terça-feira, 7 de maio de 2013

Pandeiretadas

Relativamente a este assunto,

Eu tenho dificuldade em concordar com esse tipo de análise (conteúdo).

Portas configura tudo isso mas também ele sabe que todos sabem que é essa a mais provável análise.

Eu, parece-me que se tratou de dar corda à cavaqueira (não me estou a referir ao PR) mantendo o essencial: este ano concorda, para o ano ... falta 1 ano. Da mesma forma que ele justificou a manutenção das coisas para este ano em função do presente estado de coisas, para o ano ... logo se verá. Infelizmente a política portuguesa, por motivos que vão da incapacidade geral em encarar a bosta em que se caiu à velha máxima vivamos hoje que amanhã logo se vê (não se pode viver todos os dias como se fossem o último e pretender-se viver o dia seguinte), ninguém pretende lembrar-se hoje daquilo que foi dado como garantido pelas oposições relativamente à solidez do governo há 1 ano atrás.

O "incidente" parece-me apenas folclore para manter a tinta a correr.

Muito embora eu tenda a considerar este assunto como de relevância menor, parece-me que quem mais atrapalhado ficou foi Almofadas Seguro.

A "informação" em Portugal vive de encontrar nadas para tudo dizer sobre eles. Parece que ninguém ouviu Portas dizer que a nossa soberania se encontra, de facto, em mãos estranhas. Isso é política e institucionalmente significativo vindo de um membro do governo e uma grande alfinetada ao TC. Mas isto ... é mais do mesmo relativamente às consecutivas alienações de soberania às mãos de Bruxelas. Pôr isso em causa, trazer esse assunto à baila, não vai ao encontro do jornalismo militante porque pode trazer à baila a EURSS em que nos encontramos hoje, coisa bem pós-modernista e muito innn aos 'informativos' ideólogos dos amanhãs que cantam, até mesmo quando eles nem sabem do que me refiro. O que se infiltrou no DNA dessa gente passou a fazer parte do seu sistema operativo e, para efeitos práticos, são favas contadas. A porra é que a "europa" está economicamente de cangalhas e, quer eles queiram quer não, não há amanhãs que resistam ao facto da procissão ainda ir no adro.

2 comentários:

Joaquim Simões disse...

Já é candidata a frase do ano:

"A "informação" em Portugal vive de encontrar nadas para tudo dizer sobre eles."

Porque, digo eu pelo meu lado, é uma frase que diz tudo sobre o nada que é a informação em Portugal.

Joaquim Simões disse...

Já é candidata a frase do ano:

"A "informação" em Portugal vive de encontrar nadas para tudo dizer sobre eles."

Porque, digo eu agora, diz tudo sobre o nada que é a informação em Portugal.