domingo, 10 de Agosto de 2014

Islão em apertos e em autofagia

Na "Palestina" como pelo resto do Médio Oriente onde há pancadaria, está apenas uma coisa em jogo: abater todo o que não segue o Islão. Israel é apenas o alvo que está presente por não ser possível atacarem longe dali. Em África, onde os poderes são fracos, o Islão ataca com o resultado que se conhece.

Não há "causa palestiniana" a não ser na cabeça de tótós. O Hamas está-se nas tintas para os palestinianos porque para eles tudo é carne para canhão ... desde que abatam o infiel e, o infiel, é todo aquele que não segue à risca os preceitos do Islão.

Todo e qualquer muçulmano que se afaste do islamismo radical é equiparado a cães e sofre o mesmo tratamento que os cães.

Entretanto, o Médio Oriente já não é fonte determinante de hidrocarbonetos porque fora dali foram descobertas gigantescas quantidades de reservas um pouco por toda a parte, ao ponto de haver hoje reservas para 500 anos. Já não podendo manipular o preço do petróleo, não há entrada suficiente de dinheiro para alimentar sociedades que se habituaram a viver, directa ou indirectamente, dos proventos da exploração (alheia porque não lhes passa pela cabeça trabalhar). Estão agora no terreno múltiplas guerras, guerrilhas e escaramuças em que cada grupo nata indiscriminadamente para conseguir deitar a mão ao dinheiro que ainda vai entrando.

Depois há os imbecis que debitam as catilinárias esquerdalhas e anti-semitas sem qualquer ligação à realidade. Uns são apenas estúpidos, outros idiotas úteis, outros vigaristas.

...

Continuo com a forte impressão que o ocidente intervém no Médio Oriente apenas para restabelecer o equilíbrio das forças em conflito de forma a perpetuar as múltiplas guerras que, entre muçulmanos, vão estalando por toda a parte.

Na Faixa de Gaza o ódio ao não muçulmano é corporizado agredindo a única sociedade livre, democrática, ocidental, multi-religiosa que por aquelas paragens existe: Israel.

quinta-feira, 7 de Agosto de 2014

A tradição ainda é o que era




Por isso, mais uma vez deixo que Alberto Gonçalves fale por mim.


Um verão português


Para um país cuja actualidade é tão pateta durante o ano inteiro, seria de esperar que a silly season portuguesa não se distinguisse das temporadas restantes. Gloriosamente, distingue-se: o nosso Verão consegue elevar o ridículo a níveis desconhecidos para cá da Venezuela, onde "um passarinho" acaba de contar ao Presidente Maduro que Hugo Chávez - o "grande profeta" - se sente "feliz".

Ele é a passagem à "clandestinidade revolucionária" do Partido da Nova Democracia na Madeira, embora que se saiba ninguém, incluindo os cidadãos com direito de voto, persiga a referida agremiação. Ele é a "praia urbana" no centro de Lisboa. Ele é a "pipa de massa", o termo técnico utilizado por Durão Barroso para explicar a próxima vaga de fundos europeus. Ele é o "génio do Euromilhões" que descobriu que a multiplicação das apostas aumenta a probabilidade de sucesso e nem assim arranja 500 euros para ir aos EUA apresentar a boa-nova. E ele é o presidente de uma Federação Portuguesa de Cicloturismo, que quer os automobilistas a pagar os acidentes provocados pelos ciclistas (ou apenas os acidentes de autoria duvidosa, as notícias não são claras).


O caso do senhor José Caetano merece atenção redobrada. Segundo este repentino herói da classe operária, quem anda de bicicleta fá-lo por falta de dinheiro para um carro, um passe social ou, lá está, um vulgar seguro de responsabilidade civil (cerca de 25 euros, pelas minhas pesquisas). Como é que semelhante desgraçado foi capaz de comprar uma bicicleta é mistério que me escapa. Mas essa não é a questão levantada pelo senhor José Caetano. A questão é a necessidade de constatar com urgência que todos os condutores de automóveis são uns nababos arrogantes e empenhados em estraçalhar os sucessores de Eddy Merckx que se lhes atravessem à frente. A questão é a presunção da inocência dos que têm menos, ou dos que aparentam ter menos.

Razão tinha Enver Hoxha, que por via das dúvidas pôs os albaneses em peso a pedais. Na falta de regime tão justo, Portugal debate-se com os ressentimentos decorrentes da desigualdade, os quais levam o milionário do Hyundai a maltratar o pobre que sprinta na contramão e, para cúmulo, a exigir o arranjo do pára-choques. No fundo, é a lengalenga do Brecht, do rio e das margens revisitada. E é a luta de classes em versão Código da Estrada. Certo, certo é que as massas se agitam e a revolução não tarda. Só se atrasou um bocadinho porque de bicicleta as massas demoram a chegar.




"Gays" pela Palestina: a sério?


Três mil pessoas protestaram junto à embaixada de Israel contra a "ocupação sionista", o "massacre da Palestina", o "genocídio de Gaza" e o "estado terrorista" que "mata mulheres e crianças".

Curioso. Haverá em Lisboa dezenas de embaixadas de regimes de facto terroristas que ocupam ilegalmente territórios, praticam massacres e arremedos de genocídio e assassinam mulheres e crianças. Porém, nunca nenhum desses edifícios é incomodado com aglomerações de ociosos aos gritos. À primeira vista, ou os indignados profissionais só se preocupam com as vítimas árabes ou com os "crimes" israelitas. À segunda vista, fica claro que, como as matanças de sírios, líbios ou palestinianos "dissidentes" não merecem um resmungo, o problema é apenas com Israel. Deixo à imaginação, ou às recorrências da história, a tarefa de perceber porquê.

Mas não falemos de coisas tristes. Na manifestação em causa, além dos lencinhos fedayin e geral parafernália típica destas pândegas, exibiu-se pelo menos um sujeito com a bandeira do arco-íris, marca do "orgulho gay". Não imagino nada tão peculiar quanto a defesa do Hamas através de um símbolo que o Hamas pune com prisão, tortura e, quando calha, execução. Já que os indignados profissionais gostam de comparar a invasão de Gaza ao Holocausto, seria o mesmo que um apoiante de Hitler ostentar a estrela de David nos comícios do Deutschlandhalle. Seria, não: é.

quarta-feira, 6 de Agosto de 2014

A conciensia sosial

Excelente:
A ortografia é um resquício fascista que oprime o livre arbítrio da interpretação individual. Apesar do enorme esforço do acordo ortográfico – aquele que permitiu alargar para 4 ou 5 as possibilidades de grafia de uma única palavra – muitas pessoas ainda conseguem determinar um único sentido para uma pequena frase. Isto tolhe a imaginação e a criatividade artística para, por exemplo, chegarmos ao ridículo de interpretação unívoca para a bula do metilfenidato do nosso (obviamente) hiperactivo filho.

Uma sociedade verdadeiramente evoluída já libertou os seus contribuintes das amarras de interpretação única dos factos através de uma abertura que permite uma infinidade de sentidos para todas as palavras, elas próprias uma limitação a um universo finito (um contra-senso) de conceitos abstractos para auto-expressão em primeiro, comunicação em segundo lugar.

Felizmente, um número crescente de proto-candidatos à docência, 62,8%, optou pelo caminho correcto, o do livre-arbítrio perante a escravatura da convenção ortográfica das 4 grafias; optaram pela 5ª, pela 6ª, pela 10ª. Os restantes 37,2% (ou, para cerca de 1500 proto-candidatos, os restantes 50%; ou, para a CGTP, os restantes 99%) continuam agarrados a velhos modelos de pensamento, como velhos do S. Francisco Xavier, retrogradamente delapidados de dignidade e conciensia sosial.

terça-feira, 5 de Agosto de 2014

Da zenital "europa" dos "reguladores" de mercados

Os testes de stress recentemente lançados pela "europa" à banca não foram capazes de detectar que o BES estava podre?

Irá a "europa" compensar os accionistas (particularmente os pequenos accionistas) por lhes garantir o que era falso?

segunda-feira, 4 de Agosto de 2014

Sucesso que vem mesmo a calhar aos cronies do "ambientalismo" e das "renováveis"

Chama-se "crony capitalism" ao capitalismo que gravita o estado quando este sente precisar de dispor de empresas para melhor poder intervir no país. Essas empresas são como alavancas do estado (oferecem-se como tal) para executarem o que ao estado está claramente vedado. Os negócios decorrentes destas simbioses são ruinosos para o contribuinte chegando-se ao ponto de se permitir que as empresas cobrem, directamente ao cidadão, mais ou menos veladamente, pelos serviços encomendados pelo estado escapando à contabilidade dos impostos recolhidos pelo estado e inevitável despesa estatal subsequente. A esquerda em geral adora "intervir no mercado" com as mais esfarrapadas desculpas, uma delas a de "estimular o desenvolvimento".

O negócio das "renováveis e ambiente" é exactamente crony capitalism, o BES estava metido até à raiz dos cabelos em crony capitalism (em Portugal, Brasil, Angola, Espanha, etc).

Este sucesso do governo tem por desvantagem deixar um alívio no ar para permitir a manutenção do status-quo de outros cronies, adivinhem, os das "renováveis e ambiente".


terça-feira, 29 de Julho de 2014

Salazar, o menino de coro

Salazar deixou um estado fascista em que a intervenção estatal no país era muitíssimo menos marcante que hoje (graças ainda à "europa").

Fascista é o regime socializante em que o estado marca o destino do país, nomeadamente da actividade económica, pondo a iniciativa privada ao seu serviço. A iniciativa privada é hoje quase completamente controlada pelo por via de regulamentação sufocante e é vigiada pelo sucedâneo da PIDE na actividade económica: a ASAE. A pouca riqueza ainda criada é absorvida por um estado mastodôntico que gasta como se fosse dono do país.

O controlo político é bastante conseguido por via de uma comunicação social comunista onde a censura directa é exercida por empastelamento (limitar a pluralidade debitando mentiras e chorrilhos de disparates saturando o espaço).

Desde que o PPD se tornou PSD que entrou pela via fascista do socialismo e, desde essa altura anda aos ziguezagues entre as vias fascista e a liberal.

segunda-feira, 28 de Julho de 2014

E aqui ficam mais 2...




... deste conjunto de 4 crónicas de Alberto Gonçalves:



Língua geográfica


Em Díli, Cavaco Silva garantiu que a CPLP se define através da língua e dos direitos humanos. Nem de propósito, a CPLP estendeu-se à Guiné Equatorial, onde a democracia é conceito discutível e onde se fala castelhano e dialectos. Mesmo no site do Governo local o anúncio da adesão foi feito apenas em espanhol, inglês e francês. Parece que o petróleo - e as pressões de Brasil e Angola - pesou nesta história. É a economia, estúpidos? Se calhar é, o que significa que pela primeira vez após anos de lirismo em redor das descobertas a CPLP descobriu uma razão de existir: a conversa da "projecção do português" era muito linda para juntar em cimeiras sujeitos que gostam de se juntar em cimeiras. Mas só.


Por pueril que soe dizê-lo em 2014, nem uma língua se "projecta" nem o seu peso depende de decisões políticas. O inglês não se tornou a língua franca dos nossos dias por decreto, e sim por causa da televisão e do cinema americanos, da música popular anglo-saxónica e da concentração das grandes empresas de informática na costa oeste dos EUA, que levam um fedelho a fazer search, download e convert antes de aprender a escrever "o popó da titi". Adicione-se, para os eruditos, o domínio do cânone literário contemporâneo, de Dickens ao "assimilado" Nabokov, de Fitzgerald a Bellow, e tem-se tudo aquilo que o português não tem e não terá. A pertinência dos escritores não aumenta ao enfiá-los no Panteão.


É grave? É assim. Os alemães, que em certo sentido (e apenas em certo sentido) possuem uma língua mais "restrita" do que a nossa, não se queixam. Os escandinavos, que comunicam em código cifrado, também não. E, coitados, vão vivendo, ao contrário dos guardiões oficiosos do português, que sofrem brutalmente com a respectiva insignificância. Em Setembro decorrerá em Brasília o Simpósio Linguístico-Ortográfico da Língua. O presidente da Academia de Letras lá do sítio publicou há dias um texto alusivo. O texto está repleto de locuções de sacristia e de erros primários, que ainda ninguém corrigiu. Em lugar de "projectar" o português, talvez fosse preferível escondê-lo.


Juventude inquieta



Com a excitação motivada pelos erros ortográficos de uma deputada socialista num texto do Facebook, ninguém reparou na publicação, já lá vão uns tempos, do novo romance de outra deputada socialista. Ninguém, ou quase ninguém, que o atento blogue Malomil fez há dias a indispensável recensão crítica de Apátrida, a obra com que Isabel Moreira demonstra aos escassos cépticos restantes que um assento parlamentar não só não é incompatível com o QI de Forest Gump como tal QI parece ser critério de admissão.

(imagem retirada de http://malomil.blogspot.pt)

Sobre o conteúdo de Apátrida, encaminho os curiosos para o blogue citado, acrescentando apenas que não consumo produtos alegadamente literários que incluam pérolas como: "unilateralidade sem dolo", "esmurra o vomitado nas casas de banho" e "fumei três ganzas e bebi uma garrafa de vinho tinto", embora a combinação de estupefacientes com o álcool justifique plenamente que se escreva assim. A mera frase "deus a mijar-se de medo pelas pernas abaixo" (limito as citações às transcritas no Malomil) resume a essência da coisa: uma adolescente com corpo de adulta e cérebro de criança convence-se de que, se enfileirar muitas letrinhas num ecrã de computador, obtém algo similar a um pequeno livro. Se encher o livro com o tipo de patetices usadas pelos petizes para maçar os parentes, consagra-se junto de 12 semianalfabetos como autora "irreverente". Há imensos irreverentes do género por aí, com sorte enclausurados nas EB 2/3. Com azar, habitam os auditórios das Fnac e o Parlamento. Antes de escrever livros, a Dra. Isabel devia experimentar ler pelo menos um.

domingo, 20 de Julho de 2014

Ai batebate, bate com jeito! Ai batebate, esfrega ca mão! - ou Um muçulmano moderado

Das aventuras do Pato Donald







António, um rapaz de Lisboa





A cada semana, António Costa revoluciona a ciência económica. Primeiro foi a tese de que a riqueza é preferível à austeridade, inovadora aplicação na macroeconomia do princípio de Maria Antonieta. Depois, descobriu que o problema não é o excesso de licenciados, mas a falta de empregos para licenciados (criam-se os empregos e a chatice fica resolvida). Agora, explicou a uma embevecida plateia de sindicalistas que "não há crescimento sustentável com endividamento, mas também não há crescimento sustentável com empobrecimento", sentença que se comenta sozinha.

Se não se aproximassem as férias, o Dr. Costa ainda estaria a tempo de dizer que: 1) o investimento público é melhor do que o privado excepto nos casos em que o investimento privado é melhor do que o público; 2) o Estado social é sustentável desde que saia baratinho aos cidadãos; 3) Portugal não deve sair do euro enquanto os euros entrarem em Portugal; 4) pelo menos na perspectiva dos destinatários, os salários altos são preferíveis aos salários baixos; 5) o Pato Donald é um boneco.

Brincadeiras à parte, o que é isto? Não é de agora que Portugal não se pode queixar em matéria de produção de políticos absurdos. Mas entre as nulidades sem uma ideia na cabeça e o Dr. Costa, em cuja cabeça fervilham centenas de ideias desconchavadas, vai uma diferença considerável. Já nem falo da tentativa de vender o homem a título de salvador da pátria: falo do homem propriamente dito e da deprimente comparação com aqueles a quem sonha suceder. Ao pé do Dr. Costa, Passos Coelho passa por um modelo de estadista, Sócrates por um sujeito quase ponderado, Santana por um governante responsável, Barroso por um gigante do pensamento, Guterres por um paradigma da racionalidade financeira e Cavaco, ele sim, pelo salvador da pátria que nunca foi. Perante o Dr. Costa, até o jovem António José Seguro parece habitar o mesmo planeta que os restantes mortais.

Em suma, o Dr. Costa é um embaraço ambulante. Logo, provavelmente será depois do Verão o líder do PS e, se os amigos o mantiverem calado entretanto, hipotético primeiro-ministro no ano que vem. Um pessimista vê à distância e, na lógica do "depois de mim virá", tende a imaginar que espécie de calamidade pode aparecer ao País após o Dr. Costa. Um optimista desconfia que, após o Dr. Costa, é improvável haver País.



O BE que fica e o BE que parte




Em geral, tendemos a pensar no Bloco de Esquerda enquanto uma agremiação divertida. Dispõe bem contemplar à distância os movimentos de grupos, subgrupos e facções de um único indivíduo que diariamente abandonam esse partido moribundo a caminho do PS e das carreiras com que o PS, sobretudo o PS do Dr. Costa, lhes acena. O facto de todos os fugitivos se desculparem com a necessidade de "contribuir para convergências à esquerda" torna a brincadeira hilariante. O pormenor de todos se esconderem atrás de siglas, organizações, princípios e estatutos solenes eleva a brincadeira ao nível da grande comédia.

Ocasionalmente, porém, um pedacinho da realidade irrompe para nos lembrar da natureza do BE, e de que esta não é só galhofa. O Médio Oriente, por exemplo. Bastou Israel reagir aos constantes ataques sofridos a partir de Gaza para o BE vir falar em "banho de sangue" e propor as sanções económicas do costume. E o costume inclui o desprezo do BE face a um Estado civilizado e a simpatia pela barbárie mais à mão. O costume é o BE negar as "causas" que lhe valeram 15 minutos de fama em favor do seu exacto reverso.

O ódio aos ricos? Os líderes de Gaza passeiam-se em aviões de luxo e apascentam fortunas em contas offshore. Os direitos LGBT? Em Gaza a homossexualidade é punida por lei e os seus praticantes fogem da tortura rumo a uma certa nação vizinha. A igualdade de género? A islamização do território reduz as mulheres a um pechisbeque silencioso e reprodutivo. A violência doméstica? Calcula-se que mais de metade das mulheres locais seja espancada pelos maridos pelo menos uma vez por ano - tradicional e recatadamente. E há as restrições às artes e à internet. O racismo oficial. A imposição violenta da "virtude". As conversões forçadas de cristãos. E, numa prática que o BE lamentará não se usar por cá, o fuzilamento de dissidentes.

Sob o verniz da trupe burlesca e as mesuras progressistas para consumo dos simples, o BE, o que parte e o que resta, é essencialmente isto: criaturas avessas à democracia que usam o sistema democrático para ganhar a vida. Darmo-nos ao trabalho de as distinguir é tão inútil quanto perguntar-lhes porque é que a indignação que Gaza lhes suscita não se estende à Síria ou ao Egipto. Ou porque é que só nas recentes implosões eleitorais descobriram intolerante um partido que nunca foi outra coisa. Ou porque é que, em suma, se confere relevância pública a declarados ou dissimulados inimigos do público.



Um mundo de fantasia




Desde os 10 ou 11 anos que não leio banda desenhada, incluindo aquelas de super-heróis. Se lesse, não as reconheceria. Ao que consta, Thor (o semideus escandinavo com martelo de São João) é agora uma mulher. E o Capitão América vai ser preto, perdão, afro-americano. Mas, informam os autores da mudança, não será um afro-americano qualquer, e sim "um homem moderno em contacto com os problemas do século XXI". Isto é, o novo Capitão América "terá uma maior empatia com os mais desprivilegiados" já que, cito, "foi assistente social". Apetecia-me deixar um comentário sobre a terminal idiotia do nosso tempo. Porém, enquanto o Homem-Aranha não for "transgénero" e Hulk não acumular as aventuras com a presidência de um observatório, julgo ainda haver esperança.



sexta-feira, 18 de Julho de 2014

Os intelectuais de esquerda, o vento e o ouro


Aos intelectuais de esquerda, peso de ouro não se lhes aplica porque, segundo eles, o ouro é como o vento, um recurso natural, logo gratuito.

Dos órfãos de Piaget

É bom que aqueles que ao longo do tempo se foram habituando e propalando a pestilência das teorias de Piaget continuem com essa mesma conversa sem se apercebam que ... já deu. Enfim, habituara-se a falar sozinhos e convenceram-se que a sua própria voz lhes dava razão. Se continuarem assim é excelente, mas "amigo não empata amigo". O mundo em que cada um ouve o outro e tenta perceber se ele tem razão ou não sempre funcionou e continuará a funcionar, apesar dos tontos que insistem que afiar o sílex num sabonete é a melhor coisa que há.

Austrália enterra a totalidade da tralha legislativa climática

Daqui por 10, 15 anos faremos o mesmo e sem jamais perceber que andámos anos a fazer tonteiras. Fá-lo-emos porque todos os outros já terão feito.

quinta-feira, 17 de Julho de 2014

"Legislação" anti-SPAM

Há já uns bons anos, um garboso deputado fascista cripto-comunista e maçon, entretanto convertido a deputado fascista, cripto-socilaista e maçon, resolveu, na “qualidade” de especialista em Internet, propor legislação para proteger os cidadãos do SPAM.

Resultou da pestilenta coisa uma caterva de proibições mais ou menos idiotas e a obrigatoriedade de se incluir no hipoteticamente legítimo mail um “mecanismo” para que os destinatários pudessem optar por deixar de receber tal tipo de coisa.

Evidentemente que data a que o zenital deputado se auto-acometeu da ideia, já havia organizações que se dedicavam à fichagem de abusadores e à publicação generalizada de listas de fazedores de desacatos e de com quem com eles pactuava por passividade (ISPs). Os processos foram evoluindo e hoje a coisa está substancialmente controlada, a não ser que se seja particularmente tosco. De uma forma ou outra, a legislação nem para limpar o término inferior do tubo digestivo alguma vez serviu.

Para se perceber o nível de cretinice da ideia, a primeira coisa que alguém que aprenda algo sobre SPAM fica a saber é a jamais deve responder ao SPAM (nunca deve utilizar o tal “mecanismo”) porque esse gesto não é, para o prevaricador, mais do que a confirmação, fresquinha, de que o destinatário existe, lê o que lhe enviam e, consequentemente, o endereço dessa vítima adquire o valor especial de, digamos, certificada e disponível vítima.

Quem recorrer ao tal “mecanismo” passa a receber quantidades muito superiores de SPAM porque, sem saber, apenas aumentou o valor como alvo do seu endereço de e-mail. Ainda hoje a legislação serve para garantir um competente volume de carne fresca.

Mas é assim o mundo dos imbecis auto-acometíveis a descobridores de problemas e proponentes de soluções.

Cookies na "europa"

Os burros da "europa" resolveram inventar um problema chamado cookies.

Muitos sites usam cookies e as vacinas ou equivalente software são a única ferramenta capaz de avaliar a respectiva perigosidade, seja por agressividade aos sistemas seja por problemas de privacidade.

Mas os cretinos de Bruxelas resolveram inquietar-se e legislar sobre a obrigatoriedade de se ser avisado sobre a utilização de cookies.

Nada adianta saber-se que se usa ou deixa usar, tanto mais que se podem configurar todos os browsers para os aceitar ou não. Mas os cretinos inquietaram-se.

Está-se hoje a ser sistematicamente informado que cada site usa cookies perguntando se se concorda com a sua utilização e, naturalmente, ou a responder afirmativamente ou não ou a ignorar os avisos o que, para 99.999% das pessoas nada adianta. De qualquer forma, está-se constantemente a receber mensagens relativamente ao assunto.

Gente buuuuuuuurra. Quem me dera poder chapar um gato morto às trombas do imbecil que teve tal ideia, até que o gato miasse.