Se lermos a notícia “cegos descriminados por não poderem conduzir automóveis” facilmente percebemos que se trata de idiotice acabada ou, de preferência, de uma piada. Damos naturalmente por adquirido que os interesses de quem circula na rua são superiores ao interesses casuísticos de grupos de portadores de deficiências específicas, e fazemo-lo sem pôr minimamente em causa o direito ao tratamento condigno desses grupos, nem tão pouco o tratamento especial ou justamente compensatório.
No entanto, numa sociedade envenenada pelo homossexualismo, a notícia “Casais homossexuais discriminados por não poderem adotar crianças” pode ser escrita sem o receio de que os leitores imaginem que se trata de uma piada.
Numa sociedade envenenada pelo homossexualismo, os envenenadores entendem que o direito dos homossexuais a adotar crianças é superior ao direito das crianças adotadas a viver num ambiente familiar em que possam dispor de um modelo de referências sexuais completo.
Contra o envenenamento da sociedade pelo homossexualismo há apenas uma resposta possível: aprofundar o tratamento justo, civilizado e igual atribuído à homossexualidade e aos homossexuais. Para isso, a homossexualidade e os homossexuais devem ser tratados com a mesma atitude justa, civilizada e igual que o nosso estado civilizacional reserva às outras deficiências ou deficientes. É bom ter presente quase todos somos portadores em maior ou menor grau de alguma forma de deficiência.
Ao contrário do que pretendem os homossexualistas, as regras de civismo também se aplicam aos homossexuais. A rejeição hoje no Parlamento de uma proposta de Lei de legalização da adoção de crianças por casais homossexuais vai neste sentido.
P.S. 2012,02,25
Atendendo a alguns comentários, assim como a algum “hatemail”, deixo a definição de deficiência que consta na Wikipédia em Português nesta data:
“Deficiência é o termo usado para definir a ausência ou a disfunção de uma estrutura psíquica, fisiológica ou anatômica. Diz respeito à biologia da pessoa. Este conceito foi definido pela Organização Mundial de Saúde. A expressão pessoa com deficiência pode ser aplicada referindo-se a qualquer pessoa que possua uma deficiência.”
Para desdramatizar a questão, declaro-me deficiente por necessitar de óculos ou
lentes para conduzir à noite e para ler. Declaro também a maioria das pessoas são portadoras de alguma forma de deficiência, além do que todos, sem excepção, somos potenciais deficientes.
It is quite gratifying to feel guilty if you haven't done anything wrong: how noble! (Hannah Arendt).
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Homossexualismo na C.M.Lisboa
O homossexualismo é um conjunto de atitudes e atos tendentes a previligiar, proteger e promover a homossexualidade e os homossexuais.
Numa recente campanha da ILGA com o apoio da C.M.Lisboa foram afixados em diversos espaços publicitários municipais (e de graça) cartazes com a imagem de uma mulher que abraça maternalmente uma criança; pode ler-se no cartaz a pergunta:
“Se a tua mãe fosse lésbica, mudava alguma coisa?”
Esta é uma pergunta homossexualista numa campanha homossexualista. Destina-se a promover a imagem do homossexual e é um dos primeiros passos na tentativa de mobilizar favoravelmente a opinião pública acerca da adopção de crianças por homossexuais.
Além de homossexualista a pergunta é também estúpida em si mesma porque os filhos gostam naturalmente sempre das mães mesmo em ambientes de negligência maternal (e excluindo obviamente os casos de maus tratos que são a excepção que confirma a regra). Qualquer criança responderia “sim” à pergunta, provavelmente mesmo nem sabendo o que é que quer dizer “lésbica”.
Ora, existe um conjunto de muitas outras perguntas estúpidas que podiam ter estar no lugar daquela no cartaz e em que a resposta da criança seria também sim. Por exemplo:
- se o chocolate que desapareceu tivesse sido roubado pela tua mãe e não pelo gato mudava alguma coisa?
- se a tua mãe achasse que o Vale e Azevedo devia voltar a ser presidente do Benfica mudava alguma coisa?
- se a tua mãe se recusasse a dormir com o teu pai mas tivesse 2 (dois!!!) namorados no emprego e de quem gostasse mesmo fosse do tio Fernando mudava alguma coisa?
- se tivesse sido a tua mãe a esquecer-se de comprar as prendas e não o Pai Natal, mudava alguma coisa?
- se a tua mãe tivesse votado no Sócrates em 2009 mudava alguma coisa?
No meio de tanta pergunta estúpida possível, porquê aquela pergunta estúpida do cartaz? Porque é que as mães homossexuais têm privilégios promocionais pagos pela CML e as mães distraídas, as mães devassas ou as mães com QI anormalmente baixo não têm? A reposta é simples: homossexualismo.
Numa recente campanha da ILGA com o apoio da C.M.Lisboa foram afixados em diversos espaços publicitários municipais (e de graça) cartazes com a imagem de uma mulher que abraça maternalmente uma criança; pode ler-se no cartaz a pergunta:
“Se a tua mãe fosse lésbica, mudava alguma coisa?”
Esta é uma pergunta homossexualista numa campanha homossexualista. Destina-se a promover a imagem do homossexual e é um dos primeiros passos na tentativa de mobilizar favoravelmente a opinião pública acerca da adopção de crianças por homossexuais.
Além de homossexualista a pergunta é também estúpida em si mesma porque os filhos gostam naturalmente sempre das mães mesmo em ambientes de negligência maternal (e excluindo obviamente os casos de maus tratos que são a excepção que confirma a regra). Qualquer criança responderia “sim” à pergunta, provavelmente mesmo nem sabendo o que é que quer dizer “lésbica”.
Ora, existe um conjunto de muitas outras perguntas estúpidas que podiam ter estar no lugar daquela no cartaz e em que a resposta da criança seria também sim. Por exemplo:
- se o chocolate que desapareceu tivesse sido roubado pela tua mãe e não pelo gato mudava alguma coisa?
- se a tua mãe achasse que o Vale e Azevedo devia voltar a ser presidente do Benfica mudava alguma coisa?
- se a tua mãe se recusasse a dormir com o teu pai mas tivesse 2 (dois!!!) namorados no emprego e de quem gostasse mesmo fosse do tio Fernando mudava alguma coisa?
- se tivesse sido a tua mãe a esquecer-se de comprar as prendas e não o Pai Natal, mudava alguma coisa?
- se a tua mãe tivesse votado no Sócrates em 2009 mudava alguma coisa?
No meio de tanta pergunta estúpida possível, porquê aquela pergunta estúpida do cartaz? Porque é que as mães homossexuais têm privilégios promocionais pagos pela CML e as mães distraídas, as mães devassas ou as mães com QI anormalmente baixo não têm? A reposta é simples: homossexualismo.
quinta-feira, 21 de maio de 2009
Não à Homofobia !
Passou o dia mundial contra a homofobia e eu, anti-homofóbico assumido, não me manifestei. Mais vale tarde do que nunca.
A homofobia, entendida como discriminação dos homossexuais, é um erro lamentável, um preconceito a combater. Um dos sinais de evolução de uma sociedade é a forma como integra os seus deficientes. Não tratamos mal os cegos, nem os deficientes motores, nem os disléxicos. Então, porque haveremos de tratar mal os homossexuais?
É claro que a homossexualidade tem características muito próprias que a destacam das outras deficiências. Aliás, em natural paralelo com a posição de destaque que a sida/aids tem entre as doenças. Homossexualidade e sida irrompem bem no centro do sexo e da morte – Eros e Thanatos – ambos carregados da mais profunda irracionalidade capaz de derrubar e impedir a capacidade de raciocínio do homo sapiens. Daí o preconceito exagerado, o medo do diferente, a rejeição dos portadores da deficiência ou da doença.
No entanto, a homossexualidade, como deficiência inata, deve ser colocada ao nível de tantas outras deficiências humanas. A este respeito, como a respeito de tudo o que é humano, a diversidade não tem limites e encontramos de tudo: deficientes renais, hipertensos, portadores de pacemaker, portadores de seis dedos na mesma mão, gente com pé chato, ou com uma perna mais comprida que a outra, surdos em variados graus, roncadores nocturnos de palato mole relaxadíssimo. Bem se vê, a homossexualidade é apenas mais uma entre tantas e tão diversas deficiências. Nada assim tão grave ou importante, tanto mais que não é uma doença contagiosa.
Poderia restar o preconceito contra a homossexualidade como deficiência adquirida, um comportamento que um indivíduo aceitou e refundiu nos seus circuitos cerebrais voluntária ou involuntariamente. Aqui caímos no domínio das taras e manias. Também neste campo a homossexualidade não deve ser ostracizada nem ser alvo de tratamento diferenciado. Se os maníaco-depressivos, os agorafóbicos, os hipocondríacos, os anuptafóbicos e aqueles que têm a mania da perseguição são aceites e vivem em harmonia com os demais, porque não hão de também ser aceites aqueles que adquiriram comportamentos homossexuais?
Para mais, quem sobre a face da Terra pode dizer que não tem uma deficiência para poder reclamar contra a deficiência do homossexual? Porque é que o um indivíduo daltónico há de achar que o um colega homossexual não tem o direito de partilhar o escritório com ele? Afinal, o homossexual consegue distinguir os sombreados verdes dos azuis nas células do Excel, coisa que o daltónico não consegue. E isto é assim, mesmo que o homossexual também seja daltónico porque, uma vez mais, não se passa nada de especial: é absolutamente comum os seres humanos acumularem deficiências.
A próxima vez que você pensar mal de um homossexual, pergunte a si mesmo se lhe parece bem que digam mal da sua hipermetropia ou da sua fobia a baratas. Depois, junte-se ao grupo daqueles que, como eu, são contra a homofobia.
A homofobia, entendida como discriminação dos homossexuais, é um erro lamentável, um preconceito a combater. Um dos sinais de evolução de uma sociedade é a forma como integra os seus deficientes. Não tratamos mal os cegos, nem os deficientes motores, nem os disléxicos. Então, porque haveremos de tratar mal os homossexuais?
É claro que a homossexualidade tem características muito próprias que a destacam das outras deficiências. Aliás, em natural paralelo com a posição de destaque que a sida/aids tem entre as doenças. Homossexualidade e sida irrompem bem no centro do sexo e da morte – Eros e Thanatos – ambos carregados da mais profunda irracionalidade capaz de derrubar e impedir a capacidade de raciocínio do homo sapiens. Daí o preconceito exagerado, o medo do diferente, a rejeição dos portadores da deficiência ou da doença.
No entanto, a homossexualidade, como deficiência inata, deve ser colocada ao nível de tantas outras deficiências humanas. A este respeito, como a respeito de tudo o que é humano, a diversidade não tem limites e encontramos de tudo: deficientes renais, hipertensos, portadores de pacemaker, portadores de seis dedos na mesma mão, gente com pé chato, ou com uma perna mais comprida que a outra, surdos em variados graus, roncadores nocturnos de palato mole relaxadíssimo. Bem se vê, a homossexualidade é apenas mais uma entre tantas e tão diversas deficiências. Nada assim tão grave ou importante, tanto mais que não é uma doença contagiosa.
Poderia restar o preconceito contra a homossexualidade como deficiência adquirida, um comportamento que um indivíduo aceitou e refundiu nos seus circuitos cerebrais voluntária ou involuntariamente. Aqui caímos no domínio das taras e manias. Também neste campo a homossexualidade não deve ser ostracizada nem ser alvo de tratamento diferenciado. Se os maníaco-depressivos, os agorafóbicos, os hipocondríacos, os anuptafóbicos e aqueles que têm a mania da perseguição são aceites e vivem em harmonia com os demais, porque não hão de também ser aceites aqueles que adquiriram comportamentos homossexuais?
Para mais, quem sobre a face da Terra pode dizer que não tem uma deficiência para poder reclamar contra a deficiência do homossexual? Porque é que o um indivíduo daltónico há de achar que o um colega homossexual não tem o direito de partilhar o escritório com ele? Afinal, o homossexual consegue distinguir os sombreados verdes dos azuis nas células do Excel, coisa que o daltónico não consegue. E isto é assim, mesmo que o homossexual também seja daltónico porque, uma vez mais, não se passa nada de especial: é absolutamente comum os seres humanos acumularem deficiências.
A próxima vez que você pensar mal de um homossexual, pergunte a si mesmo se lhe parece bem que digam mal da sua hipermetropia ou da sua fobia a baratas. Depois, junte-se ao grupo daqueles que, como eu, são contra a homofobia.
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