quinta-feira, 24 de janeiro de 2013

Dos desapressados

Comentário que deixei no FaceBook de Ramiro Marques:

A estratégia do PS era simples: deixar que o governo fizesse o que tem que ser feito e que ele sabe ter que ser feito, de forma a chegar-se às próximas eleições com o trabalho feito mas na cava do processo. O governo sabe que tem que acelerar para lá chegar já depois da cava. Evidentemente que o primeiro caso arrasta o período de sofrimento e o segundo abrevia-o. Para o PS, o sofrimento dos portugueses, aliás criado por ele próprio, é irrelevante, pois apenas lhe interessa estar instalado no poder alimentando de ego e não só, as suas tropas.

Para o PS, como para qualquer socialista, a realidade pouco interessa desde que a onda seja por eles cavalgada. A orgástica recente excitação resultou da sua subida nas sondagens. Este tique da "pressa?" resulta da presente descida.

É gente que vive não da realidade mas do que parece, do marqueting, dos 'sinais', da moda, da crença, do auto-convencimento, do umbigo. Em boa medida militam numa forma desviante de religião, substancialmente solipsista.

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