sábado, 21 de Novembro de 2009
O estoiro do regabofe
Já muita trafulhice havia sido desmontada, cabendo a Steve McIntyre uma parte significativa da desminagem.
Que não restem dúvidas que o caso presente revela a existência de um gang alarmista ideologicamente polarizado. Não se trata de boateiros, trata-se de cientistas, encartados, de excepcional qualidade cerebral (não necessariamente intelectual), que por motivos relacionados ao abate da sociedade capitalista resolveram empreender o maior logro da história da ciência: a existência de aquecimento global provocado pelas emissões de CO2 inerentes à actividade humana (naturalmente com origem nos países mais prósperos).
Entrincheirados em instituições pejadas do politicamente correcto (a começar pela ONU e o seu inqualificável IPCC), os idiotas não deixaram por mãos alheias o arrebanhanso de $22.000.000 de LUCRO em 20 anos – (em maiúsculas para arreliar o E. Moura – eu sei, apesar de tudo, que ele não vai à bola com conservacionistas de meia tigela. Mesmo assim não estou certo se os idiotas em causa encaixam nessa loiça dele).
De tornar secretos os dados da temperatura do planeta (... Instituto de Meteorologia? Está aí alguém?) a sistematicamente martelarem dados “originais” previamente à publicação, passando pela escolha de factores cuidadosamente “calibrados” para os mais catastróficos cenários, tudo os idiotas fizeram para convencer todo o mundo que o CO2 libertado pela actividade humana estava a torrar o planeta.
The Moon is a Harsh Misteress ... e a Terra também, digo eu. Se na Lua não havia almoços grátis, também na terra não há. Os idiotas comeram à fartazana à custa do alheio mas acabaram por ter um acidente de vácuo.
Não lhes chegando os períodos em que a temperatura subia, foram sistematicamente ampliando as subidas e atenuando as descidas.
Pode enganar-se pouca gente durante muito tempo ou muita gente durante pouco tempo. Mas não se pode enganar muita gente durante muito tempo.
A diferença entre as temperaturas reais e as “registadas” foi-se acentuando, assim como a diferença entre as catástrofes previstas e o mundo real.
Já empapados em lama por todos os lados, os idiotas foram vendo os seus zenitais ideais cada vez mais atascados.
Não desarmaram. A cada nova cajadada respondiam com mais mentira, cada vez mais sofisticada mas também mais difícil de manter.
A mesma cáfila de idiotas mas militando a comunicação social foi sempre megafonando a mentira à boa moda socialista: mentira repetida insistentemente passa a coisa verdadeira (pensam eles).
Muito gajo desprevenido acreditou. Tratava-se de ciência produzida pelos mais conceituados cientistas, cum carago. E é justamente por aqui que vai começar a próxima guerra.
Se o monstro alarmista e eco-terrorista vai ou não entregar as armas é coisa que o futuro não muito longínquo dirá. O que é certo é que a queda só se pode dar para onde a gravidade puxa e o assentar da cortina de fumo que a cáfila fez erguer sobre os alicerces da verdade, revelará o grau de descrédito em que a ciência virá a encontrar-se. A escória de ciência deixará terreno livre aos cientologistas que pilharão a pouca credibilidade que restar.
Quando acabará o embuste “aquecimento global” não sei. Mas sei que, pela parte que me toca, a guerra seguinte será a de reerguer a ciência sobre os alicerces que ainda restarem.
Entretanto, muita gente passou fome a custa dos desígnios destes criminosos. Muitos ter-se-ão certamente desabituado para sempre de comer.
sexta-feira, 20 de Novembro de 2009
Mike’s Nature trick

Como disse anteriormente, o Climate Research Unit foi rachado por um hacker e uma colecção de ficheiros, nomeadamente e-mail, foi parar à praça pública.
O arquivo (10634 ficheiros comprimidos) pode ser obtido aqui: FOI2009.zip (agradece-se a colaboração da CIA, dos lobis do armamento e da alta finança - em particular a judaica - e ainda de Bussssh, Blair, Barroso e Aznar).
Entretanto aqui fica um excerto do aquivo, retirado do Eco-Tretas:
From: Phil JonesPara as almas mais resistentes, aconselho ainda a leitura deste artigo do Mitos Climáticos: Como eles provocam o desligar das luzes nos Estads Unidos.
To: ray bradley ,mann@xxxxx.xxx, mhughes@xxxx.xxx
Subject: Diagram for WMO Statement
Date: Tue, 16 Nov 1999 13:31:15 +0000
Cc: k.briffa@xxx.xx.xx,t.osborn@xxxx.xxx
Dear Ray, Mike and Malcolm,
Once Tim’s got a diagram here we’ll send that either later today or
first thing tomorrow.
I’ve just completed Mike’s Nature trick of adding in the real temps
to each series for the last 20 years (ie from 1981 onwards) amd from
1961 for Keith’s to hide the decline. Mike’s series got the annual
land and marine values while the other two got April-Sept for NH land
N of 20N. The latter two are real for 1999, while the estimate for 1999
for NH combined is +0.44C wrt 61-90. The Global estimate for 1999 with
data through Oct is +0.35C cf. 0.57 for 1998.
Thanks for the comments, Ray.
Cheers
Phil
Prof. Phil Jones
Climatic Research Unit Telephone +44 (0) xxxxx
School of Environmental Sciences Fax +44 (0) xxxx
University of East Anglia
Norwich Email p.jones@xxxx.xxx
NR4 7TJ
UK
Da neurose ocidental por causa do clima
quinta-feira, 19 de Novembro de 2009
Breaking News
Isto promete.
Só falta que Copenhaga seja tomada de assalto pelo efeito Gore.
Plano inclinado
O sistema da SIC, ou do Sapo, ou o raio que os parta, está entupido. Talvez mais logo se consiga visionar.
4 vacinas contra o maior embuste em ciência
Dos traidores
ou
Bush, pára de rir.
Barack Obama conceded over the weekend that no successor to the Kyoto Protocol would be signed in Copenhagen next month. With that out of the way, it may be too much to hope that the climate change movement take a moment to reflect on the state of the science that is supposedly driving us toward a carbon-neutral future.
Dos inventores da realidade
Al Gore vê encherem-se os bolsos mas pressente que as coisas não vão bem. Escreve um livro mas, blasfémia, a natureza não colabora. Al Gore precisa urgentemente de imagens com furacões e, não havendo, inventa.
Mas há uns quantos malfadados pormenorzitos. Um deles, topado aqui pelo 'je', tem a ver com a impossibilidade, no mesmo hemisfério, em ter furacões que rodem em sentido contrário. Dito de outra forma, não é possível haver furacões nos dois hemisférios a rodar no mesmo sentido. Foi pintar até fartar.Pois eles aí estão para "provar" que
Entretanto, a imagem original pode ser vista aqui, com outros pormenores aqui.
quarta-feira, 18 de Novembro de 2009
Das bombas pseudo-inteligentes
Via O Insurgente
O candeeiro das ilusões
[...]
O dilema de Obama é o mesmo dos seus antecessores ideológicos progressistas e pacifistas: promover a segurança exige a ameaça credível de recurso à força e manter a paz pode exigir fazer a guerra. A Liga das Nações foi incapaz de resolver este dilema, com consequências históricas conhecidas; Obama continuará a preferir a luz equívoca dos candeeiros ocasionais à procura de soluções para os problemas de segurança que enfrenta.
Dos circuitos

Há quem diga que aquilo que o cérebro melhor faz, fá-lo sem que nos demos conta. Por exemplo, reconhecer caras parece ser uma função automática e autónoma do cérebro. Como se descobriu? Algumas pessoas vítimas de acidente deixaram de conseguir reconhecer caras.
Milhares de outras coisas haverá em que o cérebro trabalha autonomamente mas há outros casos em que o treino, a aprendizagem, consciente ou não, terão papel fulcral.
Pela parte que me toca sinto isso quando algo me alerta, provavelmente em resultado de padrões de comportamento, padrões de factos, combinações de ambos, etc, para configurações de fenómenos que fazem saltar a centelha.
Há uns tempos uma “jornalista” mais ou menos histérica começou a zurzir o Primeiro-Ministro. Zurziu, zurziu e deu-se até aquela cena macaca.
Os “telejornais” da TVI, particularmente às 6as feiras, eram uma vergonha imprópria de um órgão de informação.
Naturalmente que o comportamento em causa caberia na perfeição em muitos outros tipos de programa mas, a não ser que se redesenhe o significado de ‘informação’ nunca num programa daquele tipo.
As oposições rejubilavam e o Primeiro-Ministro coçava-se em particular na Assembleia da República.
A história é conhecida. Um negócio de aquisição da TVI pela PT avançava larvarmente. Conhecendo-se a sede do Primeiro-Ministro pelo controlo da informação, particularmente pelo controlo de agências de “informação” (leia-se propaganda) parecia que a PT estaria a fazer o frete que permitiria o controlo da “jornalista” após aquisição da TVI pela PT. Se calhar era um dois em um.
O negócio desfez-se e, passados tempos, a “jornalista” foi corrida. A mim pareceu-me que o fulcro da coisa não estava ainda à vista.
Vem posteriormente a saber-se que a “jornalista” e o marido pretendiam comprar uma parte do dito canal.
Ora bem. É esta a vantagem de ler jornais, artigos de blog, etc, atrasados. Ajuda a perceber onde o desenrolar da história se liga aos já decorridos desenvolvimentos.
A coisa pareceu-me clara. Uma luta de lóbis estava em cima da mesa. A PT queria comprar e Moniz também. A “jornalista” zurzia no Primeiro-Ministro e este defendia a posição da PT por entreposta golden-share [gosto dos ‘-‘]. Quando o desacato atingiu o ponto de não retorno que impossibilitaria um negócio airoso a oposição mordeu o isco e envolveu-se contra a PT por estar ligada ao Primeiro-Ministro, bombo por definição.
E tudo isto não será corrupção? Não parece haver aqui corrupção generalizada? Não estão ao alcance da suspeita, além dos submarinos da TVI que prepararam o seu ataque estando dentro de muralhas, a PT, o governo e a oposição? Olhando isto como um todo, não parece haver um tomar de partido generalizado de tudo quanto é gente num “negócio” que tresandava? Na parte que mais me preocupa, porque o meu bolso se ressente, poderá ou não dizer-se que há um atentado ao estado de direito cometido por quem, de direito, controla o estado onde ele não deveria estar metido?
Revelado o filme, tudo arrefece. Com toda a gente entretanto comprometida, não necessariamente em consciência no momento do passo, mas irremediavelmente comprometidos em função de posteriores desenvolvimentos, já não vale a pena arremessar pedras ... talvez um caramelo, ali para os lados de Aveiro se tenha atrevido.
Mas outras araras, actuando e tandem, controlaram os estragos. Pagando serviços? Dando crédito?
E agora vai aparecer o nosso amigo Sérgio Pinto e vai perguntar em que estudos de universidades conceituadas me baseio para afirmar o que escrevo.
Oh Sérgio Pinto!

terça-feira, 17 de Novembro de 2009
O Sol na Terra - literalmente
Desta vez a 'prova' está no manto terrestre: a 2 Km de profundidade a temperatura é de "vários milhões de graus".
Há quem diga que a temperatura lhe subiu à cabeça por causa de Lord Monckton.
Das bombas inteligentes

A esquerdalha que neste blog sofre infinitas perplexidades merece combustível incinerante.
Não se trata de discutir a diferença entre dar na cabeça e na cabeça lhe dar, trata-se de discutir matéria esquerdalho-sulfídrica como:
Aqui fica então um excelente assunto, em que eu aposto, começando por declarar que quanto mais inteligentes forem as bombas mais vidas se salvam.
Ou não?
OS BEATLES DEITARAM O MURO ABAIXO!
How The Beatles Rocked the Kremlin é um fantástico documentário (em 6 partes no YouTube) da BBC de Leslie Woodhead, em que os ‘jovens’ russos da minha geração demonstram que não foi Gorbachov nem Reagan quem deitou a cortina de ferro abaixo, foram os Beatles….
Um russo: “o primeiro buraco na cortina de ferro - as canções dos Beatles”.
Outro russo: “as canções dos Beatles foram sempre vistas pelas autoridades soviéticas como muito perigosas (very dangerous, bourgeois!), algo que pode minar o sistema”.
Liliana Pelyushonok, mãe de um fanático dos Beatles que mais tarde se tornou na estrela do rock russo Yury Pelyushonok lembra-se como era em casa dela nos anos sessenta:
Sempre BEATLES, BEATLES, BEATLES, ARRE…
Artemy Troitsky (Russian rock commentator) na parte 2:
“Being a radical young man I just hated al this (Russian music) because is totally square. Totally uncool. All the singers had wrong haircuts, they were dressed like office clerks and they sing like Brejnev at the Communist Party Congress.
Soviet culture has been totally unsexy, very rigid, to limited, there was nothing bright and free and fun…”
Como os Beatles eram terrivelmente proibídos nas União Soviética, as canções dos Beatles eram gravadas ilegalmente (através da Rádio Luxemburgo) em radiografias (!) aproveitadas na lixeira dos hospitais… Desta forma os jovens russos podiam ouvir (por 3 rublos) “I feel fine” gravado numa radiografia dos pulmões do tio Sergei…
Outro comentário:
In the Soviet Union not only the boys imitate Beatle haircut, also girls…
Em Portugal os Beatles não eram proibidos mas tão pouco muito encorajados pelo regime de Salazar. Tínhamos que ouvir a terrivelmente ‘uncool’ música portuguesa da altura: António Calvário, João Maria Tudela, Segundo Galarza. Bem, a Madalena Inglésias não se pode dizer que fosse ‘unsexy’, porque não era… Depois ouvia-se às escondidas o Zeca Afonso, o Godinho e o Luís Cília – que desgraça, mas estes, além de moralistas também não eram lá muito sexy e cool… E o pior é que, tal como eu, nem se apercebiam que os Beatles eram proibidos na USSR.
P.S. Peço imensa desculpa por não ter legendado o documentário, mas de vez em quando tenho realmente que fazer alguma coisa para comprar sapatos. Quem não perceber inglês - aliás os russos falam um inglês bastante acessível - pode sempre ouvir The Fab Four (os Beatles).
Resultados da Exposição Prolongada ao Socialismo
"O país obteve 5,8 pontos, numa escala de zero (altamente corrupto) a dez (altamente limpo), contra 6,1 pontos no ano passado, caindo da 32ª para a 35ª posição, entre 180 países avaliados.
Desde 1995 que o país tem vindo a baixar na lista. O novo relatório da Transparecy International é divulgado numa altura em que o combate à corrupção reentrou na agenda política e o processo Face Oculta continua a fazer manchetes nos jornais."
A corrupção é um dos efeitos negativos de exposição prolongada do país (14 anos) ao socialismo.
segunda-feira, 16 de Novembro de 2009
Da Fiscalidade, Componente do “Modelo Social Europeu”
Via Insurgente, que também dá a conhecer o http://www.taxpayersalliance.com/.
A propósito, ontem à noite na TV o euro deputado Miguel Portas queixou-se de que a UE ”só” se financiava junto dos Estados membros. Aparentemente o “só” era literal, pelo que Mullah Miguel aventou a hipótese de ser criado um imposto sobre as transações nas bolsas europeias diretamente a favor da eurocracia. Naturalmente as duas bolsas de NY, a bolsa suíça e a de HK agradecem a concretização da ideia.
domingo, 15 de Novembro de 2009
sexta-feira, 13 de Novembro de 2009
Esopo ressuscitado

Pneus, Jantes e Estações de Serviço
Não se assustem os mais sensíveis porque o artigo do Expresso linkado tem um ‘happy end’: ”Sócrates é decidido, mas incapaz de violar princípios; Vara é voluntarioso e criativo e Sobral um negociante nato que gosta muito de dinheiro”. Uns são criativos, outros incapazes de violar princípios, outros negociantes natos e todos juntos são… bons rapazes.
Para quando o punhetódromo?

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009
Um 'Déjà Vu' Económico
No quadro abaixo está a evolução do desemprego na América no último ano de “estímulo” socialista. O gráfico inclui também as previsões dos cérebros socialistas que planificaram as necessidades de intervenção e o subsequente resultado na criação de emprego com e sem a referida intervenção:
Como se pode observar, a realidade supera as piores previsões da planificação socialista. A realidade, essa ingrata, hoje como antes não quer nada com planificadores nem com socialismos.
O desemprego na América continua a crescer, como tantos disseram e escreveram antes e durante o processo de esbanjamento em curso. Os beneficiários são os políticos que adoram brilhar com o dinheiro dos outros, os maus gestores, as empresas “ligadas à máquina” e a fingir que estão de boa saúde. Os prejudicados são todos os outros, é a própria sociedade.
Este artigo do WSJ é imprescindível para quem queira conhecer melhor o mais recente 'remake' americano de um filme internacional que tem tanto de mau como de muito visto.
Das virtudes da justiça
Importam-se de pegar em armas, bagagens e muito sabão, de viajarem até uma planície alentejana bem espaçosa, de andarem lá à porrada, de lavarem toda a roupa suja e dizerem-nos, finalmente, quem é o maior da cantareira?
Não pode ser? Ah, pois. a erva nunca mais crescia. ... tá bem.
quarta-feira, 11 de Novembro de 2009
O poder e os patos-bravos

Toda gente tem direito à inocência (presumida) até ser condenada (transitado em julgado).
Assim deve ser com a generalidade dos cidadãos mas não necessariamente com o ‘bicho’ político.
É patente que o sistema de justiça português está em roda livre, quero dizer, pensa que é um país dentro do país e cada um dos seus ‘actores’ tenta arrebanhar ou abocanhar um máximo de províncias.
É patente que o sistema de justiça tem um calendário político e igualmente patente que o governo não tem coragem para pôr o dedo na ferida.
É também verdade que a diferença entre ‘casos’ e ‘casos criados para arremesso político’ é ténue.
De qualquer forma, parece-me que já há muito passámos a barreira do admissível.
José Sócrates, enquanto cidadão, tem direito a todas as presunções de inocência do mundo, mas o primeiro-ministro não.
Ser-se primeiro-ministro é ser-se bicho político e enquanto bicho político está-se sujeito a julgamento político. Se José Sócrates quer ser apenas avaliado enquanto José Sócrates terá que passar a exercer apenas a soberania da sua própria pessoa.
Já se me acabaram as cabeças dos dedos, dos pés e das mãos, para contar a quantidade de trapalhadas de justiça em que seus próximos colaboradores se viram metidos. Desde os caldinhos dos seus familiares com os ingleses (para não falar dos tempos em que José Sócrates não era ministro), às habilidades da sua mandatária para a juventude, à história do caramelo que queria plantar amêijoa algures para o lado do Bugio e que desapareceu deixando pendurada uma data de gente, à encrenca da cangalhada das sucatas, José Sócrates pode, pessoalmente, ter direito a todas as presunções de inocência mas o primeiro-ministro não.
Terá sido em vão que, na qualidade de figuras de estado, os camaradas Medeiros Ferreira e António Vitorino se demitiram? Qualquer destes casos, comparativamente a Sócrates era um bater de assas de borboleta frente a furacão. Em minha opinião nenhum destes casos implicaria demissão.
Que primeiro-ministro tem Portugal em instâncias internacionais? Que garantia tem Portugal relativamente à capacidade negocial de quem o representa quando se torna patente que o seu primeiro-ministro está sistematicamente rodeado, em reuniões, campanhas eleitorais, projectos em pós modernidade, de todo o tipo de trafulhas?
Se o primeiro-ministro é incapaz de manter desinfectado o seu mais próximo espaço-vital, que perspicácia terá ele em negociações internacionais de interesse nacional? Que polícias e tribunais vigiam as tramóias em que ele se deixe levar a reboque do mesmo tipo de sonsa perspicácia ou, como diz o povo, esperteza saloia?
Fundamentos da democracia
O verdadeiro comunista toma banho de água fria*
Apesar do consumo de electricidade ter aumentado 4.5% ao ano, a necessidade de combater o império levou Chavez a neglienciar a manutenção de 4 de 5 turbinas termoeléctricas que se encontram paradas.
Chavez guardou 75% do investimento necessário para garantir fontes alternativas de electricidade confiando, alternativamente, na superioridade do socialismo. As verbas retidas foram gastas em lambidelas aos tomates de Putin.
No reino dos socialismos a culpa de tudo o que acontece de errado nunca é do socialismo e Chavez já disse: 'comunista que se prese toma banhos de menos de 3 minutos'. Esperam-se medidas revolucionárias que limpem o sebo aos sabotadores.
Há quem diga que a culpa é do El Niño que teima em não aparecer, não fazendo chover.
Eu acho que El Niño é culpado em duas vertentes: por um lado porque sabota o socialismo, por outro porque não permite mais umas quantas cheias, derrocadas e afogamentos absolutamente necessários para que a verdalhada berre "aí
... ai, ai, ai. Só os ursos deste planeta não se esfumam em CO2.
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*A Sibéria foi, em tempos, um excelente local de treinos.
terça-feira, 10 de Novembro de 2009
No plano inclinado besuntado a cebo
Está-se a repetir, rigorosamente, o Portugal de 1926.
... e depois não se janta.
Estamos a gastar o crédito que nos é concedido sem fazer nada.
... investimentos de retorno negativo [pode sempre demolir-se]
A minhoca é mais cara que o peixe.
O jovens vão perceber que não têm lugar em Portugal porque vão ser sugados nos seus impostos para pagar um activo que não vale a pena.
Na fase final da 1ª república pagavam a pensão [...] quando havia dinheiro. Depois de Salazar vir para as finanças passaram a pagar a horas.
Medina Carreira, Nuno Crato e João Duque
Dos "desestruturados"
"Trata-se de um agregado desestruturado, com um quadro familiar muito complexo. Enriqueceram subitamente e não demonstraram ter as competências necessárias à gestão do património, bem como à perspectivação do seu futuro. Para além da falência da empresa que criaram, viram-se sem qualquer tipo de rendimentos líquidos, embora com património".Coitados, são umas vítimas e, como tal, devem gozar de todo o tipo de ajudas começando por rendimento mínimo garantido para a malta toda.
O bezerro da família 'diz' ainda:
"Isso que as pessoas dizem não interessa, porque a Segurança Social sabe de tudo o que se passa, está lá tudo escrito"Via ... (já não me lembro).
Muro de Berlim - Certificado de Inferioridade
Imagem para Eurico Moura:

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009
Da terra dos esqueletos
Da fartura
A determina altura ele cala-se e, de olhos esbugalhados e queixada caída, olha a TV e exclama: não é possível ... não acredito ... nunca pensei ver isto antes de morrer.
A conversa resvalou, de imediato, para os acontecimentos e, a certo passo, disse-me: meu caro, quem há 10 anos fosse à RDA e conseguisse entrar com 10 pares de meias de nylon conseguia ir para a cama com as primeiras 10 mulheres que lhe aparecessem.
Esquerda, Estúpidos
... eu sei que estou a ser injusto para com a esquerda em geral (não necessariamente a maioria), mas 'eles' sabem que a carapuça lhe serve na perfeição.
Da dignidade e da prosperidade
Claro que, entretanto, aqui, neste jardim cuja relva vai sendo invadida por água salgada, os desígnios socialistas vão sendo implementados pela mais sacrossanta redistribuição.
Atraindo e constituindo novas empresas, os polacos afastam-se de Portugal a alta velocidade enquanto nos mostramos incapazes de aguentar as nossas ou, sequer, de segurar as que cá estão.
E Thatcher já não nos pode visitar ...
O Muro Caiu Há 20 Anos
Em 1989 o comunismo fracassava estrondosamente às mãos dos povos que dominava. Esse ano magnífico de 1989 evidenciou também que toda a aberração política, por mais forte que seja, é sempre mais frágil do que o colapso a que a natureza do mundo a condena.
Os construtivismos políticos têm pelo menos o mérito de um dia terem um final condignamente comemorado:
(imagem picada aqui)domingo, 8 de Novembro de 2009
sábado, 7 de Novembro de 2009
The Who - Who's next? - Baba O'riley - 1971
Deep Purple - Stormbringer - Lady Double Dealer - 1974
Esta gravação não é tão boa como a do album, mas não encontrei outra em melhor estado.
Na fronteira da violência que consigo suportar, é de ver o filme que serve de suporte à música (cujo nome me não recordo). Contendo doses equivalentes de violência, é também de ver o filme Gangs of New York.
quinta-feira, 5 de Novembro de 2009
Se Israel tem, porque é que o Irão não pode ter?

Quando se aborda a questão do nuclear iraniano, é recorrente o argumento de que o Irão na posse da arma atómica, não será substancialmente diferente de outros países que também a têm, e surge quase sempre o argumento de que “se Israel tem, então o Irão também tem direito a ter”.
Há quem se questione mesmo se a preocupação com o Irão, não será um caso de “dois pesos e duas medidas”.
Há aqui questões políticas e jurídicas complexas e que não se deixam aprisionar em narrativas tão simplistas.
Politicamente falando, todos os estados soberanos reservam para si o direito de desenvolver programas nucleares para fins civis e militares. EUA, Rússia, China, Índia, etc., fazem-no. Israel não se sabe, porque mantém uma politica deliberada de “não confirmo nem desminto”, por razões estratégicas, mas presume-se que sim.
Há vários anos que, no quadro das Nações Unidas, se procura controlar estes programas, tendo como racional a ideia de que a proliferação tornará o mundo inseguro, pela multiplicação das possibilidades de erro, irracionalidade e escalada.
Nesse quadro, muitos países comprometeram-se voluntariamente com o Tratado de Não Proliferação. O Irão foi um deles. Tal como Portugal.
Assinar o TNP implica a expressa renúncia a programas militares e a aceitação de inspecções dos programas civis por parte da AIEA.
Ou seja, Portugal e o Irão podem ter um programa atómico, podem enriquecer urânio, mas têm de seguir os procedimentos e limitações decorrentes do tratado que assinaram.
O problema com o Irão, é que não está a fazer nada disso.
O Irão pode, a qualquer momento, dizer que não está mais limitado pelas cláusulas do NPT, retirar-se do tratado, e prosseguir com os seus programas de forma soberana.
Não o faz, porque quer manter-se na luz da legalidade e sabe que se dela se retirar antes de ter disponíveis vectores nucleares, será tratado como o vizinho perigoso da rua, e os vizinhos podem mexer-se para o impedir.
Em termos de Direito Internacional, existe um problema: o Irão, ao ocultar sistematicamente à AIEA, partes do seu programa nuclear, e ao colocar obstáculos às actividades de inspecção, violou e viola os compromissos que assinou,
Por isso é perfeitamente natural que se instale a suspeita de que as suas intenções não são claras. E é daí que brota o alarme e a mobilização de uma grande parte da comunidade internacional, perante aquilo que percebem naturalmente como uma ameaça à sua segurança.
No plano político a questão é incontornável: quais as razões pelas quais o Irão prossegue tais actividades e, especialmente, por que razão tenta ocultá-las?
A diferença entre o Irão e Israel (ou o Reino Unido), é que os poderes destes países não passam a vida a ameaçar outros países de que vão fazê-los “desaparecer do mapa”. São actores racionais.
A França está aqui perto, os seus aviões, submarinos e mísseis alcançam o local onde moro, e nem por isso me sinto preocupado. Na verdade Portugal está mais seguro pelo facto de países aliados terem armas destas.
Na inversa, não acredito que um iraquiano, um saudita, um egípcio, etc., se sinta mais seguro por ter como vizinho um Irão dotado de armas nucleares.
Pelo que se sabe, é justamente o contrário, de tal forma que até os sauditas, inimigos figadais de Israel, permitem discretamente que aviões israelitas sobrevoem o seu território, no caso de um ataque ao Irão.
O programa israelita é uma ameaça para os vizinhos? Alguns acreditam que sim e, no limite é-o mesmo, uma vez que Israel usará o seu arsenal se a sua sobrevivência estiver em causa, mas limitemo-nos aos factos: os belicosos vizinhos de Israel manifestam-se contra, obviamente, mas não com grande indignação, porque sabem que Israel é um actor racional, pelo que nem sequer tentaram iniciar uma corrida ao nuclear, para contrabalançar, coisa que já estão a fazer relativamente ao Irão.
Porquê? Pelas mesmas razões que levam a Alemanha a não criar um programa nuclear militar para equilibrar o inglês. Porque tanto a Alemanha como os vizinhos de Israel percebem tratar-se de programas defensivos, meras forças de dissuasão, que não se destinam a ser usadas, mas sim a dissuadir ataques.
Se o Irão preocupa, é porque é percebido como um estado revolucionário; porque sabemos que, quando dispuser de um guarda-chuva nuclear, o irá utilizar para incrementar o apoio a movimentos terroristas nos países vizinhos, sem temer sofrer retaliações; porque tememos que possa encaminhar para estes grupos, alguma dessa tecnologia; porque se trata de um governo repleto de fanáticos religiosos e não confiamos que gente desta seja capaz de gerir racionalmente uma situação de tensão; porque sabemos que os vizinhos irão, também eles, tentar dotar-se dos mesmos meios, numa imparável corrida ao nuclear que, mais tarde ou mais cedo, se descontrolará e terminará numa catástrofe global.
O martírio é o caminho para a salvação
http://economico.sapo.pt/noticias/ursos_73553.html
http://economico.sapo.pt/noticias/o-ecocapitalismo_8659.html
http://economico.sapo.pt/noticias/a-profecia-xhosa_13574.html
http://economico.sapo.pt/noticias/espelhos-para-principes_67297.html
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/752290.html
quarta-feira, 4 de Novembro de 2009
Da desconstrução do "aquecimento global"
... o último pedaço é muito interessante. Corrobora o que tem aqui sido dito desde há muito tempo, por exemplo, aqui.
Entretanto, Zéi chamou a atenção que estão aqui parte das declarações de Lord Monckton legendadas em português. A totalidade da apresentação pode ser vista aqui (em inglês).
Via WUWT.
Amen
Virão também a ser proibidos, nas escolas e edifícios públicos, os respectivos símbolos?
Como evitar enrascadelas
Das aulas de educação sexual no contexto do sentido da vida, segundo todos os santos Monthy Python.
#reengenharia social
George Bush rumo à destruição do planeta Terra
International negotiators lost one of the key elements to a successful deal on global warming today after Democratic leaders in the US Congress ruled out passing a climate change law before 2010.Pelosi deve estar possessa.
Aqui.
Leitura complementar.
Nanotecnoligia
terça-feira, 3 de Novembro de 2009
Dos abanadores de castelos
Tinha-me enganado no vídeo. De qualquer forma, o anterior é este.
Um filme mais antigo sobre o SR-71 ... aqui.
Outro sobre o U-2.
Do certificado de malandro
Ah, agora é quando prometem um homem novo? Curioso, que nunca vi o BE com essas aspirações.Isto faz-me lembrar uma história que a malta da judiciária conta.
Hum, pois, totalitário. Quer fazer o obséquio de indicar, por exemplo, pontos do programa para as legislativas que sustentem tão categórica afirmação? Ou chegou a esta conclusão quando estava sob o efeito das mesmas substâncias que o levaram a colar o Mugabe ao BE?
Um belo dia um caramelo resolve assaltar um banco. Chegado, depara com muita gente e, para não se meter em demasiada confusão, puxa do BI, pega um formulário e preenche, queimando tempo.
Já com pouca gente passa à acção. Assalta a caixa e vai-se embora deixando o BI em cima do balcão.
SEM PAPAS NA LÍNGUA...
Passaram cinco anos depois do assassinato de Theo van Gogh (2 de Novembro 2004) e ainda não me consegui habituar há falta dele. Amesterdão sem Theo não é a mesma coisa.Uma resposta de Theo van Gogh a um jornalista que mencionava o facto de ele amiúde se dirigir a muçulmanos como ‘os enraba-cabras’.
A minha opinião, segundo você sem papas na língua, sobre muçulmanos (sejam eles quem forem) é realmente para insultar; não podemos insultar suficientemente os crentes que ameaçam a nossa liberdade de pensamento, sejam eles muçulmanos, cristãos ou outros. No entanto, gostaria de sublinhar que os meus ataques nunca serão desferidos apenas porque alguém é muçulmano, porque não considero meus inimigos os seguidores de Alá que são tolerantes e que se comportam como democratas.
Alle Menschen werden Brüder - die juden auch?
ml: «…importa-se de retirar os über- e unter- e deixar toda a gente simplesmente Menschen?»
Senhora dona ml,
Importo-me sim senhora, quero aproveitar enquanto posso a minha liberdade de colunista, porque quando o José Saramago (o outro semelhante) for ministro da cultura deste país só você e o Sérgio Pinto terão direito de antena.
ml: «…eu que descendo de uma raça de descobridores/globalizadores e sou um bocadinho ‘nacionalista’»
Em todo o caso nacionalista suficiente para chatear a mona a uma pessoa – sobre a colocação de verbos numa frase - que gosta da sua língua mas que apenas viveu nove anos (dos 9 aos 18) no seu jardim à beira-mar plantado!
ml: «…da última vez que uns tipos altos e louraços se consideraram os mais inteligentes e capazes, deu no que deu, …»
Tem toda a razão, é o que dá os socialismos-nacionalistas. Todos eles começam sempre por ser um bocadinho nacionalistas, mas depois misturam-lhe socialismo e a coisa torna-se explosiva e dá no que dá.
ml: «…e as vítimas de ontem já se candidataram a carrascos de hoje.»
Você ainda não percebeu bem a coisa! As vítimas de ontem não têm vontade nenhuma de serem, mais uma vez, as vítimas que sempre foram ao longo da história. Que diabo, querem evitar que os seus filhos ou netos venham a escrever um dia em blogues ‘que da última vez que uma religião (da paz) se considerou a única deu no que deu’.
Acerca do Dawkins nada tenho contra e continua para mim a ser muito popular, é um ateu que explica muito bem e com bastante humor como desmantelar o Altíssimo – e normalmente percebo tudo o que ele diz, que mais desejar?
Acerca de raças creio que o Eça era anti-semita, mas era anti-semita da mesma forma que Camões era racista. Para compreender é preciso ver as coisas no seu contexto e na sua época. Na época de Eça, e no meio em que ele se movia, era pura e simplesmente ‘bon ton’ este tipo de referências à raça judaica, e tem tudo a ver com o excelente p.r. do Vaticano a que anteriormente fiz referência.
O anti-semitismo só deixou abruptamente de ser ‘salonfähig’ – para se tornar tabu – depois do Holocausto, mas inspirado actualmente pela religião da paz retoma o seu curso ‘normal’ em meios de esquerda, mas não só. Só assim é que se compreende a percepção e indignação terrivelmente selectiva em relação às supostas maleficências do judeu.
segunda-feira, 2 de Novembro de 2009
Da óptica
Segundo a Subdirectora-geral de Saúde, Graça Freitas, «os partidos “fazem parte da nossa democracia e devem ser vacinados“». Concordo que os partidos devem ser vacinados. Duvido é que existam vacinas para as doenças que os afectam.
Aproveitando a boleia do Range-o-Dente: Não sei se tenho mais saudades de Jacques Tati se das férias daqueles tempos...
domingo, 1 de Novembro de 2009
Então, vá!

Stormy Weather
... ou de como se dança na corda da simplicidade musical, sem rede e parecendo voar.











