sábado, 21 de Novembro de 2009

O estoiro do regabofe

O regabofe relativamente ao “aquecimento global” estoirou no momento apropriado: véspera da cimeira de Copenhaga.

Já muita trafulhice havia sido desmontada, cabendo a Steve McIntyre uma parte significativa da desminagem.

Que não restem dúvidas que o caso presente revela a existência de um gang alarmista ideologicamente polarizado. Não se trata de boateiros, trata-se de cientistas, encartados, de excepcional qualidade cerebral (não necessariamente intelectual), que por motivos relacionados ao abate da sociedade capitalista resolveram empreender o maior logro da história da ciência: a existência de aquecimento global provocado pelas emissões de CO2 inerentes à actividade humana (naturalmente com origem nos países mais prósperos).

Entrincheirados em instituições pejadas do politicamente correcto (a começar pela ONU e o seu inqualificável IPCC), os idiotas não deixaram por mãos alheias o arrebanhanso de $22.000.000 de LUCRO em 20 anos – (em maiúsculas para arreliar o E. Moura – eu sei, apesar de tudo, que ele não vai à bola com conservacionistas de meia tigela. Mesmo assim não estou certo se os idiotas em causa encaixam nessa loiça dele).

De tornar secretos os dados da temperatura do planeta (... Instituto de Meteorologia? Está aí alguém?) a sistematicamente martelarem dados “originais” previamente à publicação, passando pela escolha de factores cuidadosamente “calibrados” para os mais catastróficos cenários, tudo os idiotas fizeram para convencer todo o mundo que o CO2 libertado pela actividade humana estava a torrar o planeta.

The Moon is a Harsh Misteress ... e a Terra também, digo eu. Se na Lua não havia almoços grátis, também na terra não há. Os idiotas comeram à fartazana à custa do alheio mas acabaram por ter um acidente de vácuo.

Não lhes chegando os períodos em que a temperatura subia, foram sistematicamente ampliando as subidas e atenuando as descidas.

Pode enganar-se pouca gente durante muito tempo ou muita gente durante pouco tempo. Mas não se pode enganar muita gente durante muito tempo.

A diferença entre as temperaturas reais e as “registadas” foi-se acentuando, assim como a diferença entre as catástrofes previstas e o mundo real.

Já empapados em lama por todos os lados, os idiotas foram vendo os seus zenitais ideais cada vez mais atascados.

Não desarmaram. A cada nova cajadada respondiam com mais mentira, cada vez mais sofisticada mas também mais difícil de manter.

A mesma cáfila de idiotas mas militando a comunicação social foi sempre megafonando a mentira à boa moda socialista: mentira repetida insistentemente passa a coisa verdadeira (pensam eles).

Muito gajo desprevenido acreditou. Tratava-se de ciência produzida pelos mais conceituados cientistas, cum carago. E é justamente por aqui que vai começar a próxima guerra.

Se o monstro alarmista e eco-terrorista vai ou não entregar as armas é coisa que o futuro não muito longínquo dirá. O que é certo é que a queda só se pode dar para onde a gravidade puxa e o assentar da cortina de fumo que a cáfila fez erguer sobre os alicerces da verdade, revelará o grau de descrédito em que a ciência virá a encontrar-se. A escória de ciência deixará terreno livre aos cientologistas que pilharão a pouca credibilidade que restar.

Quando acabará o embuste “aquecimento global” não sei. Mas sei que, pela parte que me toca, a guerra seguinte será a de reerguer a ciência sobre os alicerces que ainda restarem.

Entretanto, muita gente passou fome a custa dos desígnios destes criminosos. Muitos ter-se-ão certamente desabituado para sempre de comer.

sexta-feira, 20 de Novembro de 2009

Que os espíritos estejam com Spirit


Mike’s Nature trick


Como disse anteriormente, o Climate Research Unit foi rachado por um hacker e uma colecção de ficheiros, nomeadamente e-mail, foi parar à praça pública.

O arquivo (10634 ficheiros comprimidos) pode ser obtido aqui: FOI2009.zip (agradece-se a colaboração da CIA, dos lobis do armamento e da alta finança - em particular a judaica - e ainda de Bussssh, Blair, Barroso e Aznar).

Entretanto aqui fica um excerto do aquivo, retirado do Eco-Tretas:

From: Phil Jones
To: ray bradley ,mann@xxxxx.xxx, mhughes@xxxx.xxx
Subject: Diagram for WMO Statement
Date: Tue, 16 Nov 1999 13:31:15 +0000
Cc: k.briffa@xxx.xx.xx,t.osborn@xxxx.xxx

Dear Ray, Mike and Malcolm,
Once Tim’s got a diagram here we’ll send that either later today or
first thing tomorrow.
I’ve just completed Mike’s Nature trick of adding in the real temps
to each series for the last 20 years
(ie from 1981 onwards) amd from
1961 for Keith’s to hide the decline. Mike’s series got the annual
land and marine values while the other two got April-Sept for NH land
N of 20N. The latter two are real for 1999, while the estimate for 1999
for NH combined is +0.44C wrt 61-90. The Global estimate for 1999 with
data through Oct is +0.35C cf. 0.57 for 1998.
Thanks for the comments, Ray.

Cheers
Phil

Prof. Phil Jones
Climatic Research Unit Telephone +44 (0) xxxxx
School of Environmental Sciences Fax +44 (0) xxxx
University of East Anglia
Norwich Email p.jones@xxxx.xxx
NR4 7TJ
UK
Para as almas mais resistentes, aconselho ainda a leitura deste artigo do Mitos Climáticos: Como eles provocam o desligar das luzes nos Estads Unidos.

Da neurose ocidental por causa do clima

Senator Inhofe Speaks on Copenhagen, Climate Legislation - November 18, 2009

Da felicidade total

quinta-feira, 19 de Novembro de 2009

Breaking News

Parece que alguém rachou o sistema informático ao Met Office (Climate Research Unit) e de lá sacou um batatal de ficheiros. Tudo coisas 'secretas', como se depreende pela forma como o ferrolho tem sido mantido fechado.

Isto promete.

Só falta que Copenhaga seja tomada de assalto pelo efeito Gore.

Plano inclinado

O país não se apercebe da gravidade da situação em que se encontra.

O sistema da SIC, ou do Sapo, ou o raio que os parta, está entupido. Talvez mais logo se consiga visionar.

4 vacinas contra o maior embuste em ciência

Na Austrália estão a ser emitidos 4 anúncios sobre o embuste "aquecimento global". Que aconteceria se fosse em Portugal ou no Brasil?

Dos traidores

Mais um traidor
ou
Bush, pára de rir
.


Barack Obama conceded over the weekend that no successor to the Kyoto Protocol would be signed in Copenhagen next month. With that out of the way, it may be too much to hope that the climate change movement take a moment to reflect on the state of the science that is supposedly driving us toward a carbon-neutral future.

Dos inventores da realidade

Os mesmos idiotas que se queixam que a economia (fumegante, capitalista) gera bolhas insistem e criar o negócio do carbono.

Al Gore vê encherem-se os bolsos mas pressente que as coisas não vão bem. Escreve um livro mas, blasfémia, a natureza não colabora. Al Gore precisa urgentemente de imagens com furacões e, não havendo, inventa.

Mas há uns quantos malfadados pormenorzitos. Um deles, topado aqui pelo 'je', tem a ver com a impossibilidade, no mesmo hemisfério, em ter furacões que rodem em sentido contrário. Dito de outra forma, não é possível haver furacões nos dois hemisférios a rodar no mesmo sentido. Foi pintar até fartar.

Pois eles aí estão para "provar" que o aquecimento global as alterações climáticas são uma realidade.

Entretanto, a imagem original pode ser vista aqui, com outros pormenores aqui.

quarta-feira, 18 de Novembro de 2009

Das bombas pseudo-inteligentes


O candeeiro das ilusões

[...]

O dilema de Obama é o mesmo dos seus antecessores ideológicos progressistas e pacifistas: promover a segurança exige a ameaça credível de recurso à força e manter a paz pode exigir fazer a guerra. A Liga das Nações foi incapaz de resolver este dilema, com consequências históricas conhecidas; Obama continuará a preferir a luz equívoca dos candeeiros ocasionais à procura de soluções para os problemas de segurança que enfrenta.
Via O Insurgente

Dos circuitos


Há quem diga que aquilo que o cérebro melhor faz, fá-lo sem que nos demos conta. Por exemplo, reconhecer caras parece ser uma função automática e autónoma do cérebro. Como se descobriu? Algumas pessoas vítimas de acidente deixaram de conseguir reconhecer caras.

Milhares de outras coisas haverá em que o cérebro trabalha autonomamente mas há outros casos em que o treino, a aprendizagem, consciente ou não, terão papel fulcral.

Pela parte que me toca sinto isso quando algo me alerta, provavelmente em resultado de padrões de comportamento, padrões de factos, combinações de ambos, etc, para configurações de fenómenos que fazem saltar a centelha.

...

Há uns tempos uma “jornalista” mais ou menos histérica começou a zurzir o Primeiro-Ministro. Zurziu, zurziu e deu-se até aquela cena macaca.

Os “telejornais” da TVI, particularmente às 6as feiras, eram uma vergonha imprópria de um órgão de informação.

Naturalmente que o comportamento em causa caberia na perfeição em muitos outros tipos de programa mas, a não ser que se redesenhe o significado de ‘informação’ nunca num programa daquele tipo.

As oposições rejubilavam e o Primeiro-Ministro coçava-se em particular na Assembleia da República.

A história é conhecida. Um negócio de aquisição da TVI pela PT avançava larvarmente. Conhecendo-se a sede do Primeiro-Ministro pelo controlo da informação, particularmente pelo controlo de agências de “informação” (leia-se propaganda) parecia que a PT estaria a fazer o frete que permitiria o controlo da “jornalista” após aquisição da TVI pela PT. Se calhar era um dois em um.

O negócio desfez-se e, passados tempos, a “jornalista” foi corrida. A mim pareceu-me que o fulcro da coisa não estava ainda à vista.

Vem posteriormente a saber-se que a “jornalista” e o marido pretendiam comprar uma parte do dito canal.

Ora bem. É esta a vantagem de ler jornais, artigos de blog, etc, atrasados. Ajuda a perceber onde o desenrolar da história se liga aos já decorridos desenvolvimentos.

A coisa pareceu-me clara. Uma luta de lóbis estava em cima da mesa. A PT queria comprar e Moniz também. A “jornalista” zurzia no Primeiro-Ministro e este defendia a posição da PT por entreposta golden-share [gosto dos ‘-‘]. Quando o desacato atingiu o ponto de não retorno que impossibilitaria um negócio airoso a oposição mordeu o isco e envolveu-se contra a PT por estar ligada ao Primeiro-Ministro, bombo por definição.


E tudo isto não será corrupção? Não parece haver aqui corrupção generalizada? Não estão ao alcance da suspeita, além dos submarinos da TVI que prepararam o seu ataque estando dentro de muralhas, a PT, o governo e a oposição? Olhando isto como um todo, não parece haver um tomar de partido generalizado de tudo quanto é gente num “negócio” que tresandava? Na parte que mais me preocupa, porque o meu bolso se ressente, poderá ou não dizer-se que há um atentado ao estado de direito cometido por quem, de direito, controla o estado onde ele não deveria estar metido?

Revelado o filme, tudo arrefece. Com toda a gente entretanto comprometida, não necessariamente em consciência no momento do passo, mas irremediavelmente comprometidos em função de posteriores desenvolvimentos, já não vale a pena arremessar pedras ... talvez um caramelo, ali para os lados de Aveiro se tenha atrevido.

Mas outras araras, actuando e tandem, controlaram os estragos. Pagando serviços? Dando crédito?

...

E agora vai aparecer o nosso amigo Sérgio Pinto e vai perguntar em que estudos de universidades conceituadas me baseio para afirmar o que escrevo.

Oh Sérgio Pinto!


Diz o meu amigo num comentário a este post do Paulo Porto:
"E concluem: «se a corrupção é o resultado da tentativa por parte dos ricos para melhorar a sua posição, então um maior peso do Estado pode estar associado a menos corrupção»."
Não percebo o raciocínio.
A corrupção é feita entre os ricos? Ou fomentam-na em seu proveito? É que, nesse caso, atendendo a que os ricos são uma minoria da população, a corrupção só pode ser feita com recurso aos menos ricos, aos pobres, aos pés-descalços infiltrados nas instituições, públicas e privadas, nos partidos e associações políticas, que pretendam enriquecer ou, pelo menos, subir na escala dessas instituições através de favores e trapaças que favoreçam os tais do poder económico. Já na democracia ateniense de Péricles os desempregados faziam fila para serem contratados pelos grandes proprietários, os quais delegavam neles os respectivos cargos e competências políticas, de modo a poderem continuar as suas actividades (esta era, aliás, uma das críticas feitas por Sócrates e Platão à democracia, pelo apodrecimento generalizado da vida pública e pessoal a que dava origem).
O problema repete-se nos regimes democráticos actuais. "Arranja-me um emprego/que eu dou conta do recado/ e pra ti é um sossego", entoa o avisado esquerdista Sérgio Godinho. A corrupção agravar-se-á, portanto, numa medida directamente proporcional ao peso do Estado. Porque só há transgressão se houver quem permita transgredir - e aí, uma vez mais, está em jogo a cultura (chamemos-lhe assim) de quem foi investido de poder decisório.
À cautela, não será melhor diminuir ou neutralizar esse poder?
Não era esse, aliás, o objectivo da esquerda, desde Bakunine e Kropotkine até Marx e Engels: acabar com o Estado, dado este não passar de uma máquina ao serviço da classe dominante, logo da alienação capitalista? Não era esse o objectivo último da Revolução? De um e de outro lado, da esquerda e da direita, dos socialistas a Nietzsche, todos querem acabar com o Grande Opressor. Só os espíritos menores, os venais e corruptos necessitam dele, do Grande Protector.
Então, agora o Estado passou, nos espíritos progressistas, a ser um elemento de progresso?! A garantia maior da moralidade da vida pública?! Ainda por cima o Estado que não está ao serviço dos "amanhãs que cantam", mas quando muito, do socialismo "de colarinhos à sueca", como dizia o José Afonso?! Perdi alguma coisa enquanto estive a dormir?! Informem-me, caramba!
E, a propósito: o meu caro amigo entrou na faena a matar! Eu sei que não é o único, mas, o que é que quer!, permaneço numa fase juvenil em que, como o diz o Samuel Beckett, em Molloy, «os escarros ainda me fazem doer»... Ignorante, aluno da primária, de tudo o Sérgio Pinto chama o Paulo Porto, até ele perder as estribeiras e começar a responder-lhe no mesmo tom. Não sei se, por hábito ou por qualquer outro motivo, costuma ser assim, desagradável e azedo, ou se é em especial para o pessoal daqui, o qual, valha a verdade!, às vezes, como já disse, no calor da luta também se excede. Mas logo, de rompante, à entrada, como o meu amigo faz...
É que se esta recusa a entrar nesse tipo de atitude não passar de um sintoma de imaturidade minha, confesso que me amedrontam as dores da maturação, tão grande a reviravolta que serei obrigado a dar para o acompanhar.
Enfim, logo se verá.
Mas... f...oooda-se!

terça-feira, 17 de Novembro de 2009

O Sol na Terra - literalmente

Al Gore continua a revelar "verdades inconvenientes" provando que o CO2 e o aquecimento global estão de pé firme.

Desta vez a 'prova' está no manto terrestre: a 2 Km de profundidade a temperatura é de "vários milhões de graus".

Há quem diga que a temperatura lhe subiu à cabeça por causa de Lord Monckton.


Das bombas inteligentes



A esquerdalha que neste blog sofre infinitas perplexidades merece combustível incinerante.

Não se trata de discutir a diferença entre dar na cabeça e na cabeça lhe dar, trata-se de discutir matéria esquerdalho-sulfídrica como:

As vantagens das bombas inteligentes

Aqui fica então um excelente assunto, em que eu aposto, começando por declarar que quanto mais inteligentes forem as bombas mais vidas se salvam.

Ou não?

OS BEATLES DEITARAM O MURO ABAIXO!


How The Beatles Rocked
the Kremlin é um fantástico documentário (em 6 partes no YouTube) da BBC de Leslie Woodhead, em que os ‘jovens’ russos da minha geração demonstram que não foi Gorbachov nem Reagan quem deitou a cortina de ferro abaixo, foram os Beatles….


Um russo: “o primeiro buraco na cortina de ferro - as canções dos Beatles”.

Outro russo: “as canções dos Beatles foram sempre vistas pelas autoridades soviéticas como muito perigosas (very dangerous, bourgeois!), algo que pode minar o sistema”.

Liliana Pelyushonok, mãe de um fanático dos Beatles que mais tarde se tornou na estrela do rock russo Yury Pelyushonok lembra-se como era em casa dela nos anos sessenta:

Sempre BEATLES, BEATLES, BEATLES, ARRE…






Artemy Troitsky (Russian rock commentator) na parte 2:

“Being a radical young man I just hated al this (Russian music) because is totally square. Totally uncool. All the singers had wrong haircuts, they were dressed like office clerks and they sing like Brejnev at the Communist Party Congress.
Soviet culture has been totally unsexy, very rigid, to limited, there was nothing bright and free and fun…”

Como os Beatles eram terrivelmente proibídos nas União Soviética, as canções dos Beatles eram gravadas ilegalmente (através da Rádio Luxemburgo) em radiografias (!) aproveitadas na lixeira dos hospitais… Desta forma os jovens russos podiam ouvir (por 3 rublos) “I feel fine” gravado numa radiografia dos pulmões do tio Sergei…

Outro comentário:

In the Soviet Union not only the boys imitate Beatle haircut, also girls…

Em Portugal os Beatles não eram proibidos mas tão pouco muito encorajados pelo regime de Salazar. Tínhamos que ouvir a terrivelmente ‘uncool’ música portuguesa da altura: António Calvário, João Maria Tudela, Segundo Galarza. Bem, a Madalena Inglésias não se pode dizer que fosse ‘unsexy’, porque não era… Depois ouvia-se às escondidas o Zeca Afonso, o Godinho e o Luís Cília – que desgraça, mas estes, além de moralistas também não eram lá muito sexy e cool… E o pior é que, tal como eu, nem se apercebiam que os Beatles eram proibidos na USSR.

P.S. Peço imensa desculpa por não ter legendado o documentário, mas de vez em quando tenho realmente que fazer alguma coisa para comprar sapatos. Quem não perceber inglês - aliás os russos falam um inglês bastante acessível - pode sempre ouvir The Fab Four (os Beatles).

Resultados da Exposição Prolongada ao Socialismo

Portugal sobe (ou desce, conforme a perspetiva) no índice de corrupção da 'Transparecy International':

"O país obteve 5,8 pontos, numa escala de zero (altamente corrupto) a dez (altamente limpo), contra 6,1 pontos no ano passado, caindo da 32ª para a 35ª posição, entre 180 países avaliados.
Desde 1995 que o país tem vindo a baixar na lista. O novo relatório da Transparecy International é divulgado numa altura em que o combate à corrupção reentrou na agenda política e o processo Face Oculta continua a fazer manchetes nos jornais."

A corrupção é um dos efeitos negativos de exposição prolongada do país (14 anos) ao socialismo.

segunda-feira, 16 de Novembro de 2009

Da Fiscalidade, Componente do “Modelo Social Europeu”



Via Insurgente, que também dá a conhecer o http://www.taxpayersalliance.com/.

A propósito, ontem à noite na TV o euro deputado Miguel Portas queixou-se de que a UE ”só” se financiava junto dos Estados membros. Aparentemente o “só” era literal, pelo que Mullah Miguel aventou a hipótese de ser criado um imposto sobre as transações nas bolsas europeias diretamente a favor da eurocracia. Naturalmente as duas bolsas de NY, a bolsa suíça e a de HK agradecem a concretização da ideia.

domingo, 15 de Novembro de 2009

Poluição

O CO2 não é um poluente. O CO2 é, aliás, invisível.

sexta-feira, 13 de Novembro de 2009

Esopo ressuscitado


Rejubilem os corações!!!
Portugal, uma vez mais, dá o exemplo e retoma os sagrados valores e costumes de uma das duas culturas que ao Ocidente deu o ser. Vinda das bandas de onde se formou o portucalense condado, ecoa a notícia de que um imparável grupo de professores e respectivos donos restauram a tradição grega do escravo pedagogo das novas gerações!!!
Ninguém pára o Benfica, ninguém pára o Benfica, ninguém pára o Benfica, ó-é-ô!!!
Portugal forever!!!
A Europa é nossa!!!

Pneus, Jantes e Estações de Serviço

O empresário que entregou uma mala de dinheiro a António Preto foi sócio do primeiro-ministro num negócio de bombas de gasolina.”

Não se assustem os mais sensíveis porque o artigo do Expresso linkado tem um ‘happy end’: ”Sócrates é decidido, mas incapaz de violar princípios; Vara é voluntarioso e criativo e Sobral um negociante nato que gosta muito de dinheiro”. Uns são criativos, outros incapazes de violar princípios, outros negociantes natos e todos juntos são… bons rapazes.

Para quando o punhetódromo?


Segundo a imprensa políticamente correcta e práfrentex, ficamos a saber que quem ache que uma campanha pela masturbação dirigida a menores com o fim de diminuir as gravidezes indesejáveis é uma ideia estúpida (e cara) é um reaccionário fássista ou fundamentalista católico. E calou!

quinta-feira, 12 de Novembro de 2009

Um 'Déjà Vu' Económico

Desde há um ano que o governo americano vem “estimulando” a economia através da injecão de mais de 700 mil milhões de dólares diretamente em empresas falidas ou no sistema financeiro para dar liquidez ao mercado através da Banca. Como seria de esperar, e tantos avisaram, os resultados são um fiasco.

No quadro abaixo está a evolução do desemprego na América no último ano de “estímulo” socialista. O gráfico inclui também as previsões dos cérebros socialistas que planificaram as necessidades de intervenção e o subsequente resultado na criação de emprego com e sem a referida intervenção:

Como se pode observar, a realidade supera as piores previsões da planificação socialista. A realidade, essa ingrata, hoje como antes não quer nada com planificadores nem com socialismos.

O desemprego na América continua a crescer, como tantos disseram e escreveram antes e durante o processo de esbanjamento em curso. Os beneficiários são os políticos que adoram brilhar com o dinheiro dos outros, os maus gestores, as empresas “ligadas à máquina” e a fingir que estão de boa saúde. Os prejudicados são todos os outros, é a própria sociedade.

Este artigo do WSJ é imprescindível para quem queira conhecer melhor o mais recente 'remake' americano de um filme internacional que tem tanto de mau como de muito visto.

Das virtudes da justiça

Caros amigos 'agentes' do sistema de justiça.

Importam-se de pegar em armas, bagagens e muito sabão, de viajarem até uma planície alentejana bem espaçosa, de andarem lá à porrada, de lavarem toda a roupa suja e dizerem-nos, finalmente, quem é o maior da cantareira?

Não pode ser? Ah, pois. a erva nunca mais crescia. ... tá bem.

quarta-feira, 11 de Novembro de 2009

O poder e os patos-bravos



Toda gente tem direito à inocência (presumida) até ser condenada (transitado em julgado).

Assim deve ser com a generalidade dos cidadãos mas não necessariamente com o ‘bicho’ político.

É patente que o sistema de justiça português está em roda livre, quero dizer, pensa que é um país dentro do país e cada um dos seus ‘actores’ tenta arrebanhar ou abocanhar um máximo de províncias.

É patente que o sistema de justiça tem um calendário político e igualmente patente que o governo não tem coragem para pôr o dedo na ferida.

É também verdade que a diferença entre ‘casos’ e ‘casos criados para arremesso político’ é ténue.

De qualquer forma, parece-me que já há muito passámos a barreira do admissível.

José Sócrates, enquanto cidadão, tem direito a todas as presunções de inocência do mundo, mas o primeiro-ministro não.

Ser-se primeiro-ministro é ser-se bicho político e enquanto bicho político está-se sujeito a julgamento político. Se José Sócrates quer ser apenas avaliado enquanto José Sócrates terá que passar a exercer apenas a soberania da sua própria pessoa.

Já se me acabaram as cabeças dos dedos, dos pés e das mãos, para contar a quantidade de trapalhadas de justiça em que seus próximos colaboradores se viram metidos. Desde os caldinhos dos seus familiares com os ingleses (para não falar dos tempos em que José Sócrates não era ministro), às habilidades da sua mandatária para a juventude, à história do caramelo que queria plantar amêijoa algures para o lado do Bugio e que desapareceu deixando pendurada uma data de gente, à encrenca da cangalhada das sucatas, José Sócrates pode, pessoalmente, ter direito a todas as presunções de inocência mas o primeiro-ministro não.

Terá sido em vão que, na qualidade de figuras de estado, os camaradas Medeiros Ferreira e António Vitorino se demitiram? Qualquer destes casos, comparativamente a Sócrates era um bater de assas de borboleta frente a furacão. Em minha opinião nenhum destes casos implicaria demissão.

Que primeiro-ministro tem Portugal em instâncias internacionais? Que garantia tem Portugal relativamente à capacidade negocial de quem o representa quando se torna patente que o seu primeiro-ministro está sistematicamente rodeado, em reuniões, campanhas eleitorais, projectos em pós modernidade, de todo o tipo de trafulhas?

Se o primeiro-ministro é incapaz de manter desinfectado o seu mais próximo espaço-vital, que perspicácia terá ele em negociações internacionais de interesse nacional? Que polícias e tribunais vigiam as tramóias em que ele se deixe levar a reboque do mesmo tipo de sonsa perspicácia ou, como diz o povo, esperteza saloia?

Notas sobre a Face Oculta

Parece-me que João Miranda tem razão.

Fundamentos da democracia

Por vezes há que voltar ao fio de prumo.
As conversas são como as cervejas, as ideias enrolam-se e às tantas as palavras já não significam aquilo que significavam.
Se acha esta introdução sofisticada, tem toda a razão, quer a ache boa, quer lhe pareça uma razoável merda, porque a palavra "sofisticado", é uma daquelas que tem hoje um significado exactamente oposto ao seu significado original.

Adiante!
Há dias assisti a uma conferência do Dr João Carlos Espada, sobre os Fundamentos da Democracia.
O Dr Carlos Espada usa a velha tecnologia de escrever no quadro e vê-lo ali, de pequena estatura, fato, lacinho e modos suaves, a tropeçar nos fios, capta a atenção e faz esboçar alguns sorrisos.
Depois ele começa a falar e a sua estatura aumenta e ocupa toda a sala. E o que diz , escreve e apaga, torna-se tão simples e claro que nos perguntamos porque é que nunca pensámos nas coisas daquela maneira.

Ah, sobre a democracia.
O Dr JCE falou essencialmente de Popper, Hayek ,Oakeshott e Leo Strauss.

A coisa é simples:

Há 3 formas de exercício do poder:
Monarquia, em que governa um
Aristocracia, em que governam alguns
Democracia, em que governam todos

Estas formas são como cores básicas....podem combinar-se em muitos cambiantes. E todas elas admitem variantes perversas:
A monarquia tem como variante degenerada, o despotismo,, a ditadura de um
A aristocracia, o governo dos melhores, degenera na oligarquia
A democracia tem como perversão, o "rule of the mob", no limite a anarquia.

Popper (A sociedade aberta e os seus inimigos) formula sobre estes conceitos um paradoxo notável:
Estas formas podem ser auto-destrutivas em si mesmas. Por exemplo, se se considerar que a melhor forma de governo é a monarquia, então o monarca pode decidir delegar poder em alguns ou em todos, isto é, a melhor forma de governo, no exercício da sua virtude, introduz formas de governo que são , nesta hipótese, "piores"

Claro que Popper considera que a melhor forma é a democracia, mas uma democracia que não seja transformável, na aplicação, noutras formas de governo.
Tem de haver limites e é aqui que ele diverge radicalmente de Rousseau, que pensava que a maioria do povo tem toda a legitimidade para decidir o que entender.
Os limites de Popper são , simplificando, a possibilidade de "despedir os maus", ou seja, as eleições, os direitos individuais, como esfera inviolável que nem a vontade de uma maioria democratica pode tomar de assalto, os "checks and balances" e, enfim, o "rule of law".
É a democracia constitucional, aquela que ainda vamos tendo, aquela que Louçãs, Chavez, Jerónimos e afins, consideram "burguesa", super estruturas que o capitalismo usa para sobreviver.

O que se está a observar na América Latina, a "chavização", é expurgado o fumo da retórica, uma rejeição da democracia constitucional, usando a máscara de Rousseau.
Introduz-se a paródia da chamada "democracia popular" que, obviamente, vai terminar, segundo o Paradoxo de Popper, em oligarquias, anarquias ou ditaduras.

Para acabar, onde é que entra aqui Hayek?
Hayek explicou ( e ganhou um Nobel por isso) que as sociedades onde o governo não controla tudo, a informação que circula entre os agentes é muito mais volumosa e rica do que a que é possível num sistema centralizado, onde os canais são verticais e de sentido único.
Por isso as sociedades centralizadas podem ser mais eficazes na realização de um objectivo concreto e limitado mas, a médio e longo prazo, falham no resto.
Por exemplo, a URSS propôs-se ultrapassar o Ocidente na produção de aço, e conseguiu-o, mobilizando os esforços da sociedade.
Mas quando o conseguiu, já o Ocidente tinha passado a usar plásticos em muitas aplicações, e o aço que produzia era melhor e mais barato.

Ou como aquela história verídica do responsável pelo abastecimento do pão a Moscovo ter, numa visita a Londres, ficado maravilhado com o facto de não só não haver faltas de pão, como ser possível escolher e comprar infinitas variedades de pão a qualquer hora do dia.
Quis contactar o seu homólogo londrino e abanou a cabeça, aturdido, quando lhe explicaram que ninguém era responsável, que não havia homólogo.

O verdadeiro comunista toma banho de água fria*

Há dois anos Chavez nacionalizou o que restava da produção de energia eléctrica (a indústria tinha diabólicos e sulfurosos fumos Bussssh) sucedendo-se, desde então, os apagões a nível nacional.

Apesar do consumo de electricidade ter aumentado 4.5% ao ano, a necessidade de combater o império levou Chavez a neglienciar a manutenção de 4 de 5 turbinas termoeléctricas que se encontram paradas.

Chavez guardou 75% do investimento necessário para garantir fontes alternativas de electricidade confiando, alternativamente, na superioridade do socialismo. As verbas retidas foram gastas em lambidelas aos tomates de Putin.

No reino dos socialismos a culpa de tudo o que acontece de errado nunca é do socialismo e Chavez já disse: 'comunista que se prese toma banhos de menos de 3 minutos'. Esperam-se medidas revolucionárias que limpem o sebo aos sabotadores.

Há quem diga que a culpa é do El Niño que teima em não aparecer, não fazendo chover.

Eu acho que El Niño é culpado em duas vertentes: por um lado porque sabota o socialismo, por outro porque não permite mais umas quantas cheias, derrocadas e afogamentos absolutamente necessários para que a verdalhada berre "aí está o aquecimento global estão as alterações climáticas que nos vão torrar vivos vão afogar todos os ursos".

... ai, ai, ai. Só os ursos deste planeta não se esfumam em CO2.

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*A Sibéria foi, em tempos, um excelente local de treinos.

terça-feira, 10 de Novembro de 2009

No plano inclinado besuntado a cebo

Excertos (Plano Inclinado - SIC):
Está-se a repetir, rigorosamente, o Portugal de 1926.

... e depois não se janta.

Estamos a gastar o crédito que nos é concedido sem fazer nada.

... investimentos de retorno negativo [pode sempre demolir-se]

A minhoca é mais cara que o peixe.

O jovens vão perceber que não têm lugar em Portugal porque vão ser sugados nos seus impostos para pagar um activo que não vale a pena.

Na fase final da 1ª república pagavam a pensão [...] quando havia dinheiro. Depois de Salazar vir para as finanças passaram a pagar a horas.



Medina Carreira, Nuno Crato e João Duque

Dos "desestruturados"

"Trata-se de um agregado desestruturado, com um quadro familiar muito complexo. Enriqueceram subitamente e não demonstraram ter as competências necessárias à gestão do património, bem como à perspectivação do seu futuro. Para além da falência da empresa que criaram, viram-se sem qualquer tipo de rendimentos líquidos, embora com património".
Coitados, são umas vítimas e, como tal, devem gozar de todo o tipo de ajudas começando por rendimento mínimo garantido para a malta toda.

O bezerro da família 'diz' ainda:
"Isso que as pessoas dizem não interessa, porque a Segurança Social sabe de tudo o que se passa, está lá tudo escrito"
Via ... (já não me lembro).

Muro de Berlim - Certificado de Inferioridade



Imagem para Eurico Moura:
Condutas da EPAL, em Sacavém, devidamente protegidas (a arama farpado) contra roubos de água israelitas.

segunda-feira, 9 de Novembro de 2009

Da terra dos esqueletos

Por onde o socialismo real viveu e jaz agora morto, resta 1 comunista para cada letra.

Para o ano terão que simplificar a mensagem.

Da fartura

Há 20 anos estava em casa de alguém que, por motivos profissionais, tinha ido regularmente à República Democrática Alemã.

A determina altura ele cala-se e, de olhos esbugalhados e queixada caída, olha a TV e exclama: não é possível ... não acredito ... nunca pensei ver isto antes de morrer.

A conversa resvalou, de imediato, para os acontecimentos e, a certo passo, disse-me: meu caro, quem há 10 anos fosse à RDA e conseguisse entrar com 10 pares de meias de nylon conseguia ir para a cama com as primeiras 10 mulheres que lhe aparecessem.

Esquerda, Estúpidos




Não sei alemão, mas adivinho.

Quem toca? Rostropovich.

Esquerda, Estúpidos




... eu sei que estou a ser injusto para com a esquerda em geral (não necessariamente a maioria), mas 'eles' sabem que a carapuça lhe serve na perfeição.

Esquerda, Estúpidos

Da dignidade e da prosperidade

Título alternativo: O que 'os' irrita até à medula.



Claro que, entretanto, aqui, neste jardim cuja relva vai sendo invadida por água salgada, os desígnios socialistas vão sendo implementados pela mais sacrossanta redistribuição.

Atraindo e constituindo novas empresas, os polacos afastam-se de Portugal a alta velocidade enquanto nos mostramos incapazes de aguentar as nossas ou, sequer, de segurar as que cá estão.

E Thatcher já não nos pode visitar ...

O Muro Caiu Há 20 Anos

Faz hoje 20 anos, o muro caiu. Imaginava-se ao tempo que aquele muro só seria derrubado num dia distante, num futuro incerto, imprevisível. Mais difícil era acreditar que fosse possível a morte súbita da União Soviética.

Em 1989 o comunismo fracassava estrondosamente às mãos dos povos que dominava. Esse ano magnífico de 1989 evidenciou também que toda a aberração política, por mais forte que seja, é sempre mais frágil do que o colapso a que a natureza do mundo a condena.

Os construtivismos políticos têm pelo menos o mérito de um dia terem um final condignamente comemorado:

(imagem picada aqui)


domingo, 8 de Novembro de 2009

Do socialismo real

Pacheco Pereira no Abrupto (clicar para ler melhor):

Dos sistema de saúde Norte Americano



Não esquecer comentar este outro artigo.

sábado, 7 de Novembro de 2009

The Who - Who's next? - Baba O'riley - 1971



Esta música foi atacada por uma 'reincidência' há poucos anos.

Deep Purple - Stormbringer - Lady Double Dealer - 1974


Lady Double Dealer - Se a memória me não falha foi esta a faixa do album Stormbringer apresentada por Carlos Paredes num programa de rádio como música de que gostava e exemplo de música consistente.

Esta gravação não é tão boa como a do album, mas não encontrei outra em melhor estado.

Na fronteira da violência que consigo suportar, é de ver o filme que serve de suporte à música (cujo nome me não recordo). Contendo doses equivalentes de violência, é também de ver o filme Gangs of New York.

Um Mário encrespado


... e um comentário de Mecago Endioz - aqui.

quinta-feira, 5 de Novembro de 2009

Se Israel tem, porque é que o Irão não pode ter?


Quando se aborda a questão do nuclear iraniano, é recorrente o argumento de que o Irão na posse da arma atómica, não será substancialmente diferente de outros países que também a têm, e surge quase sempre o argumento de que “se Israel tem, então o Irão também tem direito a ter”.

Há quem se questione mesmo se a preocupação com o Irão, não será um caso de “dois pesos e duas medidas”.

Há aqui questões políticas e jurídicas complexas e que não se deixam aprisionar em narrativas tão simplistas.

Politicamente falando, todos os estados soberanos reservam para si o direito de desenvolver programas nucleares para fins civis e militares. EUA, Rússia, China, Índia, etc., fazem-no. Israel não se sabe, porque mantém uma politica deliberada de “não confirmo nem desminto”, por razões estratégicas, mas presume-se que sim.

Há vários anos que, no quadro das Nações Unidas, se procura controlar estes programas, tendo como racional a ideia de que a proliferação tornará o mundo inseguro, pela multiplicação das possibilidades de erro, irracionalidade e escalada.

Nesse quadro, muitos países comprometeram-se voluntariamente com o Tratado de Não Proliferação. O Irão foi um deles. Tal como Portugal.

Assinar o TNP implica a expressa renúncia a programas militares e a aceitação de inspecções dos programas civis por parte da AIEA.

Ou seja, Portugal e o Irão podem ter um programa atómico, podem enriquecer urânio, mas têm de seguir os procedimentos e limitações decorrentes do tratado que assinaram.

O problema com o Irão, é que não está a fazer nada disso.

O Irão pode, a qualquer momento, dizer que não está mais limitado pelas cláusulas do NPT, retirar-se do tratado, e prosseguir com os seus programas de forma soberana.

Não o faz, porque quer manter-se na luz da legalidade e sabe que se dela se retirar antes de ter disponíveis vectores nucleares, será tratado como o vizinho perigoso da rua, e os vizinhos podem mexer-se para o impedir.

Em termos de Direito Internacional, existe um problema: o Irão, ao ocultar sistematicamente à AIEA, partes do seu programa nuclear, e ao colocar obstáculos às actividades de inspecção, violou e viola os compromissos que assinou,

Por isso é perfeitamente natural que se instale a suspeita de que as suas intenções não são claras. E é daí que brota o alarme e a mobilização de uma grande parte da comunidade internacional, perante aquilo que percebem naturalmente como uma ameaça à sua segurança.

No plano político a questão é incontornável: quais as razões pelas quais o Irão prossegue tais actividades e, especialmente, por que razão tenta ocultá-las?

A diferença entre o Irão e Israel (ou o Reino Unido), é que os poderes destes países não passam a vida a ameaçar outros países de que vão fazê-los “desaparecer do mapa”. São actores racionais.

A França está aqui perto, os seus aviões, submarinos e mísseis alcançam o local onde moro, e nem por isso me sinto preocupado. Na verdade Portugal está mais seguro pelo facto de países aliados terem armas destas.

Na inversa, não acredito que um iraquiano, um saudita, um egípcio, etc., se sinta mais seguro por ter como vizinho um Irão dotado de armas nucleares.

Pelo que se sabe, é justamente o contrário, de tal forma que até os sauditas, inimigos figadais de Israel, permitem discretamente que aviões israelitas sobrevoem o seu território, no caso de um ataque ao Irão.

O programa israelita é uma ameaça para os vizinhos? Alguns acreditam que sim e, no limite é-o mesmo, uma vez que Israel usará o seu arsenal se a sua sobrevivência estiver em causa, mas limitemo-nos aos factos: os belicosos vizinhos de Israel manifestam-se contra, obviamente, mas não com grande indignação, porque sabem que Israel é um actor racional, pelo que nem sequer tentaram iniciar uma corrida ao nuclear, para contrabalançar, coisa que já estão a fazer relativamente ao Irão.

Porquê? Pelas mesmas razões que levam a Alemanha a não criar um programa nuclear militar para equilibrar o inglês. Porque tanto a Alemanha como os vizinhos de Israel percebem tratar-se de programas defensivos, meras forças de dissuasão, que não se destinam a ser usadas, mas sim a dissuadir ataques.

Se o Irão preocupa, é porque é percebido como um estado revolucionário; porque sabemos que, quando dispuser de um guarda-chuva nuclear, o irá utilizar para incrementar o apoio a movimentos terroristas nos países vizinhos, sem temer sofrer retaliações; porque tememos que possa encaminhar para estes grupos, alguma dessa tecnologia; porque se trata de um governo repleto de fanáticos religiosos e não confiamos que gente desta seja capaz de gerir racionalmente uma situação de tensão; porque sabemos que os vizinhos irão, também eles, tentar dotar-se dos mesmos meios, numa imparável corrida ao nuclear que, mais tarde ou mais cedo, se descontrolará e terminará numa catástrofe global.

O martírio é o caminho para a salvação

Não posso deixar dar relevo a este artigo do Eco-Tretas relativo a vários artigos de Fernando Gabriel, no Diário Económico.

http://economico.sapo.pt/noticias/ursos_73553.html
http://economico.sapo.pt/noticias/o-ecocapitalismo_8659.html
http://economico.sapo.pt/noticias/a-profecia-xhosa_13574.html
http://economico.sapo.pt/noticias/espelhos-para-principes_67297.html
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/opinion/columnistas/pt/desarrollo/752290.html

quarta-feira, 4 de Novembro de 2009

Da desconstrução do "aquecimento global"

Vamos lá insultar a sensibilidade da "classes educadas".

Richard S. Lindzen

Em caso de dificuldade, os 6 pedaços do vídeos podem ser vistos, sequencialmente, aqui.

... o último pedaço é muito interessante. Corrobora o que tem aqui sido dito desde há muito tempo, por exemplo, aqui.

Entretanto, Zéi chamou a atenção que estão aqui parte das declarações de Lord Monckton legendadas em português. A totalidade da apresentação pode ser vista aqui (em inglês).

Via WUWT.

Amen


Foi oficialmente estabelecido que aquecimento global alterações climáticas é uma nova religião.

Virão também a ser proibidos, nas escolas e edifícios públicos, os respectivos símbolos?

Como evitar enrascadelas

Há quem diga que aos que não sabem f.... até os c..h..s incomodam.

Das aulas de educação sexual no contexto do sentido da vida, segundo todos os santos Monthy Python.

#reengenharia social

George Bush rumo à destruição do planeta Terra

International negotiators lost one of the key elements to a successful deal on global warming today after Democratic leaders in the US Congress ruled out passing a climate change law before 2010.
Pelosi deve estar possessa.

Aqui.

Leitura complementar.

Nanotecnoligia

Aposto que esta vai também parar às garras do malvado capitalismo

terça-feira, 3 de Novembro de 2009

Dos construtores de castelos

Dos abanadores de castelos



Tinha-me enganado no vídeo. De qualquer forma, o anterior é este.

Um filme mais antigo sobre o SR-71 ... aqui.

Outro sobre o U-2.

Do certificado de malandro

SP:
Ah, agora é quando prometem um homem novo? Curioso, que nunca vi o BE com essas aspirações.

Hum, pois, totalitário. Quer fazer o obséquio de indicar, por exemplo, pontos do programa para as legislativas que sustentem tão categórica afirmação? Ou chegou a esta conclusão quando estava sob o efeito das mesmas substâncias que o levaram a colar o Mugabe ao BE?
Isto faz-me lembrar uma história que a malta da judiciária conta.

Um belo dia um caramelo resolve assaltar um banco. Chegado, depara com muita gente e, para não se meter em demasiada confusão, puxa do BI, pega um formulário e preenche, queimando tempo.

Já com pouca gente passa à acção. Assalta a caixa e vai-se embora deixando o BI em cima do balcão.

SEM PAPAS NA LÍNGUA...



Passaram cinco anos depois do assassinato de Theo van Gogh (2 de Novembro 2004) e ainda não me consegui habituar há falta dele. Amesterdão sem Theo não é a mesma coisa.

Uma resposta de Theo van Gogh a um jornalista que mencionava o facto de ele amiúde se dirigir a muçulmanos como ‘os enraba-cabras’.

A minha opinião, segundo você sem papas na língua, sobre muçulmanos (sejam eles quem forem) é realmente para insultar; não podemos insultar suficientemente os crentes que ameaçam a nossa liberdade de pensamento, sejam eles muçulmanos, cristãos ou outros. No entanto, gostaria de sublinhar que os meus ataques nunca serão desferidos apenas porque alguém é muçulmano, porque não considero meus inimigos os seguidores de Alá que são tolerantes e que se comportam como democratas.

Alle Menschen werden Brüder - die juden auch?


Biergarten (recomendo a toda a gente) na Baviera em Agosto de 2007


ml: «…importa-se de retirar os über- e unter- e deixar toda a gente simplesmente Menschen?»


Senhora dona ml,

Importo-me sim senhora, quero aproveitar enquanto posso a minha liberdade de colunista, porque quando o José Saramago (o outro semelhante) for ministro da cultura deste país só você e o Sérgio Pinto terão direito de antena.

ml: «…eu que descendo de uma raça de descobridores/globalizadores e sou um bocadinho ‘nacionalista’»

Em todo o caso nacionalista suficiente para chatear a mona a uma pessoa – sobre a colocação de verbos numa frase - que gosta da sua língua mas que apenas viveu nove anos (dos 9 aos 18) no seu jardim à beira-mar plantado!

ml: «…da última vez que uns tipos altos e louraços se consideraram os mais inteligentes e capazes, deu no que deu, …»

Tem toda a razão, é o que dá os socialismos-nacionalistas. Todos eles começam sempre por ser um bocadinho nacionalistas, mas depois misturam-lhe socialismo e a coisa torna-se explosiva e dá no que dá.

ml: «…e as vítimas de ontem já se candidataram a carrascos de hoje.»

Você ainda não percebeu bem a coisa! As vítimas de ontem não têm vontade nenhuma de serem, mais uma vez, as vítimas que sempre foram ao longo da história. Que diabo, querem evitar que os seus filhos ou netos venham a escrever um dia em blogues ‘que da última vez que uma religião (da paz) se considerou a única deu no que deu’.

Acerca do Dawkins nada tenho contra e continua para mim a ser muito popular, é um ateu que explica muito bem e com bastante humor como desmantelar o Altíssimo – e normalmente percebo tudo o que ele diz, que mais desejar?

Acerca de raças creio que o Eça era anti-semita, mas era anti-semita da mesma forma que Camões era racista. Para compreender é preciso ver as coisas no seu contexto e na sua época. Na época de Eça, e no meio em que ele se movia, era pura e simplesmente ‘bon ton’ este tipo de referências à raça judaica, e tem tudo a ver com o excelente p.r. do Vaticano a que anteriormente fiz referência.

O anti-semitismo só deixou abruptamente de ser ‘salonfähig’ – para se tornar tabu – depois do Holocausto, mas inspirado actualmente pela religião da paz retoma o seu curso ‘normal’ em meios de esquerda, mas não só. Só assim é que se compreende a percepção e indignação terrivelmente selectiva em relação às supostas maleficências do judeu.

segunda-feira, 2 de Novembro de 2009

Da óptica

No Blasfémias,
Segundo a Subdirectora-geral de Saúde, Graça Freitas, «os partidos “fazem parte da nossa democracia e devem ser vacinados“». Concordo que os partidos devem ser vacinados. Duvido é que existam vacinas para as doenças que os afectam.

Aproveitando a boleia do Range-o-Dente: Não sei se tenho mais saudades de Jacques Tati se das férias daqueles tempos...

domingo, 1 de Novembro de 2009

Então, vá!


Sem comentários, transcrevo aqui, na íntegra, um texto com o mesmo título, hoje publicado por Joaquim Simões, no seu Portugal e Outras Touradas.

Folheando o PÚBLICO de ontem, pus-me a ler um texto de Eduardo Cintra Torres que me deixou em estado criativo de verdadeira graça. Dispôs-se Cintra Torres, com ele, temerariamente, a arrostar com o provável anátema dos mentores de uma nova moda literária, adoptada por um grupo de letrados portugueses que vozeiam num blog, os quais, em apoio ao que é dito por Pedro Mexia num ou dois de textos seus sobre o assunto, decidiram excluir da respectiva prosa os pontos de exclamação, afirmando que continuará a usá-lo como sempre o tem feito, dada a inquestionável utilidade desse sinal de pontuação.
Não se pense, todavia, confidencia-nos, que ele próprio está isento de manias igualmente questionáveis e susceptíveis de serem postas em causa, exemplificando com a sua natural tendência a excluir liminarmente da vista os romances em cujo título figure um verbo. Algo assaz singular, sem dúvida, mas que é nele irreprimível. E lança-se, em seguida, numa aventura da memória em direcção ao tempo em que vivia com a sua família parental, durante o qual se deu conta dessa sua idiossincrasia, de que só se tornou consciente mais tarde, quando, por influência de Lídia Jorge, leu As Velas Ardem Até ao Fim, de Sandór Márai, Lídia Jorge que, apesar de possuir «uma folha de serviço impecável, apenas com romances sem verbos nos títulos, perdeu as estribeiras» e publicou Combateremos a Sombra. Disparando, depois, para a vastidão das viagens literárias que a existência lhe proporcionou já, registando o exemplo dos inúmeros e consagrados autores, nacionais e estrangeiros, que, no decorrer dos séculos XIX e XX, não caíram nesse pecadilho, desastroso para a aspiração a serem lidos. Camilo, nota, soçobrou somente três vezes, entre dezenas de títulos que publicou, Aquilino, outras tantas. Quanto a Dinis Machado, é certo que, cito uma vez mais, «escreveu O que Diz Molero, mas quando a forma verbal se segue a uma conjunção subordinativa “que” ou “quando” aceita-se melhor». A condenação de Miguel Sousa Tavares é, porém, irremediável, ao escrever «qualquer coisa com David Crockett que dá vontade de deixar morrer a personagem sem mesmo começar a leitura»
Termina Cintra Torres com o seguinte passo, onde é possível escutar subliminarmente uma inflexão e uma ênfase de voz que como que pretendem despertar a nossa atenção para a indesmentível cientificidade das razões que determinam a sua intuitiva aversão: «Que títulos com verbos são próprios de certa literatura não é um preconceito meu. Um título com verbo promete xarope. Consultei na Wikipédia os 145 títulos da espanhola Corín Tellado editados em 1972 e 1973 (sim, em apenas dois anos). Desses, 105 têm um verbo no título (72%). Em Barbara Cartland a percentagem é menor, mas facilmente encontrei dezenas.». E remata: «Contudo, até agora nunca tinha visto um título com dois verbos, ainda por cima com ponto de interrogação. Ia morrendo ao ler o título do novo António Lobo Antunes: Que Cavalos São Aqueles que Fazem Sombra no Mar?. Eu não sei que cavalos, nem nunca saberei.».
Devo confessar que, até chegar a esta última parte, me senti literalmente assaltado pela sensação do jornal PÚBLICO me procurar enganar no que toca à qualidade intelectual daqueles a quem proporciona guarida. Lembrei-me, até, da frase rude proferida por José Mourinho, a propósito do seu colega de profissão Jaime Pacheco: “O cérebro dele só tem um neurónio e, mesmo esse, funciona mal”. Aos poucos, contudo, foi-me cedendo a resistência da mente face à luminosidade singularmente persuasiva do que lera. Mea culpa!, digo agora. É que a genialidade intrínseca ao funcionamento holístico de Eduardo Cintra Torres, através do qual o corpo se sintoniza tão perfeitamente com o acto de desvendar cerebralmente os mistérios da estrutura inerente ao real que nos sustenta e no qual nos cumprimos, deslumbrou-me a um ponto tal que somente a poesia poderia exprimir o que sinto agora. Mas quando o génio é pouco e o talento não ajuda, o que fazer? O que fui incapaz, também eu, de reprimir.
Um modesto poema, um singelíssimo poema, de um só verso composto, coincidente, inclusive, com o título, que se me afigurou adequado, no qual, porém, não fui capaz de evitar a inclusão não de duas, mas de quatro formas verbais e mesmo da presença de um ponto de interrogação e outro, de exclamação, associados. Com os meus maiores pedidos de desculpas, pela forma, mas sabendo-o eventualmente desculpável porque eivado de total sinceridade, aqui lho deixo:

Oh, filho! E se fosses c… ao Bilhar Grande, a ver se isso te passa?!

Stormy Weather

[Desculpem o desfasamento]


... ou de como se dança na corda da simplicidade musical, sem rede e parecendo voar.

Trocas e baldrocas?




Tenho dificuldade em perceber porque são sempre aqueles que pagam os corruptores.

Definição legal?