mesma maneira que uma enxada, entre os camponeses, sempre serviu tanto para ganhar pão que o diabo amassou como para matar o próximo. Nunca se ouviu e, penso, dificilmente se imaginará um político da África negra falar da procriação como arma contra quem quer que seja. Aí reside toda a diferença.
E, já agora, para que não conclua apressadamente que a minha posição é de antagonismo e de confrontação com o islamismo, devo dizer-lhe que, ainda jovem, li o Corão orientado por alguém que se tinha convertido recentemente ao islamismo, que conheço muçulmanos e sempre me dei bem com eles, do mesmo modo que sempre me dei bem com católicos não-matarruanos ou com budistas. Mas sei estabelecer a diferença entre as diferentes interpretações e aproveitamentos de uma doutrina ou de um sistema de pensamento por parte de culturas ou grupos de indivíduos. E é disso que aqui se trata.
Não é pelo facto de acharmos que a guerra de civilizações é absurda que ela deixa automaticamente de existir. Infelizmente é um facto que todos nós desejaríamos que não existisse, mas que existe. Tal como uma doença que desejaríamos não ter, mas a cujos sintomas não podemos de deixar de tomar atenção sem corrermos o risco de ela se agravar ou de se tornar crónica ou mortal.
Quanto à cooperação Norte-Sul, obviamente que ela é a solução. Mas como é a mesma possível, atendendo à mentalidade cleptocrática generalizadamente vigente no hemisfério Sul? Como não se há-de desbaratar qualquer esforço nesse sentido? Ainda há tempos, numa série documental transmitida pela RTP2, da responsabilidade do Miguel Portas, este criticava fortemente Joaquim Chissano por permitir a exploração do seu povo. Portas falava como qualquer betinho do Bairro Alto, que não sabe que a escravatura é, em África, endémica, tal como a ostentação da riqueza, o desprezo pela poupança e o apoio mafioso à e pela família. Coisas que, aliás, são facilmente detectáveis mesmo nas comunidades africanas emigradas em Portugal, com as quais tenho um contacto frequente desde há muitos anos, somente atenuada na cabo-verdiana.
A incompreensão demonstrada pela esquerda quanto à realidade, insistindo cegamente na mesma tecla (para não perder a face ou por não conseguir orientar-se com outros parâmetros?) é, mais do que aflitiva, perigosa. Não percebe, por exemplo, voltando ao caso do islamismo, que o marxismo árabe é somente uma finíssima e estaladiça capa justificativa do seu desejo de vingança (o Corão admite-a como um direito, seja qual for o sentido em que ela é entendível, mas o mais literal basta ao matarruanismo) em relação ao Ocidente. Não o percebe, de facto ou porque a sua tolerância em relação a práticas exploradoras e repressivas é uma forma de afirmar a sua vertente mais primária, o antiamericanismo, sem perceber que, com isso, cava a sua própria sepultura bem como a alheia? O Bloco de Esquerda, por exemplo, tão liberalizante quanto aos costumes, terá ilusões sobre o que representa aos olhos árabes?
Nesta época de "globalização", a mais pequena praça financeira pode gerar problemas graves em Wall Street ou em Londres e estas, por sua vez, no mundo inteiro. A crise interna interna do mundo islâmico, inserido numa mudança planetária sem precedentes e privado de instrumentos culturais flexíveis que lhe permitam inserir-se ou sequer adaptar-se, dada a rigidez dos conceitos formatadores da mentalidade, pende, letal, sobre nós. Não estamos perante um caso semelhante aos restantes, o Extremo-Oriente possui, em geral, padrões de compreensão e ordenamento da realidade que o levou e continua a levar para a frente do processo, com as consequentes convulsões. O islamismo que medrou entre aqueles povos e que tem tendência a assumir contornos idênticos onde quer que haja culturas bélicas que o adoptem, é por eles aproveitado, porém, para manter os respectivos sistemas não apenas sociais, mas de pensamento. Não foi preciso levar nenhum astronauta chinês ou japonês para o espaço para ajudar a desfazer crenças, mas foi necessário levar um egípcio - sem resultados visíveis.
É claro que há dissidentes e que lhes devemos apoio, mas sem esquecer que eles são facilmente anuláveis e mortos sem contemplações, o que tem tornado quase ineficaz esse apoio.
O que eu quis dizer, Holandês, é que este conjunto de problemas não pode ser enfrentado com declarações de boas e sinceras intenções, pela simples razão de que elas, na prática, não colhem. O que eu quero dizer é que teremos que encontrar outros parâmetros, mais verdadeiros, para compreendermos a realidade que nos rodeia, se quisermos aperfeiçoá-la no sentido da ultrapassagem do social-macaquismo vigente. Todos nós.
E isto porque, como dizia a minha mãezinha, que Deus tenha (inch Allah!), "o céu dos pardais é a barriga dos gatos".

O século XXI começou há 40 anos

domingo, 19 de julho de 2009

A jihad demográfica

"Um dia milhões de homens sairão do hemisfério sul em direcção ao norte e irão conquistá-lo, povoando-o com as suas crianças. A nossa vitória será conseguida com os ventres das nossa mulheres"

(Houari Boumediane, Presidente da Argélia, 1974 , discurso na Assembleia Geral das Nações Unidas)


"Os muçulmanos continuam a ter filhos, ao contrário dos europeus. Isto significa que dentro de 20 anos os muçulmanos serão maioritários"

(Amr Khalid, importante clérigo egípcio,10 Maio de 2008, em entrevista televisiva)


"Temos 50 milhões de muçulmanos na Europa. Há sinais que Alá irá dar a vitória ao Islão, na Europa, sem espadas, sem armas, sem conquistas. Os 50 milhões de muçulmanos da Europa irão torná-la um continente muçulmano em poucas décadas"

(Muammar al-Qaddafi, Presidente da Líbia, 10 Abril de 2006, entrevista à Al Jazeera)


"Nós somos os que vos iremos mudar...basta reparar nos desenvolvimentos na Europa, onde o número de muçulmanos está a crescer. Cada mulher ocidental produz uma média de 1,4 filhos. Cada mulher muçulmana, nos mesmos países, produz 3,5 filhos. Por volta de 2050 30% da população europeia será muçulmana...A nossa maneira de pensar provar-se-á superior à vossa."

(Mullah Krekar, islamista curdo asilado na Noruega, 13 de Março de 2006)


Juro que é verdade!


A 100m de onde moro, uma igreja. No prédio ao lado, uma família angolana. É a época das festas tradicionais em honra de Nossa Senhora e, talvez para compensar a crise de vocações, o sino toca até à exaustão durante horas, como se anunciasse a peste ou a guerra, impedindo-me de trabalhar, ler, ouvir música ou sequer de ver um filme. Os cães, enervados, ladram, aumentando a confusão. Quando o sino se cala, a partir da janela escancarada dos angolanos a rua é varrida, durante outras tantas horas, por uma enorme ventania de uma coisa minimal-repetitiva-étnico-urbana, de um qualquer Tony Carreira africano-à la page. Se me atrever a sugerir-lhes que baixem o volume ou que fechem a janela (já experimentei o "para bom entendedor", pondo Beethoven e Bach à compita com o Tony, mas surtiu efeito apenas durante algum tempo) ou a falar-lhes de regras de convivência civilizada, serei visto como racista e segregacionista. Quanto a fazer o mesmo discurso ao padre, isso, está bem de ver, nem pensar! Olha a liberdade de expressão das crenças, a tradição e sei lá que mais!
A 300m, a sede local do PCP que me enche a caixa do correio com propaganda pré-eleitoral, pode ser que a consciência se me ilumine com as eternas virtudes da classe. A 200m, vizinhos militantes do PS e candidatos à Junta de Freguesia que, além de também contribuírem para o regurgitamento da dita caixa, me inundam os ouvidos com conversas de boa vizinhança político-partidária quando me apanham no café. Café onde uma advogada minha conhecida, militante do CDS e candidata aos mesmos pelouros, faz discretamente o seu trabalho sempre que me vê. Isto, para não falar de um outro vizinho de longa data e de um amigo de infância, pouco menos do que vizinho, ambos candidatos pelo BE.
No preciso momento em que escrevo, no adro da igreja entoa-se “Hossana!”, ao mesmo tempo que, do outro lado, soam tambores a rufar e gaitas-de-foles, vindos de um espectáculo a que assiste o actual e futuro candidato a presidente da Câmara, do PSD!
Ninguém tem pena de mim??!!

Cat Stevens - Boy With A Moon And Star

Bee Gees (Melody) - Melody Fair / First of May

sábado, 18 de julho de 2009

Mário que era Cesariny e de Vasconcellos


Contemplo o lago mudo
Que uma brisa sacode.
Não sei se fodo tudo
Ou se tudo me fode.

A brisa é o lago a ir
A uma ideia de mar.
Não sei se me ate a rir
Ou desate a chorar.

Trémulos vincos medonhos
Cercando a água toda,
Porque fiz eu dos sonhos
A minha única nódoa?

sexta-feira, 17 de julho de 2009

Dos grossos e da Europa fina


Uma das beatas "razões" para que a guerra no Iraque fosse um pecado mortal residia numa espécie de confusão de nomes. Em virtude da macacácia inteligência de Bussssh e respectiva infinita ignorância, teria confundido ambos os dois territórios.

Segundo os trolhas do costume, a guerra correcta deveria ser a do Afeganistão. Eram daí originários os talibans e era para aquele território que as Nações Unidas tinham benzido as "tropas da ONU".

E a berraria durou anos, anunciando-se que o apocalipse naquele território seria resultante do "desinteresse" de Bussssh por aquela luta-a-justa-dita.

O tempo foi passando e, também "por culpa de Bussssh", nunca as "tropas da ONU" foram destacadas para o Afeganistão em quantidade suficiente. E a razão era óbvia. Os "interesses" tinham toldado o escasso discernimento de Bussssh ... ahmmm ... pátátí, pátátá e rebéubéu, pardais ao ninho.

O tempo de Busssh chega ao fim e, naturalmente em virtude da sua infinita cretinice foi incapaz de moldar a legislação americana para se eternizar no poder - coisa que qualquer fulgoroso presidente sul-americano faz sem dar conta.

O santíssimo Obama apresenta-se como espiador de todos os malefícios de Bussssh e vem à Europa marcar o ponto. Nessa "histórica" viagem promete o que "toda a gente sabia" que o empenhamento no Afeganistão seria a solução que tornaria, finalmente, o mundo perfeito.

Evidentemente que o empenho da Europa no Afeganistão nunca esteve em causa porque a Europa é uma coisa e "tropas da ONU" é outra.

Obame ganha as eleições e volta à Europa para levar um chapadão. Não é que os malandros da velha Europa descobriram que Europa é uma coisa e "tropas da ONU" é outra?

Pois o Afeganistão vai aquecendo, o verniz europeu vai estalando e as poucas tropas portuguesas no Afeganistão devem retirar porque, aparentemente, "o que Portugal ganha com isto"?

E isto é mau sinal? Não. Se Portugal é suposto retirar é porque foram, entretanto, descobertos "interesses" e nós, lusos, não queremos neles sujar as mãos. Ao fim e ao cabo a resolução da UNO aponta, como não podia deixar de ser, para "tropas da ONU". Que têm os soldados comedores de feijoca, carapau de gato, torresmos e coiratos a ver com o assunto?

quinta-feira, 16 de julho de 2009

Refrescos do Estado

Um café com meia dúzia de metros quadrados é obrigado a manter disponível e asseado um lavabo para uso de que entra para tomar uma bica, ou simplesmente entra só para usar o lavabo; dito de outro modo, o café é obrigado a custear um lavabo para uso público, apesar de não ser um serviço público.

Uma secção de finanças não tem lavabos para uso público, ainda que sejamos obrigados a entrar nela para tratar assuntos fiscais, tendo por vezes de esperar mais de uma hora para ser atendidos. Pode acontecer ser necessário “ir ao café” e voltar.

Isto é, uma secção de finanças não é obrigada a disponibilizar um lavabo público, apesar de as suas instalações serem usadas no âmbito de um serviço público por quem não tem outro modo de tratar de assuntos ligados à administração pública. Mas os cafés, que não são um serviço público e em que a entrada é opcional, são obrigados a disponibilizar lavabos a todos os que passam.

Segue uma hipótese explicativa: nos Estados Sociais os políticos sabem que o mundo se divide em duas categorias: o Estado e quem vive nele, e os outros. Para o Estado e quem vive nele vão os privilégios, as isenções, as mordomias e as boas figuras feitas com o dinheiro dos outros. Para os outros, as obrigações, os imposições, as penalidades e os impostos pagos para regalo e boa figura do Estado. Assim é o Estado Social: pimenta no cu dos contribuintes para o Estado é refresco.

Chapelada

No dia de aniversário da partida da Apolo 11, a minha homenagem a duas figuras:

Eurico da Fonseca
Entrevista (cache do Google)

----

Divulgador de ciência pelos microfones da Emissora Nacional - anos 60. Muito embora me pareça que a imagem corresponde a uma memória da minha infância, não estou muito certo. Nem sequer sei se o seu nome se escreve exactamente assim. Alguém me ajuda?

Em defesa de Israel

Judeus marranos

Por Pilar Rahola (jornalista catalã, não judia e de esquerda): ler o artigo inserido nesta revista.

É assim uma ideia tão descabida?



«Proposta de proibir comunismo na Constituição»

Pode-se não concordar, mas é coerente.

Espera-se que os que atacam ideia tão "ridícula" venham então a defender a liberdade de formação de partidos de carácter fascista, nacionalista ou apoiantes de qualquer outra ideologia proscrita na constituição.

A fé e a realidade



Do iluminado e verdadeiro (perdoe-me El Comandante) libertador de Cuba

Depois de terem descoberto a roda quadrada, os iluminados de serviço descobriram a triangular. Dizem que dá menos balanços.

Proibir o hijab

Em França está lançado o debate sobre a eventual proibição do uso do hijab e Sarkozy já disse com todas as letras que a vestimenta não é bem vinda em França.

As reacções não se fizeram esperar, vindas dos quadrantes habituais: islamistas e esquerdistas.

Os islamistas argumentam que o hijab representa a sua religião, a sua cultura, a sua identidade, que é um sinal de modéstia, de virtude, de submissão a Deus, etc.

Os chamados intelectuais de esquerda acham mais ou menos o mesmo, defendendo o uso do hijab com o argumento de que se trata do direito à diferença, de liberdade religiosa, etc.

Na verdade não são estes valores que estão aqui em causa e é de uma espantosa desfaçatez que a esquerda, herdeira dos mais autoritários regimes e sociedades que o sapiens inventou, se atreva sequer a fazer-se porta-voz de conceitos que na prática sempre relativizou.

As vestes islâmicas são impostas a milhões de mulheres em todo o mundo e por isso o assunto não pode ser apresentando apenas como uma questão de escolha individual, como se não houvesse uma história e uma cultura nos bastidores. É provável que algumas mulheres usem estes trajes por escolha pessoal, talvez porque sejam feias como o caraças e não queiram que se note, talvez porque sejam de tal modo tontas que não entendam que estão apaixonadas pela trela, talvez porque sejam masoquistas, talvez porque sejam genuínas beatas, mas na vida real não é possível averiguar caso por caso, quando o que está em jogo é verdadeiramente uma questão política.

Estes trajes reduzem as mulheres a meros objectos sexuais. Aprisionadas debaixo das vestes, as mulheres perde individualidade, passam a ser apenas clones de um sexo que tem de ser escondido porque faz os homens pecar. Tapadas, são todas iguais, sexos em movimento, sem nada que distinga a individualidade.

Numa sociedade islâmica, a mulher está reduzida à sua sexualidade que ainda por cima é motivo de vergonha.

Os chamados “crimes de honra”, relevam desta visão da mulher, como propriedade e fonte de vergonha. A honra de um muçulmanos não está naquilo que ele faz ou deixa de fazer, mas no comportamento sexual da mulher. É o corpo da mulher que encarna a “honra” do homem. Se ela o ocultar mal, se ela dançar, se ela olhar para outros homens, se ela agir como indivíduo, está a “desonrar” o homem. Isto é profundamente perverso, e leva ao assassínio “legal”de mulheres pelos seus pais, irmãos e maridos, para “lavar a sua honra”

O hijab, o véu, a burka, o niqab, e toda a panóplia de vestes islâmicas, representam e sempre representarem a submissão da mulher ao homem e a cidadania de segunda, que é a das mulheres nos países muçulmanos. Nos últimos tempos, os islamistas transformaram-nas em símbolo da causa. Trata-se, nem mais nem menos, do que uma afirmação da lei islâmica no Dar Al Harb , da recusa dos valores ocidentais, da recusa da integração, e é exactamente por isso que reagem tão fortemente à questão.

As mulheres que se passeiam em trajos islâmicos pelas ruas da Europa, são cartazes ambulantes da expansão e da força do islamismo, pelo que os esquerdistas que se colocam desse lado da barricada, acreditando que representam a tolerância e a civilização, estão na prática a promover uma ideologia totalitária e profundamente retrógrada.

A importância das vestes das mulheres como bandeiras e símbolos ideológicos, foi bem compreendida por Ataturk que, numa dramática tentativa para afastar a Turquia do islamismo político, proibiu e criminalizou o uso público de tais atuendos. E é também a razão pela qual, no Irão, estas vestes são impostas pela força a todas as mulheres, seja de que religião forem.

Os islamistas reclamam que a proibição de tais trajos é uma manifestação de racismo e exigem respeito pela liberdade de religião, utilizando contra nós conceitos que eles mesmos não respeitam, mas que sabem ser importantes para o Ocidente. Muitos esquerdistas apressam-se e deglutir o isco, ignorando que estão a ser tocados à vara e que o que está em causa é o poder político. Ao pretender inibir, neste caso, o estado francês de intervir naquilo que chamam “questões religiosas”, os islamistas lutam por ter rédea livre no objectivo de impor as suas leis religiosas nas escolas, nos hospitais, nos espectáculos, na sociedade.

Os compromissos com o Islamismo, são o inelutável caminho da servidão, da “dhimmitude”

Os esquerdistas são reincidentes e herméticos na burrice. Já antes se opuseram à expulsão de estudantes veladas das escolas, argumentando que essa exclusão apenas iria piorar a sua situação. Estavam errados. Pelo contrário seria a permissão do uso do véu que iria tornar impossível a sua recusa nos bairros onde os islamistas ditam a lei. Mesmo assim, não são raros os casos em que as raparigas que não colocam o véu no deslocamento para a escola, acabam agredidas, insultadas e ameaçadas.

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Há falta de peças e de pitrol

Tupolev bomba?


Um Tupolev iraniano despenhou-se produzindo uma cratera do tamanho que a imagem documenta. É possível que um avião deste tipo produza, por si só, uma buraco destas dimensões (mais imagens)?

Entretanto a RTP aprestou-se a apontar as causas remotas do acidente: a má manutenção a que os aviões serão sujeitos em resultado do embargo comercial norte-americano. Há notícia que os EUA estejam a vender componentes para Tupolev?

terça-feira, 14 de julho de 2009

Da família informal

O ano passado 7000 adolescentes pariram.

Quantas "interromperam voluntariamente a gravidez"? 70000?

Quantas abortaram mais de uma vez? 7000?

Quantas doses de pílula do dia seguinte foram distribuídas? 700000?

#RoD, aborto, estúpidos, esquerda, reengenharia social, família informal

É só fazer as contas!


Segundo a comunicação Social, já há 100 portugueses afectados pelo H1N1, isto é, uma milésima percentual da sua população. E como, em todo o planeta, são 100.000, isso significa que uma milésima e meia percentual dos que andam a rodar com ele adoeceu com esta gripe. No primeiro caso, restam apenas 99,999% para serem infectados; no segundo, 99,9985%.
Felizmente que a comunicação social anda todos os dias em cima da coisa, telejornal a telejornal. Não há nada com estarmos a par dos números...!

Também aqui há mãozinha de "chico esperto"

Os aquecimentistas dizem agora que o aquecimento global, se calhar, não se voltará a manifestar até ... 2020.
"We hypothesize that the established pre-1998 trend is the true forced warming signal, and that the climate system effectively overshot this signal in response to the 1997/98 El Niño. This overshoot is in the process of radiatively dissipating, and the climate will return to its earlier defined, greenhouse gas-forced warming signal. If this hypothesis is correct, the era of consistent record-breaking global mean temperatures will not resume until roughly 2020."
Até aqui, o CO2 era a força decisiva capaz de esturricar o planeta. Agora, há outra capaz de a aplacar.

A Engenharia Social e o Povo

Entra um contribuinte pela secção de finanças com demasiada gente à espera. Aparenta a boa saúde própria dos vinte e poucos anos e traz ao colo um miúdo de 3 ou 4. O miúdo não pára de se mexer, de protestar, pede para ir para o chão.

Logo que um lugar de atendimento fica livre, o recém-chegado contribuinte com o miúdo ao colo avisa alto e bom som que tem uma criança ao colo, que conhece os seus direitos, pelo que deve ser atendido de imediato. O funcionário e todos os que esperam nada dizem e o homem é atendido.

Ainda antes de chegar ao balcão, já o contribuinte privilegiado pela engenharia social das filas de espera em lugares públicos colocou o miúdo que trazia ao colo no chão. O miúdo, naturalmente feliz por se ver livre do colo incómodo, começou de imediato a primeira de muitas corridas em alta velocidade à volta da sala a fingir que era uma mota, a avaliar pelos sons que fazia e por um ou outro pedido do pai (?) para andar mais devagar.

Um outro contribuinte, este aparentando a saúde própria dos trinta anos, depois de pensar alguns segundos, saca do telemóvel e telefona à mulher (?): “Olha lá, tás aí no carro ou foste ao café?.... Então chega-me aqui à porta e traz-me o puto contigo”. Sai e volta minutos depois, agora com um miúdo ao colo. Fica vago mais um lugar de atendimento, e também este contribuinte avisa, mas em tom pouco confiante, que “se aquele senhor” pode fazer “aquilo... eu também posso.. não é?” Deve ser, porque uma vez mais ninguém diz nada. Só não pôs o filho (?) no chão proque deve ter achado que a ‘mota’ que ainda andava ali às voltas era um bocado perigosa.

Todos sabem que acabaram de ser outra vez vítimas de mais uma engenharia social, desta aplicada às filas de espera em lugares públicos. Mas todos estão devidamente treinados na aceitação e adestrados pela prática. Mais, todos sabem que, neste Estado Social, aquilo a que assitiram é "do mal o menos"; existem engenharias piores.



P.S., 09,07,16

Ao ver a discussão que o post gerou, sem que existam antagonismos de fundo nos comentários e respostas, parece boa ideia reajustar, recentrar o assunto.

A questão talvez seja apenas esta: o Estado não deve interferir, não deve impor - pelo menos não deve impor deste modo - aquilo que deve ser apenas a livre expressão do bom senso e educação de cada indivíduo. E é assim porque, ao interferir por via legislativa tão cerrada, o Estado transforma os bons resultados do bom trato e da urbanidade em oportunismo e desaforo. Afinal, a regra geral: onde há excesso de Estado prolifera o oportunismo e os piores abusam dos outros.

Rapidinha

segunda-feira, 13 de julho de 2009

Frases célebres


"Sempre que a esquerda enfraquece, a direita vence"
Lili Caneças (hoje, no seu discurso de apoio a António Costa)

"Estar vivo é o contrário de estar morto"
José Sócrates

Dou o braço a torcer!


Os alunos que foram a exame, desde o 9º ao 12º anos, afirmam que a melhoria dos resultados se deve ao facto de as provas serem fáceis (leia-se: em relação à exigência que, apesar de tudo, os professores vão tendo com eles). A ministra e a sua equipa dizem, por sua vez, que estes resultados desmentem a "teoria da conspiração" (para usar a expressão, supostamente bem-humorada, do dr. Valter Lemos).
A mim, no entanto, parece-me estarmos, isso sim, em presença de um caso que confirma as posições dos pedagogos responsáveis pelas reformas do ensino em Portugal, a partir de 1984. É que, para eles, há que ter em conta os saberes prévios à leccionação que a prática fez adquirir ao aluno, com os quais se deve obrigatoriamente contar, se se quiser obter bons resultados. O professor que o não fizer será considerado arrogante e pedagogicamente desajustado, isto é, incompetente.
E eu que ninca concordei com eles! Afinal os pedagogos estão certos... quanto à equipa ministerial! Irão futuramente considerá-la inapta para a educação?