segunda-feira, 1 de outubro de 2012

Recusou as mãos, mas não recusou o cheque.

No 4ª República:

“Sempre fui uma mulher coerente; as minhas ideias e aquilo que eu faço têm uma coerência. Sou uma mulher de esquerda, sempre fui, sempre lutei pela liberdade e pelos direitos dos trabalhadores”.
Maria Teresa Horta
 
Palavras de Maria Teresa Horta ao recusar receber das mãos do 1º Ministro o prémio que lhe foi atribuído pela obra “As luzes de Leonor”.
 
Recusou as mãos, mas não recusou o cheque. Um cheque que essas mesmas mãos assinaram, ao subsidiar a Fundação Casa Mateus precisamente no valor do prémio e com tal finalidade.
Mas Teresa Horta é de esquerda e corente: fez a tradicional rábula, recusou a mão, mas aceitou o que lá vinha dentro.

2 comentários:

José Gonsalo disse...

Ah, a coerência...!

RioD'oiro disse...

Não era o socialismo que não reconhecia a propriedade intelectual e que enviava às Gulag os intelectuais que não davam o litro que a numenklatura entendia ser sua incontornável obrigação?