terça-feira, 31 de maio de 2011

Dos mastúrbios

O Rossio, pelos "acampados", tem cada vez mais moscas e menos gente. Hoje à tarde, por volta das 7, estavam lá uns 150. 1/3, assistia embevecidamente, ao desempenho de um megafone amplificando perdigotos. 2/3, em anel, cavaquevam independentemente do megafone.

Ainda por lá andava o ganzas. Pareceu-me com dificuldade em manter-se em pé. Se ninguém lhe assentar um par de mangueiradas ele certamente sucumbirá ao peso das placas para aterragem de moscas que o fazem parecer-se com o cruzamento de um pinguim com uma tartaruga.

Veremos amanhã da qualidade da farra desta noite.

Entretanto, lá "aprovaram" mais uma das habituais tiradas anti-semitas.

Pede-se à Câmara Municipal de Lisboa para não deitar nada para o lixo sem testar primeiro com os dentes de uma forquilha. De qualquer forma, não convém pegar com a mão.

Os faróis da banca-rota

Há pouco, nas TVs, Louçã, guru de Sócrates, mostrava-se "chocado" por se ir entregar à banca uma parte substancial da fatia de empréstimo chegado via FMI.

Louçã fica chocado ... e não é de estranhar porque ele acha natural que não se pague o que se deve. Aquilo com que Louçã são se arrepia é que o resto do dinheiro, essencial para nos manter vivos, terá também mais tarde que ser aos mesmos credores devolvido sem que ninguém saiba ainda por que máquina de criação de riqueza ele irá ser gerado.

Para Louçã, como para Sócrates, tudo é simples: exige-se aos credores que emprestem mais e exige-se que aceitem esquecer que emprestaram.

Socialismo: pobres, cada vez mais pobres e cada vez mais iguais


Radiação em Pripyat


Pode ler todo o artigo aqui.
De entre os muitos estudos que vieram a ser feitos sobre o assunto, vale a pena mencionar este, realizado pelos cientistas da Academia de Medicina da Ucrânia, 15 anos depois. O estudo detectou, efectivamente, um aumento do já mencionado cancro infantil da tiróide, e um aparente pequeno aumento do cancro da mama em mulheres mas, globalmente, o que constata para as regiões que mais radioactividade apanharam foi... uma redução global da taxa de cancro! O gráfico e a tabela anexos mostram-no.

Clique as imagens para ver melhor

Vale a pena notar que tal paradoxal redução da taxa global de cancro (relativamente à demais população) também foi encontrada nos sobreviventes das bombas de Hiroshima e Nagasaki, e poderá parcialmente explicar-se pela relativamente maior atenção médica de que estas populações gozaram depois da exposição, ao longo da vida.

José Sócrates: cada cavadela uma minhoca

No Lisboa - Tel Aviv


É isto que o primeiro-ministro mais incompetente desde o 25 de Abril tem para oferecer aos portugueses após 6 anos de Governo: acusações ao PSD. Toda a sua triste campanha se tem baseado em ataques, mentiras e distorções. Não há uma única proposta, um único assumir de erros, nada. 
Quem chegasse agora de Marte e ouvisse Sócrates a falar, julgaria que ele era o líder da Oposição e Passos Coelho o primeiro-ministro.
Ainda falta 1 semana para o pesadelo-Sócrates acabar.

O glorioso caminho para a social igualdade

Via Blasfémias.

Dos farro-acampados

Passei hoje no Rossio por volta das 10h. Estavam lá 10 salvadores do universo, 3 a pé e 7 a dormir. A farra deve ter sido memorável.

O Estado incompetente


Não bastava ter havido caldinho com o Estado, a internet e as eleições presidenciais, há agora também caldinho com o acesso ao site das Finanças: está encravado há horas.

Nem para um lado nem para o outro. Não se consegue entrar (não se consegue, sequer, fazer uma consulta), não se consegue carregar uma declaração pré-preenchida, não se consegue enviar uma declaração.

domingo, 29 de maio de 2011

O liga-desliga alemão

Parece ser porreiro dizer-se que não queremos “o nuclear”. É giro, fica bem, e dá assim um tom que soa a madrugada com cânticos de melro.

O caso da Alemanha é exemplar. Há uns 20 anos decidiram que as centrais nucleares seriam, a prazo, para fechar, sem serem substituídas. Na eminência de fechar, a manutenção das centrais foi certamente aligeirada. Chegada a altura de fecho perceberam que não tinham com que as substituir e mantiveram-nas a funcionar. Sem planos para novas centrais porque tinha sido decidido não as construir, havia ainda que prolongar a vida útil das antigas. Não só tiveram que continuar a funcionar depois de um período de manutenção dúbia como ainda tiveram que trabalhar para além da data em que deveriam ter sido substituídas por novas.

Face ao cataclismo no Japão e à dificuldade em parar, em segurança, os 4 reactores de Fukushima Daiichi, a Alemanha volta a inquietar-se e a decidir fechar (de vez?) as centrais ainda em funcionamento sem hipótese de as substituir por outras mais modernas e, naturalmente, mais seguras.

Evidentemente que os alemães são livres de decidir fechar centrais, como a natureza é livre de os fazer bater os dentes ou deixar às escuras. O problema é que este padrão liga-desliga de irresponsabilidade democrática torna-se perigoso para alemães e vizinhos, sendo, enfim, um jogo sinistro.

Parece que, entretanto, outras e gloriosas fontes de “energia limpa e alternativa” vão mostrando os dentes.

Da coisa "orgânica" e "biológica"

Se o prião matou por que não havia um outro bicho qualquer de matar em idênticas circunstâncias?

Um dia destes, curiosamente, ouvi uma agricultora de verde biológico referir que sim, que usam adubos, mas, com "químicos naturais". Onde pensará ela que serão os "outros" criados? Em aceleradores de partículas?

Kyoto: a agonia

França, Rússia, Japão e Canadá saltaram fora de Kyoto.

Porque hoje é Domingo ...

Jethro Tull.

sábado, 28 de maio de 2011

Amanhã é Domingo



"Living In The Past"

Happy and I'm smiling,
walk a mile to drink your water.
You know I'd love to love you,
and above you there's no other.
We'll go walking out
while others shout of war's disaster.
Oh, we won't give in,
let's go living in the past.

Once I used to join in
every boy and girl was my friend.
Now there's revolution, but they don't know
what they're fighting.
Let us close out eyes;
outside their lives go on much faster.
Oh, we won't give in,
we'll keep living in the past.

Individualismo esquerdalho

Ainda em relação a este palheiro de geração rasca, há que esclarecer um ponto.
Que tem o artista por debaixo da fita que lhe apoia o braço?

É, ou não, um rodo de papel higiénico?

Mas, então, o gajo guarda o rolo só para ele? Isso não e coisa do neo-liberalismo individualista desenfreado?

Chico Buarque - Essa Moça Tá Diferente

Só para ouvir. Nada de olhar.

No Franquistão, respeitinho pelo islão


Via Nada Disto É Novo

Para Sócrates ... mais um canudo

http://fliscorno.blogspot.com/ - http://aventar.eu/2011/05/28/divida-publica/ 

Há um par de meses José Sócrates veio triunfalmente anunciar que a redução de despesa do estado estava no bom caminho e que as metas estava a ser cumpridas para além do programado.

Ficou, entretanto a saber-se que, por um lado a despesa do juro da dívida correntes está concentrada na segunda metade do ano e que o pagamento a fornecedores e devoluções de IRS foram proteladas. Feitas as contas, não há boa execução para além do programado, não há execução sequer do programado, não há, sequer, manutenção do nível de despesa, há aumento de despesa ... mais uma vez.

Sócrates, perguntado sobre a coisa, declara que está tudo bem porque ... a troika analisou as contas e não deu por isso.

Deve portanto extrair-se deste processo o certificado de trafulha para ser entregue ao seu garboso executante.

Sócrates, o despovoador

Gastar, gastar, gastar:
A Parque Escolar acumula uma dívida de quase 2 mil milhões de euros. E a orgia despesista promete continuar. Os técnicos da Parque Escolar percorrem o país para convencerem directores e autarcas a aceitarem obras de requalificação em edifícios escolares em bom estado.

Será que este país não tem emenda?

[...]houve uma grave degradação não só dos costumes políticos, como das práticas sociais. O que se pensava intolerável entrou na rotina do dia-a-dia. Velhos defeitos – o atavismo, a aversão aos risco, o gosto pela benesses do Estado, o corporativismo, o clientelismo esmolar, o apreço pelo Chico-esperto – tornaram-se não apenas em hábitos aceites como em virtudes louvadas nas caixas de comentários das redes sociais. E até, se bem embrulhados em palavras eruditas, em temas de campanha eleitoral.

Ler todo o artigo, no Blasfémias.

sexta-feira, 27 de maio de 2011

O caminho para o socialismo em 'leaks'.

Buraco Obama


O aborto, o choque e o progressismo

Ontem Passos Coelho respondeu a uma questão sobre o aborto. E o que disse é do mais elementar bom senso, isto é, se os cidadãos lograrem reunir as assinaturas necessárias, o assunto pode ser sujeito a referendo, como qualquer outro assunto numa democracia, salvo as excepções de soberania, que as próprias leis interditam.

A esquerda reagiu num paroxismo histérico.
Sócrates, com a desfaçatez que se lhe reconhece,bradou que estava "chocado", ele que não se choca um milímetro com o estado calamitoso em que deixou este país. LOuçã fez o número habitual, Jerónimo de Sousa bradou, congestionado, que se trata de uma "questão civilizacional", e outras luminárias da mesma área reagirm como beatas escandalizadas quando por elas passa uma rapariga de minissaia.

Porque reage assim a esquerda?
Não é verdade que este assunto pode ser referendado, como qualquer outro? Não é verdade que este, concretamente, até já foi sujeito a referendo por duas vezes?
Há um limite para o número de referendos a que uma questão pode ser submetida?

A verdade é que a esquerda dita "progressista", tem uma visão linear do mundo. Segundo essa visão, todas as medidas que estejam de acordo com os seus valores, constituem um degrau numa escada que conduz à sociedade perfeita. É pois genuína a sua indignação. Esta gente percebe como uma blasfémia um "retrocesso", qualquer medida que não se enquadre na sua visão das coisas.
Este caso do aborto,é um bom exemplo. Para pessoas normais, é um assunto como qualquer outro, sobre o qual as opiniões podem variar. Para a esquerda, é uma "conquista". Uma vez conseguida, por via democrática, uma lei que consagra a sua visão do mundo, a democracia esgota-se e essa lei fica escrita em pedra, imune ao tempo e às opiniões das pessoas. Um dogma.
O caso do aborto seria pois indefinidamente sujeito a referendo até que o resultado fosse o "certo".
E chegado a este "degrau", acabam-se os referendos.
Trata-se de uma visão religiosa do mundo, o que é paradoxal, porque é justamente esta esquerda que tende a manifestar uma grande alergia à religião.

É por isso que a esquerda é tão perigosa e reaccionária quando chega ao poder. Porque entende que as suas ideias são as "boas ideias", não tem paciência para quem as contesta.
É a arrogância própria de quem acha que detém a Verdade e que quem não a aceita, ou é ignorante, ou está ao serviço de forças ocultas.

quinta-feira, 26 de maio de 2011

Ganzas

Reparem no ganzas que segura o cartão.

Estes fulanos estão há menos de uma semana no Rossio. São cerca de 50 ou 100 e já têm 3 níveis hierárquicos (líderes, grupos de trabalho e populaça). Já desenvolveram uma estrutura burocrática (os “grupos de trabalho”). Já têm normas burocráticas de enorme complexidade que garantem que nada será feito. Apesar de já terem uma burocracia avançada, não têm casas de banho. Dependem do mundo capitalista para coisas básicas como papel higiénico, que eles não fazem a mínima ideia como produzir. Como os verdadeiros estados socialistas, este também não consegue viver sem um mundo capitalista que os informe do valor das coisas. A qualidade dos meios de comunicação impressa deixa muito a desejar e faz lembrar o papel higiénico da Roménia de Ceausescu. Fica a sensação que tudo entrará em colapso quando acabar a última lata de tinta que os capitalistas deixaram. Os habitos burgueses (“há pessoas que têm emprego”) continuam a condicionar a revolução pelo que em breve haverá purgas.
Via Blasfémias.

Os cartazes são orgânicos, mas o gerador precisa de gasosa 95. Cedência às multinacionais do petróleo.

As casas de banho .. não são biológicas, são químicas e, aposto, serão pagas pelo contribuinte. Ainda se arriscam a ser atacados pelos Eufémios que, aliás, já lá têm o cabecilha ... o gajo que trata as votações como tratou o milho.

O acampamento, que não tem mais de 10m de diâmetro, tem direito a mapa.

Outro, diz que o espaço de dormida não é respeitado. Não tarda nada instalam um fosso com jacarés.

Uma marmela diz que "precisam" de mais gente. Não precisam apenas de papel higiénico.

Um barbaças diz que "precisam" de arranjar uma decisão. O mesmo artolas diz que já há uma plataforma para um passo para criar alguma coisa. Chiça.

Outra diz que o caraças e o porra, e que não aguenta, e que está com inquietações.

Um barbaças, frenético, tem um braço ao peito com um dedo de fora. Coloquem-lhe lá um canudo de papel higiénico que lhe dará utilidade (reparem que ele tem um rolo de papel entalado na ligadura que suporta o braço - se calhar é individualista). É "contratado precário". Teve sorte. Uma gaja, entretanto, aproxega-se e abarbata-lhe o micro da mão não vá ele entrar em meltdown.


Comentários deliciosos (a Zazie anda por lá, pelos comentários, frenética, como sempre):

Rui Costa:

Muito, muito bom! Podemos também ouvir pérolas como “houve um recurso excessivo à votação” e “a votação, não é uma votação no sentido da contagem de votos, mas sim uma espécie de sondagem”.
 ...
Outra: “Sou professor contratado precário!” :D

Tina:

Bom título João. Explica por que razão este movimento e o de Espanha querem acabar com a classe política: já que o socialismo não resulta, acabe-se com tudo. Observo que o movimento do fim à classe política em Portugal, que se uniu ao da geração à rasca, foi muito mais inteligente porque se desenvolveu ao longo das linhas de fim à chulisse e à corrupção e por isso teve tanto sucesso.

Agenda de Sócrates

Do artilheiro em mentira

Lembre-se, não esqueça, que tem pela frente, como adversário directo, um perito em balelas, em mentirolas bem artilhadas, um político cínico e que – não tenhamos medo das palavras – corre principalmente para salvar a pele 
No Portugal e outras touradas

"Fresh money" ...

... chama-lhe Durão Barroso.

Será dinheiro, ou tinta em papel?

Grécia e abandono do Euro

Confirma-se. Como se dizia aqui, em política, o que parece ...

Quando há meses, aqui, no FI, se dizia que a Europa era um bicho em decadência, alguns comentadores ficavam atónitos com o atrevimento.

NASA Spirit Rover Completes Mission on Mars

NASA has ended operational planning activities for the Mars rover Spirit and transitioned the Mars Exploration Rover Project to a single-rover operation focused on Spirit's still-active twin, Opportunity.

quarta-feira, 25 de maio de 2011

terça-feira, 24 de maio de 2011

Vai trabalhar ...


Nem mais: curto e grosso

As vassouras que se cuidem ...

Os ratos começam a ficar nervosos, como o estão, na suas múltiplas e abrantinas metamorfoses, os comentadores que a curta distância tentavam minorar o efeito da malta que cortava a direito.

Os primeiros, se tudo correr bem, cairão. Se os novos donos da bola a não furarem, haverá agonia dos mais cretinos e uma auto-tentativa de conversão dos mais táctico-cretinos.

Mais cretinos ou mais táctico-cretinos, são malta perigosa. Pertencem à raça dos bufos que tanto alinham pela PIDE quanto pela KGB.Vão na onda, sempre dispostos a facturar ao 'man' ao ritmo a que debitam 'yes'.

Fukushima: o retorno

Começa, finalmente, a falar-se no retorno da população desalojada pela avaria e subsequente libertação de radiação da central de Fukushima Daiichi. Tudo indica que demorará ainda uns 6 a 9 meses e é também provável que nalgumas zonas em particular demore mais tempo.

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Últimas sobre Fukushima: WNN, MIT NSE Nuclear Information Hub, BNC, WNA, IAEA, ACNEN

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Nota: Face à situação política portuguesa tenho tido pouco tempo para dedicar a este assunto. De qualquer forma, o maior percalço que ainda se receia seria a repetição do terramoto que pudesse debilitar ainda mais a infra-estrutura.

Notícias da socretina "excelente" execução orçamental.

«À conclusão da Direcção-geral do Orçamento de que a despesa efectiva do Estado diminuiu 3% no primeiro trimestre do ano, a UTAO contrapõe que “esta aparente melhor execução da despesa reflecte apenas uma baixa execução do pagamento de juros da dívida pública, que se encontram concentrados no segundo trimestre, bem como uma baixa execução da despesa de capital”.
“Caso os juros e outros encargos fossem pagos de forma regular (de montante idêntico ao longo do ano), a despesa efectiva registaria, em Março, uma taxa de variação homóloga acumulada nula”, lê-se no relatório da UTAO.

Daqui.

Boas novas da estratoesfera: voos pívia

Embora a capacidade do aparelho estivesse esgotada com os 49 passageiros oriundos do aeroporto de Heathrow, este primeiro voo foi feito com apenas quatro turistas a bordo. Os restantes 45 lugares vinham ocupados com seis jornalistas, 19 agentes de viagens, quadros do operador turístico Sunvil Discovery, que assegura a ligação, e representantes do Turismo de Portugal em Londres.

Enfim, um voo-pívia (via já não sem quem).

Há pessoas que nos fazem falta

Os Gualters, do milho, andam outra vez à solta. Par quem não se lembra, os Gualters eram um grupo de idiotas que resolveu destruir a  coice a colheita de milho de um agricultor. A GNR interveio mas, por incompetência, não lhes assentou no lombo as necessárias vergastadas.

Dessa época, alguns paráfrafos deste blog, pelo O Lidador (com pedido de desculpa pelo abuso):

Daqui:
Face a este quadro, a luta de classes agudiza-se, convergindo na condenação e rejeição das políticas intestinais do grande capital e do imperialismo. A resistência generaliza-se e temem-se reacções desesperadas. O sindicalista Mário Nogueira prepara-se mesmo para se barricar frente ao Ministério da Educação, ameaçando limpar o rabo com fichas “deste modelo” de avaliação, ao passo que o Bloco de Esquerda está já a preparar para este Inverno um Acampamento de Verão, com a participação do Hélder do Milho, conduzindo workshops sobre métodos alternativos, pós-modernos e sustentáveis para limpar o cu, explorando a alteridade das barbas do milho livre de OGM.

Daqui:
O estúpido luta por “causas”, como é próprio dos estúpidos.
E, embora ele próprio não saiba muito bem que causas são, resume a coisa com meia dúzia de pastiches do “contra”.
Contra a América, e o capitalismo, e o neoliberalismo, e o “sionismo” e patati patatá, enfim a lengalenga habitual.
É por isso que podemos encontrar o estúpido debaixo de muitas farpelas.
Travestido de revolucionário, ataca carros e restaurantes “neoliberais”, e berra contra o Bush e o Blair.
Disfarçado de neonazi, devasta cemitérios judeus e berra contra o Bush e o Blair.
No traje ambientalista, ataca plantações de milho e berra contra o Bush e o Blair.
Em pose islamista, alça o rabo para o Bin Laden, usa lenço à Arafat e indigna-se com o Bush e o Blair.


Talvez seja desta que o lombo lhes fique a arder. De qualquer forma, é bom sinal. Em Espanha deu excelentes resultados.

Atenção, atenção, muita atenção, alçar o traseiro para Bin Laden já não funciona. Avariou-se.

Obama's Roundabout Praise of Bush: "I'm not the first administration to say this"

And if you find another very high value target at the top of al-Qaeda, Mullah Omar or whoever it might be in Pakistani territory or other sovereign territory, would you do the same again?

De mais um profeta

A Europa fina e socialista não é capaz deixar de encarar como seres superiores, profetas, todos os seus dirigentes quer na qualidade de efectivos quer na de promitentes.

E lá voltaram umas quantas caras pálidas a acusar os americanos, bushistas, certamente, de terem engavetado Dominique Klaus-Kahn como um reles proleta. Não se trata de discriminação, mas de respeito pela decência. Sim, a decência, porque a estatuetas voadoras apenas Berlusconi tem direito.

Entretanto parece que o profeta tinha uma milhõezitos de dólares para comprar a espera de julgamento fora das grades. Provavelmente irá também, como qualquer dirigente socialista que se preze, negociar o preço final da queca, mesmo que na forma tentada. E tudo será pelo socialismo "dos valores", em particular "dos valores e dos direitos do género" encarado como "direito".

O louco de S. Bento

Esta história de fazer campanha com paquistaneses e indianos não é um incidente provocado por alguém pouco cuidadoso que arregimenta "voluntários" como quem enxota moscas. O disparate resulta não só da falta de vergonha de um bando de cretinos que, repetidamente, dá pontapés na democracia, como é o natural resultado da actuação de um bando de tiranetes competentemente capitaneados e para os quais o desígnio do superior socialismo, sem qualquer rebuço, tudo justifica.

Sócrates (como muito poucos terão sido nos últimos 100 anos e ninguém nos últimos 50), tem predisposição anímica para se afirmar como tirano a nível de Chavez, Kadafi, Mugabe, etc. (Salazar são trocos). A sucessão infindável de graves incidentes em que se tem visto sistematicamente envolvido desde que se tornou figura cimeira são disso inequívoca evidência.

A sua infinita capacidade para descaradamente mentir em catadupa será, alternativamente, resultante de um problema clínico eventualmente a nível de psiquiatria mas, maluco ou não, face à qualidade do poder a que inequivocamente aspira, torna-se evidente que está em luta contra a democracia e o estado de direito ... que ele entende como inatacável se todos lhe derem razão relativamente à forma como, a todo e cada momento, o interpreta.

O anúncio, por exemplo, de que está mais uma vez disponível para governar em coligação choca com a inqualificável cena em que, ao início desta legislatura e em poucas horas, chamou todos os partidos políticos para saber quem estaria interessado em coligar-se com ele. Na cabeça dele tratou-se de uma formalidade "fundamental" para mostrar quem eram os maus da fita, da mesma fita pela qual ele viria, a breve trecho, a berrar que ninguém poderia pretender negociar o programa do governo porque o desvirtuaria. O programa que nessa altura tanto ele defendia seria, por si, suficiente para se ir parar à banca-rota mas, naturalmente, Sócrates ultrapassou-o e em muito, rumo a esse desígnio. O resultado é claro como foi transparente a rábula da sua auto-demissão.

As afirmações de Vitor Bento são o óbvio e o óbvio tantas vezes assinalado, anos a fio, aqui, no Fiel Inimigo e, ainda anteriormente, nos blogs que lhe viriam a dar origem.

Uns tantos dirão que Sócrates terá sido "vítima" de uns tantos traumas de infância provocados pelo "sistema", mas por "vítimas" como ele estão, por esse mundo fora (e também pelo nosso), os cemitérios cheios.

...

Apesar da força que neste momento tem o partido do estado que Sócrates tão carinhosamente apadrinhou, Sócrates tem que ser aplacado, tem que ser escorraçado da política nacional, sob pena de se ultrapassarem os patamares de banca-rota e de soberania no prego, para se prosseguir rumo a estado pária e inviável, escorraçado pelo mundo civilizado como coisa pestilenta ... que nem ao partido do estado interessa.

Os eleitores do partido do estado podem insistir em defender o seu castelinho, mas poderão ter a certeza que a robustez das suas muralhas é função das fundações em que assente e que estando estas cada vez mais em causa, nem a torre de menagem os salvará face ao capotamento da fortaleza. E quanto mais tarde for ... pior será.

segunda-feira, 23 de maio de 2011

Ainda Vítor Bento

JS, no Portugal e outras touradas, achou por bem fazer referência ao texto de Vítor Bento que consta do post anterior, acrescentando-lhe ainda este vídeo:

"TSU, mais uma achega"

É este o título de um texto do economista, presidente do SIBS e Conselheiro de Estado Vítor Bento, aqui publicado, que passo a transcrever na íntegra:

Como me têm sido dirigidas muitas perguntas sobre o assunto, algumas delas recorrentes, e porque as respostas vão ficando dispersas por comentários que nem sempre são lidos por todos, deixo aqui mais algumas ideias sobre o assunto, apresentadas na forma de pergunta/resposta. O meu intuito é meramente pedagógico, ajudando a perceber melhor o que está em jogo, e não pretende envolver nenhuma apologética.

1) Reduzir a TSU (ou os salários) para competir pelos custos não é rebaixar o padrão competitivo e fomentar uma economia de baixa qualidade? Não seria preferível estimular a inovação e, mais em geral, a produtividade?

Sim, só a produtividade permite melhorar o nível de vida e esta é que é a variável fundamental sobre que há que actuar, seja através da inovação, da organização, dos processos… Só através da produtividade poderemos ser competitivos e melhorar, ao memso tempo, o nível de vida. Mas, mesmo que se faça tudo certo para que este objectivo seja alcançado – e essa deve ser a prioridade da política económica –, ele só é atingível num horizonte de médio e longo prazo.

Até lá, porém, temos um problema sério de desemprego. Problema que se vai agravar com as medidas de austeridade necessárias para estabilizar a situação de descalabro financeiro em que nos encontramos.

Portanto, se quisermos minorar o efeito recessivo dessas medidas e conter o desemprego, teremos que tentar contrapor um estímulo económico de efeitos imediatos. E isso só pode ser conseguido por via da redução dos custos de produção. Dos custos de produção e numa perspectiva macroeconómica só há dois tipos de custos com origem interna e, por conseguinte, controláveis internamente: custos laborais – salários e fiscalidade sobre os salários (a cargo das empresas) – e rendas do sector não transaccionável. São estas, pois, as variáveis sobre que é possível actuar se se quiser ganhar competitividade imediata. Isto é, custos laborais e preço relativo ST/SNT.

Se se dispusesse de moeda própria, aqueles dois efeitos seriam atingidos de imediato através de uma desvalorização. Sem este instrumento, só se pode – com menos eficácia, mais incerteza e mais custos de implementação – tentar actuar directamente sobre aquelas variáveis. Mas tem que ser sobre as duas!

E é aqui que surge a TSU, como forma de evitar ter que reduzir os salários nominais. Mas, mais uma vez, só funciona, como numa desvalorização, se o efeito for significativo e imediato. Daí que pensar neste instrumento para montantes de menos de 5% e ou pensar na sua implementação gradualista – i.e. ao longo de vários anos!!! – não faça qualquer sentido e seja até contraproducente.

Compreendo perfeitamente as dificuldades associadas à sua implementação, nomeadamente a necessidade de gerar receitas compensatórias, e compreendo que isso crie um dilema político para o qual não há recomendação “técnica”. Agora se alguém pensa que vamos sair desta situação sem muita dor, é muito provável que também acredite na existência do Pai Natal. E as escolhas são isso mesmo: ponderar os custos e benefícios das várias soluções e escolher aquela que mais satisfaz a função de preferência do decisor e da sua base de apoio. Como mais de 2/3 da economia funciona no Sector Não Transaccionável, não será difícil imaginar para onde se inclinam as preferências sociais. Embora o desempenho do Sector Transaccionável seja fundamental para o sucesso da economia e da sociedade. Mas quando a função de preferência social é míope – pesa muito mais o resultado imediato (i.e. só vê o que está perto) do que o resultado sustentável –, tende a maximizar os benefícios de curto prazo (evitando os custos imediatos), mesmo que à custa dos benefícios futuros.

2) O IVA é a melhor receita compensatória para a perda de receitas da TSU, porque penaliza as importações?

O IVA é a melhor receita compensatória, sobretudo porque desencoraja o consumo e nós temos um excesso de consumo (face à nossa capacidade de produção de riqueza) que precisamos de reduzir para tornar a economia sustentável.

O IVA onera de facto as importações, tornando-as mais caras. Mas como se aplica também ao consumo de produtos de origem nacional, não penaliza a competitividade das importações. Em termos fiscais, a competitividade SÓ é afectada pela TSU que, incidindo sobre a produção nacional, a torna mais barata, quer no mercado externo (favorecendo as exportações), quer no mercado interno (favorecendo a substituição de importações).

3) A redução da TSU não se arrisca a beneficiar apenas a rentabilidade das empresas, sem (suficiente) reflexo nos preços?

Sim, este é o principal risco e é um risco muito difícil de controlar sem montar uma máquina muito pesada. É razoável esperar que as empresas que operam no ST tenham um incentivo forte a reduzir os preços para vender mais – exportando, ou substituindo importações. No SNT, também é razoável esperar que, nas actividades onde haja mais concorrência efectiva e onde a elasticidade procura/preço seja mais alta, a concorrência, juntamente com a contracção da procura interna, faça baixar os preços. Mas nos sectores com baixa concorrência EFECTIVA e baixa elasticidade procura/preço, só uma intervenção administrativa (do Governo ou dos reguladores) conseguirá assegurar que a redução dos encargos fiscais não é retida como lucro.

Mas, no geral, é muito provável que nem toda a redução de TSU seja repassada aos preços, sacrificando a esperada eficácia da medida. E essa pode ser uma razão válida para as hesitações na sua utilização.

4) Porque não reduzir a TSU apenas para as actividades exportadoras e em proporção do seu volume de exportações?

Em primeiro lugar, esse tipo de discriminações colide com a legislação comunitária sobre o mercado único e poderá ser difícil de conseguir um regime de excepção. Depois, a competitividade tanto se destina a favorecer exportações, como a favorecer a substituição de importações. Ou seja, todas as actividades que compitam com produção internacional. E para a substituição de importações já seria mais difícil encontrar um indicador que permitisse criar selectividade.

domingo, 22 de maio de 2011

Economia e nacionalismos liberal e socialista



Via O Insurgente

Do socialismo e do controlo de informação

Que terá acontecido para que, a 21 de Maio de 2011, as capas entre jornais fossem tão variadas?

Felicidade socialista, em forma de canudo e expergido às massas



Exercício masturbatório em eduquês intergaláctico e socialista

No De Rerum Natura
Olá Professor(a)
(nome completo do professor)
Estou de volta com uma coleção ainda mais completa e totalmente adequada aos novos programas, metas de aprendizagem e orientações curriculares.
Este ano, com os projetos de Língua Portuguesa – 1.º e 2.º anos, Estudo do Meio – 2.º ano e Matemática – 2.º e 4.º anos, ofereço-lhe um conjunto de recursos de apoio às suas aulas que contextualizam a aprendizagem de uma forma lúdica, interativa e motivadora.
Clique nos vários projetos em baixo e fique a conhecer toda a nova coleção.
Saudações intergalácticas!
(nome da editora, não dum representante).

sábado, 21 de maio de 2011

Evolução(?)

Young man says 'you are what you eat' - eat well.
Old man says 'you are what you wear' - wear well.





Dancing With The Moonlit Knight (Genesis)

"Can you tell me where my country lies?"
said the unifaun to his true love's eyes.
"It lies with me!" cried the Queen of Maybe
- for her merchandise, he traded in his prize.

"Paper late!" cried a voice in the crowd.
"Old man dies!" The note he left was signed 'Old Father Thames'
- it seems he's drowned;
selling england by the pound.

Citizens of Hope & Glory,
Time goes by - it's the 'time of your life'.
Easy now, sit you down.
Chewing through your Wimpey dreams,
they eat without a sound;
digesting england by the pound.

Young man says 'you are what you eat' - eat well.
Old man says 'you are what you wear' - wear well.
You know what you are, you don't give a damn;
bursting your belt that is your homemade sham.

The Captain leads his dance right on through the night
- join the dance ....
Follow on! Till the Grail sun sets in the mould.
Follow on! Till the gold is cold.
Dancing out with the moonlit knight,
Knights of the Green Shield stamp and shout.

There's a fat old lady outside the saloon;
laying out the credit she plays Fortune.
The deck is uneven right from the start;
all of their hands are playing apart.

The Captain leads his dance right on through the night
- join the dance ....
Follow on! A Round Table-talking down we go.
You're the show!
Off we go with: - You play the hobbyhorse,
I'll play the fool.
We'll tease the bull
ringing round & loud, loud & round.
Follow on! With a twist of the world we go.
Follow on! Till the gold is cold.
Dancing out with the moonlit knight,
Knights of the Green Shield stamp and shout.

Gambling only pays when you're winning

Já deu. Já ninguém ganha. Já não há relva para aparar ... e a nova não cresce sozinha (a cantiga é uma arma) ...





I Know What I Like (In Your Wardrobe) [tab's para guitarra]
Artist(Band):Genesis


It's one o'clock and time for lunch,dum dee dummmm dee dum.
When the sun beats down and I lie on the bench
I can always hear them talk.

There's always been Ethel:
"Jacob, wake up! You've got to tidy your room now."
And then Mister Lewis:
"Isn't it time that he was out on his own?"
Over the garden wall, two little lovebirds - coo-coo to you!
Keep them mowing blades sharp...

I know what I like, and I like what I know;
getting better in your wardrobe, stepping one beyond your show. (Your showwww)
la la la la la la la la la la la la la la la la la la la la la!

Sunday night, Mr Farmer called, said:
"Listen son, you're wastingtime; there's a future for you
in the fire escape trade. Come up to town!"
But I remebered a voice from the past;
"Gambling only pays when you're winning"
- Had to thank old Miss Mort for schooling a failure.
Keep them mowing blades sharp...

I know what I like, and I like what I know;
getting better in your wardrobe, stepping one beyond your show.
I know what I like, and I like what I know;
getting better in your wardrobe, stepping one beyond your show.

When the sun beats down and I lie on the bench,
I can always hear them talk.
Me, I'm just a lawnmower - you can tell me by the way I walk.

sexta-feira, 20 de maio de 2011

O que faz falta é avisar a malta

Repete-se tanta vez a história da crescente inacessibilidade de Portugal face a financiamento internacional que se vai tornando hábito supor que esse comportamento é coisa trivial.

Convinha que os portugueses metessem na cabeça que Portugal não tem exactamente um problema de dificuldade em financiar-se perante os mercados internacionais. O que Portugal tem é o problema de não poder passar sem esse financiamento para comprar sal e batatas. O problema que Portugal tem pela frente é o de não ter nem que comer, nem com que comprar comida sem que o estrangeiro financie o que cada um de nós mastiga.

Há ainda que ter presente que há que estancar o aumento da dívida e, a prazo, há que pensar pagar aos credores tudo aquilo que se lhes deve.

Escatologia política

Usar papel macio para aquele fim que as boas maneiras nos impedem de descrever é claramente uma das famosas conquistas de Abril de que tanto se fala e, provavelmente, um dos esteios do estado social que o Engº Sócrates, tem sempre na boca e com o qual nos salpica abundantemente de perdigotos, quando a abre.

Na longa noite fascista, consta que a coisa se fazia sem dignidade, com pedaços censurados do Século e do DN, e só o grande capital, a burguesia, os latifundiários, os Mellos, os Champalimaudes e os neoliberais ultraconservadores imperialistas tinham acesso ao privilégio das 4 folhas macias e perfumadas.

Felizmente, como é sabido, Álvaro Cunhal, Manuel Alegre e outros bravos antifascistas, fizeram o 25 de Abril, atacando o grande capital com as suas G3 a disparar rajadas de cravos vermelhos que partiram a boca à reacção.

E o povo pôde, finalmente e com grande alegria, usar Colhogar e Renova.

Esta conquista de Abril está agora em perigo. Nestes tempos de crise, turbulência e até flatulência, em que se assiste à derrota do capitalismo, do neoliberalismo e até do Benfica (uma vergonha, esta época) é preciso alguém que resista, é preciso alguém que, de megafone na mão, diga não ao violento ataque aos direitos intestinais da classe trabalhadora e operária.

Segundo o camarada Jerónimo, a reacção, onde se acoita o grande capital, os imperialistas ultraliberais e neoconservadores, e os gananciosos ultraconservadores imperialistas e neoliberais, tem como objectivo privatizar o assunto, privando o proletariado e as massas trabalhadoras, do direito adquirido ao rolo, obrigando a classe operária a usar folhas de jornais privatizados, giestas, bocados de tijolo, pedras e até as partes mais ásperas do programa da Troika.

A verdade é que, apesar de a luta ser alegria, e isso, a violenta ofensiva da burguesia não dá sinais de recuo, antes se acentuam os seus traços fundamentais – exploração, opressão, agressão, roubo de casas de banho- calamidades às quais as massas trabalhadoras e obradoras tentam resistir com determinação revolucionária, vassouras de piaçaba, canções do Zeca Afonso e dos Homens da Luta , discursos do Carvalho da Silva e pregações de Frei Anacleto.


Na devastação causada pela crise internacional, pelo grande capital financeiro e pela especulação de casino, os trabalhadores e a classe operária sofrem terríveis desarranjos gástricos, porque as forças neomonopolistas e arqueoliberais levam a cabo políticas de direita, e conduzem uma pilhagem sistemática e selvagem de todos os rolos de papel higiénico, deixando os povos mergulhados nas mais profundas depressões intestinais

Levam-nos às carradas, numa ganância desenfreada, e tudo lhes serve, modelos dos mais baratos, cor-de-rosa, com cheiro a alfazema, de folha dupla, mono, bi e até trifuncionais, incluindo alguns usados e em 2ª mão. Há já casos identificados de deslocalização das casas de banho da cintura industrial do Barreiro para a China e o Nepal e de charters apinhados de chineses a assaltar as casas de banho do Alvaláxia.


Face a este quadro, a luta de classes aquece e todos sabem que quanto mais a luta aquece, mais bufa o PS. Temem-se reacções desesperadas. O famoso deputado Ricardo Rodrigues ameaçou mesmo limpar o rabo com uns gravadores que fanou há uns tempos, ao passo que o Bloco de Esquerda está já a preparar um Acampamento de Verão, com a Ana Drago a conduzirworkshops sobre métodos alternativos, pós-modernos e sustentáveis de usar, para o mesmo efeito, o plano da Troika, explorando a alteridade da frase “Não Pagamos”.

Do Governo espera-se uma intervenção apaziguadora e o 1º Ministro deverá brevemente prometer mais uns milhões de coisas catitas, como a introdução no Programa das Novas Oportunidades do equipamento “Cagalhães”, uma pequena maravilha tecnológica e porreira, pá, da qual pouco ainda se conhece mas que, segundo fontes bem colocadas, não implicará o corte do 13º mês nem nada disso e irá mesmo revolucionar a arte de limpar o rabo, tornando-a mais expedita (programa “Limpeza na Hora”) e mais consentânea com o estado social, o modelo social europeu e essas coisas. Espera-se deste modo criar 150 000 empregos e diminuir a dependência externa, exportando o sistema para a Venzuela e para a Líbia, para equipar a tenda do grande amigo Kadaffi.

Trocadilho não aventureirista

No Estado Sentido, a doçura no não aventureirismo segundo Sócrates:

Batemos no fundo, agora é o Fundo que  bate em nós

Bater no fundo não foi (não deveria ter sido) aventureirismo. Foi crime. Mas vai ficar impune porque a factura foi, logo à partida, passada em nome do proleta ... o tal, o que estava a ser defendido pelo socialismo da tenebrosa alçada do "neo-liberalismo desenfreado".

E é o mesmo caduco "salvador" que se auto-proclama ... salvador.
.

"A democracia nada virtual"


É o título deste texto de Luís Dolhnikoff, publicado no Portugal e outras touradas, que transcrevo de seguida:

Um príncipe saudita sai nu do banheiro do seu quarto de hotel e se depara com uma camareira dobrada sobre a cama, arrumando-a. “Naturalmente”, decide possuí-la. Em seguida, pela reação da mesma ao estupro, decide se manda seus seguranças sequestrá-la, matá-la e “sumi-la”, ou calá-la com dinheiro. Seja como for, uma camareira, depois de “derrubada” por um príncipe saudita, não derruba um príncipe saudita. Ou o filho de um Kadafi. Etc. Mas pode derrubar um “príncipe” das finanças mundiais, Dominique Strauss-Kahn, diretor-gerente do Fundo Monetário Internacional e principal candidato às eleições presidenciais francesas

Mas se ele é um homem potente, ou poderoso, e ela uma mulher impotente, ele um político de expressão mundial, ela uma camareira de hotel, como pode a camareira derrubar o “príncipe”, em vez de o “príncipe” derrubar definitivamente a camareira? Porque a impotência dela e a potência dele são anuladas e equilibradas por outro poder, por outra força, a da lei. Mais exatamente, pela força da igualdade perante a lei. Se há igualdade, não há diferença. Se não há diferença, as diferenças de potência ou poder se anulam.

Os significados da prisão de Dominique Strauss-Kahn em Nova York são claros e marcantes.

Em primeiro lugar, os EUA são uma verdadeira democracia, apesar da antipropaganda dos antiamericanistas. Uma democracia de fato, de fatos.

Em segundo lugar, a democracia “burguesa” não é valor descartável. Pois apenas ela garante uma significativa igualdade perante a lei. E nada é mais relevante do que isso, ao menos para os fracos e impotentes.

Em terceiro lugar, a democracia brasileira, mais formal do que real, pois contempla o formalismo eleitoral mas se limita a ele, é menos real do que formal. A famosa e infame impunidade brasileira, ou seja, a inação estrutural e histórica da justiça, anula, na prática (que é o que importa), a igualdade perante a lei. E essa anulação anula, por sua vez, a base mais profunda da democracia. Porque os poderosos, por definição, defendem-se a si mesmos. Apenas os impotentes precisam da lei.

O episódio da denúncia e prisão de Dominique Strauss-Kahn em Nova York é tão luminoso e iluminador que faz o que parecia impossível, promover um curto-circuito nas teorias da conspiração. Um todo-poderoso das finanças mundiais ataca sexualmente, na intimidade de seu quarto de hotel de luxo, uma mera camareira, e ela o denuncia em seguida. Um crime crível. Verosímil. Comum. Ou que o seria, não fosse tudo o que tem de absolutamente inusual. Tão inusual quanto a verdadeira igualdade perante a lei.

quinta-feira, 19 de maio de 2011

The Manhattan Transfer - Nothin' you can do about it



It has begun
Nothin' in the world can stop it now.
It's in control,
We might as well just try to stop the wind.
Give up!
Give in!
You lose!
Love will always win.
Start surrendering:
Stop resisting!

Nothin' you can do about it
It's too strong to be denied
Nothin' you can do about it,
Relax enjoy the ride.

Destiny!
We are what fate intended us to be.
Can't you see?
We're all a part of some eternal plan
So give up!
Give in!
You lose!
Love will always win.
Start surrendering, oh!
Stop resisting!

Nothin' you can do about it
It's too strong to be denied
Nothin' you can do about it,
Relax enjoy the ride.

Don't you try to understand it.
Leave it as a mystery.
It's bigger than the both of us,
We're each other's history!

Nothin' you can do about it
It's too strong to be denied
Nothin' you can do about it,
Relax enjoy the ride.

De Sócrates-o-despovoador-e-escaqueirador de Portugal

Nothin' you can do about it
It's too strong to be denied
Nothin' you can do about it,
Relax enjoy the ride.

Portugal encontra-se com uma boa parte da sua soberania no pego. A Sócrates não chegou provocar a saída de milhares de portugueses, como não chegou fazer disparar o desemprego a miséria e a fome, com não chegou espetar com Portugal na banca rota. Sócrates tenciona continuar a aprofundar as "conquistas" que desabrocharam das suas zenitais ideias.

Sócrates tenciona continuar, e tem hipótese de o conseguir e, nessa manobra, uma parte substancial dos portugueses tenciona colaborar com ele.

Conviria que os portugueses percebessem que a já periclitante dose de benefício da dúvida que os povos que nos alimentam ainda nutrem por nós ficará pelas ruas da amargura se Sócrates não vier a ser liminarmente corrido do poder e do horizonte político, passando, nessa altura, a serem os próprios portugueses quem recebe a classificação de vendedores de banha da cobra ... tanto quanto o exemplar em quem insistem e persistirem confiar.

Isso levará Portugal ao reino dos estados pária e ao clube dos Zimbabwes.

A conversa do "eles têm que se entender" não pega, porque não se pede a ninguém que se entenda com quem o assalta, quem o violenta, quem o vigariza. Com este tipo de gente a única coisa razoável a ter lugar é a ordem de prisão, coisa aparentemente improvável por muito que esquisito pareça.

Eu sei que uma boa parte dos portugueses gosta que lhes mintam e, talvez como forma de perpetuamente se desresponsabilizarem relativamente a quem escolhem, insistem em acreditar na palermice. Mas convém não abusar.

A malta da religião das pás anda agastada

Os "pacifistas" da flotilha turca estão em brasa. Parece que lhes mataram um kamarada, um tal Osama Bin Laden.

Campanha de T-Shirts


President Reagan embodied conservative values and patriotism. In February of 2011 we celebrated 100 years since Reagan's birth. The 40th President of the United States has left a legacy as one of the greatest Presidents in American History. Today, we ask you to consider...


What Would Reagan Do?
Here are just a few of Reagan's memorable quotes:

"Freedom is never more than one generation away from extinction."

"Government is like a baby. An alimentary canal with a big appetite at one end and no responsibility at the other."

Welfare's purpose should be to eliminate, as far as possible, the need for its own existence."

"Government is not the solution to our problem; government is the problem."

terça-feira, 17 de maio de 2011

Gostava de ter escrito isto

Pieiras várias
(in A Causa foi Modificada)

«No Jugular, o Professor Doutor Tiago Julião Neves ameaça toda a gente com dois posts em que se defende a "aposta" (isto é: o dinheiro investido) que o Engenheiro José Sócrates fez nas energias renováveis. O primeiro deles, que já está aqui disponível, começa com a linda atitude de chamar de "tendencioso" quem no PSD está contra esta política. Supunha-se, a partir daqui, que a opinião Professor Doutor Tiago Juliao Neves não "tendesse" para nenhuma lado. Infelizmente, "tende"; "tende" para o lado das políticas governativas, onde por acaso ele será um distinto "advisor". Isto são tudo merdas.»

«No caso, o engenheiro José Sócrates tatuou-se com a convicção de que o caminho desbravado por países ricos como a Dinamarca ou a Alemanha seria também o mais adequado para nós. Para cumprir o destino que o engenheiro José Sócrates traçou para os seus dez milhões de ratinhos de laboratório não há que, nas memoráveis palavras do Professor Doutor Tiago Julião Neves, atender "excessivamente ao custo", porque, afinal, é do destino que o engenheiro tem para todos nós que estamos a tratar. Estamos, é bom que se perceba, a milímetros das políticas de substituição e de coisas como a campanha do trigo do Salazar (da qual, ainda hoje, existem solos que ainda não recuperaram). A razão porque estas políticas são (marginalmente) defensáveis em países ricos e não no nosso deveria ser evidente para todos, mas os sonhos comandam as políticas que só fodem um bocadinho a vida dos outros, principalmente quando o seu preço até fica diluído nessa coisa alienígena chamada "buraco orçamental" e, além disso, ainda ostenta a recentemente beatificada etiqueta de "ecológico".»

«[...] para países mais pobres e mais atrasados, existe vantagem em não participar de forma substancial nas tecnologias de ponta, e só chegar a elas quando o seu estado de maturação já não representa um encargo que desvie recursos de coisas mais básicas, as quais, estando ausentes, até podem no limite estancar os visionários ímpetos que os governos tentam artificialmente impôr à sociedades que são os seus brinquedos.»

segunda-feira, 16 de maio de 2011

Intendência

... mas que bagunça. Os artigos aparecem fora de ordem. O Blogger deve estar com os copos.

As contas do Engenhêro Sócrates

No blog a ciência não é neutra:
Recentemente, num debate inserido na campanha eleitoral em curso, o chefe de um dos Partidos concorrentes, defendendo a obra do actual Governo, invocou o que este fez pela economia nacional com a aposta nas energias renováveis e os 100 mil empregos criados no sector.

[...]

Eureka! Hoje ao acordar tive um enlightnement e percebi o raciocínio! Primeiro dividimos 2201 MW por 800 empregos, o que dá exactamente 2,75 MW /emprego! Depois, "inadvertidamente" trocamos os empregos e os MW... :-))))

Póstroika


Via Estado Sentido.

Lavam com o poder do rinoceronte




Parece que vão estar hoje na SIC os dois mais perigosos malucos de Portugal.

Já lá estão ... fujam, fujam!!!!

URSE


A "cerimónia" de que Nigel Farage fala, é esta.

domingo, 15 de maio de 2011

Blog em destaque:


Sugestão: Memórias, Rómulo de Carvalho

.

Da grandeza do Querido Líder face aos vermes

JRC:
Porque só verme recusa compreender as beneméritas intenções do Máximo, é preciso ser-se escória para desdenhar da grandeza dos seus planos, da argúcia que usa ao leme da caravela que, fôssemos melhores e mais agradecidos, há muito nos teria levado a bom porto.

sábado, 14 de maio de 2011

A Justiça é uma prioridade a Segurança é uma responsabilidade

Continuando daqui, daqui, daqui e daqui.

1. Uma Justiça responsável e responsabilizável – mais poderes para o Presidente da República para nomear membros do Conselho Superior do Poder Judicial e do Conselho Superior do Ministério Público.
Um bocado perigoso, mas a coisa tá preta.

2. Uma justiça que não deixe a Economia à espera – Bolsas de Juízes para resolver atrasos crónicos, carreiras planas, contingentação processual, formação comum para todos os agentes da justiça, novo processo judicial mais expedito
A justiça é um caos. Suponho que precise de tratamento de choque. A legislação nada ajuda.

3. Limitação extrema dos magistrados em comissão de serviço fora da magistratura
Muito bem.

4. Apostar na Arbitragem
Ponham os tribunais a funcionar ou a arbitragem entupirá.

5. MAI com poderes reforçados na política penal, processual penal e de execução de penas


6. Julgamentos rápidos para os crimes praticados em flagrante delito
Ponham os tribunais a funcionar.

7. Aumentos de penas para os casos de reincidência


8. Maior rigor na execução de penas relativas a penas graves


9. Libertar a polícia de tarefas burocráticas
Muito bem. Mas quem as virá a executar?

10. Princípio dos concursos anuais com reposição de efectivos das forças de segurança
Naturalmente.

11. Atenção imediata à segurança nas áreas metropolitanas.
Naturalmente.

É preciso ter o elevador social a funcionar

Continuando daqui e daqui  e daqui ...

1. Autonomia escolar
Sim, até ver. Tem que haver um conjunto não residual de matéria básica comum e indispensável.

2. Reforçar a autoridade dos Professores
Naturalmente. Neste momento o professor é um palhaço.

3. Instituir exames nacionais no final de cada ciclo escolar
Sim, substancialmente incontornáveis não redigidos por luminárias.

4. Modelo de avaliação de Professores inspirado no do Ensino Particular e Cooperativo
Talvez.

5. As Universidades devem dar aos jovens o índice de empregabilidade dos cursos
Sim se fidedignos. Mas onde vão buscar dados fidedignos?

6. Arrendamento – Não permitir não pagar a renda e ficar com o contracto
Resolva-se o problema da morosidade nos tribunais.

7. Corrigir as injustiças do Código Contributivo com os jovens a Recibo Verde
Como por exemplo a cobrança de IVA que terá que ser entregue, na totalidade, ao Estado. Retire-se o recibo verde desse circuito.

8. Permitir a liberdade de escolha aos jovens na programação das suas poupanças
Trocos.

Jimi Hendrix Little Wing

Um dos mais doces solos:


Jimi Hendrix - Little Wing

Well she's walking through the clouds
With a circus mind that's running round
Butterflies and zebras
And moonbeams and fairy tales
That's all she ever thinks about
Riding with the wind.

When I'm sad, she comes to me
With a thousand smiles, she gives to me free
It's alright she says it's alright
Take anything you want from me,
Anything.

Fly on little wing,
Yeah yeah, yeah, little wing

Evitar a exclusão social

Continuando daqui e daqui ...

1. Defender o poder de compra das pensões mínimas – descongelar as pensões sociais, rurais e mínimas
Tudo bem.

2. Generalização do programa de combate ao desperdício alimentar
Cuidado não se vá gastar mais no combate do que no que se poupa.

3. Contratualização com as Misericórdias e IPSS
Contratualização sempre, se, para o mesmo serviço, ficar mais barato.

4. Dar força à economia social: comparticipações do QREN nas IPSS´s iguais às autarquias
…???

5. Promover o Programa de Trabalho Activo e Solidário
… trocos. É preciso ter cuidado com o custo das poupanças.

6. Majorar o subsídio de desemprego para os casais com filhos
Não se tratará de um incentivo ao desemprego?

7. Planos focados nas doenças oncológicas, doenças raras, demências e doenças crónicas
Sim, em princípio.

8. Criar uma Rede Nacional de Cuidados Paliativos
Rede nacional estatal?

I don't know how you were diverted ... you were perverted too



The Beatles - While My Guitar Gently Weeps lyrics

I look at you all see the love there that's sleeping
While my guitar gently weeps
I look at the floor and I see it need sweeping
Still my guitar gently weeps

I don't know why nobody told you
how to unfold you love
I don't know how someone controlled you
they bought and sold you

I look at the world and I notice it's turning
While my guitar gently weeps
With every mistake we must surely be learning
Still my guitar gently weeps

I don't know how you were diverted
you were perverted too
I don't know how you were inverted
no one alerted you

I look at you all see the love there that's sleeping
While my guitar gently weeps
I look at you all
Still my guitar gently weeps

Oh, oh, oh
oh oh oh oh oh oh oh
oh oh, oh oh, oh oh
Yeah yeah yeah yeah
yeah yeah yeah yeah

Pôr a economia a crescer

Continuando ...

1. Atribuir Créditos Fiscais às PME´s que contratem mais, que exportem mais e que reinvistam.
Apurara quem são vai ser de gritos.

2. Negociar em Bruxelas um regime de IVA de Caixa para as empresas mais pequenas
Cantiga celestial.

3. Aceleração do pagamento das dívidas do Estado
Certo desde que não se trate de aceleração da colheita de impostos para que o estado possa pagar as dívidas mais depressa.

4. Mudar a missão da CGD – A Caixa tem de ser um banco de fomento às PME´s
Talvez.

5. Nova Autoridade da Concorrência
Autoridade da Concorrência que não fique tolhida pela legislação.

6. Agricultura – Alcançar a auto-suficiência alimentar em termos globais (medido em valor) no prazo de 7 anos
Isso é fácil. Basta que se produza melhor e/ou mais barato. Ou …

7. Garantir o investimento no PRODER
…?

8. Prioridade absoluta à Agricultura, Mar, Turismo, e Industria Exportadora
A prioridade deve ser a de não misturar o estado nos negócios.

9. MNE como Ministério das Exportações e Investimento
Mais casamento do estado com as “boas” empresas?

10. Permitir a renovação dos contratos a termo que caducam em 2011
Pois claro.

11. Os ganhos de produtividade das empresas atribuídos ao factor salário devem reflectir-se no salário do trabalhador
E quem vai dirimir a coisa? E como?

Jimmy Smith - Up Tempo Blues (1964)


Do grupo dos mais estúpidos

Neste momento Sócrates, sem deixar de vociferar gafanhotos, não tem iniciativa política remetendo-se a andar a reboque da iniciativa do PSD. É uma novidade.

O padreco beto-anacletinho, do bloco de esquerda, perdeu a socretina postura de animal feroz, pontoada com rajadas de rrrrrres em tom de orquestra Kalashnikov. Está com pinta de português suave, que rasteja para enterrar minas anti-pessoal.

Pagar o que devemos. Sanear as finanças públicas

Em relação a este post do Portugal e outras touradas, parece-me que Paulo Portas tempera o programa com uma boa dose de cantiga que entra bem no ouvido.


1. Suspender o TGV
Deve ser difícil para o que está contratualizado. Pode dar-se o caso de ele vir a conseguir tal coisa por troca com outros negócios que antevejo pouco claros.

2. Introduzir limites ao endividamento na Constituição
Talvez. O problema é saber-se que guerras se vão instalar para estabelecer regras de cálculo e forma de aceder aos dados.

4. Racionalizar Juntas e Câmaras sem tocar no sentimento de identidade.
Tão difícil quanto arrefecer o centro do Sol. Vão surgir “identidades específicas” por todo o lado.

5. Prescrição de Medicamentos por Denominação Comum Internacional (DCI) e em Unidose.
A DCI deve ser fácil a outra é capaz de ser mais complicada ou até vir a sair mais caro.

6. Princípio de que tem de ser melhor trabalhar e pagar impostos do que não querer trabalhar e viver de subsídios.
Só os valores em causa estabelecerão os equilíbrios que possam vir a resultar no sentido da proposta. Pode bem (ou não) acabar-se num monstro burocrático.

7. Introdução de limites radicais ao Outsorcing
Do Estado ou dos privados? O Outsourcing nos privados resulta da rígida lei laboral. Não se pode despedir um trabalhador próprio mas pode-se não aceitar um de outrem. No Estado, resulta da necessidade de fazer de conta que o estado tem menos gente.

8. Empresas públicas, Institutos Públicos, Fundações, Agências e Grupos de Missão do Estado: 90 dias para identificar os que são desnecessários
Mais que 90 dias gastar-se-ão a, simplesmente, identificar. Quanto aos desnecessários …

9. Aumentar penas por crimes de fraude fiscal
Que empanarão nos tribunais? Parece que a celeridade seria suficiente.

10. Criar equipas de reacção rápida contra a prescrição de dívidas fiscais
Quanto mais a carga fiscal mais torna exponencial o incumprimento e maior a máquina de controlo.

11. Recuperação de receitas através de Arbitragem Fiscal
Não sei o que é.


(o resto, logo que tenha tempo).

Alter-altroísmo

Troco e mal feito:
A respeito do vídeo do momento, dirigido aos finlandeses, estou em crer que este é contraproducente. Para além dos erros históricos grosseiros, é indigno de uma nação com 9 séculos de História colocar-se nesta posição de tentativa de cobrança moral de um apoio aparentemente altruísta em tempo de guerra,

... no Estado Sentido.

.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Cinismo, ignorância ou dissonância

José Socrates, o grande líder a que temos direito, é uma personagem invulgar, aquilo a que , em linguagem mais cursiva, designamos por “cromo” ou, em fraseologia erudita e académica, um “tipo ideal”, weberiano.

Goste-se ou não dele (e eu confesso que sempre que o vejo e ouço a bravejar inanidades com o ar pesporrente de quem pensa que os outros são todos burros, sinto um calor de puro ódio a subir-me pelos gorgomilos), há que reconhecer que há ali qualquer coisa estranha e anormal.

Não é, por exemplo, normal que um típico exemplar do homo sapiens aguente, com total impassibilidade, as sucessivas revelações que lhe descobriram várias carecas, desde os projectos manhosos de casas numa autarquia em que trabalhou, até ao Freeport, passando pela Universiade Independente, Face Oculta, manipulação de jornais e televisões, etc, culminando nos devastadores resultados da sua governação.

Trata-se de um verdadeiro “sempre-em-pé”, como aqueles bonecos de fundo pesado, que voltam sempre à posição inicial, após um valente piparote.

A realidade, tal como os comuns mortais a olham, parece não afectar mínimamente o que José Sócrates faz e diz.


Ora sendo, até prova em contrário, um ser humano, tamanha invulnerabilidade aos factos, tem de ter uma explicação.

Objectivamente, Sócrates tomou péssimas decisões e profere constantemente afirmações falsas, facilmente documentáveis (isto para além de uns péssimos fígados que, em reflexo pavloviano, o levam a morder imediatamente as canelas a qualquer pessoa que se atreva a questionar as suas certezas, profecias e decisões)

Não podendo fazer testes ao espécime, adianto 3 hipóteses explicativas


Incompetência:

José Sócrates não sabia o que ia acontecer em função das suas decisões, isto é, além de ser ignorante, ou por isso mesmo, não compreendeu o que diziam todos aqueles que, ao longo dos anos, na imprensa, nas televisões, nas rádios, no Parlamento, nos blogues e na praça pública, explicavam, com toda a minúcia, o que aí vinha.

Esta hipótese explica bem os erros, disparates e omissões e explica muitíssimo bem a arrogância de José Sócrates quando fala à Nação. A ignorância é muito convencida, como se sabe, e nada como um ignorante para, de uma penada, “resolver” problemas, desde os mais simples aos mais complexos. Basta entrar num táxi, num barbeiro ou numa tasca, para encontrar dúzias destes seres geniais a debitarem soluções imediatas e instantâneas para tudo o que nos aflige, incluindo a táctica do Benfica e a salvação do planeta.

Há, contudo, um senão. Custa-me a acreditar que José Sócrates seja assim tão ignaro. Se até eu, que não sou nenhum águia, ouvi, li e compreedi o que diziam pessoas como João Salgueiro, Campos e Cunha, Daniel Bessa, António Barreto, Medina Carreira, etc, como é possível que José Sócrates, Engenheiro Civil por uma prestigiosa universidade, misteriosamente extinta, Ministro, 1º Ministro, Secretário-Geral do PS, etc, não tenha visto o comboio a chegar?

E os numerosos assessores que o rodeiam, incluindo o famoso Luís que lhe diz se fica bem na fotografia, e uma pleiâde de ministros, qual deles o mais brilhante? São todos imbecis? Mais imbecis que eu?

Não pode ser. A ignorância, se bem que explique alguma coisa, não explica tudo. Há algo de mais sinistro.


Será apenas cinismo, ou uma leitura atamancada de “O Príncipe”?

Será que José Sócrates sabia e comprendia, mas estava mais interessado no poder em si mesmo e em tudo aquilo que de agradável lhe está associado?

Será que, quando mente com toda a convicção que se lhe reconhece, está apenas a cumprir um papel, a representar, a fazer o que tem de ser feito para manter os fundilhos de Armani bem assentes na cadeira do poder?

Esta hipótese é tentadora e racional. Pode não ser muito apresentável, sob o ponto de vista ético, mas é assim que as coisas são e está de acordo com a natureza humana. Sócrates, tal como eu e o leitor, trata da sua vidinha, e quer mais: mais poder, mais dinheiro, mais prestígio, mais reconhecimento, etc. Não sou eu que o digo, é o velho Maslow, do alto da sua pirâmide.

Consigo perfeitamente conviver com esta maneira de agir, até porque é também a minha, embora provavelmente os meus incentivos sejam algo diferentes dos do Sr Engenheiro. Socorrendo-me do bom do Kirkgaard, diria que José Sócrates vive permanente e definitivamente no “plano estético”, isto é, tem umas motivações pessoais que andam ali pelo andar de baixo da pirâmide do Maslow.

Esta hipótese agrada-me também porque faz do Sr Sócrates uma belo sacaninha a quem dá gosto odiar.

Mas há um problema: é que, segundo esta hipotese, José Sócrates seria levado a fazer tudo, mas mesmo tudo, incluindo governar menos mal, para alcançar os seus objectivos.

Não o fez, infelizmente para nós e, por outro lado, a sua pose de pregador iracundo não pode ser completamente fingida, Não, quando ele olha directamente para a câmara, e se dirige a nós, nota-se a paixão, o congestionmento, o frémito de quem está a sentir aquilo que diz.

Augusto de Santos Silva, Pedro da Silva Pereira e Rui Pereira, esses sim, são cínicos e não o conseguem esconder. Trata-se de eminências pardas e a sua linguaem gestual não engana. Mas Sócrates é outra louça, e falta-lhe o refinamento do autêntico cínico, claramente estampado, por exemplo, no permanente esgar do nosso Ministro da Defesa.


Assim sendo, resta uma hipótese psicológica. Psicologia de cordel, talvez, mas a única que me ocorre. Não se trata de psicose, embora por vezes a impassibilidade com que Sócrates encara as suas vítimas, não seja muito diferente da de um psicopata.

Bem, aqui vai: Sócrates sofre de dissonância cognitiva. Sofre de outras coisas, obviamente, incluindo um problema estético no apêndice nasal, abatatado demais para um Primeiro-Ministro e de menos para um palhaço.

A dissonância cognitiva, palavrão que pode facilmente ser “googlado”, significa basicamente que Sócrates tem um problema com realidades que não se coadunam com aquilo que ele espera.

Ou seja, Sócrates tem um plano para o país, tem boas intenções (embora Pinheiro da Cruz esteja cheia delas) e acredita ser capaz de fazer com que as coisas aconteçam da maneira como as pensa.

Toma decisões, na sua opinião iluminadas e sábias, e senta-se a aguardar que o mundo se transforme naquilo que pretende.

Quando acontece algo que não estava no plano, e isso tem acontecido com notável frequência, ele recusa pura e simplesmente tomar conhecimento desses factos. Nega-os (estamos bem, estamos a recuperar, não precisamos de ajuda externa), racionaliza-os (a minha decisão estava correcta, a crise internacional, ou a crise política é que estragaram tudo), e segue em frente, em direcção ao desastre, mas com a sua sanidade mental devidamente salvaguardada.


Concluindo, nós, portugueses, (o voto é secreto mas eu garanto que não votei no senhor) escolhemos para nos governar um louco furioso.

E, a acreditar nas sondagens, somos também doidos varridos, porque nos preparamos para voltar a eleger o mesmo alienado.


Fazemos a cama onde nos deitamos, essa é que é essa.