terça-feira, 19 de junho de 2012

Assange mostra as cartas

Julian Assange, o radical de esquerda que estava em vias de ser extraditado do Reino Unido para a Suécia, a fim de ser julgado por violação, mandou às malvas o direito e foi enfiar-se na Embaixada do Equador, país neste momento governado por um camarada bolivariano da escola de Hugo Chavez: Rafael Correa.


Pediu asilo político, ora pois, como se houvesse perseguições políticas no Reino Unido e na Suécia.
Como se o processo contra ele não fosse criminal.
Pediu ao Equador, para disfarçar um pouco...seria demasiado ostensivo ir directamente às embaixadas da Venezuela, de Cuba, ou do Irão, os amigos de peito.
Mais tarde ou mais cedo, eles mostram ao que andam...

37 comentários:

José Ferrão disse...

Como se houvesse processos políticos no Reino Unido e na Suécia.

AC disse...

Leitor diário do blog, estou achando esse widget da fox uma chatice. Voces não precisam desses penduricalhos. O blog é bom por ele mesmo, essas porcarias só atrapalham.60centack

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

Não ponho as mãos no fogo pelo Reino Unido ou pela Suécia, mas vá lá, admito que não haja por lá perseguições políticas. Mas a Suécia tem um cadastro de extradições muito suspeitas para os Estados Unidos; e lá ninguém tem dúvidas de que há perseguições políticas, tortura, prisões secretas, execuções extra-judiciais e julgamentos políticos. Assange faz muito bem em não querer lá pôr os pés.

Jose Carmo disse...

Os EUA, processos políticos?
JLS, nem você acredita nisso, pois não?



Ora dê lá um exemplo, que prove a sua afirmação.

P.S. A não ser que considere "políticos" os crimes de terrorismo, mas então tem de rever as suas definições porque, por esse prisma, todos os estados de direito estão no mesmo barco)

Jose Carmo disse...

E ainda por cima, o Equador, país onde a liberdade de expressão ( não é por ela que o Assange dizia que lutava?) é um valor bastante pouco cotado e defendido pela esquerda autocrática que está no poder.
A hipocrisia é clara.

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

Bradley Manning, para usar um exemplo actual e não ter que ir para trás até aos tempos de Joseph McCarthy. A não ser que considere "terroristas" acções que não envolvem armas, nem bombas, nem violência, mas apenas palavras.

Quanto ao que aconteceria a Assange se os americanos o apanhassem, basta ver o que preconizaram para ele vários altos responsáveis, incluindo alguns do Partido Democrata.

Sobre o estado da liberdade de expressão no Equador, não me pronuncio, porque não sei, com base em factos, em que pé está. Se está como na Rússia, por exemplo, está bastante mal. Mas ao menos não se propõem matar nem torturar Assange, nem metê-lo na prisão por várias décadas; e creio que para ele isto é que conta.

Jose Carmo disse...

Bradley MM, foi processado e condenado por espionagem. Tinha acesso a dados confidenciais, como militar e passou-os a agentes externos.

Crime, em qualquer parte do mundo. Nos EUA, por exemplo, Pollard está preso até ao fim da vida, por espionagem a favor de Israel.

Repito: apresente um caso de perseguição judicial nos EUA, por motivos políticos.
Prove o que disse.

Jose Carmo disse...

No Equador não tem conhecimento?

Ah, mas devia ter.

De qq modo, Assange não fugiu aos EUA. Fugiu à extradição para a Suécia, onde será julgado por criems sexuais.

Porque razão os esquerdistas misturam as coisas, é que me faz uma confusão do caraças.
Gente perigosa, para quem o direito é maleável: para os amigos tudo, para os outros a mão dura.

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

Bradley Manning esteve mais de um ano preso sem ser processado. Foi o tempo que demoraram para inventar uma acusação, ou melhor, um conjunto de acusações entre as quais se conta a de passar informação militar ao inimigo, pela qual pode ser condenado à morte. O julgamento ainda decorre, portanto não foi condenado. Uma das razões que têm atrasado o julgamento é que os militares se recusam a dizer a que inimigo é que ele passou informação e qual é o nexo de causalidade entre essa passagem de informação e eventuais prejuízos causados aos EUA. Dizem que é segredo. O verdadeiro "crime" de Manning foi ter denunciado publicamente um crime (depois de ter tentado, sem êxito, denunciá-lo pelas vias competentes), divulgando as imagens de um ataque de helicóptero a civis desarmados, incluindo um jornalista. O resto é pretexto. Ao divulgar estas imagens, Manning fez o seu dever de militar e cidadão, e está a ser perseguido por isso. No que respeita a acusação principal, as autoridades americanas querem condená-lo com base em "provas" que afirmam existir mas se recusam a mostrar. Se isto não é um julgamento político, não sei o que seja.

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

É claro que Assange fugiu aos EUA e não à extradição para a Suécia. Se os suecos estivessem verdadeiramente interessados em julgá-lo por crimes sexuais, ter-lhe-iam dado a garantia, repetidamente solicitada, de que não o entregariam aos americanos.

RioD'oiro disse...

Caro JLS,

No caso das ADM do Iraque, também a esquerda acusou os EUA que as iam lá plantar.

Não plantaram nem inventaram.

RioD'oiro disse...

JLS:

"Se os suecos estivessem verdadeiramente interessados em julgá-lo por crimes sexuais, ter-lhe-iam dado a garantia, repetidamente solicitada, de que não o entregariam aos americanos."

Isso equivaleria ao estabelecimento de um santuário.

Se ao abrigo da legislação sueca o gajo fez alguma que implique extradição a Suécia nunca lhe poderá dar garantias de não cumprir a sua própria lei ...!

Se ele queria um santuário, fosse para Cuba.

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

Não plantaram mas inventaram.

Jose Carmo disse...

JLS, o caso Bradley é um caso puramente criminal. Levou um ano a organizar uma acusação? Então e cá, quanto leva?
Certamente já ouviu falar de uma coisa chamada prisão preventiva.

Ou seja, o JLS chama perseguição política a um caso puramente criminal.

Se chama cadeira a uma cenoura, não há qq hipotese de discutirmos sobre a salada.

O seu problema, como o de todos os esquerdistas encartados, é que nem com o Obama conseguem deixar de olhar os americanos como a fonte de todos os males e de todas as conspirações.
E tudo vale, mesmo incluir a justiça sueca no rol dos empregados da CIA.

As obsessões são assim: irracionais!

RioD'oiro disse...

JLS:

"Não plantaram mas inventaram."

Não inventaram coisa alguma. As armas existiam e tinham sido documentadas pela ONU. O que não existia era prova, em favor ou contrária, de que tivessem sido destruídas. De qualquer forma a bola dessa demonstração estava nas mãos dos iraquianos.

RioD'oiro disse...

JLS:

"Uma das razões que têm atrasado o julgamento é que os militares se recusam a dizer a que inimigo é que ele passou informação e qual é o nexo de causalidade entre essa passagem de informação e eventuais prejuízos causados aos EUA."

O caro está a confundir as leis da tropa com as de direito civil.

Em nenhuma parte do mundo é necessário provar que o rapinanso de informação militar resultou em estrago para se liquidar um espião.

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

Mas é preciso provar que a informação é mesmo militar. Denunciar um crime de guerra não é espionagem.

RioD'oiro disse...

Se a tropa apanha logs de computador e pode estabelecer a ligação entre, por exemplo, uma pessoa e uma transferência para uma pen-drive, o gajo está metido numa salsada.

Hoje suponho que não se fará espionagem nestes moldes, mas em tempos que já lá vão, o facto de um gajo ser apanhado com um emissor clandestino trar-lhe-ia muitos dissabores mesmo que esse emissor nunca tenha sido usado.

Se um tipo fosse apanhado a transmitir informação falsa ao inimigo (por vezes em resultado de contra-espionagem), o gajo estava bem, mas bem entalado. Não era preciso que fosse informação verdadeira nem estabelecer qualquer causa-efeito. Era bem provável que viesse a enfrentar um pelotão de fuzilamento ou ser 'convidado' a 'colaborar' com quem o apanhava.

RioD'oiro disse...

"Mas é preciso provar que a informação é mesmo militar. Denunciar um crime de guerra não é espionagem."

Mas o Assange não espalhou apenas informação sobre "jornalistas". Se a informação que aparece cá fora tem origem na actividade do gajo que está preso, estão ambos metido num entalo, o militar mais que Assange. Se se demonstrar que a ideia partiu de Assange, é ainda muito pior para ele porque passa também ele a ser espião.

Tanto quanto sei, os espiões entram na categoria denominada "não combatentes". Um não-combatente não é um civil, é, tipicamente, um espião e nem está abrangido pelas convenções de Genebra.

Cá para mim os EUA vão deitar-lhe a luva num sítio qualquer.

Jose Carmo disse...

"Denunciar um crime de guerra não é espionagem"

Ah, e a decisão do que é ou não um crime de guerra, compete a quem?

Pela sua estranha lógica, qq um pode trair o seu país, mesmo sendo um estado democrático e dse direito, se alegar que, na sua opinião, estava a "denunciar um crime de guerra".
Bem, pois então agora que o prove.

Mas voltamos ao mesmo. Ainda não apresentou qq provas de que:

1- Assange fugiu a um processo político.

2- Os EUA fazem perseguição judicial política

3- A justiça sueca obedece aos EUA.

É so isto que está em causa. E, claro, o facto de o heroi esquerdista, Assange, ter andado a cometer crimes contra mulheres e agora querer safar-se alegando que violar mulheres é um crime politico.

Como explica isto?
Imagine que era o Berlusconi? Tenh a certeza que o JLS mudava instantaneamente de opinião.
O que diz tudo sobre a hemiplegia de quem tem uma mentalidade de esquerda.
Gente perigosa....mto perigosa.

RioD'oiro disse...

Caro JLS,

Eu já andei com uma câmara ao ombro e sei muito bem que:

Determinados tipos de bateria parecem-se com explosivos (não sei quais mas sei que são parecidas porque fui sobejamente avisado do facto).

Em ambientes de guerra nunca se deve andar com a câmara debaixo do braço, apenas em cima do ombro.

Nunca 'espreitar' a uma esquina porque a objectiva parece um lança granadas.

Quando se passeia com uma das partes em guerra corre-se o risco de ir para o lixo com a água do banho.

Não fazer transmissões em directo de locais que permitam captar imagens que uma das partes possa considerar como de dar vantagem ao adversário. Mesmo que não seja em directo, uma das partes pode partir do princípio que tal lhe trará desvantagem no terreno.

Qualquer operador de câmara que opere em zonas de conflito sabe as linhas com que se coze ou corre por própria conta e risco.

Jornalista tótó é jornalista morto.

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

A quem compete a decisão do que é um crime de guerra? Desde os julgamentos de Nuremberga, e por princípio consagrado não só no Direito Internacional, mas na própria ordem jurídica interna dos EUA, essa decisão compete também à consciência individual de quem participa nessas acções ou delas tem conhecimento. A figura do whistleblower está contemplada na lei americana e foi até elogiada, no decorrer da campanha eleitoral, pelo actual Presidente (apesar de este se ter subsequentemente revelado nos actos muito pouco coerente com este princípio).

Quanto às provas que me pediu, dei as duas primeiras. Quanto à terceira: não posso provar que a Suécia obedeça à CIA, e até duvido que o faça por sistema. Mas foi público e notório que participou, tal como vários outros países, no escândalo das extraordinary renditions. Acha que precisaria de mais provas, no lugar do Assange, para tomar as precauções que entendesse?

Quanto ao paralelismo que faz entre o Assange e o Berlusconi, está enganado em relação ao meu "esquerdismo". Não acredito que qualquer deles tenha feito algo de mal. Estou convencido, pelo contrário, que há hoje uma tendência malsã e politicamente correcta para transformar quase tudo em crime sexual - tendência esta especialmente virulenta na Suécia, que à conta do feminismo vai adquirindo não poucos tiques totalitários.

LGF Lizard disse...

"Denunciar um crime de guerra não é espionagem"

Mas qual crime de guerra? O tão badalado vídeo do helicóptero Apache a disparar contra os tais jornalistas da Reuters não é crime de guerra.

Existem homens armados no local, jornalistas não identificados e, tropas americanas a serem atacadas.

JOSÉ LUIZ SARMENTO disse...

E há o áudio das conversas dos tripulantes onde se ouve que mataram por divertimento.

Jose Carmo disse...

"essa decisão compete também à consciência individual de quem participa nessas acções ou delas tem conhecimento."

É verdade. Mas quem o faz apelando à sua consciência, fica sujeito à responsabilidade das suas acções.
Neste caso, tratou-se apenas de um esquerdista encartado com ódio ao seu próprio país, que cometeu um crime.
Paga por ele , e nada há de "politico" nisto. Assim sendo, a sua argumentação cai pela base, porque assenta numa premissa falsa.
Reveja-a.


" Mas foi público e notório que participou"

Ah, extraordinária prova. Uma vez que o JLS acha uma coisa "pública e notória", está feita a prova. No fundo parte tudo apenas das suas convicções...



"e há hoje uma tendência malsã e politicamente correcta para transformar quase tudo em crime sexual"

Concordo. Na verdade estava até para fazer um poste sobre uma proposta de lei, sueca, para obrigar os homens a urinar sentados ( não é anedota).
Mas se o rapaz Assange tem razão, então não teria medo de enfrentar um tribunal independente ( os tribunais suecos são-no) e lá as suas acusadores provariam, ou não, que ele as violou.

Mas ele fugiu, e para a embaixada de um país conhecido pela sua deriva esquerdista autoritária, alegando "perseguição política".
É mentira e você sabe-o bem.

O que me espanta é que a sua obvia admiração pelas ideias antiamericanas do Assange, não lhe deixam ver o óbvio.
Que se trata de um crápula mentiroso e oportunista.

Jose Carmo disse...

"há o áudio das conversas dos tripulantes onde se ouve que mataram por divertimento."

No sense.

Os pilotos são treinados para neutralizar ameaças e acertar em alvos.
Ficarem contentes por terem êxito nessa tarefa, é perfeitamente natural.
É como o Cristiano quando marca um golo. Fica feliz e exulta.

Isso é "crime de guerra"?
Bem, então o JLS nunca andou perto de nenhuma. Se tivesse andado, teria visto e sentido a imensa alegria de acertar em quem está do outro lado, tendo-nos a nós como alvo.

O Raio disse...

"Pediu asilo político, ora pois, como se houvesse perseguições políticas no Reino Unido e na Suécia.
Como se o processo contra ele não fosse criminal."

O problema dos países onde não há crimes políticos é que os crimes políticos têm de ser disfarçados de crimes de direito comum.

Creio que Assange não se importava de ser extraditado para a Suécia se esta lhe desse a garantia de o não extraditar para os Estados Unidos. O que não foi feito.
Este tipo de garantias é vulgar. Portugal, por exemplo só extraditou aquele indiano acusado de terrorismo na Índia com a condição deste não ser condenado nem à morte nem a prisão perpétua.

Por fim, tenho muitas dúvidas sobre o Assange pois o que revelou só prova que os serviços diplomáticos e secretos dos Estados Unidos funcionam bem. Li muita coisa que enterrava muita gente mas não li nada que enterrasse os americanos.

A minha leitura deste caso é um pouco como a do Noriega (ex-presidente do Panamá), colaborava com a CIA mas depois zangaram-se as comadres, resultado, preso por dezenas de anos e depois enviado creio que para França para continuar preso, tudo a coberto de "crimes" comuns.

Cheira-me que com o Assange sucedeu qualquer coisa semelhante.

RioD'oiro disse...

Raio,

À sua outra pergunta, a resposta: não é.

RioD'oiro disse...

Raio,

Se lesse os comentários anteriores não diria tanto disparate.

O Raio disse...

RioD'oiro escreveu:

"À sua outra pergunta, a resposta: não é."

Que pergunta é que eu fiz?

RioD'oiro também escreveu:

"Se lesse os comentários anteriores não diria tanto disparate."

??? Bom, li os comentários anteriores e não vejo onde estão os disparates escritos por mim.

Para já não confundo discordância com disparate.

É escrito por aqui muita coisa de que eu discordo mas isso de nenhuma forma me obriga a dizer que essas coisas são disparates.

Em princípio até me considero de esquerda mas isso de nenhuma forma significa que concorde com tudo o que é de esquerda e que ache um disparate tudo o que é de direita.

Discordo, por exemplo de muitos ícones da esquerda, desde o aquecimento global à União Europeia passando pelo Obama.

E não estou contra muito do que é de direita. Por exemplo, o Berlusconi, acima referido era-me muito mais simpático do que muito político dito de esquerda como o impagável Tony Blair.

RioD'oiro disse...

Caro Des Contente,

À sua pergunta, a resposta: não é.

Desculpe tê-lo confundido com outro comentador.

RioD'oiro disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
RioD'oiro disse...

Caro Raio,

Confundi-o com outro comentador. A tal 'resposta' era para outra pessoa.

Em relação ao seu comentário, releia os comentários anteriores. Salvo erro, está lá já tudo respondido.

"Para já não confundo discordância com disparate."

Não? Então o caro queria que a Suécia se comprometesse a não extraditar mesmo não havendo pedido de extradição? Com que base se comprometeria a não extraditar (relativamente a que assunto)? Queria que a Suécia se deixasse arrastar para um cenário em que seria, de ora avante, um santuário? Se a Suécia se comprometesse a não extraditar sem saber relativamente a quê, toda e qualquer pessoa no mundo poderia requerer idêntico tratamento. Além do mais, a negação de extradição apenas se faz quando o país requerente não pode ajeitar a sua lei interna de forma a adaptá-la à moldura penal do pais que extradita. Se o puder fazer a extradição avança. Assange queria direitos especiais só para ele.

Jose Carmo disse...

"Creio que Assange não se importava de ser extraditado para a Suécia se esta lhe desse a garantia de o não extraditar para os Estados Unidos. O que não foi feito."

Claro que não. Nem podia. Num estado de direito democrático, quem decide das extradições é um juiz, face a um caso concreto.

Você está a dizer que o poder politico sueco deveria deitar ao lixo o estado de direito para que o Sr Assange se submetesse ao estado de direito?
Explique, por favor, como é que isso poderia ser feito, para eu entender o alcance do seu argumento.

O Raio disse...

Rio D'oiro escreveu:

"Queria que a Suécia se deixasse arrastar para um cenário em que seria, de ora avante, um santuário?"

De nenhuma forma. Acordos limitativos deste tipo são vulgares como, por exemplo, o que citei.

Como referi um indiano, Salem, preso em Portugal e acusado na Índia dos atentados de Mumbai só foi extraditado para a Índia depois desta dar a garantia de que não o condenaria à morte nem a mais de 25 anos de prisão.

Como é? A Índia só porque Portugal pediu limitou as suas leis ou, simplesmente, houve um acordo para que pudesse julgar Salem na óptica do mal o menos?

Nada impedia a Suécia de dar garantias a Assange deste tipo, recebia-o e julgava-o pelo crime de que é acusado, nada mais.

RioD'oiro disse...

Raio:

"Como referi um indiano, Salem, preso em Portugal e acusado na Índia dos atentados de Mumbai só foi extraditado para a Índia depois desta dar a garantia de que não o condenaria à morte nem a mais de 25 anos de prisão."

1º - foi extraditado, o caro pretende que o Assange não fosse.

2º - havia pedido de extradição, relativamente ao Assange não há.

3º - a pena em causa apenas não podeia ultrapassar o máximo no país extraditante - o caro pretendia que Assange não fosse sequer extraditado.

"Nada impedia a Suécia de dar garantias a Assange deste tipo,"

Qual tipo? Assange não queria ser, pura e simplesmente, extraditado. Aliás nem precisava pedir coisa alguma porque nunca seria extraditado sem que o país requerente aceitasse não ultrapassar o máximo da Suécia.

Porque não lê o caro Raio os comentários anteriores evitando fazer figuras tristes?

Pois eu espero que os EUA o agarrem e espetem com ele na choldra como muito bem entendam.

Jose Carmo disse...

O estado sueco não podia dar garantias a Assange de que não será extraditado para os EUA porque:

1- Não é Assange que decide da sua extradição, é o sistema judicial sueco e é a este que, eventualmente, as garantias têm de ser dadas.

2- Não se pode decidir uma extradição sem que ela tenha sido pedida. Os EUA não pediram a extradição de Assange.

3- O que está aqui em causa é a extradição PARA a Suécia, decidida pelo sistema judicial inglés, para julgamento por crimes SEXUAIS.

E foi desta que Assange, o mariola, se tentou pisgar. Claro que não vai ter sorte. O Equador e o seu patético governo "bolivariano, podem berrar o que quiserem, que Assange não vai dentro de nenhuma mala diplomática. Ou fica o resto da sua vida preso na Embaixada do Equador ou, um destes dias será diplomaticamente posto na rua, e imediatamente engavetado e remetido para os gelos nórdicos, para ouvir os Abba.

Ó raio,que confusão