domingo, 6 de outubro de 2013

Da casta monárquica absolutista II - O crime compensa

Este artigo vem na sequência deste outro.

Esbanjado que foi o dinheiro de impostos pagos e por pagar para tapar a monumental dívida que o socretino socialismo nos legou, as luminárias da educação opoem-se à privatização do exercício do ensino público com o argumento de que o dinheiro já foi gasto e que, portanto, o melhor é seguir em frente "rentabilizando" o existente.

Trata-se da falácia 'o crime compensa'. Em vez de se defender que uns tantos devem ir parar à choldra por torrarem indiscriminadamente dinheiro ao contribuinte, defende-se que se valide o péssimo investimento deixando tudo como dantes. É assim, aliás, que os sindicatos marxistas instalados no bicho estatal fazem: manter as organizações arruinadas (empresas estatais) para que não seja possível que alguém se interesse por pô-las a funcionar bem. É o caso da TAP, da RTP, da Carris, da CP, das várias Metro, etc, etc. A "festa" da parque escolar foi isso exactamente: esbanjar de forma a tornar "incontornável" a utilização daquelas infraestruturas (escolas).

Parece, no entanto, que há aqui alguma falta de coragem política muito embora pareça também que é hoje incontornável que o Tribunal Constitucional se tornou uma barricada neste marxista processo. A solução para estes casos parece simples: o governo que licencie a utilização das escolas à iniciativa privada. Já que é naturalmente impossível não gastar nas infraestruturas (o dinheiro já foi gasto), que se poupe, pelo menos, nas restantes despesas. Conviria tambem não esquecer que é de toda a conveniência que haja, neste processo, concorrência. O governo não pode deixarem formar-se monopólios. Para monopólio já basta o estado.

As luminárias não gostam da ideia porque é um "subserviência face à apetência pelo lucro"? Pois muito bem, apresentem-se na parada com organizações sem fins lucrativos, cooperativas, etc, que peguem nas instalações, e que concorram com a iniciativa privada. Sem a "apetência pelo lucro" conseguirão, certamente, levar mais barato ao estado e permitir aos professores melhores salários, melhores horários e turmas mais pequenas. De outra forma percebe-se que estão apenas a cuspir para o ar (o óbvio).

1 comentário:

ora viva disse...

"As luminárias não gostam da ideia porque é um "subserviência face à apetência pelo lucro"? Pois muito bem, apresentem-se na parada com organizações sem fins lucrativos, cooperativas, etc, que peguem nas instalações, e que concorram com a iniciativa privada."

Andei a dizer isso mesmo a colegas durante anos, a perguntar porque é que ninguém fazia essa proposta. Eu dispunha-me a avançar.
Rigor científico, rigor pedagógico, firmeza disciplinar, empenhamento real no ensino e captação de alunos... o que faz afinal, o ensino privado de qualidade, o tal dos "privilegiados", das "elites".
Nunca obtive qualquer resposta dos meus colegas. Após um breve silêncio breve, os "pugressistas" desviavam a conversa; os "nem-por-isso", os olhos.
A maioria, deixou de ser tão cordial comigo como era antes.