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domingo, 27 de setembro de 2009

Climatic Change...capitalismo...

Numa cómica reunião entre alguns países da America do Sul bolivariana e os mais inacreditáveis cromos da Africa, entre os quais Mugabe, Zuma, Kadafi, etc, que foi, basicamente, uma festa de vitimização própria e culpabilização do Ocidente, às tantas Evo Morales , com a profundidade de raciocínio que lhe é característica, fez , em forma de pergunta retórica e com o ar triunfante de quem acaba de se libertar de um problema aerofágico, a síntese habitual:

"Quem é responável [pela mudança climática] ? O capitalismo é o inimigo da humanidade"

E pronto...está lá tudo...capitalismo...americanos...brancos....mudança climática...opressores e oprimidos (esta foi do Kadafi, na mesma orgia de malucos, a descrever o Norte e o Sul.)

A amálgama dos doidos....

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Operação Bostada

Zelaya, o cowboy bolivariano das Honduras, introduziu-se na Embaixada brasileira em Tegucigalpa e de lá apelou à "resistência", com a espantosa conivência e concordância do Brasil que, pela mão de Lula e do seu inefável Ministro dos Negócios Estrangeiros, Celso Amorim, tem vindo nos últimos tempos a mostrar a verdadeira cara da ideologia que os move. ( A título de exemplo, basta lembrar que o Brasil foi um dos apoiantes do candidato egípcio derrotado, à Presidência da Unesco, apesar de saber das ideias repressivas e antisemitas do senhor).

O plano, gizado nas tertúlias bolivarianas onde se cozinha o "socialismo do séc XXI", era obviamente de inspiração chavista. Chavez, cérebro de um falhado golpe militar no seu próprio país, parece ter-se na conta de um estratego inigualável e o seu racional para esta "Operação ", que ele próprio afirma ter planeado, é simples:

Zelaya seria transportado para a Embaixada do Brasil, e de lá apelaria à "resistência". O povo acorreria em massa, haveria gigantescas manifestações populares de apoio ao herói e as autoridades hondurenhas apenas tinham duas alternativas: claudicar ou reprimir o povo.

Se claudicassem, o objectivo estava atingido. Se usassem a força, haveria tiros, mortos, mártires da revolução e a coisa ficaria imparável, com indignações na ONU, e apelos à "justa luta". Para que isto funcionasse bem, eram precisos vários cadáveres, que iriam demonstrar que o regime é repressivo e se luta pela liberdade e patati patatá.

Zelaya disse-o a partir da embaixada do molusco: Vitória ou Morte...vitória para ele, morte para os outros, claro.

Tudo isto era coisa para 3 ou 4 dias, no máximo. A partir daí, a "Revolução" seria imparável.

Lula deve ter achado genial o plano chavista e largou a abanar o rabo atrás de Chavez, pondo em causa o prestígio do Brasil, pela prevaricação assumida e flagrante de várias normas intermacionais sobre o estatuto diplomático das embaixadas e sobre a interferência descarada nos assuntos internos de outro país.

As autoridades brasileiras apressaram-se aliás a dizer que Zelaya não estava na embaixada como candidato ao asilo político, o que os obrigaria a transferi-lo para o Brasil.

Pelos vistos o povo não reagiu como Chavez, Lula e a pandilha bolivariana acreditaram. Na verdade Zelaya não tem muitos apoiantes nas Honduras e a maioria da população não o quer ver nem pintado.

Acudiram alguns tontinhos, mas a polícia não teve qualquer dificuldade em controlá-los e neste momento a embaixada do Calamar de Brasília, está completamente cercada e controlada.

E agora?

Agora, se não acontecer nos próximos dias o tal levantamento sonhado pelos bolivarianos, a brilhante operação bolivariana terá como resultado uma monumental barracada.

Zelaya está encurralado, e só pode sair de duas maneiras: ou como refugiado directamente para o Brasil, o que desfaz as farroncas do molusco de Brasília, ou como prisioneiro.

No entretanto as coisas vão azedando no interior da Embaixada. Estão lá dezenas de pessoas, a água e a electricidade é cortada de vez em quando e esta coisa das revoluções heróicas dificilmente resiste muito tempo aos odores a axila, às cagadeiras entupidas, à comida racionada, à falta de privacidade, ao tédio, etc.

Enfim, mais uma bostada bolivariana!


terça-feira, 4 de agosto de 2009

Vitórias que ofuscam a Festa do Avante

"Hugo Chavez continua o seu projecto de construção de um regime ditatorial, infelizmente com o beneplácito de uma certa esquerda europeia. A liberdade de imprensa é cada vez mais um mito naquele país, onde foram fechadas 34 rádios e aprovada uma lei que acaba com o pouco que restava da liberdade de expressão. Segundo esta lei, quem divulgar informações consideradas "falsas", "manipuladas" ou "deformadas", além de notícias que representem "um prejuízo para os interesses do Estado", estará a cometer um crime. Sabemos o que se chama a isto."

Tanto Mar
(Chico Buarque)

Sei que estás em festa, pá
Fico contente
Enquanto fico ausente guarda um cravo para mim
Eu queria estar na festa, pá
Com tua gente
E colher pessoalmente uma flor do teu jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Lá faz primavera, pá
Cá estou doente
Manda urgentemente algum cheirinho de alecrim

Foi bonita a festa, pá
Fiquei contente
Ainda guardo renitente um velho cravo para mim
Já murcharam tua festa, pá
Mas certamente
Esqueceram uma semente n'algum canto de jardim
Sei que há léguas a nos separar
Tanto mar, tanto mar
Sei, também, quanto é preciso, pá
Navegar, navegar
Canta primavera, pá
Cá estou carente
Manda novamente algum cheirinho de alecrim

sexta-feira, 31 de julho de 2009

É o mercado!


Como é sabido, Hugo Chavez, Presidente vitalício da Venezuela, promotor financeiro do "socialismo do séc XXI", entertainer televisivo, ideólogo bolivariano, herdeiro espiritual de Fidel Castro, grande amigo de Amadinejad, Lula, Mário Soares, Zapatero, Sócrates , Putin, Nasralah, etc, e titereiro encartado de alguns dos espantosos regimes que a esquerda vai ejaculando naquela região do planeta, vende petróleo.

Aos gringos, vende petróleo ao preço do mercado, e faz todo os possíveis e imaginários para criar problemas, sabendo que isso leva quase sempre ao aumento dos preços do crude.
A produção tem vindo a diminuir paulatinamente desde que chegou ao poder, o que se deve fundamentalmente ao síndroma da galinha dos ovos de ouro. Chavez agarrou a galinha e tratou de a abrir, para se apoderar dos ovos todos, isto é, nacionalizou o sector para ficar com tudo para si.
Como consequência, a indústria perdeu eficácia, a tecnologia estagnou e a Companhia petrolífera estatal, gerida sem racionalidade económica, transformou-se no saco azul do regime.
Os ovos são todos de Chavez, mas são cada vez em menor número.

Ainda assim as receitas do petróleo representam a parte de leão dos dinheiros disponíveis, o que comprova que a Venezuela bolivariana sofre da "doença holandesa".

Uma das armas de exportação da "revolução bolivariana" é o fornecimento de petróleo a preços baixos, aos amigalhaços.
Cuba é um dos beneficiados e recebe petróleo do camarada Chavez, a preços bastante abaixo do preço de mercado. Como contrapartida, Chavez foi agraciado com o estatuto de Confidente-Mor do El Coma Andante, sendo até autorizado a dar-lhe carinhosas colheres de yougurte.

O problema do petróleo do Chavez, é que é pesado e de dificil refinação. São necessárias refinarias especiais que só os americanos têm em número suficiente.

Sendo assim, o que faz Cuba ao petróleo de Chavez?
Nem o vê!
Aquilo lá pela Ilha vai mal, apesar dos cartazes a dizerem "Vamos bien" e tudo o que vem à rede é peixe. Por isso o petróleo bolivariano é logo vendido ao preço de mercado, ficando a dinastia castrense com o diferencial.
É dinheiro em caixa, pago pelo bom povo venezuelano, que passa cada vez mais tempo nas filas para o pão e o arroz, é verdade, mas está feliz porque nem só de pão vive o homem e ser solidário com a "revolução" é do caraças.
Viva la revolucion!

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Agarrem-me!

Chavez amuou e desatou mais uma vez ao peido e coice.
Parece que os colombianos descobriram uns LGF ( lança-granadas foguete) suecos num paiol capturado às FARC (sim, aqueles cromos que costumam animar a Festa do Avante).
Perguntaram aos suecos como é que um país como a Suécia, que tem uma política muito restritiva de venda de armas, chegou ao ponto de vender armas a um grupo de narcoterroristas.
Os suecos ficaram de boca aberta e pediram os números das armas.
Conferiram e informaram a Colômbia de que essas armas tinham sido vendidas ao Exército venezuelano.

A Colômbia pediu explicações a Caracas e o caudilho bolivariano embezerrou.
Em vez de tentar explicar o comprometedor evento, desatou aos berros diplomáticos, ameaçando o país vizinho de que não tinha nada que fazer acusações e que ia, não só congelar as relações, como nacionalizar empresas colombianas, fechar um gasoduto e proibir importações.

Mas estas armas vieram daí-podiam balbuciar os colombianos.
E então? Vocês têm alguma coisa que falar disso?
Bem, é que elas têm sido utilizadas contra nós, é chato-continuariam os colombianos.
Porra, vamos lá calar-diria Chavez. Se não fecham essa matraca eu irrito-me. Agarrem-me!

P.S. este bufão não é o grande amigo do Sócrates e do Mário Soares?

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Honduras-Guerra Civil

A partir da Nicarágua, paraíso da corrupção, onde Daniel Ortega se prepara para alterar também a Constituição de modo a perpetuar-se no cargo, Zelaya acaba de apelar à guerra civil nas Honduras e garante que volta nos próximos dias.

O plano é de Chavez, ou melhor, do comunista (e ex-fascista) espanhol Viciano Pastor. Até agora a tomada de poder tem-se feito por subversão interna da democracia. Chavez, que comandou o golpe militar mais sangrento dos últimos 20 anos na América Latina (mais de 70 mortos), aprendeu com o fracasso e percebeu que havia outras maneiras mais palatáveis de alcançar o poder absoluto, parodiando e aproveitando a fraqueza das instituições democráticas daquela região.

Rafael Correia, que ganhou eleições com dinheiros do narcotráfico comunista (FARC), Evo Morales, que continua a aumentar a produção de coca, Daniel Ortega, Lugo (Paraguai) e os Kirchnener (Argentina), estão todos, à sua maneira, a seguir o guião.

Nas Honduras Zelaya tentou o mesmo, mas não teve habilidade suficiente, pese embora o massivo apoio logístico e financeiro de Chavez.

O plano falhou e é evidente a fúria de Chavez, que leva à tentação de passar à acção física.

Tudo deverá começar com algumas acções de violência, com mortos do lado de Zelaya. Nos últimos dias foram capturados mais de 100 venezuelanos e nicaraguenses, e não é dificil deduzir, não só o que andavam a fazer, mas também que se trata apenas de uma pequena parte dos activistas infiltrados a partir da Nicarágua.

Tem de haver mortos entre os apoiantes de Zelaya e os activistas se encarregarão de que isso aconteça, nem que tenham de ser eles mesmos a executar a acção. Está nos manuais que tem de haver "mártires", para pegar fogo ao rastilho.

O apoio "bolivariano" fluirá em força.

As Honduras estão sózinhas contra o chavismo, agarradas à sua Constituição e à democracia, Não contarão com a Europa, refém da sua própria fraqueza e covardia face aos doidos deste mundo.

E também não contarão com os EUA, onde um inacreditável Presidente, não pára de mostrar a verdadeira face, colocando-se cada vez mais ostensivamente ao lado daqueles que são, no mundo de hoje, os inimigos da democracia e da civilização ocidental. Talvez por isso mesmo, as suas taxas de aprovação são já mais baixas do que as de Bush no mesmo período, do 2º mandato.

Obama alinhou-se com Chavez contra um aliado dos EUA, tal como está a fazer no Médio Oriente, cortejando os países muçulmanos, e bravejando contra Israel, o mais fiável aliado americano.

É verdade que começam a ser nítidas as fissuras com Clinton e com largos sectores do próprio Partido Democrata, mas os EUA têm 3 anos pela frente com este homem perigoso à cabeça. Teme-se que os EUA ajoelhem ainda mais do que no tempo do desastroso consulado de Dhimmy Carter.

Há até um politólogo russo que prevê para breve o desmenbramento dos EUA.

Chavez está confiante na doença ideológica do Presidente americano e, quando no seu próprio país tudo está a dar para o torto, uma aventura internacionalista é o melhor que lhe pode acontecer, ainda mais contra um país pobre e completamente isolado em termos diplomáticos.

A guerra civil é por isso desejada por Zelaya e os seus mentores bolivarianos.

O palco está montado, com a benção de Obama, o apoio activista de iranianos e e chavistas, e a cumplicidade complacente e cega da Comissão Europeia.


domingo, 5 de julho de 2009

Barack Hussein será o responsável se correr sangue em Honduras

Por Lilian no blog Reinaldo Azevedo

Com um mínimo de responsabilidade, Barack Hussein, presidente dos EUA, demoveria o delinqüente e golpista Miguel Zelaya de voltar a Honduras neste domingo, como ele promete fazer. Cristina Kirchner, simbolicamente enxotada pelos argentinos, disse que estará junto. Rafael Correa, prototiranete do Equador, também - nesse caso, é como se Hugo Chávez comparecesse em pessoa. Irá mesmo? Vamos ver. A crise política, até agora, não matou ninguém. O que quer que venha a acontecer em Honduras, que vive mais de 20 anos de estabilidade democrática com a vigência da Constituição que Zelaya tentou golpear, será de responsabilidade de Barack Hussein e da OEA, comandada por José Miguel Insulza, um pateta que não viu nada demais na reeleição ilimitada de Chávez e que acredita que a entidade tem de readmitir Cuba sem impor condições etc e tal. Em matéria de democracia, a gente sabe bem de que ditadura ele gosta. A esmagadora maioria dos hondurenhos apóia o governo provisório. Mas, já disse, isso não autoriza deposição de presidentes. Zelaya não era mais presidente da República desde que tentara criar as condições para a reeleição. A Constituição é explícita: quem o fizer está imediatamente destituído e tem cassados os direitos políticos. Quando foi generosamente levado para a Costa Rica, já não era mais nada. Aliás, eis um erro dos militares. Zelaya deveria ter ido em cana pelas demais violações à Constituição, incluindo a afronta às decisões da Justiça. Uma cana democrática. Neste sábado, o cardeal Oscar Andrés Rodríguez, uma das figuras mais respeitadas do país, expressou seu apoio ao novo governo e pediu a Zelaya que não volte - aliás, o candidato a tiranete disse estar cumprindo uma “vontade de Deus”… Segundo o cardeal, todos os Poderes do Estado estão em vigor e a democracia está assegurada no país. Mas vocês sabem… Segundo um colunista do New York Times, Barack Hussein está interessado em provar a Chávez que os Estados Unidos mudaram… Antes, apoiavam golpes na Constituição. Agora, com Barack Hussein, apóiam golpistas…

...

Adenda:

Charles Krauthammer on Honduras: Obama is Wrong

sábado, 4 de julho de 2009

Honduras: el golpe de Zelaya.

Sobre as Honduras, artigo de Alvaro Vargas Llosa, escrito no Washington Post e republicado no ABC ( Espanha).

Cuando un grupo de soldados irrumpe en una casa presidencial, se lleva al presidente y lo pone en un vuelo hacia el exilio, como sucedió en Honduras el domingo pasado, está claro que se ha dado un «golpe». Pero, a diferencia de la mayoría de los golpes en la tortuosa historia de América Latina, el depuesto presidente de Honduras, Manuel Zelaya, carga con la mayor responsabilidad por su derrocamiento.
Miembro de la rancia oligarquía a la que ahora condena, Zelaya llegó al cargo en 2006 como líder de uno de los dos partidos de centro-derecha que han dominado la política hondureña durante décadas. Sus propuestas electorales, su apoyo al Tratado de Libre Comercio entre Centroamérica y los Estados Unidos, y sus alianzas empresariales no hacían sospechar que a mitad de su mandato se convertiría en un travesti político.
De pronto, en 2007 se declaró socialista y comenzó a entablar lazos cercanos con Venezuela. En diciembre de ese año, incorporó a Honduras a Petrocaribe, un mecanismo pergeñado por Hugo Chávez para derrochar subsidios petroleros sobre los países latinoamericanos y caribeños a cambio de su servilismo político. Luego su gobierno se unió al ALBA, la respuesta de Venezuela al Área de Libre Comercio de las Américas, en teoría una alianza comercial pero en la práctica una conspiración política que procura expandir la dictadura populista al resto de América Latina.
El año pasado, siguiendo el guión escrito por Chávez en Venezuela y adoptado por Evo Morales en Bolivia y Rafael Correa en Ecuador, Zelaya anunció que celebraría un referendo para convocar a una asamblea constituyente a fin de modificar la Constitución que prohíbe su reelección. En los meses siguientes, todos los organismos jurisdiccionales -el Tribunal Supremo Electoral, la Corte Suprema, la Fiscalía, el «ombudsman» de los derechos humanos- declararon que el referendo era inconstitucional. Según los artículos 5, 373 y 374 de la Constitución, los límites al mandato presidencial no pueden ser modificados bajo ninguna circunstancia, solamente el Congreso puede hacer enmiendas a la Constitución y las instituciones políticas no están sujetas a consulta popular. Desafiando las disposiciones judiciales, Zelaya persistió. Rodeado de una turba, irrumpió en las instalaciones militares donde se conservaban las papeletas, ordenó su distribución. Zelaya se había puesto al margen de la ley, y el Congreso inició un juicio político para destituirlo.
Este es el contexto en el que las Fuerzas Armadas, en una movida poco atinada que convirtió en golpe de Estado un mecanismo perfectamente legal para frenar a Zelaya, expulsaron al presidente. El hecho de que el procedimiento constitucional fuera luego cumplido al designar el Congreso al jefe del Poder Legislativo, Roberto Micheletti, como presidente interino, y que se confirmaran los comicios fijados para noviembre, no quita la mancha de ilegitimidad que afecta al nuevo gobierno. Este factor ha desarmado a los críticos de Zelaya en la comunidad internacional frente a la bien coordinada campaña que orquesta Chávez para reinstaurarlo en el cargo.
Dicho esto, la respuesta internacional, que intenta reponer a Zelaya sin mencionar en absoluto sus actos ilegales ni ponerle la condición de respetar la Constitución, ha sido sumamente inadecuada. La Organización de Estados Americanos, conducida por José Miguel Insulza, de quien me precio de ser amigo, ha actuado como un verdadero perro faldero de Venezuela.
La crisis de Honduras debería atraer la atención del mundo hacia esta verdad respecto de la América Latina actual: que la amenaza más grave a la libertad proviene de populistas electos que procuran destruir las instituciones del estado de derecho a partir de sus caprichos megalómanos. Dado ese escenario, la respuesta a la crisis de Honduras ha minado la posición de quienes tratan de impedir que el populismo retrotraiga a la región a épocas infaustas, en las que había que escoger entre revoluciones izquierdistas o dictaduras militares.
© 2009, The Washington Post Writers Group"


quarta-feira, 1 de julho de 2009

Obama, Honduras, Irão e os inimigos da liberdade

Depois de muito instado, (sabe-se até que Hillary Clinton manifestou descontentamento pelo silêncio), Obama parece ter percebido que teria de dizer qualquer coisa sobre a farsa das eleições no Irão, e veio finalmente a público manifestar compreensão pelos manifestantes que buscam “justiça”.
Liberdade, pediram os manifestantes.
Justiça, ouviu Obama, e esta deficiência auditiva é um autêntico tratado sobre a ideologia que delineia a cosmovisão do Escolhido.
Mas, prestado tributo às conveniências, não perdeu tempo a mandar os seus assessores dizer aos media que o que se passa no Irão não terá influência nas suas políticas.
Como Susan Rice disse, “A legitimidade das eleições depende dos olhos de quem as vê. Mas isso não é factor que influencie a nossa relação com o Irão”.


Fica portanto claro que o facto de o regime ser ou não legítimo, importa um corno ao Escolhido, que não se desviará um milímetro da sua missão sagrada de apaziguar os mullahs, por muito que os factos o interpelem. As ideologias são assim…não há factos que as ponham em causa. Nem sequer o facto de o "Supremo Líder" ter vindo a público novamente com a habitual cornucópia de hate speech contra o Grande Satã e os infiéis.
Há 30 anos, Dhimmi Carter sabujou-se aos mullahs , colocando-se ao lado deles contra um aliado, prejudicando os interesses americanos e produzindo o pesadelo que ainda hoje ensombra a região.
Obama segue-lhe as pisadas.
O curioso é que o faz em nome do “realismo”. E é esse pretenso “realismo” que o leva a ignorar a realidade e a recusar que ela seja levada em conta nas opções. E o Escolhido está tão convencido que apaziguar Amadinejad e Khamenei é a escolha certa, que jamais deixará a realidade meter-se de permeio.
Um claro sintoma de dissonância cognitiva, fenómeno psicológico que levou à derrota de Napoleão em Waterloo, ao recusar a informação de que vinham aí os prussianos, porque ela mexia com o seu plano.

O que está já a tornar-se evidente é que a necessidade de apaziguar os inimigos declarados da América, parece ser mais importante que manter os aliados e far-se-á mesmo à custa destes. Exactamente o que aconteceu com Dhimmi Carter, com os resultados que se conhecem.
Aconteceu com Israel e está a acontecer com as Honduras. O que se passou nas Honduras foi, no fim de contas, a deposição constitucional de um Presidente que estava a agir declaradamente contra a Constituição do país, aconselhado pelo Richelieu comunista que assessorou Chavez, Evo, Ortega e Correa.

Passou-se ali o que se passaria em Portugal ou noutro qualquer Estado de Direito, caso o Presidente se estivesse nas tintas para a Constituição, para os Tribunais e para o Parlamento.
O que fez, sem demora, o Escolhido? Colocou-se ao lado de mais um títere de Chavez, contra as forças democráticas que se levantaram contra ele. E desta vez não tergiversou, nem precisou de ser instado, como no caso do Irão.

A democracia deixou de interessar a esta Administração “Carter 2”. Na verdade a palavra “democracia” já há meses que não faz parte do léxico americano no que toca às relações com a América Latina. Em vez de “democracia” e “liberdade”, Obama derrama-se em conversa poética sobre “justiça social”.
Toda uma ideologia contrária à liberdade, como escreveu Isaiah Berlin em Freedom and its Betrayal: Six Enemies of Human Liberty.

O resultado?
A Coreia do Norte está cada vez mais desafiante, o Irão redobra a retórica agressiva e acelera a corrida ao nuclear, o genocídio no Sudão continua no caminho do sucesso, e até Chavez já faz ameaças de invasão militar.

Está a tornar-se cada vez mais claro que o que faz andar Obama é a ideologia do “Blame America First”, o que não é de estranhar, dado o ambiente ideológico que o alimentou durante anos. Só assim pode acreditar que é do interesse americano apaziguar os ditadores de esquerda radical que estão a afundar a América Latina,
Dhimmi Carter também agiu assim e no princípio estava muito bem visto.
Mas não há ideologia que consiga, por muito tempo, enganar muita gente, e é por isso que Dhimmi Carter é considerado o pior presidente da História americana e deu no tonto senil que agora passeia pelo mundo a imagem do seu próprio ridículo.
Mas está, pela primeira vez, a enfrentar dura concorrência.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Honduras

Nas Honduras triunfou o contra-golpe.
O que estava a acontecer era um golpe montado pelo Presidente Zelaya, no sentido de alterar a Constituição e se eternizar no poder.
Recusou o veredicto do Supremo-Tribunal, invadiu um Quartel e tentou avançar com a sua agenda "bolivariana".

Tem agora os amigos "bolivarianos" a apoiá-lo.

Muita gente já se deu conta da semelhança de processos na Venezuela, na Bolívia, no Equador, nas Honduras, etc.
Tudo passa por progressivas alterações constitucionais, eternização no poder, nacionalizações, etc.

Não é por acaso.
A eminência parda destes movimentos é o jurista espanhol Roberto Viciano Pastor,
membro do Partido Comunista Espanhol.

Os gatos escondem-se, mas o rabo está sempre de fora

quarta-feira, 18 de fevereiro de 2009

O erro de Hegel


Posto de lado o que se deveu à fraude, é, todavia, garantido que umas dezenas percentuais de votantes venezuelanos fizeram aos filhos aquilo que não perdoariam que os seus pais lhes tivessem feito, ao permitirem ou apoiarem um carácter vitalício para cargos públicos e governativos. Na prática, sancionaram, de um modo ou de outro, a prisão, o exílio, forçado ou voluntário, e a morte dos seus descendentes face aos abusos ou a qualquer futuro entendimento do mundo que não caiba na visão ou nos interesses de alguns.
E fizeram-no a troco da garantia da sopa dos pobres ou por - como sempre, modestamente, mas com inquestionável honestidade - se considerarem pais da nova humanidade, que pela eternidade os considerará como pioneiros.
O que, mais uma vez, põe a nu o engano teórico em que Hegel e outros se enredaram: é que, como o demonstrou a votação, há povo e povo ordinário.

terça-feira, 17 de fevereiro de 2009

Chavez, o homem do leme

Se não é à primeira, é à segunda, e se não fosse à segunda seria à terceira, mas isso só se Chavez fosse mais burro do que parece.

Parece, mas não é. Hugo Chavez é inteligente, sabe o que quer e sobretudo sabe como o conseguir. Tem uma implacável mentalidade militar que determina um objectivo, estuda os meios e delineia o conceito de operação para alcançar o objectivo.

O objectivo de Chavez é imitar Fidel Castro e perpetuar-se no poder, mas sem cair na caricatura do típico General Alcazar sul-americano, e mantendo a aura de respeitabilidade de um herói épico, lutador pela felicidade dos povos, etc. E isso só se consegue à esquerda, como Fidel e Allende demonstraram.

Há pouco mais de um ano, Chavez tinha sido derrotado na primeira tentativa de alterar a Constituição. Um ano depois canta vitória.

A diferença entre a derrota e a vitória tem uma explicação simples que eu mesmo já tinha visto funcionar em Angola, numas eleições em que andei por lá: uma campanha propagandística demolidora, monopolista e milionária. Em Angola o dinheiro serviu, entre outras coisas (esta eu vi) para o MPLA oferecer um carro a todos os oficiais superiores. Chavez gastou dez mil milhões de dólares (um terço da receita fiscal anual portuguesa) na ocupação do espaço mediático e em clientelismos vários.

Dinheiro do estado, of course.

Havia pressa. A economia da Venezuela, embebida em petróleo, está a afundar-se. Não só o petróleo baixou de preço, como a produção tem diminuído sistematicamente nos últimos anos, como resultado das nacionalizações e da consequente degradação tecnológica e empresarial.

Sem dinheiro para populismos, Chavez sabe que a sua popularidade vai sofrer um sério rombo nos tempos que se avizinham, e que a miséria vai cair sobre o país. Tinha de fazer agora o referendo, porque daqui a uns meses, mesmo jogando (mais)  sujo,  teria grandes dificuldades para se manter legalmente agarrado à manjedoura.

Mas mesmo com todas estas vantagens, face a uma oposição silenciada, intimidada, e sem dinheiro para mandar cantar um cego, Chavez pouco passou dos 50% e isto é que é assombroso. 

Que se segue?

Segue-se o “socialismo do séc. XXI”, a consolidação do poder e, enquanto houver dinheiro, o apoio ao orgasmo “revolucionário” que varre a América Latina, pilar essencial da sua “legitimidade”.

Cuba é um bom modelo. País miserável, que quando Fidel Castro tomou o poder tinha o 2º PIB da América Central e hoje só está à frente do devastado Haiti, em Cuba a população parece tristemente acomodada à miséria, como os presos sem esperança, e os Castros reinam há mais de meio século, apoiados numa férrea organização do aparelho de estado, o que mostra que o poder pode sobreviver às piores asneiras, como de resto já se tinha visto no Zimbabwe, na Coreia do Norte, etc.

A pedido de Chavez vai ser já instalada em Caracas, sob a supervisão do cubano German Sanchez Otero, uma escola de quadros marxistas.

A Venezuela aparelha-se para  navegar no “mar de felicidade”, como Chavez chamou à miséria cubana, e o Tenente-Coronel trata de garantir que nenhuma tempestade o irá arredar do leme.

Daqui a uns anos as peregrinações babosas de esquerda europeia desviar-se-ão de Havana para Caracas.

É pena para os venezuelanos, mas há um lado bom. A Venezuela será mais uma óptima vacina contra o socialismo, pese embora o facto de um belo dia deixar de ser o “verdadeiro socialismo”, para passar a ser um “desvio monstruoso”. 

Por culpa do capitalismo, do Império, do neoliberalismo, do bloqueio, enfim, do belzebu que  na altura estiver a dar.

Nada de novo debaixo do Sol….Orwell explicou tudo na Quinta do Porco Napoleão.

sexta-feira, 6 de fevereiro de 2009

Guerras Milenares

A milenar luta entre o xiismo e o sunismo, atravessada por linhas étnicas entre árabes e persas, e complicada por relações de interesses entre aqueles que pretendem uma relação com o Ocidente e os que baseiam as suas legitimidades no ódio ao Ocidente está, segundo vários especialistas,  a decantar uma nova Guerra Fria, na região do Médio Oriente.

De um lado o Irão, a Síria, o Qatar (Al Jazeera), e grupos paramilitares no Líbano, Gaza, Iraque, etc.
Este grupo conta com a simpatia da Turquia de Erdogan, da América "bolivariana" e da  esquerda internacional.
Do outro o Egipto, a Arábia Saudita e os restantes países árabes.

Este é o antigo e grande conflito no Médio Oriente, disfarçado apenas pelo factor Israel.
Mas o jogo está a definir-se e as espingardas a ser contadas.

No início da semana 9 estados árabes (Abu Dhabi, UAE, Egipto, Arábia Saudita, Marrocos, Autoridade Palestiniana, Jordânia, Yemen, Bahrain e Tunísia)  reuniram-se no Abu Dhabi e foi clara e explícita a identificação da ameaça iraniana.

Para os próximos dias está agendada uma reunião do outro lado, desta vez na Síria, para celebrar a "vitória"  em Gaza, tendo sido convidados o Irão, o Qatar, o Hamas, o Hezbolah, a Turquia, e a  Venezuela.
Por enquanto a guerra é apenas de cimeiras..



terça-feira, 3 de fevereiro de 2009

Mais cego...


Chávez demonstrou que tem tanto respeito pela democracia quanto tem por Bush e pelo "império norte-americano". Em nome da luta contra o grande Satã ou qualquer moinho de vento, vale manipular o povo, os media, as instituições. Haverá referendos pela sua eternização até que o resultado lhe seja favorável ou até que ele altere a Constituição para prescindir dessa chatice.
Por cá, não falta quem sublinhe as virutdes deste escroque. Em nome do socialismo e do anti-americanismo, tudo parece ser relativizável.

segunda-feira, 2 de fevereiro de 2009

UMA OU DUAS COISAS QUE EU SEI DELE

«Hoje a situação mudou e mudou bastante. Que nos falta fazer? Sim. Falta-nos fazer muito. Agora começa o terceiro período 2009-2019 e depois 2019 - 2029, 2029-2039, 2039-2049», disse o presidente venezuelano, que hoje completa 10 anos desde que assumiu oficialmente a presidência da República. - Dos jornais

Chavez, o homem que disse que governantes da Espanha e da Itália eram fascistas.
Que o Irão era um país humanista.
Que a Coreia do Norte não era uma ditadura.
Que usou a imagem fotográfica do primeiro-ministro português na sua campanha eleitoral.
E a quem este disse, no decorrer da recepção de Estado que lhe fez: "Mi casa es tu casa!".
A quem o rei de Espanha teve de alertar, após contínuos dichotes e interrupções acintosas e àpartes mais próprios de um miúdo mal-educado:"Porqué no te callas?".
Que usa a força do petróleo, que não é dele mas da Venezuela, para constranger os vizinhos, apostado em criar uma zona de influencia "bolivariana"...
Finalmente, com sinceridade mas sem pudor, manifesta a sua vontade de se eternizar no Poder.
Também se preparará para incrementar lá profundas tecnologias?
À custa dos Magalhães?
Será que conseguirá ir longe? Hum...

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Chavez vai perdendo o pio.

As coisas não estão a correr bem ao Coronel.
Desde que chegou ao poder, a produção petrolífera baixou brutalmente, de 3,2 para 2,4 milhões de barris diários,
Segundo os especialistas, a quebra deve-se essencialmente à nacionalização da indústria petrolífera, colocada nas mãos corruptas e tecnologicamente ineficientes da petrolífera estatal (PDVSA).
Sem inovação, sem novas tecnologias, sem manutenção e com a PDVSA a servir de saco azul da revolução bolivariana, o desfecho era esperado.
Por outro lado o petróleo venezuelano é pesado e tem de ser tratado antes de ser exportado. As instalações que o fazem, estão como estavam antes de Chavez ter chegado ao poder, porque nenhum dinheiro foi investido nessa área. É uma espécie de funil que apenas se pode alargar com investimentos de milhões de dólares e que, mesmo que fossem lançados agora, não estariam prontos em menos de 3 ou 4 anos.
Dólares que começam a escassear. O único cliente de Chavez que paga a preço de mercado, imediatamente e em cash, é o "Império", que compra metade da produção. O resto vai para os companheiros bolivarianos e para as causas do socialismo do séc XXI, a preços 30% abaixo do preço de mercado, pago a prazo e muitas vezes em espécie, através de trocas de bens e serviços.
O ditador tem desbaratado o dinheiro em dádivas bolivarianas e compras de grandes quantidades de armas à Rússia, e estima-se que com o preço do petróleo a menos de 90 USD, o governo não terá liquidez para pagar as contas.

Ali ao lado, o amigo Morales berra como um vitelo desmamado pelo facto de o "Império", a quem andou a lançar farpas demagógicas a torto e a direito, lhe ter cortado acesso às tarifas privilegiadas que permitiam exportar bens para os EUA, o 3º parceiro comercial do país.
O cocalero fez tudo o que podia para cair nas más graças de Washington e agora o cuspocai-lhe em cima da cabeça. Bem, a ele não que está gordo e bem alimentado...os bolivianos é que terão de apertar o cinto.
O amigo Chavez desta vez faz-lhe manguitos e manda-o comer ideais revolucionários para enganar a fome. Quando muito manda-lhe Magalhães para trincar...dizem que são à prova de água, mas com um fio de azeite, talvez marchem.
O que se segue está escrito nas estrelas: o "socialismo do séc XXI" caminha para a mesma vala do socialismo do sec XX e a culpa será, não dos idiotas que estão à frente daqueles países mas, como sempre, do "embargo do Império".
Mas atenção: tinha boas intenções, daquelas que sobrelotam o Inferno, ou Custóias, dá o mesmo.