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quarta-feira, 29 de julho de 2009

Um silêncio ensurdecedor


Garanto que procurei.
Escrutinei os blogues onde a indignação contra a "opressão" israelita sobre os palestinianos, está sempre de pés nos tacos, pronta a saltar em berros e gritos ao menor pretexto.

Garanto que não encontrei nada.
O governo iraquiano acaba de assaltar um campo de refugiados iranianos, tendo morto alguns, e o silêncio da patrulha é ensurdecedor.
Ainda por cima não são uns refugiados quaisquer. Trata-se de um grupo marxista, tolos úteis que ajudaram a derrubar o Xá, para fazer a Revolução, e que os aiatolas depois perseguiram com grande ferocidade.
Refugiaram-se no Iraque, debaixo da asa do Partido Socialista Árabe, de Sadam Hussein, que os utilizou contra o Irão.
Os americanos classificam-nos como um grupo terrorista , o que de facto são, porque marxistas e violentos, mas quando conquistaram o Iraque mantiveram-nos protegidos no tal campo.

Até hoje.
Com Obama, nem os marxistas estão protegidos. Os americanos retiraram-se para as bases, o Irão fez as suas exigências e o governo iraquiano apressou-se a atacar o campo.

Os compagnons de route da esquerda mundial, não tugiram nem mugiram. Ah e tal, são só uns iranianos quaisquer, até não houve muitos mortos, e vamos mas é falar de outra coisa que isto de não haver israelitas a quem se possa culpar, tira o travo heróico à questão.

Rebobinemos.
Imaginemos que o Governo israelita atacava, vá lá, um acampamento daqueles tolos úteis europeus que por ali deambulam a "lutar pela causa palestiniana", e que matava 5 ou 6.
Quantos postes enraivecidos o Daniel Oliveira, por exemplo, não teria já produzido, desencadeando-se em fúrias contra a "política de Israel"?
E o Miguel Portas, quantas viagens de solidariedade não teria já encetado?



quarta-feira, 17 de dezembro de 2008

terça-feira, 16 de dezembro de 2008

Sapatos e reflexos

Vai uma alegria imensa por esse mundo fora, pelo facto de um iraquiano ter atirado os sapatos à cabeça de Bush, e a coisa só não redundou em festa rija, entre os muçulmanos e a esquerda tola, porque Bush revelou uns reflexos do caraças. Fui ali à Wii da minha filha experimentar um jogo com uma plataforma em que um tipo se balança e tenta cabecear bolas e esquivar sapatos, e digo-vos que levei com alguns sapatos na testa.

A cobertura do evento tem sido deveras interessante. Os meios de comunicação social têm referido com grande gáudio e riqueza de pormenores que atirar sapatos é um grande insulto na cultura árabe, e que o jornalista é visto como um herói pelos iraquianos anti-Bush (e, claro, pelo povo de esquerda, um pouco por todo o mundo).
O que esta comunicação social se tem esquecido de referir, é a razão pela qual é possível no Iraque de hoje atirar sapatos a um Presidente.

É que tenho cá um palpite que se o herói se tivesse lembrado de praticar tal modalidade com Saddam Hussein provavelmente não voltaria a precisar de usar sapatos.
A ironia disto tudo, é que o herói atirou os sapatos, sem mais consequências que as da responsabilidade perante a lei, usando uma liberdade que lhe foi oferecida pelo alvo da sua ira.
Este incidente é afinal um testamento daquilo que mudou no Iraque.

Uma nota final para o humor de Bush. Aprecio pessoas capazes de se rir de si mesmas e dar a volta por cima. Para chatos convencidos já nos basta o Louçã.
Reagan era especialista nesta táctica, sempre reveladora de se estar na presença de gente com superior inteligência.
Foi também por isso que apreciei a saída de Obama sobre a raça do cão que vai escolher. "Rafeiro, como eu", é uma resposta superior.

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

Bush será lembrado... Pelo menos no Curdistão


A esquerda Mundial faz passar a ideia, de forma bastante inteligente, de que o Iraque de Saddam Hussein era um país idílico, moderno, que transpirava democracia e onde as pessoas eram felizes. A triste realidade mostra-nos, no entanto, que as coisas eram tudo menos assim e que, apesar de tudo, a intervenção Norte-Americana no Iraque trouxe um sem número de boas novidades para as pobres almas curdas e xiitas Iraquianas (e suniitas, também).

Começando pelo início: a maioria das pessoas, influenciadas e levadas a acreditar na maioria dos disparates ditos pela esquerda estúpida, acredita que os Norte-Americanos usaram o Iraque enquanto puderam e, quando confrontados com um virar de costas de Saddam aos interesses Norte-Americanos, tentaram voltar a colocar as coisas como eram. Eu concordo a perspectiva da esquerda quando diz que os Estados Unidos agem por interesse. Porém, não utilizo o tom rancoroso que a esquerda utiliza quando se fala de qualquer acção dos Estados Unidos da América, independentemente de ser boa ou má.

Não utilizo por uma simples razão: desde os meus 6 anos que vejo que as pessoas actuam segundo os seus interesses, segundo aquilo que querem ver concretizado, segundo aquilo que querem proteger. Ora, os Estados são regidos por pessoas e para as pessoas, logo são parecidos com estas.

Existe gente que pensa, no entanto, que o ser humano não se rege por interesses, é bom por natureza e a sociedade é que o corrompe. A História mostra-nos o oposto daquilo que essa gente pensa: a colonização, as duas Guerras Mundiais, os genocídios, as diásporas, as Cruzadas, a existência de fronteiras, a Guerra Fria, as falcatruas do BPN, os apertares de mão do Sócrates ao Khadafi e ao Chávez, a vénia da União Europeia à pessoa de Vladimir Putin, o processo Casa Pia, dizem-nos que as pessoas, as instituições e os Estados só agem bem e sem interesses muito raramente, sendo que muitas dessas vezes são por mero acaso.

As pessoas pensam que os Estados Unidos da América são o único país do Mundo desumano, mau, que actua por interesses, que mata pessoas, que não é compreensivo e que tem mulheres como Sarah Palin a concorrer para a vice-Presidência. As pessoas esquecem-se que foi na Europa que na década de 90 os bons Sérvios (Europeus Ortodoxos), os Croatas (Europeus Cristãos) e os Bósnios (Europeus Muçulmanos) andaram todos à bulha; as pessoas esquecem-se que José Sócrates passa tanto tempo ao telefone com Caracas como ao telefone com Bruxelas; as pessoas esquecem-se que a China é um dos maiores parceiros económicos da UE e que utiliza mão-de-obra juvenil; as pessoas esquecem-se da ETA, do IRA e dos independentistas Corsos; as pessoas esquecem-se que, há uns bons aninhos, o velho Jean Marie Le Pen foi à segunda volta das Eleições Presidenciais Francesas contra Jacques Chirac.

O que falta às pessoas é aperceberem-se que todos os Estados são iguais, só que utilizam mecanismos diferentes para assegurar fins semelhantes. O que falta perceber ás pessoas é que do outro lado do Atlântico não estão indivíduos dilanteralmente opostos a nós mas sim indivíduos semelhantes a nós. O que falta perceber é que não vale a pena desviar as atenções daquilo que se passa internamente para os outros que estão lá fora. O que falta perceber é que os Estados Unidos da América são superiores e não vale a pena tentar fazer parecer que não.

Uma das maiores acusações que se fazem aos Estados Unidos da América é terem apoiado, em tempos, o Iraque de Saddam Hussein. Esta afirmação corresponde à verdade, mas a malta esquece-se de referir que a bela e querida União das República Socialistas Soviéticas fez exactamente o mesmo, tal como a bela Itália e a bela França (quando falo de ajuda, envolve obviamente meios militares e financeiros). Pouco relevo tem mas, durante a Guerra Irão-Iraque, o Iraque, apesar de apoiado pelos Estados Unidos, fez o favor de atacar alguns alvos Americanos.

Nesta década de 80, já o querido Iraque e o querido Irão andavam com planos para obter armamento nuclear. Em 1981, a aviação Israelita, em mais um dos seus grandes feitos militares, bombardeou, numa acção de Guerra Preventiva, o reactor Iraquiano Osirak, reactor esse feito com a ajuda de Chirac e d'Estaing (posteriormente, Miterrand também ajudou à festa). Ao que consta, Saddam encontrava-se pertíssimo da arma nuclear.

Em 2002/2003, poucos eram aqueles que desconfiavam da inexistência de armas de destruição maciça no Iraque. O jovem Barack Obama, por provavelmente não saber o que eram armas de destruição maciça nesta altura, diz que sempre foi contra a invasão. Porém, várias personalidades de todos os espectros políticos Americano e Europeu não só tinham a certeza disso como apoiavam uma intervenção militar Norte-Americana. A França, na altura com Chirac como Presidente da República, agiu como uma raposa, como se não soubesse que Saddam sempre teve e até chegou a utilizar, contra os Curdos, armas letais.

Até hoje as tais armas não foram descobertas. Mas quem tomou a decisão foi o George W., o satã, esse malvado, logo a culpa de tudo o que se está a passar é dele. O suposto Vietname que é o Iraque é culpa do Bush, única e exclusivamente, não de todos nós que em 2002 assitíamos e aplaudíamos.

Mas ultrapassemos esta fase e olhemos para o que era o paraíso idílico de Saddam Hussein, o desenvolvidíssimo Iraque, que apenas não vive hoje na mó de cima porque alguém se lembrou de lhe atirar com umas bombas para cima:

1 - Organizações não-Governamentais não podiam entrar no país ou, quando entravam, faziam-no de uma forma muito limitada;
2 - As mulheres não podiam sair do país sem o marido. Isto a juntar a outros caprichos tipicamente Islamicos, apesar da suposta existência de um Estado secular;
3 - Saddam Hussein governava para a família, depois para os amigos, depois para o Baath e depois para os Suniitas;
4 - Os xiitas sofreram na pele a ira de Saddam: a condenação que o levou à morte foi, aliás, a morte de 148 xiitas, pela retaliação de uma tentativa de assassinato à sua pessoa. Em 1991 (morreram 150000) e em 1999, outros ataques bem maiores foram levados a cabo contra as comunidades xiitas Iraquianas, matando milhares de pessoas e obrigando outras tantas a procurar abrigo;
5 - Escusado será dizer que não existia democracia no Iraque: o Baath era o único partido legal, não havia eleições e os opositores políticos eram perseguidos e assassinados;
6 - A Norte, no Curdistão, ocorreu um genocídio directamente incentivado por Saddam. Estima-se que 200000 pessoas tenham morrido só na Operação Affal de 1986-1989. Refugiados estima-se em 1 milhão e meio. Foi durante esta Operação que Ali ficou conhecido como "Ali, o Químico". Tirem as vossas ilacções;
7 - Água, electricidade e saneamento era coisa que raramente se via. Hoje em dia, aparecem notícias no jornal que nos dizem que o Iraque não tem água, electricidade e saneamento, como se tivessem sido os Norte-Americanos a destruir a obra feita;
8 - Não era possível as pessoas reunirem-se nas ruas e trocarem opiniões; não se podia receber dinheiro do estrangeiro;
9 - Raptos, execuções e tortura eram documentadas por todas as Organizações Não Governamentais durante os anos de Saddam;
10 - Amputação era a pena esperada para quem fugisse ao serviço militar.

Acho que, para se ter só uma ideia, são esclarecedores estes meros dez pontos feitos à pressão.

Uma coisa que deve fazer zum-zum nos ouvidos das pessoas é o facto de, de um momento para o outro, o nome Iraque lhes estar a entrar sucessivamente pela casa a dentro. O Iraque devia ser, para certas almas, um sítio pacífico!

Não, não era. As TV's é que não ligavam ao desrespeito dos Direitos Humanos por parte de Saddam, porque eram feitos por um tipo feio e de bigode; quando meia dúzia de rapazinhos louros e com nomes ocidentais fizeram nem 1/1000 daquilo que Saddam fez no Iraque, mal-tratando prisioneiros, noticiários foram abertos e o Regime de Saddam raras vezes foi abordado.

Os Americanos tinham entrado porque sim, porque eram maus e porque era preciso alimentar o lobby das armas. Efeitos positivos? Nenhuns! O Iraque era um santuário!

Porque raio é que morre tanta gente? Serão os Americanos a matar tudo quanto mexe ou serão os terroristas Islâmicos a perpetrar atentados terroristas contra cidadãos Iraquianos inocentes nos centros movimentados das grandes cidades? Será que os atentados existem porque os Americanos não deviam estar ali ou porque os terroristas não querem a ocidentalização do Iraque, querem denegrir a imagem dos Estados Unidos do Mundo e querem levar o Iraque de volta às origens? Será que Al-Sadr patrocina os atentados porque não gosta dos Estados Unidos da América ou porque está chateado por não estar ele a mandar?

Mas o que afinal trouxe a invasão de bom para o Iraque? Deixo-vos outros 10 pontos e retiro-me, já são três e meia da manhã e amanhã a coruja pia ás nove:

1 - Realização de Eleições, apesar de alguns atropelos. Se olharmos que a maioria do pessoal nem sabia o que era colocar a cruz num nome, até nem foi mau. Em 2005, votaram 12 milhões e meio de pessoas;
2 - Os curdos têm direito à vida! Quem diria!;
3 - Saddam foi retirado do poder e depois julgado, embora apenas por um dos de milhares crimes que cometeu;
4 - Afinal também existiam xiitas no Iraque, só que estavam escondidos ou enterrados;
5 - A ajuda não-governamental foi autorizada, como é óbvio, a entrar no país: dá-se comida à boca dos pobres (curdos incluídos), prestam-se serviços hospitalares e dá-se roupa às crianças;
6 - O investimento estrangeiro, que está a levar a China e a Índia rumo ao estrelato, foi autorizado. Diversas empresas Americanas começam a investir no Iraque, criando postos de trabalho;
7 - Hospitais foram construídos e remodelados, para além de outras infra-estruturas;
8 - As crianças, apesar de serem Curdas, podem ir à escola se assim entenderem e aprenderem a verdade;
9 - As mulheres, apesar da sociedade continuar retrógada, começam a ver reconhecidos alguns dos seus direitos;
10 - O filho do Saddam Hussein, Uday, deixou de torturar os jogadores da sua equipa de futebol e da selecção nacional Iraquiana. Como resultado disso, a Selecção Nacional tem vindo a ter bons resultados e até vai participar na Taça das Confederações.

Caso o Curdistão se torne independente, não seria uma boa ideia celebrar um feriado no dia 6 de Julho de cada ano, dia do aniversário de Bush?

domingo, 14 de dezembro de 2008

Mais uma vez... A classe de Bush




"O tipo atirou-me um tamanho 10. Acho que vocês deviam saber (...) Infelizmente, este não é o meu número de sapatos"

Sentido de humor não falta nem nunca faltou a Bush. Ainda vão ter saudades dele.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2008

Bush continua a fazer das suas

O parlamento iraquiano tentou fazer a folha a um deputado por este ter visitado Israel. O Supremo Tribunal do Iraque veio dizer que não, que o deputado não tinha cometido qualquer crime.

Mas a infiltração da Mossad vai mais longe. Num jornal iraquiano, 400 intelectuais (bushistas, certamente) defenderam o deputado.

Via O Cahimbo de Magritte.


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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

Os 12 trabalhos de Hercules-Iraque

Antes de a economia ter irrompido na campanha com fragor, o grande leitmotiv de Obama era a promessa de retirar do Iraque, completamente, rapidamente e em força.
Cumprir essa promessa vai ser o seu primeiro trabalho de Hercules.

Se imitar Zapatero, o "fiel aliado", e retirar doa a quem doer, entregará de mão beijada o palco estratégico ao Irão, cujos interesses passam por um Iraque dócil e submisso que não tenha poder para lhe fazer frente.
Tal situação aumentará dramaticamente o poder iraniano, que projectará a sua sombra directamente sobre a Arábia Saudita e os campos onde se produz a spice.
É um cenário assustador para vários aliados americanos na região, como a Turquia , Jordânia e Israel, e atinge directamente os interesses vitais dos EUA. Estes aliados farão pressão sobre Obama e não se afigura fácil, ou sequer possível, aos EUA portarem-se como um "fiel aliado" ao estilo espanhol.

Obama irá certamente entrar em diálogo com o Irão e tentar contratar garantias à prova de tudo, o que não é fácil, dada a natureza do regime iraniano.
Falar com Teerão não é, em si, um objectivo. Obama terá de conseguir forçar os iranianos a abandonarem as suas políticas expansionistas e desestabilizadoras, e necessita melhores cartas que não apenas retórica hipnótica e um look simpático.
Num jogo de poker em que um dos contendores dá conta do seu jogo, o adversário sobe a aposta e, neste jogo em particular, não é fácil vislumbrar uma situação em que ambos possam ganhar.
Seja como fôr, no fim da conversa Obama pode decidir retirar e arrostar com as horríficas consequências geoestratégicas e políticas (haverá feroz oposição mesmo no interior do seu partido), ou pode seguir as linhas gerais da actual administração e manter forças residuais no Iraque, arrostando desta vez com o descontentamento daqueles que o apoiaram.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

Xeque ao Rei.

A incursão americana em território sírio não aconteceu por acaso. Uma acção desta magnitude tem consequências estratégicas e por isso não pode ter sido decidida a nível táctico ou operacional.
O mero ganho táctico de eliminar um quadro intermédio da jihad, não é justificação suficiente para desencadear uma operação transfronteiriça.
No Iraque está a acontecer algo que nem os mais optimistas previam há um ou dois anos, quando os analistas teciam profecias apocalípticas e nos próprios EEUU, a esquerda exigia histericamente a debandada.
A pacificação não está completa, mas é já claro que o Irão e a Síria fracassaram na tentativa de vergar a vontade americana, pelo uso do terror indiscriminado.
Pacificada a frente interna, os únicos catalisadores de conflitos são os jihadistas que, embora em menor número, continuam a entrar no Iraque, com o apoio tácito dos governos sírio e iraniano.
Tentada a pressão diplomática, o governo sírio foi fazendo ouvidos de mercador. Já o Irão, embora mantenha uma retórica do tipo chavista, agiu com bastante mais cautela e tratou de baixar o perfil.
Tal como aconteceu no Paquistão, chegou uma altura em que os comandantes americanos resolveram acabar com a conversa da treta e passar a atacar os santuários.
No Paquistão o governo percebeu logo que o tempo de arrastar os pés tinha expirado e apressou-se a lançar uma ofensiva geral sobre os santuários, que está ainda a decorrer.
A mensagem ora enviada aos sírios e iranianos é clara: os comandantes no Teatro de Operações têm, a partir de agora, carta branca para atacar o inimigo para lá das fronteiras do Iraque, se os governos desses países não desistirem de tolerar e apoiar os grupos que procuram desestabilizar a situação.
Sírios e iranianos reagiram com indignação, gesticularam, condenaram, acusaram, mas já sabem com o que contam a partir de agora.
Petraeus e Odierno sabem jogar xadrez. Estabeleceram uma boa defesa e estão agora em condições de avançar, pressionando directamente as peças que apoiam a insurgência.

domingo, 13 de julho de 2008

A "crise" não é só económica


No Afeganistão, os guerrilheiros Talibans têm vindo a exercer penosas baixas nas estruturas da NATO que se encontram naquele país. Chegou-se ao ponto de, no último mês, o número de mortes no Afeganistão ter superado o número de mortes no Iraque (que escândalo pá!).

Convém recuar no tempo para perceber aquilo que acontece actualmente por terras Afegãs: em 2001, na sequência dos ataques do 11 de Setembro em Nova Iorque e em Washington DC, o Presidente George W. Bush ordenou a invasão do Afeganistão (com o importante apoio da Grã-Bretanha), para tentar capturar o Saudita Osama Bin Laden, destruir as bases da Al Qaeda espalhadas um pouco por todo o território, por força do apoio dos Taliban à organização e, de caminho, para retirar os Taliban do poder.

O sucesso da operação foi imediato: em pouco tempo as forças ocidentais controlaram a maior parte do território. Para o final do ano, já depois das mais importantes batalhas, a Comunidade Internacional começou a reunir-se para em conjunto com os Estados Unidos da América e a Grã-Bretanha resolver o problema do Afeganistão. A 20 de Dezembro de 2001 surgiu a ISAF (International Security Assistance Forces) que conta, inclusive, com forças Portuguesas.

O grosso dos militares estrangeiros que se encontra no Afeganistão são Norte-Americanos, sendo que os Estados Unidos têm forças não dependentes da ISAF e forças dependentes da ISAF. Os soldados Norte-Americanos são 10000 (já foram 18000), os soldados da ISAF cerca de 53000. 24000 destes soldados da ISAF são Norte-Americanos.

Convém recordar que a ISAF é, actualmente, comandada pela NATO e tem, como principal objectivo, manter a segurança em todo o território Afegão e neutralizar o ainda grande poder dos Talibans.

Ora o problema é mesmo este: o poder dos Talibans, que ainda reúnem apoios de muitos países muçulmanos da região. Vivem do tráfico de droga, especialmente do ópio, sendo que o Afeganistão é a origem de cerca de 95% do ópio ilegal do Mundo. Com o dinheiro da venda deste e de outros produtos, com o apoio de alguma população (forçado ou não forçado) e com o apoio de alguns países, os Talibans têm conseguído recuperar algumas zonas do país, criar sobressaltos noutras e fazer atentados terroristas em cidades importantes.

As coisas andam apertadas há já alguns meses (anos) e têm tido tendência para ficar pior. Não por acaso o Presidente Bush tem vindo a público pedir mais apoio de alguns Estados da NATO, sendo a Alemanha de Merkel um dos visados. Parece que, aqui na Europa, é mais importante a condenação da cada vez mais brilhante operação no Iraque do que o empenho numa Guerra prestes a ser perdida, por força de falta de liderança e empenho. Este é, a meu ver, um dos pontos fracos das operações não-unilaterais: falta de liderança. E, quando existe alguém pronto para a assumir, corre riscos de ser acusado de tudo e mais alguma coisa.

Os teatros de Guerra são diferentes e não existe comparação possível entre o que se passa no Afeganistão e o que se passa no Iraque. Abordagens diferentes, armamento diferente, forças diferentes, empenho diferente, união diferente. Objectivos, na generalidade, iguais. Causas, na generalidade, semelhantes.

É muito importante a ajuda que o povo Afegão quer e necessita. Sim, eles precisam de comida, de água, de electricidade e de outros bens básicos. Mas, sem a segurança que se exige, de que vale a um pobre Afegão ter o que comer se pode ser morto a qualquer instante, se pode ver o trabalho de muitos anos destruído em pouco tempo?

A Guerra do Afeganistão é, na Europa, muito mais consensual do que a Guerra do Iraque. Porque a Europa participa nela. Porque a Europa não se opôs a ela. Porque o Conselho de Segurança das Nações Unidas a legitimou.

Nós, Europeus, enfrentamos hoje em dia um dever que nunca soubemos cumprir verdadeiramente, porque foi sempre deixado, ao longo do século XX, para os Estados Unidos da América.

O próprio João Marques de Almeida, que trabalha com o Dr. Durão Barroso na Comissão Europeia, reconheceu num Encontro Internacional, que as coisas no Afeganistão estão muitos mais negras do que as coisas no Iraque. Gostei especialmente do seu discurso, pois foi muito ao encontro do que aqui vos exponho: de uma Europa não unida, a olhar demasiado para o seu umbigo e a criticar demasiado os outros.

A "crise" não é só económica.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Unilateralismo ou acomodação?


Aprecio muito a sensatez e o conhecimento do Dr. Adriano Moreira. Homem sério, político às direitas. Porém, há coisas que me deixam a pensar.

Vejamos: no dia 7/3/2005, o Dr. Adriano Moreira deu uma entrevista ao Publico e à Rádio Renascença, que só agora encontrei na Internet. Nessa entrevista, Adriano Moreira pronuncia-se, embora que de forma indirecta, sobre a Guerra no Iraque.

O antigo líder do CDS/PP afirma o seguinte: "(...) Eles estão todos os dias a pagar um preço de sangue muito severo. Portanto, isso não vai libertar o território da presença Norte-Americana a curto prazo. É preciso assumir que não foram encontradas armas de destruição maciça, ou seja, esse perigo não estava lá mas acabou por ser lá instalado com uma reacção de uma parte da população contra os ocidentais (...)"

"A atitude do Presidente Bush, como se viu nas eleições, tem resposta na América profunda e temos que aceitar isso. Mas a América profunda, por grande que seja o poderio dos EUA, está no mundo como qualquer outro país".

O melhor veio no fim: "(...) A experiência do Iraque deve ser a vacina definitiva contra os unilateralismos (...)".

Agora vejamos o que afirma o mesmo Adriano Moreira, no seu livro Teoria das Relações Internacionais, da Al-Medina: "Quando, em 1991, o Iraque foi confrontado com uma coligação de trinta e dois Estados, liderada pelos EUA, para retirar do Koweit que invadiu e anexou em 2 de Agosto de 1990, operação conhecida como Tempestade no Deserto, o Presidente Saddam Hussein, responsável por vários graves atentados contra a Ordem Internacional, sobreviveu apoiado num consenso internacional, que não pediu, em favor do statu quo. Continuou IMPLACÁVEL no ESMAGAMENTO da oposição, na DESTRUIÇÃO dos chiitas do Sul e, de caminho, de bairros de Bassorah, de Kerbala e Nadjat, MATANDO cinquenta mil pessoas e fazendo EXILAR sessenta mil, ao mesmo tempo que continuava com a REPRESSÃO BRUTAL dos curdos e mantinha o projecto de conseguir fabricar armas atómicas. Outros exemplos documentam essa situação de impotência da comunidade internacional para submeter o desenvolvimento político ao modelo ocidental recolhido pela lei internacional".

Afinal de contas, o que defende em troca do "unilateralismo"?

terça-feira, 17 de junho de 2008

A fúria dos fracos

Falar com o inimigo não define, por si só, um appeaser. Nem é, em si, sinal de fraqueza ou ingenuidade.
A guerra e a diplomacia estão repletas de casos em que inimigos mortais falaram entre si.
Quando os emissários do Rei de Castela vieram parlamentar com o Comando português em Aljubarrota, não estavam a ser ingénuos ou fracos, mas apenas a tentar alcançar os seus objectivos sem custos, mostrando-lhe que tinha poucas hipóteses de vencer e que a rendição seria mais racional.
Quando James Baker se encontrou com Tarik Aziz antes da invasão do Kuweit, não o fez por fraqueza, mas para lhe passar a inequívoca mensagem de que se o Iraque não retirasse, sofreria as consequências que acabou por sofrer.
Barak Obama, primeiro candidato mestiço com probabilidades reais de ser eleito presidente dos EUA, afirmou em tempos que se sentaria e falaria sem condições prévias com os inimigos declarados e existenciais dos EUA.
Esta predisposição voluntarista de Barack Obama denuncia que o senador acredita(ava) que os seus argumentos são avassaladores e que seria capaz de mostrar a pessoas como Amadinejad, Chavez, Nasralah, Bin Laden, ou Kim-Jong-Il,o caminho da razoabilidade, e coisas que eles ainda não conhecem ou não foram capazes de ver.
Esta crença de que se está na posse da “Verdade” , de que se é o detentor da Razão, de que os outros apenas agem mal porque nós lhe demos razões para isso e de que tudo se resolverá com “diálogo” e sorrisos, é recorrente nas mentalidades da esquerda dita “progressista” e constitui a marca do appeaser.
E é imune aos factos.
Barak Obama tem factos recentes que o deveriam fazer pensar. Jimmy Carter pregava as mesmas crenças na concórdia mundial e nos passarinhos, e fundava as suas políticas nas mesmas visões idealistas do mundo, advogando também o diálogo franco com os governos hostis.
As consequências são por demais conhecidas e uma delas, a “Revolução Iraniana”, é a maior assombração das relações internacionais nos nossos dias.
Obama é um rookie em matéria de relações internacionais e porta-se como uma barata tonta.
Diz uma coisa e o seu contrário como quem muda de camisa, sem transição e com o mesmo ar grave e profundo.
Num dia afirma que Jerusalém é a capital una e indivisível de Israel, e no outro dia esclarece que não foi bem isso que disse.
Na mesma frase garante ao 1º ministro iraquiano que reconhece que "estão a ser feitos progressos no Iraque e que nós não vamos actuar precipitadamente", e na oração seguinte afirma que temos de retirar.
Se se trata de maquiavelismo táctico, tudo bem, Obama mostra ser inteligente e dá uma no cravo e outra na ferradura de forma cínica, para ganhar votos em todos os tabuleiros.
Pauta os seus comportamentos por razões que a razão conhece.
Se, pelo contrário, Obama for mesmo um iluminado da paz mundial e das florzinhas e patati patatá, vêm aí maus tempos para a América e para o Ocidente.
O problema com Obama é que, se for um genuíno idealista, no momento em que a realidade se recusar a estar de acordo com as suas esperanças, não haverá nele o cinismo da água que rodeia o obstáculo, mas a fúria do homem enganado que desata aos tiros sobre os culpados da sua raiva.
Os idealistas são perigosos e não há nada mais perigoso do que a fúria cega de um desiludido ou de um fraco que quer mostrar que é forte
Porque só se desilude quem se ilude.

sábado, 10 de maio de 2008

Guerrrra

O leitor menos dado à exegese bloquista não terá ainda reparado, mas fica agora a saber que os dirigentes máximos do BE têm uma fonética própria que parece funcionar como sinal iniciático, mais ou menos do mesmo modo que a exibição do sudário de Che Guevara define a pertença a um certo e determinado grupo, pouco dado ao uso da parte nobre do cérebro.
Admito que não costumo dar às homilias do Dr. Louçã a importância que inegavelmente merecem no capítulo do entretenimento, mau hábito que me tem feito perder alguns dos mais significativos contributos para a causa do humor nacional.
Mas quando o Dr. Louçã fala de guerra, as minhas orelhas reagem de uma forma já minuciosamente explicada pelo Dr. Pavlov.
Não porque a contribuição do Dr. Louçã para o avanço desta área do conhecimento seja extraordinária, pese embora ser filho de um almirante do Estado Novo, mas pela poderosa vibração linguo-palatal que imprime ao vocábulo, arrastando os vibrantes “rrrrrr”, numa indignadíssima “guerrrrrrra”.
Ora isto é novo.
Quando o Dr. Louçã fala pacatamente da questãozinha do Darfur, a guerra não vibra por aí além.
Mas quando se refere por exemplo à “Cimeira da Guerrrra”, a “guerrrrra” reverbera numa prolongada vibração que comunica aos embasbacados fiéis o quanto o Dr. Louçã se indigna com tão horrífico assunto.
Ao notar o fenómeno, pensei que fosse apenas um sotaque regional, como os “bbb” do Norte ou os “xxx” da Beira Alta.
Mas depois reparei que a vibração linguo-palatal só era usada em certas circunstâncias, de especial gravidade, e percebi que havia ali algo de profundo e inovador, talvez até uma verdadeira fonética da indignação, susceptível de inflamar os fiéis e os fazer comungar nos êxtases colérico-místicos do Dr. Louçã.
Há dias ouvi uma homilia do Dr. Pureza, (fui apanhado no carro de um amigo e não quis parecer mal-educado mudando de estação) e eis senão quando, a propósito de já não sei que importantíssimo assunto, o Dr. Pureza, arremeteu com uma formidável “guerrrrra” que, na minha opinião de entendido, está perfeitamente à altura das “guerrrras” do Dr. Louçã, chegando mesmo a superá-las em momentos de virtuosa execução.
Há assunto para uma tese.
Os dirigentes do BE parecem usar a vibração linguo-palatal em assuntos “guerrrrreiros”, da mesma forma que o Operário Jerónimo imita as mudanças de tom características do saudoso Dr. Cunhal.
Trata-se portanto, não só de uma mera fonética da indignação, como erradamente pensei a princípio, mas também da marca inconfundível dos líderes. Eu, se fosse o Dr. Louçã, mantinha o Dr. Pureza em rédea curta e sempre debaixo de olho.
Pelo menos até à próxima purga.

sábado, 12 de abril de 2008

Mais valem 1000 Iraques actuais do que 1 Sudão de há uma semana atrás


A situação no Sudão, mais concretamente na região do Darfur (a amarelo vivo no mapa), tem motivado preocupações em todos os quadrantes políticos mundiais. A ONU tem enveredado por um caminho de diálogo entre as partes envolvidas no conflito [os janjaweed (uma milícia árabe muçulmana), o governo Sudanês e uma minoria muçulmana não-árabe da região] que, depois de 5 anos de conflito, não tem trazido qualquer tipo de processo de paz frutífero.

O governo Sudanês, actuando num modus operandi tipicamente Africano (corrupção, tráfico de armas, tráfico de influências, etc.), tem patrocinado o genocídio contra a minoria não árabe que habita a zona há vários séculos. A minoria não árabe, por seu turno, completamente indefesa face a uma superioridade bélica e em número de homens do opositor, tem tentado resistir, fugindo para os países limítrofes. É nestes momentos de fuga, que provocam as tão badaladas crises humanitárias, que aparece o nosso António Guterres, antigo Primeiro-Ministro Português, vestido de fato de macaco e pronto para ajudar os miúdos.

A ONU e toda a comunidade internacional mostram-se incapazes de resolver este problema que afecta o Sudão e o Chade. Aliás, como todos nós sabemos, a Organização das Nações Unidas foi incapaz de resolver todas as limpezas étnicas, perseguições e guerras civis que já existiram no maior país de África e que provocaram, ao que foi permitido apurar, milhões de mortos. A questão que ecoa aos ouvidos de muita gente é como é que foi possível chegar-se a este ponto.

Encontro, repentinamente, duas respostas: falta de coragem em actuar militarmente em caso de necessidade extrema; apoio prestado ao governo Sudanês por muitos países da OUA e por outros países não Africanos.

O primeiro problema está, a meu ver, relacionado com a política absurda que muitas vezes a ONU toma. A Organização das Nações Unidas mostra-se demasiadamente benevolente para com os criminosos, genocidas e terroristas mundiais
(não esquecer as diferentes visões dentro do Conselho de Segurança, que levam, muitas vezes, a morosos bloqueios). Tal é observável em muitos outros conflitos, bastando, para tirar esta conclusão, olhar para o número de mortos. A bandeira do diálogo e da compreensão que a ONU tem hasteado desde a sua criação em 1945, demonstra-se, quando incessantemente usada, inútil para a resolução dos conflitos. Não quero com isto dizer que a ONU não deve primar pelo diálogo entre as partes e nações envolvidas, mas sim que existem soluções para quando esta via não resulta [nomeadamente a intervenção militar (algo que creio que já foi seriamente pensado neste caso), o boicote, etc.].

O segundo problema está relacionado com o apoio dado por alguns estados da OUA, que continuam a bater nas costas do governo Sudanês. Estes estados saem em defesa do governo do Sudão e acusam a ONU e todo o ocidente de ingerência em assuntos Africanos. Já para não falar que muitos deles continuam a achar que, sendo o problema Africano, não é a ONU que tem que mandar tropas, mas sim a OUA.

A China e a Rússia têm jogado com toda esta situação, adquirindo uns bons barris de petróleo a um preço mais em conta. Raras não são as vezes em que Beijing e Moscovo fornecem armas ao governo Sudanês adquirindo em troca ouro negro, entre outras vantagens. A ONU e ONGs a actuar em África têm produzido interessantes relatórios onde esta tese é confirmada.

O que se passa no Sudão é de gravidade assinalável. No entanto, a esquerda estúpida e floribélica mundial concentra-se apenas nas acções militares elaboradas pelos Estados Unidos da América no Iraque e no Afeganistão, no que toca a política internacional. A esquerda estúpida demonstra, então, uma falta de "solidariedade e de sentido de ajuda" para com os perseguidos do Sudão.

Gostaria de saber o que diriam os Sérgios Pintos e os mls cá do sítio a uma intervenção militar internacional no Sudão, para acabar com o "massacre de um povo".

A meu ver, mais valem 1000 Iraques actuais do que 1 Sudão de há uma semana atrás.

segunda-feira, 31 de março de 2008

Manifestação a 2 taxis

No Abrupto pode ver-se esta piramidal foto (RM):


[clicar a imagem para ver melhor]

Não há duvida: à flamejante causa, as massas aderem a magotes.

Nota: estão todos encasacados por causa do aquecimento global.

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quinta-feira, 20 de março de 2008

Esquerdalha


Após cinco anos de presença militar Norte-Americana no Iraque, a Europa e os seus cidadãos continuam a olhar para esta invasão como um "capricho Norte-Americano". Enganam-se os pobres estúpidos. Custa-me, a mim pessoalmente, ver uma Europa disposta a sofrer as consequências de uma governação influenciada pelas esquerdas estúpidas Europeias. Eles andam aí, manifestam-se nos jornais, nas televisões, nas rádios, nas revistas, nas conversas de rua, nos blogs e nas caixas de comentários do fiel-inimigo. Convém lembrar que esta esquerda recebe, actualmente, o efusivo apoio das massas. Eles renasceram do mausoléu de Lenine, eles batem palmas ao pobre do Marx, eles fornicam com a sobrinha-bisneta do Engels.

Eles andam aí. Eles recitam bem alto um senso comum vazio e falacioso. Eles afirmam: "Pobres Americanos, merecem o 2º Vietname", "Deixem lá, estes tipos querem é o petróleo e estão a ter o que merecem", "Morte ao sistema capitalista vigente". Eles encontram-se tristes, alheios da realidade, agarrados ao livrinho do Mao e babam-se quando se fala em Estaline. Enfim, pobres cegos.

Convém, em primeiro lugar, estabelecer uma ligação: esquerda estúpida ocidental e Islão. Uma união que, apesar de não ser de facto, para lá caminha. Eles andam juntos atrás do mesmo fim: destruir o neo-liberalismo e acabar com a hegemonia Norte-Americana. No entanto, enquanto uns (radicais Islâmicos) têm como objectivo submeter todo o mundo ao Islão, outros (esquerda estúpida) têm como objectivo submeter todo o mundo à ditadura do proletariado, à classe operária, às foices e aos martelos. Ora, os primeiros foram derrotados mal se armaram em expansionistas, e foram, à pala disso, circunscritos ao local de onde vieram, nos séculos XI, XII, XIII, XIV, XV, XVI e XVII. Agora voltam a atacar. Os segundos foram derrotados nos anos 90 do século transacto e, agora, mordem a mão a quem lhes deu de comer. Ou será que preferiam viver num campo colectivizado da antiga URSS? Pobres traidores.

A ignorância é o mal desta gente. Se, para os Islâmicos em geral esta ignorância é pura, visto que as suas sociedades são extremamente opressoras e recusam de forma bastante forte a cultura ocidental, cultura essa que preza os valores da sabedoria, da liberdade e da iniciativa, no caso dos esquerdalhos estes regem-se por uma ignorância inteligente, visto que manuseiam a seu bel prazer as informações e as oportunidades que lhes são concedidas pelo sociedade ocidental.
Uns (os Islâmicos) são ignorantes porque são submetidos a uma única leitura, a do Corão, que, como todos nós sabemos, tem várias interpretações. Os outros são ignorantes porque, apesar de poderem ler tudo aquilo que lhes dá na real gana, se recusam a ler aquilo que é do "mal".

Existem excepções de homens que foram capazes de sair do buraco em que estavam metidos. Destacam-se muitos dos imigrantes Islâmicos residentes no ocidente, que adoptaram e adaptaram os nossos valores aos seus. Continuaram a ser Islâmicos, o que prova que o Corão é um livro de diversas interpretações. Existem outros tipos, provenientes da esquerda estúpida, que começam a cortar os laços com esta. Mas estes tipos são poucos e andam escondidos.

A Europa e os Europeus têm de perceber que os nossos aliados e amigos são os Norte-Americanos, e não os Islâmicos radicais. Será o orgulho de ser Europeu e independente assim tão grande para se desejar o mal a quem nos salvou por duas vezes?

Olho impávido e não sereno para os noticiários nacionais dos últimos dias. Cada vez que se fala de George W. Bush fala-se com um risinho irónico, irritante e escarninho no rosto. Tanto os repórteres, como os pivôts, como os apresentadores, aqueles que deveriam ser, supostamente, imparciais. Mas eles não se conseguem livrar da teia da estupidez. Quando se fala de W. Bush fala-se no rancheiro do Texas, num tipo ignorante, num tipo duro e radical.

George W. Bush defende os interesses dos seus compatriotas e, dessa forma, defende também muitos dos meus. Defende a supremacia da sua nação, defende uma melhor vida para os Americanos, defende a liberdade e a democracia. Eu sei que isto custa muito a reconhecer, e sei que, por mais que isto doa a muitos, os Estados Unidos da América estão a fazer-nos mais um favor. Eles investem e perdem vidas humanas. Eles têm de tirar os dividendos: o petróleo. Se fosse para trabalhar de borla, tinha ido a Organização das Nações Unidas para o Iraque, algo que foi recusado pelos parvos do Jacques Chirac e do Gerhard Schroeder.

A guerra foi desencadeada com o pressuposto de que o Iraque possuía armas nucleares. Tal ainda não foi provado, porque ainda não se encontraram armas no terreno. Mas isso não quer forçosamente dizer que elas não existiam/existam. E, não é por ter partido de um pressuposto supostamente errado, que a guerra deixa de ter razão. A guerra é a última forma de fazer política.

Os Estados Unidos da América retiraram do poder um líder sunita radical que perseguia minorias étnicas (e até maiorias, os xiitas). Os Estados Unidos da América deram a democracia aos pobres dos Iraquianos. Os Estados Unidos da América desenvolveram infra-estruturas, capacidades humanas e económicas do país. Os Estados Unidos da América combateram o terrorismo e a doutrinação jihadista que existia no Iraque. Os Estados Unidos da América tiraram milhões de pessoas da opressão, da ignorância, da fome e da sede. Os Estados Unidos da América retiraram Ali o Químico do poder. Os Estados Unidos da América deixaram entrar a ajuda internacional no país, algo que estava bloqueado por Saddam.

A guerra foi um fracasso?

Agora, e depois de uma fase mais conturbada, os Norte-Americanos começam a ganhar a guerra. Isto por mais que nos queiram iludir com um 2º Vietname e coisas do género. O Vietname, já por si, é uma história muito mal contada. O Iraque, neste momento, é outra história mal contada, excepto em alguns meios de comunicação social Norte-Americanos e Europeus.

Quando Osama bin Laden nos ameaça mais uma vez, os Europeus fingem que não ouvem. Quando os Chineses andam a dar cachaporra no Tibete, nós viramos a cara.

Quando George W. Bush fala, todos assobiam e vaiam. Quando se fala do Iraque, todos acusam. Quando se fala do estado da economia mundial, todos atiram os papéis ao ar e chamam isto e aquilo ao capitalismo.

Os valores ocidentais têm estes efeitos dúbios, que permitem aos estúpidos ganharem terreno. Mas não é por isso que deixam de ser os meus valores.

Olhemos para os Estados Unidos da América como os nossos grandes amigos. Olhemos para o próximo presidente Norte-Americano, o republicano John McCain, como nosso amigo.

Esta é a única forma da Europa continuar a estar no topo do mundo.