Austeridade sem troika
Há 11 minutos
It is quite gratifying to feel guilty if you haven't done anything wrong: how noble! (Hannah Arendt).
Exmº (ª), Senhor (a),
Agradecemos o seu contacto e a oportunidade de esclarecermos o lamentável episódio, sucedido no CascaiShopping, no passado dia 30.01.2011 durante uma reportagem televisiva e que de imediato procurei aprofundar junto do Centro Comercial em questão.
Segundo apurei, o Centro acaba de divulgar publicamente um pedido de desculpas a todos os clientes e visitantes que foram surpreendidos por esse episódio, o qual nada tem a ver com os nossos procedimentos habituais.
De acordo com a nossa política de comunicação, é nossa prática receber de forma profissional e cordata os meios de comunicação social, no sentido de cooperar com o seu trabalho de informar.
Os centros comerciais são edifícios que funcionam em propriedade privada e em que a recolha de imagens depende da aprovação do respectivo proprietário, regras estas que todos os meios de comunicação social conhecem e sempre respeitam.
A Administração do Centro autorizou as filmagens da área da praça de alimentação de modo a que a peça jornalística pudesse ser ilustrada com imagens reais. No entanto, ao contrário do que estava definido previamente entre as partes, a equipa de reportagem decidiu alargar o âmbito da sua actuação, o que levou a que a forma como foi realizada a intervenção pela nossa equipa de vigilantes acabasse por ser reprovável e contrária a toda a nossa forma de actuação. Por este facto, apresentámos também o nosso pedido de desculpa ao meio de comunicação social envolvido.
Contamos que aceite o pedido de desculpa face a este caso isolado, que nada tem a ver com os nossos normais procedimentos perante os Media, e que continue a frequentar o CascaiShopping e qualquer outro dos nossos centros comerciais que constantemente trabalham para garantir as melhores condições a todos os que nos visitam.
Apraz-nos ainda informar que a situação que motivou este acontecimento, já foi revista, estando em curso a implementação de uma solução alternativa, que vem dar resposta às preocupações manifestadas pela ASAE. O Centro solicita a compreensão de todos os clientes e lojistas para o transtorno que o decurso das obras na praça da alimentação possa causar, sendo que o objectivo final é uma melhoria substancial desta área para todos os que a frequentam.
Com os melhores cumprimentos,
Danilo Picolo
(Provedor)
"transcrevo um trecho de um livro de História do 6.º ano sobre as razões para a queda da monarquia:
«1. aqueles que já eram pobres – operários, agricultores e outros trabalhadores – estavam cada vez mais pobres; 2. a alta burguesia enriquecia cada vez mais com os lucros conseguidos na indústria, no comércio e na agricultura; 3. o rei e a família real gastavam muito dinheiro do reino; 4. os sucessivos governos da monarquia não conseguiram melhorar as condições de vida do povo»
Acrescentem às actividades comerciais o «gamanço legal», substituam rei por «políticos profissionais» e tirem conclusões… É extraordinário como alguém que é liberal – na acepção económica do termo – escreve o que eu acabei de escrever…"
[...]
"Manual de «História e Geografia de Portugal» para o 6.º ano da Fátima Costa e do António Mendonça da Porto Editora.
Mas para estas idades os momentos mais altos no ensino estão reservados para os manuais de Ciências da Natureza, onde o doutrinamento das criancinhas na canalhice da tese do Aquecimento Global ombreia com o doutrinamento das criancinhas árabes na tese do ódio ao Ocidente. Nem imagina a trabalheira que me dá despoluir a cabeça das que tenho cá em casa... "
" na Grã-Bretanha anuncia-se que foram autorizadas as primeiras oito free schools e que são mais de 250 as organizações interessadas em abrir novas free schools."No Espectador Interessado.

Entretanto é coisa de amadores:1 - A indicação do formato da data de nascimento está colocada no local errado. Devia estar na linha de entrada de dados.Este tipo de erros, grosseiros, é suficiente, por si só, para explicar o entupimento de um sistema porque provoca a saturação da banda com repetição, por tentativa e erro, de entrada de dados, consequente pesquisa e entrega. De qualquer forma, a socretina burrice é como os jacintos.
2 - Os 'radiobuttons' "Nacional", "UE" e "ER" estão colocados de forma a induzir em erro porque parecem estar relacionados ao nome, identificação e data de nascimento.


Liberals fought poverty and poverty won.
A esquerda lutou contra a pobreza e a pobreza ganhou.
It isn't that Liberals are ignorant. It's just that they know so much that isn't so.
Não é que a esquerda seja ignorante. Apenas sabem em demasia o que não é assim.
The problem with socialism is that eventually you run out of other people's money [to spend]..
O problema com o socialismo é que eventualmente deixará de ter [para gastar] o dinheiro de outras pessoas.
[...] enquanto por aqui a banca pública se atola em dívida soberana portuguesa comprada a preços de encomenda para manter as aparências (Sim. Exactamente isso que você está a pensar; houve um tempo em que em Portugal havia jornalismo e a parte mais nobre da profissão consistia em investigar). Em breve, saberemos os detalhes. E não vamos gostar de ver o resultado.Prevejo que muito proximamente haverá esqueletos para todos os gostos.
Louça é um táctico cínico, que se move bem nos meios da burguesia urbana intelectual radicalizada e menos bem nos meios dos trabalhadores. Esses são o terreno do PCP, muito menos demagógico e populista do que o Bloco de Esquerda....
[...] não espanta que o VIII Congresso dos Juízes Portugueses fosse apresentado por um texto anunciando, sob a forma de perguntas retóricas, um século XXI como o “século do poder judicial”: “Se o século XIX foi o século do poder legislativo e o século XX o do poder executivo, poderá o século XXI vir a ser o século do poder judicial?”
O texto é curiosamente impregnado por uma retórica esquerdista em que, após “o eclipse de todas as narrativas históricas grandiosas”, ou seja do comunismo, surgiram “democracias descontentes” (?).
Aos empresários lusos, Sócrates disse que devem investir na Tunísia, porque se trata de «uma economia que merece toda a confiança, com estabilidade política, com regras claras e, em particular, com um quadro regulatório que incentiva o negócio e que melhora as condições para desenvolver os negócios».Vai-se percebendo porque acha o cangalheiro que Portugal é uma economia que merece toda a confiança, com estabilidade política, com regras claras e, em particular, com um quadro regulatório que incentiva o negócio e que melhora as condições para desenvolver os negócios.


"A banalização do acesso à banda larga nas escolas, conseguido através do programa e-escola, gerou um impacto negativo, reflectido nas notas dos exames nacionais de português e matemática do 9º e 12º ano. "
"O nosso argumento central para um declínio no desempenho dos estudantes é o de que a banda larga cria distracções", defendem os autores, que não vêem na introdução de novidades tecnológicas nas escolas o único ingrediente necessário para gerar mudanças positivas.
Repare-se com uma coisa negativa é algo que não tem o monopólio de ser positivo.
"A Saskatchewan farm couple whose land lies over the world's largest carbon capture and storage project says greenhouse gases seeping from the soil are killing animals and sending groundwater foaming to the surface like shaken soda pop."Depois digam que capitalismo tem bolhas.
"The Alberta government has committed $2 billion to similar pilot projects. The United States has committed $3.4 billion for carbon capture and storage."
"É evidente que os factos não estão seguros nas mãos do poder. Mas o poder, pela sua própria natureza, nunca pode produzir um substituto para a sólida estabilidade da realidade factual que, por ser passado, atingiu uma dimensão fora do nosso alcance. Os factos afirmam-se a si próprios pela sua obstinação e a sua fragilidade está estranhamente combinada com uma grande resistência à distorção - essa mesma irreversibilidade que é o cunho de toda a acção humana. Na sua obstinação, os factos são superiores ao poder."
Hannah Arendt, Verdade e Política, 1968 (trad. Manuel Alberto, 1995).

“Uma multidão de filhos tiranos que se tornam alunos-clientes, serão despejados na vida como adultos eternamente infantilizados e totalmente despreparados, tanto tecnicamente para o exercício da profissão, quanto pessoalmente para os conflitos, desafios e decepções do dia a dia. Ensimesmados em seus delírios de perseguição ou de grandeza, estes jovens mostram cada vez menos preparo na delicada e essencial arte que é lidar com aquele ser complexo e imprevisível que podemos chamar de “o outro”. A infantilização eterna cria a seguinte e horrenda lógica, hoje na cabeça de muitas crianças em corpo de adulto: “Se eu tiro nota baixa, a culpa é do professor. Se não tenho dinheiro, a culpa é do patrão. Se me drogo, a culpa é dos meus pais. Se furto, roubo, mato, a culpa é do sistema. Eu, sou apenas uma vítima. Uma eterna vítima.”




Esse mundo onde público era sinónimo de justiça e gratuitidade rimava com solidariedade. Esse mundo onde governar bem equivalia a fazer cada vez mais promessas de redistribuição e onde o Estado passou a ser entendido como o grande doador. Esse mundo onde não haveria mais guerras porque tudo se resolveria pelo diálogo, esse mundo onde a corrupção era um problema dos outros, sobretudo daqueles que os tinham antecedido, porque eles eram puros.Enfim, do maravilhoso mundo dos cretinos.
