sábado, 2 de outubro de 2010

Dos transcendentais pó-de-arroz


Portugal que com todos estes senhores conseguiu a classificação do país mas atrasado da Europa e de todo o Mundo! O país mais selvagem de todas as Áfricas! O exílio dos degredados e dos indiferentes! A África reclusa dos europeus! O entulho das desvantagens e dos sobejos! Portugal inteiro há-de abrir os olhos um dia - se é que a sua cegueira não é incurável e então gritará comigo, a meu lado, a necessidade que Portugal tem de ser qualquer coisa de asseado!

Morra o Dantas, morra! Pim!

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5 comentários:

  1. Voando vai para a praia
    O rio doiro na estrada preta.
    Vai na brasa, de lambreta.

    Leva calções de pirata,
    vermelho de alizarina,
    modelando a coxa fina,
    de impaciente nervura.
    como guache lustroso,
    amarelo de idantreno,
    blusinha de terileno
    desfraldada na cintura.

    Foge, foge, rioleto:
    Vai na brasa, de lambreta.

    Agarrado ao companheiro
    na volúpia da escapada
    pincha no banco traseiro
    em cada volta da estrada.
    Grita de medo fingido,
    que o receio não é com ele,
    mas por cuidado e cautela
    abraça-o pela cintura.
    Vai ditoso e bem seguro.

    Com um rasgão na paisagem
    corta a lambreta afiada,
    engole as bermas da estrada
    e a rumorosa folhagem.
    Urrando, estremece a terra,
    bramir de rinoceronte,
    enfia pelo horizonte
    como um punhal que se enterra.
    Tudo foge à sua volta,
    o céu, as nuvens, as casas,
    e com os bramidos que solta,
    lembra um demónio com asas.

    Na confusão dos sentidos
    já nem percebe rioleto
    se o que lhe chega aos ouvidos
    são ecos de ardor perdidos
    se os rugidos do motor.

    Foge, foge, rioleto
    Vai na brasa, de lambreta

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  2. E quem é ou o que é que representa o Dantas?

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  3. Outra vez erros? E depois vem o Gonçalito e só aponta os erros dos anónimos. E depois diz que não e enreda-se em justificações palermas. E depois devia ter escrito: "Dos transcendentais pós-de-arroz".

    Gostei dos "transcendentais", como gosto dos "estratosféricos", "magalhónicos" e outra adjectivação semelhante. Mostram ... hummm ... bom gosto ... hummm ... e bom senso ...

    Se não fossem burralhos, nem sei que mais poderiam ser.

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  4. Fosse o doiralho anónimo poeta criativo como aquele que aqui lêmos, já o mestre-escola gonçalo não zurzuaria impunemente...

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