sexta-feira, 18 de março de 2011

MEDO DAS RADIAÇÕES...


Joost Niemöller, hoje no blog De Dagelijkse Standaard:

Pessoalmente sou adepto de energia nuclear. Não temos outra hipótese. Tudo é melhor que estar dependente do petróleo. Mas enquanto os adeptos de energia nuclear não conseguirem entender o que significa o medo das radiações, nem explicar de forma convincente como enfrentar esse medo, estarão sempre a perder nesta discussão…

56 comentários:

MHGonçalves disse...

Explique lá isso ò inteligente a toda aquela gente que depois de perder tudo ainda tem que fugir e abandonar a sua terra, porque não devemos ter medo. Já agora explique também a merkl porque fechou as centrais anteriores a decada de 80.

Carmo da Rosa disse...

MHGonçalves disse: "porque não devemos ter medo..."

Caro Gonçalves, parece-me que já está a sofrer os efeitos das radiações! Ninguém diz que não devemos ter medo. Deve ter lido isso noutro sítio...

MHGonçalves disse...

[Mas enquanto os adeptos de energia nuclear não conseguirem entender o que significa o medo das radiações, nem explicar de forma convincente como enfrentar esse medo, estarão sempre a perder nesta discussão]

Pois, talvez, não fui eu que escrevi nada.
Mas já agora tome nota, mesmo que a central fosse inaugurada com a última tecnologia, todos os sistemas alternativos de refrigeração conhecidos, o acidente pode acontecer pela via que aconteceu no japão, ou seja esta fora do alcance humano o pleno controle, ainda não dominamos as forças da natureza, dai o medo, o medo que os japoneses estão a sentir agora.

RioD'oiro disse...

MHG:

"o acidente pode acontecer pela via que aconteceu no japão"

Pode sempre tudo acontecer. A queda de um meteorito que deixe a superfície da terra a 2500 graus pode ocorrer. Pouco provável mas pode ocorrer como aliás no passado já ocorreu.

E depois?

O risco não pode ser anulado nunca em circunstância alguma. O busilis está na quantificação do risco e na sua aceitação ou não por razões racionais ou irracionais.

Se o acidente em causa se resolver sem a libertação significativa de isótopos de meia-vida prolongada ou libertação significativa de substâncias venenosas será uma vitória retumbante da tecnologia do nuclear.

RioD'oiro disse...

Abaixo as rochas ornamentais:

http://fiqueinformadorochas.blogspot.com/2008/09/granito-emite-radiao.html

E que dizer dos níveis de radão e de radiação de fundo das zonas graníticas de Portugal?

RioD'oiro disse...

http://www.dct.uc.pt/index.php?option=com_allcontacts&view=items&cid=10&id=10&Itemid=66&lang=pt&limitstart=1

Joaquim Simões disse...

Caro MHGonçalves:
Se estiver disposto a incomodar-se, leia o que eu transcrevi aqui:

http://aperoladanet.blogspot.com/2011/03/esclarecendo-um-pouco.html

E, já agora, sobre formas de obter energia limpa e sem perigo, faça uma pesquisa sobre os milhares e milhares de mortos registados por rebentamentos de barragens em todo o mundo. Só agora, devido a este tremor de terra, no Japão e aproximadamente na mesma área, foram 400 que nem sequer tiveram tempo de pensar em chegar a qualquer aeroporto. A comunicação social está mais preocupada em falar da central nuclear... É que o comum dos cidadãos sabe que a água da barragem japonesa não lhe molhará os pés; ao passo que, em relação à física, como os conhecimentos que condescendeu em receber na escola são parcos e as superstições abundam...

Carmo da Rosa disse...

MHGonçalves disse: ” Pois, talvez, não fui eu que escrevi nada.”

Gonçalves, essas radiações ainda estão altas! Aconselho cebola crua mas com muito sal (com iodo). Explicar como enfrentar o medo, não significa menosprezar o medo (existente, real e compreensível).

MHGonçalves disse: ”Mas já agora tome nota,”

Confesso que adoro estas introduções muito pega de caras, muito fadistas, muito tugas… À leão, és o maior!

Intimidado notei, notei que “ainda não dominamos as forças da natureza”. É verdade, tem mais alguma coisa alarmante que eu deva notar?

MHGonçalves disse...

[E que dizer dos níveis de radão e de radiação de fundo das zonas graníticas de Portugal?]

Valha-nos a estupidez, quanto ao resto nem vale a pena perder tempo.
quando passarmos da fissão a fusão nuclear e dominarmos essa técnica então sim é seguro. até la é jogar a roleta russa, até no canada em ontario recentemente houve problemas.

MHGonçalves disse...

[rebentamentos de barragens em todo o mundo]

E quer que passe na sua casa é? Pois é, eu disse que não dominamos a natureza, por isso o senhor tem razão a torrente de uma barragem limpa tudo no seu percurso, mas uma explosão nuclear afecta mais do que isso porque se espalha na atmosfera e atinge zonas mais longinquas e mais do que isso não se pode viver depois ai devido a emaçoes radioactivas. Tenham juizo nas analogias que fazem.

JM disse...

Caro MHGonçalves antes de se pôr a comentar a energia nuclear seria útil que aprendesse a somar. E a macabra realidade do Japão ao dia de hoje (18.III.2011) é a seguinte: mais de 16.000 pessoas mortas e desaparecidas em consequência do terramoto e do maremoto., sendo que este número provavelmente poderá subir para o dobro nos próximos dias. Em contrapartida, por enquanto, não há mortos provocados por radiação, mas já há um trabalhador que foi internado por ter recebido uma dose excessiva de radiação. Por isso enquanto não dominar as operações matemáticas de primeira espécie (somas e subtracções) não se aventure a comentar assuntos que requerem o domínio das de segunda e terceira espécie. Volte para junto da horda histérica que não sabe porque está a gritar ou a correr, e não incomode quem está sereno.
Pelo caminho vá meditando que do ponto de vista filosófico - porventura mais ao seu alcance que o físico e matemático - relembro-o que se há alguém que sabe o significado de holocausto nuclear são justamente os japoneses: aprenderam em Hiroshima e Nagasáqui.
Para que conste: defendo a energia nuclear como uma das várias formas de energias ao dispor da Humanidade, mas não defendo a opção nuclear para Portugal: não temos classe (perdão) Classe como povo para isso - basta reparar na abundância de comentadores como o Sr. e na de engenheiros como o Sr. Sócrates.

JM disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
JM disse...

Já agora, embora não recomende a quem não perceba o significado de «Si»:

http://www.mext.go.jp/component/a_menu/
other/detail/__icsFiles/afieldfile/
2011/03/18/1303727_1716.pdf

RioD'oiro disse...

MHG:

"torrente de uma barragem limpa tudo no seu percurso, mas uma explosão nuclear afecta mais do que isso porque se espalha na atmosfera e atinge zonas mais longinquas e mais do que isso não se pode viver depois ai devido a emaçoes radioactivas."

Falácia.

Quanto mais se espalhar mais tende a diluir-se na radiação de fundo.

A barragem matou 400 mas podia ter morto 400.000. E podia ter espalhado por milhares de Km2 tudo quanto fosse produto perigoso que encontrasse pelo caminho. Césio dos laboratórios de radiologia Cianeto mercúrio chumbo ... o que se quiser.

Você deve pertencer ao grupo dos idiotas das radiações do Kosovo. Mandaram para lá cientistas para verificarem que nas zonas de combate a radiação era interior à de Portugal. À tal radiação de fundo.

O que o preocupa é que se as coisas ficarem mais ou menos como estão será uma retumbante vitória da tecnologia nuclear e respectiva segurança.

Sabe quanta radiação é espalhada pela queima de carvão?

RioD'oiro disse...

JM:

"Para que conste: defendo a energia nuclear como uma das várias formas de energias ao dispor da Humanidade, mas não defendo a opção nuclear para Portugal: não temos classe (perdão) Classe como povo para isso"

Aí é que a coisa bate fundo. É mesmo isso infelizmente.

RioD'oiro disse...

Já agora compare-se o que aconteceu numa sociedade desenvolvida como o Japão tendo energia e recursos em quantidade com o que aconteceu no Haiti ou em Chernobyl.

Se os japoneses não tivessem os recursos que têm (incluindo energia noclear), qual a factura subsequente à catástrofe?

RioD'oiro disse...

MHG
"E quer que passe na sua casa é?"

Em minha casa não quero que se passe muita coisa. O que mais temo são vizinhos barulhentos e/ou estúpidos.

MHGonçalves disse...

Voces ou são mentcaptos. ou não percebem nada.

O tsunami, matou e passou. As pessoas não precisavam de abandonar as suas terras so por isso

O terramoto passou e destruiu, as pessoas não precisavam de abandonar as suas terras so por isso

O perigo nuclear afecta os locais, mas não só, permanece, afecta o ar, os alimentos, a saude, lembram.se de chernobyl,vejam a
cidade fantasma de Pripyat.
Voces são uma cambada. Olhem continuem assim, ceguinhos tão ceguinhos.

MHGonçalves disse...

http://pt.wikipedia.org/wiki
/Ficheiro:View_of_Chernobyl_
taken_from_Pripyat.JPG

RioD'oiro disse...

MHG:

"As pessoas não precisavam de abandonar as suas terras so por isso"

Não precisavam nem precisaram. O tsunami fez-lhes esse 'serviço'. Fez-lhes aliás um serviço duplo: abandonar as terras e o mundo.

"vejam a cidade fantasma de Pripyat"

Em Chernobyl um louco resolveu ajustar contas com a central para demonstrar que era ele quem mandava. Ninguém se lhe conseguiu opor porque se estava num sistema tirano e ditatorial.

Em Chernobyl tudo foi feito para que a central estoirasse. Central que aliás tinha sido construida praticamente ao ar-livre.

No Japão a 'natureza tudo fez' para escaqueirar a central incluindo inundar as instalações e os sistemas de comando com água salgada desfazendo os geradores diesel de recurso. E mesmo assim a central tem resistido.

A continuar assim os sistemas de energia nuclear terão feito a sua passagem à maioridade e terão averbado uma retumbante afirmação de segurança.

Caro MHG. Você é um dos sapos que gosta de apanhar cancro todos os verões?

http://www.portaldasaude.pt/portal/conteudos/enciclopedia+da+saude/doencas/cancro/sol_prevencao.htm

.

Joaquim Simões disse...

MHGonçalves:
Há algo, para mim, mais perigoso do que toda a radioactividade junta e que tem provocado, ao longo da História, milhões de mortos: a má-educação e os seu refinamento, a violência. E que, pelo modo como fala, não lhe falta.
Acabou. Fique a falar para o espelho que eu, por mim, não tenciono tornar a contrariá-lo.

Carmo da Rosa disse...

Joaquim Simões disse: ”Há algo, para mim, mais perigoso do que toda a radioactividade (...): a má-educação....”

Apesar de eu não ser um exemplo de boa-educação, estou inteiramente de acordo com este comentário, convém evitar o insulto gratuito porque vai inevitavelmente contaminar a discussão...

Gonçalves entrou com o pé esquerdo com “Explique lá isso ò inteligente”, eu retorqui por “está a sofrer os efeitos das radiações!” . Creio que me contive bastante! Gonçalves melhorou o tom apesar de ainda ligeiramente pedante: ”Mas já agora tome nota”. Agora Gonçalves sobe inexplicavelmente o tom e não está pelos ajustes, exclamando: ”Valha-nos a estupidez, quanto ao resto nem vale a pena perder tempo.”. JM com ”seria útil que aprendesse a somar.” é bastante simpático tendo em conta a frase anterior de Gonçalves... Rio não é tão simpático como JM: ”Você deve pertencer ao grupo dos idiotas das radiações do Kosovo”. Aqui Gonçalves avança com um terrível dilema: “Voces ou são mentcaptos. ou não percebem nada.”

Ser mentecapto ou não perceber nada! Que venha o diabo e que escolha...

RioD'oiro disse...

Espicaçando um pouco, convenhamos que esta frase tem uma indisfarçável veia socialista:

"Mas enquanto os adeptos de energia nuclear não conseguirem entender o que significa o medo das radiações, nem explicar de forma convincente como enfrentar esse medo, estarão sempre a perder nesta discussão… "

Alternativas:

1 - Enquanto os medrosos da energia nuclear não conseguirem explicar porque têm medo não é possível explicar coisa alguma.

2 - Enquanto os medrosos da energia nuclear não conseguirem perceber algo sobre o assunto e não conseguirem habituar-se que não há bela sem senão nem senão sem bela, um medo que nem eles conseguem explicar turva-lhes irremediavelmente o raciocínio.

3 - O piramidal e socialista princípio pelo qual as limitações de cada um são sistematicamente culpa dos outros, malandros que não explicam, permite levantar uma cortina de fumo chamada medo que permite que não se assumam as próprias responsabilidades e se esteja sempre contra quer as coisas corram de feição quer não corram.

Carmo da Rosa disse...

"Riod disse: "convenhamos que esta frase tem uma indisfarçável veia socialista:"

Convenhamos que o Rio tem uma indisfarçável veia salazarista: quem não é por nós, é cont...... socialista... :)

RioD'oiro disse...

Caro CdR,

E as alternativas?

RioD'oiro disse...

... alternativas ...

Caso contrário terá que se colocar a si próprio na lista do seu anterior comentário.

Carmo da Rosa disse...

Rio disse: ”Caso contrário terá que se colocar a si próprio na lista do seu anterior comentário.”

Rio, não, porque eu terminei a frase com um emoticon :). Estava apenas a brincar!

As alternativas.

“1 - Enquanto os medrosos da energia nuclear não conseguirem explicar porque têm medo não é possível explicar coisa alguma.”

Partindo do princípio que há boas razões para ter medo, ou se preferir receio, ou só cautela, não cabe a quem tem medo explicar, mas a quem provoca o medo ou receio - que pode, por motivos políticos ou outros, ser exagerado! De qualquer maneira, não cabe ao ateu provar que Deus não existe, mas sim aquele que começou o disparate.

” 2 - Enquanto os medrosos da energia nuclear não conseguirem perceber algo sobre o assunto e não conseguirem habituar-se que não há bela sem senão nem senão sem bela, um medo que nem eles conseguem explicar turva-lhes irremediavelmente o raciocínio.”

Creio que nos dois campos (os que percebem muito sobre o assunto e os, como eu, que não topam nesga) estão representadas todas as categorias: gente só com uma ligeira apreensão; gente apenas preocupada; gente com medo; e mesmo gente com pavor…

” O piramidal e socialista princípio pelo qual as limitações de cada um são sistematicamente culpa dos outros,…”

HUUUUM… Não sei que lhe diga! Por um lado há algo de verdade nesta sua frase: dar as culpas ao sistema para as nossas limitações, mas por outro lado os muçulmanos e outros ‘coitadinhos’, sem serem de maneira nenhuma socialistas, conhecem e usam bastante este princípio….

E agora vou comer um petisco com muito sal (com iodo) e dois copinhos de tinto para ver se adormeço… Boa noite.

RioD'oiro disse...

CdR,

"não cabe a quem tem medo explicar, mas a quem provoca o medo ou receio"

Lembre-se de quem tem medo de voar. Muito medo é irracional, pouco há a fazer.

Mas se não for irracional cabe a quem o tem livrar-se dele procurando ajuda.

"De qualquer maneira, não cabe ao ateu provar que Deus não existe,"

Quem está a braços com o inexplicável (do ponto de vista do próprio) é quem tem medo.

Há aqui nuances, evidentemente. Quando vou ao médico ou faço o que ele me diz ou estou por conta própria. Nem por vezes consigo explicar exactamente o que sinto nem quase sempre, se o inquirir, consigo perceber o que ele me diz.

Cabe ao ateu explicar que não há Deus mas não cabe ao ateu fazer o milagre de fazer entender a quem não quer perceber ou não é capaz, que não há Deus.

"Creio que nos dois campos (os que percebem muito sobre o assunto e os, como eu, que não topam nesga) estão representadas todas as categorias"

Ora bem. Mas a conversa começou num cenário de apenas duas dessas nuances.

", sem serem de maneira nenhuma socialistas, conhecem e usam bastante este princípio…. "

O princípio não é para aplicar a eles mas oleia as engrenagens que quem os escuta.

Carmo da Rosa disse...

Rio disse: ”Lembre-se de quem tem medo de voar.”

Medo de voar ou medo de arranhas são fobias, por isso excepções a uma enorme regra…

Rio disse: ” Mas se não for irracional cabe a quem o tem livrar-se dele procurando ajuda..”

Sim, caso o medo seja IRRACIONAL (medo de voar e de aranhas) cabe a quem o tem livrar-se dele, mas quando é RACIONAL (radiações), cabe a quem o implementa explicar que não é assim tão perigoso como as pessoas pensam.

Rio disse: ” Cabe ao ateu explicar que não há Deus mas não cabe ao ateu fazer o milagre de fazer entender a quem não quer perceber ou não é capaz, que não há Deus.”

A metáfora não funciona ao contrário. Só funciona no sentido que eu lhe dei. Outro exemplo:

Se EU inventar uma máquina para circuncidar judeus e muçulmanos, é natural que eles no início tenham MEDO que a máquina, juntamente com o prepúcio, corte mais uns centímetros da pila…

Vai-me caber a MIM (e é se quero vender), explicar que não, que a coisa está muito bem construída e que já foram feitas milhares de experiências com macacos e que nunca falha. Enquanto não conseguir atenuar o medo convencendo as pessoas, eles vão continuar a fazer a coisa à velha maneira tradicional: manualmente…

Os adeptos da (tão necessária) Energia Nuclear não podem limitar-se a dizer que quem é contra a E.N. é irracional, estúpido ou socialista. Vão ter que passar muito tempo a explicar e com muita paciência os riscos, mas também as vantagens do Nuclear. De outra forma os parques eólicos vão dobrar de tamanho.

José Damião disse...

....mas quando é RACIONAL (radiações), cabe a quem o implementa explicar que não é assim tão perigoso como as pessoas pensam.....

Ah Ah Ah Ah.
boa piada, boa piada.

RioD'oiro disse...

CdR:

"Vai-me caber a MIM (e é se quero vender), explicar que não, que a coisa está muito bem construída e que já foram feitas milhares de experiências com macacos e que nunca falha."

Isso é pura venda de banha da cobra.

Independentemente de quem toma iniciativa (quem tiver que ser quem estiver a jeito), para que alguém perceba o que quer que seja tem que haver uma troca de argumentação.

Dessa troca de argumentação pode até dar-se o caso de o céptico convencer o radioactivo que a coisa é má.

O que não pega é essa coisa da donzela que se pespega à janela do terceiro andar, olha para a lua e depois queixa-se que ninguém lhe explica que algo mais empurrará a cabecinha.

"Os adeptos da (tão necessária) Energia Nuclear não podem limitar-se a dizer que quem é contra a E.N. é irracional, estúpido ou socialista."

O que é irracional, estúpido ou socialista é a insistência em ficar no terceiro andar a olhar para a lua.

"Vão ter que passar muito tempo a explicar e com muita paciência os riscos, mas também as vantagens do Nuclear."

Para que valha a pena explicar é preciso que a donzela desça ao R/C. De outra forma toda a gente percebe que a donzela tem até medo de sujar o pézinho em alcatrão que deu à costa lá para Ferrel.

Caro CdR, tente explicar ao Streetwarrior que as torres gémeas não foram demolidas a trotil, ou coisa que o valha.

RioD'oiro disse...

"nem explicar de forma convincente como enfrentar esse medo"

Isso é do puro foro psiquiátrico.

Carmo da Rosa disse...

Rio disse: ”Isso é pura venda de banha da cobra.”

Precisamente. E quem consegue vender banha da cobra, também consegue vender carros, computadores, armas, preservativos, i-pads e centrais nucleares. A técnica é a mesma: propaganda, lobbyistas, boa-apresentação, ‘public-relations’. Um excelente produto nem sempre é suficiente…

Rio disse: ”Independentemente de quem toma iniciativa.”

Independentemente?

A iniciativa é sempre de quem quer implementar Energia Nuclear, não dos que não têm (ou não querem ter) nada a ver com o assunto. Não havendo gente contra, tudo bem, passa-se à fase seguinte. Mas no caso de haver um considerável número de gente contra a EN, os que estão a favor vão ter que fazer pela vida para convencer os outros…

Para os que não gostam desta parte, só vejo uma opção: uma ditadurazinha e porrada para os cornos dos irracionais, cépticos, socialistas e donzelas. A solução soviética ou…. chinesa! Afinal havia duas opções…

Rio disse: ”tente explicar ao Streetwarrior que as torres gémeas não foram demolidas a trotil, ou coisa que o valha.”

Tentei, não consegui, paciência, fica para a próxima. O que não posso nem quero fazer (por causa da prometida garrafinha de Poçeirão) é bater no rapaz ou metê-lo na prisão…

MHGonçalves disse...

È a energia nuclear segura? É sim, segurissima, para o seu curto historial mais que demonstrado estatisticamente, pelo contrário a hídrica é perigossíssima,(atenção ao rebentamento de barragens, contaminam tudo e fazem toda a gente fugir).

o Em 1957 escapa radioatividade de uma central inglesa situada na cidade de Liverpool. Somente em 1983 o governo britânico admitiria que pelo menos 39 pessoas morreram de câncer, em decorrência da radioatividade liberada no acidente. Documentos secretos recentemente divulgados indicam que pelo menos quatro acidentes nucleares ocorreram no Reino Unido em fins da década de 50.

o Em setembro de 1957, um vazamento de radioatividade na usina russa de Tcheliabinski contamina 270 mil pessoas.

o Em dezembro de 1957, o superaquecimento de um tanque para resíduos nucleares causa uma explosão que libera compostos radioativos numa área de 23 mil km2. Mais de 30 pequenas comunidades, numa área de 1.200 km², foram riscadas do mapa na antiga União Soviética e 17.200 pessoas foram evacuadas. Um relatório de 1992 informava que 8.015 pessoas já haviam morrido até aquele ano em decorrência dos efeitos do acidente.

o Em janeiro de 1961, três operadores de um reator experimental nos Estados Unidos morrem devido à alta radiação.

o Em outubro de 1966, o mau funcionamento do sistema de refrigeração de uma usina de Detroit causa o derretimento parcial do núcleo do reator.

o Em janeiro de 1969, o mau funcionamento do refrigerante utilizado num reator experimental na Suíça, inunda de radioatividade a caverna subterrânea em que este se encontrava. A caverna foi lacrada.

o Em março de 1975, um incêndio atinge uma usina nuclear americana do Alabama, queimando os controles elétricos e fazendo baixar o volume de água de resfriamento do reator a níveis perigosos.

o Em março de 1979, a usina americana de Three Mile Island, na Pensilvânia, é palco do pior acidente nuclear registrado até então, quando a perda de refrigerante fez parte do núcleo do reator derreter.

o Em fevereiro de 1981, oito trabalhadores americanos são contaminados, quando cerca de 100 mil galões de refrigerante radioativo vazam de um prédio de armazenamento do produto.

o Durante a Guerra das Malvinas, em maio de 1982, o destróier britânico Sheffield afundou depois de ser atingido pela aviação argentina. De acordo com um relatório da Agência Internacional de Energia Atômica, o navio estava carregado com armas nucleares, o que põe em risco as águas do Oceano Atlântico próximas à costa argentina.

o Em janeiro de 1986, um cilindro de material nuclear queima após ter sido inadvertidamente aquecido numa usina de Oklahoma, Estados Unidos.

continua

MHGonçalves disse...

Continuação

o Em abril de 1986 ocorre o maior acidente nuclear da história (até agora), quando explode um dos quatro reatores da usina nuclear soviética de Chernobyl, lançando na atmosfera uma nuvem radioativa de cem milhões de curies (nível de radiação 6 milhões de vezes maior do que o que escapara da usina de Three Mile Island), cobrindo todo o centro-sul da Europa. Metade das substâncias radioativas voláteis que existiam no núcleo do reator foram lançadas na atmosfera (principalmente iodo e césio). A Ucrânia, a Bielorússia e o oeste da Rússia foram atingidas por uma precipitação radioativa de mais de 50 toneladas. As autoridades informaram na época que 31 pessoas morreram, 200 ficaram feridas e 135 mil habitantes próximos à usina tiveram de abandonar suas casas. Esses números se mostrariam depois absurdamente distantes da realidade, como se verá mais adiante.

o Em setembro de 1987, a violação de uma cápsula de césio-137 por sucateiros da cidade de Goiânia, no Brasil, mata quatro pessoas e contamina 249. Três outras pessoas morreriam mais tarde de doenças degenerativas relacionadas à radiação.

o Em junho de 1996 acontece um vazamento de material radioativo de uma central nuclear de Córdoba, Argentina, que contamina o sistema de água potável da usina.

o Em dezembro de 1996, o jornal San Francisco Examiner informa que uma quantidade não especificada de plutônio havia vazado de ogivas nucleares a bordo de um submarino russo, acidentado no Oceano Atlântico em 1986. O submarino estava carregado com 32 ogivas quando afundou.

o Em março de 1997, uma explosão numa usina de processamento de combustível nuclear na cidade de Tokai, Japão, contamina 35 empregados com radioatividade.

o Em maio de 1997, uma explosão num depósito da Unidade de Processamento de Plutônio da Reserva Nuclear Hanford, nos Estados Unidos, libera radioatividade na atmosfera (a bomba jogada sobre a cidade de Nagasaki na Segunda Guerra mundial foi construída com o plutônio produzido em Hanford).

o Em junho de 1997, um funcionário é afetado gravemente por um vazamento radioativo no Centro de Pesquisas de Arzamas, na Rússia, que produz armas nucleares.

o Em julho de 1997, o reator nuclear de Angra 2, no Brasil, é desligado por defeito numa válvula. Segundo o físico Luiz Pinguelli Rosa, foi "um problema semelhante ao ocorrido na usina de Three Mile Island", nos Estados Unidos, em 1979.

o Em outubro de 1997, o físico Luiz Pinguelli adverte que estava ocorrendo vazamento na usina de Angra 1, em razão de falhas nas varetas de combustível

RioD'oiro disse...

MHG,

Obrigado por nos re-apontar Chernobyl, e os trocos.

Os trocos, todos juntos e multiplicados por 1000, não chegam aos calcanhares de Chenobyl.

Na explicação sobre o real perigo das coisas, por aqui marcamos pontos. Os vídeos com mais de 1 hora de duração, são vários. Alguns, algures, lá para a sub-cave do blog.

Agora, parece-me que o caro MHG se esqueceu de listar as lixeiras nucleares a céu aberto geradas pelos supremos socialismos. Se tiver uma listagemzita dessas ... venha ela. Dizem as más línguas que corresponderá a centenas de toneladas de coisas ... giras.

Entretanto, quando assim for, aponte a fonte, coisa que temos, por aqui, a mania de respeitar.

RioD'oiro disse...

CdR:

"E quem consegue vender banha da cobra, também consegue vender" ...

Pois. Mas isso é lá consigo. Eu não vou nesses filmes.


Rio disse: ”Independentemente de quem toma iniciativa.”

Evidentemente. Era o que faltava eu ficar a espera de explicações sem resmungar.

Carmo da Rosa disse...

MHGonçalves disse: ”È a energia nuclear segura?”

Não, não é, tem razão. Ainda por cima não arranjaram todavia uma forma segura de armazenamento! Mas não acha que a sua extensiva lista corresponde a alguns anos de acidentes de estrada em Portugal? Não acha que a Energia Nuclear tem tendência para ser cada vez mais segura? Não acha que por enquanto não podemos passar sem ela, e em caso positivo, qual seria então a alternativa?

Carmo da Rosa disse...

RioD’oiro disse: ”Pois. Mas isso é lá consigo. Eu não vou nesses filmes.”

O que é que é comigo? E em que filmes é que eu vou?

Mas afinal, só por curiosidade, você é a favor ou contra a Energia Nuclear? É que com todos estes trocadilhos ainda não cheguei a perceber…

RioD'oiro disse...

CdR,

"você é a favor ou contra a Energia Nuclear"

Sou contra. Mas não tenho alternativa. Todos os dias consumo energia nuclear.

Sou contra andar de carro. Mas conduzo quase todos os dias.

Sou a favor de andar bicicleta, mas as canelas falham-me e tenho medo de levar uma cacetada de um carro.

Sou contra a iluminação nocturna das ruas. A noite, sendo escura, foi feita para ser escura.

Está a ver a irrelevância da pergunta?

Anonimo disse...

"você é a favor ou contra a Energia Nuclear"

Sou contra. Mas não tenho alternativa. Todos os dias consumo energia nuclear....
...Sou contra a iluminação nocturna das ruas. A noite, sendo escura, foi feita para ser escura”

Para os gatos e corujas. As pessoas é para estarem em casa.

Calinadas do rio, pois, mas nós temos olhos que não se adptam ao escuro por isso moldamos a natureza ao nosso gosto etc etc etc. Enfim progresso.


A equação é esta seu nabo.


Imagine que é ministro de um governo e está encarregado de decidir qual o combustível a utilizar para uma nova central de energia, construída para abastecer uma grande cidade como Lisboa. Em cada ano, as consequências serão as seguintes:


Carvão: Requer o equivalente a uma fila de 1000 km de comprimento de vagões carregados com dispendioso carvão, emite mais de 1000 milhões de metros cúbicos de gás que sobreaquece o Globo, produz poeiras e mais de 600 000 toneladas métricas de cinzas tóxicas.


Petróleo: Requer o equivalente a quatro ou cinco superpetroleiros carregados de petróleo importado de zonas instáveis do Mundo, emite quase tantos gases de estufa como o carvão, além de grandes quantidades de óxidos sulfúricos que são despejados para a atmosfera, transformando-se em chuvas ácidas e outros compostos altamente tóxicos.


Gás natural: É transportado ao longo de grandes distâncias em navios e gasodutos vulneráveis a acidentes e fugas; as emissões são altamente poluentes e o abastecimento de gás pode ser objecto de ataques terroristas.


Nuclear: É alimentado pelo equivalente a dois camiões carregados de urânio, barato e abundante, importado de países estáveis como o Canadá ou a Austrália. Emissões de gases ou ácidos: zero. Cinzas e poeiras tóxicas: zero. Desperdícios altamente radioactivos: alguns baldes. As vantagens da utilização de energia nuclear em substituição dos combustíveis fósseis são impressionantes. Sabemos que a energia nuclear é limpa e eficaz porque, neste momento, mais de um terço da electricidade da Europa Ocidental é gerado por 137 reactores nucleares. Ao todo, 438 reactores fornecem quase um sétimo das necessidades de electricidade a nível mundial.

È claro que não é segura esta energia e se acontece um acidente por acção humana terrorismo, negligencia, ou acçoes da natureza. É muito mais prejudicial que todas as outras energias, dai o perigo e o medo, porque é preciso fugir, o ar fica afectado, a agricultura, enfim o que o japão esta a sentir que é isto:

Japão proíbe produtos agrícolas de Fukushima e Ibaraki
23 de Março de 2011, 07:34


O primeiro-ministro japonês, Naoto Kan, proibiu o consumo de leite e verduras provenientes de Fukushima e Ibaraki, devido aos altos índices de radioactividade encontrados após o acidente nuclear no nordeste do Japão.

Kan ordenou aos governadores das duas regiões que proíbam a comercialização do "komatsuna" (vegetal utilizado em saladas) e do brócolos provenientes de Fukushima, assim como do leite e da salsa produzidos em Ibaraki, informou a agência Jiji Press.

O Primeiro Ministro japonês pediu ainda à população que não coma qualquer verdura com nível de radioactividade anormal, principalmente espinafres, brócolos, couve e couve-flor.

Substâncias radioactivas em níveis superiores ao normal foram detectadas em onze verduras em zonas próximas à central nuclear de Fukushima, informou o ministério da Saúde. Também foi detectado leite com radiação na zona de Ibaraki, revelou o ministério.

MHGonçalves disse...

....Mas não acha que a sua extensiva lista corresponde a alguns anos de acidentes de estrada em Portugal.....

O que é divertido são estas analogias. Aqui há tempos de facto houve um terrivel acidente numa auto-estrada portuguesa,carros encavalitados uns nos outros, incendiados, etc. E de facto foi terrível para as populações da zona, tiveram que fugir devido a radioactividade, não comer dos quintais enfim um pandemónio.

Carmo da Rosa disse...

RioD’oiro disse: ”Está a ver a irrelevância da pergunta?.”

Estou sim senhora, não contei com o fatalismo lusitano…

MHGonçalves disse: ”Aqui há tempos de facto houve um terrivel acidente numa auto-estrada portuguesa,”

Caro Gonçalves, confesso que já se exprime mais educadamente, mas agora usa uma analogia que não corresponde aquilo que eu disse – o que é muito menos grave, diga-se de passagem.

Você fala de UM acidente e eu referia-me a “alguns anos de acidentes nas estradas portuguesas”…

MHGonçalves disse...

Voce é que não ve a "analogia" entre acidentes de viação e acidentes nucleares,essa de comparar o que não tem comparação. Quer ver a diferença? Radioactividade, esta para além da mortalidade imediata. Ceguinhos

RioD'oiro disse...

MHG:

"Radioactividade, esta para além da mortalidade imediata. Ceguinhos "


Traduzindo, a radioactividade tem uma desvantagem: ficam vivos mais tempo.

MHGonçalves disse...

...Traduzindo, a radioactividade tem uma desvantagem: ficam vivos mais tempo...

Quem os contaminados? E voce não conta os contaminados no futuro nem os contaminados por via indirecta a km de distancia? Ceguinhos. Num acidente de viação há os mortos e feridos imediatos, não os futuros, nem há contaminação de aguas, agriculturas, e ar. Logo a seguir a um acidente de viação ninguém é contaminado. Mas se um transporte de residuos nucleares e já não falemos numa central tiver um acidente o caso e as precauções mudam de figura. Ceguinhos, é triste mas nem sabem fazer analogias. Ceguetas.

MHGonçalves disse...

Ah deixa ver, até tem razão, pripyat foi abandonada devido aos acidentes de viação, tem este inconveniene os acidentes de viação, obrigam as pessoas a fugir.

RioD'oiro disse...

Caro MHG,

Você pode pôr sempre os contaminados à distância que quiser (pode pôr os de todo o mundo) e de todo o período em que há centrais, que não chega aos calcanhares do nº total de mortes em acidentes de viação apenas nos países onde há centrais e apenas num ano.

RioD'oiro disse...

MHG:

"Logo a seguir a um acidente de viação ninguém é contaminado."

E que interessa? O nº de mortes em acidentes fala por si próprio.

RioD'oiro disse...

MGH

"pripyat foi abandonada devido aos acidentes de viação"

Tomara que o nº de mortes em acidentes de viação fosse o correspondente ao nº de deslocados de Prypiat x ...muitos, ou o nº de mortes pela malária, ou pela fome ...

Mais ainda. Você não contabiliza o nº de mortes de evita e a qualidade de vida dos vivos que só é possível pela presença de centrais. Aquilo a que se chama desenvolvimento.


Claro que você pode sempre argumentar que isso permite que se construam carros a baixo custo e que a generalidade dessa população pode usar e que portanto é por causa dessas centrais que esses carros matam gente.

MHGonçalves disse...

E preciso não entender nada de analogias. Nos acidentes de viaçao são só os envolvidos nos acidentes, mais ninguém, não existe perigo para mais ninguém. Nos acidentes nucleares são todos envolvidos independentemente do envolvimento individual de cada um a favor ou mesmo sendo contra essas centrais. Já não sei se é burrice e não cegueira.

RioD'oiro disse...

MHG:

"Nos acidentes de viaçao são só os envolvidos nos acidentes, mais ninguém, não existe perigo para mais ninguém."

E depois? Que qualidade há em especial, para bem ou para mal, no acidente relativamente à distância?

E não tem para si nenhuma importância que haja infinitamente mais vítimas em acidentes locais que à distância?

Para si é mais grave que um acidente tipo 'a' provoque 100 vítimas a 500 quilómetros que uma colecção de acidentes tipo 'b' que provoquem 1.000.000 em 50.000 locais diferentes, desde que seja em cada local ... logo ali.

Um terramoto pode, para si, matar 200.000 pessoas porque são vítimas no local. É até natural que mate outras 200.0000 por doença ... no local. O que não pode acontecer é que se poupem 180.000 no terramoto por haver os recursos que o nuclear permite e por se evitarem outras 200.000 por ser possível controlar epidemias ... porque existe o perigo de, em caso de acidente nuclear, se perderem 20.000 disseminadamente.

No seu caso não é cegueira. É burrice.

Carmo da Rosa disse...

MHGonçalves disse: ” Voce é que não ve a "analogia" entre acidentes de viação e acidentes nucleares, essa de comparar o que não tem comparação.”

Não vejo a analogia? Então sempre há alguma…….analogia!

Outra coisa caro Gonçalves, você já estava a comportar-se tão bem ultimamente e agora de repente, como se tivesse sido atingido pelas radiações, começou outra vez a estrilhar e a chamar ceguinho e cegueta…

Hè pá, veja lá se consegue expor o seu ponto de vista, que é bastante decente, sem má-criação…

MhGonçalves disse: ”Radioactividade, esta para além da mortalidade imediata.”

Tem razão. Mas os paralíticos por acidentes de viação também não vão ter cura imediata pois não? A não ser que em Fátima aconteça algum imprevisto. Mas olhe que não é frequente..

MHGonçalves disse...

Bem já vi que é mesmo burrice em comparar o imcomparavel mas enfim eles bem teimam. Deixa-los teimar, quando perceberem que não há radioactividade nos acidentes de viação e ninguém corre perigo por eles existirem excepto os desgraçados envolvidos nem fica exposto á radiação dai resultante, mais tarde ou mais cedo caem na real como os burros e deixam os números de vitimas em paz. Alias a discussão do nuclear em adoptar ou não essa energia baseia-se nisto no seu perigo radioactivo. Até deixa-los teimar.

RioD'oiro disse...

"Bem já vi que é mesmo burrice em comparar o imcomparavel"

Pois. Quando a realidade não convém ao MHG a comparação não presta.

Você parece aqueles gajos que reclamam a retirada de um medicamento que salva milhões porque umas centenas se vêm a braços com efeitos secundários.

Olhe, o caso do DDT. A sua retirada custou 50.000.000 de mortos aproximadamente. Entretanto percebeu-se o 'pequeno' erro e está-se a reintroduzi-lo sem levantar ondas que para si serão, certamente, radioactivas.

Enfim, formas remotas de genocídio.

O-Lidador disse...

MHGonçalves, em 1º lugar devia evitar tanta adjectivação. Chamar nomes feios a pessoas que não têm as mesmas ideias que você, apenas dizem algo de si e não deles.

Em 2º lugar, devia cuidar da sua ortografia e da sua sintaxe, uma vez que escreve mal como o caraças, levando-nos a pensar que se é incapaz de alinhar correctamente duas palavras, pior será com os raciocínios.

Em 3º lugar, tudo na vida é um compromisso entre segurança e bem-estar, entre vantagens e inconvenientes, entre chuva no nabal e sol na eira.

A energia nuclear tem perigos? Claro que tem, mas o que é necessário é colocá-los na balança com as vantagens.

Como os automóveis. Cada vez que você entra no seu carro, está a fazer crescer exponencialmente as probabilidades de morrer. POde evitar andar de automóvel, mas isso priva-o de outras coisas.
Efectivamente, o automóvel mata mais do que qq outra coisa no mundo. Pela sua lógica radical, devia ser proibido?
Ora explique-se.