quarta-feira, 21 de setembro de 2011

Durban III- E Portugal, Dr Paulo Portas?


No próximo dia 21 de Setembro irá decorrer em New York, a chamada conferência Durban III.
As duas primeiras (2001 e 2009) , tal como esta, tinham como objectivo o combate ao racismo, à intolerância, à xenofobia, etc, mas foram imeditamente apropriadas pelos países muçulmanos, tendo-se transformado em festivais de ódio contra Israel e os judeus, de um modo geral, com várias NGO e múltiplas organizações ligadas à extrema-esquerda, a fazer coro.
Durban III, a avaliar pelos documentos em discussão, será uma reedição da mesma orgia de ódio.
Trata-se, no fundo, do ressurgir do antisemitismo, do vellho ódio ao judeu, que é inculcado nas cabeças de todas as crianças do mundo muçulmano e que encontra boas ressonâncias na Europa. Efectivamente em países como a Grâ-Bretanha, Alemanha, França, Rússia, Noruega, Suécia, etc, os judeus estão novamente a ser atacados, fisicamente por uma crescente população islâmica, e ideologicamente pelo marxismo cultural que hoje marca o compasso nos meios académicos, mediáticos e culturais do velho continente.
As lideranças europeias, ou alinham convictamente nesta visão do mundo e atacam apaixonadamente Israel e os judeus (caso dos países escandinavos com Noruega e Suécia à cabeça), ou agem de acordo com interesses pragmáticos.
A maioria destes países, prefere assim sacrificar Israel e os judeus, nuns casos para apaziguar as cada vez mais violentas minorias islâmicas que acolhem, noutros para não irritar os países muçulmanos, pondo em risco negócios importantes.
Há todavia quem se erga por valores.
É o caso dos EUA, Canadá, Alemanha, Austrália, Itália, Nova Zelândia, Austria, França, Grâ-Bretanha, Bulgária, Rep. Checa, Holanda e Bulgária que já anunciaram ir boicotar a Conferência, porque consideram que "promove o racismo em vez de o combater" ( declarações do governo canadiano).
É caso para perguntar porque razão Portugal ainda não abandonou o comboio do ódio, marcando posição ao lado dos países que se regulam por valores éticos.
Enviei a pergunta ao Dr Paulo Portas, através do site do Governo.
Até hoje nada.

5 comentários:

LGF Lizard disse...

Muito bem! Apoiado e subscrevo.

José Gonsalo disse...

E vão dois a subscrever.

RioD'oiro disse...

Subscrevo.

Parece, entretanto, que Obama não vai na cantiga (haja Deus) e vetará. Nessa altura e à sombra do veto dos EUA é natural que a maioria dos pacóvios de serviço votem a favor porque ficam de "consciência" tranquila. O habitual.

O-Lidador disse...

Viva Riodoiro. Os EUA não vão estar presentes. Provavelmente o veto de que fala é relativo o movimento unilateral palestiniano de conseguir que lhe reconheçam fronteiras, fugindo à necessidade de as negociar com Israel.
É outro assunto, embora inserido no mesmo movimento de deslegitimização de Israel, que une muçulmanos, pacóvios e antisemitas, de esquerda e direita.

RioD'oiro disse...

http://lisboa-telaviv.blogspot.com/2011/09/um-bom-indicio.html

"O ministro dos Negócios Estrangeiros, Paulo Portas, deu hoje a entender que Portugal não irá votar favoravelmente o reconhecimento do 'Estado da Palestina'. Até que enfim algum realismo no meio de tanto histerismo palestinianista.
Já o presidente americano, Hussein Obama, distraiu-se e tomou uma decisão sensata. "