quinta-feira, 27 de setembro de 2012

O legado da hiperinflação da Coreia do Norte

Tradução livre de um artigo do Cato@Liberty a que adiciono alguns comentários [bolds meus].
A Assembleia Suprema do Povo da Coreia do Norte (*1) reuniu-se na 3ª Feira. O estado-falhado comunista falhou as metas das suas propagandeadas reformas económicas. A grande alteração introduzida pelos sabichões da assembleia abarcava as rações de combustível e comida. Os professores verias as suas rações incrementadas (*2). Tudo bem. Mas, interrogo-me de que tigela as incrementadas rações iriam sair (*3). Não interessa.

O legado económico da Coreia do Norte - para além da fome - é a hiperinflação. A Coreia do Norte é um dos apenas 40 países que no mundo experimentaram a hiperinflação. No nosso recente Cato Working Paper, Nicholas Krus e eu [Steve H. Hanke], concluímos que num episódio de hiperinflação na Coreia do Norte ocorrido de Dezembro de 2009 a maio de Janeiro de 2011, o pico de hiperinflação mensal atingiu, em Março de 2010, 496%. A este índice, os preços duplicavam a cada 14.1 dias. Infelizmente, os horrores da hiperinflação continuarão, geração após geração. Que legado.

(*1) - Cujo 2º querido líder da dinastia comunista, apesar da baba e ranho vertido pelos seus kamaradas do PCP, encarreirou finalmente numa mui nobre e útil missão à humanidade como matéria prima para fazer tijolo.

(*2) - Coisa incontornavelmente "neo-liberal". O abandono da igualdade total face à "discriminação positiva" facultada aos professores, representa um crescimento infinito da taxa de desigualdade.

(*3) - Talvez ... do bolo burguês e capitalista, se convenientemente encenada uma qualquer ameaça nuclear, caso os "neo-liberais" lhes não voluntariassem para ... 'facultar' (isso mesmo) largas dezenas de milhar de toneladas de cereais.

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