segunda-feira, 23 de junho de 2014

Sobre a pátria do cão de Obama...





... mais três crónicas de Alberto Gonçalves:


O pensamento mágico

Após o heróico 0-4 com a Alemanha, as televisões foram naturalmente à cata de transeuntes frustrados. Encontraram imensos, cada um com a sua justificação para a derrota. Algures em Lisboa, à porta de um daqueles antros que congregavam os militantes do falecido BE, uma rapariga com ar de militante do falecido BE explicava que o pior nem era a goleada: era a goleada perante os alemães e, evidentemente, a sra. Merkel.

Apesar do profundo e até certo ponto indescritível absurdo da opinião, esta esteve longe de ser isolada e circunscrita ao Bairro Alto. Contaram-me que, na Sport TV, o ex-futebolista Carlos Manuel, com um sorriso onde em tempos medrava farto bigode, dissertava antes do jogo sobre a necessidade de vencer a chanceler alemã. O também funcionário da casa Pedro Henriques, que não conheço de lado nenhum e que é o único comentador televisivo que, no futebol e no resto, escapa ao ridículo, informou o sr. Manuel que a sra. Merkel trata de defender os interesses dos seus eleitores, e que teria sido preferível os nossos governantes destes 40 anos procederem de forma idêntica em vez de alimentar bodes expiatórios para a inépcia e a trafulhice.

Do que o País precisava era de um Pedro Henriques em cada esquina. Infelizmente, tal não se vislumbra possível, pelo que convém aceitar a realidade: muitos portugueses não aceitam a realidade. O tipo de cerebelo que julgava vingar as frustrações pátrias num jogo da bola é o mesmo que atribui a terceiros a responsabilidade pelos erros próprios. Por improvável que pareça, havia gente que ansiava por ver no relvado uma compensação face à "arrogância" da sra. Merkel. Sem surpresas, é a mesma gente que decidiu unilateralmente a obrigação da sra. Merkel em patrocinar-nos sem condições. Trata-se, sem tirar nem pôr, daquilo que os antropólogos designam por "pensamento mágico".

O pensamento mágico estabelece nexos de causalidade entre acções ou eventos independentes entre si. Imaginar que a queima de uma madeixa de cabelos implica que o seu antigo proprietário irrompa em chamas é igual a imaginar que um remate certeiro de Cristiano Ronaldo afectaria a economia alemã. Ou a imaginar que a prosperidade da economia alemã é que maldosamente impede o Estado indígena de gastar tudo o que gostaria. Estamos no reino, ou na república, do puro vudu, típico em sociedades primitivas e, pelos vistos, na portuguesa.

A má notícia é que o pensamento mágico é obviamente irrelevante para o mundo exterior. A boa notícia é que pode ser exercido com absoluta liberdade. Se o confronto em Salvador da Bahia não correu bem, nada impede a menina do BE de humilhar a Alemanha numa partida de poker com o Franz do InterRail, ou o ex-futebolista Carlos Manuel de exibir mestria nos dardos contra um retrato do ministro Schauble. Claro que o ideal seria um país capaz de escolher a racionalidade e lidar com as coisas como elas são. Mas isso já entra no domínio do sonho, e convém deixar o pensamento mágico aos especialistas.


O sexo e a idade

Uma Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde realizou um estudo sobre a implementação da educação sexual nas escolas. Os resultados são dúbios. Por um lado, de acordo com o Jornal de Notícias, "os alunos do ensino secundário gostariam ainda de estar mais envolvidos nas atividades relativas à educação sexual nas escolas, manifestando disponibilidade para serem "mentores, em atividades informativas e formativas com colegas mais novos"". Por outro lado, os alunos em geral sentem-se desmotivados - sempre uma maçada nestas questões - e "criticaram a forma "idêntica e sem progressão" de apresentação" dos assuntos. Vamos por partes.

Desde logo, é bom sinal que os petizes mais crescidos pretendam ser "mentores" (um óbvio eufemismo) dos mais pequenitos no que toca ao sexo. Sempre indicia que a existência dos adolescentes contemporâneos não se esgota na PlayStation e no Facebook conforme se chegou a temer. Pelo menos alguns percebem que, em matéria de possibilidades reais, a Patrícia do 8.º G é preferível a Lara Croft.

Em contrapartida, talvez não se aconselhe ouvir as recomendações de crianças a propósito das disciplinas a sério. No caso da Educação Sexual, que não serve para nada, excepto para preencher horários e convencer pedagogos da sua própria modernidade, o problema não se põe. Mas imagine-se que se passa a ouvir os meninos e as meninas acerca dos conteúdos e dos processos de ensino em Matemática, Física e coisas assim: na perspectiva optimista, arrasa-se num ápice com o que resta da exigência educativa. Na perspectiva pessimista, essa exigência faleceu há muito, pelo que ouvir crianças, pais, tios, sindicatos, professores, tutelas ou os órgãos sociais da Associação Recreativa de Massarelos não faz diferença nenhuma.


A terceira via em "collants"

Ainda haverá alguém com vontade de rir das pantominices de "Tozé" Seguro? Bastou espevitar as ambições do dr. Costa para o ainda secretário-geral parecer, por comparação, um paradigma de sensatez. No início da sua caminhada triunfal rumo ao poder, o dr. Costa, que, segundo artigo biográfico no Público, praticou ballet com os "filhos de operários e de prostitutas", começou por adoptar o exacto vazio retórico do seu concorrente. A estratégia motivou, entre a escassa opinião publicada que não venera o antigo bailarino, acusações diversas, ou sobretudo a acusação de que, salvo pela tez de um e as sobrancelhas do outro, era impossível distinguir o dr. Costa do dr. Seguro.

Alarmado, o ex-colega dos filhos de operários e de prostitutas convocou o staff a fim de adoptar novo plano: se a emissão de vacuidades comuns não funcionava, havia que passar a emitir vacuidades absolutamente tresloucadas de modo a elevar-se acima da concorrência - ou, na pior das hipóteses, abaixo.

O primeiro fruto desta visão revisionista surgiu sob a forma de uma pérola de economia alternativa. De acordo com o dr. Costa, o primeiro-ministro "ou aumenta os impostos para aumentar a receita ou faz corte dos salários para baixar a despesa. Ora, nós não podemos viver neste quadro de opções tão limitado e temos que dizer ao primeiro-ministro que percebemos que ele não sabe sair dessa receita". Por felicidade, "há uma outra receita", "uma terceira via" que Passos Coelho "não sabe, nem quer aprender", mas há que "lhe ensinar": "aumentar a riqueza".

Repito, para que não restem dúvidas: num demi plié arrebatador, o dr. Costa propõe aumentar a riqueza. E é isto que distingue os eleitos. Enquanto a comum cavalgadura se debate com um cobertor que ora cobre a cabeça ora cobre os pés, os que desenvolveram o génio junto da descendência de proletários e marginais arranjam um cobertor maior. Desde a Maria Antonieta da lenda e dos brioches que não se via rasgo assim: para não sermos pelintras basta que sejamos milionários, evidência cujas aplicações são ilimitadas. O cidadão hesita entre a bicicleta e os transportes públicos? É melhor comprar um Mercedes. Férias em Tenerife ou no Algarve? Quinze dias no Sandpiper em Barbados. T0 em Campo de Ourique ou T2 no Cacém? T4 tangencial a Washington Square.

A continuar neste ritmo, o dr. Costa já não irá a tempo de ensinar a terceira via ao pobre dr. Passos Coelho. Mas arrisca-se a conquistar a chefia do PS, a liderança do Governo, um ou dois Nobel e um lugar de solista no Bolshoi.

Gente tonta ...

Foi exactamente o que Sócrates fez, aumentar a riqueza.

Por que não abre António Costa uma empresa, paga bem, paga decentemente e a horas a todos os fornecedores, paga todos os impostos e cumpre toda a regulamentação, sem se pendurar na teta do contribuinte?


"De acordo com o dr. Costa, o primeiro-ministro "ou aumenta os impostos para aumentar a receita ou faz corte dos salários para baixar a despesa. Ora, nós não podemos viver neste quadro de opções tão limitado e temos que dizer ao primeiro-ministro que percebemos que ele não sabe sair dessa receita". Por felicidade, "há uma outra receita", "uma terceira via" que Passos Coelho "não sabe, nem quer aprender", mas há que "lhe ensinar": "aumentar a riqueza".

Repito, para que não restem dúvidas: num demi plié arrebatador, o dr. Costa propõe aumentar a riqueza. E é isto que distingue os eleitos. Enquanto a comum cavalgadura se debate com um cobertor que ora cobre a cabeça ora cobre os pés, os que desenvolveram o génio junto da descendência de proletários e marginais arranjam um cobertor maior. Desde a Maria Antonieta da lenda e dos brioches que não se via rasgo assim: para não sermos pelintras basta que sejamos milionários, evidência cujas aplicações são ilimitadas. O cidadão hesita entre a bicicleta e os transportes públicos? É melhor comprar um Mercedes. Férias em Tenerife ou no Algarve? Quinze dias no Sandpiper em Barbados. T0 em Campo de Ourique ou T2 no Cacém? T4 tangencial a Washington Square."

domingo, 22 de junho de 2014

Dos fascistas e da "saída do euro"

Sairemos do euro (ou ele deixará de ser a nossa moeda) se não conseguirmos acompanhar aquilo que ele implica, nomeadamente a produtividade e a despesa do estado.

A conversa da extrema direita/esquerda relativamente à saída de Portugal do euro, não faz qualquer sentido porque essa malta, defenda o que defender, está-se nas tintas para a verdade ou para a realidade. Uma e outra passam-lhes ao lado, o que lhes interessa é a estratégia subjacente ao que pretendem implantar, a saber, ou o socialismo fascista que mantém a propriedade privada mas pretende pôr e dispor dela a seu bel-prazer, ou, simplesmente, 'prescinde' dela decretando o seu fim.

Claro que, entretanto, por pano de fundo temos a doutrina basicamente fascista da komissão europeia, que em tudo mete o nariz e tudo tem regulamentando pretendendo assim continuar. A sanha reguladora da "europa" já deixou tudo e todos no limiar da paralisia. Qualquer coisa que funcione é susceptível de, algures, levantar protestos (alguém dirá que a vantagem conseguida por alguma qualquer empresa funcional lhe trás inconvenientes por qualquer razão exógena) havendo necessidade(!) de estabelecer o paraíso da morte, tudo regulando até que seja irrelevante que alguém tenha uma ideia.

Quando um socialista fala verdade é pura coincidência de quem nem se apercebe nem com isso está ou estará preocupado. E diz amanhã o contrário do que disse hoje afirmando que essa nova posição foi a que sempre teve.

domingo, 15 de junho de 2014

Os sapos cozem-se vivos, devagar

O que os marxistas fazem hoje (BE, PCP, o escarro Os Verdes e o PS-BE) por onde podem e um pouco por todo o lado, especialmente nas democracias onde a todos convencem estar a dita bem sedimentada:

Numa primeira fase encrencam o regime ao ponto de conseguirem condicionar pelo menos uma legislatura. Com a colaboração de militantes (da ideologia, não necessariamente do partido) especialmente bem colocados (no TC, por exemplo), limitam a acção do governo para, "provarem" que não há alternativa.

A seu tempo apresentam-se como salvadores da pátria.

Entretanto, outras lutas internas, entre marxistas, limpam o caminho aos mais fascistas e, logo que possível, soltam a máscara de fascistas e revelam a de comunistas. Deixam de ser movimentos que  toleram a iniciativa e propriedade privadas (fascistas), muito embora tudo façam para mandar em tudo quanto é privado (regulamentação e impostos), para se transmutarem em movimentos que 'prescindem' da propriedade privada transferindo, a decisão sobre a posse dessa propriedade para komités religiosamente mantidos pelo partido hegemónico que sobreviver à refrega.

Ponham os olhos no Brasil e está lá tudo.

Leiam o que escreve Olavo de Carvalho e aprendam. Ou aprendem ou perderão por falta de comparência. Aquela gente, pestilenta, trabalha a longo prazo. É devagar que se cozem sapos vivos.

No Brasil, o racionamento de água de malvas


A implantação, no Brasil, pela president'a' Dilma Rousseff, da ditadura do proletariado, está a gerar ... revolucionárias sinergias. Dedicatórias não lhe têm faltado.


Os fascistas grandoleiros do ISCTE devem andar roídos de inveja.

sábado, 14 de junho de 2014

BIG NEWS Part I: Historic development — New Solar climate model coming

Que o lugar da ciência seja ocupados por cientistas e não por marxistas.
David Evans’ ground-breaking work is a devastating new approach to the climate question. I have been lucky enough to observe the development of this project, and am full of admiration for both Jo and David for their dedication to carrying out a breathtaking research project with no financial reward, simply because it so desperately needed to be done. Let this be the last nail in the coffin of climate extremism. I hope that, as a result of this work, David will be properly recognized by the Australian Government, which – unlike its unlamented predecessor – is open to the possibility that influences other than Man are the principal drivers of the climate. David’s work is heroic in its scale, formidable in its ingenuity, and – as far as a mere layman can judge – very likely to be broadly correct. One should not minimize the courage of David and Jo in persisting unrewarded for so long in what was and is a genuine search for the truth, starting not from any preconception but from that curiosity that is the mainspring of all true science. I wish this project well and congratulate its justifiably proud parents on its birth.

– Thank you Christopher– says Jo.

(Monckton stayed with us in March 2013 and was one of the first to see the developing model. We all got quite caught up in the excitement.)

Todos contra tudo menos contra nós


O passo seguinte só pode ser a instauração da ditadura do proletariado (em marcha). Uma polícia política, esquadrões de execução e desaparecimento, enfim, habilidades dos defensores da pureza da revolução. Nunca foi de outra forma noutros locais.

Se não for possível abortar hoje o processo, segui-se-há uma noite de repressão que pode manter-se indefinidamente ou ser placada por um golpe militar ou uma intervenção estrangeira.

Claro está que sabemos que os "defensores do povo" irão apontar culpas da resultante encrenca aos que correrem com eles.

Já hoje, por cá, é assim e por muito menos. Anda por aí um zote a bramar das benfeitorias de um tal abortado PEC-IV.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

República proletária do Brasil

Pensam que isto veio da cabeça de Dilma? Não veio. Dilma, neste processo, é um fantoche de Cuba. Isto brota das luminárias cubanas, eternas kamaradas do PCP.


Tal como de há muito aqui foi previsto:

Socialismo acaba invariavelmente assim:

E lembram-se da quantidade de especialistas que foram ao Brasil e disseram da coisa maravilhas? Ainda não há muito tempo o professor Marcelo Rebelo de Sousa, comentador universal especialista, lá foi e só viu maravilhas.

O socialismo tem mais seguidores do que pode parecer.

Dos abortistas contracetivos.

Comentário que deixei por aí, em local onde devo manter mais compostura.

Relativamente a dinheiros, os credores concederam-nos dinheiro que teremos que pagar não sabendo como.

No ensino, foi concedida aos alunos uma prova. De que está o PSD à espera para enterrar o sinistro AO? Teremos que ser todos espe(c)tadores responsáveis por mais uma encrenca aplicada a uma geração? Viremos nós a ser espetadores, toureiros, de gente que ficará a braços com mais uma e fresquinha conquista de Abril? Por mim não gosto de touradas, destas ou das outras e escrevo Abril com maiúscula não só por motivos religiosos mas porque foi Abril que me deu possibilidade de cascar em quem penso ser necessário. Os socialistas odeiam Abril, preferem o abril em que eles tudo mandam.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Um professor liberal no ensino público

R. Penny *, publicado no Instituto Liberal

O relato pessoal de um professor de História da prefeitura de São Paulo que revela o caos e o domínio esquerdista na educação pública brasileira

Sou professor concursado. Funcionário público. Tenho estabilidade e só posso ser exonerado se aprontar algo cataclísmico. Recebo rigorosamente em dia, sou crivado de benefícios trabalhistas, posso faltar quando quiser sem ser incomodado e não tenho de apresentar resultados. Ao final da carreira gloriosa, terei direito a aposentadoria integral.

Sobrevivi à dominação comuno-petista e à coação explícita das esquerdas terroristas na universidade.

Formei-me em história, o maior reduto “intelequitual” da corja. Não tive uma mísera aula sobre História Medieval ou uma definição político-social do Império Romano. Era apenas doutrinação marxista. Qualquer postura liberal era rechaçada de imediato pela maioria estridente.

De posse do canudo, passei num concurso, para, literalmente, buscar “endireitar” um pouco o ensino de História, atualmente agonizando nas mãos dos guevaristas.

Leciono para 6° e 7° anos do Ensino Fundamental numa escola na periferia paulistana, reduto que se considera acarinhado pelo PT por receber o assistencialismo comprador de votos do partido. Tenho quórum constante. Meus alunos não faltam nem sob chuva de enxofre com medo de perder o benefício do leite ou o bolsa-família. A presença maciça é um ponto positivo, mas seria melhor se ao menos trouxessem o material escolar (que receberam integralmente da prefeitura). Anos de permissividade e tolerância à indisciplina os tornaram imunes aos poucos mecanismos de controle que tenho. Damos o material, mas não podemos exigir que o levem. Damos o uniforme, mas não podemos impedir que entrem se estiverem sem ele, e em tempos de funk ostentação, o desfile fashion se torna inevitável. O Estatuto da Criança e do Adolescente os garante. Não há fator que posso impedir o Acesso e Permanência.

E isso os alunos aprenderam. Podem não ter aprendido a decompor frações, a enumerar a herança filosófica grega e a conjugar o futuro do pretérito, mas aprenderam que, perante a lei, são inimputáveis.

Alunos me xingam e me afrontam porque represento a autoridade que eles aprenderam nas manifestações recentes a repudiar, vendo a polícia apanhar nos protestos e ainda ser considerada a culpada por isso.Fui recentemente ameaçado de ir parar “na vala” por ter erguido minha voz com um aluno. Não sou “melhor do que ele” para querer impor minha vontade. Palmas para Paulo Freire!

Não há livros didáticos para os trinta e cinco alunos de cada sala. Por ser material compartilhado, há nas páginas pichações toscamente grafadas, com xingamentos e palavras de baixo calão, com crassos erros de ortografia.

Sou orientado a usar o livro deteriorado, mesmo sendo uma tranqueira escrita por prosélitos de Fidel. Outros materiais de apoio não podem passar disso, textos de apoio, comprados com meu dinheiro. A escola não tem condições de tirar cópias a meu bel-prazer. A verba da escola tem outros importantes destinos. Não está sujeita aos meus caprichos pedagógicos e ideológicos.

Há um laboratório de informática excelente. Não posso reclamar. O professor responsável é formado em geografia. Não tem preparo. Fez dois cursos na Diretoria Regional de Educação, ministrados por alguém que deve saber menos que ele e não consegue orientar-nos a como usar o ambiente. Os alunos usam o laboratório como lan-house. A burocracia para usar o equipamento para, por exemplo, fazer uma pesquisa em sala sobre os benefícios da Revolução Industrial é desalentadora. Querem que os alunos fiquem com a opinião do livro. Foi a Revolução do Capitalismo Perverso e Assassino.

Na sala dos professores a situação é ainda mais inominável. Num quadro de avisos um aviso de greve “eminente”. Sei que a categoria presta histórica reverência ao “grevismo”, não obstante, o erro ortográfico, em tal ambiente, deveria ser imperdoável. Não conhecem a diferença entre “iminente” e “eminente”, nem o contrassenso crasso que é um funcionário público concursado, prestador de um serviço essencial, entrar em greve para questionar o salário que aceitara ao ler o edital, prestar o concurso e tomar posse do cargo.

Recebemos “formação” diária. Oito horas-aula por semana a mais no holerite. É o momento em que os educadores se reúnem e atualizam-se. Mostram as fotos da viagem de fim de semana que postaram no “face”, fazem pedidos nas revistas “Avon” e “Natura” que proliferam-se no meio mais do que qualquer livro de pedagogia. Entre uma ação pitoresca e outra, motivos de greve são aventados, afinal, ninguém é de ferro.
O representante do sindicato aparece mais vezes na escola que o supervisor da Regional. Também cumpre seu “papel” de forma mais efetiva. Há sempre a possibilidade de um novo levante irromper se um abono, benefício ou exigência da “categoria” não for acatado.

O Conselho de Escola, como propagam orgulhosamente, é soberano. Toma as decisões que ditam o rumo das verbas. Definiu a compra de um telão para a Sala de Leitura. Agora, graças ao Conselho, os alunos entram na sala, onde há oito mil livros, para assistir comédias de gosto discutível e animações da Disney. A professora de Sala de Leitura sorri e não esconde que a situação melhorou muito. Agora ninguém tira os livros do lugar e lhe dá trabalho extra. Os oito mil livros, adquiridos às expensas dos contribuintes, estão protegidos da ação dos desavisados que poderiam cometer a temeridade de querer lê-los. Estão agora onde querem que estejam: adornando prateleiras.

Em flagrante desrespeito aos alunos frequentes, se um desaparece por seis, sete ou mesmo oito meses inteiros, devo proporcionar a ele a oportunidade de fazer um (!) trabalho de compensação que apague suas faltas. O trabalho, me explicam os superiores, não deve ser difícil demais. Apenas uma documentação para o prontuário que garanta a promoção do aluno para o ano seguinte, sem ter frequentado este. E lá vou eu, passar de ano, rumo ao Ensino Médio, um analfabeto que me imprimiu uma página da wikipedia e colocou o primeiro nome em cima, em garranchos de letra de forma, já que ele não aprendeu a cursiva e foi promovido mesmo assim.

Chega a reunião pedagógica bimestral e lá vamos nós, receber um pouco mais de “Paulo-Freirezação”. Tudo de acordo com a cartilha. Nós fingimos que ensinamos e eles fingem que aprendem.

Mas tudo bem. Temos estabilidade, aposentadoria integral e, claro, greves bienais que aumentam nossos benefícios regularmente.

* Professor de História

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A Alemanha vai para o fracking

A "europa" começou por fazer propostas à Ucrânia que sabia não poder honrar e fazer emergir o velho ódio que os ucranianos nutrem pelos russos por lhes terem aplicado a grande fome.

Armada a confusão "descobrem" que estão na mão dos russos e ... aceitam o fracking.

Nada há de 'melhor' que encontrar um culpado para as decisões que têm que ser tomadas ... nem que tenham que espezinhar os vizinhos. Chamam a isto a "europa do social".

Nivaldo Cordeiro: a sovietização do Brasil

Do traidor Obama

sábado, 7 de junho de 2014

Timoneiros esquerdalhos e tráfico internacional de estupefacientes



Muita atenção a esta história. O esquema seria este: As FARC enviavam droga a Itália, a mafia pagava localmente a uma brasileira que já foi engavetada, a Petrobras pagava às FARC e o dinheiro depositado pela mafia na europa ficava às ordens do PT (Brasil).

A polícia italiana topou e o estado brasileiro teve que se mexer ou iria passar a ser classificado como organização pivot de traficantes (como o estado guineense).

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Esclavagismo

... é claro que este assunto precisa ser muito bem esclarecido porque não é esclavagista apenas quem detêm posse de pessoa humana.



 [Video]
Os médicos cubanos chamados a trabalhar em Portugal recebem um terço daquilo que é pago a qualquer clínico português que exerça as mesmas funções no Serviço Nacional de Saúde. Mas cada um custa quatro mil euros mensais ao Estado português, 80% do dinheiro segue diretamente para o regime de Havana.
 Entretanto, Luís Lavoura verteu, na origem, o seguinte comentário:
Eu conceberia o título deste post num blogue socialista, mas aqui…
Vejamos, não é este negócio totalmente voluntário, da parte de todas as partes envolvidas? Os médicos cubanos não estão, creio eu, a trabalhar obrigados…
Há também que ter em conta que os médicos cubanos tiveram a sua formação académica paga pelo Estado cubano. Podemos dizer que os contribuintes cubanos emprestaram aos médicos dinheiro para eles se formarem. Não é justo que agora esses médicos sejam forçados a devolver, com juros, aquilo que os contribuintes cubanos lhes emprestaram?

(Ademais, deve haver um erro numérico. Se 80% dos 4000 euros segue para Havana, só sobram 800 euros para os médicos. Duvido que alguém possa viver em Portugal, pagando aluguer de casa, com tão pouco.)

... deixei, entretanto, o seguinte comentário:

O que o Lavoura está a dizer é que os pais devem apresentar aos filhos a factura do que gastam para os criar, e devem mantê-los aprisionados até que paguem. E isto no bicho do “social”. O que faria se não fosse.

Não se percebe porque não reclamam que os emigrantes sejam obrigados a pedir autorização ao estado português para emigrar e que seja obrigatório ser o estado a negociar as condições … com a devida ‘comissão’.

Nem Salazar foi tão longe (evidentemente).

ADENDA

Após várias tentativas, consegui apenas deixar mais um comentário. Tentei outros mas não aparecem.

Aqui fica o meu último:

[mais uma tentativa para deixar um comentário]

Não. Não é esclavagismo porque a pessoa tem liberdade de escolher. De outra forma, qualquer contracto seria esclavagismo. Esclavagismo é ser-se obrigado a trabalhar pelo preço estipulado pelo estado, ficando o estado com o que entender, sem que o próprio tenha uma palavra a dizer para além de ficar engaiolado na ilha.

[Como dizia há pouco mas não 'ficou',]

... claro está, que nos defuntos paraísos socialistas ainda iam mais longe. Enviavam os seus melhores aos Gulags para os melhorarem ainda mais e assim melhor servirem a "sociedade" ... que nunca teve, como a cubana não tem, hipótese de declarar que querer ser servida desta forma.

Naturalmente que não só os escravizados são escravizados como as suas famílias são mantidas como reféns. Mesmo assim, alguns, dão o grito do ipiranga. Muito embora o regime tente então cobrar às famílias, elas preferem aguentar para que um dos seus possa sair da prisão. É por isso que toda a sociedade, livre ou não, almeja o melhor para os seus e está disposta a sacrifícios para o conseguir. Só nos paraísos socialistas e marxistas o estado é dono dos "cidadãos".