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sexta-feira, 16 de setembro de 2011

Oh carago!

Mas, então, se o estado da Palestina vier a ser reconhecido, os palestinianos não virão a ser palestinianos? Só quando os judeus forem afogados no Mediterrâneo?

quinta-feira, 18 de agosto de 2011

Bloco de Esquerda: partido tóxico.

Via Lisboa-Tel Aviv, confirma-se o que foi aqui dito há muito: o Bloco de Esquerda é (usando a linguagem preferida daquela zona política) um partido lacaio dos "especuladores".
"O BE considera que o instituir na Constituição Portuguesa, ou nas Constituições onde venha a ser lavrado este limite ao endividamento, um preceito liberal que é contra as necessidades dos países", afirmou o deputado do BE Pedro Filipe Soares, em declarações à Lusa a propósito da medida defendida pelo Presidente francês Nicolas Sarkozy e pela chanceler alemã Angela Merkel.
Afirmava-se no FI, a 27 de Abril de 2010:
Uma das mais insignes forças de cariz fascista e anti-semita, o Bloco de Esquerda, sempre pactuou com o despesismo e com toda e qualquer engorda do estado. Na hora da verdade, mesmo perante a manifesta falta de dinheiro, sempre o Bloco de Esquerda defendeu o despesismo que resultaria, evidentemente, numa maior corrida do estado ao crédito bancário nacional ou internacional.

A razão deste frenesim era óbvia: para o Bloco de Esquerda toda e qualquer engorda do estado vinha a calhar porque se apresentava como paladina da "defesa dos direitos adquiridos".
O Bloco de Esquerda, partido de cariz nazi, fascista, anti-semita e totalitário, consegue ainda reclamar que haja maior endividamento e clamar "não pagamos" sendo de acrescentar às suas qualidades a de partido caloteiro, partido tóxico, partido que pretende colocar Portugal no prego das casas de "especuladores".

sexta-feira, 24 de junho de 2011

Mastúrbios XV - Indignácaro exercício de anti-semitismo nazi

Ora bem. Incapazes de resolver algo mais complexo do que apelar ao fornecimento de papel higiénico, os indignácaros do Rossio preparam-se para aprovar, pela 2ª vez, uma tirada anti-semita.

Este movimento não é mais que um novo furúnculo de ideologia fascista. O que os mantém vivos é o mais puro ódio ao judeu, à democracia, à liberdade.

quinta-feira, 2 de junho de 2011

Dos farro-acampados - III

Tal como eu tinha ontem previsto, hoje, no Rossio, nada restava.

Da fulgorosa revolução anti-semita que iria salvar todas as humanidades do universo, nada resta. Sucumbiu ao cartel das multinacionais bushistas e neo-ultra-liberais do papel higiénico. Sem as macias folhinhas que apropriadamente limpem o olho do cu, não há revolução para ninguém.

Se, na refrega, algum cu ficou para limpar, que usem isto.

quarta-feira, 1 de junho de 2011

Dos farro-acampados II

Hoje, por volta das 9:30, eram 5 os farro-acampados do Rossio e, pasme-se, à excepção de 1, estavam todos acordados.

Em boa verdade, pareceu-me serem 4 por que me pareceu já terem sido infiltrados por um tenebroso e desenfreado bushista ultra-neo-liberal (o captalismo não perdoa): um vendedor de chapéus de chuva, esse que sim, malandro, ainda dormia. Ao que parece, já há comércio à boleia do movimento dos anti-semitas e salvadores da galáxia.

É interessante porque o lancinante apelo ao fornecimento de papel higiénico indica que os anti-semitas se incompatibilizaram com o comércio local, não sendo claro se por gastarem demasiado papel se por espantarem os clientes com a sua carapaça de 'bronze'.

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Não era a Líbia que estava ao leme ...

... de uma comissão qualquer de direitos humanos da ONU? A tal ONU da tal Assembleia Geral que tem passado a vida a condenar Israel?

Parece-me que ainda acabamos por ter que aturar o amigalhaço de Sócrates acampado no recinto de uma das nossas fortalezas. As más línguas dizem que o forte de S. Julião da Barra servirá na perfeição.

Entretanto, a esquerdalha anti-semita que andava num frenesim está em recolhimento. Estará provavelmente acompanhada por Sua Eminâneia o Cardeal D. Fransico Louca*.

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De acordo com a nova ortografia.

Tudo, mas tudo ...

... gente de pás.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Indefensável

Por mais que seja penosa, a verdade deve ser divulgada.

Uma advogada israelita defendeu que deve ser permitido aos judeus assediar sexualmente as mulheres árabes. Esta opinião foi divulgada em direto na televisão israelita.

A advogada judia baseou a sua aberrante ideia em dois argumentos:
- os árabes “violam” o território de Israel, e a violação da terra é um crime sério;
- em segundo lugar, dado que existem casos de assédio de mulheres judias por árabes, então os judeus também devem assediar mulheres árabes.

Acabou declarando que que as mulheres árabes devem ser expulsas de Israel.

Na sequência da divulgação internacional do vídeo abaixo espera-se uma nova onde de indignação contra Isreal e os judeus.





P.S. ao segundo dia - Este post constituiu um teste ao grau de desumanização do judeu de cada um dos anti-semitas que regularemente peregrinam por aqui. No caso, o anti-semitismo pode ser medido pela distância emocionalmente percorrida entre a raiva inicial justificada por uma suposta opinião imoral de um judeu sobre não judeus e a indiferença ou a compreensão perante a mesma imoralidade quando se percebe que, final, o papel dos intervenientes estava invertido.

segunda-feira, 7 de junho de 2010

terça-feira, 3 de novembro de 2009

Alle Menschen werden Brüder - die juden auch?


Biergarten (recomendo a toda a gente) na Baviera em Agosto de 2007


ml: «…importa-se de retirar os über- e unter- e deixar toda a gente simplesmente Menschen?»


Senhora dona ml,

Importo-me sim senhora, quero aproveitar enquanto posso a minha liberdade de colunista, porque quando o José Saramago (o outro semelhante) for ministro da cultura deste país só você e o Sérgio Pinto terão direito de antena.

ml: «…eu que descendo de uma raça de descobridores/globalizadores e sou um bocadinho ‘nacionalista’»

Em todo o caso nacionalista suficiente para chatear a mona a uma pessoa – sobre a colocação de verbos numa frase - que gosta da sua língua mas que apenas viveu nove anos (dos 9 aos 18) no seu jardim à beira-mar plantado!

ml: «…da última vez que uns tipos altos e louraços se consideraram os mais inteligentes e capazes, deu no que deu, …»

Tem toda a razão, é o que dá os socialismos-nacionalistas. Todos eles começam sempre por ser um bocadinho nacionalistas, mas depois misturam-lhe socialismo e a coisa torna-se explosiva e dá no que dá.

ml: «…e as vítimas de ontem já se candidataram a carrascos de hoje.»

Você ainda não percebeu bem a coisa! As vítimas de ontem não têm vontade nenhuma de serem, mais uma vez, as vítimas que sempre foram ao longo da história. Que diabo, querem evitar que os seus filhos ou netos venham a escrever um dia em blogues ‘que da última vez que uma religião (da paz) se considerou a única deu no que deu’.

Acerca do Dawkins nada tenho contra e continua para mim a ser muito popular, é um ateu que explica muito bem e com bastante humor como desmantelar o Altíssimo – e normalmente percebo tudo o que ele diz, que mais desejar?

Acerca de raças creio que o Eça era anti-semita, mas era anti-semita da mesma forma que Camões era racista. Para compreender é preciso ver as coisas no seu contexto e na sua época. Na época de Eça, e no meio em que ele se movia, era pura e simplesmente ‘bon ton’ este tipo de referências à raça judaica, e tem tudo a ver com o excelente p.r. do Vaticano a que anteriormente fiz referência.

O anti-semitismo só deixou abruptamente de ser ‘salonfähig’ – para se tornar tabu – depois do Holocausto, mas inspirado actualmente pela religião da paz retoma o seu curso ‘normal’ em meios de esquerda, mas não só. Só assim é que se compreende a percepção e indignação terrivelmente selectiva em relação às supostas maleficências do judeu.

domingo, 1 de novembro de 2009

Carta a Eurico Moura


O Diogo, em mais uma das suas muito badaladas idiotices baseadas em sítios na Internet e livros obscuros que não se cansa de ler, voltou recentemente a lançar mais algumas das suas pérolas no Fiel Inimigo. Venero, desde já, o esforço heróico dos meus companheiros de blog, que parecem ter paciência para argumentar com o iluminado Diogo. Eu prefiro manter-me afastado desta maré de comentários intelectualmente degradantes por parte do Diogo, não vá eu ser contagiado com o bicho.


Prefiro, dada a desonestidade e fraqueza intelectual do Diogo, responder ao meu caro Eurico Moura, que recentemente também tem comentado no Fiel. Louve-se a participação, como é óbvio, aliás até lhe peço desculpa pelo facto de estar a dirigir-me a si neste post que começa a falar do iluminado Diogo. Acredite, não é qualquer tipo de comparação aquilo que estou a fazer.


Comecemos, pois:


"Que há um lobbie judeu, há"


Como bem referiu o Lidador, nada difere os lobbies Judaicos/Israelitas dos restantes lobbies à face da Terra. Estes lobbies, ao qual o caro Eurico se refere com um estranho desdém, são uma característica das Sociedades Modernas mais desenvolvidas, onde muitas vezes o Poder Político vai contra os interesses/objectivos de grupos de diversa índole. Estes, como forma de defesa e como forma de tentar alterar as premissas e actuações do Poder Político, emitem as denominadas pressões sobre o Poder Político, por forma a verem os seus objectivos atingidos.


Problema para mim são as sociedades sem lobbies e as sociedades onde os lobbies são menos transparentes, sendo de destacar neste último caso as sociedades Europeias. Porque o lobbie é a expressão da insatisfação de minorias e de grupos diversos, que se sentem injustiçados pelo poder político ou por outro qualquer poder que lhes incute ordens com as quais não concordam.


Falará com esse desdém o meu caro Eurico do lobbie sindical? Do lobbie ambiental? Do lobbie gay? Ou não os considera lobbies? Não concorda com o protesto? Acredita que o Estado manda e que nós devemos obedecer? E olhe que eu digo isto e estou longe de ser de esquerda.


"que há extremismo judeu"


Há extremismos de diversa índole, como mais uma vez lhe apontou o Lidador. A diferença é que uns extremismos cortam-nos a cabeça, outros fazem manifestações e pressionam o poder político de forma legal, eu bem sei que é chato, mas sempre é melhor do que nos cortarem a cabeça, não acha? Por isso, não se preocupe com o extremismo Judeu, algo que só existe de forma efectiva em Israel e nos Estados Unidos (aqui muito residual também), porque os Judeus foram alvo de extremismo na Europa e então têm de estar caladinhos...


Você veja que, até em Israel, os extremistas Judeus são impossibilitados de concorrer a eleições. Assim aconteceu com o Rabino Meir Kahane e com o seu partido político, o Kach. O que aconteceu a Kahane depois já nós sabemos: foi assassinado por um Egípcio nos Estados Unidos da América, um daqueles tipos que lhe falava acima, aqueles que cortam as cabeças...


"Parece-me que as posições aqui defendidas, sempre a favor de uma das facções do conflito, se aproximam de uma categoria ou de outra."


Olhe, eu religioso não sou; já de lobbie, creio que me apanhou. Ainda há dias formei um grupo de pressão do qual eu sou o único membro, chamemos-lhe RB pelo aumento da mesada, tendo em vista o aumento da minha mesada, fornecida pelo meu pai. Apesar dos meus grandes argumentos e dos subornos à minha mãe, a quem prometi limpar o quarto caso me ajudasse a pressionar o poder monetário cá de casa, não recebi nada. Mas ao menos não desatei aos cortes de cabeça...


"É muito fácil tomar posição nesta fase do conflito, ignorando décadas de opressão, de invasão territorial de sonegação de direitos a uma população existente no território antes de ele ser ocupado."


Permita-me discordar caro Eurico. É muito mais difícil tomar posição nesta fase do conflito, dado o conhecimento e estudo necessários para nos pronunciar-mos sobre ele. São mais de 4000 anos de história porra. Há 60 anos era mais fácil tomar uma posição, depois das atrocidades Nazis e antes de todas as Guerras travadas, ou estarei eu enganado?


Nunca irei ignorar milénios de opressão ao povo Judeu, esteja descansado. Nem tão pouco vou ignorar as décadas de opressão da Jordânia, do Egipto e da Síria aos "refugiados" Palestinianos, se era a isso que se referia. E muito menos vou ignorar quem em Israel é cidadão Israelita não Judeu e possui direitos que nunca possuíria caso vivesse num qualquer país muçulmano.


Essa história da invasão territorial confesso que não me entra. Não me entra, em primeiro lugar, porque o Sionismo é muito mais antigo que qualquer espécie de nacionalismo Palestino, algo que só surgiu efectivamente em oposição ao Sionismo e, mais concretamente, mais de dez anos depois da fundação do Estado de Israel; não me entra porque quem tem o direito de se queixar de invasão territorial é o Império Otomano ou o Império Britânico, e nós bem sabemos que este último não o vai fazer, não só porque autorizou a sua denominada invasão, a que eu chamo imigração motivada por perseguição, como também porque agora já não manda nos referidos territórios; não me entra porque a esmagadora maioria das terras foi negociada e comprada por Judeus aos habitantes árabes daquela região, que nunca se chamaram Palestinianos, até porque a Palestina nem existia enquanto Estado, sendo até a sua referência geográfica bastante ténue; não me entra porque, apesar de todas as perseguições, continuaram a viver Judeus por aquelas bandas durante 4000 anos; não me entra porque quem foi invadido e foi privado de direitos foram os Judeus (sendo escravizados), há muito tempo atrás, naquela área do Globo, onde já possuíam um Estado com Rei quando a Europa só teve isso muito tempo depois.


Já que fala em sonegação de direitos, reparo que não está indignado com a persistência das autoridades Jordanas em não atribuir cidadania Jordana aos denominados "refugiados" Palestinianos que habitam o país há mais de 50 anos. Reparo, da mesma forma, que você não repara que em Israel 1,5 milhões de árabes têm o direito de voto e, consequentemente, o direito de elegerem os seus representantes. E, mais curioso ainda, note que estes representantes adoptam posições bem anti-Sionistas, conseguindo mesmo assim, apesar daquilo que diz a Constituição (que não existe de facto), não ser ilegalizados, como o foi o Kach do Rabino Kahane. Mas afinal em Israel há direito e direitos, enquanto nos países Muçulmanos há a Sharia e há a negação dos direitos e da liberdade individual. Assim, sugiro que se preocupe com os direitos de quem não tem direitos, e não com os direitos de quem os tem.


Quanto à história da existência de população residente, creio que já frisei acima o que precisa entender sobre o assunto: não existia identidade nacional Palestiniana quando o Sionismo foi criado (1897, embora as pretensões dos Judeus fossem muito mais antigas), quando os Judeus começaram a imigrar e até mesmo quando o Estado de Israel foi criado. O território não foi ocupado como diz, a não ser que considere que os imigrantes Ucranianos estão a ocupar o nosso rico Portugal desde a década de 1990. É de frisar, aliás, que o relacionamento entre Judeus e os Árabes locais foi inicialmente bastante proveitoso para ambos; as coisas descambaram depois, com razões diversas que lhe posso explicar. E, pasme-se(!), até o relacionamento com os Estados vizinhos se afigurava positivo no início da imigração. Ou como justifica o acordo de Emir Faisal com Weizmann, em 1919?


"5- As justificações históricas invocadas pelos israelitas de direita e estrema-direita para ocupar aquele território baseiam-se num livro não histórico, a Bíblia, e portanto são de cariz religioso."


Discordo. São várias as justificações históricas, mas o que é mais importante é analisar o porquê da imigração. Os Judeus durante séculos cantaram o suposto regresso a Sião, onde as perseguições acabariam; Os Judeus tiveram um Estado naquela zona durante mais de um século de história, Estado esse que acabou pela força; Os Judeus são originários daquela zona do Globo e sempre foram maioria lá até à I e II Diáspora Judaica, sendo os árabes ainda não islamizados uma minoria; Os Judeus têm lá os seus lugares sagrados. Como é possível você negar a ligação histórica do povo Judeu àquelas terras? Já assinou a ficha de militante do Hamas?


Os Judeus não teriam necessidade de migrar para aquela zona, importunando os pobres árabes que por acaso até faziam negócios com eles, se não fóssemos nós Europeus a fazer as nossas judiarias...


"6- No seio da sociedade israelita são cada vez mais os que defendem um estado israelo-palestino. Corre muito sangue árabe nas veias de Israel."


Totalmente falso. São cada vez mais aqueles que defendem o Eretz Israel.


"Uma coisa eu sei: o elo mais forte tem sido Israel, apoiado pelo lobbie internacional da alta finança judia e pela poderosa comunidade judaica americana"


Uiiiiiiiiiiiiiii! Alô, Diogo?


"Mas o poder dos países Árabes vizinhos tem vindo a aumentar e a extravasar a região e o conflito tem aumentado o número de extremistas islâmicos."


Partilho a sua preocupação. Mas repare que uma análise mais crua da realidade tornam as coisas bem melhor para Israel, ainda para mais com um Irão nuclear. Os países vizinhos raramente se conseguíram unir para alguma coisa, só o conseguíram para atacar Israel, com os resultados catastróficos para eles que conhecemos. Como se isso não bastasse, o quadro internacional actual dá a Israel grandes vantagens nas relações com as elites políticas do Mundo Árabe e Muçulmano, apesar da necessidade que estes têm de agradar aos extremistas religiosos. Só assim se justifica a existência de um amigável Mubarak, de um amigável Erdogan (com alguns tiques, é certo), de um amigável Abdullah Hussein II da Jordânia e até de um amigável Rei Abdullah Aziz, que propôs a abertura do espaço aéreo Saudita aos caças Israelitas caso estes pretendessem bombardear as instalações nucleares Iranianas. E, repare, nem lhe falei dos Governos relativamente pró-Ocidentais do Iraque, do Afeganistão e do Paquistão. Os problemas dão-se com os extremistas religiosos, com os grupos terroristas e com as organizações criminosas, não com as elites políticas mais esclarecidas, que têm tendência para se ocidentalizar no futuro. São os prazeres mundanos...


"Quantos à boa vida dos palestinos em Israel, deve estar a gozar comigo, não? Vá dizer isso aos que vivem nos territórios ocupados."


Para lhe responder a isto, preciso que me defina territórios ocupados. Porém, vou supor que está a falar da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, sendo que a primeira já não está sob comando Israelita desde 2005 e sendo que a segunda possui já grande autonomia, sendo administrada pela OLP. Quanto a Jerusalém Oriental, não entra para as contas.


Os Árabes Israelitas têm condições de vida muito maiores em Israel do que qualquer árabe nos restantes países Árabes. Por aqui não se discute.


Quanto aos territórios ocupados, não tem que atribuir culpa a Israel, que aliás fornece água, alimentos e energia aos territórios e até abriu um corredor humanitário por altura da Operação Chumbo Endurecido. Como se isso não bastasse, parece que a economia da Cisjordânia vai crescer 7% este ano, dados os esforços das autoridades Israelitas para facilitar a circulação no território. As culpas do ainda baixo nível de vida das populações deve-se mais à incompetência e corrupção da elite política Palestiniana (tente ver as contas de Arafat na Suíça) do que aos Israelitas.


"Sempre ao lado dos mais fracos, que neste caso é o das populações que suportam um sofrimento crescente."


Muito bonito essas suas palavras. O que me tem a dizer sobre o Darfur então? Será que pensa mais naquilo que se passa no Darfur do que no que se passa em Israel, quando já morreram dezenas de milhar de pessoas no primeiro sem que o caso tenha tido a atenção que têm as já conhecidas "atrocidades" Israelitas? Será que se preocupa com os tâmiles no Sri Lanka? Será que se preocupava com os Curdos no regime de Saddam? Será que se preocupou com o número avultado de mortes que ocorreram no Congo no mesmo dia em que se iniciou a Operação Chumbo Endurecido ou, tal como a ONU, preocupou-se mais com um conflito direccionado e justificado no Médio Oriente? Será que se preocupa com os presos políticos Cubanos e Norte-Coreanos?


"A constituição e independência do estado de Israel, as guerras com a anexação de mais território e a criação de milhares de refugiados, criaram uma situação de reacendimento do ódio dos extremistas islâmicos, cada vez mais numerosos, com um fim imprevisível."


A velha história da anexação de território. Israel é atacado e é suposto reagir com falinhas mansas e sem infligir golpes nos adversários? É suposto sair de uma Guerra sem retirar os devidos dividendos estratégicos, políticos e territoriais, ainda para mais quando até à luz do Direito Internacional se considera justíssimo que um país atacado possa, em caso de vitória, anexar território?


Será que o Eurico nutre algum tipo de compaixão pelos refugiados Judeus expulsos dos países árabes em que viviam depois da criação do Estado de Israel? Será que o Eurico sabe que todas as terras sem as quais estes Judeus ficaram davam para fazer 5 Estados de Israel? Será que sabe que estes refugiados (cerca de 1 milhão e 100 mil) são mais do que os "refugiados" Palestinianos (cerca de 700000 em 1950), muitos dos quais nem o são, porque são filhos de refugiados e não verdadeiros refugiados, para além de que muitos saíram pelo próprio pé porque achavam que Israel ia ser esmagado na Guerra de Independência?


Não me parece que saiba. E sabe porque não me parece que saiba? Porque, para um conflito de tamanha natureza e complexidade, o caro Eurico fornece aos leitores do seu blog links da wikipedia para estes formarem opinião sobre o assunto, em vez de bibliografia clara e amplamente recomendada. Talvez por isso a sua posição seja tão débil neste assunto como afirma. Se quiser eu recomendo-lhe uns livros e, aí, voltaremos a falar.

sábado, 31 de outubro de 2009

Um Carmo da Rosa em grande forma...


... escreveu mesmo agora este comentário na caixa deste meu post, complementando o post que eu publicara minutos atrás:
@ Diogo:
«Talvez, mas nos últimos 300 anos ninguém lhes colocou proibições.»
300 anos? Na minha escola 2009 menos 1938 são pelo menos 71! Isto só para abordar uma das pequenas proibições…
@ Diogo:
«Porque é que os judeus se mantiveram sempre à parte?»
De maneira nenhuma são os únicos. O Eça, para aproveitar a maré, nas Cartas de Inglaterra e na pag. 156 dizia o seguinte sobre a falta de adaptação dos ingleses:
Estranha gente, para quem é fora de dúvida que ninguém pode ser moral sem ler a Bíblia, ser forte sem jogar o cricket, e ser gentleman sem ser inglês!E é isto que os torna detestados. Nunca se fundem, nunca se desinglesam. (…) O Francês no interior de África adora sem repugnância o manipanso, e na China usa rabicho. O inglês cai sobre as ideias e as maneiras dos outros, como uma massa de granito na água: e ali fica pesando, com a sua Bíblia, os seus clubs, os seus sports, os seus prejuízos, a sua etiqueta, o seu egoísmo – fazendo na circulação da vida alheia um incomodativo tropeço.
Mas há mais. Quando visitar a Holanda aproveite para ir à Associação Portuguesa de Amesterdão (Vasco da Gamastraat – não estou a gozar!) e vai ver como se sentirá perfeitamente em casa… E se depois der uma voltinha cultural pela Sinagoga Portuguesa, vai ver que os judeus expulsos de Portugal pelo seu bisavô – o que fez empobrecer consideravelmente Portugal e enriquecer a Holanda – conservaram durante séculos a língua de Camões. Na realidade os Coutinhos, Costas e Teixeira de Mattos que para aqui vieram eram bem mais patriotas que o seu bisavô…
@ Diogo: «Porque não há anti-irlandesismo, anti-germanismo, anti-portuguesismo e anti-polaquismo?»
Até há. Mas a razão do anti-semitismo tem a ver com um excelente Pr. do Vaticano baseado numa lenda que reza que os judeus há 2000 mil anos crucificaram um judeu guedelhudo que tinha a mania que fazia milagres. Mais tarde, os romanos, cansados de adorarem tantos deuses, resolveram reestruturar a empresa demitindo uma grande quantidade deles ficando apenas com três – Deus pai, o Filho (o tal hippie judeu em cuecas espetado na cruz) e o Espírito Santo.Caro Diogo, já agora gostaria de saber se o seu argumento - porque não há anti-…. também é válido em relação ao anti-islamismo?
@ Diogo:
«Porque dominam eles há mais de duzentos anos em toda a Europa, os Media e as Finanças?»
Que exagero! Mas ok, e porque dominam os brasileiros há 50 anos o futebol internacional? E porque dominam os holandeses o mercado das flores? E porque dominam os chineses o ping-pong? E o Islão o terrorismo internacional? E a esquerda hoje em dia o monopólio da estupidez e da reacionarice?
@ Diogo:
«Serão mais inteligentes e trabalhadores que os outros povos? Ou actuam como uma máfia?»
Bem visto Diogo, é isso precisamente, uma máfia de gente mais inteligente e mais trabalhadora que os restantes. É uma foda mas é verdade, estes paus-cortados (como dizem os brasileiros) são o povo escolhido pelo Altíssimo, não há nada a fazer – eu diria mesmo que eles e não os alemães, como pensava o tio Adolfo, quem encarnam perfeitamente o Ubermensch…

Meu caro Diogo:


Afirmar que, nos últimos 300 anos, ninguém colocou proibições aos judeus é algo que faria rir o próprio Hitler. Em seguida, que nunca tiveram grande apetite pelo trabalho agrícola ou industrial, revela um vasto conhecimento, bebido em fontes informativas de excepcional qualidade que o mesmo Hitler não desdenharia, caso tivesse seguido a carreira de comediante stand-up. Finalmente, que os judeus, ao contrário dos italianos, por exemplo, se mantiveram à margem até na América, denota, da sua parte, um golpe de vista digno de uma verdadeira águia germânica no seu melhor. Não lhe chegou para ver o que eu digo no que escrevi, mas também, caramba!, lá do alto, nem uma águia consegue distinguir minudências tão microscópicas no terreno.
Disse-me, todavia, um pardalito que, embora menos alto voe, terá lobrigado um animalzinho minúsculo, espécie de animal híbrido, geneticamente transformado talvez, que, com aspecto geral de víbora, se locomovia apoiado nos cascos que lhe despontavam dos lombos e erguia aos céus umas orelhas monstruosas, as quais, quando estendidas em toda a sua dimensão, alcançavam o topo dos montes Hermínios. Da boca da besta saía um som cavo, algo entre o zurro e urro, que se assemelhava, na sua articulação, a uma expressão estranha. "Nacional-matarruanismo!", foi o que lhe pareceu ouvir, vindo da sua garganta fétida. Tão arrepiado fiquei que, juro-lhe!, meu caro Diogo, se algum dia topar com ele, não obterá de mim palavra alguma, seja a que pretexto for, mesmo que intente provocar-me.
É que ele há bicheza que dá nojo! Mesmo àqueles que, como eu, mas certamente bastante menos do que o meu amigo, conhece a história dos seres que surgiram à superfície ou nos subterrâneos do nosso amado planeta.

sexta-feira, 30 de outubro de 2009

Breve e sem revisão de texto


1. Os judeus são como nós: não são santos.
2. Os judeus foram atirados para a prática da usura a dada altura da Idade Média, por lhes haver sido proibida até mesmo serem agricultores.
3. Os judeus como todos nós, defendem-se e previnem-se, tendo em atenção o que já lhes aconteceu. Se não adquirissem poder, estavam lixados com f grande.
4. Os judeus sempre emigraram, dada a pobreza do solo de Israel. A sua capacidade de criar riqueza foi motivo frequente de invejas e de perseguições, frequentemente justificadas pelos idiotas, pelas “boas almas” e pelos espertalhões que pululam abundantemente em todo o lado com a necessidade de acabar com a “conspiração”. Um argumento facilmente aceite e aproveitado pelo resto dos idiotas, “boas almas” e espertalhões, dado o carácter fechado do lado religioso judeu.
5. Os judeus desde sempre tiveram também, por isso, de saber fazer um jogo muito arriscado com aqueles que, para não os hostilizarem ou para lhes garantir protecção, lhes exigiam a riqueza acumulada pelo trabalho para financiarem os seus próprios fins. Já em Roma, tiveram que apoiar financeiramente Júlio César.
6. Não é preciso justificar metafísica ou darwinamente a inteligência demonstrada pelos judeus. A sua influência e predominância determinantes na economia e na cultura terá seguramente um pilar maior no elementar, mas decisivo, facto de ser obrigatório o saber ler para poder conhecer os textos sagrados. A disciplina e o desenvolvimento intelectual que a prática da leitura implica, superiorizam, desde logo, incomensuravelmente, as crianças israelitas em relação às restantes crianças e adultos de um mundo quase todo analfabeto. Tornam-nas mais capazes de dar atenção aos problemas e um maior horizonte na sua resolução, pelo alargamento do mundo que proporcionam. E tornam-nas igualmente mais capazes de levantar as questões culturais e científicas que são a base da nossa civilização, que eles formaram, de raiz, juntamente com os gregos. Não há, pois, diferença entre a nossa cultura e a cultura “deles”. São uma e a mesma.
7. Numa carta dirigida ao cunhado, emigrado na América do Sul no último quartel do século XIX, empenhado na reconstrução do “Paraíso Ariano” que Hitler haveria mais tarde de concretizar, Nietzsche pede para que ele não continue a convidá-lo para um projecto que em nada lhe interessa e com o qual nem sequer está de acordo, e que não o aborreça mais com anti-semitismos. As críticas mais inteligentes à sua filosofia que lhe chegaram às mãos vieram, afirma Nietzsche, precisamente dos judeus. Nietzsche não é nem nunca foi, anti-semita, mas sim ateu e, ao fazer a crítica da cultura ocidental, está, natural e implicitamente a fazer a crítica das concepções religiosas judaicas. Evidentemente, pelo que eu disse no parágrafo anterior.
8. O problema entre os árabes e os israelitas é, portanto, de natureza cultural. Os judeus são, para os países islâmicos, o Ocidente libertino e ser libertino é contestar a ordem do feudalismo e do despotismo que adoptaram o islamismo como sua justificação, já que o Corão, na sua pretensão de ser definitivamente claro, acaba por não o conseguir, tornando-se assim num óptimo referencial para idiotas, “boas almas” e espertalhões, mais do que o cristianismo o foi ou possa continuar a sê-lo. E, por isso mesmo, um obstáculo a toda a evolução de carácter cultural e científico. Bem como um instrumento de manobrável de conflitos, também maior do que o cristianismo o foi ou possa continuar a ser. Decisivo nisto tudo é ainda o facto de, enquanto o cristianismo condena a vingança, o Corão a admitir, sem sequer especificar em que é que consiste uma vingança verdadeira.
9. Eça disse muita coisa interessante, mas também se fartou de dizer asneiras. O que é típico do ser humano. Como o princípio da autoridade é estranho à minha natureza, aceito de Eça, em consciência, o que penso poder aceitar. O resto, não, mesmo que o que eu penso seja uma asneira de calibre igual ou semelhante àquela que ele sentenciou. Aliás, a maior dimensão intelectual da Geração de 70 foi sempre a de Antero, a de Santo Antero, como num arroubo (pateta) de admiração lhe chamou Eça. Que tal dar-lhe uma maior atenção?

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Anti-semitismo


O Partido Conservador Britânico integra, no Parlamento Europeu, o Grupo “Conservadores e Reformistas Europeus", encabeçado por M. Kaminski, notório anti-semita polaco, ligado a grupos católicos extremistas.

Também presente no Parlamento Europeu está Nick Griffin, líder do Partido Nacional Britânico, conhecido, entre outras facécias, por negar que o Holocausto tenha existido, e pelas teorias da conspiração sobre grupos secretos de judeus que controlariam a comunicação social inglesa.

Ainda na Grã-Bretanha, as centrais sindicais, controladas pelo Partido Trabalhista, andam numa roda viva a promover boicotes contra Israel embora, paradoxalmente, nem por um momento lhes passe pela cabeça pedir boicotes a países árabes onde a repressão é brutal e os direitos dos trabalhadores primam pela ausência (e que são quase todos).

No Parlamento Europeu está também o nosso Bloco de Esquerda, representado pelo Dr Miguel Portas, conhecido pela virulência das suas posições anti-semitas e pela subserviência peganhosa a ícones do terrorismo islâmico, como o Hezbolah o Hamas.

Aqui ao lado, em Espanha, um ministro qualquer proibiu a presença de uma universidade judaica num evento sobre energias alternativas, alegando inexistentes “ directivas da EU”, ao mesmo tempo que o Ministro dos Estrangeiros se passeia de braço dado com Chavez, Kadaffis, Castros, e outros grandes amigos da liberdade.

De um modo geral, à esquerda e à direita, os políticos europeus encaram com normalidade e complacência os apelos semanais da hierarquia iraniana, à destruição de Israel, e a repetição continua e descarada, pelos aiatolas, das mais espatafúrdias teses do Mein Kampf.. A mesma complacência que, de resto, demonstram perante os explícitos apelos o ódio contra os judeus que todos os dias são ecoados na cada vez mais numerosa rede de mesquitas financiadas pela Arábia Saudita, por toda a Europa.

O facto de o Hamas, cuja carta “ constitucional” contém o imperativo de destruir os judeus e Israel, ter lançado uma chuva de mísseis sobre Israel, é considerado “ normal” e não justificativo de uso da força por parte de Israel, cuja reacção é invariavelmente classificada de “ desproporcionada” e “criminosa”.

Aliás pelas mesmíssimas pessoas que fazem por ignorar que a resposta britânica a algumas cenenas de V1 e V2 lançadas sobre Londres em 1944, foi a destruição quase completa de Hamburgo e Dresden, etc.

Estes factos mostram que a profecia de Hitler “Passarão os séculos, mas nas ruínas das nossas cidades e monumentos, renovar-se-á o ódio contra aqueles que são os verdadeiros responsáveis por isto: o judaísmo internacional!”, se está a cumprir.

Há um novo anti-semitismo em movimento, que tem já deputados em todo o espectro ideológico e que elabora libelos e narrativas conspiratórias sobre a malignidade do famoso “lobi judaico”, um conjunto secreto de secretas pessoas que se reúnem secretamente em secretos lugares a secretas horas, para secretamente manobrar fios secretos, responsáveis por todos os males que nos afligem.

Este anti-semitismo não é claro e assumido como o nazi ou o dos czares, nem escorregadio e cínico, como o protagonizado pelo comunismo soviético, mas está a crescer e é cada vez mais poderoso, não só porque tem o antigo apelo à demonização do judeu, mas porque conta com o apoio, empenhado e em metálico, de numerosos estados a nadar em petrodólares.

Este anti-semitismo disfarça-se de “anti-sionismo” e “apoio à causa palestiniana” e, montado nestas falácias, é já hoje parte integrante da politica europeia, tem voz no Parlamento e traduz-se em milhões de euros anualmente concedidos a grupos de activistas que apenas têm Israel no radar.