terça-feira, 28 de fevereiro de 2012

Sharia na América


Ernest Perce é um ateu americano.
No dia de Haloween, junto com outros foliões, vestiu-se de "Zombie Maomé". Outros foliões estavam vestidos de "Zombie Papa", etc
Talaag Elbayomy, um muçulmano, ao ver passar os foliões, entrou no modo de jihad, carregou sobre Perce e deu-lhe uma sova.
Na verdade, Talaag agiu de acordo com a sharia. Não se pode fazer humor com o Profeta ou com a religião islâmica.
E tudo seria normal se o episódio tivesse acontecido num país muçulmano nos quais, de facto, a atitude de Perce é considerada crime.
Mas foi na América. A polícia interveio e o caso foi parar a tribunal, como crime de agressão. Tudo parecia encaminhado para uma normal punição do agressor.
Mas então entrou em cena o juiz Mark Martin.
E o que se passou foi surreal.
O juiz, de Corão na mão, admoestou severamente Perce porque, por aquilo que fez "em sociedades muçulmanas, seria crime passível de pena de morte"
Embasbacado, Perce ouviu o juiz dizer-lhe que "tendo tido a oportunidade de passar 2, 5 anos em países predominantemente muçulmanos, conheço razoavelmente bem a fé islâmica...em muitos países de língua árabe, algo como isto é completamente ilegal. Pode ser, e frequentemente é, punido com apena de morte".
E prosseguiu, imparável: "O que você fez foi esmagar completamente a sua essência, o seu ser. Ele achou isso muito, muito ofensivo. Eu achei isso ofensivo. Você ultrapassou os limites dos direitos garantidos pela 1ª Emenda"

E mandou arquivar o caso, recusando-se a ver o vídeo com a agressão e ignorando a participação policial.
Uau!

Não sei como irá evoluir este caso, há quem diga que o juiz é muçulmano, ele mesmo fez declarações que parecem indicar isso, embora posteriormente as tenha negado.

Mas o que importa aqui relevar é que o juiz aplicou descaradamente a sharia em vez da lei americana.
Em 1º lugar, recusou ver as provas e entre as declarações do muçulmano e do infiel, deu naturalmente mais valor às do muçulmano, que disse que tinha de fazer qualquer coisa mas que não teve contacto físico com Perce (é mentira, o vídeo desmente-o). É o que manda a sharia.

Em 2º lugar, inverteu imediatamente os papéis. O agressor (muçulmano) passou a vítima e a vítima passou a agressor.

Em 3º lugar, deu uma lição de lei islâmica ao agredido, explicando-lhe que, na sua opinião, na América também é crime "ofender o Islão", como acontece nos países muçulmanos. E basicamente recordou-lhe o seu estatuto de "dhimmi", isto é, se quiser ser "protegido", se quiser evitar ser vítima da violência dos muçulmanos, tem de agir de acordo com as suas regras, ou seja, de acordo com a sharia.
Em suma, deu implícita autorização a todos os muçulmanos na América, para atacarem todos aqueles que, nas suas opiniões, ofendam o profeta.

Em 4º lugar, explicou com toda a clareza que a fé islâmica não é apenas uma religião como as outras, mas algo mais, uma essência, uma cosmovisão.

Por último, afirmou aquilo que é o cerne de sharia: que se trata de uma lei superior até à Constituição americana, já que até a famosa 1ª Emenda, deve ceder perante ela.


Este caso é emblemático e ocorre na mesma altura em que Barack Obama, numa vertigem de desculpas, garantiu publicamente que os soldados americanos que queimaram lixo vário, entre o qual exemplares do Corão, serão responsabilizados.
Responsabilizados? Desde quando é crime no sistema penal americano, queimar um livro? Vai o Presidente americano aplicar a sharia aos seus militares?

11 comentários:

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

Decisão surrealista, sem dúvida. Tão surrealista, que só encontro uma hipótese para a explicar: o juiz quis dar uma forcinha ao partido Republicano.

Go_dot disse...

Surrealista?
Na minha opinião inquietante. Mais inquietante que os barbudos semi-analfabetos em Londres ou no Afeganistão, é a cambada de académicos hipócritas e pretensiosos, que por cobardia, ignorância ou má fé, se sentem no dever de relativizar todas as monstruosidades medievais do islamismo.

O processo contra Wilders foi idêntico. Um grupo de juristas de renome, tentou criar um precedente legal, para calar a crítica ao islão dentro do parlamento holandês.

O-Lidador disse...

JLS, não entendo o seu argumento.

Godot, não é cobardia nem ignorância, nem má fé. É a velha ideologia do ódio ao sistema.
É ocidental, logo é mau.
É do "outro", logo é "cultural" e há que compreender.

O Raio disse...

Este tipo de atitudes é insuportável e, isso de voltar a tempos antigos, antes aos da nossa Inquisição que, pelo menos, era nossa e conjugava-se com a nossa cultura.

Para já devíamos fazer todos um ataque DoS (Denial-of-Service) contra os muçulmanos, isto é mascararmos-nos todos de Muhamad (Maomé) esfarrapado de forma a impossibilitar os "verdadeiros crestes" de nos atacarem a todos.

Carmo da Rosa disse...

O Raio disse: ….”Muhamad (Maomé) esfarrapado”

Caso Maomé tenha existido e segundo a versão oficial ele era um mercador rico, por isso, nada de Mohamed esfarrapado!!!

Por causa desta história de um ou outro Corão que ia sendo deitado ao lixo juntamente com outra tralha, já morreram 30 pessoas…

No meu jornal (NRC) vem um comentário a dizer que tudo isto aconteceu porque se tratava de americanos, mas de qualquer forma a maneira como se trata o Corão é muito delicada entre muçulmanos, porque consideram o Corão não só um texto sagrado como também um objecto sagrado.

Até existem directivas ditadas por clérigos muçulmanos para os crentes se desfazerem de um Corão gasto de tanto uso. (Note-se que no Corão não existe nenhuma instrução sobre esta matéria!)

Um enterro ritual é uma opção, de preferência enrolado em linho e enterrado num sítio onde não passa gente por cima. Outra possibilidade, muito mais trabalhosa, é apagar/limpar as letras e assim o livro perde a sua qualidade de sagrado e já pode ser deitado fora ou queimado como outro livro qualquer. Também é aceitável abrigar o Corão numa gruta, neste caso igualmente enrolado em panos de linho.

Apesar do fogo ser sempre associado com o demónio, há clérigos que dizem que queimar também é possível, à condição de se seguir os rituais exactos. Mas há crentes que vão mais longe e acham que todo o texto que contenha versos do Corão ou referência a Alá merece tratamento especial.

E é por isso que o Boletim Informativo de uma mesquita em Nairobi avisa os seus leitores para (depois da leitura) não deitar o jornal no caixote do lixo, mas para o cortar às tirinhas…

O Corão na internet, como e-book (I QURAN), exige um novo estudo desta problemática, assim como textos do Corão num telefone portátil. Segundo o sueco Jonas Svensson, perito nestas coisas muçulmanas, só é considerado texto corânico quando aparece no ecrã ou quando é difundido através de altifalante…

QUE GRANDE PANCADA NOS CORNOS ESTA GENTE TEM... (os ocidentais que os aturam também).

Go_dot disse...

Esqueci-me da contribuição “surrealista” da comunicação social.
aquiuma excelente reportagem do treino dos juniores.

Carmo da Rosa disse...

A total falsificação da informação. Acabei de ler o livro do Joris Luyendijk HET ZIJN NET MENSEN onde ele aborda este assunto e dá exemplos concretos.

O Raio disse...

Carmo da Rosa escreveu:

"Caso Maomé tenha existido e segundo a versão oficial ele era um mercador rico, por isso, nada de Mohamed esfarrapado!!!"~

Que Maomé existiu existem poucas dúvidas. A existência histórica de Maomé está muito mais bem estabelecida do que a de Jesus Cristo, por exemplo.

E claro que não era nenhum pobretanas, casou com uma viúva rica, muito mais velha do que ele e ficou com a fortuna dela quando ela morreu.

Se eu escrevi Maomé esfarrapado foi só para ser mais ofensivo, não porque pensasse que o Maomé andava esfarrapado.

Streetwarrior disse...

Os muslins estão todos queimadinhos !
Em relação á queima do Corão,há qque ter em atenção, tal como o Carmo referiu que o mesmo, não só é um livro Sagrado mas juntando-lhe isso, confere-lhe ainda um Objecto Sagrado.

Seria quase tão Surreal, como os Muçilmanos mijassem para dentro do Calice Sagrado!
Isto são atitudes indesculpaveis!!
Agora se merecem morrer...os que as fazem, sujeitam-se ao ambiente onde se encontram no momento em que as fazem.
Provavelmente se os muçulmanos se pussessem a mijar para dentro de um calice em frente a uma igreja de fanáticos protestantes na América também poderiam ser linchados.
Estas atitudes são indesculpaveis!

Em relação ao Juiz, o Comentador José luiz é que lhes tirou bem a pinta...juntem esta noticia á outra do Afganistam...e vá de inflamar ódios de apoio ás tropas.
É preciso é que a guerra não pare...noticiais destas a conta gotas e tal....e toma lá mais armas!

Carmo da Rosa disse...

O Raio disse: ”Que Maomé existiu existem poucas dúvidas…”

A existência histórica de Maomé está tão provada como a aparição de Nossa Senhora em Fátima, mas o crente nunca tem dúvidas…

Streetwarrior disse: ” tal como o Carmo referiu que o mesmo, não só é um livro Sagrado mas juntando-lhe isso, confere-lhe ainda um Objecto Sagrado.”

Mas eu não penso assim! Que o conteúdo de um livro e o objecto em si possa ser sagrado é conversa de Taliban (de maluquinho). Para mim um livro é papel com letras, e cada vez que mudo de casa costumo mandar para o lixo os que não consigo dar ou vender. E se houver Corão, Livro Vermelho ou Bíblia, vai na mesma…

Streetwarrior disse: ” Seria quase tão Surreal, como os Muçilmanos mijassem para dentro do Calice Sagrado! Isto são atitudes indesculpaveis!!”

Primeiro, os americanos não queimaram Corões de propósito, mas inadvertidamente e juntamente com roupas e outra tralha. Que interesse poderiam ter os americanos em exaltar ânimos em constante estado de exaltação?

Segundo, se os maluquinhos querem vingança, que a façam de maneira proporcional: queimando meia dúzia de bíblias (também muito sagradas para alguns), em vez de matar gente e destruir o erário público.

Terceiro, há bem pouco tempo e durante o cerco feito pelas tropas israelitas a Jasser Arafat, houve palestinos muçulmanos que mijaram e cagaram (literalmente) na Basílica da Natividade em Belém, local onde se supõem que Cristo nasceu…

Quarto, estas polémicas, manifestações e mortes acerca de objectos sagrados só apareceu com a predominância do Islão político. Antes nunca ninguém se lembrou de mijar em cálices ou fazer sopa com hóstias…

O-Lidador disse...

"noticiais destas a conta gotas e tal"

Prémio "Dhimmi", versão " Teoria da Conspiração Permanente".


Diagnóstico: Psicopatologia intratável!