segunda-feira, 30 de janeiro de 2012

Tudo começa com crescimento e emprego

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Dutch are good example of how to cut budget and boost growth

Dutch Prime Minister Mark Rutte on Monday told journalists that the Netherlands are a good example to follow by other countries when it comes to cutting budget deficits while reforming its economy at the same time.

CURSOS PROFISSIONAIS, para quem não quer ser doutor...


  Até no Brasil (São Salvador da Bahia) há cursos profissionais...

Rio, a isto sou obrigado porque o post onde esta discussão teve origem há 5 dias, já foi ultrapassado por DEZASSEIS artigos! Já nem há respeito pelos dias de descanso, já nem sequer há descanso no dia do Senhor… Tudo malta que não vai à missa, não dá a mínima atenção à mulher e, mais grave ainda, nota-se que não seguem o Australian Open…

Rio disse: "enjaular" criaturas em salas contra a sua vontade para nada aprenderem e tentarem que os outros nada aprendam é, no mínimo, idiota e talvez mesmo criminoso.”  

Não digo que isto não possa ser verdade, o que digo é que não pode ser afirmado a seco, sem primeiro provar (minimamente e dentro das nossas possibilidades) que não há alternativas. E você responde que “não há cursos técnicos, não há dinheiro para pagar equipamentos para cursos técnicos,”

Tenho uma visão frouxa de Portugal, mas creio que as Caldas da Rainha fazem parte do território nacional, onde há uns anos atrás dei cursos de verão (fotografia) no ESTGAD (Escola Superior de Tecnologia, Gestão, Arte e Design) por exemplo. Sei também que existe uma Escola de Hotelaria e Turismo no Porto a funcionar desde 1969. A Escola Comercial e Industrial de Vila Nova de Gaia, onde eu andei, ainda hoje existe…

Haverá escolas profissionais suficientes? Não sei.

Será que o nosso ensino, em detrimento do ensino profissional, é demasiadamente canalizado para a formação de  doutores, com a cumplicidade dos encarregados de educação, que querem à viva força que os filhos tenham um canudo para um ‘trabalho limpinho’ e não sejam cozinheiros ou mecânicos?

Desconfio que sim, mas não tenho a certeza.

Não havendo uma explicação convincente, apoiada em números, para estas perguntas a acompanhar a afirmação: “o triplo desastre que resultará da extensão da escolaridade obrigatória até aos 18 anos de idade”, por muito verdadeira que ela seja, vai ser percebida como mais uma boca como tantas outras! Induzindo naturalmente os comentadores a fazer o mesmo: a responder com bocas sem qualquer tipo de argumentação. E o espaço deixado vago pelos argumentos vai ser rapidamente preenchido com insultos…

Se é isso que se pretende, muito bem, já não está aqui quem falou (eu até sou bastante bom a insultar)… Mas se a intenção é outra: estimular a discussão, informar, trocar ideias com outros, então é preferível não postar 197 artigos com apenas uma frase e três links, mas só 37, com argumentos e dados compreensíveis para a maioria. Assim até ficam os postes mais espaçados, dando mais tempo para que toda a gente possa ler e reagir sem deixar de ir à missa ao Domingo. Quantidade não significa qualidade, além disso a CIA, como você sabe, não nos paga por post, mas sim pelo peso e clareza dos argumentos…

P.S. E a Mossad manda dizer que um pouco mais de humor, judeu ou outro, também não faria mal nenhum, até faria subir a mesada...

Porque ontem foi Domingo: Meditation (Jules Massenet)

Blog do Ano - Natureza

Canadá e multiculturalismo

O Canadá tem uma lei multiculturalista.
É, por muitos, considerada uma lei racista, porque confina os individuos ao seu grupo cultural, tornando-os reféns das suas normas culturais, e desencorajando-os de se assumirem como indivíduos.

Esta semana, um tribunal canadiano considerou culpados de homicídio, um homem, uma mulher e um filho de ambos, pela morte de 3 filhas e uma segunda mulher do homem.

Eram todos muçulmanos e tratou-se de um "crime de honra".

As raparigas mortas recusavam usar hijab e tinham amigos rapazes.
A mulher era a 1ª mulher do pai das raparigas e era estéril.

No contexto cultural islâmico isto é inaceitável.

É este o resultado trágico do multiculturaismo. O considerar-se que todas as práticas culturais são válidas apenas porque existem num determinado grupo humano, conduz a este tipo de efeitos perversos.

Oxalá este caso, mais "badalado" que muitos outros que se sucedem a ritmo crescente nas nossas sociedades, faça tinir algumas campainhas de alarme nas cabeças daqueles que, embalados na melopeia multiculturalista, não entendem os seus efeitos dramáticos nas sociedades que a adoptam.

E, sobretudo, na forma como condenam pessoas a viverem como não desejam, por "respeito" exagerado para com práticas retrógradas.

De uma vez por todas, que se perceba que nem todas as culturas são iguais.

Os jurados procederam bem.
Não aceitaram o contexto multicultural e aplicaram ao crime os valores da nossa cultura.
Homicidio, ponto final.
E especialmente odioso, porque só uma cultura doentia leva pais a matarem os seus próprios filhos em nome de uma religião.

domingo, 29 de janeiro de 2012

Medina Carreira - José Manuel Silva (Baston. Ordem Médicos) - OnO17


Código para a playlist dos 4 vídeos (substituir « » por < >):
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Uma derrota para os melancias europeus

Boa notícia. É de esperar que a esquerdalha de melancias indignácaras não desista:
[...] num estudo encomendado pela própria União Europeia se conclui pela não necessidade de regulação adicional tendo em vista a exploração não convencional de gás (gás shale) nos países da UE.

Euro-silêncio?

Alguém viu, ouviu ou leu na comunicação social algo parecido com isto:

Uma Hydra...


... é uma Hydra.

Forget global warming - it's Cycle 25 we need to worry about


The supposed ‘consensus’ on man-made global warming is facing an inconvenient challenge after the release of new temperature data showing the planet has not warmed for the past 15 years.
The figures suggest that we could even be heading for a mini ice age to rival the 70-year temperature drop that saw frost fairs held on the Thames in the 17th Century.
Based on readings from more than 30,000 measuring stations, the data was issued last week without fanfare by the Met Office and the University of East Anglia Climatic Research Unit. It confirms that the rising trend in world temperatures ended in 1997.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

Ao cuidado da Comissão "europeia": pela dignidade do caracol

[Com os mais respeitosos cumprimentos à D. Manuela]

Caras e doutas luminárias. Não se esqueçam de nós, pobres caracóis, em reles sacos submetidos à vil vida de empacotados, sem respeito, sem condições e sem dignidade.


Abaixo a opressão.



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O Detate da Florida

Deixo a minha opinião sobre o essencial de debate de ontem entre os quatro candidatos à nomeação pelo Partido Republicano:

Romney – cordial, sensato, confrontou com relativo sucesso e sem azedume as recriminações que os adversários lhe têm dirigido, sobretudo Gingrich;

Santorum – cheio de estamina, talvez demasiado quezilento na recriminação do desempenho de Romney como governador do Massachusetts e sobre a política de Obama para a América Latina. Em contrapartida, nos aspetos afirmativos, mostrou-se o mais asserivo dos candidatos;

Paul – ser campeão de ideias liberais não chega para ganhar eleições. Ser campeão das “punch lines” do debate, como foi, também não;

Gingrich – começou bem nas propostas sobre imigração ilegal mas a partir desse ponto afundou-se no debate. Não conseguiu desligar-se do seu envolvimento na Freddie Mac. Ficou desgastado no retorno que recebeu de Romney quanto às acusações que lhe tem dirigido. Foi o único a defender a ideia de uma base lunar americana habitada, algo que o deixou exposto como… lunático.

Conclusão:
Romney mantém-se sólido na corrida;
Paul mostra-se fraco em temas que não sejam o “sound money” ou o “bring the troops home”;
Gingrich comprometeu as hipóteses de chegar ao fim;
Santorum está em alta e parece colocar-se como o único capaz de bater Romney.

O próximo Presidente dos EUA não será um liberal. Já não será mau se for alguém que diminua o défice e reverta a obra em curso de destruição dos EUA através do socialismo.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Do paraíso em que os mortos são, evidentemente, culpados

Do activismo inconveniente

Cuba recusou 18 vezes a saída da sua cidadã Yoani Sánchez.

"Europa": máquina de fabricação de dinheiro virtual e de brincar

Afirmam repetitivamente os sociais fuhers da "europa" que o banco central não pode imprimir dinheiro. Pois tudo parece indicar que o está a fazer em quantidades industriais vai para um ano (via Espectador Interessado).


Quanto mais depressa Portugal se afastar (se puder, se conseguir) desta escumalha, melhor.

SETE MILHÕES DE LITROS DE VINHO…


Mais um artigo de Merijn de Waal, o correspondente do NRC para Portugal e Espanha. Em Novembro do ano passado já tinha publicado um texto dele sobre a crise da imobiliária em Espanha. Desta vez é sobre Portugal. Tudo coisas que os portugueses já sabem, mas parece-me interessante ver o país a partir da perpectiva de um estrangeiro bem informado.

E o que faz o patriota? Pira-se para a Holanda.

O segundo homem mais rico de Portugal, o dono da cadeia de supermercados Pingo Doce, paga impostos na Holanda. A indignação dos portugueses é grande, eles, que por ordem da União Europeia têm de pagar mais impostos. “É um murro no estômago dos portugueses.”

Também Bruno Gomes começou o ano cheio de boas intenções. “A partir de hoje só faço compras no Pingo Doce”, diz-nos este senhor de 30 anos com uma saca de plástico em cada mão à saída do supermercado em Lisboa. “Quando mais lucro o Pingo Doce fizer pior para Portugal e mais depressa voltamos ao Escudo”, diz ele com um sorriso cínico. “Não é isso o que o Soares quer?”

Soares é Alexandre Soares dos Santos, com uma fortuna calculada em 1,65 biliões de euros, a segunda pessoa mais rica do país. Ele e a família são os principais accionistas da Jerónimo Martins, que em Portugal – em joint venture com Ahold [multinacional holandesa dos supermercados Albert Heijn – cdr] – explora mais de 350 supermercados Pingo Doce.

É a maior cadeia de supermercados do país. Não deve existir um português que nunca lá tenha comprado algo. E na maior parte das vezes ficam satisfeitos: os preços são relativamente baixos. Mas desde que se tornou público que a holding da família, por razões fiscais, deu o fora para a Holanda, Alexandre Soares e o Pingo Doce são alvo da indignação nacional.

Isto tem a ver com o ‘timing’ e com o próprio Soares. É o que pensa Daniel Aurélio Feliciano: o jovem pai desempregado é muito activo num grupo lúdico da Facebook que exige que as operadoras de caixa do Pingo Doce a partir de agora passem a ganhar o salário mínimo da Holanda. Isso significa que passariam a ganhar o triplo do salário actual.

Aurélio: “a crise atingiu o auge e este homem diz frequentemente que devíamos apoiar o país e que são exigidos sacrifícios de todos nós. E o que faz este patriota? Põe-se a cavar.”


Na Internet as declarações políticas de Soares, que é de direita, são bastante citadas. Circulam fotografias com o logótipo do Pingo Doce dentro de um tamanco (holandês). O famoso cómico Rui Unas fez uma ‘persiflage’ com um reclame televisivo do Pingo Doce, que são geralmente bastante patrióticas. Num fundo de canais e moinhos, diz em holandês macarrónico: “Em Portugal existe um supermercado que ajuda os holandeses. Como é que isto é possível? Pagando impostos na Holanda!”

Mesmo assim à Holanda só lhe cabe uma pequena parte da ira portuguesa, a maior parte está há meses dirigida contra a Alemanha (e um pouco também contra a Finlândia, que no ano passado atrasou a ajuda a Portugal). Poucos portugueses têm palavras de louvor para a liderança da Alemanha no combate à crise. Portugal nunca foi ocupado pelos alemães, mas segundo muita gente parece ser neste momento o caso.

O licor Beirão aproveitou este sentimento durante uma campanha publicitária na época do Natal. Foram colados cartazes na rua com uma caricatura de Angela Merkel segurando uma garrafa de licor Beirão. O texto que acompanhava a imagem era o seguinte: “Cara Angela, Portugal está a oferecer o melhor.” Este é o tipo de humor negro que se enquadra perfeitamente com o temperamento melancólico dos portugueses. Tradicionalmente os portugueses vivem convencidos que o futuro acima de tudo só vai trazer desgraças.

E quem tiver em conta a situação económica actual só pode dar-lhes razão. Em muitos portugueses isto tem o efeito de se conformarem resignadamente com a sorte que os espera. Queixam-se de que façam o que fizerem serão sempre roubados pelos seus políticos e pelo grande capital. Os partidos de extrema-esquerda, em Portugal relativamente fortes, repetem isto constantemente em cartazes colados por toda a parte: ‘Não ao pacto de agressão’; ‘Eles roubam o povo e dão aos bancos.’

Depois de passar pela caixa de um Pingo Doce em Évora, a cliente Ruth diz-me que está zangada mas que nunca pensou seriamente num boicote. “É claro que eles fazem isso para fugir ao fisco, e nós, povo, temos que pagar mais impostos. E é precisamente por isso que eu venho aqui comprar, porque é mais barato.” Em frente da porta de saída do pessoal, Cármem, operadora de caixa, faz uma pausa para fumar. “As pessoas falam em boicotes mas acabam sempre por cá vir. Não notamos diferença nenhuma. Assim como todos os portugueses o nosso patrão está zangado com o Primeiro-Ministro. Como vê temos algo em comum.”

Apesar de nunca ter havido um boicote, o Pingo Doce sentiu-se na obrigação de reagir a todas as críticas. Foram agora colocados prospectos junto das caixas em que – sem falar na Holanda – se comunica ao cliente que “o Pingo Doce, como sempre, tem sede fiscal em Portugal” e que “os deveres fiscais como contribuinte perante o Estado português nunca foram alterados.”

E o accionista Soares dos Santos iniciou uma campanha mediática onde explica que “a transferência de capital nada tem a ver com impostos. Não vou pagar mais nem menos por isso.” E acrescenta: “Não sei se Portugal vai continuar na zona euro. Se Portugal sair, voltamos ao escudo. Tenho o direito de defender o meu património.”

Esta declaração foi bastante criticada. Um dia depois, Marcelo Rebelo de Sousa, uma figura importante no PSD (partido no governo), afirmava que “desta forma Soares dos Santos passou a ideia de que não acredita neste País (...) É como um murro no estômago.” O seu colega de partido, o PM Pedro Passos Coelho, demonstrou no parlamento mais compreensão em relação à transferência de Soares dos Santos.

E na semana passada o secretário de estado para a economia esteve presente na entrega de um Prémio de Excelência a Soares dos Santos. Onde elogiou a contribuição dos nomeados na “recuperação da economia”. Durante a  festa Soares dos Santos sublinhou a importância das empresas portuguesas alargarem as suas actividades ao estrangeiro. Para precisamente ajudarem o país a progredir. “Os portugueses estão a dormir e não entendem o fenómeno globalização. Todas as empresas que funcionam somente em Portugal estão condenadas.”

Acrescentou que as suas actividades no estrangeiro rendem a Portugal milhares de postos de trabalho. Deu como exemplo os seus supermercados na Polónia, Biedronka, que “venderam sete milhões de litros de vinho português.” Confessou também que queria alargar a sua actividade ao Brasil. “Já devíamos estar presentes há muito tempo.”


quarta-feira, 25 de janeiro de 2012

Os "Private Dancer" da III República

As declarações citadas neste post do Alexandre Borges no 31 da Armada


11 de Agosto de 2011
José Silva Rodrigues: "A fusão entre a Carris e o Metro é uma coisa sinistra."

24 de Janeiro de 2012
José Silva Rodrigues: "Estou disponível, como sempre estive, para servir o Estado." - Presidente da Carris não descarta integrar uma futura administração da empresa que resultar da fusão entre a Carris e o Metro de Lisboa



… lembram-me uma "estória" cantada em que a certa altura alguém pergunta “Tell me, do you want to see the shimmy again?”

A este respeito, vale a pena acrescentar que os diversos "private dancers" da III República são, por regra, menos alarves, mais discretos.

Alípio de Freitas

Assisti ontem na RTP-2, no programa Bairro Alto, à reposição de uma entrevista a Alípio de Freitas.

Se alguém tiver o vídeo ou souber onde ele possa estar, por favor deixe nota.

Não é preciso ser uma águia ...

No Estado Sentido:
... para antecipar o triplo desastre que resultará da extensão da escolaridade obrigatória até aos 18 anos de idade. Primeiro: "enjaular" criaturas em salas contra a sua vontade para nada aprenderem e tentarem que os outros nada aprendam é, no mínimo, idiota e talvez mesmo criminoso. Segundo: protelar ainda mais as já de si parcas possibilidades de quem queira entrar no mercado de trabalho, mesmo que mal remunerado, ganhando autonomia para daí desenvolver a sua cidadania, é criminoso. Terceiro: transformar em delinquentes todos aqueles que venham a escolher, livremente, não ir à escola é uma enormidade própria de pietistas e puritanos, uma grave violação da liberdade.

terça-feira, 24 de janeiro de 2012

Patrick Monteiro de Barros comenta estado da economia

Via Luz Ligada:

Impostos sobre carbono, renováveis, nuclear.

O que os chineses pagaram pela EDP não chega, sequer, para pagar o défice tarifário encapotado resultante da implementação das renováveis.

Vamos finalmente colocar em funcionamento as centrais térmicas.

Vamos ser obrigados a implementar energia nuclear para esbater a exorbitância de custo das renováveis?

Europa Rima com Medo

O medo vai ter tudo
quase tudo
e cada um por seu caminho
havemos todos de chegar
quase todos
a ratos
Sim
a ratos

(em "Poema pouco original do medo", de A.O'Neill)

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

Mourinho explica como estar entre broncos e continuar a ser o melhor do mundo.

No vídeo abaixo, excerto da conferência de imprensa de Mourinho no final de último jogo do Real Madrid na liga espanhola. A equipa treinada por Mourinho tinha acabado de vencer o adversário por 4-1, depois de estar a perder por 0-1. No final do jogo, Mourinho foi apupado pelos adeptos do Real Madrid.




Mensagem subliminar complementar: “a única coisa que os espanhóis têm de bom é o dinheiro com que nos pagam.”

Por que razão a área da Formação Cívica deve ser eliminada do currículo?

No ProfBlog
Metodologicamente, a esquerda acentua a preferência pela discussão de dilemas éticos, pela participação coletiva na tomada de decisões e pela democracia participativa em detrimento do estudo e debate dos grandes autores, da história das ideias políticas e dos textos fundadores do pensamento democrático.

PALEIO DE GANGSTER…

 

Durante a última partida de futebol entre o Barcelona e o Real Madrid, ganha pela melhor equipa do mundo por 2-1, um insurrecto calcou propositadamente a mão do melhor jogador do mundo depois de este ter sido rasteirado por um jogador da equipa do insurrecto.

O árbitro mostrou o cartão amarelo ao jogador que passou a rasteira ao melhor do mundo e o insurrecto, que devia ter sido imediatamente expulso, ainda teve a lata de protestar junto do árbitro!

Note-se que o insurrecto conseguiu a nacionalidade portuguesa e joga neste momento na selecção nacional…

O treinador do insurrecto, que parece ser uma pessoa muito especial, diz que nada viu, ilibando-se assim de qualquer tipo de responsabilidade. Isto já em si é grave, mas o pior é o treinador português dizer coisas incompreensíveis, num dialecto que já poucas pessoas falam: barranquenho… 

domingo, 22 de janeiro de 2012

A paz ao virar da esquina

No Lisboa - Tel Aviv


Seguindo os passos de um dos seus antecessores, o actual Mufti de Jerusalém, Mohammed Hussein, diz que "a principal tarefa dos muçulmanos é assassinar Judeus" e que "a nossa guerra com os descendentes dos macacos e porcos (ie, judeus) é uma guerra de religião e fé", entre outras tiradas incendiarias.

Mas não se julgue o Mufti proferiu estas palavras num qualquer sermão dentro de uma mesquita, não, elas foram proferidas nada mais nada menos que na cerimónia de celebração do 47º aniversário da Fatah, o grupo de palestinianos moderados que é liderada por Mahmud Abbas e que governa a Autoridade Palestiniana. Depois, as declarações passaram normalmente na televisão palestiniana, também ela controlada pela Fatah.

São assim as festas de aniversario dos moderados. Nem se imagina como seria se a festa fosse de algum desses grupos extremistas menos respeitáveis.

Ópera e cana-rachada

Bilhetes de avião mais caros devido a taxa de carbono

 Nova taxa da Cópia Privada "será suportada pelos comerciantes"
Mais uma ideia luminosa que não estava pensada para se repercutir no consumidor final. Talvez a "europa" contrate Gabriela Canavilhas para resolver o percalço.

Se o Governo não começar já a cortar no monstro eléctrico ...

No blog A Ciência Não è Neutra, o 3º Manifesto para uma Nova Política Energética em Portugal. O seu texto completo pode ser lido aqui.

Meu destaque:
35. As energias renováveis têm o seu papel, que não deixa de ser importante e deverão ser utilizadas e fomentadas desde que exista racionalidade técnica e económica. Não podem é ser encaradas como uma mera bandeira política, contribuindo para o agravamento da nossa situação económico-financeira. Não devem assim ser celebrados pelo Governo português mais contratos de fornecimento de energia, com preço garantido, a partir de energias renováveis. Os novos investimentos em energias renováveis devem contar apenas com os preços de mercado. Igualmente, e à medida que forem caducando, não devem ser renovados os contratos de energias renováveis com preços garantidos, caso contrário serão os portugueses mais pobres os que mais sofrerão, por insistirmos em produzir energia cara.

36. O expediente que tem sido adoptado pelo Governo português para evitar subidas acentuadas das tarifas, sem tocar nos privilégios dos electroprodutores, é o de adiar no tempo a repercussão nas tarifas da totalidade dos sobrecustos nelas incluídos. Tal como nos recorda a troika, essa "solução" nada resolve, apenas adiando a cobrança dos encargos excessivos que são suportados pelo resto da economia. Cria défices tarifários, os quais ainda por cima são remunerados, gerando encargos com juros que terão de ser suportados pelo resto da economia, que assim terá que suportar uma nova fonte de encargos do sector. O crescimento exponencial desse défice (propulsionado pelos respectivos juros) põe em causa a sustentabilidade do sector eléctrico, o qual - via consumidores - fica ainda mais vulnerável a choques externos. O respectivo financiamento, a ser obtido pela já altamente endividada EDP, encontra-se longe de estar assegurado no actual contexto financeiro. Mas uma coisa é certa: como a EDP se vê obrigada a titularizar junto da banca portuguesa todos os défices tarifários, o crescimento destes, no actual contexto de crise de liquidez e de desalavancagem do sector financeiro, irá absorver os já escassos recursos disponíveis para crédito, que assim é desviado do sector produtivo em favor da manutenção dos privilégios dos electroprodutores. Mais défice tarifário implica, pois, menos financiamento às empresas, menor crescimento económico e, em resumo, asfixia dos consumidores e das empresas.

Argentina - Inglaterra: trolha à vista?

Falkland, Malvinas

Ron Paul e Newt Gingritch

O blogue Insurgente, que sigo com interesse e que reflecte muitas das minhas próprias ideias sobre o mundo, parece fixado numa adoração embevecida pelo candidato Ron Paul.
Custa-me a entender, porque algumas das suas ideias estão nas antípodas do pensamento conservador, outras roçam perigosamente o antissemitismo que é hoje uma bandeira da esquerda radical e dos fascistas islâmicos e, cereja no topo do bolo, foi, até agora, o ÚNICO dos contendores ainda na corrida que NÃO GANHOU qualquer primária estadual mesmo com, suspeito, o voto de eleitores "liberal".

O homem até pode ser um ente moral e eticamente angelical (não sei se é), andar de caleche puxada a cavalos para não gastar o dinheiro do contribuinte, etc, mas, na minha humilde opinião, pessoas dessas, que nadam num oceano de virtudes teologais, costumam dar líderes tenebrosos.

Hitler (cá vem a Lei de Godwin) era uma jóia de pessoa, amigo do seu cão, não fumava, não fazia orgias, não apalpava as secretárias, não se embebedava, etc. Um asceta!
E então? Isso fazia dele um bom líder?
Churchill, pelo seu lado, bebia-lhe bem, fumava que nem uma chaminé, e tinha mais defeitos que os que cabem neste texto. Um devasso, em suma!

Newt Gingrich, que ganhou as mais recentes primárias, é um homem destes. E é nestes homens que se confia. São como nós, sabe-se as linhas com que se cosem e não apresentam auras que o zé pagode posse confundir com atributos divinos ( e sabe-se como o zé povinho está sempre pronto para se babar perante qualquer um que se lhe apresente enfarpelado nas vestes de líder salvador e semideus encartado).

Enfim, entre Sancho Pança, homem pragmático, de ideias realistas. montado no seu burro, sempre à procura do seu, e D Quijote, homem de nobres propósitos, indestrutíveis princípios éticos e ideais estratosféricos, é sempre preferível que seja o 1º a mandar nos assuntos deste mundo.

Porque hoje é Domingo

The Intergalactic Laxative
Music and lyrics by Donovan P. Leitch

I was impressed like everyone
When man began to fly
Out of Earthly regions to
Planets in the sky
With total media coverage
We watched the heroes land
As ceremoniously they disturbed the cosmic sand

In awe with admiration we
Listened to the talk
Such pride felt they, such joy
To be upon the moon to walk
My romantic vision shattered when it was explained to me
Spacemen wear old diapers in which they shit and pee

* Oh! The intergalactic laxative
Will get you from here to there
Believe you and believe me! Without a worry or care
If shitting is your problem when you're out there in the stars
The intergalactic laxative
Will get you from here to Mars

They don't partake like you and I
Of beefy burger mush
Their food is specially prepared
To dissolve into slush
Absorbed by multi-fibres in
The super diaper suit
Otherwise the slush would trickle
Down inside the boot

* CHORUS

You may well ask now what becomes
Of liquid they consume
A pipe is led from penis to head to
A unit in the room
The water is recirculated, filtered
For re-use
In case some anti-gravity pee
Gets on the loose

* CHORUS

Wherever man has conquered on the
Quest for frontiers new
I'm glad he's always had to do
The no. one and two
It makes it all so ordinary
Just like you and me
To know the greatest heroes
They had to shit and pee

sábado, 21 de janeiro de 2012

O desliga-liga alemão

[Via Eco-Tretas]

Poucos meses depois da Alemanha ter decidido que energias verdes é que era bom (embora para o governo alemão centrais a carvão pareçam também ser 'verdes'*) parece que vai ocorrer um retrocesso porque não há dinheiro. Parece que a gracinha vai custar 1.700.000.000.000 de Euros.

Não tarda muito e as centrais desligadas ou a desligar vão ter que continuar a trabalhar (de memória pela segunda vez) sem que se perceba bem em que pé fica a regular manutenção desses sistemas. Depois digam que não se brinca com o fogo.

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* O que é verdade mas apenas no mundo do politicamente incorrecto

Sopa na Pipa

Muito se falou desde a criação das propostas de lei SOPA e PIPA, que poderiam censurar provedores e usuários americanos da internet de uma maneira jamais vista. Os congressistas americanos responsáveis por votar essas propostas perceberam o quanto ela é odiada essa semana, depois que grandes empresas da web se mobilizaram para protestar contra elas. Esse mobilização parece ter dado resultado agora que tanto a SOPA quanto a PIPA foram arquivadas indefinidamente.
Este outro aborto que pretende lançar impostos sobre dispositinos que contenham memória (discos rígidos, pen's de memória, cartões de memória, reprodutores de MP3, telemóveis e quaisquer dispositivos de recolha ou manuseamento de dados) parece continuar à solta.

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Actualização: Nivaldo Cordeiro e Liberdade na Internet



Carta aberta a Sorge...




Caro Sorge,


Há uns dias atrás, já não sei bem a que propósito, você tinha subido dez pontos na minha consideração. Mas agora entrou com o pé esquerdo! O seu último comentário sobre o Edberg (ver caixa de comentários), segundo você o melhor, fá-lo perder pelo menos cinco. Porque o Edberg não chega aos calcanhares de um Djokovic nem de um Nadal, que fará do grande mestre de todos os tempos: Roger Federer!!!

Voltando ao nosso core business, o Moralismo, eu diria que vejo moralismo no facto nas suas análises estarem crivadas com justificações de ordem moral: "a destruição dos índios; superioridade moral das democracias ocidentais posta em causa; a história coloca os americanos lado a lado com os nazis; a perpetuação desta ordem é algo que considero, digamos… bárbaro."

Fáxista


Tudo isto para talvez depois poder concluir que a minha tese “supõe a inevitável inferioridade de todas as culturas não-atlantistas”. Sinto que já estou a um passo de ser considerado FÁXISTA… 
Quando na realidade eu apenas disse: [que em política]….não há bons nem maus. Há apenas menos maus. E em política escolhe-se sempre do mal o menos. Para melhor compreensão devia ter acrescentado que apesar de em política não haver bons e maus, há na realidade, factualmente, bons, maus e péssimos regimes políticos. E com um pouco de boa vontade isso não é difícil de demonstrar.

Os maus regimes:

são aqueles em que só os membros do politburo vivem à grande e à francesa, enquanto o resto da população vive em ditadura e na miséria. Onde as eleições são manipuladas, os sindicatos comprados, a imprensa acorrentada, a internet filtrada e onde a oposição está presa ou refugiada num país estrangeiro.

Os bons regimes:

são aqueles em que as pessoas que trabalham são bem pagas (e a tempo e horas), em que existem sindicatos livres, eleições, partidos políticos, imprensa livre, qualidade de vida e onde as pessoas, quando se deslocam ao estrangeiro, o fazem apenas para passar férias.

É evidente que entre estes dois exemplos há realidades ou situações intermédias. Nada é absoluto – isso só existe na farmácia ou nas fantasias ideológicas de quem acredita em amanhãs que canto, como é costume da casa dizer-se...

Há países ricos porque outros são pobres!


Creio que o cabeçalho resume bem a sua frase: ”o nível de vida que tanto gaba esteja suportado no sub-desenvolvimento de milhares de milhões de pessoas..”

Pois eu creio que isto se trata da falácia típica do esquerdismo terceiro-mundista. Que é desmentida pelos próprios africanos com dois dedos de testa em relatórios anuais das Nações Unidas sobre por exemplo o estado actual dos países árabes. Dou-lhe este exemplo de 2002 que já tem alguns anitos mas foi o que pude encontrar. Note-se que a situação ultimamente não melhorou, pelo contrário:

O Arab Human Development Report 2002 traça uma imagem dramática do mundo árabe. Três importantes lacunas foram assinaladas no relatório, que foi aliás redigido por cientistas árabes. Estas lacunas têm a ver com a falta de liberdade, a fraca posição da mulher e com um dramático atraso na ciência. Nestas três áreas o relatório dá exemplos. Por exemplo, a produção total de traduções no mundo árabe a partir do século nove é igual ao número de títulos traduzidos num país como a Espanha. E para ficarmos por Espanha: o PNB deste país é superior ao PNB de todos os países árabes!

A ideia de que os países ricos são prósperos porque os outros são pobres, é uma mentira persistente em meios de esquerda, mas não é lógica em relação a países capitalistas. Os alemães fabricam Mercedes e Audis independentemente dos africanos serem ricos ou passarem fome! Se os africanos fossem mais ricos, ou menos pobres, isso até seria melhor para a economia alemã, vendiam mais Mercedes e Audis. Oferecer sacos de farinha aos pretinhos, como você diz, não dá lucro nem cria muitos postos de trabalho e mantém os africanos em situação de dependência. Este exemplo serve também em relação aos maus, os americanos: quando mais rico o terceiro-mundo, a Ásia e a Europa for, melhor, mais computadores, i-phones e i-pads eles vendem.

Só os regimes socialistas e islâmicos - que nada têm para vender, a não ser respectivamente revolução e religião -  é que têm todo o interesse em manter o subdesenvolvimento de milhares de pessoas: quanta mais miséria e caos houver, mais probabilidades eles têm de exportar as suas maluqueiras.
Resumindo. Eu sei que isto ideologicamente é difícil de aceitar, mas  há realmente países mais ricos do que outros porque simplesmente trabalham mais ou melhor, ou ambas as coisas. Ou são mais eficientes. Ou passam menos tempo a rezar. Ou a queixar-se. Ou aos tiros uns com os outros.

Rótulos


Você queixa-se que eu lhe quero colar um rótulo (ideológico). De momento em que você exprime uma opinião política, eu, queira ou não, inconscientemente penso num rótulo que me ajude a enquadrar as suas opiniões - é inevitável. Sobretudo tendo em conta que você, neste ponto de vista, não é claro. Apenas critica sem apresentar qualquer tipo de alternativa como sendo do seu agrado! Já percebi que você não gosta de americanos nem com molho de ketchup, mas li que talvez goste do comunismo soviético porque foram eles – e só eles! - quem derrotou o nazismo! A partir destes dois dados você poderia perfeitamente apresentar ou assumir uma alternativa de sociedade, dissipando dúvidas, especulações e ……..rótulos.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

O SNS sob ataque “anonymous” de um dos seus agentes

As filas de espera têm muitos inconvenientes que por vezes são compensados por episódios da fauna urbana que são assim como ver levantar aviões na sala de embarque de um aeroporto.
Foi o que me aconteceu recentemente numa fila de espera. O que se segue é um relato truncado da descrição colorida que uma auxiliar de saúde faz do seu ambiente de trabalho num hospital público em conversa com um amigo. Assim (em itálico, citações de "ouvido");
Os médicos “picam o cartão à entrada, e lá arranjam maneira de só voltarem a aparecer ao fim da tarde para picar o cartão à saída”. O que acontece neste ínterim? Segundo esta auxiliar, “saem para ir tratar da vida deles”. Mas talvez isso seja o mal menor porque quando estão ao serviço o mais certo é andarem “bêbados” ou a jogar “bilhar de bolso”.
Por sua vez, “as enfermeiras ganham muito mais que nós [auxiliares] mas não fazem nada, nós é temos de fazer o nosso trabalho e o trabalho delas”. Para agravar a injustiça, “as auxiliares têm fama de roubar, mas as elas [enfermeiras] roubam mais que nós”. Finalmente, as enfermeiras “passam o tempo a coçar a micose”.

No relato acima são levantadas suspeitas sobre o pessoal médico e de enfermagem do SNS claramente improváveis, para não dizer impossíveis. Em primeiro lugar, é muito duvidoso que as enfermeiras andem a “coçar a micose” dado o acesso facilitado que o pessoal hospitalar tem a tratamentos e meditação de todo o género, incluindo as micoses mais resistentes. Por outro lado, também não é crível que os médicos andem a jogar "bilhar de bolso” atendendo ao convívio privilegiado com enfermeiras que têm demasiado tempo disponível. Finalmente, quanto a “as enfermeiras roubarem mais que as auxiliares” nos hospitais públicos, é bom ter presente que de que se desconhecem casos judiciais sobre o tema, além do que a auxiliar anónima emitiu um juízo em causa própria.

Disclaimer: que se saiba, nem pessoal auxiliar nem enfermeiras nem médicos roubam em hospitais públicos e nenhum deles têm micoses ou se alcooliza; também ninguém pica o ponto e sai do local de trabalho sem picar novamente o ponto. Mais ainda, nem os médicos jogam "bilhar de bolso”, nem as enfermeiras e auxiliares jogam "bilhar de bolso” no bolso dos médicos, seja lá isso o que for, pelo menos nas horas de serviço.

CGTP-Energia

Não se percebe porque não avança a holding da CGTP, especialista em trabalho bem remunerado, para constituir uma empresa de comercialização da energia verde.

Se o fizesse libertaria as restantes empresas distribuidoras da comercialização de energia verde e, certamente, que a boa malta de esquerda em particular a que trabalha para o grupo empresarial CGTP seria indefectível cliente da CGTP-Energia.

O comum mortal, aquele que trabalha mesmo mal pago, contentar-se-ia com a energia não verde.

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Entretanto (via Luz Ligada) os cretinos do costume vêm agora dizer que se está a importar demasiada energia porque não chove.

A chuva faz falta, o que faz menos falta é o vento associado à chuva. Se houver vento as eólicas produzem e a caríssima energia é injectada na rede para ser paga pelo contribuinte via factura da energia. Quanto menos vento houver melhor.

Formação cívica

No ProfBlog,
"A formação cívica não se ensina. Vive-se e transmite-se pelo contágio, pelo exemplo, pela imersão nas narrativas e numa tradição, pela vivência de um clima de escola."
Muito bem.

Poder aos tótós

Depois dos tótós dos franceses terem proibido que se dissesse que o genocídio arménio não aconteceu é a vez destes outros artolas pretendem proibir que se diga que algo é disparatado.

quarta-feira, 18 de janeiro de 2012

Da pedralhada (continuação)



A postura de subserviência à Alemanha merkeliana e a ausência de uma alma genuinamente portuguesa encontra-se patente, com inequívoca clareza, no nome que o grupo de pedreiros-livres que andam na boca da comunicação social, perdão!, do país, deu à sua mercearia, perdão!, minimercado, perdão!, loja: Mozart.
Mações verdadeiramente lusos teriam, na sequência do seu sumo apreço pela imaterialidade, baptizado o seu estabelecimento como Loja Amália, Loja Hermínia, Loja Severa ou, até, Loja Mariza.
Admitir-se-ia mesmo, no caso de estarmos em presença de um menor refinamento artístico, uma Loja Ágata ou uma Loja Ana Malhoa.
E, se se tratasse de gente de fôlego mais atlético, uma Loja Eusébio, uma Loja Figo, uma Loja CR7 ou uma Loja Special One.
Mas Mozart… não.
É que nem a chanceler haveria de gostar, se soubesse.

Poderão arregaçá-lo mas terão que o encapuçar

O canário na mina

segunda-feira, 16 de janeiro de 2012

A Standard & Poor’s Anda a Enganar os Mercados Financeiros Internacionais a Favor de Portugal

Toda a gente diz que as agências de rating andam a prejudicar Portugal. O caso mais recente foi o da Standard & Poor's que baixou o rating do país de BBB para BB
Acontece que se passa precisamente o contrário, a SP está a beneficiar Portugal, pelo menos atendendo aos critérios da SP para as classificações abaixo de A até R:
BBB: An obligor rated 'BBB' has adequate capacity to meet its financial commitments. However, adverse economic conditions or changing circumstances are more likely to lead to a weakened capacity of the obligor to meet its financial commitments.
BB: An obligor rated 'BB' is less vulnerable in the near term than other lower-rated obligors. However, it faces major ongoing uncertainties and exposure to adverse business, financial, or economic conditions, which could lead to the obligor's inadequate capacity to meet its financial commitments.
B: An obligor rated 'B' is more vulnerable than the obligors rated 'BB', but the obligor currently has the capacity to meet its financial commitments. Adverse business, financial, or economic conditions will likely impair the obligor's capacity or willingness to meet its financial commitments.
CCC: An obligor rated 'CCC' is currently vulnerable, and is dependent upon favorable business, financial, and economic conditions to meet its financial commitments.
CC: An obligor rated 'CC' is currently highly vulnerable.
R: An obligor rated 'R' is under regulatory supervision owing to its financial condition. During the pendency of the regulatory supervision, the regulators may have the power to favor one class of obligations over others or pay some obligations and not others. Please see Standard & Poor's issue credit ratings for a more detailed description of the effects of regulatory supervision in specific issues or classes of obligations.

Atendendo aos critérios citados, não se percebe como Portugal pode estar atualmente classificado nos Bs. A partir do momento em que o FMI e o BCE intervieram em Portugal, o rating deveria ser R.
Portanto, o melhor é continuar a fazer o que sabemos fazer melhor: lamuriar e carpir; continuar a ocupar os sentidos dos investidores através dos noticiários das tv's e dos jornais com reafirmações da nossa bondade e da maldade da SP, não lhes dando oportunidade de investigar e perceber que andam a ser enganados pelas agências de rating.

Fraudes Literárias

VENDER DOENÇAS

Fotografado em Torres Vedras, durante o Natal claro...


Um turista de visita em Portugal pela primeira vez, nota, naturalmente, diferenças com o seu país. É normal, ao contrário também funciona. Um português no estrangeiro vai certamente estranhar hábitos e constatar outros. Mas uma diferença que salta imediatamente à vista de um estrangeiro oriundo do norte da Europa, e isto tem muito a ver com o vídeo aqui inserido, é a enorme quantidade de farmácias….

Estatísticas: Os 10.561.614 habitantes de Portugal contam com 2879 farmácias registadas, ou seja 2,7 por 10.000 habitantes. Na Holanda, com 16.612.213 de habitantes existem 1980 farmácias: 1,1 por cada 10.000 habitantes.
  
Assim é que para encontrar um ‘court’ de squash vejo-me e desejo-me, mas farmácias é a dar c’um pau! São mais que as mães! Em Lisboa então é quase esquina sim, esquina sim! E se o turista for convidado a casa de um português, vai ficar espantado com a enorme quantidade de medicamentos que as pessoas normalmente têm em casa! Os portugueses acham normal, mas será?  Eu, provavelmente como os meus vizinhos, só tenho Paracetamol em casa, e normalmente a data de validade já há muito que expirou...

Neste excelente vídeo (com legendas em português), gentilmente aconselhado pelo meu amigo Carocinho, demonstra-se como a indústria farmacêutica inventa doenças para poder vender medicamentos. É a droga à procura de doenças.

As fortunas que se fazem com por exemplo estes medicamentos: Paxil; Prozac; Zoloft; Ritalin; Xanax; Olanzapine.  Na minha modesta opinião, só existe um que vale realmente a pena tomar - VIAGRAC. Uma bem conseguida conciliação entre PROZAC e VIAGRA: uma pessoa não consegue uma erecção, mas está-se nas tintas e vive feliz na mesma… 

Mas ao contrário de farmácias, há uma coisa que existe em maior número nos países do norte da Europa do que em Portugal (os portugueses nem sabem a sorte que têm!). Trata-se de cursos (eles chamam ‘workshops’) para todo o tipo de actividades que todos nós sabemos fazer sem pensar. Mas ultimamente aparecem uns gurus – geralmente tipos orientais ou boas imitações – que nos convencem que afinal não sabíamos respirar, andar, pensar (eles dizem meditar), e a troca de muito papel nos querem (re)aprender a respirar; a andar; a meditar; a tocar ao bicho em posição lótus; até mesmo a rir!  

Nivaldo Cordeiro: voltar à realidade

A ideologia que delegou ao estado um suposto poder de administrar todos os riscos existenciais.

Venda da EDP

Pinto de Sá no A Ciência Não É Neutra
Porquê então este irrisório preço de saldo?
Porque o Dr. Mexia, à imagem do que o primeiro Primeiro-Ministro que o nomeou em 2006 para o lugar que detém fez com o país, endividou a EDP em 16,5 biliões de €, para realizar investimentos ruinosos no estrangeiro, em eólicas subvencionadas pelos poderes políticos de países estrangeiros, investimentos que estão em muito maus lençóis! Mas, mesmo descontando os passivos da EDP, o seu património ainda vale duas vezes e meia o valor de "mercado" definido pela venda do seu controlo! Como pode o actual CEO da EDP gabar-se do mérito deste negócio?
Na verdade, a EDP é agora uma empresa de elevado risco, coisa que os mercados sabem e que explica os 10% de taxa de juro que a EDP vinha a ter de pagar para conseguir refinanciar a sua colossal dívida, e se algum mérito especial houve na venda conseguida foi o ter-se conseguido impingir essa dívida à China (com o que a taxa de juro lá baixou de 10% para uns ainda incomportáveis 8.5%!...)

Os tais investimentos em energias renováveis feitos pela EDP no estrangeiro, com eólicas fabricadas no estrangeiro e com dinheiro emprestado pelo estrangeiro, dependem na grande maioria de os poderes políticos dos países em questão continuarem dispostos a subvencionar as elevadas tarifas que só elas permitem a rentabilidade dessas renováveis. É tema para futuros posts, mas todos sabem que o protocolo de Quioto faleceu Dezembro passado em Durban e que a economia mundial não está propensa a fantasias dessas...! Os alegados lucros que a Administração da EDP tem imputado aos investimentos estrangeiros derivam sobretudo da valorização cambial dos activos e lucros brasileiros nos últimos anos, mas claro que isso é puramente contingente, como o ilustra o recente aumento da dívida da "EDP Renováveis" nos EUA, resultante da valorização do dólar...
Ora além destes investimentos puramente financeiros e de alto risco no estrangeiro serem apresentados como grande valia da EDP, outra completa mistificação que os media por conta desta empresa têm feito passar é que um dos seus trunfos seria a "tecnologia". Não se poderia invocar melhor exemplo da genética socratina desta Administração do que tal aldrabice!...
É que quem detém o know-how tecnológico de energia eólica são os fabricantes estangeiros que concebem, fabricam e vendem à EDP os aerogeradores que ela manda instalar lá fora sem sequer lhes "tocar"!
De energia eólica, a EDP nada sabe, e todos os que acompanham o que cá se faz em I&D em energia estão a par de que até a célebre windfloat nada tem de concepção portuguesa a não ser o dinheiro que custou!

As sobras


While the financial and economic storm continues to rage across Europe and the rest of world, European Commission President Jose Manuel Barroso on Saturday received an award for his EU leadership from outgoing European Parliament President Jerzy Buzek, a fellow member of the European People's Party, Europe's centre-right political family. The Polish award is known as the Diamond award of Laurels of Abilities and Competence and was handed out during a ceremony in Zabre, Poland. 

domingo, 15 de janeiro de 2012

Blogs do ano 2011


O Fiel Inimigo está inscrito em Actualidade Política, colectivos.

Rainha de abaya, véu e luvas pretas


 
Depois da visita da rainha Beatriz de abaya e véu às mesquitas de Abu Dhabi e de Oman, gerou-se uma crise governamental à volta de um twit de Geert Wilders, onde ele dizia que "isto não era uma contribuição para a emancipação da mulher em países muçulmanos." A rainha, que normalmente não pode responder – isso está a cargo do Primeiro-Ministro -, desta vez não se pode conter e, quebrando a constitucionalmente exigida neutralidade, e fazendo claramente parte da campanha anti-Wilders, afirmou perante jornalistas holandeses “que é um disparate dizer que o véu islâmico oprime a mulher”. E disse mais, “vejam a quantidade de mulheres aqui [em Oman – cdr] a trabalhar.” 
O país ficou imediatamente dividido em dois campos: pró e contra a monarquia, polémica nos jornais, entrevistas e debates na TV e os partidos a tentar tirar partido da situação… 
Afshin Ellian, um refugiado político persa que é actualmente professor de Coesão Social, Cidadania e  Multiculturalismo na universidade de Leiden, publicou o seguinte:

A visita da rainha Beatriz à mesquita foi uma provocação. Não me compreendam mal: eu sou um adepto da família real e é por isso que estou preocupadíssimo com a atitude da rainha. Uma vista de olhos nesta notícia:  
“A rainha Beatriz, o príncipe Willem-Alexander e a princesa Máxima visitam no Domingo a Mesquita Cheik Zayed bin Sultan Al Nahayan no emirato árabe Abu-Dhabi. Durante a visita a rainha Beatriz e a princesa Máxima estarão cobertas dos pés à cabeça como mandam os preceitos muçulmanos.” 

Abaya 

A rainha ia vestida de abaya! Todas as mulheres árabes na região do Golfo, e sobretudo na Arábia Saudita, são obrigadas a vestir uma abaya. A pergunta que se coloca imediatamente é, obrigar as mulheres a vestir uma abaya e um véu para cobrir a cabeça pode ou não ser interpretado como um símbolo da opressão da mulher?
Temo que sim. Caso contrário teriam dado às mulheres o direito de elas próprias escolherem a maneira de como se vestir.

O que é que a rainha pensa disto? Não consigo imaginar que ela pense de outra forma.  Será que a rainha está de acordo que as mulheres sejam obrigadas a vestir uma abaya, véu e luvas no calor sufocante das Arábias? Não, não creio. A rainha Beatriz é uma mulher moderna e emancipada.

Em Roma sê romano 

Um jornalista com razão lança a pergunta: “Mas o que é que a rainha e a princesa deveriam ter feito nesta situação? Numa visita ao estrangeiro a regra é: em Roma sê romano. E Wilders sabe isso muito bem.” Será que havia outra opção? Sim, uma opção muito simples: não era preciso ir à mesquita. Não acredito que o Sultão tenha proposto à rainha Beatriz uma visita à mesquita. Será que a ideia partiu da rainha? 

O interesse dos empresários 

Nós certamente julgamos que uma visita à mesquita vai possivelmente facultar mais contratos para as empresas holandesas. Quem isto afirma, desconhece os milionários árabes. Eu conheço-os bem. Vão muito raramente à mesquita. Sabem onde os podemos encontrar? Em bares, discotecas e outros locais muito ocidentais. Eles apenas querem ganhar dinheiro. Nem mais nem menos. E é precisamente por isso que o Irão e a Al Qaida consideram estes regimes [Emiratos Árabes – cdr] como sendo infiéis. 

Contratos de milhões 

Caro leitor, você acha realmente que um milionário árabe vai assinar um contrato de milhões com o porto de Roterdão porque a rainha visitou a mesquita vestida de abaya e de véu? Se esta teoria fosse correcta, toda a gente iria voluntariamente à mesquita! Não nos iludamos, os dirigentes árabes não pediram à rainha para ela visitar a mesquita. Isso foi proposto pela Casa Real, ou por certos círculos próximos do Ministério dos Negócios Estrangeiros. Eles é que gostam de visitar mesquitas. Fantástico, que o façam durante o tempo livre, para isso existe o conceito férias, mas não dissimulado numa visita formal do Chefe de Estado. 

Provocar 

Mas então, porque razão a rainha o fez? Para provocar. A visita a uma mesquita num país longínquo era um sinal dirigido à política interna [faz parte da campanha contra Wilders – cdr]. O círculo restrito da rainha foi quem engendrou esta provocação. E por causa desta provocação o Chefe de Estado é agora tema para todo o tipo de troça – tal como a ‘persiflage’ que foi feita pela Lucky TV.

O que é que ganharam com isso? Nada. Não exageremos a parte informal de uma visita estatal deste tipo. Não tomemos os dirigentes e milionários árabes como pessoas emocionalmente débeis. Eles são em primeiro lugar homens de negócio, e se eles vêm oportunidades lucrativas ou geopolíticas, estarão certamente interessados em nos contactar.

Mas para isso não é preciso a presença da rainha Beatriz. A rainha, devido à sua posição, pode eventualmente facilitar os contactos. Mas contactos não são contratos, para isso é necessário haver razões económicas imperativas de ambos os lados. 

Hilversum [cidade de onde se emite e se fazem os programas da TV-holandesa – cdr]

A comitiva real que fabricou esta provocação, são os mesmos que endoutrinam a população a partir de Hilversum. Como se os árabes, sem esta provocação, não estariam dispostos a assinar contratos com as empresas holandesas! As vezes julgo que os nossos regentes pensam que os seus súbditos são todos estúpidos.

A monarquia tem que ser protegida contra a corte e os amigos da rainha. É estranho ver a rainha como Chefe de Estado constantemente a exigir tolerância e respeito pelos direitos humanos ao povo holandês, enquanto que ela está disposta a honrar os mais desprezíveis símbolos e países.