No 1º semestre de 2007, o Exército Libanês cercou Nahr al-Bared, zona onde vivem 40 000 palestinianos e durante mais de dois meses, bombardeou com artilharia, foguetes, aviação, carros de combate, etc.
O objectivo da operação era destruir um grupo terrorista palestiniano que dali desencadeava atentados, se misturava na população e a usava como escudo humano para se proteger das retaliações.
A operação foi justificada mas sangrenta e terá andado perto dos 300 mortos e milhares de feridos.
O que se está a passar em Gaza é, mutatis mutandis, idêntico
A grande diferença é que no caso libanês, não houve uma única manifestação de "apoio à causa palestiniana".
Nenhum esquerdista europeu saíu à rua para gritar a sua indignação pelos "crimes de guerra" do Exército libanês; nenhum blogger ou jornalista da imprensa "progressista", assinou petições a exigir o "fim da agressão".
Não houve convocações do Conselho de Segurança, não houve debates inflamados contra a "força desporporcionada", o Secretário-Geral da ONU não fez dramáticos apelos ao cessar-fogo, e muito menos a rua árabeinvadiu as ruas dos outros para queimar bandeiras e berrar contra a "injustiça" e as "humilhações ao Islão".
Nada....apenas se ouviu o silêncio.
O mesmo silêncio que se ouviu quando o Hamas matou mais de 300 palestinianos num golpe de estado em Gaza. O mesmo silêncio que se ouviu 6 mil vezes ao longo destes últimos anos, quando igual numero de mísseis e granadas de morteiro foram lançadas sobre povoações israelitas.
O mesmo silêncio que se ouve hoje, depois de se saber que o Hamas está nos últimos dias a neutralizar sistematicamente os seus opositores na Faixa de Gaza, matando-os, partindo-lhes as mãos ou disparando para as suas pernas, para os impedir de explorarem a situação em seu benefício.
Isto leva a várias conclusões:
1-O "sofrimento" dos palestinianos só existe quando do outro lado está Israel. Caso isso não aconteça, é irrelevante e não merece o altruísmo dos lutadores das "causas".
2-Os civis palestinianos são sempre mais civis que os civis israelitas, mas só contam como civis em matéria de indignação, quando do outro lado está Israel.
Totalmente de acordo com este lúcido artigo.
ResponderEliminarÉ repelente o tipo de discurso que veicula as notícias de emissores como por exemplo o Rádio Clube e quejandos. Na RDP, nacional, já nem falo, porque a desvergonha é uma constante, ainda que matizada. Hipocrisia oficial e paga por todos nós.
A corda ao pescoço próprio continua a ser colocada por este tipo de gente.
Masoquismo, cobardia, cegueira?
Venha o dianho e escolha.
ARREBIMBA
Transformam causas políticas e ideológicas em falsos apelos humanitários. A ONU, por exemplo, não está nem ai para DAFUR, mas o Hamas, ah, coitado deles.
ResponderEliminarEste video da holanda mostra bem a que ponto chegou a baixeza.
ResponderEliminarhttp://www.youtube.com/watch?v=PLlHPPO25nM&eurl=http://www.jihadwatch.org/&feature=player_embedded
EXCELENTE !! Se a ONU se preocupa tanto com o povo palestino porque não ingressou lá antes com o seu exercito da paz ?
ResponderEliminarHá tantas perguntas sem resposta, aliás, que sabemos quais são as respostas.
As autoridades internacionais só falam, falam e falam e parece que só defendem os palestinos justamente porque não têm coragem de encará-los e serem alvo de ataques terroristas devastando e esquartejando milhares de civis (aliás, só os palestinos são civis).
Sou brasileira, infelizmente, e a mula estúpida do presidente brasileiro repudia os ataques israelenses e pede cessar fogo, enquanto nem consegue governar o país quer dar palpite na casa dos outros.
É UMA VERGONHA !!!
VIVA A REPÚBLICA TCHECA que corretamente enxergou que A ATITUDE DO GOVERNO DE ISRAEL É DEFENSIVA E NÃO OFENSIVA !!
MUITA SORTE AO IDF !!
Não, não ha realmente nenhuma dúvida sobre quem se indigna com quem.
ResponderEliminarA esquerda, está de facto a viver dias de euforia: há finalmente alguém, contra quem podem descarregar as mágoas, as frustrações e os falhanços: Israel.
Os palestinianos, são irrelevantes. O Hamas, se é uma organização terrorista ou não, pouco importa.
O exemplo de Nahr al-Bared não podia ter sido melhor escolhido.
Mas fica ainda uma pergunta: porque razão estes palestinianos não foram integrados na sociedade libanesa ? Nem nas outras ?
Boa noite Lidador.
ResponderEliminarMais um excelente texto. Obrigado. Já agora, queria pedir-lhe um favor: pode indicar-me literatura sobre o Islamismo? Jihad, Islmismo politico, Sharia, etc.
Por enquanto, até acabar este ano lectivo, não terei grande hipotese de ir ler sobre essas matérias, mas ficaria já com a lista, para ir adquirindo os livros.
Cumprimentos
Caro ejsantos,
ResponderEliminarporque não começar com a leitura do Corão? Há dias passeava-me pela Al Medina do Saldanha e vi-o em Português.
Olá RB.
ResponderEliminarSim, já tenho esse "maravilhoso" exemplar, em lingua portuguesa. E já li algumas maravilhosas passagens. Ah, tanta Paz, tanto amor ao próximo...
Uma recomendação: ler alguns textos na "Faith Freedom International" e acompanhar com o Al-Corão. AS criticas são demolidoras, e todas fundamentadas no próprio Corão.
Caro ejsantos, o que não falta é literatura sobre este tema.
ResponderEliminarOlhando só ali para a minha prateleira, indico-lhe estes:
1-Terrorismo-Adriano Moreira, Almedina
2-A Conspiração Judaico-Maçónica, Alain GoldSchlager, Occidentalis
3-Grandes Mentiras,,David Meir Levi,Occidentalis
4-O Alcorão, Michael Cook, Quasi
5-O terrorismo, Charles Townshend,Quasi
6-O inimigo público, Nuno Rogeiro,Trajectos
7-Maomé e Carlos Magno, Henry Pirenne, Asa
8- Quem matou Daniel Pearl ?, Bernard Henry Lévy,Livros do Brasil
9-A globalização do terrorismo, Alain Bauer,Prefácio
10-Al-Qaeda,Jason Burke, Quetzal
11-Infiéis na Terra do Islão, Maria Pinto, Gulbenkian
12-O Choque das Civilizações, Samuel P. Huntington, Gradiva
13-O Ocidente e o Resto, Roger Scruton, Guerra e Paz
etc,etc
Em inglês, os livros de Robert Spencer são incontornáveis.
Boas leituras.
Caro Lidador.
ResponderEliminarObrigado. Já a guardei, e vou tentar adquirir os lkivros recomendados.
Já tenho o "O Choque das Civilizações", já o li e concordei. Cumprimentos
E obrigado!
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