It is quite gratifying to feel guilty if you haven't done anything wrong: how noble! (Hannah Arendt).
Teste
terça-feira, 10 de abril de 2012
Olavo de Carvalho: direitos sexuais das crianças
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Dez Anos Depois da Morte de Savimbi

Muitos de nós têm presente que, durante anos, a cleptocracia, a corrupção generalizada e o abuso do poder em Angola eram explicadas por um nome maldito: Jonas Savimbi; pois passam hoje 10 anos sobre a sua morte.
Em Fevereiro de 2002 Savimbi estava na província do Moxico, junto à fronteira com a Zâmbia, acompanhado por cerca de 300 guerrilheiros da UNITA divididos em três colunas sem recurso a comunicações rádio para evitar a deteção. O grupo especial do exército angolano que buscava Savimbi havia meses tinha finalmente informações exatas sobre a sua posição. No dia 22 de Fevereiro a coluna em que seguia Savimbi composta por cerca de 30 homens foi atacada.
O Estado-Maior do exército angolano declarou que Savimbi foi morto em combate, tal como os restantes guerrilheiros que o acompanhavam. Não é certo que tenha sido assim, mas talvez esta versão seja a que faz mais justiça à memória do irredento Savimbi, o “Mais Velho”, expressão honrosa que os ovimbundos lhe reservavam.
Com o fim da URSS, as ditaduras pró-soviéticas africanas imitam de modo próprio a transição do poder na Rússia. Em Angola a similitude é mais forte dada a existência de importantes jazidas petrolíferas em exploração e por explorar, num paralelo com a estruturação do poder em torno dos negócios do gás na nova Rússia. O MPLA mete o marxismo-leninismo no caixote do lixo da história; a distribuição de petrodólares pelas elites do regime passou a ser feita sem necessidade de explicações revolucionárias.
Vencida a ameaça soviética, a UNITA deixa de ter interesse militar para os EUA. Savimbi é convidado pelos membros da troika de observadores para Angola – EUA, Portugal e Rússia – a abandonar a luta armada contra o MPLA e a aceitar participar na suposta abertura democrática do regime. O convite a Savimbi era essencialmente a oferta de um lugar à mesa farta da pilhagem da riqueza do país. Todos, sem excepção, sabiam que se tratava de mudar alguma coisa para que tudo ficasse na mesma. Uma eventual recusa da UNITA em aceitar o status quo teria consequências muito sérias dentro e fora de Angola.
Os temores do regime e dos interesses económicos internacionais que ele alimentava confirmaram-se. Desde os Acordos de Bicesse de 2001 até às eleições de Setembro de 2002, foi sendo cada dia mais evidente que Savimbi não iria aceitar o lugar que lhe tinham reservado no redesenho da cleptocracia angolana. Bem pelo contrário, Savimbi usava os comícios eleitorais e abertura dos meios de comunicação para denunciar e pôr em causa a riqueza e o fausto da elite do MPLA em contraste com a vida miserável da generalidade da população. Deixou claro que tal situação só era possível porque as petrolíferas negociavam com um governo corrupto e que a comunidade internacional fechava os olhos à situação.
É esta postura que definitivamente diferenciou Savimbi no panorama africano; nenhum outro líder guerrilheiro abdicou das benesses que o exercício do poder traz para prosseguir uma guerra de libertação.
A partir daqui Savimbi foi um homem condenado. A “abertura” democrática culmina com a fraude eleitoral de 29 e 30 de Setembro de 2002 sob o respaldo da ONU em que o MPLA foi declarado vencedor. Na sequência da recusa da UNITA em aceitar os resultados eleitorais, em 31 de Outubro, um mês depois das eleições, começa o Massacre de Luanda que se vai prolongar por Novembro. Na capital do país, os quadros políticos da UNITA são assassinados, a guarnição da UNITA é dizimada, os corpos dos soldados são amontoados e queimados nas ruas, cerca de 50 mil angolanos oriundos das etnias do sul de Angola que viviam em Luanda são chacinados. Savimbi escapa porque não está na cidade.
Este crime ocorreu diante dos olhos dos representantes da ONU que, se nada podiam fazer para o evitar, deveriam ter feito tudo para expor os acontecimentos terríveis e apontar responsáveis. O Governo português, envolvido formalmente na procura de uma solução democrática para Angola, nunca denunciou, nem procurou explicações, nem lamentou o Massacre de Luanda. Como é fácil induzir, o primeiro-ministro português à data era o inevitável Durão Barroso.
Após o Massacre de Luanda, a UNITA regressou à guerrilha, agora decapitada dos seus dirigentes políticos mais qualificados. Em 1993 a ONU decretou um embargo à venda de armas à UNITA. O poder económico do Governo do MPLA crescia e contava com os serviços dos russos que pilotavam os bombardeiros e dos mercenários portugueses e sul-africanos que poucos anos antes tinham estado do outro lado da barricada e conheciam bem o terreno e as forças da UNITA. Os operacionais da UNITA que desertavam de uma guerrilha sem possibilidade de vencer e ingressavam no Exército angolano foram também um contributo para o desequilíbrio de forças.
A UNITA deixou de ser uma ameaça militar mas continuou a fazer-se ouvir através das delegações internacionais. Para resolver esta questão, a ONU decretou novos embargos desta vez ao movimento de fundos dos representantes externos da UNITA. Este golpe na rede diplomática da organização debilitou definitivamente a capacidade de a UNITA denunciar a situação interna angolana.
Entre o regresso às matas e a morte de Savimbi passaram dez anos de lento e inexorável declínio da resistência armada angolana contra a ditadura e a plutocracia do MPLA. Ainda houve tempo para mais negociações, incluindo os protocolos de Lusaka. Por natureza ou teimosia, é possível que Savimbi não fosse capaz de distinguir derrota de rendição.
Tal como no caso do silêncio sobre o Massacre de Luanda, a ONU nunca condenou o Governo angolano pela tortura e bombardeamento indiscriminado de civis na zona de influência da UNITA, o que incluiu o uso de armas químicas.
Após a morte de Savimbi terminou o pouco que restava da guerra civil em Angola. A incorporação dos elementos históricos da UNITA na vida política angolana e acantonamento dos guerrilheiros representaram uma atitude de reconciliação do regime globalmente bem sucedida.
Passados dez anos sobre a morte de Savimbi o poder continua a ser detido por uma elite corrupta e cleptocrática estruturada em torno José Eduardo dos Santos que exerce o cargo de Presidente há 33 (trinta e três) anos. O resultado das únicas eleições entretanto realizadas (2008) assemelha-se a um “remake” de outros totalitarismos: o partido do Governo ganhou com 80% dos votos.
Mas nem tudo ficou igual, alguma coisa mudou; nos meios de comunicação social internacionais, sobretudo nos portugueses, deixou de haver bode expiatório e relativismo moral para explicar a cleptocracia, a corrupção e a miséria generalizada em Angola, tão ou mais gritantes hoje do que antes da morte de Savimbi.
Se algum dia houver Liberdade em Angola, Savimbi terá uma estátua em Luanda.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Da morte de Kadhafi e do Tribunal de Haia

VIVA A MORTE DA TIRANIA
1.
A morte brutal de Muamar Kadafi, registrada em vídeo, levou a que vários comentaristas questionassem sua legalidade. Não vou perder tempo analisando as platitudes genéricas e politicamente idiotas que o governo brasileiro sempre manifesta nessas horas, tentando manter a imagem de país ultra-humano ou humanista ou legalista ou o que seja, quando é, na realidade e no dia a dia, um dos países mais brutais e ilegalistas do mundo. Enfim, Dilma Doucheff afirmou que “Não se pode comemorar a morte de nenhum líder”. Dito assim, não se poderia comemorar a morte de Adolf Hitler... A frase não comporta outro adjetivo além de imbecil. Não por acaso, Obama declarou que o mundo fica melhor sem Kadafi. Concordo. E por isso comemoro sua morte. A questão relevante, porém, não é se se pode ou deve comemorá-la, mas se ela foi legal. No sentido popular do termo, não tenho dúvida que sim. Em termos jurídicos, é mais complicado.
Muitos líbios afirmaram que a morte de Kadafi encerra de modo correto, e portanto legítimo, seu período histórico, abrindo assim as portas para uma nova fase. Enquanto muitos analistas ocidentais disseram que, ao contrário, sua morte ilegal mancha de ilegalidade e de uma atitude antidemocrática o reinício líbio.
Começando pelo antidemocratismo dessa morte, ele residiria no fato de se tratar uma execução política sumária, o que democracias não fazem. Trata-se, porém, de uma inversão da relação de causa e efeito. Democracias não fazem isso, de fato. Mas desde quando a Líbia é uma democracia? Ah sim: deveria começar a sê-lo no próprio ato hiper-simbólico da captura do tirano deposto, assim como os nazistas foram levados ao Tribunal de Nuremberg... É ainda a mesma inversão. Pois as potências aliadas, com exceção da URSS, eram democracias. Logo, se tal decisão é desejável e quase inevitável em se tratando de democracias vitoriosas, não vale para a Líbia. O problema fundamental da Líbia pode ser resumido, aliás, como a falta absoluta de democracia. E o responsável por isso tem nome, Muamar Kadafi, déspota nada esclarecido ao longo de 42 anos. Sua morte, de fato, nada teve de democrática. Até porque, neste sentido, não poderia ser diferente.
Quanto à ilegalidade dessa morte, posto que o governo líbio fora declarado ilegítimo pela insurreição popular e por decreto da ONU, que reconheceu o Conselho Nacional de Transição (CNT), os únicos tribunais possíveis eram os revolucionários, dos próprios rebeldes, e o de Haia. Como tribunais revolucionários são tribunais de exceção, e como justiça de exceção não é justiça, restava apenas o caminho de Haia.
Mas esse caminho estava, na verdade, desde sempre fechado. Uma importante liderança do CNT matou a charada: declarou que o Tribunal de Haia “não servia”, porque não previa a pena de morte. Isso não quer dizer que Kadafi estivesse condenado a ela a priori. Neste caso, tal porta-voz sequer consideraria um tribunal. O que ele manifestou sintética e inequivocamente foi que, para Kadafi ser levado a julgamento, a pena máxima deveria ser uma possibilidade. Caso contrário haveria, agora sim, um a priori: a de que sua vida estaria salva. O que não era politicamente possível.
Ao contrário da declaração belamente inócua do governo brasileiro, não só se pode comemorar a morte de certos líderes, como é inevitável desejá-la. Porque esse desejo nasce e é alimentado pelo sofrimento monstruoso e pelo medo atroz que tal líder impôs a partes importantes da população. Quando isso acontece, o desejo de vê-lo morto torna-se uma manifestação política. Além disso, uma manifestação política legítima, porque representativa de anseios mais do que legítimos de parcela importante da população.
É aqui que toda a argumentação sobre a legalidade exclusiva e portanto condicionante de Haia, que condena automaticamente qualquer ato realizado à sua revelia à ilegalidade, se torna quase tão inócua quanto a declaração do governo brasileiro. Porque Haia não é, como pretendem subentender seus defensores incondicionais, um tribunal comum.
2.
Apenas para um tribunal comum, que julga segundo a letra da lei atos ilegais previstos por essa mesma lei, vale toda a argumentação sobre o necessário condicionamento legal dos julgamentos perfeitamente jurídicos. Acontece que Haia é um tribunal político, que julga crimes políticos praticados, senso lato, contra o povo, ou contra a própria humanidade, no caso do crime de genocídio. Ignorar que Haia é um tribunal político, temendo com isso abrir as portas para o questionamento de sua legitimidade, é a forma mais forte de questionar sua legitimidade, que não pode então ser sustentada às claras. Haia é um tribunal político porque instituído não por uma Lei fundamental, uma Constituição, votada democraticamente, sequer por um Estado legítimo, mas sim por um órgão político, uma assembleia não eleita de líderes, indiferentemente democráticos e ditatoriais, legítimos e ilegítimos, a ONU. E porque julga crimes políticos praticados por lideranças políticas. Haia é um tribunal político sob todos os aspectos.
Seus defensores pretendem lhe garantir robustez metajurídica afirmando que, à diferença de Nuremberg, tribunal ad hoc instituído pelos vencedores sem qualquer ordenamento jurídico prévio, ou seja, um tribunal de exceção, Haia foi votado pelo ONU e se baseia em tratados (leis) internacionais. Mas isso apenas lhe retira o caráter de tribunal de exceção. Não pode, pois nada pode, lhe retirar a natureza de tribunal político. Afinal, por que criminosos comuns não são julgados em Haia?
O Tribunal de Haia deve ser defendido, mas não por uma suposta legalidade perfeita. Ao contrário. Sua defesa só pode ser e deve ser política. Defender o Tribunal de Haia significa, na verdade, defender uma forma de fazer política, ou seja, a democracia representativa e o Estado de direito. Porque Haia só pode julgar tiranos. Um líder eleito, porque eleito, é um líder legítimo, além de agir, como regra, dentro da lei. Não significa que líderes eleitos não possam cometer crimes (Hitler foi eleito). Mas significa que, enquanto se mantiverem dentro da legalidade e da legitimidade política, não as confrontando (e não se tornando, assim, tiranos, como Hitler ao dar um golpe de Estado), seus crimes eventuais podem e portanto devem ser julgados em seu próprio país, então um Estado de direito. Nada disso vale para um tirano e para uma tirania. Daí Haia existir para julgar tiranos em geral, além de criminosos de guerra em particular.
Mas se Haia é um tribunal político, não há como defender suas disposições legais apenas juridicamente. O porta-voz do CNT líbio que declarou sua não serventia, por não prever a pena de morte, fez um questionamento político perfeitamente legítimo.
3.
Costuma-se invocar os direitos humanos e seu universalismo (o que não é o mesmo que universalidade) para sustentar, igualmente, a legalidade inquestionável do banimento da pena de morte. Mas isso sequer é um fato: a pena de morte não foi banida da imensa maioria dos países, todos eles signatários das declarações da ONU envolvendo os direitos humanos. A pena de morte continua em vigor nos códigos e nos tribunais militares da maioria desses países. Afirmar que ela foi banida da maioria dos países, e que deve inclusive por isso ser banida de todos, é meramente falso. Ela foi banida de seus códigos civis. Mas os códigos civis não representam a totalidade dos códigos da maioria dos países, que possuem forças armadas. Trata-se de uma omissão deliberada, que falseia toda a discussão.
Colocando na balança o fato de que, em seus tribunais militares, a maioria dos países mantém a pena de morte, por exemplo, por crime de traição em tempo de guerra, a maioria dos países mantém a pena de morte. Isto, somado ao fato de que se trata de um tribunal político, mina os argumentos dos criadores de Haia e de seus defensores também quanto às suas penas. O banimento da pena de morte nada tem de necessário, ideal etc. Mais uma vez, a manifestação do porta-voz do CNT líbio mostra-se correta. Haia não serve a priori ou necessariamente, apesar do que pretendem seus defensores. Portanto, não condiciona a legitimidade ou a legalidade.
Há, de fato, circunstâncias políticas que questionam o tribunal internacional a partir de sua própria natureza política (das circunstâncias e do tribunal). Tais circunstâncias podem levar a atos que, se não são legais, pois não previstos por lei nem executados por um tribunal regular, nem por isso são necessariamente ilegais, posto que Haia não detém, por sua politicidade, um condicionamento legal perfeito, automático ou absoluto. Esses atos talvez fossem melhor definidos como alegais, à semelhança de amoral em relação a imoral. Entre tais circunstâncias e tais atos, destaca-se a morte de um tirano.
Como um tirano, por definição, é a morte da liberdade e da legitimidade, não é falto de razão o argumento que afirma ser sua morte, se não o renascimento em si da legitimidade e da liberdade, das condições para o parto. Mesmo porque, um tirano, também por definição, personaliza o poder e personaliza o Estado. Ao personalizá-los, sua sobrevivência e sua morte deixam de ser um fato comum para se tornar um fato político. Neste sentido, nada pode ser mais legítimo do que a morte de um tirano. Mesmo porque, nada pode ser mais democrático do que o fim de uma tirania. E a morte da tirania, pela própria natureza desse regime, comumente passa pela morte do próprio tirano.
Kadafi foi, circunstancialmente, capturado vivo. Mas, em primeiro lugar, jamais renunciou ao poder, ao contrário, até o fim reafirmava sua condição de Grande Líder e demandava a morte de seus oponentes. Em segundo lugar, como poucos tiranos atuais, Kadafi tornou-se, ao eliminar qualquer forma de organização política e civil, a personificação mais acabada do Estado ilegítimo que comandava. Sua morte não é apenas politicamente compreensível. Ela é, também politicamente, perfeitamente comemorável.
4.
O vídeo mais detalhado da morte de Kadafi demonstra que, ao contrário do afirmado pelo CNT, ele não morreu em um tiroteio, mas foi, de fato, capturado, agredido, linchado e executado. Em certo momento, de joelhos, rendido e com o olhar mudo, com um misto de medo, compreensão e incompreensão, o rosto e os cabelos ensanguentados, lembra certas figuras de tiranos shakespeareanos caídos, como em Titus Andronicus, Ricardo III e mesmo Macbeth. O que, naturalmente, nada diz de seu caráter trágico (ele era apenas grotesco, além de insano, pequeno usurpador de um país apequenado), mas sim da monstruosa capacidade criativa de Shakespeare. Ao mesmo tempo, as imagens lembram as fotos do fim semelhante de Mussolini. Mussolini que, a depender do governo brasileiro e dos defensores “apolíticos” de Haia, não seria linchado e morto, mas entregue a um tribunal para ser depois encarcerado. Com isso, se feriria de morte a reconstrução italiana pós-Segunda Guerra, pois as forças fascistas seriam muito mais dificilmente desbaratadas. Seria tragicamente injusto com a Itália e com o povo italiano. Prefiro a “injustiça” aplicada ao tirano.
sexta-feira, 6 de maio de 2011
ONU quer conhecer detalhes do ataque a Bin Laden
De acordo com o The Guardian, dois especialistas da ONU na área dos direitos humanos já solicitaram dados concretos sobre a operação militar que culminou na morte de Osama Bin Laden.
Christof Heyns e Martin Scheinin querem saber se esteve em cima da mesa a hipótese de capturar o líder da Al-qaeda vivo na sua casa em Abbottabad, no Paquistão. Em Genebra, na Suíça, emitiram um comunicado onde defendem que os Estados Unidos «deveriam revelar os factos de base para permitirem um juízo à luz dos padrões e da legislação internacional de direitos humanos».
Uma das questões que se tem levantado prende-se com o facto de Bin Laden e os que o acompanhavam estarem ou não armados – apesar de os Estados Unidos terem garantido que houve troca de tiros.
«Seria particularmente importante saber se o planeamento da missão admitiu a tentativa de capturar Bin Laden», acrescenta o comunicado, que se segue a um pedido semelhante da parte do alto-comissário da ONU para os direitos humanos, Navi Pillay.
Christof Heyns e Martin Scheinin, por seu turno, dizem que também as operações anti-terrorismo devem ter em conta a salvaguarda da vida humana para que depois esses terroristas sejam «tratados como criminosos, através do processo legal de detenção, julgamento de pena judicial».
quarta-feira, 4 de maio de 2011
Multilateralismo e acorrentados
E Ana Gomes? Já se pronunciou sobre os novos ares que se respiram pelo novo mundo? E deste ataque, não terão resultado acorrentados? Irá Ana Gomes zangar-se com o Dalai Lama?
Nota final: Obama mandou abater um "sionista".
domingo, 20 de fevereiro de 2011
Não era a Líbia que estava ao leme ...
Parece-me que ainda acabamos por ter que aturar o amigalhaço de Sócrates acampado no recinto de uma das nossas fortalezas. As más línguas dizem que o forte de S. Julião da Barra servirá na perfeição.
Entretanto, a esquerdalha anti-semita que andava num frenesim está em recolhimento. Estará provavelmente acompanhada por Sua Eminâneia o Cardeal D. Fransico Louca*.
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De acordo com a nova ortografia.
segunda-feira, 7 de junho de 2010
Fucking zionist bitch (*)
(*) Comentário no YouTube
Dedicado aos amantes da frota da paz, da religião da paz, da Força da Paz da ONU e de La Paz.
(Uncensored with lyrics)
terça-feira, 19 de janeiro de 2010
U.N. Headquarters May Move to Dubai
Dubai: The government of Dubai on Thursday announced that it is fully prepared to host the headquarters of the United Nations if its officials decide to move from New York where the organisation is currently located.
domingo, 18 de outubro de 2009
domingo, 27 de setembro de 2009
Obama, e o mundo a mudar de direcção
O discurso de Obama na Assembleia Geral das Nações Unidas foi, como já é costume, muito elogiado, e há que reconhecer que o jovem que lhe escreve os discursos é um verdadeiro artista, não só na mestria com que apela à emotividade, mas sobretudo na perfeita sintonia com os dons declamatórios de Obama no uso do Teleponto.
O discurso foi grandioso, como é costume nestas ocasiões, e informou o mundo, também como é costume, que há grandes desafios pela frente. Afirmou mesmo que “ É chegado o tempo de o mundo se mover numa nova direcção”.
As pessoas ficam alarmadas pelo desafio, mas não têm uma ideia concreta de como é que isso se faz, pelo que o líder normalmente informa logo a a seguir que só ele tem a visão certa para vencer os tais grandes e urgentes desafios.
Foi aqui que Obama inovou, ao apresentar-se como apenas mais um dos gajos formidáveis que vão defrontar e vencer os grandes e urgentes desafios, nomeadamente ajudar o mundo a mudar de direcção, que parece ser o mais importante.
Se repararmos na frase, não é ele que vai mover o mundo na nova direcção. Nem sequer nós. É o próprio mundo que se vai mover, porque, segundo Obama, (ou o rapaz que lhe escreve os discursos), está escrito algures que é chegado o momento de o mundo mudar de direcção.
Pormenorizando os aspectos mecânicos da coisa, Obama explica que “ nenhuma ordem mundial que eleve uma nação sobre outras, poderá ter sucesso”.
Claro que o facto de a nação que ele representa, ter direito de veto no Conselho de Segurança, não afecta minimanente esta grandiosa visão obâmica de um mundo sem pólos de poder.
Nesta nova direcção que o mundo vai tomar de forma espontânea, todos agem em simultâneo, segundo uma táctica nova que Obama patenteou com o nome de “ Acção persistente”.
E que acções são essas? Cimeiras, conferências, negociações, consultas, etc, nas quais “ a América não perderá de vista os seus objectivos”, ou seja, não- polar e tal, mas nós trataremos do nosso, ou , como pormenoriza Obama, “ iremos desenvolver iniciativas regionais com particiação multilateral, em simultâneo com negociações bilaterais."
Em resumo, a "acção persistente", parece ser basicamente um conjunto de tertúlias.
Um pouco confuso, mas nesta altura já ninguém está a esmiuçar os pormenores das lateralidades.
A verdade é que o discurso de Obama agradou aos outros líderes que são agora, a bem dizer, colegas. Os aplausos foram constantes e até Chavez bateu palmas e se manifestou tocado pela visão obâmica, pouco faltando para derramar uma sentida lágrima.
Claro que a lógica não tem nada a ver com isto, e só assim se pode aceitar a contradição inerente ao facto de Obama, do alto do seu poder polar, declarar um mundo não-polar, isto é, decretar a partir do facto de presidir à nação mais poderosa do globo que, a partir de agora não haverá nações mais poderosas que outras.
Fica-se com a impressão de que se fosse o Rei de Vanuatu a decretar tal coisa, haveria colegas a cair de cu, de tanto rir.
sábado, 19 de setembro de 2009
Israel e o Relatório Goldstone
O Conselho da ONU para os Direitos Humanos, acaba de produzir o Relatório Goldstone, sobre os “crimes de guerra israelitas” em Gaza.
Começando pelo óbvio, o grupo encarregado de o elaborar recebeu um mandato claro: não lhe competia investigar se havia crimes de guerra, outrossim, iria investigar os crimes de guerra que à partida o mandato dava por adquirido ter havido.
Os países que tiveram a iniciativa de propor tal “investigação”, incluem Malásia, Arábia Saudita, Bahrein, Cuba, Paquistão, etc, em resumo, países cuja autoridade moral para mandatar tarefas na Comissão dos Direitos Humanos, está na proporção directa do respeito que manifestam para com os direitos humanos no seu próprio território.
Na Comissão, dirigida pelo juiz esquerdista sul-africano, Richard Goldstone, estava também Christine Chinkin, uma professora inglesa da esquerda folclórica, conhecida pelas suas públicas declarações anti-israelitas.
2- Israel é o único estado do mundo ao qual não se reconhece legitimidade para defender as suas fronteiras pelas armas.
A ONU e os seus organismos estão a degradar-se à vista desarmada, reféns de de regimes e ideologias tenebrosas.
Às teocracias e ditaduras islâmicas, a regimes tribais, a estados racistas, a ditaduras como Cuba, Venezuela e Coreia do Norte, a estados genocidas como o Sudão, etc, é reconhecido o direito de preservar o seu território.
No Sudão foram mortas centenas de milhares de pessoas, sem que tenha havido qualquer condenação.
Há tempos a Turquia invadiu e bombardeou longamente o Curdistão, com a maior normalidade. A Rússia fez o mesmo na Geórgia, no Paquistão morrem aos milhares, no Sri Lanka idem, na China, no Irão, etc, e o Conselho da ONU para os Direitos Humanos, limita-se a ignorar. Na verdade desde que existe apenas condenou um País: Israel, alvo de mais de 90% das suas "Resoluções".
Israel, o único estado democrático do Médio Oriente é furiosamente perseguido e para esta ONU em decadência moral, não está sequer autorizado a defender-se.
Ora a defesa própria expressa a soberania e é o pilar da existência de qualquer estado.
É isso que está em jogo.
Aqueles que, com argumentos aflitos e aflitivos, pretendem negar a Israel o direito de defender os seus cidadãos de um inimigo que tem como objectivo expresso, a destruição do país, mostram ao que vêm: deslegitimar a sua existência como estado soberano, primeiro passo para a almejada destruição.
A destruição do judeu, velho sonho de incontáveis doidos.
O judeu tem de ser expulso. Da Europa, do Médio Oriente, da Humanidade. O anti-sionismo é, tão só, a fórmula politicamente correcta de, nos tempos que correm, expressar o antigo ódio homicida.
Israel nasceu a lutar contra uma coligação de vários invasores, países muito maiores e mais poderosos que o minúsculo estado judaico.
E a lutar está de há 60 anos para cá, sem que se possa dar ao luxo de um minuto de desatenção e de fraqueza.
Uma derrota será a última.
Não há nenhum outro país do mundo que viva nesta necessidade existencial de vencer todas as batalhas.
E foram já muitas.
Em 1947, Israel aceitou, sem condições, o mapa ONU. Os árabes da Palestina, não.
Em 1948, os exércitos árabes desencadearam aquilo que para eles era umarápida operação de limpeza. Israel, sem um verdadeiro exército, mobilizou todos os cidadãos e, contra todas as expectativas, venceu.
Venceu e construiu um Estado livre e próspero, na mesma região onde os seus inamistosos vizinhos só geraram miséria e servidão.
Em 1967, Egipto, Síria, Jordânia e Iraque anunciaram que era chegado o momento de extirpar o "cancro judeu". Falharam mais uma vez.
Dois anos mais tarde, a OLP de Yasser Arafat era massacrada pelos seus irmãos jordanos e as fotos de homens da Fatah a fugirem para se acolherem sob a protecção do Exército israelita, correram mundo.
Em 1973 o Egipto e Síria tentaram de novo e falharam.
Em 1979 Sadat firmou a paz com Israel e foi morto por isso.
Em 2005, Israel desocupou Gaza e, em troca, o Hamas raptou um soldado que ninguém mais viu e lançou sobre as povoações israelitas cerca de 12 000 foguetes e granadas de morteiro.
Em 2009, Goldstone, refere no seu inenarrável Relatório que Gaza está “ocupada” e que Israel é “potência ocupante”. A realidade não parece afectar as visões do mundo desta gente.
Este tipo de Relatórios têm todavia uma virtude: deixam a nu que as ditaduras e os regimes autocráticos estão a tomar de assalto as instituições colectivas e que, mais tarde ou mais cedo, as democracias terão de acordar para o fenómeno e formar uma aliança própria.
Se não o fizerem, brevemente começarão a ser acossadas e Israel é apenas o canário da mina.
Na verdade não será especialmente difícil para os países ditatoriais, que dominam a maioria dos fóruns da ONU (até a Assembleia Geral é presidida por um esquerdista radical, grande admirador de Chavez e Castro), mandatar Relatórios “Goldstone” para o Afeganistão, ou outro qualquer local onde as democracias combatam os fascismos globais, como o comunismo, o islamismo, etc.
sexta-feira, 17 de julho de 2009
Dos grossos e da Europa fina

Uma das beatas "razões" para que a guerra no Iraque fosse um pecado mortal residia numa espécie de confusão de nomes. Em virtude da macacácia inteligência de Bussssh e respectiva infinita ignorância, teria confundido ambos os dois territórios.
Segundo os trolhas do costume, a guerra correcta deveria ser a do Afeganistão. Eram daí originários os talibans e era para aquele território que as Nações Unidas tinham benzido as "tropas da ONU".
E a berraria durou anos, anunciando-se que o apocalipse naquele território seria resultante do "desinteresse" de Bussssh por aquela luta-a-justa-dita.
O tempo foi passando e, também "por culpa de Bussssh", nunca as "tropas da ONU" foram destacadas para o Afeganistão em quantidade suficiente. E a razão era óbvia. Os "interesses" tinham toldado o escasso discernimento de Bussssh ... ahmmm ... pátátí, pátátá e rebéubéu, pardais ao ninho.
O tempo de Busssh chega ao fim e, naturalmente em virtude da sua infinita cretinice foi incapaz de moldar a legislação americana para se eternizar no poder - coisa que qualquer fulgoroso presidente sul-americano faz sem dar conta.
O santíssimo Obama apresenta-se como espiador de todos os malefícios de Bussssh e vem à Europa marcar o ponto. Nessa "histórica" viagem promete o que "toda a gente sabia" que o empenhamento no Afeganistão seria a solução que tornaria, finalmente, o mundo perfeito.
Evidentemente que o empenho da Europa no Afeganistão nunca esteve em causa porque a Europa é uma coisa e "tropas da ONU" é outra.
Obame ganha as eleições e volta à Europa para levar um chapadão. Não é que os malandros da velha Europa descobriram que Europa é uma coisa e "tropas da ONU" é outra?
Pois o Afeganistão vai aquecendo, o verniz europeu vai estalando e as poucas tropas portuguesas no Afeganistão devem retirar porque, aparentemente, "o que Portugal ganha com isto"?
E isto é mau sinal? Não. Se Portugal é suposto retirar é porque foram, entretanto, descobertos "interesses" e nós, lusos, não queremos neles sujar as mãos. Ao fim e ao cabo a resolução da UNO aponta, como não podia deixar de ser, para "tropas da ONU". Que têm os soldados comedores de feijoca, carapau de gato, torresmos e coiratos a ver com o assunto?
terça-feira, 21 de abril de 2009
A ONU como guardiã dos direitos humanos
O racista Ahmadinejad:
Os representantes da Comunidadede Europeia abandonaram a sala. Talvez tenham aprendido algo sobre a ONU.
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sábado, 14 de março de 2009
Criminalizar a difamação do Islão
Nos próximos dias 26 e 27 de Março, em Genebra, irá mais uma vez ser aprovada, no Human Rights Council, uma Resolução proposta pelos países islâmicos, e que visa criminalizar a difamação do Islão, classificando-a como “violação dos direitos humanos”.
Já não é a primeira. Houve outras.
A última foi a Resolução 7/19 , aprovada em Março de 2008, com os votos dos países islâmicos, China, Rússia e Cuba, deixando às claras a aliança táctica anti-ocidental de que falava Huntington, e mostrando que a verdadeira divisão do mundo é hoje entre as democracias e as ditaduras .
A Resolução deste ano terá o mesmo título das anteriores: "Combating Defamation of Religions"
Em síntese prevê que qualquer coisa que possa afectar a sensibilidade islâmica, deve ser considerada como “séria afronta à dignidade humana” e clara violação da liberdade religiosa.
Apesar de ser uma non-binding_resolution, funciona como água mole em pedra dura, almejando influenciar mentalidades para que aos poucos vão sendo interiorizadas e introduzidas modificações na linguagem e nas arquitecturas jurídicas locais e internacionais
A Resolução será praticamente igual às dos anos anteriores, e insere-se num plano concertado ao nível da Organização da Conferencia Islâmica para limitar a liberdade de expressão, imunizando o Islão de qualquer crítica.
O Human Rigths Council é um fórum privilegiado, porque está dominado por países ditatoriais. Cuba, Irão Líbia, Rússia, Paquistão, etc, são vice-presidentes e marcam a agenda, o que é mais ou menos como ter as raposas de guarda ao galinheiro. E se nos lembramos que o Irão persegue implacavelmente os Baha’is, a Arábia Saudita proíbe quaisquer outras religiões além do Islão, e as comunidades cristãs e judaicas são perseguidas pelas autoridades na generalidade dos países muçulmanos, fica-se com uma ideia geral do tipo de “liberdade religiosa” de que falam estes paradoxais paladinos dos Direitos Humanos.
Na verdade o objectivo deste esforço da OIC (que também tem estado por trás de manifestações contra determinados media ocidentais e apoia financeiramente processos judiciais desencadeados em vários países ocidentais) não é proteger os direitos individuais, mas sim blindar um determinado sistema de crença, o islamismo, de quaisquer críticas ou debates.
A “legitimidade” de tais Resoluções, tem levado a uma pressão cada vez maior para a introdução de leis globais contra a blasfémia , e dá aos países islâmicos um fortim legal de onde podem atacar com linguajar jurídico os media ocidentais, de resto explicitamente referidos na Resolução, como promotores deliberados de estereótipos negativos sobre a religião islâmica, os seus fiéis e os seus símbolos sagrados.
A Resolução deste ano tem uma importância acrescida porque antecede a UN Durban Review Conference on Racism, também chamada Durban II, (tudo indica que venha a ser um festim anti-semita, a tal ponto que vários países ocidentais já anunciaram que irão boicotar, face ao draft do texto a ser produzido), e é dado como certo que o seu conteúdo será incorporado nos textos de Durban II. De resto um dos subcomités de Durban II, sob impulso argelino, já anunciou a intenção de emendar a Declaração Universal dos Direitos Humanos, tendo em visita banir a difamação da religião, particularmente o Islão. A proposta de emenda será certamente votada em Setembro, na Assembleia-Geral das Nações Unidas.
Face a isto, os aprendizes de Chamberlain enterram a cabeça na areia e recomendam "diálogo".
terça-feira, 3 de fevereiro de 2009
Demografia e violência
Estudos vários apontam uma elevada correlação positiva entre o grau de violência de e numa sociedade, e a percentagem de população jovem, particularmente homens.
De um modo geral, nos grupos humanos onde as mulheres têm mais filhos a violência aumenta, pode tornar-se endémica e só tende a acalmar quando as taxas de fertilidade descem para níveis de cerca de 2 filhos por mulher
Altas taxas de fertilidade e populações extraordinariamente jovens são características da generalidade dos países africanos e muçulmanos, por diferentes razões.
A violência também.
Quanto às sociedades muçulmanas, entre 1975 e 1990, morreram centenas de milhares de pessoas no Líbano, mais ainda na Argélia entre 1999 e 2006 e, em ambos os casos, o morticínio só acabou quando o número de jovens machos e as taxas de fertilidade baixaram de tal modo que deixou de haver suficiente carne para canhão. Há mais casos demonstrativos e o leitor interessado poderá ele mesmo verificar esta correlação.
Correlação que nos faz desaguar em Gaza, onde cada mulher tem em média 5 filhos, pelo que a violência é expectável e não apenas por causa do conflito com Israel. Efectivamente quando Israel ocupava a Faixa, morriam mais palestinianos em violência fratricida do que em luta com Israel.
E, pese embora a obsessão dos media mundiais com o conflito Israelo-árabe, e as constantes condenações por “massacres” , “holocaustos”, e “genocídios”, a crueza dos números diz-nos que em 60 anos de sucessivas guerras e atentados terroristas, este conflito traduziu-se em 60 mil mortos, dos quais 20 mil israelitas.
No mesmo lapso de tempo, mais de 10 milhões de muçulmanos perderam a vida em guerras intestinas.
Provavelmente desencadeadas pela Mossad, uma força “obscura” omnipotente, mas não o suficiente para silenciar génios como este.
A que se deve a elevada taxa de fertilidade em Gaza?
Por um lado à cultura islâmica e ao papel que a mulher nela desempenha, e por outro lado aos efeitos perversos da ajuda humanitária, particularmente da UNRWA.
A UNRWA, uma paquidérmica, politizada e enviesada estrutura de ajuda aos refugiados palestinianos, especificamente criada para 700 000 e que hoje, mediante uma exótica interpretação do conceito de “refugiado”, apoia mais de 4 milhões dos seus descendentes, propiciando tais cuidados às crianças, que liberta os pais de qualquer responsabilidade para com o seu bem-estar e o seu futuro.
Os cálculos de planeamento familiar que nas nossas sociedades todos os pais responsáveis fazem, e que determinam muitas vezes o número de filhos que acham que podem ter, estão totalmente ausentes nos “refugiados” palestinianos, porque a UNRWA trata de tudo. Ela vacina, alimenta, educa, trata, veste e ainda ajuda na “justa luta” da “resistência” contra a “ocupação”.
Metade da enorme quantia que a UNRWA gasta nestas interessantes actividades, vem dos nossos bolsos, quer queiramos quer não, uma vez que é ajuda da EU.
Os EUA chegam-se à frente com mais de 30% e os restantes 20% vêm de outros dadores, dos quais só 6% são muçulmanos. O grosso da ajuda muçulmana vai para a islamização e para a aquisição de armas.
O resultado deste ilimitado e gratuito welfare é uma população irresponsável quanto ao planeamento familiar e, paradoxalmente, o alimentar de uma contínua bolha de violência que não parará mesmo que Israel deixe de ser o pretexto, como de resto se viu o ano passado, com palestinianos a fazerem experiências sobre a queda dos graves, usando como material de laboratório, os seus concidadãos e os prédios que lhe andamos a pagar.
Em Gaza, jovens machos ciosos e despreocupados quanto à necessidade de ganhar o próprio sustento, acabam naturalmente por dedicar-se às tarefas que lhes dão algum dinheiro e lhes permitem acalmar as hormonas: cavar túneis, disparar mísseis, fazer exercícios militares, etc. A doutrinação no ódio e no culto da morte, dá-lhes um objectivo alternativo que canaliza para a agressão o natural voluntarismo de juventude.
O efeito perverso das ajudas nunca é tido em conta pelas pessoas “bem intencionadas”. Recorde-se que em África, o boom demográfico e o consequente alastrar da fome e da violência se deveu em grande parte à ajuda alimentar, uma vez que o leite fornecido pelas almas caridosas reduzia o tempo de amamentação materna fazendo disparar as taxas de fertilidade das mulheres.
A situação em Gaza tende a piorar. Há lá hoje 300 000 jovens do sexo masculino com idades entre os 14 e os 30 anos e daqui a alguns anos esse número subirá para quase 450 mil.
Mesmo que seja alcançada a paz com Israel, não é possível evitar a violência que esta tão elevada concentração de jovens machos desocupados inevitavelmente provoca.
A luta acontecerá seja qual for o pretexto, pelo mero determinismo demográfico, a menos que seja reduzida a ajuda humanitária, de tal forma que os pais tenham de cuidar dos filhos que, pelo facto de serem menos, serão preciosos de mais para morrerem em guerras.
Claro que a UNRWA não quer isto. A sua existência e a consequente carreira de milhares de funcionários, depende da perpetuação desta inanidade.
sexta-feira, 16 de janeiro de 2009
ONU, Pedro e o lobo
Said Siam, o líder do Hamas abatido ontem, chegou a ser professor numa dessas escolas da ONU em Gaza, e pode-se imaginar que tipo de coisas ensinava um homem conhecido pelo seu radicalismo e pela sua crueldade, temido ao ponto de, em 2007, centenas de palestinianos de Gaza terem procurado protecção, fugindo para o território da temida "entidade sionista".
Um obcecado antiamericano e um feroz anti-semita que não hesita em verbalizar constantemente o seu ódio a Israel.
Outra agência das Nações Unidas, o Conselho dos Direitos Humanos, (UNHRC) é ainda mais exótica. Criada há menos de 3 anos para substituir a completamente desacreditada Comissão dos Direitos Humanos, que se tinha transformado num fórum anti-semita, não tardou a seguir pelo mesmo caminho. Constituido por uma maioria de estados africanos, muçulmanos e sul-americanos, onde os direitos humanos são uma anedota, não tardou a abolir os Special Rapporteurs para Cuba, Bielorússia e Coreia do Norte, considerando que não há nada de preocupante nos direitos humanos, nesses países.
Em contrapartida criou um Special Rapporteur on Freedom of Expression, cuja missão principal, atribuída pelo grupo islâmico, é exactamente oposta à designação, e consiste basicamente em relatar os abusos da liberdade de expressão em matéria de ofensas à religião, particularmente o Islão.
A lista de proezas do UNHRC fala por si: em menos de 3 anos de existência, pronunciou-se 26 vezes, das quais 21 sobre Israel, como se neste pequeno país, onde existe uma democracia e um estado de direito, os direitos humanos estivessem mais ameaçados do que na generalidade dos países muçulmanos, na América do Sul, na Ásia ou na Africa.
Assim, enquanto Israel merece dezenas de "vigorosas condenações" o Sudão, que tem morto literalmente milhões de pessoas, fica-se com uma única e tímida "preocupação". Cuba, Arábia Saudita, China, Irão, etc, não estão sequer no radar deste organismo, apesar do total desrespeito destes países pelos mais elementares direitos humanos.
É também por estas razões que a ONU é cada vez menos levada a sério. Se um organismo que era suposto ser um repositório de uma certa ética nas relações internacionais, se degrada deste modo, as suas deliberações deslizam inevitavelmente para a irrelevância.
No fundo é a velha história de Pedro e o lobo.
quarta-feira, 3 de dezembro de 2008
Frankenstein
O Paquistão criou redes de terroristas islâmicos, ideologicamente formatados nas madrassas e teledirigidos pelos serviços secretos, na prossecução de interesses no Afeganistão e na Cachemira.
domingo, 20 de julho de 2008
Maldita Realpolitik
A única política unilateral que chateia verdadeiramente a Europa, ao ponto de motivar manifestações de rua, indignação sem precedentes e ódio profundo, é a política unilateral dos Estados Unidos da América. Não que a Europa, e a União Europeia em concreto, não actuem também, muitas vezes, de forma unilateral, embora que em parâmetros substancialmente diferentes mas, na maior parte das vezes, para defender o mesmo tipo de interesses.
Eu sei que custa muito a alguns Europeístas convictos ouvirem estas palavras. O unilateralismo é para os Norte-Americanos, não para os Europeus. Nós somos superiores, procuramos consensos, o nosso interesse é o interesse da Humanidade e apoiamos a ONU em tudo o que for necessário...
Esta Europa faz-me rir. Será que não tem espelhos em casa? Será que, para se projectar mundialmente como um bloco forte, a União Europeia precisa, muitas vezes, de defender uma política não construtiva, de constante crítica aos Estados Unidos? Será que está isenta de interesses quando mama o petróleo e o gás Russo, mesmo que a Rússia tenha regredido vinte anos e voltado ao tempo dos Secretários-Gerais? Será que a China sente as mesmas críticas da UE, comparando com os Estados Unidos?
Quem é que viola afinal os Direitos mais básicos do ser Humano? Países como a Rússia e a China ou países como Israel e os Estados Unidos da América?
A política unilateral dos Estados Unidos, as eleições dos Estados Unidos, os acontecimentos dos Estados Unidos, os assassinatos em série dos Estados Unidos, as perseguições policiais nos Estados Unidos, as prisões dos Estados Unidos e o estilo de vida Norte-Americano aparecem constantemente nos meios de comunicação social da Europa, geralmente para em tom crítico e "intelectualmente superior" trazer a inteira verdade sobre Estados Unidos da América (do Norte). Na sociedade já se reflecte bem o poder de fogo das palavras destes intelectuais, com pessoas a gritarem "Os Americanos são gordos", "Na América as pessoas vivem mal e porcamente, enquanto que outros Americanos têm mansões", "Somos todos Palestina", "O Iraque merece ser livre", "Fechem Guantánamo" e "Precisamos de esperança e mudança, votem Obama!".
Ainda há dias, a China e a Rússia utilizaram o seu poder de veto na Organização das Nações Unidas para vetar a imposição de medidas contra o Presidente Robert Mugabe que, como sabemos, tratou de limpar o sebo a muitos dos oposicionistas do regime, para, de maneira mais que justa, vencer as eleições Presidenciais. Dois dos nossos maiores parceiros comerciais fizeram valer os seus interesses e votaram contra. O que lhes aconteceu aqui na UE? Serviu de alguma coisa o Soft Power?
Maldita Realpolitik.
Já a Líbia também fez uso do seu assento no Conselho de Segurança da ONU e votou contra a imposição das sanções propostas pelos Estados Unidos. Ainda ontem, durante a visita ao mesmo país, José Sócrates confraternizava com o seu grande amigo Khadafi, afirmando que era necessário aumentar as relações de Portugal com a Líbia.
Maldita Realpolitik.
A justa defensora do Soft Power à escala Mundial está cheia de incoerências típicas de uma política utopista e manipulada pela esquerda. A União Europeia é, olhando com olhos de ver, igual aos Estados Unidos no que toca a defender os seus interesses. Porque é que só se fala em "unilateralismo" para os Norte-Americanos? Porque não se fala em "unilateralismo" para a Rússia de Medvedev, para a China de Hu Jintao e para a UE de Barroso?
Vestem todos a mesma pele, são tudo a mesma coisa: Estados. Estados soberanos (não no caso Europeu) que fazem tudo para defender os seus "valores", os seus interesses, os seus cidadãos, o seu património. União Europeia, Estados Unidos, Rússia, China: tudo no mesmo barco.
Dentro disto, os que jogam na melhor equipa são os Estados Unidos e a União Europeia. Uns incontestavelmente superiores em diversas matérias. Outros profundamente chateados e revoltados, julgando-se superiores ao outro jogador da mesma equipa. A inveja leva muitas vezes ao voltar costas.
A cooperação entre os Estados Unidos da América e a União Europeia tem que existir forçosamente. E esta não existe porque, na maior parte das vezes, a União Europeia não quer. São ambos muito parecidos, defendem praticamente os mesmos valores, têm a mesma cultura e, mesmo assim, a União Europeia briga pelo lugar mais alto.
Conformem-se.
O unilateralismo existe e existirá sempre enquanto existirem Estados no Mundo. E ele é muitas vezes a melhor maneira de resolver alguns dos problemas que nos assolam, um pouco por todo o Mundo. É certo que o melhor é haver um concertação de várias frentes mas, e visto que isto é, nos dias de hoje, muito difícil, a falta de concertação não deve levar à inexistência de operações de tipo unilateral.
A ONU é a solução para umas coisas mas não é para outras. Larguemos as tretas, as mentiras e as condenações sem razão, quando actuamos muitas vezes da mesma forma. Tenhamos coragem e frontalidade para encarar os problemas, para nos reunirmos com quem está certo e para darmos o braço a torcer.
Fácil não Dr. Barroso?
sábado, 24 de maio de 2008
Estratégia Islâmica
Assim sendo, o SR tem agora a tarefa, não de vigiar e reportar as limitações à liberdade, mas sim o seu "abuso", nomeadamente em relação à religião islâmica, como consta expressamente do texto.
Um organismo concebido para vigiar a repressão da liberdade de expressão, terá doravante de a promover.
Não se trata de um movimento desenquadrado e avulso. O documento foi concertado e preparado ao milímetro pela OIC, no seguimento de uma estratégia de restauração da Umma, que se pode ler aqui, mas que já vem de trás.
Em 2000, a ISESCO (versão islâmica da UNESCO), deu à estampa a Estratégia da Acção Cultural no Ocidente .
O texto, publicado antes do 9/11, destina-se aos islâmicos das 2ªs e 3ªs gerações de imigrantes, aqueles que, por toda a Europa, estão na vanguarda da violência contra as sociedades que os acolhem.
Trata-se de um programa de controlo totalitário que pretende regular todos os aspectos da vida do jovem islâmico, impondo uma total submissão. Não são meros conselhos...são deveres religiosos, porque a “acção cultural é um acto de adoração”.
Após as partes genéricas com retórica redonda, destinada a prestar tributo à correcção política, o texto ganha substância e esclarece que a relação com os países de acolhimento consiste sobretudo em aproveitar as múltiplas vantagens do Ocidente.
Garante a “ superioridade moral e a discernibilidade “ muçulmanas e apresenta o Islão como uma alternativa às esperanças outrora depositadas no comunismo.
“A consciência crescente da importância do Islão e o seu papel como uma opção cultural e intelectual...excita muitos sectores no Ocidente, particularmente em consequência da regressão de grandes doutrinas ideológicas ”.
Criticando violentamente a globalização capitalista (mais um ponto comum à esquerda e à extrema-direita), insinua que o islamismo poderá vir a ser a solução: “espera-se pela emergência de um novo poder mundial, levantando-se contra o poder que actualmente domina a ordem mundial” (leia-se, os EUA).
Enquanto se espera pela vitória, deve-se proteger os muçulmanos da “filosofia positivista e herética” do Ocidente, porque “a arrogância do Ocidente atingiu o seu apogeu” (ou seja, está a caminho da decadência. Curiosamente Chavez diz exactamente o mesmo do "Império").
A Estratégia visa instaurar uma contra-sociedade muçulmana no seio do Ocidente que seja impermeável às tentativas de assimilação.
Porque o Ocidente quer “dissolver a personalidade da criança muçulmana através da destruição dos valores que ela trouxe da família e da sua cultura de origem”, torna-se necessário “imunizar o imigrante contra a perversão” da cultura ocidental.
Impõe-se assim exigir e negociar a aplicação da sharia nos países de acolhimento, como se viu recentemente no Reino Unido
Face à concertada estratégia islamista, a esquerda continua a ignorar a ameaça vital e prefere dedicar-se a "causas fracturantes", a criticar o "Bush e o Blair" e a repetir pela enésima vez a catilinária dos "voos da CIA" e de "Guantanamo", etc, enfim qualquer coisa que seja pretexto para berrar o ódio ao único país que percebeu o alcance da ameaça e lhe tem movido uma guerra global.
Como é lógico, não se tem conhecimento de uma única manifestação organizada pela esquerda contra o terrorismo islâmico e contra aqueles que explícita e repetidamente têm dito que querem atacar e têm atacado a civilização a que pertencemos. Pelo contrário, o Dr Miguel Portas vai a Beirute prestar vassalagem a Nasralah e por cá, comunistas e bloquistas desfilam juntos, de punho revolucionário erguido, berrando que "somos todos Hezbolah".
Há tempos, pouco antes de morrer, o filósofo Fernando Gil diagnosticou a imensa amálgama totalitária que une hoje o anti-semitisno, o antiamericanismo, a ideologia de esquerda e o islamofascismo, e denunciou a má-fé da esquerda europeia como o fenómeno que subjaz a essa amálgama.
No limite considerava que é a ausência de projectos e a tentação do abismo que conduz a esquerda para o regaço dos maiores inimigos da nossa civilização.
sábado, 12 de abril de 2008
Mais valem 1000 Iraques actuais do que 1 Sudão de há uma semana atrás

A situação no Sudão, mais concretamente na região do Darfur (a amarelo vivo no mapa), tem motivado preocupações em todos os quadrantes políticos mundiais. A ONU tem enveredado por um caminho de diálogo entre as partes envolvidas no conflito [os janjaweed (uma milícia árabe muçulmana), o governo Sudanês e uma minoria muçulmana não-árabe da região] que, depois de 5 anos de conflito, não tem trazido qualquer tipo de processo de paz frutífero.
O governo Sudanês, actuando num modus operandi tipicamente Africano (corrupção, tráfico de armas, tráfico de influências, etc.), tem patrocinado o genocídio contra a minoria não árabe que habita a zona há vários séculos. A minoria não árabe, por seu turno, completamente indefesa face a uma superioridade bélica e em número de homens do opositor, tem tentado resistir, fugindo para os países limítrofes. É nestes momentos de fuga, que provocam as tão badaladas crises humanitárias, que aparece o nosso António Guterres, antigo Primeiro-Ministro Português, vestido de fato de macaco e pronto para ajudar os miúdos.
A ONU e toda a comunidade internacional mostram-se incapazes de resolver este problema que afecta o Sudão e o Chade. Aliás, como todos nós sabemos, a Organização das Nações Unidas foi incapaz de resolver todas as limpezas étnicas, perseguições e guerras civis que já existiram no maior país de África e que provocaram, ao que foi permitido apurar, milhões de mortos. A questão que ecoa aos ouvidos de muita gente é como é que foi possível chegar-se a este ponto.
Encontro, repentinamente, duas respostas: falta de coragem em actuar militarmente em caso de necessidade extrema; apoio prestado ao governo Sudanês por muitos países da OUA e por outros países não Africanos.
O primeiro problema está, a meu ver, relacionado com a política absurda que muitas vezes a ONU toma. A Organização das Nações Unidas mostra-se demasiadamente benevolente para com os criminosos, genocidas e terroristas mundiais (não esquecer as diferentes visões dentro do Conselho de Segurança, que levam, muitas vezes, a morosos bloqueios). Tal é observável em muitos outros conflitos, bastando, para tirar esta conclusão, olhar para o número de mortos. A bandeira do diálogo e da compreensão que a ONU tem hasteado desde a sua criação em 1945, demonstra-se, quando incessantemente usada, inútil para a resolução dos conflitos. Não quero com isto dizer que a ONU não deve primar pelo diálogo entre as partes e nações envolvidas, mas sim que existem soluções para quando esta via não resulta [nomeadamente a intervenção militar (algo que creio que já foi seriamente pensado neste caso), o boicote, etc.].
O segundo problema está relacionado com o apoio dado por alguns estados da OUA, que continuam a bater nas costas do governo Sudanês. Estes estados saem em defesa do governo do Sudão e acusam a ONU e todo o ocidente de ingerência em assuntos Africanos. Já para não falar que muitos deles continuam a achar que, sendo o problema Africano, não é a ONU que tem que mandar tropas, mas sim a OUA.
A China e a Rússia têm jogado com toda esta situação, adquirindo uns bons barris de petróleo a um preço mais em conta. Raras não são as vezes em que Beijing e Moscovo fornecem armas ao governo Sudanês adquirindo em troca ouro negro, entre outras vantagens. A ONU e ONGs a actuar em África têm produzido interessantes relatórios onde esta tese é confirmada.
O que se passa no Sudão é de gravidade assinalável. No entanto, a esquerda estúpida e floribélica mundial concentra-se apenas nas acções militares elaboradas pelos Estados Unidos da América no Iraque e no Afeganistão, no que toca a política internacional. A esquerda estúpida demonstra, então, uma falta de "solidariedade e de sentido de ajuda" para com os perseguidos do Sudão.
Gostaria de saber o que diriam os Sérgios Pintos e os mls cá do sítio a uma intervenção militar internacional no Sudão, para acabar com o "massacre de um povo".
A meu ver, mais valem 1000 Iraques actuais do que 1 Sudão de há uma semana atrás.
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