Teste

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domingo, 13 de julho de 2014

O esplendor do socialismo

Tudo junto: cronies, amigos de cleptocratas, defensores de coisas verdes, reconstrutores do mundo.

Corrupção é isto.

"Actualmente, Manuel Pinho lecciona na School of International and Public Affairs, na Universidade de Columbia, numa cátedra sobre energias renováveis patrocinada pela EDP. Paralelamente, mantém-se vice-presidente do BES África."

...

"Este sábado o semanário Expresso fez manchete sobre o BES desconhecer beneficiários de 80% da carteira de crédito do banco. Segundo o Expresso, o BES Angola terá perdido o rasto a 5,7 mil milhões de euros."

A EDP é hoje o verdadeiro Ministério da Cultura "patrocinando" tudo quanto é artista. A "arte" e a "cultura" de braço dado à mais pura e dura corrupção. Eles acham bem, é uma empresa "boa" de regime.

Corrupção, como diz um amigo meu do centro do país, não é o tosco negócio de ganhar a custas de outro, pela calada. É pura corrupção a que nem permite perceber-se que se entregou a alma ao diabo.

quinta-feira, 10 de julho de 2014

They want absolute control

Monckton:

"Never underestimate the extent to which the left hate the west: they hate the countries that bring them up, they hate the prosperity, they hate the success, they hate the democracy, they hate the liberty, they hate the freedom ... they do not want it, they want absolute control."


domingo, 6 de julho de 2014

Do nunca arquivado desígnio da esquerda: a ditadura do proletaraido

É este, hoje, o desígnio da esquerda, o desígnio do PCP, do BE e do escarro PEV.

É este hoje o destino do Brasil, aparentemente já dificilmente reversível.

Quanto ao PS e em particular o PS-BE, o destino é idêntico mas por via do fascismo: não nacionalizar a propriedade privada (os meios de produção como a esquerda comunista gosta de lhe chamar)  mas controlar toda a economia por via de impostos que retiram ao privado quase todo o lucro, regulamentar ao ponto de retirar ao privado quase toda a hipótese de ter uma ideia e seringar nas escolas o conceito pelo qual o indivíduo deve aceitar graciosamente que o colectivo deve ter prioridade face ao individual.



Ainda quanto ao PS, uma das formas com que pretende perpetuar-se no poder é pela via da 'dádiva'. Dar e distribuir ao ponto de tornar os eleitores dependentes da 'dádiva' para sequestrar o seu voto tornando virtualmente impossível às oposições que não pensem da mesma forma (oposições mas não em ideologia) o acesso ao poder.

Os magalhães foram o mais claro ensaio, rendimento mínimo outro.

Neste último caso, as toupeiras marxistas instaladas no sistema trataram de o aplicar a todos, a torto e direito procurando enquadrá-los em retorcidas interpretações da legislação (o TC faz hoje o mesmo relativamente à constituição). Este tipo de coisa é para eles um "desígnio moral e ético".

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Sobre a pátria do cão de Obama...





... mais três crónicas de Alberto Gonçalves:


O pensamento mágico

Após o heróico 0-4 com a Alemanha, as televisões foram naturalmente à cata de transeuntes frustrados. Encontraram imensos, cada um com a sua justificação para a derrota. Algures em Lisboa, à porta de um daqueles antros que congregavam os militantes do falecido BE, uma rapariga com ar de militante do falecido BE explicava que o pior nem era a goleada: era a goleada perante os alemães e, evidentemente, a sra. Merkel.

Apesar do profundo e até certo ponto indescritível absurdo da opinião, esta esteve longe de ser isolada e circunscrita ao Bairro Alto. Contaram-me que, na Sport TV, o ex-futebolista Carlos Manuel, com um sorriso onde em tempos medrava farto bigode, dissertava antes do jogo sobre a necessidade de vencer a chanceler alemã. O também funcionário da casa Pedro Henriques, que não conheço de lado nenhum e que é o único comentador televisivo que, no futebol e no resto, escapa ao ridículo, informou o sr. Manuel que a sra. Merkel trata de defender os interesses dos seus eleitores, e que teria sido preferível os nossos governantes destes 40 anos procederem de forma idêntica em vez de alimentar bodes expiatórios para a inépcia e a trafulhice.

Do que o País precisava era de um Pedro Henriques em cada esquina. Infelizmente, tal não se vislumbra possível, pelo que convém aceitar a realidade: muitos portugueses não aceitam a realidade. O tipo de cerebelo que julgava vingar as frustrações pátrias num jogo da bola é o mesmo que atribui a terceiros a responsabilidade pelos erros próprios. Por improvável que pareça, havia gente que ansiava por ver no relvado uma compensação face à "arrogância" da sra. Merkel. Sem surpresas, é a mesma gente que decidiu unilateralmente a obrigação da sra. Merkel em patrocinar-nos sem condições. Trata-se, sem tirar nem pôr, daquilo que os antropólogos designam por "pensamento mágico".

O pensamento mágico estabelece nexos de causalidade entre acções ou eventos independentes entre si. Imaginar que a queima de uma madeixa de cabelos implica que o seu antigo proprietário irrompa em chamas é igual a imaginar que um remate certeiro de Cristiano Ronaldo afectaria a economia alemã. Ou a imaginar que a prosperidade da economia alemã é que maldosamente impede o Estado indígena de gastar tudo o que gostaria. Estamos no reino, ou na república, do puro vudu, típico em sociedades primitivas e, pelos vistos, na portuguesa.

A má notícia é que o pensamento mágico é obviamente irrelevante para o mundo exterior. A boa notícia é que pode ser exercido com absoluta liberdade. Se o confronto em Salvador da Bahia não correu bem, nada impede a menina do BE de humilhar a Alemanha numa partida de poker com o Franz do InterRail, ou o ex-futebolista Carlos Manuel de exibir mestria nos dardos contra um retrato do ministro Schauble. Claro que o ideal seria um país capaz de escolher a racionalidade e lidar com as coisas como elas são. Mas isso já entra no domínio do sonho, e convém deixar o pensamento mágico aos especialistas.


O sexo e a idade

Uma Sociedade Portuguesa de Psicologia da Saúde realizou um estudo sobre a implementação da educação sexual nas escolas. Os resultados são dúbios. Por um lado, de acordo com o Jornal de Notícias, "os alunos do ensino secundário gostariam ainda de estar mais envolvidos nas atividades relativas à educação sexual nas escolas, manifestando disponibilidade para serem "mentores, em atividades informativas e formativas com colegas mais novos"". Por outro lado, os alunos em geral sentem-se desmotivados - sempre uma maçada nestas questões - e "criticaram a forma "idêntica e sem progressão" de apresentação" dos assuntos. Vamos por partes.

Desde logo, é bom sinal que os petizes mais crescidos pretendam ser "mentores" (um óbvio eufemismo) dos mais pequenitos no que toca ao sexo. Sempre indicia que a existência dos adolescentes contemporâneos não se esgota na PlayStation e no Facebook conforme se chegou a temer. Pelo menos alguns percebem que, em matéria de possibilidades reais, a Patrícia do 8.º G é preferível a Lara Croft.

Em contrapartida, talvez não se aconselhe ouvir as recomendações de crianças a propósito das disciplinas a sério. No caso da Educação Sexual, que não serve para nada, excepto para preencher horários e convencer pedagogos da sua própria modernidade, o problema não se põe. Mas imagine-se que se passa a ouvir os meninos e as meninas acerca dos conteúdos e dos processos de ensino em Matemática, Física e coisas assim: na perspectiva optimista, arrasa-se num ápice com o que resta da exigência educativa. Na perspectiva pessimista, essa exigência faleceu há muito, pelo que ouvir crianças, pais, tios, sindicatos, professores, tutelas ou os órgãos sociais da Associação Recreativa de Massarelos não faz diferença nenhuma.


A terceira via em "collants"

Ainda haverá alguém com vontade de rir das pantominices de "Tozé" Seguro? Bastou espevitar as ambições do dr. Costa para o ainda secretário-geral parecer, por comparação, um paradigma de sensatez. No início da sua caminhada triunfal rumo ao poder, o dr. Costa, que, segundo artigo biográfico no Público, praticou ballet com os "filhos de operários e de prostitutas", começou por adoptar o exacto vazio retórico do seu concorrente. A estratégia motivou, entre a escassa opinião publicada que não venera o antigo bailarino, acusações diversas, ou sobretudo a acusação de que, salvo pela tez de um e as sobrancelhas do outro, era impossível distinguir o dr. Costa do dr. Seguro.

Alarmado, o ex-colega dos filhos de operários e de prostitutas convocou o staff a fim de adoptar novo plano: se a emissão de vacuidades comuns não funcionava, havia que passar a emitir vacuidades absolutamente tresloucadas de modo a elevar-se acima da concorrência - ou, na pior das hipóteses, abaixo.

O primeiro fruto desta visão revisionista surgiu sob a forma de uma pérola de economia alternativa. De acordo com o dr. Costa, o primeiro-ministro "ou aumenta os impostos para aumentar a receita ou faz corte dos salários para baixar a despesa. Ora, nós não podemos viver neste quadro de opções tão limitado e temos que dizer ao primeiro-ministro que percebemos que ele não sabe sair dessa receita". Por felicidade, "há uma outra receita", "uma terceira via" que Passos Coelho "não sabe, nem quer aprender", mas há que "lhe ensinar": "aumentar a riqueza".

Repito, para que não restem dúvidas: num demi plié arrebatador, o dr. Costa propõe aumentar a riqueza. E é isto que distingue os eleitos. Enquanto a comum cavalgadura se debate com um cobertor que ora cobre a cabeça ora cobre os pés, os que desenvolveram o génio junto da descendência de proletários e marginais arranjam um cobertor maior. Desde a Maria Antonieta da lenda e dos brioches que não se via rasgo assim: para não sermos pelintras basta que sejamos milionários, evidência cujas aplicações são ilimitadas. O cidadão hesita entre a bicicleta e os transportes públicos? É melhor comprar um Mercedes. Férias em Tenerife ou no Algarve? Quinze dias no Sandpiper em Barbados. T0 em Campo de Ourique ou T2 no Cacém? T4 tangencial a Washington Square.

A continuar neste ritmo, o dr. Costa já não irá a tempo de ensinar a terceira via ao pobre dr. Passos Coelho. Mas arrisca-se a conquistar a chefia do PS, a liderança do Governo, um ou dois Nobel e um lugar de solista no Bolshoi.

Gente tonta ...

Foi exactamente o que Sócrates fez, aumentar a riqueza.

Por que não abre António Costa uma empresa, paga bem, paga decentemente e a horas a todos os fornecedores, paga todos os impostos e cumpre toda a regulamentação, sem se pendurar na teta do contribuinte?


"De acordo com o dr. Costa, o primeiro-ministro "ou aumenta os impostos para aumentar a receita ou faz corte dos salários para baixar a despesa. Ora, nós não podemos viver neste quadro de opções tão limitado e temos que dizer ao primeiro-ministro que percebemos que ele não sabe sair dessa receita". Por felicidade, "há uma outra receita", "uma terceira via" que Passos Coelho "não sabe, nem quer aprender", mas há que "lhe ensinar": "aumentar a riqueza".

Repito, para que não restem dúvidas: num demi plié arrebatador, o dr. Costa propõe aumentar a riqueza. E é isto que distingue os eleitos. Enquanto a comum cavalgadura se debate com um cobertor que ora cobre a cabeça ora cobre os pés, os que desenvolveram o génio junto da descendência de proletários e marginais arranjam um cobertor maior. Desde a Maria Antonieta da lenda e dos brioches que não se via rasgo assim: para não sermos pelintras basta que sejamos milionários, evidência cujas aplicações são ilimitadas. O cidadão hesita entre a bicicleta e os transportes públicos? É melhor comprar um Mercedes. Férias em Tenerife ou no Algarve? Quinze dias no Sandpiper em Barbados. T0 em Campo de Ourique ou T2 no Cacém? T4 tangencial a Washington Square."

domingo, 22 de junho de 2014

Dos fascistas e da "saída do euro"

Sairemos do euro (ou ele deixará de ser a nossa moeda) se não conseguirmos acompanhar aquilo que ele implica, nomeadamente a produtividade e a despesa do estado.

A conversa da extrema direita/esquerda relativamente à saída de Portugal do euro, não faz qualquer sentido porque essa malta, defenda o que defender, está-se nas tintas para a verdade ou para a realidade. Uma e outra passam-lhes ao lado, o que lhes interessa é a estratégia subjacente ao que pretendem implantar, a saber, ou o socialismo fascista que mantém a propriedade privada mas pretende pôr e dispor dela a seu bel-prazer, ou, simplesmente, 'prescinde' dela decretando o seu fim.

Claro que, entretanto, por pano de fundo temos a doutrina basicamente fascista da komissão europeia, que em tudo mete o nariz e tudo tem regulamentando pretendendo assim continuar. A sanha reguladora da "europa" já deixou tudo e todos no limiar da paralisia. Qualquer coisa que funcione é susceptível de, algures, levantar protestos (alguém dirá que a vantagem conseguida por alguma qualquer empresa funcional lhe trás inconvenientes por qualquer razão exógena) havendo necessidade(!) de estabelecer o paraíso da morte, tudo regulando até que seja irrelevante que alguém tenha uma ideia.

Quando um socialista fala verdade é pura coincidência de quem nem se apercebe nem com isso está ou estará preocupado. E diz amanhã o contrário do que disse hoje afirmando que essa nova posição foi a que sempre teve.

domingo, 15 de junho de 2014

Os sapos cozem-se vivos, devagar

O que os marxistas fazem hoje (BE, PCP, o escarro Os Verdes e o PS-BE) por onde podem e um pouco por todo o lado, especialmente nas democracias onde a todos convencem estar a dita bem sedimentada:

Numa primeira fase encrencam o regime ao ponto de conseguirem condicionar pelo menos uma legislatura. Com a colaboração de militantes (da ideologia, não necessariamente do partido) especialmente bem colocados (no TC, por exemplo), limitam a acção do governo para, "provarem" que não há alternativa.

A seu tempo apresentam-se como salvadores da pátria.

Entretanto, outras lutas internas, entre marxistas, limpam o caminho aos mais fascistas e, logo que possível, soltam a máscara de fascistas e revelam a de comunistas. Deixam de ser movimentos que  toleram a iniciativa e propriedade privadas (fascistas), muito embora tudo façam para mandar em tudo quanto é privado (regulamentação e impostos), para se transmutarem em movimentos que 'prescindem' da propriedade privada transferindo, a decisão sobre a posse dessa propriedade para komités religiosamente mantidos pelo partido hegemónico que sobreviver à refrega.

Ponham os olhos no Brasil e está lá tudo.

Leiam o que escreve Olavo de Carvalho e aprendam. Ou aprendem ou perderão por falta de comparência. Aquela gente, pestilenta, trabalha a longo prazo. É devagar que se cozem sapos vivos.

No Brasil, o racionamento de água de malvas


A implantação, no Brasil, pela president'a' Dilma Rousseff, da ditadura do proletariado, está a gerar ... revolucionárias sinergias. Dedicatórias não lhe têm faltado.


Os fascistas grandoleiros do ISCTE devem andar roídos de inveja.

sábado, 14 de junho de 2014

BIG NEWS Part I: Historic development — New Solar climate model coming

Que o lugar da ciência seja ocupados por cientistas e não por marxistas.
David Evans’ ground-breaking work is a devastating new approach to the climate question. I have been lucky enough to observe the development of this project, and am full of admiration for both Jo and David for their dedication to carrying out a breathtaking research project with no financial reward, simply because it so desperately needed to be done. Let this be the last nail in the coffin of climate extremism. I hope that, as a result of this work, David will be properly recognized by the Australian Government, which – unlike its unlamented predecessor – is open to the possibility that influences other than Man are the principal drivers of the climate. David’s work is heroic in its scale, formidable in its ingenuity, and – as far as a mere layman can judge – very likely to be broadly correct. One should not minimize the courage of David and Jo in persisting unrewarded for so long in what was and is a genuine search for the truth, starting not from any preconception but from that curiosity that is the mainspring of all true science. I wish this project well and congratulate its justifiably proud parents on its birth.

– Thank you Christopher– says Jo.

(Monckton stayed with us in March 2013 and was one of the first to see the developing model. We all got quite caught up in the excitement.)

Todos contra tudo menos contra nós


O passo seguinte só pode ser a instauração da ditadura do proletariado (em marcha). Uma polícia política, esquadrões de execução e desaparecimento, enfim, habilidades dos defensores da pureza da revolução. Nunca foi de outra forma noutros locais.

Se não for possível abortar hoje o processo, segui-se-há uma noite de repressão que pode manter-se indefinidamente ou ser placada por um golpe militar ou uma intervenção estrangeira.

Claro está que sabemos que os "defensores do povo" irão apontar culpas da resultante encrenca aos que correrem com eles.

Já hoje, por cá, é assim e por muito menos. Anda por aí um zote a bramar das benfeitorias de um tal abortado PEC-IV.

sexta-feira, 13 de junho de 2014

República proletária do Brasil

Pensam que isto veio da cabeça de Dilma? Não veio. Dilma, neste processo, é um fantoche de Cuba. Isto brota das luminárias cubanas, eternas kamaradas do PCP.


Tal como de há muito aqui foi previsto:

Socialismo acaba invariavelmente assim:

E lembram-se da quantidade de especialistas que foram ao Brasil e disseram da coisa maravilhas? Ainda não há muito tempo o professor Marcelo Rebelo de Sousa, comentador universal especialista, lá foi e só viu maravilhas.

O socialismo tem mais seguidores do que pode parecer.

Dos abortistas contracetivos.

Comentário que deixei por aí, em local onde devo manter mais compostura.

Relativamente a dinheiros, os credores concederam-nos dinheiro que teremos que pagar não sabendo como.

No ensino, foi concedida aos alunos uma prova. De que está o PSD à espera para enterrar o sinistro AO? Teremos que ser todos espe(c)tadores responsáveis por mais uma encrenca aplicada a uma geração? Viremos nós a ser espetadores, toureiros, de gente que ficará a braços com mais uma e fresquinha conquista de Abril? Por mim não gosto de touradas, destas ou das outras e escrevo Abril com maiúscula não só por motivos religiosos mas porque foi Abril que me deu possibilidade de cascar em quem penso ser necessário. Os socialistas odeiam Abril, preferem o abril em que eles tudo mandam.

quinta-feira, 12 de junho de 2014

Um professor liberal no ensino público

R. Penny *, publicado no Instituto Liberal

O relato pessoal de um professor de História da prefeitura de São Paulo que revela o caos e o domínio esquerdista na educação pública brasileira

Sou professor concursado. Funcionário público. Tenho estabilidade e só posso ser exonerado se aprontar algo cataclísmico. Recebo rigorosamente em dia, sou crivado de benefícios trabalhistas, posso faltar quando quiser sem ser incomodado e não tenho de apresentar resultados. Ao final da carreira gloriosa, terei direito a aposentadoria integral.

Sobrevivi à dominação comuno-petista e à coação explícita das esquerdas terroristas na universidade.

Formei-me em história, o maior reduto “intelequitual” da corja. Não tive uma mísera aula sobre História Medieval ou uma definição político-social do Império Romano. Era apenas doutrinação marxista. Qualquer postura liberal era rechaçada de imediato pela maioria estridente.

De posse do canudo, passei num concurso, para, literalmente, buscar “endireitar” um pouco o ensino de História, atualmente agonizando nas mãos dos guevaristas.

Leciono para 6° e 7° anos do Ensino Fundamental numa escola na periferia paulistana, reduto que se considera acarinhado pelo PT por receber o assistencialismo comprador de votos do partido. Tenho quórum constante. Meus alunos não faltam nem sob chuva de enxofre com medo de perder o benefício do leite ou o bolsa-família. A presença maciça é um ponto positivo, mas seria melhor se ao menos trouxessem o material escolar (que receberam integralmente da prefeitura). Anos de permissividade e tolerância à indisciplina os tornaram imunes aos poucos mecanismos de controle que tenho. Damos o material, mas não podemos exigir que o levem. Damos o uniforme, mas não podemos impedir que entrem se estiverem sem ele, e em tempos de funk ostentação, o desfile fashion se torna inevitável. O Estatuto da Criança e do Adolescente os garante. Não há fator que posso impedir o Acesso e Permanência.

E isso os alunos aprenderam. Podem não ter aprendido a decompor frações, a enumerar a herança filosófica grega e a conjugar o futuro do pretérito, mas aprenderam que, perante a lei, são inimputáveis.

Alunos me xingam e me afrontam porque represento a autoridade que eles aprenderam nas manifestações recentes a repudiar, vendo a polícia apanhar nos protestos e ainda ser considerada a culpada por isso.Fui recentemente ameaçado de ir parar “na vala” por ter erguido minha voz com um aluno. Não sou “melhor do que ele” para querer impor minha vontade. Palmas para Paulo Freire!

Não há livros didáticos para os trinta e cinco alunos de cada sala. Por ser material compartilhado, há nas páginas pichações toscamente grafadas, com xingamentos e palavras de baixo calão, com crassos erros de ortografia.

Sou orientado a usar o livro deteriorado, mesmo sendo uma tranqueira escrita por prosélitos de Fidel. Outros materiais de apoio não podem passar disso, textos de apoio, comprados com meu dinheiro. A escola não tem condições de tirar cópias a meu bel-prazer. A verba da escola tem outros importantes destinos. Não está sujeita aos meus caprichos pedagógicos e ideológicos.

Há um laboratório de informática excelente. Não posso reclamar. O professor responsável é formado em geografia. Não tem preparo. Fez dois cursos na Diretoria Regional de Educação, ministrados por alguém que deve saber menos que ele e não consegue orientar-nos a como usar o ambiente. Os alunos usam o laboratório como lan-house. A burocracia para usar o equipamento para, por exemplo, fazer uma pesquisa em sala sobre os benefícios da Revolução Industrial é desalentadora. Querem que os alunos fiquem com a opinião do livro. Foi a Revolução do Capitalismo Perverso e Assassino.

Na sala dos professores a situação é ainda mais inominável. Num quadro de avisos um aviso de greve “eminente”. Sei que a categoria presta histórica reverência ao “grevismo”, não obstante, o erro ortográfico, em tal ambiente, deveria ser imperdoável. Não conhecem a diferença entre “iminente” e “eminente”, nem o contrassenso crasso que é um funcionário público concursado, prestador de um serviço essencial, entrar em greve para questionar o salário que aceitara ao ler o edital, prestar o concurso e tomar posse do cargo.

Recebemos “formação” diária. Oito horas-aula por semana a mais no holerite. É o momento em que os educadores se reúnem e atualizam-se. Mostram as fotos da viagem de fim de semana que postaram no “face”, fazem pedidos nas revistas “Avon” e “Natura” que proliferam-se no meio mais do que qualquer livro de pedagogia. Entre uma ação pitoresca e outra, motivos de greve são aventados, afinal, ninguém é de ferro.
O representante do sindicato aparece mais vezes na escola que o supervisor da Regional. Também cumpre seu “papel” de forma mais efetiva. Há sempre a possibilidade de um novo levante irromper se um abono, benefício ou exigência da “categoria” não for acatado.

O Conselho de Escola, como propagam orgulhosamente, é soberano. Toma as decisões que ditam o rumo das verbas. Definiu a compra de um telão para a Sala de Leitura. Agora, graças ao Conselho, os alunos entram na sala, onde há oito mil livros, para assistir comédias de gosto discutível e animações da Disney. A professora de Sala de Leitura sorri e não esconde que a situação melhorou muito. Agora ninguém tira os livros do lugar e lhe dá trabalho extra. Os oito mil livros, adquiridos às expensas dos contribuintes, estão protegidos da ação dos desavisados que poderiam cometer a temeridade de querer lê-los. Estão agora onde querem que estejam: adornando prateleiras.

Em flagrante desrespeito aos alunos frequentes, se um desaparece por seis, sete ou mesmo oito meses inteiros, devo proporcionar a ele a oportunidade de fazer um (!) trabalho de compensação que apague suas faltas. O trabalho, me explicam os superiores, não deve ser difícil demais. Apenas uma documentação para o prontuário que garanta a promoção do aluno para o ano seguinte, sem ter frequentado este. E lá vou eu, passar de ano, rumo ao Ensino Médio, um analfabeto que me imprimiu uma página da wikipedia e colocou o primeiro nome em cima, em garranchos de letra de forma, já que ele não aprendeu a cursiva e foi promovido mesmo assim.

Chega a reunião pedagógica bimestral e lá vamos nós, receber um pouco mais de “Paulo-Freirezação”. Tudo de acordo com a cartilha. Nós fingimos que ensinamos e eles fingem que aprendem.

Mas tudo bem. Temos estabilidade, aposentadoria integral e, claro, greves bienais que aumentam nossos benefícios regularmente.

* Professor de História

segunda-feira, 9 de junho de 2014

A Alemanha vai para o fracking

A "europa" começou por fazer propostas à Ucrânia que sabia não poder honrar e fazer emergir o velho ódio que os ucranianos nutrem pelos russos por lhes terem aplicado a grande fome.

Armada a confusão "descobrem" que estão na mão dos russos e ... aceitam o fracking.

Nada há de 'melhor' que encontrar um culpado para as decisões que têm que ser tomadas ... nem que tenham que espezinhar os vizinhos. Chamam a isto a "europa do social".

Nivaldo Cordeiro: a sovietização do Brasil

Do traidor Obama

sábado, 7 de junho de 2014

Timoneiros esquerdalhos e tráfico internacional de estupefacientes



Muita atenção a esta história. O esquema seria este: As FARC enviavam droga a Itália, a mafia pagava localmente a uma brasileira que já foi engavetada, a Petrobras pagava às FARC e o dinheiro depositado pela mafia na europa ficava às ordens do PT (Brasil).

A polícia italiana topou e o estado brasileiro teve que se mexer ou iria passar a ser classificado como organização pivot de traficantes (como o estado guineense).

segunda-feira, 2 de junho de 2014

Esclavagismo

... é claro que este assunto precisa ser muito bem esclarecido porque não é esclavagista apenas quem detêm posse de pessoa humana.



 [Video]
Os médicos cubanos chamados a trabalhar em Portugal recebem um terço daquilo que é pago a qualquer clínico português que exerça as mesmas funções no Serviço Nacional de Saúde. Mas cada um custa quatro mil euros mensais ao Estado português, 80% do dinheiro segue diretamente para o regime de Havana.
 Entretanto, Luís Lavoura verteu, na origem, o seguinte comentário:
Eu conceberia o título deste post num blogue socialista, mas aqui…
Vejamos, não é este negócio totalmente voluntário, da parte de todas as partes envolvidas? Os médicos cubanos não estão, creio eu, a trabalhar obrigados…
Há também que ter em conta que os médicos cubanos tiveram a sua formação académica paga pelo Estado cubano. Podemos dizer que os contribuintes cubanos emprestaram aos médicos dinheiro para eles se formarem. Não é justo que agora esses médicos sejam forçados a devolver, com juros, aquilo que os contribuintes cubanos lhes emprestaram?

(Ademais, deve haver um erro numérico. Se 80% dos 4000 euros segue para Havana, só sobram 800 euros para os médicos. Duvido que alguém possa viver em Portugal, pagando aluguer de casa, com tão pouco.)

... deixei, entretanto, o seguinte comentário:

O que o Lavoura está a dizer é que os pais devem apresentar aos filhos a factura do que gastam para os criar, e devem mantê-los aprisionados até que paguem. E isto no bicho do “social”. O que faria se não fosse.

Não se percebe porque não reclamam que os emigrantes sejam obrigados a pedir autorização ao estado português para emigrar e que seja obrigatório ser o estado a negociar as condições … com a devida ‘comissão’.

Nem Salazar foi tão longe (evidentemente).

ADENDA

Após várias tentativas, consegui apenas deixar mais um comentário. Tentei outros mas não aparecem.

Aqui fica o meu último:

[mais uma tentativa para deixar um comentário]

Não. Não é esclavagismo porque a pessoa tem liberdade de escolher. De outra forma, qualquer contracto seria esclavagismo. Esclavagismo é ser-se obrigado a trabalhar pelo preço estipulado pelo estado, ficando o estado com o que entender, sem que o próprio tenha uma palavra a dizer para além de ficar engaiolado na ilha.

[Como dizia há pouco mas não 'ficou',]

... claro está, que nos defuntos paraísos socialistas ainda iam mais longe. Enviavam os seus melhores aos Gulags para os melhorarem ainda mais e assim melhor servirem a "sociedade" ... que nunca teve, como a cubana não tem, hipótese de declarar que querer ser servida desta forma.

Naturalmente que não só os escravizados são escravizados como as suas famílias são mantidas como reféns. Mesmo assim, alguns, dão o grito do ipiranga. Muito embora o regime tente então cobrar às famílias, elas preferem aguentar para que um dos seus possa sair da prisão. É por isso que toda a sociedade, livre ou não, almeja o melhor para os seus e está disposta a sacrifícios para o conseguir. Só nos paraísos socialistas e marxistas o estado é dono dos "cidadãos".

sábado, 31 de maio de 2014

A Subversão nos Países-alvo da Extinta URSS - Yuri Bezmenov (Palestra Completa)


Da festa dos proletas da bolota e da papoila

Irá voltar a haver uma cimeira FARC/PCP na próxima Festa do Avante? E para negociar o quê?

Chris Thile - Bach: Sonata No. 1 in G Minor, BWV 1001 (Complete)


Da incontornável corrupção na EURSS


O Tribunal Constitucional perdeu a “bússola orientadora”

Quando se pretende que a realidade se coadune à papelada, a "bússola" avaria-se.

O disparate é patente:

1 - O princípio da confiança não pode ser ofendido.
2 - Não há dinheiro para que o princípio da confiança possa ser mantido.
2 - Em caso de dúvida, recomeçar no ponto 1.

Led Zeppelin When The Levee Breaks by Zepparella


terça-feira, 27 de maio de 2014

A banha da cobra de António Costa

A luminária, que tanto tem tornitroado contra a incapacidade do governo em entalar a troika, são balbuciou uma sílaba contra os fascistas do komissariado da EURSS neste caso.

Das toupeiras do BE.

João Galamba, uma das toupeiras do BE dentro do PS, pretende que não se perceba que uma das partes de que ele fala já está morta e apenas continua, embora mortal, na qualidade zombie. Morreu com a queda do muro de Berlim.

Foi, aliás, este cumprido desígnio de infiltração que fez com que Louçã se tivesse afastado.

Enfim, coisas do mundo do infeccioso.

segunda-feira, 26 de maio de 2014

Das estufas da proclamação

Nem os fascistas cripto-comunas da CGTPCP nem os do BE têm ainda uma posição-marabunta oficial para aplicar em blogs e Facebook? Ainda estarão a pensar se é apropriado ou contraproducente chamar à "nova ordem europeia" tudo aquilo que eles próprios são?

E as zenitais Edite Estrela e Ana Gomes, ainda não proclamaram a ressurreição do Maio de 68 na França dos luminescentes desígnios?

Ainda ninguém apontou o dedo ao "aquecimento global" como fonte dos desaires das forças progressistas  e impulsionadoras da "europa" do social?

A Marina

Para além da parvoeira dos media, quem é afina esta mulher e a Frente Nacional? Continua ela tão anti-semita quanto o pai dela ou apenas tanto quanto a trauliteira esquerdalha portuguesa?


Who are you, mr. "President"?




sábado, 24 de maio de 2014

UKIP: poderiam eles fazer um jeito à malta e abrir cá uma delegação?


O fascismo da "europa"

Do ponto de vista da liberdade (ou falta dela) de se exercer uma profissão ou uma actividade, o regime "europeu" é fascista e Portugal não escapa. O regime é fascista e este fascismo é uma "conquista" dos socialistas com envergonhado protesto da direita.

Existe uma figura chamada via pública. A via pública é usável por todos, todos são dela guardiões cabendo ao estado, por cobrar impostos para esse fim, cuidar dela especialmente. A via pública tem vindo a ser paulatinamente estatizada, passando a ser um recurso do estado cobrável ao cidadão.

Soube recentemente que um caramelo foi multado pela Câmara Municipal de Lisboa por estar a tocar guitarra na via pública. Não era um problema de ruído, não era um problema de estar a estorvar ou a atrapalhar alguém, era um problema de taxas. Não tinha pago a devida taxa de ocupação de espaço.

Voltando às profissões em geral, a GNR pergunta hoje, paulatinamente, onde estão as guias de circulação ou as facturas de um saco de ração para coelhos que seja transportado num carro particular de quem tenha uma coelheira*. É, evidentemente, uma intromissão de um estado fascista na vida de cada um e, neste caso, a GNR é a ferramenta de aplicação do ideal fascista.

O curioso é que o esquerdalho gosta de referir frequentemente que no tempo de Salazar, para se ter isqueiro era preciso ter-se uma licença. Pois, a esse respeito, o estado fascista de hoje ultrapassa por uma montanha o fascismo de Salazar.

Para quando a aplicação de impostos directos sobre a actividade de um particular que resolve cuidar do seu jardim? Fácil será "argumentar" que ele está a fugir de pagar os impostos que um jardineiro contractado teria que pagar. Quando faltará para se ter que trazer constantemente as facturas de compra do vestuário que se usa?

Para quando a proibição de troca de sementes entre pessoas que cultivam abóboras? Para quando? Essa já está na legislação.

Para quando a cobrança de taxas por se estar a conversar na via pública? Ou ... a pensar na via publica. Virá esse acto de conversar ou pensar na via pública poder a ser "indiciado" como crime de actividade económica por ser exercida ao arrepio de impostos?

Já não chega controlar-se todo o transporte de sacos de ração, desde a fábrica até ao lojista, será também necessário "provar-se" que o que o logista comprou e vendeu, cobrando e pagando impostos, será utilizado para se alimentar galinácios cujos ovos ... comidos pelo dono dos galinácios, terão que ser objecto de estatística susceptível da aplicação de impostos por poder ser coisa encarável como manobra para fuga ao pagamento dos impostos que o estado arrecadaria se os ovos fossem comprados no supermercado?

O marxismo está hoje a ser implementado por uma simbiose entre cozedura lenta de sapos e implementação de medidas fascistas. O estado em tudo manda, em particulares ou empresas, até que tudo fique abafado ao ponto de se tornar "necessário" que o estado actue ainda mais directamente ew em tudo. Toda a actividade é regulada e controlada pelo estado, estando a chegar-se ao ponto em que trabalhar-se ou não é irrelevante por se ficar com exactamente o mesmo: a assistência "propiciada" pelo estado galopantemente falido.



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* No caso em questão, a pessoa referiu que já tinha comprado antes o saco, que por já não precisar dele o ia oferecer a um familiar, mas que o familiar não estava em casa. A GNR torceu o nariz mas comeu. Havia facturas mas a intromissão fascista era tão evidente que houve que usar uma apropriada técnica.

sábado, 17 de maio de 2014

Das beatas esquerdalhas e do clube da sangrenta irmandade

Não é por acaso que a esquerdalha nutre um tão ilimitado ódio a toda e qualquer religião que conviva com a liberdade. Ela, esquerdalha e respectiva tralha teórica, pretende ser encarada dogmaticamente, em substituição às religiões que ao longo dos tempos conseguiram ir-se enquadrando na liberdade.

"My mind is clearer now
At last, all too well I can see
Where we all soon will be

If you strip away
The myth from the man
You will see where we all soon will be

Jesus, You've started to believe
The things they say of you
You really do believe
This talk of God is true

And all the good You've done
Will soon be swept away
You begun to matter more
Than the things You say

Listen, Jesus I don't like what I see
All I ask is that You listen to me
And remember, I've been Your right hand man all along
You have set them all on fire
They think they've found the new Messiah
And they'll hurt You when they find they're wrong

I remember when this whole thing began
No talk of God then, we called You a man
And believe me, my admiration for You hasn't died
But every word You say today, is twisted 'round some other way
And they'll hurt You if they think You've lied

Nazareth's your famous Son
Should have stayed a great unknown
Like His father carving wood
He'd have made good, tables, chairs and oaken chests
Would have suited Jesus best
He'd have caused nobody harm no one alarm

Listen Jesus, do You care for Your race?
Don't You see we must keep in our place?
We are occupied, have You forgotten how put down we are?
I am frightened by the crowd for we are getting much too loud
And they'll crush us if we go too far, if we go too far

Listen, Jesus to the warning I give
Please remember that I want us to live
But it's sad to see our chances weakening with every hour

All Your followers are blind, too much heaven on their minds
It was beautiful but now it's sour, yes it's all gone sour
God Jesus, it's all gone sour

Listen, Jesus to the warning I give
please, remember that I want us to live
Come on, come on, listen to me
Won't you listen to me?"



Quanto às religiões que odeiam a liberdade, a esquerdalha com elas convive pacificamente. É o clube da sangrenta irmandade.

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Bom seria se a rataria se atirasse ao mar ... mas eles andem aí ...

Parece que para os lados do PS e restantes forças fascisto-esquerdalhas se chora pela finalização do resgate I, a falta do garantido resgate II, a falta do garantido resgate III, o chumbo do garantido resgate IV...

Entretanto, segundo os mesmos idiotas, tudo se resolveria com o PEC IV.

No Brasil, socialismo:


sexta-feira, 25 de abril de 2014

Passatempo revolucionário

Para além da instituição de liberdades individuais, sistematicamente tentadas pôr em causa pela eterna esquerdalha, que viragem se produziu de 74 para cá?

As sufocantes corporações do velho regime desapareceram? O que não faltam são sufocantes e fascistas ASAEs (incluindo aquela coisa chamada "komissão de komissários europeus") para que toda e qualquer iniciativa de cidadãos (os do bicho estatal tresandam a anti-cidadão) seja arrasada.

Para que "Abril se cumpra" falta que Portugal se liberte do paquidérmico e anquilosante monstro chamado estado, seja ele o nacional ou o soviete dos komissários.

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Comentário que deixei no FaceBook de Ramiro Marques:

Contas públicas equilibradas é apenas o primeiro passo. Manter as coisas ao nível actual de despesa, mesmo que a défice zero, apenas perpetua um equilíbrio instável.

Há que libertar Portugal do peso do estado e respectivas instituições anquilosantes da iniciativa de cada um.

... e há ainda aquela coisa chamada "europa", com a sua kamarilha de komissários ...!!!

Portugal não é o estado, o estado é apenas uma importante embora perigosa instituição de Portugal.

Portugal será aquilo que Portugal quiser, o estado será aquilo que Portugal quiser. O estado que Portugal tem tido até aqui, é um estado-garrote, este por estar cheio de "especialistas" em vontade alheia, o velho por ter um particular especialista em vontade alheia.

quinta-feira, 17 de abril de 2014

OS VAMPIROS NADA PODEM CONTRA BOLOS FINTOS E AMÊNDOAS



Publicado há pouco no Ablogando:

Caros/as confrades e amigos/as

   Na tradição, claro, eram flores de alho e rosas brancas. E os monstros tradicionais, literários ou doutra área incluindo a quotidiana, ficavam apardalados!

   Digamos desta forma. O que eles sentiam era um incómodo muito salutar (para os que eles queriam morder, claro, que para eles era uma apoquentação que, em geral, antecedia a picada da proverbial estaca de madeira bem no centro do meio do coração (que não tinham?).

  Mas os tempos, mesmo os literários ou de outras áreas...de retórica romba, mudaram. Ainda que não para melhor. E, vai daí, os antídotos contra a tropa vampiresca também diversificaram o seu cunho, a sua estrutura resistente.

  E é aí que entram as amêndoas, os bolos fintos, o coelho de cachafrio e o anho assado da minha região, as outras coisas todas, saborosas e delicadas, das regiões de cada um. 

 Festejando, fruindo, ora pois não, a Festa. A festa de cada um com aqueles que nos são queridos.

  E - querem crer?! - já que estamos em tempos de Páscoa e a alegria da confraternização nunca eles nos conseguirão tirar  (o que a vampiragem menos gosta é de gente determinada a não se quedar macambúzia, descoroçoada, inerme frente ao temporal destino duma pátria madrasta) insistamos em nos mantermos aprumados, vivos e ao alto pois, como dizia Teófilo, "não basta que se esteja na posição vertical, é preciso manter-se nela".

  Nesta altura, desta natural e específica maneira. E alma até Almeida!

  Muito Boas Festas vos deseja o vosso, com os proverbiais abrqs e bjh

ns


PÁSCOA


1.Vem dos tempos antigos a voz desse tempo - antigos para mim, do meu tempo e não da História: era eu que levava ao forno da padaria do senhor Júlio que fumava de boquilha e tinha um dente de ouro (padeiro fino, não sei se me entendem) as latas com os bolos-fintos e as "enxovalhadas" ou boleimas que a Mãe e a Mana artilhavam com saberes de magas.

  Eu não sabia que era feliz. Só sabia que naqueles dias, naquele tempo de férias da escola, me davam amêndoas, me davam bolinhos doces, me davam alegrias e o Pai até umas suaves moedinhas...

  Eu não sabia que era feliz - e na sexta-feira às 3 da tarde soava o apito da fábrica e isso assinalava que alguém, há muito tempo, morrera de morte triste numa terra do Oriente. E sentia-se um estranho silêncio enquanto o apito soava. E eu sentia um frémito porque eu gostava desse alguém que há muito tempo morrera - sem me preocupar se ele era isto ou aquilo.

  Era um estremecimento, digamos um abraço solidário que ia de mim para ele, porque eu era criança. Ou seja: tinha tantos séculos!

  E não sabia, nessa altura, muitas coisas - só um poucochinho, um poucochinho mais do que sei hoje.


2. Ao longe a serra, ao longe como os tempos que passaram. Tempos de páscoa, serras de páscoa, recordações de momentos que depois preencheriam dias e lembranças.

    Amêndoas, bolos desta terra e daquela, festarolas tradicionais? Sim, isso tudo. E o mais que a emoção dá, que é ir-se vivendo com um resto de inocência e de fraternidade vital.

    Dentro de nós, fora de nós: para nós e para os outros - que também tiveram/terão o seu tempo de maravilhamento e nostalgia.

Nicolau Saião, Ecce Homo, vitral