domingo, 12 de junho de 2011

Reflexão tardia


O que impressiona nos 28,1% que votaram em José Sócrates (admiradores da governação ou da personalidade do ainda primeiro-ministro, militantes e simpatizantes do Partido Socialista) é que se comportaram como nem mesmo o fazem os sócios e os adeptos dos clubes desportivos, os quais, quando os seus clubes atravessam períodos de maus resultados, não só criticam como exigem a demissão ou a mudança de atletas e a queda das direcções. Não se pode, portanto, afirmar que os efectivos do PS, como é costume dizer-se, encararam a política sob uma primária perspectiva clubística.
Pelo que formulo a única questão cientificamente válida que me ocorre perante este facto: existirá, assim, em Portugal, uma tão elevada percentagem de pura e bruta estupidez?

2 comentários:

  1. Ó se existe!
    Andamos (quase) todos no planeta do faz de conta!
    Realidade? essa coisa feia!
    O nosso povinho está na fase da negação. Não acredita, ou melhor, não quer acreditar que estamos profundamente enterrados na merda!
    Daí, agarram-se a felicidades virtuais como se fossem realidade!
    E abominam quem lhes fala da realidade!
    Ou não estivessem as telenovelas e quejandos na mó de cima!

    ResponderEliminar
  2. Lawrence:

    "Daí, agarram-se a felicidades virtuais como se fossem realidade!
    E abominam quem lhes fala da realidade!
    Ou não estivessem as telenovelas e quejandos na mó de cima! "

    ResponderEliminar