Mostrar mensagens com a etiqueta Ambiente. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Ambiente. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 1 de abril de 2013

Da crise do excesso de falta de abundância






Pode-se ler aqui.


Investigadores alemães concluíram que o aquecimento global contribuiu para um Inverno mais chuvoso e prolongado e que o Verão este ano não vai ser muito quente.


Filipe Duarte Santos, professor catedrático especialista em alterações climatéricas, disse, em entrevista ao Correio da Manhã, que o aquecimento global contribui para Invernos mais severos.
«No Ártico, existe uma grande quantidade de gelo a flutuar que, de ano para ano, está a perder extensão e espessura devido ao aquecimento global. Com menos gelo, há mais água a absorver radiação e a aquecer», explicou.
No entanto, o que está a surpreender os investigadores é o facto de o ar polar Ártico estar a ficar mais quente e a alterar a circulação global da atmosfera, empurrando o ar polar frio para latitudes mais baixas.
«Nas nossas latitudes (o ar polar do ártico), provoca um acréscimo de precipitação, apesar de a tendência ser para maiores períodos de seca. Estamos com uma Primavera com muita chuva, mas para o ano já poderá ser de muito calor. O certo é que teremos fenómenos mais extremos», disse  Filipe Duarte Santos

domingo, 11 de dezembro de 2011

Ribaltas do Carvalho*



Ouvi, mesmo agora, Ana Antunes, da Quercus, dizer à jornalista da SIC Notícias que, com esta conferência sobre o clima," a Europa voltou à ribalta". Do que ninguém duvida.
Ah! E que foram os Estados Unidos os responsáveis pela menor dimensão dos compromissos assumidos. Mas isso, digo eu, já se sabia.

* Para quem não saiba, quercus é classificação botânica comum a carvalhos, azinheiras e sobreiros.

sábado, 10 de dezembro de 2011

Luz: lâmpadas incandescentes, fluorescentes e a LED (actualizado I)

[Este artigo complementa este outro].

Os melancias odeiam deixar ao critério do consumidor o que comprar, adoram mentir e, de entre a mentira, cultivam a meia-verdade.

As lâmpadas fluorescentes e de LED são ambientalmente desastrosas por serem infinitamente mais venenosas que as incandescentes e dão uma péssima luz. Umas e outras consomem menos energia mas aquilo que produzem é de má qualidade.

Luz boa é luz razoavelmente contínua (as fluorescentes já foram muito pulsadas mas são-no agora boas) as de LED são boas a este respeito porque mesmo sendo pulsadas nalguns casos são-no a uma frequência suficientemente alta.

Luz boa é luz cujo espectro permita a visualização de cores de forma tão aproximada como as veríamos com luz natural. Por luz natural podemos e devemos incluir a luz de fogo que connosco convive há muitos milhares de anos e, embora amarela, tem espectro razoavelmente contínuo embora muito fraco no azul.

A luz que entra nos nossos olhos é composta por ondas de rádio de frequências muito altas que compreendem a banda entre os 400 e os 800THz (1 TeraHertz= 1.000.000.000.000 ciclos por segundo). A luz é proveniente de fontes naturais ou artificiais. O Sol é a mais natural das fontes, o fogo será, porventura, a fonte seguinte mais natural.

Para que nós vejamos o que nos rodeia a luz terá que ser reflectida nos objectos e entrar nos nossos olhos.

Os nossos olhos não vêem por igual todas as frequências tendo células especializadas para 3 bandas de frequências (para além da visão nocturna monocromática).



A natureza determinou que cada uma das bandas a que cada tipo de células dos nossos olhos é sensível seja bastante larga não deixando zonas sem cobertura. Mais, o cérebro tem, como é de esperar, um papel fundamental no processo porque duas das bandas (verde e amarelo) são quase sobrepostas e é no cérebro que é criada a noção de vermelho. De tal forma a coisa funciona bem que é possível simular praticamente todas as cores recorrendo à soma (sobreposição) de luz verde vermelha e azul (tristimulus). Daí dizer-se que são estas as 3 cores primárias em termos de soma de luz.

O percurso da luz que nos chega aos olhos parte da fonte de luz, passa pelos objectos onde é reflectida e chega aos nossos olhos onde é detectada. Para que a cor dos objectos seja devidamente avaliada a fonte de luz deve conter a (quase) totalidade de frequências entre a mais alta e a mais baixa de acordo com a curva de emissão de um corpo negro a determinada temperatura.

É fundamental que se perceba como um corpo negro (negro para enfatizar que apenas gera luz e não reflecte) emite luz e emite sempre luz, porque a luz do Sol e do fogo emitem luz de acordo com este princípio.

Espectrograma simplificado da luz do Sol.
Qualquer corpo emite luz desde que, suponho, não se encontra à temperatura zero absoluto (0grK*). Qualquer corpo emite luz mas só a temperaturas de algumas centenas de graus essa luz se torna visível (rubro) porque só a essa temperatura começam a ser emitidas frequências apropriadas à nossa vista. A temperaturas mais baixas são emitidas frequências demasiado baixas e que os nossos olhos não detectam.

Quando um objecto chega ao rubro (metais, em geral), começa a emitir luz dentro do espectro (frequências) visível mas esta emissão é basicamente composta por frequências baixas, contendo poucas frequências àquilo a que chamamos verde e ainda menos para o azul.

 Espectrograma da luz de uma vela. nA risca amarela corresponde à emissão de sódio para adicionado efeitos de verificação de calibração. 

Muito importante é observar-se que muito embora (caso da vela) sejam predominantes frequências baixas, o espectro é completo não havendo ‘buracos’ ou falta de frequências (as riscas de absorção serão, comparativamente, diminutas).

À medida que a temperatura sobe a luz começa a ficar mais ‘clara’ ou seja, começa a conter mais frequências da banda do verde e do azul. Sempre espectros completos, sem falhas.

Espectrograma de um corpo negro a 1000GrK
Esp0ectrograma de um corpo gegro a 3000GrK.
Sensivelmente a temperatura de filamento de
uma lâmapada incandescente de boa qualidade.
As lâmpadas incandescentes trabalham a temperaturas tão altas quanto possível mas, infelizmente, a natureza não nos proporcionou materiais condutores de electricidade capazes de ficarem no estado sólido a temperaturas idênticas à da superfície do sol, nossa principal fonte de luz (6000GrK) e não parece fácil fabricar lâmpadas em que os elementos emissores de luz estejam no estado líquido ou gasoso e a essas temperaturas.

No caso das lâmpadas fluorescentes e de LED o processo de geração de luz não está relacionado à temperatura mas a outros fenómenos físicos pelos quais a luz emitida é-o numa única e estreita banda.

Espectrograma de alguns tipos de led (sobrepostos).

No caso do LED uma única e estreita banda é emitida mas variando as substâncias em que os LEDs são construídos consegue-se obter diferentes bandas. Construindo LEDs incorporando múltiplas junções é possível obter-se um espectro mais completo muito embora muito pouco uniforme.

O caso das fluorescentes é um terceiro caso. Constituídas por uma ampola dentro da qual é colocado um gás, tem ainda, fixado na parede interior da ampola, uma mistura de substâncias cujas moléculas quando excitadas com luz ultra-violeta emitem luz. O ultra-violeta é gerado excitando o gás com corrente eléctrica e a luz emitida pelas substâncias depositadas na parede interna da ampola corresponde à soma das bandas de emissão de cada um dos componentes dessa mistura. Um desses componentes é o mercúrio, substância substancialmente venenosa.

Às fontes de luz do tipo LED ou fluorescentes (como ainda outras do mesmo tipo) chamam-se fontes de espectro interrompido. Às fontes de luz emitida por aquecimento de uma substância (normalmente tungsténio) chamam-se fontes de espectro contínuo.

Quando se avalia um espectro de emissão há que ter em atenção a largura do filtro. Para se poder medir a intensidade por frequência há que usar filtros e quanto mais finos forem melhor permitem determinar as características da fonte de luz. Filtros finos estão ao alcance de poucos e muita propaganda é feita exibindo espectrogramas gerados a partir de filtros largos.

Os espectrogramas podem ser de dois tipos: de emissão e de absorção. Quando uma substância é apropriadamente excitada ela emite luz numa ou mais estreitíssimas bandas e quando luz de espectro contínuo atravessa vapores dessas substâncias as mesmas estreitíssimas bandas são removidas à luz de espectro contínuo tornando-o descontínua. As descontinuidades daqui resultantes são pouco significativas porque (caso do sol) as bandas removidas são aos milhares, elas são tão finas que não comprometem, digamos, a continuidade geral.

As riscas de emissão de diferentes átomos e moléculas são de tal forma finas e intrínsecas a cada substância que são usadas em astronomia para determinação da composição química de corpos distantes.

Aproveitemos o espectro de emissão de uma lâmpada de mercúrio como ferramenta para explicar um pouco por redução ao absurdo, o problema das fontes de luz de espectro interrompido.

 Espectrograma de emissão do mercúrio.
Imaginemos que luz proveniente de uma fonte de mercúrio ionizado era reflectida numa superfície vermelha (vermelho ‘forte’) superfície que apenas reflectiria uma estreita banda correspondente, digamos, aos 600nm. Neste caso a superfície seria vista como negra porque ela apenas reflectiria a banda dos 600nm e a fonte de luz de mercúrio não contém energia nessa banda. Digamos que essa superfície seria visualizada como sendo preta (ausência de qualquer luz). E este o fenómeno que implica que para se visualizar correctamente uma dada cor o espectro de luz que incide sobre ela deve ser contínuo ou as diferentes intensidades relativas entre as várias zonas desse espectro falsearão a cor que será por nas mal identificada.

Qualquer pessoa está ao corrente relativamente à dificuldade em escolher roupa em estabelecimentos comerciais e à tendência que se tem em procurar a luz do Sol para ‘ver bem’. Esta percepção de que não se está a ver bem decorre da maior dificuldade que o nosso cérebro encontra em resolver a ‘matemática’ que resulta de um espectro desequilibrado. Essa dificuldade não é necessariamente algo consciente mas, consciente ou inconscientemente, as pessoas procuram melhor luz.

Trabalhar, especialmente envolvendo cor, em iluminação fluorescente é extremamente cansativo porque o ‘processador de cor’ do cérebro tem uma tarefa difícil para adivinhar aquilo que pela matemática dele são observações incongruentes. As várias cores que lá chegam estão ‘esquisitas’ em particular aquelas que ele conhece (memória).

Não é por acaso que apenas alguns tipos de fluorescentes são aprovadas para espaços escolares.

Não é também por acaso que o comércio da joalharia adora lâmpadas LED. A sua luz é tão segmentada que provoca o aparecimento de franjas coloridas por todo o lado tornando apetecível a aquisição do produto. Estou em crer que quem trabalha na actividade desconhece o fenómeno, mas não desconhece que as vendas sobem com o novo ‘design’ de iluminação. A concorrência encarrega-se de fazer circular a ‘informação’.

Espectrograma de uma dada lâmpada fluorescente (varia consoante o tipo)


Espectrograma extremamente detalhado da luz do Sol.


Espectrogramas de variados elementos incluindo de corpos negros a diferentes temperaturas:

-----------

Um outro tipo de ´lâmpada' fabricada pela VU1 Corporation surgiu há pouco tempo, o tubo de electrões ESL:


[Não disponho ainda de informação espectral fiável. O único gráfico que conheço é este mas desconfio não corresponder à verdade.]

-----------

* Existe uma temperatura mínima abaixo da qual não é possível haver mais ‘frio’. Essa temperatura é −273.15grC ou zero absoluto. Numa outra escala de medição de temperatura, a escala Kelvin, 0GrK corresponde a −273.15grC, 273.15GrK corresponde a 0grC, 1000grK corresponde a 726.85grC. Para converter grC em grK basta somar 273.15, para converter grK em grC basta subtrair 273.15.

sábado, 11 de junho de 2011

Bioideologias

No Nada Disto É Novo:
[...]
O que as bioideologias apresentam é a construção a la carte da identidade humana. Aqui reside seu êxito. O homem é produto da evolução, muda segundo as circunstâncias e é possível fazê-lo evoluir no sentido desejado. Seus meios preferidos são a reivindicação de direitos, a engenharia educativa e a propaganda, apoiados pela engenharia médica e genética. As bioideologias adotam o papel do vitimismo, a “cultura da reclamação”, muito útil para a propaganda, sendo a discriminação um dos seus conceitos centrais. O ódio e o ressentimento são seus sentimentos básicos, ainda que contem também com seus fins lucrativos.
[...] 

quarta-feira, 24 de novembro de 2010

Do conto do vigário para alunos das Novas Oportunidades



A OMM refere que, ao longo dos 10 mil anos anteriores à era industrial, que começou em meados do século XVIII, o dióxido de carbono manteve níveis quase constantes, de 280 ppm (número de moléculas do gás por milhão de moléculas de ar seco).

Desde 1750, o dióxido de carbono aumentou em 38%, especialmente por causa das emissões da queima de combustíveis fósseis, desflorestação e alteração no uso da terra.

A OMM recorda que 60% das emissões de metano são de origem humana e que os 40% restantes derivam de fontes naturais.

O organização alerta que o aquecimento da Terra poderia provocar um aumento das emissões de metano nas regiões árcticas, o que é motivo de grande preocupação para a OMM.

Como é possível tamanha desonestidade e tamanho descaramento?!

sábado, 10 de abril de 2010

quarta-feira, 24 de março de 2010

Investimento produtivo

21.05.2006 - Alcateia de lobos obriga a gastar mais 100 milhões em auto-estrada

Um lobo por três milhões de contos

A alteração do traçado da via e os sobrecustos associados continuam a alimentar polémica. Os chefes autárquicos regionais, e antes de todos o presidente da Câmara de Vila Pouca de Aguiar, o social-democrata Domingos Dias, preferiam a A24 a passar pela encosta nascente da serra do Alvão, uma solução que, nesta altura, está irremediavelmente ultrapassada (a inauguração do troço de Vila Pouca de Aguiar tem conclusão prevista para finais de Junho de 2007). Mesmo assim, o autarca não desiste de soltar a língua e de acusar o Estado central de, em delírio ambientalista, ter avalizado uma solução que desviou o traçado da serra do Alvão para a da Falperra, através do referido viaduto sobre o vale de Vila Pouca. Desvio feito "por causa de uma alcateia de sete lobos" que circula na zona de Vilarinho de Samardã, o que significa que a defesa de cada animal, segundo as contas do líder camarário, "fica por mais de três milhões de contos". Um exagero, pensa Domingos Dias, que roça o insulto a uma região carenciada e a um concelho cujo orçamento camarário o deixa "aflito para comprar um simples autocarro de transporte escolar" (ver texto nestas páginas).

As contas feitas por Domingos Dias ao "custo por lobo" remontam ao tempo em que Valente de Oliveira era ministro das Obras Públicas do Governo de Durão Barroso. Foi o então ministro que lhe falou num disparo de "100 milhões de euros" no custo da obra, ditado sobretudo pelo grande viaduto a ligar as duas encostas. E a coisa podia ter sido pior ainda: depois do chumbo do traçado inicial, uma declaração de impacte ambiental (DIA) de Agosto de 2002 desembocou numa solução que previa o atravessamento do vale de Vila Pouca por um túnel subterrâneo de 650 metros, ainda mais dispendioso do que o viaduto agora em construção; uma segunda DIA, de Julho de 2003, acabaria por impor a versão final, "mais vantajosa sob o ponto de vista técnico e de racionalidade dos custos para o Estado", como sustenta a Estradas de Portugal.

quarta-feira, 17 de março de 2010

E agora?


Na sequência do post anterior: será que estaremos perante um caso flagrante do bullying ambiental provocado pelos desvairados antigos atlantes? Como se pode ter obrigado um pobre animal a viver num equilíbrio ambiental não sancionado pela ciência sancionada pelos Sábios Ecologistas dos Últimos Dias?
Abramos as nossas mentes à reflexão, irmãos.

A crise do emprego


Já viram a quantidade de candidatos que há para aí à vaga deixada pela Irmã Lúcia?!

segunda-feira, 1 de março de 2010

'Hockey Stick' confirmado

Os dados referentes ao famoso gráfico do “hockey stick” foram finalmente encontrados, depois de terem sido "perdidos" pelos investigadores. Confirma-se o crescimento abrupto dos valores projectados relativos ao aquecimento global (clique na imagem para aumentar).

quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Climategate: a cronologia da fraude


Mohib Ebrahim deu-se ao trabalho de reunir a linha cronológica deste desastre científico. Um manancial em permanente actualização pode ser descarregado aqui.

Obrigado ao Ideias Livres pela informação.

quarta-feira, 23 de dezembro de 2009

Avatar

Gosto de cinema. Das histórias e da imagens grandiosas.
Há dias fui ver o sucesso do momento: Avatar.
Não vi em 3D, mas mesmo no ecran tradicional, as imagens são fabulosas e o filme vê-se com prazer.
A ideia de alguém "meter" a sua cabeça dentro de um corpo diferente, não sendo nova, é aqui muito bem explorada.
A história, esse é simples e, contudo, tão radicalmente ideologizada.
Um marine paraplégico vai para um mundo hostil (Pandora), onde os humanos exploram um recurso mineral valioso. A sua missão é controlar um avatar, um corpo do ser mais inteligente de Pandora, e mover-se pelo planeta, em condições que os humanos não estão aptos a fazer, porque a atmosfera não é respirável e porque em Pandora tudo é grande e ameaçador (e muito belo, digo eu).

Trata-se de uma história de amor praticamente decalcada de Pocahontas. Obviamente o marine, no seu corpo de avatar, apaixona-se por uma indígena.

A mensagem do filme é contudo de um radicalismo ambiental próximo das teses da deep ecology.
Estão lá todos os arquétipos e caricaturas:

Uma espécie humana ávida, gananciosa, impiedosa, tecnológica, e sem qualquer respeito pelo ambiente e pelos indígenas.
Um militar bruto, imbecilizado pela violência gratuita, que procura todos os pretextos para usar as armas e o poder.
Um pequeno grupo de cientistas, último reservatório da ética, que acabam a lutar contra os seus, e pelos indígenas.
Um planeta que é incarnação utópica da "Mãe Natureza", uma espécie de "Gaia", com consciência própria, e que está em equilíbrio com todos os seres do planeta, dos quais cuida e mantém em estado de maternal dependência.
Esta Mãe Natureza, está em todo o lado e liga-se aos seres vivos através de sinapses.
Os indígenas têm um apêndice com o qual se ligam à terra e aos animais que montam e usam como meio de transporte. As raízes das árvores ligam-se umas às outras pelas mesmas sinapses, em suma, Pandora é uma gigantesca rede neuronal.
Os indígenas, sendo azuis, grandes e estranhos, comportam-se basicamente como a tribo de Pocahontas.
Quando matam animais para comer, fazem uma choradeira, rezam à Mãe Natureza, e seguem à sua vida.
Os animais que montam não são bem dominados, é uma aceitação mútua que se manifesta pela ligação das sinapses. Vivem em ocos de árvores imensas, não têm tecnologia, usam arcos e flechas envenenadas.
Quem assiste ao filme, toma obviamente partido pelos indígenas e pela "Mãe Natureza", contra os maus, que são os humanos tecnológicos, violentos e exploradores.
Enfim, estão lá todos os bordões maniqueístas.
O final é, obviamente, aquele que David Graber, do U.S. National Park Services imaginava ( “Somos uma praga para nós mesmos e para a Terra") e David Foreman, porta-voz da Ong 'Earth First!', enunciava claramente ("O homemnão é mais importante que qualquer outra espécie... Bem poderia ser que nossa extinção consertasse as coisas”), ou seja, os humanos são derrotados e obrigados a abandonar o planeta, que vive então feliz para sempre.
O herói do filme, comanda os combates contra os humanos, transforma-se num genuíno indígena e vive com a Pocahontas.

Fora o veneno da ideologia subjacente, vale contudo a pena ver o filme pela beleza, pelos efeitos e pela love story.

terça-feira, 22 de dezembro de 2009

Our Heart to Lord Christopher Monckton


Jane Jamison

The United Nations Conference on Climate Change (UNCCC or COP15) in Copenhagen has concluded with no treaty , no “agreement”, no “goals” other than trivial ones, no “enforcement” provisions, and no “reparations” to third world countries, whom do we thank?

The person credited with the first, most credible denouncement of man-made global warming is MIT Professor Richard Lindzen, who presented a paper in 2005 called “Is the Global Warming Alarm Founded on Fact?”

There are the unknown conscientious “objectors” who, just prior to the UNCCC, released thousands of emails and documents proving decades of fraud by the “global warming” institutions and “scholars.” Then came the many scholarly websites (junkscience.com, wattsupwiththat.com, climatedepot.com, icecap.us, cfact.org, sppi.org—to mention just a few) and the scientists who worked over-time analyzing the leaked documents. They have pieced together at least twenty years of “faked” global warming graphs and organized suppression of opposing points of view.

Many of us had perhaps “heard” of the Copenhagen climate summit in recent years, but knew only that it was some sort of kooky follow-up to the Kyoto Treaty, which President Bush had refused to sign.

If it were not for the charismatic and diligent leadership of one man, America and the rest of the industrialized world might not have understood the expense and the socialistic aspects of the proposed Copenhagen treaty until it was way too late. Let us send a “heart” out to the Viscount Monckton of Brenchley, otherwise known as Lord Christopher Monckton of the Science and Public Policy Institute (SPPI), for his tireless efforts in the past two months.

Monckton and the scholars at SPPI, have been critics of the theory of “anthropogenic global warming” for years. As Copenhagen’s treaty summit drew nearer, Monckton went public in an unprecedented way. A YouTube video of him speaking October 14, 2009 in Minnesota was “viral” within days. It has been viewed more than 2.5 million times.

Monckton’s subsequent appearances on the Glenn Beck Fox News show and his many writings focused national attention and debate as no one else had.

Lord Monckton was a credentialed representative to the Copenhagen conference this month, but upon arrival learned he and other “non-believers” were dis-invited. He was struck and knocked to the ground by Danish police as he attempted to enter.

Undaunted, he formed his own “counter-conference” in Copenhagen, concurrent to the “main event,” with 60 climate experts.

This weekend, I sent an email to Lord Monckton to thank him for his hard work and to inquire as to his injuries. Below is his kind response which I share with the American Thinker readers:

Many thanks for your very kind comments. Not too much harm was done at Copenhagen. The truth is emerging now, and it will prevail.

Christmas morn

Follow the star to silent Bethlehem!
The Saviour's cry proclaims salvation's dawn.
With "It is finished!" shall begin for us
The future born with Him on Christmas morn.
For us the Lord of Life will conquer death
And fling away the darkness of the tomb
And bring to us, who dare to love, the breath
Of life eternal from the mortal womb.
Creator creature, Father son, Life life,
Love love becomes, and wins a mother's smile,
And wins our freedom from the age-long strife
Of light with dark, of truthfulness with guile,
Of right with wrong, of joy with misery,
Of life with death. This day the world is free!

--The Viscount Monckton of Brenchley

Thank you, Lord Monckton, our champion of Climate-gate! Merry Christmas, sir!

domingo, 13 de dezembro de 2009

Verdes

A cor é o verde.

Em Copenhaga milhares de verdes e violentos tontos, activistas, políticos, cientistas mafiosos, e celebridades do showbusiness, berram em êxtases religiosos, que o aquecimento global é provocado pelo homem, é a maior ameaça que o mundo enfrenta, choram que querem salvar a Terra e parecem coincidir na solução: suicidar-se economicamente, sacando biliões de dólares às pessoas que vivem nas democracias liberais, para os entregar a dezenas de nababos terceiro-mundistas, evitando assim a morte do planeta.

O facto de eu não perceber como é que se evita a morte do planeta dando o meu dinheiro aos ditadores do 3º mundo, deve-se provavelmente a algum defeito raciocínico meu.

Apesar da na semana passada ter sido posta a nu uma gigantesca fraude no âmago da investigação que sustenta o alarmismo do IPCC, os nossos líderes permanecem determinados a aplicar cada vez mais impostos aos seus cidadãos, em ordem a fazerem regredir as economias à era pré-industrial, para mostrar que estão a fazer algo para resolver um problema que pode nem sequer existir.

E mesmo que existisse, continua a não se ver muito bem como é que as medidas idiotas que se discutem no manicómio de Copenhaga, o resolveriam, atendendo a que a generalidade dos países que não do Ocidente, se estão positivamente nas tintas para o assunto e apenas se interessam porque vêm nisto uma imensa mama, à conta da imbecilidade ocidental.

Apesar da inescapável futilidade do plano, os loucos à solta em Copenhaga continuam fanaticamente apostados numa revolução no nosso modo de vida, apresentando-nos, a habitual utopia revolucionária de um futuro de leite e mel, onde todos seremos felizes e saudáveis, teremos hálito a menta, seremos tu cá tu lá com “o ambiente” e andaremos de túnica a tocar lira, num mundo verde e sustentável.

Em Teerão, o verde é outro, com milhares de manifestantes a berrarem “morte aos aiatolas” e a exigiram liberdade.

A diferença entre Teerão e Copenhaga, é que não há grandes dúvidas de que o Irão constitui um perigo imediato para a paz mundial, se logra completar o seu programa de armas nucleares.

Mas curiosamente, a multitude de Copenhaga prefere peregrinar e manifestar-se pelos ursos polares do que pelos seus semelhantes que aspiram a ser livres.

Os jovens que se manifestam “pelo planeta”, em vários pontos do mundo, em procissões de tipo religioso, estão-se nas tintas para um específico local do planeta, onde os seus pares lutam pela liberdade.

A razão deste no sense é a ditadura da correcção politica, o espírito de manada, a necessidade de estar do “lado certo”, a compulsão de aderir e declamar dogmas de fé

A histeria climática nasce apenas do complexo de culpa do Ocidente e ninguém espera verdadeiramente que o resto do mundo faça alguma coisa.

Só os ocidentais são chamados a pagar, a mudar o seu modo de vida, a expiar pecados reais e imaginários, seus ou dos seus ancestrais. É esta necessidade religiosa de expiação, que leva à histeria suicida de Copenhaga e redunda sempre no mesmo: na transferência de dinheiro para os “pobres”.

Esta “solução”, é recorrente e aplica-se a todos os problemas do mundo.

É preciso resolver o problema da fome?

Temos de dar dinheiro.

A globalização tem de ser “justa”?

É preciso dar dinheiro.

O comércio justo?

Dinheiro

A herança do colonialismo?

Dinheiro?

A expulsão dos mouros?

Dinheiro.

A escravatura?

Dinheiro.

Em pequeno recordo-me vagamente de ler umas revistas missionárias que davam pelo nome de “Cruzada” e “Audácia”. Tenho uma vaga ideia de que gostava mais da segunda, porque tinha desenhos, historias e anedotas, mas o seu objectivo era o mesmo: ajudar os “pretinhos” de África. E as pessoas, pobres como Job, davam, coitados dos pretinhos, estão piores do que nós, vamos lá ajudar a resolver o problema

Hoje há “Cruzadas” e “Audácias” de gigantesca dimensão, como as Agências da ONU, ONG, os U2, os artistas de Hollywood, os Fóruns Sociais, etc.. Toda esta gente anda há anos atarefada a “resolver o problema” e a “ajudar”, pedindo o nosso dinheiro.

Os resultados? Menos dinheiro no nosso bolso e mais no bolso do Bono, dos profissionais da ajuda e dos ditadores do planeta.

O único problema que foi resolvido foi o dos activistas da ajuda, que cresceram e têm hoje uma estrutura paquidérmica, com milhares de pessoas a viverem da própria estrutura.

Como religião que é, a mudança climática tem os seus rituais (peregrinações, procissões, salmos, etc.), e os seus demónios (a industrialização e o capitalismo). O seu Deus é a Natureza (da qual o homem não faz parte) e os seus profetas (Al Gore, IPCC, Leonard di Caprio etc ) ameaçam com o calor do inferno e a condenação eterna os pecadores que não se arrependam e mudem o seu modo de vida. Os pecadores são os heréticos, os cépticos, os incréus, os que duvidam e blasfemam que se calhar a temperatura global tem baixado de há 10 anos a esta parte e que os factos científicos não são determinados por votos, nem resultam de profecias em torno de bolas de cristal.

O que nos leva de volta ao verde de Teerão. É que os manifestantes de Teerão lutam contra um regime de que, no fundo, os manifestantes de Copenhaga gostaram de gostar, porque não tem papas na língua e ataca também o Ocidente pecaminoso, especialmente Israel, outro dos demónios da marabunta que parte escaparates pelas ruas de Copenhaga.

Os verdes de Teerão e o Climategate, ser reconhecidos, provocariam uma crise na fé, forçariam os verdes de Copenhaga a reconhecer por inerência a inconveniente verdade de que nem todo o mal do mundo resulta da indústria, do capitalismo, do Ocidente, da conspiração judaico-maçónica.

É por isso que são ignorados. Os clérigos da histeria climática e a sua congregação nada dizem sobre os verdes iranianos e nada dizem sobre a macacada científica que parece estar por detrás do alarme climático.

E só a loucura dos tempos explica que tantas pessoas exijam em êxtase a destruição do seu próprio modo de vida, para evitar uma crise imaginária.