terça-feira, 24 de maio de 2011

O louco de S. Bento

Esta história de fazer campanha com paquistaneses e indianos não é um incidente provocado por alguém pouco cuidadoso que arregimenta "voluntários" como quem enxota moscas. O disparate resulta não só da falta de vergonha de um bando de cretinos que, repetidamente, dá pontapés na democracia, como é o natural resultado da actuação de um bando de tiranetes competentemente capitaneados e para os quais o desígnio do superior socialismo, sem qualquer rebuço, tudo justifica.

Sócrates (como muito poucos terão sido nos últimos 100 anos e ninguém nos últimos 50), tem predisposição anímica para se afirmar como tirano a nível de Chavez, Kadafi, Mugabe, etc. (Salazar são trocos). A sucessão infindável de graves incidentes em que se tem visto sistematicamente envolvido desde que se tornou figura cimeira são disso inequívoca evidência.

A sua infinita capacidade para descaradamente mentir em catadupa será, alternativamente, resultante de um problema clínico eventualmente a nível de psiquiatria mas, maluco ou não, face à qualidade do poder a que inequivocamente aspira, torna-se evidente que está em luta contra a democracia e o estado de direito ... que ele entende como inatacável se todos lhe derem razão relativamente à forma como, a todo e cada momento, o interpreta.

O anúncio, por exemplo, de que está mais uma vez disponível para governar em coligação choca com a inqualificável cena em que, ao início desta legislatura e em poucas horas, chamou todos os partidos políticos para saber quem estaria interessado em coligar-se com ele. Na cabeça dele tratou-se de uma formalidade "fundamental" para mostrar quem eram os maus da fita, da mesma fita pela qual ele viria, a breve trecho, a berrar que ninguém poderia pretender negociar o programa do governo porque o desvirtuaria. O programa que nessa altura tanto ele defendia seria, por si, suficiente para se ir parar à banca-rota mas, naturalmente, Sócrates ultrapassou-o e em muito, rumo a esse desígnio. O resultado é claro como foi transparente a rábula da sua auto-demissão.

As afirmações de Vitor Bento são o óbvio e o óbvio tantas vezes assinalado, anos a fio, aqui, no Fiel Inimigo e, ainda anteriormente, nos blogs que lhe viriam a dar origem.

Uns tantos dirão que Sócrates terá sido "vítima" de uns tantos traumas de infância provocados pelo "sistema", mas por "vítimas" como ele estão, por esse mundo fora (e também pelo nosso), os cemitérios cheios.

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Apesar da força que neste momento tem o partido do estado que Sócrates tão carinhosamente apadrinhou, Sócrates tem que ser aplacado, tem que ser escorraçado da política nacional, sob pena de se ultrapassarem os patamares de banca-rota e de soberania no prego, para se prosseguir rumo a estado pária e inviável, escorraçado pelo mundo civilizado como coisa pestilenta ... que nem ao partido do estado interessa.

Os eleitores do partido do estado podem insistir em defender o seu castelinho, mas poderão ter a certeza que a robustez das suas muralhas é função das fundações em que assente e que estando estas cada vez mais em causa, nem a torre de menagem os salvará face ao capotamento da fortaleza. E quanto mais tarde for ... pior será.

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