domingo, 8 de dezembro de 2013

Cripto-esquerdalhada multiculturalista

A Guerra aqui vai brava, Rio de Prata (não sou eu) vai muito bem.

Neste caso, o espécimen em causa não é um idiota-útil. O idiota útil tem habitualmente problemas de consciência mas evita-os acreditando dogmaticamente. O espécimen em causa pode bem ser classificado como vigarista. Sabe que mente mas não tem qualquer problema de consciência.

Como cereja em bolo, pretende assumir-se como independente.

R.O'Sullivan vs. M.Campbell - UK Championship 2013

From the "I can not believe" department ...



sexta-feira, 6 de dezembro de 2013

Quanto mais armas menos assassinatos

Evidentemente:
According to the report, the "firearm-related murder and non-negligent homicide" rate was 6.6 per 100,000 Americans in 1993. Following the exponential growth in the number of guns, that rate fell to 3.6 per 100,000 in 2000.

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Furiosos furacões?

A época de furacões de 2013 foi a mais calma desde 1960.
The 2013 hurricane season just ended as one of the five quietest years since 1960. But don’t expect anyone who pointed to last year’s hurricanes as “proof” of the need to act against global warming to apologize; the warmists don’t work that way.

E mais um cerco ...

... de professores à Assembleia da República acaba em flop total.

Isto tem vantagens. Parece que são cada vez menos os professores que não têm a noção do ridículo.

Burros e sindicalistas (ou vice-versa)




Eis do que se fala em duas crónicas de Alberto Gonçalves:



E o burro somos nós


Já quase toda a gente foi informada de que a edição europeia do New York Times cedeu boa parte da primeira página ao burro mirandês, um animal doce cuja preservação depende de subsídios e que o autor do artigo usou como metáfora para a situação portuguesa, ou pelo menos do interior português. Em vez de nos resignarmos à galhofa e a outras, e evidentes, metáforas, convinha ler o artigo com atenção e notar as palavras de Orlando Vaqueiro, ex-presidente da Junta de Freguesia de Ifanes (160 habitantes), que declarou ao NYT: "Os subsídios são necessários para manter os burros, mas sucede que todos se tornam completamente dependentes deles, logo não existe espírito de inovação nem vontade de modernizar ou produzir mais." Aqui, já nada é metafórico, mas a pura verdade, e é curioso que tenha sido um político a resumi-la. É natural tratar-se um político obscuríssimo e sem sombra de carreira. Para os hábitos caseiros e as vulgares perspectivas de ascensão, o homem é (preencham o resto com o nome de um animal da vossa, ou nossa, predilecção).


Humilhados e ofendidos

(imagem recolhida aqui)

Na falta de um povo que execute arruaças por eles, os próprios sindicalistas resolveram entreter o ócio e passar um dia a forçar a entrada em ministérios. Na falta de um Governo com vestígios de coragem, os sindicalistas não foram recebidos por uma ordem de detenção, conforme seria razoável, mas pelos governantes ou seus representantes, cheios de compreensão e agendas para marcar reuniões com os arruaceiros. Percebo a ideia. Se meia dúzia de larápios me invadirem a casa, a minha reacção natural é aprazar uma almoçarada com os ditos. E se, numa perspectiva diferente, o chefe da repartição de Finanças não me desempatar uma chatice qualquer com a brevidade desejada, furo-lhe dois pneus do carro e tudo terminará entre abraços. Ou não?

Se calhar, não. Num país em que as desigualdades são pasto da demagogia mas raramente preocupam mesmo alguém, é possível que o cidadão comum contemple este espectáculo e sinta que alguma coisa lhe escapa. Porque é que alguns são livres de violar a lei e outros não? Porque é que alguns são julgados instantaneamente após dirigirem uns remoques ao Presidente da República e outros incitam à violência popular sem que lhes aconteça nada? Porque é alguns vêem a vida a andar para trás a pretexto de uma mísera prestação à Segurança Social e outros vêem dívidas de 17 milhões "assumidas" pelos contribuintes em peso? Porque é que eu, você e o meu vizinho do lado devemos obediência à autoridade e um conhecido treinador da bola consegue tratar a autoridade ao tabefe sem consequências dignas do nome? Porque é que delinquentes sem posto são impedidos de trepar a escadaria do Parlamento e centenas de polícias em fúria não? Porque é que deputados recorrem à nostalgia revolucionária para montar "piquetes" e aos benefícios do cargo para evitar represálias?

A impunidade de que tanto se fala e que tanto se condena não se esgota no estereótipo do banqueiro anafado, de preferência com cartola e monóculo. Há imensos privilégios à solta, e cada um implica a humilhação dos que não os gozam. E um gozo a cada menção do lendário Estado de direito.

A guerra a todos e cada um

O ilusionista precisa de uma licença para ter um coelho ...


Os melancias amuaram!

Não tendo sido eleitos não precisam prestar contas:
For the first time ever, environmental groups have staged a mass walkout of a U.N. climate summit. Citing immense frustration…hundreds of people from dozens of environmental groups and movements from all corners of the Earth have voluntarily withdrawn from the talks. According to a spokesperson for Oxfam, around 800 civil society members (which is the label applied to all advocate and activist types at these meetings) have walked out.

Apesar de jamais terem sido eleitos, pretendiam mandar no mundo todo. Podem ter a certeza que vão rastejar para debaixo de um qualquer calhau e aparecer, algures, para tentar repetir a receita.

Afogou-se no próprio disparate

Charles Monnett, o cientista que "estudou" o afogamento dos ursos polares decorrente do "aquecimento global" acabou por se reformar depois de ter andado pelos tribunais a "debater" o caso ...

terça-feira, 3 de dezembro de 2013

E viva o "combate" ao desemprego

Esta ideia genial do marxista Maduro de criar um ministério para aprovação dos preços e da margem de lucro de todos os produtos e de todos os comerciantes venezuelanos é "genial". Vai certamente ser uma medida de forte combate ao desemprego. Para desempenhar tal tarefa é provável que 50 milhões de funcionários públicos seja suficiente.

... nem quero imaginar o grau de corrupção que se vai instalar.

E muito bem ...

... por Helena Matos.

Decálogo do português mediático

1. A Igreja é boa se for progressista. O Tribunal Constitucional é bom se for progressista. O Papa é bom se for progressista. Cavaco Silva nunca é progressista mas às vezes tem umas intermitências em que apoia os progressistas e nesses fugazes momentos deixa de ser "Cavaco" para ser senhor Presidente da República. Mas só nesses!

2. A ‘troika' até às eleições de 2011 era boa porque ia ajudar o País a entrar numa nova etapa de desenvolvimento que graças a um choque reformista colocaria Portugal na primeira linha das nações mais avançadas.


3. A ‘troika' a partir das eleições de 2011 é má porque nos impõe uma austeridade que impede o desenvolvimento económico e social que o País aliás registava até à sua chegada. Assim o fim da intervenção da ‘troika' em Portugal deve ser referido como libertação e todo o progressista acredita que após esse dia o Estado português não só pode como deve voltar a gastar como fez até 2011.


4. No passado as reformas não foram feitas porque os líderes políticos preferiram ganhar votos a salvar o País e o Estado social. No presente as reformas não podem ser feitas porque são feitas à bruta, com cortes cegos e sem tempo de adaptação. No futuro já não vamos a tempo de fazer as reformas porque no passado - que por sinal é o nosso presente - não houve homens que tivessem coragem de as fazer. Em resumo, o presente nunca é o tempo certo para fazer reformas (ou o que quer que seja) mas quando o presente se torna passado é óbvio que as reformas deviam ter sido feitas. Se houvesse homens, claro! (Confesso que esta conversa sobre a falta de homens me parece um pouco reacionária para não dizer mais!)
5. Quem pensa como os progressistas são pessoas muito inteligentes, muito amigas dos pobres e naturalmente com certificado de anti-fascismo e de lídimos defensores do Estado Social. Em certos graus de progressismo até se chega ao estatuto de pai da Constituição, do Estado Social ou da democracia. Quem não concorda com os progressistas são pessoas atrasadas, reacionárias e analfabetas porque mesmo que saibam ler não retiram a devida mensagem do que lêem e naturalmente são estéreis em matéria de paternidades honoris causa.


6. A desigualdade é um espinho cravado no coração dos progressistas. Se formos todos igualmente pobres não há problema algum. Mas haver pobres e ricos isso é uma afronta. Para alguns progressistas mais progressistas a pobreza resolve-se confiscando os bens dos ricos que uma vez espoliados ficavam igualmente pobres (ou, mais provavelmente ainda, iam ser ricos para outro lado). Outros progressistas mais pragmáticos propõem um regime alternado: às segundas, quartas e sextas diz-se mal dos ricos, às terças, quintas e sábados exige-se-lhes que invistam no País para criarem emprego. Aos domingos descansam, que o progressismo agora anda beato.


7.Todos os dias o progressista tem de falar de fome, acompanhando a palavra "fome" de uma espécie de movimento dos músculos faciais como se estivesse a pronunciar a palavra Guantanamo nos tempos de Bush (fazer esgar). Depois veio Obama, o homem que ia fechar Guantanamo (pausa para fazer ar sofredor) que por acaso não fechou mas isso não interessa nada. Até à eleição de um presidente republicano, claro.


8. Se o povo não faz aquilo que os progressistas mandam tal deve-se ao facto de o povo estar cheio de fome e já não conseguir mover-se ou de estar aterrorizado e não vir para a rua por medo. Mas nunca, jamais, em tempo algum por discordar dos progressistas, pois a essência do progressismo radica na transmigração das almas: a alma do povo comunica com as mentes progressistas (e apenas com estas) e diz-lhes o que quer, sente e deseja. Quanto às outras almas, a sua natureza não progressista condena-as à partida ao inferno da bruteza, embora algumas consigam redimir-se, particularmente se tiverem sido salazaristas pois nesse caso basta-lhes repetir o que na década de 50 do século passado diziam sobre os partidos e ficam automaticamente progressistas.


9. Estão momentaneamente autorizados a celebração do 1º de Dezembro e o uso da expressão protectorado que noutros tempos seriam coisa de gente muito reacionária mas agora ficam assim a meio caminho entre a direita pita shoarma e a esquerda patriótica que trocou o caviar pelo pão com chouriço.


10. Discordar dos princípios atrás enunciados é sinal inequívoco de anti-progressismo, atitude que em Portugal equivale a pecado mediaticamente mortal. Amen.

domingo, 1 de dezembro de 2013

UE: bolchevismo requentado

Aos 12:30 [tradução minha]

"Ainda há pouco tempo tive a possibilidade de confirmar que os pro-europeus na UE pensam ser civilizacionalmente superiores e mais avançados relativamente a toda a gente. Na semana passada estive com um grupo de especialistas e diplomatas falando sobre como a integração europeia é a mais sofisticada estrutura política na história da humanidade.

Esta gente é como os bolcheviques iniciais. Acreditam genuinamente que estão na vanguarda da história, e que quem quer que seja que esteja contra eles, ou não esteja com eles, é, de alguma forma, um bárbaro, ou reaccionário ou o que quer que seja. A presunção está bem vida e cultivada nas chancelarias da UE."