terça-feira, 17 de maio de 2011

Gostava de ter escrito isto

Pieiras várias
(in A Causa foi Modificada)

«No Jugular, o Professor Doutor Tiago Julião Neves ameaça toda a gente com dois posts em que se defende a "aposta" (isto é: o dinheiro investido) que o Engenheiro José Sócrates fez nas energias renováveis. O primeiro deles, que já está aqui disponível, começa com a linda atitude de chamar de "tendencioso" quem no PSD está contra esta política. Supunha-se, a partir daqui, que a opinião Professor Doutor Tiago Juliao Neves não "tendesse" para nenhuma lado. Infelizmente, "tende"; "tende" para o lado das políticas governativas, onde por acaso ele será um distinto "advisor". Isto são tudo merdas.»

«No caso, o engenheiro José Sócrates tatuou-se com a convicção de que o caminho desbravado por países ricos como a Dinamarca ou a Alemanha seria também o mais adequado para nós. Para cumprir o destino que o engenheiro José Sócrates traçou para os seus dez milhões de ratinhos de laboratório não há que, nas memoráveis palavras do Professor Doutor Tiago Julião Neves, atender "excessivamente ao custo", porque, afinal, é do destino que o engenheiro tem para todos nós que estamos a tratar. Estamos, é bom que se perceba, a milímetros das políticas de substituição e de coisas como a campanha do trigo do Salazar (da qual, ainda hoje, existem solos que ainda não recuperaram). A razão porque estas políticas são (marginalmente) defensáveis em países ricos e não no nosso deveria ser evidente para todos, mas os sonhos comandam as políticas que só fodem um bocadinho a vida dos outros, principalmente quando o seu preço até fica diluído nessa coisa alienígena chamada "buraco orçamental" e, além disso, ainda ostenta a recentemente beatificada etiqueta de "ecológico".»

«[...] para países mais pobres e mais atrasados, existe vantagem em não participar de forma substancial nas tecnologias de ponta, e só chegar a elas quando o seu estado de maturação já não representa um encargo que desvie recursos de coisas mais básicas, as quais, estando ausentes, até podem no limite estancar os visionários ímpetos que os governos tentam artificialmente impôr à sociedades que são os seus brinquedos.»

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