Nota introdutória
Nesta segunda parte da minha análise do livro Por que virei à direita,
de João Pereira Coutinho e dos ensaístas brasileiros Luiz Felipe Pondé e Denis
Rosenfield, concentro-me nas posições de Pondé, por este representar, ao
contrário dos outros dois autores, não um verdadeiro liberal, mas o que eu
chamo de conservador obscurantista – que acredito dever ser separado dos
verdadeiros liberais, para o bem destes.
1. Ponderações sobre um obscurantista contemporâneo I
A defesa do conservadorismo político – ao menos, de
certo conservadorismo –, apesar de toda a crítica de que a esquerda seja
merecedora, guarda suas próprias armadilhas. Desmascarar certo obscurantismo
antirracionalista e antimodernista que macula parte do pensamento conservador –
representada por Luiz Felipe Pondé neste livro – é afinal não apenas pertinente
a ele, como tão importante quanto sua análise.
Mesmo porque, a possível relevância do pensamento obscurantista de Pondé está
em sua falta de originalidade. Estender-se sobre seus argumentos tem, portanto,
o possível valor da exemplaridade.
O senhor acredita em Deus?
Pondé: Sim. Mas já fui ateu por muito tempo. Quando digo que acredito em Deus,
é porque acho essa uma das hipóteses mais elegantes em relação, por exemplo, à
origem do universo. Não é que eu rejeite o acaso ou a violência implícitos no
darwinismo – pelo contrário. Mas considero que o conceito de Deus na tradição
ocidental é, em termos filosóficos, muito sofisticado. Lembro-me sempre de algo
que o escritor inglês Chesterton dizia: não há problema em não acreditar em
Deus; o problema é que quem deixa de acreditar em Deus começa a acreditar em
qualquer outra bobagem, seja na história, na ciência ou em si mesmo.[i]
Sim, acredito em Deus. Mas... 1) Já fui ateu. 2) Porque sou elegante: “Acho
Deus uma das hipóteses mais elegantes em relação à origem do universo”.
Bobagem. A narrativa mítica para a origem do Universo é, na verdade, banal,
arcaica e popular. Vamos a ela...
As cinco maiores religiões têm algo de fundamental em comum. Judaísmo,
cristianismo, islamismo, hinduísmo e budismo possuem, no centro de suas
concepções teológicas, a ideia, algo óbvia, da necessidade de uma causa das
causas. Parece complicado, mas é, na verdade, simples. E não necessariamente
elegante.
Se tudo tem uma causa, uma regressão na longa cadeia de causas e efeitos
levaria, ou a uma causa primeira, autogerada, ou ao infinito. É evidente que a
ideia de uma cadeia infinita de causas e efeitos é mais difícil de ser
concebida e transmitida do que a de uma cadeia de causas e efeitos com um ponto
de origem identificável – e, além disso, parecido com o homem. Não surpreende,
portanto, que esta tenha sido a hipótese “elegante” escolhida por todas as
grandes religiões.
Há, claro, diferenças fundamentais, antes que os adeptos dos “inconscientes
coletivos” e similares se alegrem. Porém a estrutura conceitual básica dos
mitos de origem de todas as grandes religiões é bastante semelhante: uma causa
das causas original, não causada e parecida com o homem. Na verdade, se as
grandes religiões são cinco, os grandes mitos da criação são apenas dois. O
judaico, adotado também pelo cristianismo e pelo islã, e o hindu, adotado pelo
budismo.
O mito judaico é conhecido: o Universo existe porque existe um Deus, que não se
sabe bem por que, resolve um belo dia criar o mundo. Sua semelhança com o homem
está explicitada na Bíblia, ainda que às avessas, pela afirmação de o homem ser
a imagem d´Ele. No caso do hinduísmo, a semelhança mais sutil de Brahma, a
causa das causas, o Uno pleno etc., com o mesmo homem está no motivo pelo qual
Ele decide, um dia, se dividir, deixando de ser Neutro para se tornar Macho e Fêmea,
e daí gerar as Formas, isto é, a matéria, o mundo. O motivo é a solidão de
Brahma, e o fato de que Ele “não tinha nenhum prazer”.
[ii] Ingênuo, por um lado, e contraditório, por
outro: pois se insiste na Plenitude de Brahma, e é de se imaginar que o Pleno
não conheça, por definição, nem a solidão nem a falta de prazer. Mas estas são
concepções anônimas, populares, frutos de especulações não movidas nem pela
experimentação nem pelo rigor. Numa palavra, mitos. E mitos podem muito bem ser
ingênuos e contraditórios, ainda que não se deva explicitar poderem ser
contraditórios e ingênuos. “Eu era um tesouro oculto e desejava ser conhecido,
por isso criei as criaturas”: o “eu” desejante (mais uma vez...) é aqui o
próprio Alá, que assim teria se expressado a Maomé sobre a origem do mundo,
segundo o misticismo islâmico.[iii]
Depois de afirmar a elegância superior contida em tudo isso (deixando desta vez
implícito seu desdém obscurantista pela explicação científica), Pondé
acrescenta que “o conceito de Deus na tradição ocidental é, em termos
filosóficos, muito sofisticado”. Imaginei, ao ler isto, que sairíamos dos mitos
de origem para, por exemplo, alguma referência a Tomás de Aquino. Não me
pegaria desprevenido, nem de todo despreparado, pois li Aquino o suficiente
para saber que muito do que se diz sobre ele, ou a partir dele, não resiste a
uma ida à fonte (por exemplo, que ele elabora a separação entre fé e razão;
isto só é verdade se se acrescenta que o faz para subordinar a razão à fé). Mas
não: depois de um golpe en passant e mal disfarçado no
darwinismo (outra marca do obscurantista), Pondé se sai com uma velha
referência a Chesterton, tão usada e surrada quanto a de Fiódor “Se não há Deus
tudo se permite” Dostoiévski: “Não há problema em não acreditar em Deus; o
problema é que quem deixa de acreditar em Deus começa a acreditar em qualquer
outra bobagem, seja na história, na ciência ou sem si mesmo”. Sempre achei esta
afirmação de Chesterton um dos exemplos mais acabados, ora, de obscurantismo.
Além de se tratar de um sofisma, como de hábito nesse tipo de argumento
(incluindo o de Dostoiévski). O sofisma está na redução implícita do
conhecimento a outra forma de opinião. Refiro-me aos conceitos gregos de episteme e doxa.
A religião, a fé, o mito, não é conhecimento, no sentido de não ser
conhecimento demonstrável ou testável de qualquer maneira, mas, então, apenas
discurso, opinião – no limite, literatura. A ciência não é, por seu lado, nem
mera opinião nem um tipo de crença nem, muito menos, “outra bobagem”. Stephen
Hawking: “Há uma diferença fundamental entre a religião, que se baseia na
autoridade, e a ciência, que se baseia na observação e na razão”. A frase de
Hawking não tem valor por ele ser um dos maiores físicos da história (não se
trata, portanto, de um argumento “de autoridade”), mas porque ela é robusta em
si. Para demonstrá-lo, basta inverter os termos e constatar o absurdo do
resultado: “Há uma diferença fundamental entre a religião, que se baseia na
observação e na razão, e a ciência, que se baseia na autoridade”.
Aqui se evidencia a radical dicotomia contemporânea entre
religião e ciência, entre fé e lucidez, entre mito e comprovação, entre opinião
e conhecimento, contra a qual os obscurantistas de vários matizes (incluindo
relativistas e construtivistas) tanto se batem. Frisei contemporânea porque
o debate, neste caso, é viciado por uma permanente retomada de suas condições
passadas, a partir, principalmente, dos problemas causados pela Igreja para a
pesquisa de Galileu. Não que essas questões passadas estejam ultrapassadas, no
sentido de não serem mais verdadeiras ou pertinentes: tudo o que foi dito nos
últimos séculos sobre os antagonismos fundamentais da religião em relação à
ciência (nesta ordem) continua tão verdadeiro e tão pertinente quanto quando
dito a primeira vez.
A religião se baseia em crenças, isto é, em certezas,
daí afinal se basear em respostas e em dogmas, enquanto a ciência se baseia em
questionamentos, ou seja, em dúvidas, daí afinal se basear em perguntas e em
pesquisas. Isto deveria ser evidente, e, na verdade, apenas não o é por conta
da insistência multissecular dos obscurantistas em pôr a ciência em questão.
Noutras palavras, a religião não é, na verdade, sequer uma preocupação para a
ciência, enquanto a ciência é uma verdadeira obsessão para a religião. Isto é,
para os crentes, como Pondé.
2. Ponderações sobre um obscurantista contemporâneo II
Há, portanto, outra razão para citar aqui Hawking: o
golpe en passant de Pondé no darwinismo, comum nos
obscurantistas. Coutinho e Rosenfield, obviamente, não rejeitam o darwinismo.
Já Pondé, não surpreendentemente, é um defensor da “alternativa” do
criacionismo, ainda que, como de hábito, às vezes o assuma, outros vezes pareça
negá-lo, como aqui: “Não é que eu rejeite o acaso ou a violência implícitos no
darwinismo – pelo contrário”. Atente-se, porém, para a formulação ambígua e
condescendente, além de pretensiosa: “Não é que eu rejeite o darwinismo...”.
Tanto o rejeita que é incapaz de compreendê-lo minimamente: qualquer estudante
de primeiro ano de biologia sabe que o acaso e a violência são, na verdade, explícitos no
darwinismo. Compare-se, em todo caso, com outra passagem do mesmo autor:
A controvérsia que opõe o darwinismo ao criacionismo [...] – ou teoria do
“design inteligente”, herdeira direta da união entre o “primeiro motor”
aristotélico e o Deus de Abraão – não é apenas uma querela sobre como a poeira
cósmica começou a pensar, mas uma discussão acerca do sentido profundo da vida.[iv]
Não há nenhuma controvérsia opondo o darwinismo ao criacionismo, mas o
contrário, o que não é indiferente: o criacionismo se opõe, agressivamente, ao
darwinismo. Pondé, sendo um crente, deveria ser, necessariamente, um criacionista,
pois como ele mesmo afirma, Deus é uma “hipótese para a origem do Universo”.
Acontece que há hipóteses excludentes: no caso do surgimento da vida, ou Deus a
criou, ou a matéria inanimada regida pelo acaso. Não há como ser ambos. Pondé,
de fato, desconfia do darwinismo: “O darwinismo é a teoria da autossuficiência
da matéria”.
[v] Sua inconsistência e sua confusão
obscurantistas, porém, fazem com que acredite poder servir a dois amos. Assim,
a depender do dia, de seu humor ou do texto seu que se consulte, ele defenderá,
ora o darwinismo, como no livro em questão (em que concede sentir “simpatia
pela teoria de Charles Darwin” [p. 61]), ora o criacionismo, como na passagem
acima, em que manifesta mais do que simpatia, mas faz dele verdadeira
justificativa.
Porém não se trata, afinal, do darwinismo, e sim da própria biologia. Porque não
existe biologia sem darwinismo. O problema é ser impossível conceber um ataque
minimamente consistente ao gigantesco edifício da biologia, que inclui a
paleontologia, a genética, a embriologia, a fisiologia, a anatomia comparada, a
etologia, a bioquímica e um gigantesco etc. O darwinismo é a base conceitual
unificadora de todas as ciências biológicas, que, por um lado, sem ele sequer
podem existir, e que, por outro, o corroboram em seus vários campos de
pesquisa. Portanto, ao atacar o darwinismo (ou defender o criacionismo), os
crentes em geral e os obscurantistas em particular estão, na verdade, atacando
o conjunto das ciências biológicas. Não convém, porém, explicitá-lo, primeiro,
porque soa, ora, obscurantista; segundo, porque indica a imensa robustez do
darwinismo; terceiro, porque demonstra implicitamente a fraqueza e a insensatez
do ataque, que não pode sequer nomear seu verdadeiro alvo, o edifício das
ciências biológicas, de que o darwinismo é o alicerce e o cimento. Mas por que,
afinal, a necessidade de atacar a biologia?
Porque a biologia não distingue o homem dos demais animais. A biologia é a
ciência da vida em seu conjunto. E as grandes religiões são antropocêntricas. A
controvérsia que opõe o criacionismo ao darwinismo (e não o contrário), não é,
portanto, uma discussão acerca do sentido profundo da vida, como pretende
Pondé, mas do sentido profundo da vida humana.
Eis, enfim, o antagonismo fundamental entre as grandes religiões e a biologia,
que centraliza o antagonismo (real, apesar dos relativistas) entre as religiões
e a ciência: a biologia não reconhece nenhum sentido profundo da vida humana,
que é apenas parte da vida terrestre, enquanto as religiões existem para
afirmar o sentido especial da espécie. Para que as religiões tenham algum sentido,
a vida humana deve ter um significado especial. Daí a biologia, na figura do
darwinismo, ter de ser atacada. Não que possa ser fácil ou convincentemente
atacada. Daí, enfim, a obsessão e a mal disfarçada frustração dos
obscurantistas.
3. Saudades da Idade Média
Para mim, a religião é uma fonte de hábitos morais, e historicamente oferece
resistência à tendência do Estado moderno de querer fazer a cura das almas,
como se dizia na Idade Média – querer se meter na vida moral das pessoas.[vi]
Eu poderia aqui falar em pura e simples ignorância histórica, mas não o farei.
Prefiro pensar em obscurantismo, em sofisma, em falseamento. Mesmo porque, são
argumentos não originais. A religião não oferece historicamente nenhuma
resistência à “tendência do Estado moderno de querer fazer a cura das almas”.
Porque não há tal “tendência”, senso lato, no Estado moderno. Este é por demais
multiforme, em termos históricos, para poder ser assim reduzido (que semelhança
pode haver entre a República de Weimar e a “República Popular” de Pol Pot no
Camboja?). Porque se trata de mais um ataque geral e irrestrito à modernidade.
E porque a defesa da religião como fonte de “hábitos morais” é o último recurso
do obscurantista. Para começar, não há religião no singular. Para intermediar,
existem e existiram religiões que defendem e defendiam “hábitos morais” como a
poligamia, a morte de adúlteras, o infanticídio, o sacrifício humano e um
interminável etc. Para finalizar, porque em termos históricos a religião é, na
verdade, uma fonte inesgotável de disputas culturais e de guerras, para não
falar de genocídios: o nazismo, por exemplo, não criou o antissemitismo alemão,
mas sim teve no antissemitismo alemão uma de suas causas. E o antissemitismo
alemão tem como causa profunda, por sua vez, o antissemitismo europeu, que é,
na verdade, o antissemitismo cristão – criado e difundido como elemento central
da cultura e da história europeias pela Igreja.
Um conhecido especialista em história do cristianismo não poderia ser mais
explícito a esse respeito, ao comentar textos fundamentais de importantes
autores cristãos dos primeiros séculos:
Estamos no início de uma forma de ódio antijudaico que
não havia aparecido no palco da história antes do advento do cristianismo, e
que foi construído sobre uma visão [...] de que as Escrituras judaicas [na
verdade] testemunham sobre Cristo, que foi [portanto] rejeitado pelo seu
próprio povo e cuja morte, por sua vez, leva à condenação desse povo.[vii]
Ao contrário do que afirmam obscurantistas antirracionalistas como Pondé,
a ideia de que todo um povo – incluindo os bebês – possa ser “culpado” de algo,
não vem da racionalidade política – ou de qualquer racionalidade –, mas da
irracionalidade mítica (a primeira referência conhecida a um genocídio está no
Velho Testamento, em que é perpetrado por Deus através do dilúvio). O método do
genocídio nazista foi o da moderna racionalidade instrumental, porém o objeto
desse genocídio nasceu da irracionalidade mítica. E antes da modernidade.
A famosa mutação do antissemitismo religioso medieval em antissemitismo
“racificado” ou “biológico”, ligado a modernos conceitos “científicos” de raça
e eugenia, então se relativiza: o antissemitismo moderno não é idêntico ao
medieval, mas tampouco lhe é inteiramente estranho; mesmo porque, é dele
diretamente originado. Há, portanto, muitos aspectos relevantes da modernidade
que não nasceram nela ou dela, mas dos quais ela é, na verdade, herdeira. Um
conservador como Pondé deveria saber disso. Entre esses aspectos, está o
próprio totalitarismo.
Quando estados religiosos como o Afeganistão sob o Taleban voltam a existir,
torna-se mais fácil imaginar a vida na Europa cristã. Por exemplo, episódios de
brutal vontade totalitária, como a expulsão de toda a comunidade judaica
espanhola pelos “reis católicos” (não por acaso). Se esse episódio, em pleno
século XV, já possui algo da nascente ideia moderna de Estado nacional, com sua
ideia de "povo", tem muito de protototalitarismo cristão medieval –
cujas manifestações incluem da conhecida censura doIndex Prohibitorum às
menos conhecidas destruições de comunidades “heréticas”, como a dos cátaros. A
“caça às bruxas” (tampouco uma criação original do Estado totalitário moderno)
começara, em todo caso, muito antes – mais exatamente, no século IV:
Todos os povos sobre os quais exercemos regência bondosa e moderada devem [...]
converter-se à religião comunicada aos romanos pelo divino apóstolo Pedro
[...]. Apenas aqueles que obedecem a esta lei poderão [...] chamar-se cristãos
católicos. Os demais, que declaramos verdadeiramente tolos e loucos, carregarão
a vergonha de uma seita herética. Tampouco poderão ser chamados igrejas seus
locais de reunião. Por fim, que os persiga primeiramente o castigo divino,
porém depois também a nossa justiça punitiva.
De alguma maneira, a justiça punitiva por sentença celestial vigorará até 1789,
pois os reis absolutistas o eram por “direito divino”. Nada, porém, impede que
Pondé, isto é, que um obscurantista, ataque desdenhosamente a racionalidade
moderna e a modernidade em si:
A modernidade é uma adolescente, uma menina de 14 anos, que chega a um lugar e
começa a organizar. Essa é a imagem. Imagine essa menina, que entra na empresa
e começa a administrá-la. Joga fora o que foi feito até hoje, começa a inventar
todos os procedimentos.
É a modernidade. Perde-se o quê nesse processo? Perde-se o que uma adolescente
de 14 anos perderia administrando uma empresa. Quase tudo.
Mas talvez se ganhe algo: de Galileu a Einstein,
passando por Newton e Darwin e chegando à descoberta recente do bóson Highs,
base do Modelo Padrão da física contemporânea, ao lado do fim da servidão
medieval e da própria emergência do capitalismo, que os verdadeiros liberais
não desprezam, ao contrário, pois liberou as maiores forças produtivas (e
destrutivas) da história, para usar a expressão de Marx (gerando, por exemplo,
da medicina à energia atômica, e da Revolução Industrial à arte moderna, entre
otras cositas más). A modernidade foi, obviamente, a maior e mais poderosa
conquista da história da humanidade. Apenas um cego, um louco ou um
obscurantista nega convictamente o óbvio.
[ii] Brihad
Aranyaka 1.4.2, apud David L. Haberman, “Hinduísmo upanixádico: a
busca do conhecimento último”, in Leslie Stevenson e David L. Haberman, Dez
teorias da natureza humana, São Paulo, Martins Fontes, 2005, p. 68.
[iii] Albert
Hourani, Uma história dos povos árabes, São Paulo, Cia das Letras,
2007, p. 237.
[iv] “A vida
em suspensão”, Mais!, Folha de S. Paulo, 29/10/2006.
[vii] Bart D.
Ehrman, Evangelhos perdidos, Rio de Janeiro, Record, 2008, p. 221.
A arrogância heurística cristã não pode ser exagerada.
[viii] Decreto
imperial de Teodósio I (Cunctos populos, a. D. 380), apud Matthias von
Hellfeld, “Cristianismo tornou-se religião de Estado do Império Romano em 380
d. C.”, in Os europeus, http://www.dw-world.de/dw/article/0,,4224599,00.html.