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domingo, 20 de maio de 2012

Mais uma bolha estatal de 1 milhão de milhões de dólares

No Espectador Interessado:
"Nos EUA em particular, os diferentes subsídios e incentivos atribuídos pelo governo federal, de acesso a crédito bancário para financiar a frequência universitária, levaram já à formação de uma bolha monstruosa de um milhão de milhões de dólares (1 trillion). Não é assim de estranhar que se verifique um fenómeno crescente de incumprimento dos graduados que não conseguem empregos (quando conseguem) com uma remuneração suficiente que lhes permitam pagar as dívidas contraídas."

terça-feira, 17 de abril de 2012

Ron Paul, o Cartaginês

As primárias republicanas nos EUA estão adiantadas e Romney deverá ser o escolhido para ir a votos com Obama em novembro.

Assim mesmo, é bem possível que Ron Paul decida concorrer às presidenciais como candidato independente. Ron Paul é perseverante, tem um pensamento político sólido e tem somado aderentes à esquerda e à direita.

Uma eventual eleição de Ron Paul teria a inestimável vantagem de iniciar a saída dos EUA de permanente endividamento e a interrupção das sessões contínuas da impressão daquele tipo especial de papel a que chamamos dinheiro.

Já no que respeita à política externa, o homem é um pacifista, logo, é tão perigoso como células T que decidem ser amigas das outras todas.

O discurso pacifista de Paul assenta em dois pilares:
-se nos comportarmos bem com os outros, os outros também  se vão comportar bem connosco;
-a visão que os outros têm do mundo é igual à nossa.
Numa frase, “Se eu não andar a assaltar casas, de certeza que também ninguém vai assaltar a minha casa.”.

Para ilustrar a ingenuidade, ou outra coisa, de Paul, leia-se este pequeno extrato, já com alguns anos, mas que reflete bem o pensamento de sempre de Paul sobre o assunto: “
“Let other nations always keep the idea of their sovereign self-government associated with our republic and they will befriend us, and no force under heaven will be of power to tear them from our allegiance”

Se Ron Paul viesse a ser eleito, a América arriscaria ser transformada na Cartago do século 21 (*).

Sugestão de leitura a Ron Paul, The Punic Wars.


(*)

Os cartagineses estavam convencidos de que poderiam viver em paz e prosperar a par dos povos vizinhos em resultado dos benefícios mútuos que o estabelecimento de feitorias no Mediterrâneo trazia a todos. Sendo uma civilização essencialmente marítima e comercial, o poder estava pouco estruturado, era descentralizado, e em tempo de paz tinha um exército fraco. Em tempo de guerra conseguia reunir os meios para ter um exército forte, ainda que essencialmente composto por mercenários.

Roma era em tudo o oposto de Cartago. A prosperidade de Roma baseava-se na conquista e submissão dos vizinhos. Com os tributos cobrados, Roma sustentava um exército forte e bem treinado a todo o tempo. Por inveja ou não, Roma não podia tolerar um rival cuja prosperidade assentava no bom trato com os povos onde estabelecia colónias, rigorosamente o contrário do que faziam os romanos.

Roma submeteu militarmente Cartago por duas vezes, e por duas vezes Cartago retomou a sua soberania e prosperidade. À terceira, Roma destruiu Cartago para sempre. Não restaram sequer os documentos que permitiriam conhecer hoje a visão cartaginesa de um conflito que durou mais de um século.

segunda-feira, 19 de março de 2012

Do Buraco-mor

Obama foi um dos muitos que militaram no intervencionismo estatal no negócio do imobiliário que estoirou também no nariz dele.

 No poder, assegura ser capaz de "resolver" o problema que ajudou a criar aplicando receitas similares às que tinham acabado de dar raia. A esquerdalha mundial rejubilava de contentamento: finalmente alguém capaz de fazer vergar a espinha ao capitalismo desenfreado, neo e de casino.

Obama anunciou que tinha um plano, intervencionista (evidentemente) que pretendia fazer face ao período de recuperação que, quanto a ele, corresponderia à linha a azul claro. O seu plano, que permitiria re-encontrar o equilíbrio com menos dor, corresponderia ao caminho da risca azul escura.

A realidade, essa coisa que insiste em estar em permanente desacordo com as bússolas de futuros, foi a linha vermelha ...

sábado, 17 de março de 2012

Santo de Todos os Povos do Mundo Buraco Obama

Como tem sido insistentemente afirmado aqui no FI, o que tem estado em cima da mesa é o governo mundial sobre os auspícios da ONU e a ferramenta principal ferramenta é o "aquecimento global". Obama, entre outros idiotas úteis, tem alinhado no social desígnio por dois vectores: o climático e o de renegar ao Congresso dos Estados Unidos e em favor da ONU a respectiva jurisdição relativamente ao envio de tropas americanas para teatros de guerra. Evidentemente que nada disto levanta suspeitas porque se trata de um prémio Nobel da paz.

sexta-feira, 27 de janeiro de 2012

O Detate da Florida

Deixo a minha opinião sobre o essencial de debate de ontem entre os quatro candidatos à nomeação pelo Partido Republicano:

Romney – cordial, sensato, confrontou com relativo sucesso e sem azedume as recriminações que os adversários lhe têm dirigido, sobretudo Gingrich;

Santorum – cheio de estamina, talvez demasiado quezilento na recriminação do desempenho de Romney como governador do Massachusetts e sobre a política de Obama para a América Latina. Em contrapartida, nos aspetos afirmativos, mostrou-se o mais asserivo dos candidatos;

Paul – ser campeão de ideias liberais não chega para ganhar eleições. Ser campeão das “punch lines” do debate, como foi, também não;

Gingrich – começou bem nas propostas sobre imigração ilegal mas a partir desse ponto afundou-se no debate. Não conseguiu desligar-se do seu envolvimento na Freddie Mac. Ficou desgastado no retorno que recebeu de Romney quanto às acusações que lhe tem dirigido. Foi o único a defender a ideia de uma base lunar americana habitada, algo que o deixou exposto como… lunático.

Conclusão:
Romney mantém-se sólido na corrida;
Paul mostra-se fraco em temas que não sejam o “sound money” ou o “bring the troops home”;
Gingrich comprometeu as hipóteses de chegar ao fim;
Santorum está em alta e parece colocar-se como o único capaz de bater Romney.

O próximo Presidente dos EUA não será um liberal. Já não será mau se for alguém que diminua o défice e reverta a obra em curso de destruição dos EUA através do socialismo.

sexta-feira, 20 de janeiro de 2012

Poder aos tótós

Depois dos tótós dos franceses terem proibido que se dissesse que o genocídio arménio não aconteceu é a vez destes outros artolas pretendem proibir que se diga que algo é disparatado.

sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Nivaldo Cordeiro - Obama desarma EUA


O assunto recordou-me parte da obra de Robert Heinlein, em particular um dos livros cujo título não consigo de momento recordar, mas aqui fica um excerto da Wikipedia sobre a geo-política terrestre abordada num outro livro dele.

Earth politics and background history

The novel indicates that Earth had experienced a nuclear world war (the "Wet Firecracker War") in the past century, although no significant traces of devastation are apparent at the time of the novel's setting.

Other changes include unification of the entire North American continent under a successor government to the United States, and political unification of South America, Europe, and Africa into mega-states. The Soviet Union seems to have lost the land east of the Urals to China into a rump state, and China has conquered all of East Asia, Southeast Asia, eastern Australia, and New Zealand (deporting unwanted people to Luna in the process). This Chinese aggrandizement is similar to that described in Tunnel in the Sky and, to a lesser extent, Sixth Column. The militarily dominant nations seem to be North America and China. India is overcrowded but seems able to obtain much of the wheat shipments from Luna.

It is suggested that the Western nations, including North America, have become corrupt and authoritarian, while holding on to the vestiges of the pre-war democratic idealism in propaganda and popular culture. China is portrayed as plainly and unabashedly despotic, but no less technically advanced than the West. The Soviet Union seems to have relatively little influence, whereas the Lunar Authority itself is portrayed as corrupt. Most of Earth seems to have been split into several large nations, most joined together by the Federated Nations. They include the North American Directorate, Great China, Soviet Union, Pan Africa, Brazil (hinted to include all of South America), and a European coalition (named "Mitteleuropa" in Chapter 25, Paragraph #8). Individual nations such as Chad (the first to recognize Luna), India, and Egypt are also named.

terça-feira, 3 de janeiro de 2012

Presidenciais Norte-Americanas

Começa hoje, no Iowa, a corrida Republicana à Casa Branca.

Veremos como se sai o meu querido Ron Paul.

quinta-feira, 22 de setembro de 2011

terça-feira, 6 de setembro de 2011

Encontra-se em grande actividade a exportação de postos de trabalho da Efacec

Como eu aqui tinha explicado, cá está um bom exemplo do que se estava mesmo a ver viria a acontecer.

Não é má a decisão da Efacec de se "internacionalizar" para os Estados Unidos (mão de obra barata?). É uma decisão que corresponde ao mal menor face ao mau estado de Portugal em termos de produtividade e fiscalidade. Evidentemente que é mau que se exportem postos de trabalho, mas é preferível manter alguns a perder todos.

O negócio, de muitos milhões de dólares, diz respeito ao fornecimento de transformadores para novas centrais nucleares dos Estados Unidos, as primeiras em 25 anos.

....

Desde que o PS perdeu as eleições a quantidade de militantes "especialistas" em questões "sociais" que se precipitavam às caixas de comentários do FI tem diminuído para menos de 10%.

segunda-feira, 25 de julho de 2011

Do gato que brinca com a cauda

Enquanto pela "europa" e Estados Unidos se vagueia no trilho do disparate, ora revogando decisões de fecho de centrais, ora substituindo-as por carvão"renovável", ora prorrogando-lhes o seu tempo de vida útil, a China trabalha no desenvolvimento de reactores rápidos.

Enquanto a "europa", fiada na superioridade da social democracia e da "inclusão social", se dá ao luxo de excomungar o trabalho a baixa tecnologia em favor das economias emergentes, o tempo vai passando e a baixa tecnologia deitada ao lixo vai ficando cada vez mais alta até ao descalabro final. Parece-me que uma boa parte da Alemanha está consciente do problema e, havendo massa crítica, se prepara para levantar ferro tentando não perder o avanço.

sábado, 16 de julho de 2011

Agências de rating quê?


"(...) As ‘três grandes’ são todas norte-americanas e detidas por grupos financeiros?

Não. Foram fundadas nos EUA onde os ratings nasceram, mas hoje a Fitch pertence a uma empresa francesa, a Fimalac, e a S&P é detida pela McGraw-Hill, um grupo editorial. (...)."

Aqui.