sábado, 10 de novembro de 2012

Dos "defensores" dos alunos NEE

[Comentário deixado aqui, relativamente a um outro comentário da comentadora Emília Pestana.]
[Actualizado]

#18

Cara Emília Pestana,

A razão porque os NEE vêm sempre à baila quando se discutem assuntos referentes a escolas estatais ou de propriedade privada é outra.

Poucos casos, como o dos NEE, são alavancas para instalação de boys (há muitos tipos de boy).

O panorama não será geral mas é geralmente preocupante.

Começa por se descobrir alunos NEE por dá cá aquela palha. Depois cada aluno NEE trás consigo uma outra necessidade especial, a de mais boys. Esses "cargos" são particularmente atractivos porque são, regra geral, desempenhados em várias escolas permitindo que os "apoios" se encontrem em toda a parte e em lado nenhum excepto, por exemplo, nos respectivos consultórios (estatais, particulares ou outros).

Mas isto, sendo mau, não é o pior. O pior é que um aluno que lhes calhe nas teia e que em geral terá, quanto muito, uma pequeno problema orgânico facilmente ultrapassável a esforço próprio, passa a ser "caso especial", mantendo-se como tal até à maioridade e ganhando o "direito" de aprender apenas metade. Um dos 'achados' mais 'preciosos' é o disléxico.

Entretanto, aqueles que querem realmente ajudar alunos com problemas de monta vêem-se na mira dos boys a quem não interessa que demasiados problemas (reais) sejam resolvidos. Se forem, suspeitas poderão surgir.

No momento em que se discute se o ensino (falar-se em educação, neste momento, é puro pretensiosismo) deve estar a cargo de estabelecimentos estatais ou de propriedade privada, surgem, naturalmente, os mais acérrimos defensores da balda generalizada, utilizando novamente os alunos NEE como arma de arremesso.

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[Outro comentário meu a Emília Pestana:]

#13,
Cara Emília Pestana,

A foto que nos deixa é verdadeira mas descreve apenas o cenário dos dias de hoje.

Muito embora eu esteja consciente que muitos deles não sabem de onde vêm, para onde vão ou ‘que horas são’, defendem o status-quo montado anteriormente. A ideia inicial era a de, à velha maneira socialista, se substituírem à burguesia que detinha os agora praticamente inexistentes meios de produção que criavam riqueza (efectiva, perdoem o pleonasmo). Intrinsecamente incompetentes, esta cripto-burguesia socialista apenas encontrou na máquina do estado o meio para pertencerem à burguesia possível que, inevitavelmente, tem vindo a ficar sufocada à medida que o estado foi tendo crescente dificuldade em apoderar-se do dinheiro dos outros.

Há, evidentemente, varias estirpes de cripto-burgueses. Alguns, o caso, por exemplo, da o caso da FENPROF/CGTPCP, usam a posição para disseminarem o cripto-fascismo. O cripto-fascismo deles apenas tolera a iniciativa privada (Hitler) até ao momento que que a podem contornar (Estaline). Quando estiver (lagarto, lagarto) assegurado o cripto-fascismo deixarão de gerar comunicados para disseminar proclamações que rapidamente se tornarão lei, escrita ou não.

Há portanto aqui, também, um cenário em que os defensores do status-quo são carne para canhão dos cripto-fascistas, tal como são os alunos, hoje, carne para canhão de toda esta cáfila numa promessa de proletariado que os sustentará nas urnas até que estas possam ser descartadas. Para eles, a democracia sempre foi burguesa.


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