domingo, 26 de fevereiro de 2012

Quanto mais um tipo se baixa...


Numa base americana no Afeganistão, num dia de barrela, queimou-se lixo, papelada, etc.
Entre o lixo (e, na minha modesta opinião, no lugar adequado), estavam vários exemplares do Corão.
Para os muçulmanos, trata-se de um objecto sagrado. Literalmente!
Não apenas o conteúdo mas o próprio fólio. Aquela gente pode não produzir nada de útil, mas produz milhares de páginas de regras para manusear o próprio livro.
Tudo bem, cada maluco com a sua maluqueira.
Acontece que uns empregados afegãos ao verem que o seu lixo sagrado também estava a arder, fizeram o habitual escarcéu.
O que se seguiu vem nas notícias. Multidões de loucos de deus nas ruas, a berrar desalmadamente, mortinhos por desancar ou matar o primeiro infiel que lhe apareça à frente.
Como se os outros tivessem de se regular pelas suas regras, como se a a sua maluqueira corânica tivesse de ser seguida por quem se está nas tintas para o Islão.
Não lhes basta seguir as regras sobre o Corão, exigem à viva força que os outros se verguem também a elas.

Barack Obama e um séquito de respeitadores do Corão, vieram imediatamente a público, com estrepitosos e consecutivos pedidos de desculpas.
Com uma ressonância e rapidez que ainda não se viu, por exemplo, a respeito dos milhares de fiéis de outras religiões que estão neste preciso momento a ser mortos e perseguidos um pouco por todo o mundo islâmico.

Como é óbvio, quanto mais desculpas pedem, mais galvanizados ficam os doidos de deus. A cada pedido de desculpas segue-se mais uma revoada de patifarias indignadas.

Obama e a sua entourage são da escola do appeasement, numa gesta heróica que vem de Chamberlain e Daladier.
A história nada lhes ensinou. Nomeadamente que quanto mais um gajo se baixa, mais se lhe vê o cu.

9 comentários:

LGF Lizard disse...

A culpa até não é dos islâmicos.É nossa.
Se, de cada vez que se queima o lixo islâmico, se desse chumbo nos idiotas que atiçam as multidões, para a próxima tal não acontecia.
A bem dizer, até que se poderia proibir o lixo islâmico. Tem mais referências anti-semitas do que o Mein Kampf....
E mais: já que os ocidentais foram combater para lá, que tal obrigar aquela malta a respeitar as liberdades individuais? Obrigar os afegãos a ter uma Constituição como deve ser, onde as liberdades individuais são defendidas. Muito melhor do que uma versão soft do que os talibãns defendem.

OF disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
O disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
O disse...

Pela doutrina islâmica se hoje aparecer um corão escrito por maomé os muçulmanos têm que o destruir e queimar.
E teriam que fazer o mesmo a maomé caso ele aparecesse e também a allah caso ele se mostrasse.

Não há erudito por mais erudito que seja possa desmentir isto.

Streetwarrior disse...

LGF LIzard says;
" Obrigar os afegãos a ter uma Constituição como deve ser, onde as liberdades individuais são defendidas."

Oh Lizard, ao fim de tanto tempo sem dar á costa, e continua a ver só para o mesmo lado...o seu umbigo!
E quem é que obriga? O Ocidente?
Quer dizer, acusa os Islamicos de prepotência para com os outros, depois, brinda-nos com esta perola!!...o que vale é que eles não têm um poderio militar superior ao da ISAF senão... lá teriam eles que lhe Impor uma " Constituição como deve de ser " á maneira deles.
Ah mas deixa-me advinhar!!
Ai já não iria gostar.

Moral da história.
Não faças aos outros, o que não gostarias que te fizessem a ti.

Porque razão os Americanos não implementam uma constituição como deve ser na Siria?
Não lhes cheira a dinheiro né!!

Carmo da Rosa disse...

Não sei se é estrategicamente a melhor solução, não estou nos segredos dos deuses, mas sou cada vez mais de opinião que o melhor a fazer em relação ao Afeganistão é o ocidente retirar-se completamente e eles que se amanhem.

Se os Talibans (ou quem estiver no poder) resolverem exportar islamismo e criar chatices noutras partes do mundo (o mais certo), isso pode ser atenuado à distância com drones e tomahawks – a única linguagem que eles compreendem…

Este pedir de desculpas e dobrar a espinha contínuos por dá cá aquela palha só os torna cada vez mais fortes.

Des Contente disse...

Deixem-me ser um bocado rezingão, posso?
Já repararam que os países denominados do eixo do mal estiveram, em tempos idos, debaixo da pata de uma super-potência?
Se fizermos uma retrospecção concluiremos que a maioria dos ditadores andaram anos a levar palmadinhas nas costas, quando deixaram de interessar foram aniquilados.
Veja-se o caso Noriega, chegou mesmo a ser da Cia, quando decidiu controlar o canal do Panamá passou a traficante de droga, foi preso, por quem? Pelos antigos amigos que chegaram a pagar aos exércitos que treinaram (os chamados contras) com dinheiro proveniente do tráfico de droga.
Qual Corão qual carapuça, há guerra porque tem de haver, porque as armas são como os iogurtes, têm prazo de validade, são muitos postos de trabalho, há trafico, logo há muito dinheiro a girar.
Boa Semana
PS: Carmo da Rosa, a foto do Carlinhos em http://nortecaustico.blogspot.com/, abraço.

O-Lidador disse...

"o melhor a fazer em relação ao Afeganistão é o ocidente retirar-se completamente e eles que se amanhem. "

Exactamente, mas não apenas.
As guerras, quando se fazem, é para serem ganhas.
O que se devia ter feito no Afeganistão era entrar, arrasar o inimigo que usou o país como base de ataque, e sair.
E voltar a fazer o mesmo se houvesse reincidência.

Mas isto, que parece tão claro, tem um problema: as lideranças politicas ocidentais não têm estômago para guerras a sério, quando o inimigo usa a população civil como arma de ataque e defesa. E por isso manda-se os soldados combater com as duas mãos presas atrás das costas. Só podem agir em situações milimetricamente definidas, mesmo que isso implique correr mais riscos.

Neste caso, não havia que pedir desculpas. Desculpas deviam pedi-las aqueles que mataram pessoas por causa da porra de um livro.

O que se devia ter feito era: queimámos o lixo, se não gostam metam uma rolha. O Corão não foi queimado por acaso, foi de propósito porque é um repositório de incitamentos à morte dos outros.
E chumbo grosso.

Mas, é claro, isso não acontecerá com os líderes obâmicos que respeitam mais o Islão do que as vidas dos seus soldados.

Carmo da Rosa disse...

Des Contente disse: ”quando deixaram de interessar foram aniquilados”.

Porque razão continuar a dar palmadinhas nas costas quando deixam de interessar? Não se trata aqui de amigos de infância! Nem sequer de amigos. É preciso compreender que as relações entre países não são relações de amizade ou um casamento – apenas interesse económico ou estratégico. Quem isto não percebe, vai passar a vida inteira chocado e confundido.

Des Contente disse: ”porque as armas são como os iogurtes, têm prazo de validade, são muitos postos de trabalho,”

Claro que as armas representam para muitos países muitos postos de trabalho, mas é possível vender armas sem haver guerra. É um engano pensar que os países vendedores querem guerras. É verdade que as guerras gastam armas e munições, mas por outro lado atrapalham as relações comerciais, dificultam o pagamento de contratos, fazem aumentar o preço do petróleo, baixar os valores na bolsa e criam instabilidade – tudo muito mau para o negócio