segunda-feira, 20 de junho de 2011

As putas que paguem ao cliente

Há termos que deviam ser proibidos.

Um dia destes, numa turma, um caramelo dizia:
 - O estado já não quer subsidiar ...
 - Subsidiar ou dar dinheiro de impostos?
 - Não. Subsidiar.
 - Subsidiar é dar, e é dar o quê? Dinheiro de impostos!
 - Não. Com dinheiro do estado.
 - O estado não 'tem' dinheiro. Recolhe os nossos impostos e gasta-os. Todo e qualquer gasto do estado é dinheiro que entregamos em impostos ou dinheiro de pedidos de empréstimo, que ainda é pior ...
    Ficou um bocado arrelampado mas percebeu.

Outro termo que devia ser proibido é "vender dívida", "colocar dívida", etc. Até parece que o estado é credor e vai vender o que alguém lhe deve para receber essa verba mais cedo. O que o estado faz é empenhar-se e empenhar-nos até aos cabelos.

Porque precisa o estado de se endividar? Porque precisa, evidentemente. Mas precisa porquê, mesmo devendo já uma quantia astronómica? Porque se endividou para gastar em "subsídios" e "investimentos" ruinosos em obras em que os privados não queriam arriscar ... e, porque seria? E porque precisa o estado de continuar a endividar-se? Porque precisa pagar os empréstimos anteriores e não tem com quê, precisa pagar o juro desses empréstimos e não tem com quê, e precisa dinheiro para pagar os gigantescos buracos deixados pelos investimentos (e negócios em geral) estatais ruinosos.

E depois desta cena-maca pegada aparecem uns idiotas, mastúrbios e espojantes indignácaros que "descobrem" que afinal Portugal não deve nada a ninguém e que, portanto, não se deve pagar. Alguns chegam a dizer que "eles nos impingem dinheiro". Outros, dizem que os empréstimos são do exclusivo interesse de quem empresta. Outros, ... enfim, como dizia Vinícios (ou seria Baden Powel?), "para a burrice não tem transplante", ... dizem que as putas devem pagar ao cliente.

1 comentário:

José Gonsalo disse...

Claro e didáctico, limpo e sem espinhas.