Mostrar mensagens com a etiqueta Afeganistão. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Afeganistão. Mostrar todas as mensagens

domingo, 17 de janeiro de 2010

A resposta do Ministro Canadiano da Defesa


Recebi um e-mail que gostaria de partilhar com os Fieís e com os demais eleitores. O conteúdo nele transcrito vem na sequência de uma carta escrita por uma cidadã Canadiana ao Ministério da Defesa do mesmo país. Vejamos como respondeu, pela própria mão, o na altura Ministro Canadiano da Defesa, Gordon O'Connor:

Cara cidadã inquieta,

Obrigado pela sua recente carta exprimindo a sua profunda preocupação a propósito da sorte dos terroristas da Al Qaeda capturados pelas forças Canadianas, transferidos de seguida para o Governo Afegão e presentemente detidos pelos seus oficiais nos centros nacionais de reagrupamento de prisioneiros do Afeganistão.

A nossa administração toma esse assunto muito a sério e a sua mensagem é recebida com muita atenção aqui em Ottawa.

Ficará feliz de saber que, graças à preocupação de cidadãs como a senhora, criámos um novo departamento na Defesa Nacional, que se chamará P.L.A.R.A, isto é "Programa dos Liberais que Assumem a Responsabilidade pelos Assassinos".

De acordo com as directrizes deste novo programa, decidimos eleger um terrorista e colocá-lo sob a vigilância pessoal da senhora.

O seu detido particular foi seleccionado e será conduzido sob escolta fortemente armada até ao domicílio da senhora em Toronto a partir da próxima Segunda-Feira.

Ali Mohammed Ahmed bin Mahmud (poderá chamar-lhe simplesmente Ahmed) será tratado segundo as normas que a senhora pessoalmente exigiu na carta de reclamação.

Provavelmente será necessário que a senhora recorra a assistentes. Nós faremos inspecções semanais a fim de nos certificarmos, com a mesma firmeza da sua carta, de que Ahmed beneficia realmente dos cuidados e de todas as atenções que nos recomenda.

Apesar de Ahmed ser um sociopata extremamente violento, esperamos que a sensibilidade da senhora ao que descreve como o seu "problema comportamental" o ajudará a ultrapassar as suas perturbações de carácter.

Talvez a senhora tenha razão quando descreve estes problemas como simples diferenças culturais.

Compreendemos que tenha a intenção de lhe proporcionar conselhos e educação ao domicílio.

O seu terrorista adoptado é temivelmente eficaz nas disciplinas de close-combat e pode dar fim a uma vida com objectos simples, tais como um lápis ou um corta-unhas.

Aconselhamo-la a não lhe pedir para fazer uma demonstração durante a próxima sessão do seu grupo de yoga.

Ele é igualmente especialista em explosivos e pode fabricá-los a partir de produtos domésticos. Talvez seja melhor que a senhora os guarde fechados à chave, salvo se considerar (segundo a opinião que exprime) que isso o possa ofender.

Ahmed não desejará manter relações com a senhora ou com as suas filhas (excepto sexuais), na medida em que considera que as mulheres são uma espécie de mercadoria sub-humana.

É um assunto particularmente sensível para ele, que é conhecido por manifestar reacções violentas em relação a mulheres que não se submetem aos critérios de vestuário que ele recomenda como mais próprios.

Estou convencido de que, com o tempo, virá a apreciar o anonimato que oferece a burkha. Recorde que isso faz parte do "respeito pelas crenças religiosas", como escreve na sua carta.

Mais uma vez, obrigado pelos seus cuidados. Apreciamos bastante que cidadãos nos indiquem como fazer bem o nosso trabalho e ocupar-nos dos nossos congéneres.

Tome bem conta de Ahmed e lembre-se de que a observaremos.

Boa sorte e que Deus a abençoe.

Cordialmente,

Gordon O'Connor

Ministro da Defesa Nacional

quarta-feira, 7 de outubro de 2009

O General e o Presidente.

De um lado um general de Forças Especiais, escolhido a dedo pela sua competência profissional, provada em vários campos de batalha em vários continentes.

Do outro um activista comunitário com boa pose oratória, eleito Presidente pela boa leitura de discursos e pelo toque rectal nos complexos de culpa que, ao longo dos anos, a mentalidade esquerdista foi instilando na população norte-americana.

O general quer para ganhar uma guerra, o outro quer evitar polémicas políticas que desagradem à sua mais radical base de apoio.


O general Stanley McChrystal pede os meios para cumprir a missão que lhe incumbiram, o Presidente Obama irrita-se por o general lhe pedir esses meios.


O mesmo Obama que, na retórica naive que o caracteriza, garantia, na campanha eleitoral, que ouviria os comandantes no terreno.

Bem, McChrystal é o comandante no terreno, no Afeganistão, anda há meses a exigir os meios, e tanto quanto se sabe, Obama só o ouviu na semana passada.

Até ao momento, sem resultados.
McChrystal está numa situação impossível, que é a de todos os chefes militares a quem alguém encarrega de fazer uma boa omelete, sem que se lhes forneça um único ovo.
Em Goa, Damão, Dio, Dadrá e Nagar Aveli, o General Vassalo e Silva, viu-se em idênticas circunstâncias... sem meios para cumprir a missão, e sem ordem para a largar.
O que se passa com Obama é claro como a água.
Tem de sair do mundo imaginário em que vive, e no qual se podem sempre fazer opções fáceis entre o feio e o bonito, o mau e o bom, o branco e o preto.
No mundo real, que é o da política, algumas decisões não são tão fáceis de tomar.
É por isso que, enquanto soldados morrem em batalhas, ele hesita entre tomar a decisão "bushista" de fazer um "surge" no Afeganistão, que de resto condenou veementemente no caso do Iraque , perdendo desse modo o apoio da base esquerdista/derrotista, que o levou ao colo, ou recusar a estratégia de McCrhystal, ganhando aplausos imediatos dos patetas alegres, mas assumindo a curto prazo uma retirada que será vista como uma derrota militar, com consequências devastadoras para a imagem do poder americano e para a existência da NATO.
Já para não falar do dramático aumento da força da jihad global, tornada um poder imbatível aos olhos de milhões de muçulmanos.


sexta-feira, 17 de julho de 2009

Dos grossos e da Europa fina


Uma das beatas "razões" para que a guerra no Iraque fosse um pecado mortal residia numa espécie de confusão de nomes. Em virtude da macacácia inteligência de Bussssh e respectiva infinita ignorância, teria confundido ambos os dois territórios.

Segundo os trolhas do costume, a guerra correcta deveria ser a do Afeganistão. Eram daí originários os talibans e era para aquele território que as Nações Unidas tinham benzido as "tropas da ONU".

E a berraria durou anos, anunciando-se que o apocalipse naquele território seria resultante do "desinteresse" de Bussssh por aquela luta-a-justa-dita.

O tempo foi passando e, também "por culpa de Bussssh", nunca as "tropas da ONU" foram destacadas para o Afeganistão em quantidade suficiente. E a razão era óbvia. Os "interesses" tinham toldado o escasso discernimento de Bussssh ... ahmmm ... pátátí, pátátá e rebéubéu, pardais ao ninho.

O tempo de Busssh chega ao fim e, naturalmente em virtude da sua infinita cretinice foi incapaz de moldar a legislação americana para se eternizar no poder - coisa que qualquer fulgoroso presidente sul-americano faz sem dar conta.

O santíssimo Obama apresenta-se como espiador de todos os malefícios de Bussssh e vem à Europa marcar o ponto. Nessa "histórica" viagem promete o que "toda a gente sabia" que o empenhamento no Afeganistão seria a solução que tornaria, finalmente, o mundo perfeito.

Evidentemente que o empenho da Europa no Afeganistão nunca esteve em causa porque a Europa é uma coisa e "tropas da ONU" é outra.

Obame ganha as eleições e volta à Europa para levar um chapadão. Não é que os malandros da velha Europa descobriram que Europa é uma coisa e "tropas da ONU" é outra?

Pois o Afeganistão vai aquecendo, o verniz europeu vai estalando e as poucas tropas portuguesas no Afeganistão devem retirar porque, aparentemente, "o que Portugal ganha com isto"?

E isto é mau sinal? Não. Se Portugal é suposto retirar é porque foram, entretanto, descobertos "interesses" e nós, lusos, não queremos neles sujar as mãos. Ao fim e ao cabo a resolução da UNO aponta, como não podia deixar de ser, para "tropas da ONU". Que têm os soldados comedores de feijoca, carapau de gato, torresmos e coiratos a ver com o assunto?

sábado, 2 de agosto de 2008

Enquanto o pau vai e vem, folgam as costas

Esta coisa de vir Hussein Obama II dizer que retirará tropas do Iraque (onde, segundo ele, nunca deveriam ter estado), para as colocar no Afeganistão é música para europeus mas um fardo para os norte-americanos.

Diz o ‘europeu’, em tom de sumidade, que no Iraque há uma intervenção unilateralista e no Afeganistão uma intervenção multilateralista (abençoada pela ONU).

No Iraque há, primordialmente, tropas dos Estados Unidos. No Afeganistão, há tropas de vários países europeus, teoricamente muito empenhados na coisa.

Parecendo as hostilidades substancialmente resolvidas no Iraque, os americanos começam a percepcionar o regresso, mesmo que lento, das tropas a casa. Poderá demorar, mas terão mais hipóteses de chegar quase todos vivos.

No Afeganistão as coisas estão a aquecer.

Na Europa, a culpa do retrocesso da situação no Afeganistão é dos Estados Unidos, por não se terem empenhado suficientemente. Os europeus (dando de barato que tal coisa existe) foram para lá tendo como principal missão saírem de lá inteiros.

[Actualização (imagem) - eu bem me parecia ...]

Vir Hussein propor que tropas americanas sejam deslocadas para o Afeganistão onde, é óbvio, para toda a gente, que a guerra é a mesma, esperar-se-ia que alguma solidariedade fosse devida, pela Europa, aos Estados Unidos, empenhando-se aquela muito mais decididamente no Afeganistão. Mas assim não é.

Hussein propõe aquilo que os europeus querem ouvir, mas que os americanos menos querem: um novo e muito mais profundo empenhamento noutro teatro de guerra.

Talvez faça sentido que Obama se candidate à presidência da comissão europeia.

.

domingo, 13 de julho de 2008

A "crise" não é só económica


No Afeganistão, os guerrilheiros Talibans têm vindo a exercer penosas baixas nas estruturas da NATO que se encontram naquele país. Chegou-se ao ponto de, no último mês, o número de mortes no Afeganistão ter superado o número de mortes no Iraque (que escândalo pá!).

Convém recuar no tempo para perceber aquilo que acontece actualmente por terras Afegãs: em 2001, na sequência dos ataques do 11 de Setembro em Nova Iorque e em Washington DC, o Presidente George W. Bush ordenou a invasão do Afeganistão (com o importante apoio da Grã-Bretanha), para tentar capturar o Saudita Osama Bin Laden, destruir as bases da Al Qaeda espalhadas um pouco por todo o território, por força do apoio dos Taliban à organização e, de caminho, para retirar os Taliban do poder.

O sucesso da operação foi imediato: em pouco tempo as forças ocidentais controlaram a maior parte do território. Para o final do ano, já depois das mais importantes batalhas, a Comunidade Internacional começou a reunir-se para em conjunto com os Estados Unidos da América e a Grã-Bretanha resolver o problema do Afeganistão. A 20 de Dezembro de 2001 surgiu a ISAF (International Security Assistance Forces) que conta, inclusive, com forças Portuguesas.

O grosso dos militares estrangeiros que se encontra no Afeganistão são Norte-Americanos, sendo que os Estados Unidos têm forças não dependentes da ISAF e forças dependentes da ISAF. Os soldados Norte-Americanos são 10000 (já foram 18000), os soldados da ISAF cerca de 53000. 24000 destes soldados da ISAF são Norte-Americanos.

Convém recordar que a ISAF é, actualmente, comandada pela NATO e tem, como principal objectivo, manter a segurança em todo o território Afegão e neutralizar o ainda grande poder dos Talibans.

Ora o problema é mesmo este: o poder dos Talibans, que ainda reúnem apoios de muitos países muçulmanos da região. Vivem do tráfico de droga, especialmente do ópio, sendo que o Afeganistão é a origem de cerca de 95% do ópio ilegal do Mundo. Com o dinheiro da venda deste e de outros produtos, com o apoio de alguma população (forçado ou não forçado) e com o apoio de alguns países, os Talibans têm conseguído recuperar algumas zonas do país, criar sobressaltos noutras e fazer atentados terroristas em cidades importantes.

As coisas andam apertadas há já alguns meses (anos) e têm tido tendência para ficar pior. Não por acaso o Presidente Bush tem vindo a público pedir mais apoio de alguns Estados da NATO, sendo a Alemanha de Merkel um dos visados. Parece que, aqui na Europa, é mais importante a condenação da cada vez mais brilhante operação no Iraque do que o empenho numa Guerra prestes a ser perdida, por força de falta de liderança e empenho. Este é, a meu ver, um dos pontos fracos das operações não-unilaterais: falta de liderança. E, quando existe alguém pronto para a assumir, corre riscos de ser acusado de tudo e mais alguma coisa.

Os teatros de Guerra são diferentes e não existe comparação possível entre o que se passa no Afeganistão e o que se passa no Iraque. Abordagens diferentes, armamento diferente, forças diferentes, empenho diferente, união diferente. Objectivos, na generalidade, iguais. Causas, na generalidade, semelhantes.

É muito importante a ajuda que o povo Afegão quer e necessita. Sim, eles precisam de comida, de água, de electricidade e de outros bens básicos. Mas, sem a segurança que se exige, de que vale a um pobre Afegão ter o que comer se pode ser morto a qualquer instante, se pode ver o trabalho de muitos anos destruído em pouco tempo?

A Guerra do Afeganistão é, na Europa, muito mais consensual do que a Guerra do Iraque. Porque a Europa participa nela. Porque a Europa não se opôs a ela. Porque o Conselho de Segurança das Nações Unidas a legitimou.

Nós, Europeus, enfrentamos hoje em dia um dever que nunca soubemos cumprir verdadeiramente, porque foi sempre deixado, ao longo do século XX, para os Estados Unidos da América.

O próprio João Marques de Almeida, que trabalha com o Dr. Durão Barroso na Comissão Europeia, reconheceu num Encontro Internacional, que as coisas no Afeganistão estão muitos mais negras do que as coisas no Iraque. Gostei especialmente do seu discurso, pois foi muito ao encontro do que aqui vos exponho: de uma Europa não unida, a olhar demasiado para o seu umbigo e a criticar demasiado os outros.

A "crise" não é só económica.

segunda-feira, 30 de junho de 2008

Loureiro dos Santos e o Império

Conheço razoavelmente bem o General Loureiro dos Santos e até já fiz com ele parte dos corpos dirigentes de uma Associação.
Tenho alguns dos seus livros, e outros serviram-me para estudar História Militar e Estratégia, no antigo Instituto de Altos Estudos Militares.
Respeito a sua inteligência e o seu pragmatismo em quase tudo.
É um homem notável que, para além de uma carreira militar como Oficial de Artilharia e de Estado-Maior, foi Ministro da Defesa e Chefe de Estado-Maior das Forças Armadas.
Todavia, quando fala sobre os Estados Unidos da América, e os neocons, o General Loureiro dos Santos, adepto da escola realista, parece ter grandes dificuldades em manter a imparcialidade na análise, apesar de se esforçar visivelmente para não se afastar da honestidade intelectual que o caracteriza.
Os seus últimos livros, que se debruçam sobre as questões do Poder, focalizam-se criticamente nos EUA.
O uso recorrente da designação “Império”, é ela mesmo reveladora do filtro ideológico que distorce as percepções de Loureiro dos Santos, porque tem menos a ver com a realidade do que com a novilíngua neomarxista de Hardt e Negri, que inventaram o “Império”, como suprema diabolização de um poder cuja fase classicamente imperial se esgotou há mais de um século
Os EUA como Império, são um mito sobre o qual recai o ódio ideológico da esquerda mundial.
Basta ouvir Chavez, para perceber.
Loureiro dos Santos perde credibilidade quando usa um termo preciso, numa situação a que ele manifestamente não se aplica, apenas com a intenção de fazer crítica ideológica
É pena!
Mas há mais. Ontem, na RTP-2, Loureiro dos Santos tecia comentários sobre o Afeganistão e os Talibãs. A dada altura disse algo que ele sabe ser uma absoluta mentira: que os talibãs foram criados pelos americanos através dos paquistaneses.
À sua frente havia vários livros, um dos quais (Taliban) era justamente aquela que é considerada a melhor obra sobre os talibãs, escrita pelo paquistanês Rashid.
Nessa obra, Rashid distingue claramente o que foi o apoio americano aos mujaehdin, no tempo dos soviéticos, do movimento talibã, que apenas surgiu muito depois, no meio do caos afegão, como instrumento estritamente paquistanês, quando os americanos já estavam completamente afastados da questão afegã.
Entristece-me que um homem da craveira intelectual de Loureiro dos Santos, perca as referências e se adentre pela mentira fácil, quando o assunto é a América e a sua culpa cósmica.

quinta-feira, 7 de fevereiro de 2008

A minha ida à guerra



Dizem as más línguas que os Talibans foram apanhados com a boca na botija a treinar crianças para ataques suicidas.

Que eles os "educavam" para, a prazo, serem carne para canhão, já se sabia. Mas parece que agora os estão a treinar para distribuir pizzas, perdão, para entrega, enquanto crianças, de bombas ao domicílio. Neste caso os rebentos terão uma mais-valia acessória: serão espoletas das pizas que transportarem (perdoe-me, caro Lidador, a minha incursão em técnica alheia).

Enfim, coisas da alter-civilização alter-capitalista dirá a esquerda, que, em quintal próprio nem para virar pizzas quer ouvir falar em utilizar crianças, mesmo em férias.

Imagine-se que os ditos e aperaltados rebentos começavam a circular na Baixa de Lisboa. PUM! E mais PUM"

Neste cenário, adoraria saber qual a posição da esquerda flori-bélica e da direita sem tomates face ao problema.

Disparar-se-ia?

.

sábado, 2 de fevereiro de 2008

NATO no Afeganistão.

A Alemanha acaba de recusar enviar tropas para o Sul do Afeganistão, e o Canadá já avisou que se não houver solidariedade, poderá retirar do Teatro de Operações.
A duplicidade de alguns membros da NATO relativamente ao empenhamento no Afeganistão, coloca em causa a credibilidade de uma aliança à qual o mundo ocidental deve o maior período de paz e prosperidade da História.
O modo como estes países arrastam os pés no seu comprometimento, está a conduzir a NATO para uma das suas maiores crises, cavando fossos na solidariedade em que se funda, num momento em que o urso russo parece querer despertar da hibernação.
Para além da necessidade de derrotar os talibans, o que se joga ali é a credibilidade da própria NATO. Se falhar no Afeganistão, estará ferida de morte e do facto serão extraídas conclusões que não auguram nada de bom para uma Europa que se imagina já acima da História.
É a certeza de que os outros ajudam quando um dos membros necessita, que mantêm a solidez da organização.
Quando políticos menores colocam em causa este princípio, podem ganhar créditos no imediatismo de uma opinião pública volúvel, mas estão a vibrar machadadas profundas na sua própria segurança a médio e longo prazo.
Uma Aliança Militar cada vez mais desunida, com políticos medíocres dispostos a ceder à ameaça e a aceitar a rendição, reeditando as desastrosas políticas do Império Bizantino, será catastrófica para a Europa.
Os EUA começam a girar o centro de gravidade do seus interesses para o Pacífico, e a olímpica Europa, que pensa que a paz é eterna, gratuita e inesgotável, arrisca-se a perceber, do modo mais difícil, que pode ser devolvida rapidamente ao mundo autêntico, terrível e imprevisível, onde tudo é possível.
Os bárbaros estão sempre à porta!
Somos nós que escolhemos estes políticos. Lamentavelmente quem pagará a factura da nossa burrice serão os nossos filhos e netos.