(imagem obtida aqui)
It is quite gratifying to feel guilty if you haven't done anything wrong: how noble! (Hannah Arendt).
Teste
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domingo, 14 de dezembro de 2014
terça-feira, 2 de dezembro de 2014
segunda-feira, 24 de novembro de 2014
É José Sócrates que está em causa...
... ou o país que, preguiçosamente, estupidamente, se alheou de tudo o que é aqui referido ao longo destes anos, com responsabilidades acrescidas para os militantes do PS?
quinta-feira, 20 de novembro de 2014
O candidato presidencial que o PS deverá apoiar
(imagem recolhida aqui)
Eis um presidente verdadeiramente interventivo, ao modo e de cepa bem socialista (ver o vídeo com a cena total).
quinta-feira, 11 de setembro de 2014
domingo, 13 de julho de 2014
terça-feira, 29 de janeiro de 2013
Alberto Gonçalves em grande forma
(imagem obtida aqui)
Duas crónicas suas, no DN (respectivamente aqui e aqui):
Quem se esquece do PS?
À semelhança de boa parte dos portugueses, as trapalhadas internas do PS interessam-me tanto quanto um concurso filatélico. Aliás, reconheço nem saber ao certo de que trapalhadas falamos. Parece que a impopularidade do Governo e uns pulinhos difusos nas intenções de voto convenceram o dr. Seguro de que chegara a sua hora. Parece que os herdeiros do eng. Sócrates, entusiasmados pelos mesmos peculiares motivos, querem remover o dr. Seguro e colocar alguém "confiável" no seu lugar. Parece que António Costa, cuja enorme relevância começou anteontem a ser inventada, é a escolha "natural" dos socialistas que se afirmam alternativa à austeridade. Conforme avisei, a coisa é de facto aborrecida. Excepto para um psiquiatra.
Fora do manicómio em que os políticos indígenas cirandam, os estragos causados nos últimos anos bastariam para erradicar o PS do mapa político. Dentro do manicómio, o PS não apenas se acha no direito de reclamar o retorno antecipado ao poder como julga mais provável consegui-lo na exacta versão que, de desastre em desastre, o levou a perder esse poder. O dr. Seguro, faça-se-lhe a honra, quis mostrar-se envergonhado das proezas do partido e, sem grandes resultados, tentou disfarçá-lo sob o verniz da responsabilidade. O dr. Costa não tem vergonha nenhuma e, se o pernicioso regresso aos mercados não lhe trocar as sondagens, pondera apresentar-se às massas enquanto o orgulhoso representante dos desvarios que condenaram as massas a apertos sem fim à vista. Se nada garante que tamanha extravagância vá longe, a sua mera plausibilidade é suficiente para recear a falta de memória e de juízo do bom povo.
Mesmo no futebol, que não será um universo particularmente lúcido ou vital, é difícil imaginar os sócios do Benfica ansiosos por devolver à presidência aquele fulano que costuma gravitar entre os luxos de Londres e a cadeia. Na política, porém, é teoricamente possível reabilitar com leveza o sicrano que, após reduzir uma população à penúria, experimenta, alegadamente a expensas da família e da banca, as delícias de Paris (mas não, salvo seja, a cadeia). Os apóstolos do sicrano andam desejosos de terminar o lindo serviço que iniciaram, e o próprio já é um nome "óbvio" para Belém. Um país assim dá sempre vontade de rir. Mas raramente dá vontade de habitar.
American idol
Foi exemplar a hesitação de Barack Obama quando, na tomada de posse, tropeçou ao pronunciar o nome do próprio país. É difícil falar em Estados Unidos se, além de cientificamente duvidoso (a referência dogmática ao "aquecimento global" caiu ali a que propósito?), o discurso que o Presidente terminara minutos antes constituiu uma tentativa de inventariar motivos de divisão e conflito internos.
Escrevo "tentativa" porque aludir à discriminação sofrida pelas mulheres, pelos homossexuais e pelos imigrantes soa um bocadinho a anacronismo ou a erro geográfico. Poucas nações exibem os índices de igualdade de género dos EUA. Raríssimas nações são tão progressistas no tratamento legal (e informal) dos homossexuais quanto os EUA. E, em última instância, decerto nenhuma nação acolhe "naturalmente" os estrangeiros como os EUA, aliás definidos em larga medida por esse milagre de integração.
Não digo que, hoje e sobretudo ao longo da História, o milagre estivesse isento de obstáculos. Digo que exagerar as diferenças num momento destinado à coesão demonstra o tipo de estadista que Obama é: um delegado de cliques e parcelas, para quem as políticas de "identidade" têm precedência face ao mundo real. O mundo de Obama não é habitado por indivíduos, mas por grupos que o elegem ou abominam e aos quais ele se preocupa em servir ou alienar. Não custa prever que o segundo mandato reforce a tendência insinuada no primeiro: os estados já estiveram de facto mais unidos. Vale que a partir de agora falta cada vez menos para a reforma de um objecto de veneração e um sujeito que não a justifica.
segunda-feira, 1 de outubro de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
COMO??!!
Diz-se aqui:
O Tribunal Criminal de Lisboa acabou de dar como provados todos os pontos da acusação contra o deputado socialista Ricardo Rodrigues e condenou-o por um crime de atentado à liberdade de imprensa. O deputado apanhou 110 dias de multa e tem de pagar 4950 euros ao tribunal.
O Expresso contactou Ricardo Rodrigues. O deputado disse-nos que pensa recorrer da sentença, pelo que só a comentará depois de transitada em julgado.
Em abril de 2010, durante uma entrevista que decorria numa sala da Assembleia da República, Ricardo Rodrigues 'perdeu a cabeça' com uma pergunta sobre o seu envolvimento num caso de pedofilia nos Açores. O deputado levantou-se e pôs no bolso os dois gravadores que estavam sobre a mesa.
Ricardo Rodrigues foi tão rápido que os jornalistas da revista "Sábado", Fernando Esteves e Maria Henrique Espada, nem deram pela falta dos gravadores. Quando repararam, ainda confrontaram o deputado socialista, que recusou devolver o material. Mas Ricardo Rodrigues esqueceu-se de que a entrevista estava a ser filmada e as imagens foram divulgadas no site da revista e pelas televisões.
O deputado socialista, que é o representante no Parlamento no Centro de Estudos Judiciários, foi acusado pelo Ministério Público de atentado à liberdade de imprensa. Em tribunal, Ricardo Rodrigues alegou que as perguntas que lhe estavam a ser feitas eram ofensivas e alegou o direito à ação direta para se defender.
Pergunto:
- como pode o PS manter como militante alguém com o nível ético deste indivíduo, sem implicitamente se identificar com ele?
- como pode a AR tolerar, sem se rebaixar ao mesmo nível, que alguém como o sr. Rodrigues diga representar qualquer cidadão português?
- como podem os portugueses ficar calados perante isto, sem se sentirem responsáveis pela sua própria extinção?
quinta-feira, 10 de maio de 2012
Gabinete de estética do PS
Paulo Rangel, há minutos, na RTP Notícias, no programa Ordem do Dia, a propósito do que Mário Soares tem andado a dizer desde há uns dias:
"Digamos que Mário Soares não fez um lifting, fez um lefting.".
segunda-feira, 12 de março de 2012
A gripe quase passada...
... deixo-vos, entretanto, este texto que Nicolau Saião me enviou hoje, poucos minutos antes de o ter feito também para comunicação social:
DAR TESTEMUNHO (2)
Os confrades e leitores de excelente memória
ou alguma atenção aos meus escritos, nomeadamente de recorte político-social,
terão decerto notado que algumas vezes – ainda que de forma serena e educada
embora algo irónica – dirigi críticas a certas performances do Presidente da República constitucionalmente em
exercício.
Isso tem sido efectuado e decorre de três
circunstâncias: haver ainda liberdade de palavra neste país, ser o TriploV um
dos locais onde ela efectivamente se exerce e, por último, eu ter o direito
enquanto cidadão de exprimir as minhas opiniões. Sem estar ligado a
obrigatoriedades de partidão ou sector – mesmo correndo o risco de em
determinados mentideros ser apelidado
de coisas pouco amáveis, postas a correr com bonomia (presumo) e até de forma,
em geral, carinhosamente discretas. E digo isto por não me parecer que o fazem
por pura cobardia. Diria memo que o farão por, até, doçura de maneiras e por
repúdio de violências expressas…Mas isto sou eu a falar, com a cortesia que
tradicionalmente me exorna. Adiante!
Nesta conformidade, creio que tenho
autoridade moral e ética – e aos que não a reconheçam agradeço sinceramente a
ideia ainda que a não subscreva – para dizer que o que se tem passado, a nível de "críticas e comentários"
dirigidos a Cavaco, toca as raias da difamação e do atentado ao Estado de
Direito. Com efeito, desde o insolente e sobranceiro Lello até ao enxovalhante
Silva Pereira, a campanha - pois duma clara campanha se trata - orquestrada
pelo líder do PS, José Sócrates (pois Seguro é apenas um manequim provisório)
contra o Presidente constitucionalmente em exercício, tem sido não só uma
vergonha infame mas uma manobra evidente de sedição! O ex MNE Amado chega a
dizer que o PR foi inoportuno - como se este tivesse que controlar a sua
CONSTITUCIONAL liberdade de expressão, andando a reboque dos alegados interesses
ilegais de Sócrates e dos seus áulicos.
Independentemente
de Cavaco ter sido ou não prestes em demitir Sócrates na horinha (coisa que aliás sugeri neste mesmo
TriploV com pseudo-escândalo de alguns anónimos que fazem o favor de comentar
os meus textos tão logo eles saem…) isso não obsta a que seja um serviço republicano o ter vindo, agora,
a referir as manobras inconstitucionais do indivíduo que, a meu ver por
demasiado tempo, chegou a ser ministro desta Nação!
Tudo o que Cavaco tenha feito pode colocar-se
sob a égide da inabilidade ou mesmo da “habilidade incapaz” de um magistrado
que merece críticas, nomeadamente contundentes. Mas isso não chega nem de longe ao proceder irregular e
inconstitucional do outro prócere. Que, esse sim, tem acrescidas e muito
violentas culpas pelo estada de desmazelo, de miséria ética e de depauperamento
sócio-económico e político a que a Nação chegou.
Finalmente, é necessário tirar tudo isto a limpo. E se houve culpas graves, sejam elas de
quem forem, é preciso que elas se apurem nos lugares próprios que, em
sociedades de Direito, protegem a
legalidade, a honra e a vida de relação dos cidadãos e dos Países.
quinta-feira, 9 de fevereiro de 2012
domingo, 29 de janeiro de 2012
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
sábado, 14 de janeiro de 2012
Da pedralhada
Segundo a SIC, o ex-militante e ex-deputado do PCP e do PS, ex-Secretário de Estado da Administração Interna e ex-Secretário da Justiça de José Sócrates, José Magalhães, terá, no decorrer do desempenho destas últimas funções e utilizando para tal dinheiros públicos, decorado profusamente o seu gabinete oficial com símbolos maçónicos.
Ainda estive para escrever um pequeno texto satírico sobre o caso, mas achei que a personagem não merece sequer figurar numa anedota do António Sala.
Bom fim-de-semana.
quinta-feira, 12 de janeiro de 2012
Sem ser por nada...
... ou nem por isso, lembrei-me deste texto de Vasco Pulido Valente, saído no jornal Público de 30/11/2007:
A mulher e a religião
"É sem dúvida
lamentável que a gente que escreveu o Antigo Testamento entre o século X e o
século II a.C. não conhecesse e privasse com o dra. Augusta e o dr. Mário
Soares, para vantagem da humanidade e da correcção política."
Ao que dizem, presidiu o dr.
Mário Soares esta semana a um curioso colóquio sobre "A mulher nas
religiões". Não que o assunto em si mereça a mais remota crítica. Toda a
gente tem o direito de falar do que lhe apetecer. Mas, pelo jornais, parece que
tanto o dr. Mário Soares como, por assim dizer, os "coloquiantes",
penetrados pelo justo e meritório princípio da igualdade de género, criticaram
duramente o papel da mulher no cristianismo e no judaísmo (no islamismo, pelo
menos directamente, ninguém tocou). O dr. Mário Soares, por exemplo, citando a
Bíblia em seu apoio (a notícia não especifica a passagem), lamentou que a
mulher fosse considerada propriedade do homem. E a sra. dra. Manuela Augusta,
do PS, declarou que, ao "discriminar a mulher", "um grande
número de religiões pregou em vão, agiu de má-fé" e "desrespeitou o
sagrado e o divino".
É sem dúvida lamentável que a
gente que escreveu o Antigo Testamento entre o século X e o século II a.C. não
conhecesse e privasse com o dra. Augusta e o dr. Mário Soares, para vantagem da
humanidade e da correcção política. Sobretudo, como hoje se constata, a
ausência da dra. Augusta (e do PS) foi trágica. Nem Jesus se conseguiu salvar
da catástrofe, embora o dr. Soares, tentando apaziguar as coisas, admitisse que
o Novo Testamento "adoçou um pouco a imagem da mulher" e a dra.
Vilaça, socióloga, simpaticamente observasse que, no catolicismo, o "culto
mariano e a importância" da figura da mãe compensavam "de certa
forma" a notória perversidade de Roma. Estas consolações não comoveram a
audiência.
Em desespero de causa, o
teólogo Bento Domingues, deste jornal, resolveu garantir que, na tradição da
sua Igreja, "o cristianismo é uma invenção de mulheres, seduzidas por um
Cristo feminista". Por abjecta ignorância (e reverência), não me atrevo a
discutir com frei Bento uma tese tão inquietante. Só sei que nem esta ideia
radical abalou a dra. Augusta. A dra. Augusta "não fica descansada"
lá porque a mulher "é enaltecida" em "textos religiosos".
De maneira nenhuma. Como presidente do Departamento das Mulheres Socialistas,
uma seita temível, não descansa enquanto não corrigir em pessoa, e em
assembleia geral, os "textos religiosos" que por aí andam a pregar,
com insídia, a supremacia do homem.
Para
terminar o colóquio numa nota alegre, o dr. Mário Soares confessou que se Deus
de facto existir lhe dirá, como Mitterrand: "Afinal existes."
Gostaria de prevenir o dr. Mário Soares que, se Deus de facto existir,
Mitterrand tratou provavelmente com outra Entidade.
quarta-feira, 11 de janeiro de 2012
quinta-feira, 15 de dezembro de 2011
Disso, da vergonha

O senhor engenheiro e deputado Basílio Horta, recém-convertido ao socratismo luso (a exemplo do seu camaleónico ex-maior Freitas do Amaral, que ameaça já com novas mudanças de cambiante), não gostou da ironia com que um deputado do PSD se referiu a essa conversão e, interrompendo-o, chamou-lhe ordinário. Isabel Moreira - pobre pai que tal filha teve...! - secundou-o de imediato com nova interrupção e o PS clamou pela defesa da honra (não se percebeu se a senhor engenheiro Basílio se a do partido, isto é, daqueles que o constituem), tendo-se gerado um sururu que obrigou Teresa Caeiro a endurecer a atitude em relação à linguagem, enquanto hoje desempenhava as funções de Presidente da AR. Foi o que Herman José designaria como um lindo momento de musicol, que muito contribuiu certamente para a tão colorida e prestigiada imagem que a Assembleia da República tem mantido perante o país.
Ainda mais, para aqueles que se recordam do tom avarinado (ordinário?) utilizado pelo inefável ex-deputado centrista nos debates que teve com Mário Soares anos atrás, durante as eleições presidenciais em que foi o candidato "da direita".
Definitivamente, o PS é um partido cada vez mais mal-frequentado.
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
terça-feira, 18 de outubro de 2011
E ninguém lhes pede responsabilidades?!

Segundo o que acabei de ouver no telejornal, Bruxelas afirma que, "infelizmente", será quase impossível a Portugal atingir os objectivos propostos para este ano devido à derrapagem ocorrida no primeiro semestre.
Face ao que estas declarações fazem prever em matéria de austeridade agravada bem como à enorme possibilidade de nos encontrarmos perante um crime premeditado de lesa-pátria, sugiro aos cidadãos verdadeiramente indignados deste país que se concentrem em Lisboa, no Largo do Rato, acompanhados da PJ, e que peçam também a extradição da mais recente promessa do pensamento filosófico em Portugal, actualmente em Paris.
Só para começar, é claro.
E, se acharem que vale a pena, os indignácaros também se podem juntar. É que, até agora, não sei porquê, essa rapaziada esqueceu-se deste aspecto do problema.
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