
O senhor engenheiro e deputado Basílio Horta, recém-convertido ao socratismo luso (a exemplo do seu camaleónico ex-maior Freitas do Amaral, que ameaça já com novas mudanças de cambiante), não gostou da ironia com que um deputado do PSD se referiu a essa conversão e, interrompendo-o, chamou-lhe ordinário. Isabel Moreira - pobre pai que tal filha teve...! - secundou-o de imediato com nova interrupção e o PS clamou pela defesa da honra (não se percebeu se a senhor engenheiro Basílio se a do partido, isto é, daqueles que o constituem), tendo-se gerado um sururu que obrigou Teresa Caeiro a endurecer a atitude em relação à linguagem, enquanto hoje desempenhava as funções de Presidente da AR. Foi o que Herman José designaria como um lindo momento de musicol, que muito contribuiu certamente para a tão colorida e prestigiada imagem que a Assembleia da República tem mantido perante o país.
Ainda mais, para aqueles que se recordam do tom avarinado (ordinário?) utilizado pelo inefável ex-deputado centrista nos debates que teve com Mário Soares anos atrás, durante as eleições presidenciais em que foi o candidato "da direita".
Definitivamente, o PS é um partido cada vez mais mal-frequentado.