PRONOME NO LUGAR CERTO É ELITISMO
Há 2 horas
It is quite gratifying to feel guilty if you haven't done anything wrong: how noble! (Hannah Arendt).
O blogue NoTricksZone divulgou um estudo do Cologne Institute for Economic Research (IW) que confirma aquilo que já tinha denunciado aqui e que é óbvio para alguém com bom senso: a microgeração eléctrica subsidiada com tarifas feed-in (tal como praticada na Alemanha ou Portugal) rouba aos pobres para dar aos ricos.
[...] Como quase tudo aquilo que é incontornável, acontece mais tarde ou mais cedo, com mais ou menos custos, mais ou menos dor. Nesta medida não se estranha este artigo do New York Times que dá conta que o Japão abandonou a ideia de abandonar o nuclear até 2040. [...]
[...] aquilo que se assistiu desde 2009 quando rebentou o escândalo Climategate, foi uma abertura cada vez maior dos media a dar voz aos inúmeros cientistas que refutam o alarmismo do aquecimento global. [...]
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| [Mas é um cato, tem aranhas e aranhas têm quelíceras] |
Amigos,
Este não foi o Natal que merecíamos. Muitas famílias não tiveram na Consoada os pratos que se habituaram. Muitos não conseguiram ter a família toda à mesma mesa. E muitos não puderam dar aos filhos um simples presente.
Já aqui estivemos antes. Já nos sentámos em mesas em que a comida esticava para chegar a todos, já demos aos nossos filhos presentes menores porque não tínhamos como dar outros. Mas a verdade é que para muitos, este foi apenas mais um dia num ano cheio de sacrifícios, e penso muitas vezes neles e no que estão a sofrer.
A eles, e a todos vós, no fim deste ano tão difícil em que tanto já nos foi pedido, peço apenas que procurem a força para, quando olharem os vossos filhos e netos, o façam não com pesar mas com o orgulho de quem sabe que os sacrifícios que fazemos hoje, as difíceis decisões que estamos a tomar, fazemo-lo para que os nossos filhos tenham no futuro um Natal melhor.
A Laura e eu desejamos a todos umas Festas Felizes.
Um abraço,
Pedro.
Artur Baptista da Silva é um ilustre desconhecido para a maioria dos portugueses. Mas não devia ser um ilustre desconhecido para o Governo. Em primeiro lugar, porque coordena a equipa de sete economistas que o secretário-geral das Nações Unidas, Ban Ki-moon, decidiu criar para estudar o risco geopolítico e social na Europa do Sul como resultado dos programas de ajustamento. E em segundo, porque é ele que ficará encarregado do Observatório Económico e Social das Nações Unidas para a Europa do Sul, a instalar em Portugal a partir de 2013.
Quais são as razões que levam a ONU a estar preocupada com o ajustamento nos países do Sul? Por um lado, a Europa, que tem sido uma grande zona de paz social, está agora a ser confrontada com uma mancha de descontrolo no Sul que pode gerar a passagem, "por osmose, dos problemas do Sul para o Norte". E a tal mancha de descontrolo assenta no aparecimento, em países catalogados como ricos, de bolsas de pobreza, que atingem milhões de pessoas. Segundo as contas do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUP), em Portugal existem dois milhões de pessoas que vivem com menos de 7 euros por dia, o limiar da indigência. E no limiar da pobreza, menos de 14 euros por dia, estão três milhões de pessoas.
Por outro, os sete economistas passaram, todos eles, por países onde processos de ajustamento semelhantes foram levados a cabo, "com resultados tenebrosos", na opinião do Artur Baptista da Silva.
Tendo por pano de fundo estas razões, a ONU propõe então a renegociação da dívida acumulada pelos países sob intervenção externa e que os está a asfixiar. Nesse sentido, os sete economistas analisaram os fundos estruturais a que estes países tiveram acesso, mas que obrigavam a um co-financiamento nacional, e chegaram à conclusão que 41% do total da dívida soberana portuguesa, que de 1986 a 2011 soma €121 mil milhões, resultam precisamente dessa obrigatoriedade e não de decisões políticas internas ou de políticas económicas erradas. Defendem assim que o Banco Central Europeu refinancie esta parte da dívida a vencer à taxa de 0,25% por um prazo de dez anos, bem como a suspensão do artigo 123 dos estatutos do BCE por uma década para que a instituição possa comprar dívida soberana no mercado primário. Portugal pouparia assim €3,1 mil milhões com esta operação.
A segunda proposta é que a troika aceite um desconto global de 15% sobre o total dos juros a pagar, na casa dos €34.4 mil milhões, pelo empréstimo que nos foi concedido de €78 mil milhões. Este montante de juros é superior a 40% do total do empréstimo, o que "é um absurdo para um fundo que se diz de assistência."
Finalmente, a parte do FMI no empréstimo a Portugal usa os Direitos de Saque Especiais (DSE), que estão indexados à cotação de quatro moedas. A penalização cambial de Portugal entre 2012 e 2015 é estimada em 12%, devido à valorização do euro em relação àquelas moedas (dólar, euro, iene e libra esterlina), num total de mais de €2 mil milhões. A ONU propõe a renegociação com o FMI desta penalização cambial.
Conclusão: a ONU, que suponho não pode ser acusada de estar contra o Governo, defende que Portugal tem de renegociar a sua dívida, pois de outra maneira o processo de ajustamento terá consequências devastadoras para a economia e para a sociedade portuguesas. Será pedir muito a Passos Coelho, Vítor Gaspar e Carlos Moedas que leiam a entrevista que Artur Baptista da Silva deu ao caderno de Economia do Expresso a 15 de Dezembro?
1. Artur Baptista Silva diz o mesmo tipo de disparates que 90% dos comentadores que aparecem na TV e comentam nos jornais..2. No Expresso, Nicolau Santos tem propagado mais ou menos as mesmas falácias que Artur Baptista Silva semana após semana, ano após ano, sem que ninguém o acuse de ser burlão. Se perguntarem ao Artur Baptista Silva onde se inspirou, aposto que ele dirá que foi nas colunas de opinião do Nicolau..3. Não se pode esperar que um jornal em que o Nicolau Santos é o responsável pela secção de economia consiga distinguir um discurso económico com lógica de uma aldrabice. Aldrabice é a cultura da casa..4. Ao longo de 2012, a discussão pública em Portugal andou à volta de variações das ideias de Artur Baptista Silva. Basicamente, não somos responsáveis pela nossa dívida e os alemães/BCE/FMI é que devem pagar a conta porque nós temos o direito adquirido de continuar a viver folgadamente. Não houve um editor de economia que não tenha caído nesta lógica..5. Ao longo deste ano a comunicação social divulgou de forma totalmente acrítica os maiores disparates. Por exemplo, há menos de uma semana todos repetiram a tese do Ricardo Cabral de que a TAP valeria 1000 milhões de euros. Era disparate, mas era o disparate que todos queriam ouvir..6. No período que se seguiu ao anúncio do aumento da TSU os jornais escreveram todo o tipo de disparates: tabelas erradas, contas erradas, estudos mal amanhados, análises erradas, desinformação. Nenhum jornal conseguiu explicar em que é que a medida consistia e poucos jornalistas da área económica perceberam exactamente o que se pretendia. O resultado foi uma solução pior mas mais consensual..7. Ler: Artur Baptista da Silva.8. A comunicação social que aceitou como legítimo o Artur Baptista da Silva é a mesma que tomou por bons todos os estudos sobre SCUTs, OTAs, TGVs e afins e que ajudou a vender a estratégia dos grandes eventos e do investimento em grandes obras públicas. É a mesma que apoiou a trajectória suicidária de Sócrates rumo à bancarrota e desculpou tudo com a crise internacional e as agências de rating..9. Recorde-se que a comunicação social deixou de falar do Krugman no dia em que ele cá veio dizer que Portugal tem que cortar na despesa..10. Este caso é uma espécie de caso Sokal do jornalismo económico português. A forma como estão a reagir indica que tudo continuará na mesma e que dentro de uma semana voltarão à mesma narrativa em luta contra qualquer reforma ou corte na despesa e de culpabilização da Alemanha e das agências de rating.
"Lula lá, no banco dos réus? É uma forte possibilidade, depois das contundentes revelações de Marcos Valério à Procuradoria Geral da República, onde tornou público inclusive que pagou com verbas do Mensalão despesas pessoais de Lula. Um crIme de peculato caracterizado. Porém Lula é mais que um homem, tornou-se um símbolo. Vamos ver se a Justiça vai subjugá-lo"
Infantilização no Reino Unido chega ao bife
França pretende equalizar jovens na preguiçaA "europa" também conhecida por EURSS, continua no caminho do suicídio.
Tribunal Europeu modifica por decreto a demografia em Espanha
The 18th Climate Change Summit in Doha is drawing to an end after once again failing to find common consensus on what it calls a major threat to human existence. Failure seemed inevitable after climate skeptic Lord Monckton crashed the event.Monckton aproveitou uma distracção da organização, tomou o microfone e, em cerca de 40'', chamou a atenção que o "aquecimento global" cessou há 16 anos.
Por The Right Perspective | Tradução de Teresa Maria Freixinho – Fratres in Unum.com: Na quarta-feira, as autoridades governamentais de Bruxelas, Bélgica, proibiram a exposição de uma Árvore de Natal popular por preocupação de que a população muçulmana local a considerasse “ofensiva”.
Uma “árvore de inverno eletrônica” tomará o lugar da Árvore de Natal tradicional e do Presépio no centro da cidade do Grand Place, relata o Brussels News.
A escultura eletrônica ficará a 25 metros de altura e consiste em um conjunto de telas de televisão, relata o Brussels Expat. “Durante o dia será possível escalar o topo da árvore, onde você poderá desfrutar de uma visão panorâmica da cidade,” explica o sítio na Internet. “Assim que escurecer, a árvore se transforma em um espetáculo de luz e som. A cada dez minutos um show surpreendente será exibido.”
A vereadora Bianca Debaets acredita que um “argumento equivocado” sobre sensibilidades religiosas motivou Bruxelas a erigir a escultura luminosa. Para expressar o seu ponto de vista, ela menciona o fato de que a exibição da árvore não seja de maneira alguma relacionada ao “Natal”.
“Suspeito que a referência à religião cristã tenha sido o fator decisivo” para a substituição da árvore, disse aos jornalistas. “Para muitas pessoas que não são cristãs, a árvore lhes é ofensiva.”
Muitas cidades na Bélgica têm populações muçulmanas crescentes. Um estudo de 2008 revelou que os muçulmanos constituem 25,5 % da população de Bruxelas, 3,9 % de Flandres, e 4% de Valônia.
Dois muçulmanos eleitos para a Câmara de Vereadores de Bruxelas no mês passado prometeram transformar a Bélgica em um estado muçulmano com base na lei da Xaria, conforme noticiado anteriormente.
“Será que uma cidade histórica como Bruxelas precisa ser sensível a tradições? E será que uma cidade multi-religiosa como Bruxelas não deveria deixar espaço para a individualidade de cada filosofia?”, indaga Debaets.
Outras autoridades municipais insistem em dizer que a mudança não foi feita para apaziguar os muçulmanos ou outros grupos. Nicolas Dassonville, porta-voz do Prefeito Thielemans (PS), disse que o Presépio permanecerá na Grand Place.
O patrocinador da árvore, a empresa geradora de eletricidade Electrabel, fez a proposta para construir a escultura eletrônica este ano, disse Dassonville.