domingo, 8 de janeiro de 2012

Trabalhos oficinais

Longe vai o tempo em que Portugal tinha significativa indústria, longe vai o tempo em que na Sorefame e Cometna se fabricavam comboios

No ProfBlog continua a discussão sobre o que fazer com a formação profissional em particular se devem voltar a ser executados trabalhos oficinais.

Não percebo muito bem como pode haver indústria se não se começa por trabalhos oficinais, como pode haver literatura se não se aprende a ler e escrever. A verdade é que vai sendo cada vez mais raro encontrar um técnico de trabalho mecânico que saiba utilizar um martelo, um serrote, uma lima.

Há quem diga que a industria hoje se baseia em equipamento sofisticado e que já não é necessário executar as referidas habilidades. O problema é que se aspira sempre a trabalhar com tecnologia de ponta esquecendo-se que essa tecnologia é ponta de uma pirâmide de camadas de trabalho mais básico cada uma servindo de trampolim de acesso à camada acima.


Nos últimos 30 anos entretivemos-nos a perder tempo recuando nele e deitando fora não só o ensino técnico-mecânico como a indústria que lhe dá saída, sustento e criação de riqueza. Resolveu apostar-se nos ... serviços.

Encontramo-nos hoje orgulhosamente sós, desfasados no tempo, mais desfasados do resto do muno que há 30 anos atrás. Tudo está por fazer, tudo terá que ser feito.

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