segunda-feira, 13 de junho de 2011

Duas acertadas sugestões

Sidónio Pais

De facto, (pelo menos) desde 74 que andamos com a mania de explicar os buracos em que nos metemos pela má escolha de desígnios.

Ainda hoje, até aqueles (a generalidade segunda avaliação minha) que ajudaram a arrear Sócrates-o-despovoador do poder, afirmam que as escolhas foram erradas e que precisamos novas escolhas (mau agoiro).

À minha pergunta sobre quem deve apontar essas escolhas, a resposta é quase unânime: "o governo, é para isso que 'eles' servem".

De facto os portugueses têm a doença do governo, a doença do estado, a doença dos Sant'Antoninhos salvadores de todos nós. Minha avó, pelos anos 70, falava de Sidónio como de S. António sem aparente critério. Julgo, aliás, que este híbrido jarrão-santo dará pano para mangas e está por explorar.

Este artigo de João Miranda é, neste contexto, particularmente acertado.

1 comentário:

José Gonsalo disse...

Rio d'Oiro:

O português elege seja quem for com a intenção de que haja alguém que se chateie para que ele se possa divertir. E ai do eleito que aparente sequer que também tem direito a divertir-se, o povão começa logo a dizer mal dele.
O português quer ser governado por santos num altar(mesmo que, à surrelfa, pisque o olho malandreco a qualquer pecadilhozito cometido na sacristia), santos que ouçam música complicada e chata, para que ele se possa espojar no Bacalhau Queralho e no pobre do Saul(que o Quim Barreiros, digo eu, até é povo não-ordinário, povo decente)
Mai nada!