quarta-feira, 13 de junho de 2012

DIÁLOGOS

Foto: CdR, Amsterdam-oost 2003




 Dialogar?

Dialogar não é inventar frases e afirmações que eu não fiz para depois malhar em cima! Dialogar não é enfiar 3 insultos em cada 5 palavras! Dialogar não é censurar despoticamente os comentários e artigos dos outros! Dialogar não é ameaçar!

Depois ainda se queixa que “na taberna onde vai para comer caracóis, a conversa é, por vezes, mais profunda.” E a culpa é certamente toda minha claro! José Carmo, você tem cá uma lata?

Como eu já disse e previa, a culpa é sempre do soldado raso! A partir da mesma lógica não é preciso usar argumentos, porque a culpa já está prevista nalgum artigo do RDM: o espírito de hierarquia prevalece sempre, o oficial tem sempre razão… E, tal como o recruta no momento de receber o seu salário, tenho que agradecer e demonstrar que a coisa tem MUITO INTERESSE PARA MIM, e…. bater a pala em sentido...

José Carmo: ”Mas o desafio mantém-se. Uma vez que se considera supinamente corajoso e tabela os outros de cobardes para baixo, sabe onde me encontrar e sabe tb que eu não faltarei."

Nunca disse que era corajoso (outra das suas invenções para ter que dizer!), disse sim que censurar é cobardia: Coloquei a 8 de Junho  o poste CORTESIA, CENSURA, INTERNET, TENIS E FUTEBOL que você, porque não lhe era favorável, retirou para um dia depois colocar o poste Chico-Esperto, onde passou o tempo a dizer que eu, muito justamente, não passo de um chico-esperto!!! Não acho esta atitude muito corajosa! Corresponde a um boxeur querer combater, mas só se o adversário entrar no ringue com as mãos atadas atrás das costas...

Mas além destas peripécias caricatas, o FIEL INIMIGO foi uma construção democrática e, que me lembre, nunca houve eleições de um camarada-presidente! Até mesmo a frase emblemática do FIEL, da Hannah Arendt, foi democraticamente decidida e votada à aprovação geral. Hoje poderia facilmente ser substituída por esta:

It is quite gratifying, to do everything wrong and still not feel guilty at all; how noble!

José Carmo: ”Não era você que se gabava de ir ao encontro dos maus agitando o livrinho vermelho, para ser reconhecido?"

Nem me gabei nem se tratava de um mau! Apenas um rapaz português que vive em Amesterdão há pouco tempo e com quem tive uma troca de comentários no ARRASTÃO. O livro Vermelho, assim como a descrição prévia de como vinha vestido, só serviu para nos reconhecermos durante o primeiro encontro num café. Foi o Livro Vermelho como poderia ter sido um garrafão de vinho… Depois deste primeiro encontro ele acabou por confessar que afinal eu não era tão mau como parecia, até disse que eu era uma excelente pessoa, inteligente, convivial, sensata e madura (mas por outras palavras).

José Carmo: ”(…) sabe onde me encontrar e sabe tb que eu não faltarei."

Quanto ao nosso encontro não percebo porque razão – ou melhor, até percebo: a hierarquia militar a vir à tona! –  tenho que ser sempre eu a deslocar-me? O meu endereço está na lista telefónica de Amesterdão, além disso não tenho qualquer garantia que você chegue a tempo e horas: no nosso último encontro chegou com mais de uma hora de atraso! Os únicos que chegaram a tempo e horas foi o José Gonsalo e a minha pessoa (mas eu já é costume, sempre fui assim…)

P.S. Mas por razões óbvias não me apareça cá hoje. É dia do Senhor: tenho a casa cheia de esquerdistas para ver quatro horas de Santa Bolinha…

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