quarta-feira, 6 de março de 2013

O Grão Vizir antissionista

Há dias o Grão-Vizir da Turquia islamista, Recep Erdogan, conhecido já nos areópagos internacionais por atitudes e verbosidades reveladoras de bastante falta de chá, declarou, em pleno evento da "Aliança das Civilizações", que o sionismo é uma coisa muito má, equivalente ao fascismo, racismo, etc.

Ban Ki Moon e outros austeros participantes continuaram de boca aberta, provavelmente convencidos que tinha sido uma má tradução.

Mas não era e assim que a coisa ficou clara, os responsáveis políticos da ONU, da Europa e dos países adultos, condenaram veementemente a diatribe de Erdogan.

Erdogan é, toda a gente sabe, um islamista dos sete costados e está a empurrar a Turquia para um novo regresso à imaginária glória do Islão, que inclui na ementa o ódio a todos os outros, especialmente aos judeus.
Mas, como muitos muçulmanos, jamais leu o Corão ou os textos que sustentam a sua crença. (A maioria dos muçulmanos "encorna" o Corão em árabe, não tendo a mínima ideia do que significam os sons que decora).
Ora sendo o sionismo o movimento nacionalista dos judeus, que culminou na constituição de um estado judaico nas suas terras ancestrais, ninguém, não se está a ver bem o que é que o sionismo tem de diferente de outros nacionalismos que igualmente culminaram na criação de estados. O nacionalismo maubere, por exemplo...

Mas há pior. Um bom muçulmano não pode ser antissionista, porque o Corão, que para os muçulmanos é a lei geral e definitiva, prescreve, muito bem prescrito, que :

(5:21) Ó povo meu, entrai [refere-se aos judeus] na terra Sagrada que Deus vos assinalou, e não retrocedais, porque se retrocederdes, sereis desventurados.

Em suma, Erdogan, além de não saber comer com talheres, sabe tanto da doutrina que apregoa, como aqui este vosso amigo de renda de bilros.

4 comentários:

Fres disse...

O que os dirigentes europeus e a imprensa ocidental escondem é que ele é recebido, de cada regresso da Europa, aos gritos de "Gazi, gazi!" e que significa conquistador! Mas shuuut, não se pode estigmatizar!

Fres disse...

O que os dirigentes europeus e a imprensa ocidental escondem é que ele é recebido, de cada regresso da Europa, aos gritos de "Gazi, gazi!" e que significa conquistador! Mas shuuut, não se pode estigmatizar!

Joaquim Simões disse...

Chapelada com vénia!

Luis Moreira disse...

Isto é na verdade complicado...