quinta-feira, 7 de março de 2013

Dos preservadores e repectivos trombones

De cada vez que há notícias boas, ou, pelo menos, menos más, aparecem umas luminárias (Freitas de Amaral há uns tempos e, hoje, um fascistoide do PCPIDE), reclamando que tal se deve a Mário Draghi que no final de Julho de 2012 declarou:
"European Central Bank President Mario Draghi said policy makers will do whatever is needed to preserve the euro,"

Bem, vejam lá se detectam, no gráfico, a influência de Draghi.



Source: tradingeconomics.com

3 comentários:

Paulo Porto disse...

Caro RD

Vou fazer um exercicio de futurologia, sendo certo que eu tenho um jeito muito especial pra me enganar quase sempre (pior que eu, só o Gaspar):

1 Estas taxas não irão abaixo do 4%, uma vez que a inflação dificilmente baixa dos 2%. (nota: não estou a dizer que 4% eh mau, ou é um fracasso; aquilo que é mau é continuar a pedir emprestado e contunuar a aumentar o peso relativo e absoluto dos juros no OE)

2 atendendo ao volume de endividamento a que chegámos, quem continua a emprestar a Portugal tem de saber uma e/ou as duas coisas seguintes (que nós (ainda) não sabemos):
- o reembolso estah garantido pelo BCE (muito provável);
- os alemães vão aceitar a emissão de eurobounds depois das eleições (menos provável).

RioD'oiro disse...

Caro PP,

Eu estou, grosso modo, de acordo consigo.

O post destinava-se apenas a abater gambozinos relativamente à paternidade de Draghi como ponto de viragem na nossa descida de juro.

Espero que o governo consiga cacetar a despesa e parar de pedir mais (aumentar o total da dívida). Quanto a diminuir a dívida, nem me atrevo a especular.

Aliás, quando Draghi 'garantiu' manchou ainda mais o resto da "europa".

Paulo Porto disse...

Sim, concordo consigo a respeito do Draghi e da relevancia dele sobre a viragem do juro.

Esqueci de lhe dizer, esse grafico foi bem agarrado. Boa fonte.