terça-feira, 8 de junho de 2010

Pequenos detalhes indiciantes de rigor mortis


Há minutos, na RTPMemória, num episódio da série Miss Marple ainda a ser transmitido no momento em que escrevo, esta falava no «retrato do assassino» enquanto na legenda se lia «retrato do alegado assassino».

10 comentários:

  1. em st. mary mead eram muito atrevidotes, com um simples bater de pestana descobriam o assassino.
    era de uma miss assim que precisávamos, o que se poupava em juízes e tribunais...
    estamos condenados a cumprir a lei, que saco!

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  2. Caro anonymoose-que-assim-já-não-é-anónimo:
    Ainda noutro dia num telejornal se falava de uma situação em que, perante para aí umas dez testemunhas, um tipo entrou num café, disparou à queima-roupa e em cheio na cabeça do indivíduo, fugindo em seguida. A jornalista, perante a indignação geral, referiu-se-lhe como "o alegado assassino". E casos semelhantes, dos quais este é um exemplo ao mesmo tempo trágico e caricatural, são cada vez em maior número. Eu próprio tenho conhecimento directo de um e indirecto de outros, além de testemunhos de agentes de polícia que conheço. Como não me suponho mais bem informado, a esse nível, do que os meus restantes compatriotas, penso que haverá por aí uma cada vez maior e intolerável quantdade deles.
    Mas o tom acintoso do seu comentário é que, sinceramente, me enoja. Porque se trata de um seu julgamento sumário sobre um alegado elogio à sumariedade no julgar que eu tenha feito. E você não tem, como eu ou qualquer outro não o tem, direito a julgar sumariamente alguém, muito menos com base em supostas intenções desse outro. Envergonhe-se, portanto, porque quem assim procedeu, arbitrária e prepotentemente, foram os tristes assassinos provincianos do regime anterior, em nome da pátria, e os do lado oriental da europa, em nome do internacionalismo. Ambos os lados em nome do "povo".
    Pois não, meu caro, não sou apologista de julgamentos sumários, como o não sou da impunidade pseudo-humanista a que os legisladores patético-idealistas conferem à delinquência desagregadora da sociedade portuguesa. Mas você, pelos vistos, é. E eu teria, por isso, o direito de dizer que você é... Mas não. Limito-me a dizer que você é... um saco.

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  3. Caro alegado gonçalo tem toda a razão. Mas para mim, que sou fã da série "Sobrenatural" é mais correcto dizer-se "alegado assassino" até que as investigações judiciais e exorcistas estejam concluídas. É que há para aí cada Demónio, entranhado em cada simples mortal!
    Eu não sou alegado, sou mesmo ANÓNIMO.

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  4. Caro ANÓNIMO:
    Do mesmo modo que aquilo que define uma estética, ou mesmo um estilo, é a soma dos elementos necessários para estabelecer e apenas esses, também no plano da justiça (como em qualquer outro, aliás) o uso desadequado e inapropriado dos conceitos prejudica e destrói o sentido do justo que a constitui, o correcto muda-se em incorrecto. E aí, como na estética, o sublime dá lugar ao ridículo, o bom ao prejudicial. Ora aquilo que a justiça NUNCA pode ser é ridícula e tornar-se, por isso, prejudicial.

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  5. "Mas você, pelos vistos, é."

    grande tirada, ó alegado enjoadinho, que julga sumariamente e depois amua.


    "Envergonhe-se"

    um... dois... três, já está. agora é a sua vez.


    "Caro anonymoose-que-assim-já-não-é-anónimo"

    pois não, mas ainda posso melhorar.
    rioprateado, agrada-lhe?
    o-geraldo_geraldes?
    jim-das-selvas?
    patricius?
    bartolomeu braga?

    aguardo palpites.
    a vossa (plural solidário)... não, limito-me a dizer... coerência é um poço sem fundo.

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  6. Ó gonçalo, agora curto-circuitei, carago. Cheguei de um almoço onde bebi 3 quartilhos de branco fresquinho.

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  7. Caros Anonimouses:
    Já chega. Vão dizer ao vosso padrinho que fizeram o servicinho por hoje. Até podem dizer-lhe que pretendem fazer horas extraordinárias. Mas não se esqueçam de levar as calças à moda, rasgadas no devido sítio, como ele gosta.
    Até um dia. O do Juízo Final, de preferência.

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  8. Tá bem, por hoje chega.
    Cá ficamos à espera que vomites novamente. Adoramos a tua porcaria.

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  9. alegado... gonsalinho

    para quem se considera uma pessoa ‘com nível’ não está a deixar-se levar pelo ambiente do blog, não? não corra tanto, já vai a par de alguns e ultrapassou outros, está imparável.
    há que ser assertivo, whatever happens.

    eh eh eh la vita è bella!

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  10. isto leva-nos outra vez para a ontologia da "alegada frota humanitária", "alegados activistas da paz"… é o relativismo. vamos reflectir um pouco nisto…zzzz…zzzz… mas com juizinho“ hmm?

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