quarta-feira, 21 de agosto de 2013

Do que não faz falta à nacionalidade, mas que ela usa sem limites


(imagem obtida aqui)


É assim que sintetizaria estas três crónicas de Alberto Gonçalves:


As origens da nacionalidade

Abominar a esquerda não significa conviver com a direita. Sobretudo em Portugal, onde a dita parece vastamente povoada por tontos e tontas capazes de embaraçar um anticomunista primário, que é como convém que os anticomunistas sejam. Recentemente, tivemos as confissões de uma tal Cristina Espírito Santo, a filha de um banqueiro que, segundo declarações ao Expresso, gosta de passar férias na herdade da família porque isso a convence de que está, cito, a "brincar aos pobrezinhos". Por outro lado, há um par de meses, a Sábado revelou que a presidente da Assembleia da República mandou apagar da Wikipédia a referência à profissão do pai (alfaiate). E, em larga medida, é isto a nossa direita: gente orgulhosa do berço dourado e gente envergonhada das origens humildes. No fundo, trata-se de uma contrapartida adequada aos preconceitos da esquerda, que tanto odeia os que nasceram ricos quanto os que se fizeram ricos (o velho derby "fascistas" versus "arrivistas"). E trata-se de um retrato fiel do país que somos.

Nos lugares com alguma tradição liberal, a ascensão é que merece louvores. Nos Estados Unidos, por exemplo, não existe percurso mais grandioso do que o dos presidentes que vieram ao mundo na proverbial (e às vezes algo mitificada) barraca de madeira. Logo a seguir, vêm os empresários que a partir da miséria ou no mínimo de fracas perspectivas constituíram fortuna. A subida na escala social é não só sintoma de liberdade colectiva: a sinceridade dos seus protagonistas é também sintoma de inteligência individual. Afinal, que mérito sobra à criatura que deve exclusivamente a prosperidade aos antepassados? E que discernimento se atribui à que finge a prosperidade dos mesmos? Recentemente, um jornalista indígena alinhavou um longo obituário de uma familiar, que segundo o texto o iniciara nos rudimentos do Antigo Egipto e na história das religiões. Na verdade, a senhora era vendedora de peixe e, ao que sei, praticamente analfabeta. Os portugueses envaidecem-se daquilo para que nada contribuíram e escondem as provas do próprio esforço.

Permitam que um português abra uma excepção. O meu pai formou-se em engenharia electrotécnica e a mãe andou um par de anos num instituto de contabilidade. Daí para trás, desfila uma imensa linhagem de guardas-fiscais, empregados fabris, moleiros, agricultores, donas de casa e, se recuar três gerações, uma pedinte. Os privilégios de que gozo devo-os ao trabalho deles e, se não se importam, um pedacinho ao meu. De qualquer modo, aqui a gratidão - essencial - importa menos do que os factos. E a desesperada incapacidade em lidar com estes exibe um tipo notável de carácter individual, além de um talento colectivo que não engana. Embora queira enganar.


O que faz falta

Lembram-se de Raquel Varela, a personalidade celebrizada numa emissão do Prós e Contras após ter sofrido um banho de economia básica a cargo de um adolescente? Ao que parece, os 15 minutos de fama terminaram, pelo que a senhora regressou à obscuridade do blogue subsidiário do PCP (5dias.wordpress.com) onde desabafa para consolo de cerca de duzentos e trinta devotos. O lado mau é os delírios da dr.ª Raquel estarem limitados a tão poucos. O lado óptimo é os delírios continuarem intactos e impermeáveis à realidade.

Ainda há dias, a dr.ª Raquel amanhou um pequeno texto sobre o que parece constituir o seu assunto de eleição: a juventude. O ponto de partida nem é abstruso de todo, já que a dr.ª Raquel acha os jovens (no caso entre os 16 e os 25 anos) do nosso tempo "incultos, ignorantes", que vegetam "em frente ao computador" e vivem "no estado animal de comer, dormir e ler dois parágrafos no Facebook".

Abstrusa e, convenhamos, hilariante é a alternativa proposta. Uma pessoa normal consideraria que a mocidade actual genericamente carece de um ensino mais exigente, de um módico de autonomia, de noções de responsabilidade, de ambições profissionais, de expectativas adequadas ao mundo contemporâneo e de alguma curiosidade face ao mesmo. A dr.ª Raquel não. Para ela, o que faz falta aos jovens é seguirem o exemplo que a dr.ª Raquel supõe ser o dos respectivos antepassados e provocarem baderna pública. Um só parágrafo representa todo um programa (de humor): "Ser empreendedor era começar por tirarem um curso de memória histórica de organização com os pais, outro de política e cultura com os avós, e virem para a rua e tornar esta política ingovernável."

Quando terminarem de rir, convirá notar que a dr.ª Raquel se esqueceu, talvez deliberadamente, dos jovens cujos progenitores não possuem no currículo a militância comunista ou em grupelhos afins e preferiram menos totalitárias. Mas isso é irrelevante: desde que os restantes saiam de casa aos berros ou decididos a partir o que os rodeia, a dr.ª Raquel ficará realizada e o País resolvido - pelo menos na opinião dela, que se confessa estudiosa dos movimentos sociais.

Trata-se, evidentemente, de um problema de deformação profissional. Se a dr.ª Raquel fosse ornitóloga, incentivaria a juventude a empoleirar-se nos galhos das árvores. Sendo especialista em revoluções, não descansa enquanto não assistir a uma, sobretudo das que derrubam democracias. Esperemos que tenha azar: antes vegetais que criminosos.


Sem limites

A chamada lei da limitação dos mandatos autárquicos, cujo espírito ninguém percebeu ou percebe, é bastante discutível. O resultado não se discute: há poucas democracias tão exóticas quanto a nossa. Basta assistir à quantidade de autarcas que, chegados ao limite de reeleições no seu poiso de longos anos, vão literalmente pregar para outra freguesia ou, para ser exacto, município. Basta notar os escrúpulos com que a classe política se eximiu de produzir um esclarecimento definitivo - ou provisório, vá - sobre o assunto. E basta, por fim, constatar a pluralidade de interpretações que os tribunais dedicam a cada caso, de acordo com a instância, a geografia ou a preferência.

Mas se se fala imenso dos autarcas espertalhões, fala-se estranhamente menos dos autarcas que acumulam a esperteza com a preguiça, leia-se aqueles que não só insistem em recandidatar-se após cumprirem três mandatos consecutivos como insistem em fazê-lo no concelho original. O processo é simples: escolhe-se um verbo de encher (diplomaticamente: um "delfim", ou uma "jovem promessa") que concorra à câmara no lugar do ex-presidente enquanto este desliza para a Assembleia Municipal e manipula daí os cordelinhos. De norte a sul, o arranjinho traduz-se em diversos cartazes, nos quais o retrato do chefe ensombra o do verbo de encher. Sem novidades, o arranjinho também já divide a jurisprudência.



Não falha. Entre nós, as intenções sinceras ou simuladas de democratizar o Estado terminam em estado comatoso. A regionalização, abençoadamente enxotada, abriu o apetite de uma vasta estirpe de caciques. As candidaturas independentes, idealmente destinadas à abertura à "sociedade civil", limitam-se por regra a amparar o refugo partidário. E as limitações dos mandatos deram nisto. Eis o famoso desenrascanço pátrio. A pátria é que assim não se desenrasca.

quinta-feira, 15 de agosto de 2013

Mata do Gerês apenas acessível a carraças

Para se poder caminhar na mata do Gerês, tem que se pagar a bela maquia de 150 euros. Apenas marxistas-ambientalistas se podem dar ao luxo de tal mordomia.

Os melancias são autênticas carraças do ambiente.

terça-feira, 13 de agosto de 2013

Galopante centralidade camarária ... e imaginem se houvesse regionalização...

A Câmara de Detroit gastou o que tinha e o que não tinha em "estímulos" aplicados nos cronies do costume (empresários amigos de projectos "estimulantes") e há agora que os pagar. Todos terão que pagar!



Também em Portugal as cidades têm tendido, cada vez mais, a ser projectos cuja principal 'missão' é a da subsistência das respectivas câmaras municipais. As autarquias tem-se transformado, cada vez mais, em organismos parasitários das populações e onde tudo é feito em função da centralidade camarária.

domingo, 11 de agosto de 2013

Jaco Pastorius - Modern Electric Bass

Obama-o-barata-tonta

Tonto, burro, incapaz de dizer algo com pés e cabeça, dizia-se de Bush.

Depois veio o profeta, o culto, o messias, o perfeito, o iluminado ...



... que enfrenta uma audiência como uma barata tonta, olhando à esquerda e à direita, sem olhar de frente por mais que um 'blip', porque consegue apenas "pensar" o que o tele-ponto exibe.

Intellectuals and Society

Algum professor terá coragem para projectar este vídeo, por exemplo, a turmas do secundário? Qual a reacção da "classe"? Qual a reacção dos luminários "intelectuais"? Qual a reacção dos alunos face ao que lhes foi sendo impingido ao longo dos anos?

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Energia verde-podre

http://www.thegwpf.org/benny-peiser-europe-pulls-plug-green-future/

"Slowly but gradually, Europe is awakening to a green energy crisis, an economic and political debacle that is entirely self-inflicted.

The mainstream media, which used to encourage the renewables push enthusiastically, is beginning to sober up too. With more and more cracks beginning to appear, many newspapers are returning to their proper role as the fourth estate, exposing the pitfalls of Europe’s green-energy gamble and opening their pages for thorough analysis and debate. Today, European media is full of news and commentary about the problems of an ill-conceived strategy that is becoming increasingly shaky and divisive."

"Instalados vs Indignados"

Sobre esta tirada ...
Mas precisamos de gente boa que lide com a vida com alguma vida, que tenha vida para além do carreirismo politico, bancário e não só, dos tais instalados de todos nós conhecidos.

E, portanto, nada melhor que o komité de iluminados para decidirem que "gente boa" são eles.

O panfleto marxista de há 1 século sem uma única referência aos submarinos marxistas que minam toda a nomenklatura das ONGs ("boa gente"), dos "ambientalismos" ("boa gente"), da esquerda em geral ("boa gente"), de Bruxelas ("boa gente"), da assembleia geral da ONU ("boa gente"), do IPCC ("boa gente"), ...

É um belo exemplo de panfleto marxista, panfleto pejado de dialéctica marxista. Aponta-se o dedo à cáfila capitalista justamente pelo ramo que melhor se dá com os submarinos marxistas: os cronies. Sem nomear os Buffets, eternos sugadores do contribuinte e gente unha com carne dos marxistas exactamente por defenderem mais centralismo estatal enquanto vivem dele, tenta fuzilar-se, (evidentemente) o único sistema económico que permite a existência de democracia.

O ódio à democracia é a raiz e caule dos indignácaros.

segunda-feira, 5 de agosto de 2013

Do "dono" de todos:

Nunca o império soviético conseguiu debilitar tanto os Estados Unidos quanto Buraco Obama.

No Obamatório, sobre quem passou de "imperador a circunstante".

Bitcoin?

Independente daquilo que afirma ou afirmou Daniel Fraga, muito do que o juiz escreve é, per si, de bradar aos céus, deixando que se perceba, por ante-visão, muito do caminho que a justiça vai trilhando em Portugal.

sábado, 3 de agosto de 2013

Tralha de gente bem "pensante"

Os tótós de serviço "pensam" que uma qualquer instituição quase exclusivamente, implícita ou explicitamente, proprietária de bens que se desvalorizam, pode dar lucro ...!!!

Os mesmos tótós que compraram casa e a pagaram totalmente vão ainda, se calhar, descobrir que a casa vale hoje menos mas que, apesar disso, há lucro porque lucro é o que eles acham que deve ser.

São, ainda, os mesmos tótós que "pensam" que se o estado investir em coisas inúteis essas coisas inúteis mantêm o valor que nelas foi gasto.

A burrice militante, o marxismo, ou as duas coisas dão este resultado.

quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Segura dialéctica marxista

Esta história das "indignações" sobre o trabalho de Maria Luís Albuquerque na história das swaps é igualzinha à das "indignações" sobre Franquelim Alves relativamente ao BPN: a culpa é de quem destapa a careca. É pura dialéctica marxista: culpa os outros da merda que fazes.