segunda-feira, 9 de maio de 2011

O futuro e os bons astros

No socialismo é assim: tudo o que cheira a ideia privada é coisa pérfida, tudo o que cheira a estado é de futuro radioso.

O nosso socialismo tem nuances, como nuances têm as milhentas variedades de socialismos implementados, nas suas mais variadas etapas ou em versões de papel. No nosso caso, que não irá mais avante* porque embateu na bancarrota, as etapas foram menos que na Venezuela, onde já se organizam comités revolucionários armados infantis. De uma forma ou de outra, o estado tem sempre, nestas projectos de fome, um papel incontornável.

O socialismo luso vigente vai pela nuance possível, face às circunstâncias, de tentar controlar a economia baralhando a coisa privada nos seus tentáculos nomeando empresas de regime. O resultado revela uma monotonia que não contrasta com a que a fome impõe ao estômago.

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Pode bem ficar a patinar por muitos e lentos anos.

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