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terça-feira, 19 de março de 2013

Os portugueses, a troika, o crime, o Papa e os ateus





Tudo isto em mais três crónicas de Alberto Gonçalves, no DN:



Os portugueses que ficam em casa

Os portugueses estão contra a troika? Nem tanto. Uma sondagem da Católica para o DN sugere que 64% dos cidadãos votariam hoje no partido que assinou o memorando de entendimento ou nos partidos que o aplicam, com o principal partido do Governo a registar uma subida de três pontos face à sondagem anterior.

Isto, evidentemente, não significa que a maioria dos portugueses esteja satisfeita com o papel do PS na bancarrota pátria ou com os esforços do PSD e do CDS para em vão curar a bancarrota através da espoliação fiscal. Mas significa que, apesar de tudo, as alternativas ao "sistema" suscitam menos confiança do que o "sistema" propriamente dito. E que os regulares protestos públicos, ainda que espectaculares, merecem ser lidos com uma ponderação que os "media" e os extremistas raramente exibem.

Quem viu as reportagens sobre as manifestações do passado dia 2 foi abalroado pela garantia de que o País em peso aspira a lixar a troika. Não importa que na rua marchassem um milhão e meio, um milhão ou 500 mil pessoas. Mesmo quando 30 sujeitos berram em frente à residência oficial do primeiro-ministro, o facto é notícia e alimenta a noção totalitária de que os 30 sujeitos, espontaneamente manipulados pela CGTP ou por metástases do Bloco, representam a população.

Por estranho que pareça, não representam. Por estranho que pareça, os nossos representantes na matéria são os políticos, tenhamos votado neles ou não, gostemos deles (Deus me livre!) ou não. Numa altura em que abundantes luminárias se referem jovialmente às "limitações" da escolha popular e tentam pôr em causa a legitimidade eleitoral, convém lembrar que esta é a única de que dispomos. Em democracia, claro. E embora a democracia em questão padeça de inúmeras maleitas e se assemelhe a um desfile de incapazes, as opções restantes implicam a consagração de rematados malucos, os quais procuram alcançar pelo pandemónio o poder que as urnas não lhes concedem.

Dito de outra maneira, por mal que isto ande, haveria forma de ficar pior, muito pior. Os portugueses ou, para ser exacto, 64% dos portugueses suspeitam disso, por isso lamentam os apertos em curso sem exigir a desgraça eterna. Aliás, suspeito que quanto mais os 20%, 10% ou 5% se empenharem na desgraça mais crescerá a quantidade de resignados à penúria presente, talvez futura e certamente preferível ao caos.



A previsão do crime

Durante meses, fomos informados de que a crise económica e a austeridade subsequente seriam responsáveis pela promoção de zaragatas domésticas, abandono de animais, suicídios, depressões, amuos, gripes e terçolhos. E do crime? Do crime nem se fala. Ou falou-se imenso. Segundo especialistas sortidos, que às vezes fingiam preocupação enquanto sentiam regozijo, a crise aumentaria os pequenos roubos, os assaltos violentos, os furtos intermédios e a insegurança em geral. A prevenção do crime viu-se substituída pela respectiva previsão.

Depois, veio a realidade e constatou-se que, pelo menos em Lisboa, a criminalidade está a diminuir, a geral em 5% e a grave em 15% face a 2011. Ou, ao contrário do que consta, a capital não é afectada pela crise, ou, ao contrário do que constou, a crise e as malfeitorias não são indissociáveis.
Por acaso, também já tinha essa impressão. Por muito que os defensores dos oprimidos insistam na tese oposta, nada assegura que um cidadão subitamente desempregado desate a surripiar transeuntes de navalha em punho. E que uma família incapaz de pagar a prestação do apartamento adira no dia seguinte à prática do carjacking. E que um reformado cuja pensão foi subtraída pela voracidade estatal se converta aos ensinamentos do estripador de Chelas. Etc.

Nem vale a pena lembrar que, na generalidade do mundo ocidental, o crime e a prosperidade tendem a crescer em simultâneo. Mas vale a pena repetir que a ideia de que a pobreza conduz quase fatalmente à delinquência não é apenas falsa: é ofensiva, bastante mais ofensiva do que os periódicos e ocasionalmente obtusos desabafos dos srs. Borges e Ulrich. Por ridículo que fosse o chavão algo salazarista do "pobres e honrados", o ridículo maior é que a alternativa democrática se resuma ao "pobres e bandidos". Aliás, se acrescentarmos o conhecido "ricos e ladrões", verifica-se que, em Lisboa e no País inteiro, o crime tende para o anacronismo na medida em que não sobra ninguém para roubar



A fé dos descrentes

O sucessor interino de Hugo Chávez afirmou que a doença do falecido "rompia toda a normalidade", um regresso à tese de que o cancro fora "provocado" pelos EUA e por isso se distinguia dos cancros comuns, inofensivos e ocasionalmente agradáveis.

Mas nem tudo é mau, e o sr. Maduro tem razões para festejar. Primeiro porque subirá provavelmente à presidência não interina. Depois porque, conforme explicou em palestra televisiva, Chávez subiu às alturas e encontrou-se com Cristo, que talvez num intervalo das conversas com Alexandra Solnado lhe confidenciou: "Chegou a hora da América do Sul." Ou seja, Chávez fez lóbi no Céu e colocou um argentino em Roma. Embora os motivos pelos quais Chávez não arranjou um Sumo Pontífice venezuelano fiquem por esclarecer, os restantes factos são indesmentíveis. Duvidar disto é duvidar do potencial cancerígeno da CIA, do progresso social da Revolução Bolivariana e dos suínos ciclistas.

Quanto ao Papa propriamente dito, o meu discreto ateísmo não me inspira grandes considerações. Em compensação, o ateísmo ruidoso de muitos não os impede de emitir palpites sucessivos acerca da matéria. Pelo menos em Portugal, os media trataram de ouvir avidamente as opiniões de gente sem qualquer vínculo ao catolicismo, o que faz o mesmo sentido que questionar um adepto dos Los Angeles Lakers sobre o momento do Sporting. Neste caso, o fã de basquetebol diria provavelmente não saber nada a propósito. Já os ateus militantes não só sabem imenso a propósito do Vaticano como insistem em partilhar a sabedoria connosco.

Padecendo de uma estranha maleita que os impede de viver em paz sem que o líder de uma fé a que se dizem radicalmente indiferentes concorde com eles, os ateus militantes receberam o Papa Francisco sob três perspectivas. A perspectiva simpática apreciou a circunstância de o homem vir do hemisfério sul (porquê?) e ter sido nomeado contra o "sistema" (apesar de ter sido o "sistema" a nomeá-lo). A perspectiva hesitante lamenta que o homem não defenda o casamento homossexual, o aborto, a eutanásia e, afinal, cada imperativo dos bem pensantes. A perspectiva desconfiada descobriu (ainda que, conforme se comprova no site do Bloco de Esquerda, à custa de manipulações fotográficas) a afinidade entre o sr. Bergoglio e a antiga ditadura argentina. Enquanto os cardeais não designarem um herege para pastorear os crentes, o catolicismo não se redime.

Dos viciados em promessas e boas notícias ....

Helena Matos no Diário Económico.
Qual seria o futuro de um político que se apresentasse ao eleitorado dizendo que vamos empobrecer, que vivemos numa zona do mundo em declínio e que o grande desafio que temos pela frente é conseguir gerir este momento sem perder os valores...

essenciais da nossa cultura, preservando o que se considera essencial e minorando o sofrimento? Na melhor das hipóteses seria político por um dia, aquele em que fizera tais afirmações.

Viciámo-nos em promessas e boas notícias. Já nem temos palavras para a realidade: as dívidas chamam-se investimento, o vandalismo passou a alegado incidente, deixou de se reprovar, simplesmente não se transita, a prostituição tornou-se trabalho sexual. Como é próprio das sociedades decadentes perdemos o sentido de Estado e vamo-nos atomizando em tribos: temos os "filhos dos bairros" para designar os jovens nascidos nuns bairros que nos foram anunciados como a solução mágica da vida dos seus pais e agora são uma espécie de mundo sem regras para quem ali vive; as comunidades africanas esmagadoramente compostas por pessoas que não nasceram em África mas a quem não sabemos se se pode chamar negro; as "pessoas LGBT" como se não fôssemos todos, pessoas.

As palavras tiveram de se adaptar à susceptibilidade das tribos e por isso o sexo passou a género e os pais estão a caminho de ser reduzidos a progenitores. Cada acto é mais ou menos grave consoante a tribo que afecta e por isso o direito transformou-se num sub produto da etno-sociologia: temos a violência doméstica, violência de género, crimes de colarinho branco, violência em meio escolar. Na passada semana uns portugueses foram esfaqueados na Alemanha mas como a agressão não caiu no âmbito do crime de ódio logo passou ao rol da insignificância.

O Estado que havia de tomar conta de nós do berço à cova - agora até às cinzas porque os cemitérios são uma coisa antiga que nos lembra que existe morte - tornou-se num monstro ávido de dinheiro que esbulha o possível e o impossível a uma população que o seu intervencionismo reduziu à anomia. Ninguém é responsável por nada mas apenas o resultado de uma política de apoio ou de um acto de discriminação. A própria demografia passou a ser confundida com os abonos de família.

Todos os dias mentimos e nos mentimos para tornarmos aceitável hoje o que ontem condenávamos: uma intervenção como a que agora foi feita no Chipre era dita impossível na UE, campeã tão campeã dos direitos que não há semana em que não legisle sobre o bem-estar das galinhas e dos porcos.
Pois o que era impossível tornou-se possível e a UE, essa estrutura tão democrática que não pode ser votada, continuará a impor os seus critérios de democracia às suiniculturas e às "questões de género" na composição dos conselhos de administração das empresas, enquanto os seus políticos garantem hoje que não é possível o que já sabem que vai acontecer amanhã.

Mas se alguém se pensa apresentar a votos dizendo isto não levará nem os votos da sua família. Se calhar nem o seu próprio voto. Porque nós somos como os amantes que no tango suplicam: "Ay/ abrázame esta noche/ aunque no tengas ganas/ prefiero que me mientas".

domingo, 17 de março de 2013

O Regresso do Filho Pródigo

No Lura do Grilo:
Saiu de Mota com uma ponte caída!  Galgou os biliões desperdiçados em obras inúteis nas rédeas de uma grande construtora. Foi-se a bonança dos biliões, foi-se o gastador compulsivo e puseram-no a um canto. Agora quer regressar a casa do pai mas sem pedir perdão. Há ainda muitos cabritos para matar .. "as cabras siempre tiram al monte" como dizem "nuestros hermanos".

Coelho está de volta.

Da federação-maravilha




O maravilhosos sistema de saúde cubano, ...

... versão para indignácaros:


... "faça alguma coisa"

Comentário meu a uma leitora do Prof. Ramiro Marques:

Portugal é um país sentado à espera que o estado "faça alguma coisa", também pelos filhos. Portugal é uma país de dependentes do estado. Portugal é um país onde a larga maioria da população depende directamente do estado. Em boa verdade, é um "estado" sem país.

Vive-se hoje um relampejo, um momento de verdade em que as pessoas começam a perceber dolorosamente que há mais vida, há mais mundo para além do estado.

A Grâce vê os sintomas mas não não diagnostica a doença. A doença chama-se "estado", chama-se falta de amor-próprio, falta de orgulho-próprio, falta de afirmação do 'eu' por ... vergonha.

Sabrina Vlaskalic Concert Gitaarsalon in Enkhuizen, Holland


sábado, 16 de março de 2013

sexta-feira, 15 de março de 2013

Acerca do Executor-em-chefe:

Aqui, via Espectador Interessado:
 "The Honorable Rand Paul United States Senate Washington, DC 20510

 Dear Senator Paul: It has come to my attention that you have now asked an additional question:

 "Does the President have the authority to use a weaponized drone to kill an American not engaged in combat on American soil?"

 The answer to that question is no. "


Crença, respeito e elegância




(Recebido por e-mail)

Não é preciso comungar das mesmas ideias, opiniões ou crenças de quem quer que seja, as nossas já bastam por si só e exigem muitos de nós mesmos. No entanto, qualquer que seja o caso, não se deve faltar ao respeito para com os demais.

Aconteceu em Londres, com um taxista inglês.

Um muçulmano devoto entra no táxi. Uma vez sentado, pede ao taxista para desligar o rádio porque não quer ouvir música, como é decretado na sua religião, e porque no tempo do Profeta não havia música, especialmente música ocidental, que é música dos infiéis.

O motorista do táxi, educadamente, desliga o rádio, pára o carro, sai, dirige-se à porta do cliente e abre-a. O muçulmano pergunta: “O que é que está a fazer?”.

O taxista responde: “No tempo do Profeta não havia táxis. Por isso, saia e espere pelo próximo camelo”.

Que classe!

quinta-feira, 14 de março de 2013

Climategate 3.0

Já um pouco atrasado, mas há que avisar a navegação que ...

Actualização:

Emergem sucessivas escandaleiras perpetradas pelo gang do IPCC, o tal a quem foi atribuido o prémio Nobel.

Tudo menos 1

 Os sociais defensores da coisa comum fazem sempre apopléticas rábulas de espanto de cada vez que 'descobrem' que os piores são os seus derradeiros companheiros.

Na persecução deste zenital desígnio, estes mestres em empresariado vão-se dedicando a comer cada vez mais tudo deixando cada vez mais nada.

Chegada a altura, os "inteligentes" postulam finalmente que se "acabaram as canções".
 "Para não ter protestos vãos,
Para sair deste antro estreito,
Façamos nós por nossas mãos,
Tudo o que a nós diz respeito!"
 Até lá, muitas Grândolas Vilas Morenas brotarão das massas de carne para canhão, hordas de idiotas úteis da coisa comum. Muito embora o trono seja estreito, todos estão certos que serão os sociais monarcas do dia seguinte.

Comer tudo e nada deixar é a espinha dorsal deste hino. Tudo, é tudo menos 1.


Como os combustíveis fósseis contribuem para que o planeta fique mais verde

Conviria que os professores fossem diversificando as suas fontes de informação para, daqui a uns tempos, não se declararem novamente surpreendidos como no caso e nas consequências da dívida.

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- A terra está a ficar mais coberta de vegetação (sem ser plantada e, naturalmente, sem uso de fertilizantes)
- A ligeira subida de temperatura dos últimos 30 anos tem permitido mais chuva e mais verde.
- Metade do aumento de vegetação resulta, em 50% do aumento de CO2.
- O uso de combustíveis fósseis tem permitido tornar a terra mais verde.
- Nos últimos 50 anos a população terrestre aumentou para o dobro e come mais e melhor que anteriormente.
- Usamos hoje 65% menos terreno para agricultura relativamente a 1960. O resto do terreno deixou de ser usado.
- A extinção de espécies, muito alta na transição para o Sec. XX, praticamente deixou de ter lugar desde essa altura.
- A extinção brutal de espécies do fim do Sec. XIX resultou, regra geral, da introdução inadvertida de ratos ou outros predadores no habitat local que da acção directa do homem.
 -  Há 30 anos acampava-se em Spitsburgen (onde o mar gelado nunca chegou) sem qualquer problema, hoje o espaço é dominado e destruído por ursos polares.
 - Os ganços das ilhas daquelas paragens não têm, nos últimos 6 ou 6 anos, conseguido criar uma patinho porque os ursos polares comem-nos todos.
 - A vida selvagem pulula pelo Ártico e pelo Antártico ... porque já não são há muito caçados em virtude dos produtos deles retirados se ter tornado obsoletos por serem muito mais baratos quando obtidos de combustíveis fósseis.
 - Muita da recuperação da vida selvagem deve-se, além das acções de conservação, à tecnologia, o crescimento, o desenvolvimento económico. "O desenvolvimento económico tem sido parte da solução e não parte do problema".
 - O Haiti é muito mais castanho que a República Dominicana. O Haiti depende de energias renováveis, a Republica Dominicana importa combustíveis fósseis e encoraja e subsidia o uso de gás propano como combustível para cozinhar para  que as pessoas não cortem árvores para as transformar em combustível. São os combustíveis fósseis quem preserva o verde da República Dominicana.
 - Estão a desviar-se 5% das colheitas para as transformar em combustível rodoviário poupando 0.6% em combustíveis fósseis. O desvio de colheitas para combustível provocou a subida do preço dos cereais para o dobro. Entretanto, nas zonas mais desfavorecidas do globo muita gente se viu privada de alimentos por os não conseguir comprar. Entretanto, a necessidade de comida provocou o aumento da desflorestação para cultivo sem recursos tecnológicos.
 - Em Inglaterra está a sem implementada a queima de madeira como forma de obter energia renovável ... obrigando à importação (com transporte intercontinental) de lenha para queimar.


quarta-feira, 13 de março de 2013

EURSS

A "europa" pretende proibir que as eleições se realizem fora das datas que ela achar convenientes, que os nomes dos partidos políticos devem estar de acordo com a regulamentação "europeia" e que o conteúdo da divulgação política deve ser regulado. Uma "deputada" estranha que Stuart Agnew não tenha alinhado na "negociação" da norma.

E o bicho nunca mais morre?


terça-feira, 12 de março de 2013

Pé-de-cabra

Há 3 coisas que nos devem fazer temperar o que escrevemos de forma a fazer esquerdalhos falarem mais do que pretendem:

1 - Que pensarão* os indignácaros ou corporações de sensíveis
2 - Que pensarão os muito sapientes em como as coisas não se fazem
3 - Que pensarão os auto-intitulados OAIs (opinantes altamente isentos)

"Pensar" é aqui uma forma de expressão.

segunda-feira, 11 de março de 2013

Planeta muçulmano ou Arrufos ideológicos fascistas





A foto verdadeira (à direita) e a montagem que surgiu em alguns sites iranianos (à esquerda)Fotografia © DR


Título, texto e foto retirados daqui.

Ahmadinejad debaixo de fogo por consolar mãe de Chávez

Na cerimónia fúnebre de adeus ao líder venezuelano, o Presidente iraniano foi fotografado com o rosto junto ao da mãe de Chávez e de mãos dadas. Os muçulmanos estão proibidos, por tradição, de tocar em mulheres que não sejam da sua família e em alguns sites iranianos, a foto foi alterada.

A divulgação da imagem gerou uma onda de críticas no Irão. Um membro da Sociedade do Clero Combativo de Teerão, Hojat al-Islam Hossein Ibrahimi, disse segundo o site Al Monitor que "em relação ao que é permitido (halal) e o que é proibido (haram), sabemos que nenhuma mulher que não seja familiar pode ser tocada a não ser que se esteja a afogar ou precise de tratamento médico".

Alegadamente, os apoiantes do Presidente tentaram proibir a publicação da fotografia, sem sucesso. Depois, a versão online do Iran Newspaper, chamada Shabakeye Iran, terá vindo em defesa de Ahmadinejad, dizendo que o Presidente tentou cumprimentar a mãe de Chávez, Elena Frías, juntando as mãos e levantando-as, mantendo a distância, como fez noutras ocasiões com outras mulheres.

Mais tarde, começou a circular uma fotomontagem na qual, em vez de Elena Frías, o rosto de Ahmadinejad surge junto ao de um homem. Este é apresentado como sendo um tio do falecido presidente venezuelano. O site conservador Entekhab, que tinha criticado Ahmadinejad, apressou-se a pedir desculpa ao presidente, pensando que esta era a verdadeira fotografia e acusando o jornal britânico 'Daily Telegraph' de ser o responsável pela "fotomontagem" em que se via a mãe de Chávez.

Mas algumas horas depois, retiraram o pedido de desculpa, ao descobrir que o homem da segunda foto é Mohamad El Baradei, o antigo diretor da Agência Internacional de Energia Atómica e atual figura figura da oposição egípcia. Na foto original, El Baradei cumprimentava o presidente do Parlamento egípcio, Ali Larijani.

domingo, 10 de março de 2013

Socialismo real tem destas coisas

La «dolce vita» de los Chávez

Sin rubor ni tapujos, sus hijas cuelgan en las redes sociales las fotos de sus viajes y sus citas con los famosos

En 2009, las hijas y nietos de Hugo Chávez tomaron un paseo en barco para conocer los glaciares argentinos
Le gustaba llevar relojes de marca del tipo Patek Phillip y trajes de firma a la medida, mientras predicaba por televisión su «socialismo siglo XXI» y abrazaba a los niños y ancianos para conquistar el corazón de los desposeídos. En los 14 años que gobernó a Venezuela, Hugo Chávez no se privó de ningún placer mundano como son los innumerables viajes que hizo alrededor del planeta, hospedarse en los hoteles más caros, tener vehículos y llevar joyas costosas.

Así lo relata a ABC el sastre Giovanni Scutaro, quien en los primeros años de su gobierno le cambió sus trajes sencillos de «liquiliqui» (traje típico llanero de cuello Mao) y uniforme militar por conjuntos de última moda de cachemir, corbatas de seda y finas camisas de marca española. Los zapatos también de firma.
 
Su numerosa familia compuesta por sus padres, seis hermanos, cuatros hijos y varios nietos y una larga lista de sobrinos y ahijados, tampoco quiso quedarse atrás. La influencia del apellido Chávez les ha dado luz verde para gastar a manos llenas el presupuesto público. Sus preferencias especialmente por los entretenimientos y espectáculos «Made in USA» han contrastado con el discurso «antiimperialista» de su líder.

Sin ningún rubor ni tapujo, las hijas Rosinés y María Gabriela han colgado sus fotografías en las redes sociales mostrando cómo disfrutan de la vida privilegiada por llevar el apellido presidencial. En sus viajes al exterior se codearon con la élite política y artística internacional. No se perdieron ningún estreno de artistas como Justin Bieber o Madonna, mientras el común de los venezolanos no sueña con esas banalidades ni viajar en primera clase porque tiene los dólares restringidos por el control de cambio de la oficina de CADIVI.
 
María Gabriela, la hija predilecta del líder, también tiene debilidad por los coches de carrera. Con fondos de la petrolera estatal financió al piloto criollo Pastor Maldonado en los circuitos de la F1.
Estos caprichos elitistas han sido criticados por la base chavista, especialmente por los 17.000 damnificados que esperan en refugios desde hace dos años que les den una vivienda.
 

Predicar para otros

El diputado opositor Carlos Berrisbeitía estima que Chávez habría gastado más de 350 millones de dólares en sus viajes al exterior durante 14 años, en los que siempre llevó una nutrida delegación incluyendo a su familia. «Ningún otro jefe de Estado del continente americano ha derrochado tanto».
 
La «familia real» como denominan a los Chávez en Barinas, era una familia humilde que surgió prácticamente de la nada y que nunca aplicó la prédica del mandatario de que «ser rico es malo». Tal vez pensó que eso era para los pobres y que el ejemplo no empieza por casa.
  
Lo cierto es que la prensa extranjera estima que Chávez ha dejado una herencia incalculable para su familia. Las cifras hablan de unos 2.000 millones de dólares, una fortuna que habría amasado la familia presidencial, según publicó hace dos semanas Jerry Brewer, presidente de la ONG Criminal Justice International Associates (CJIA) de Virginia del Norte.
 
Al pie de monte andino está situado Barinas, de 35.200 kilómetros cuadrados con una población de 800.000 habitantes, estado natal de Chávez , convertido en el feudo de su familia porque lo ha gobernado su padre Hugo de los Reyes y su hermano mayor Adán en estos 14 años de era chavista. Al parecer la fortuna sólo ha tocado la puerta del clan presidencial en Barinas, pues éste figura entre los estados más pobres de Venezuela.

El feudo de 45.000 hectáreas de la «familia real» en Barinas incluye una fortuna de 17 fincas, 10 vehículos tipo Hummer, residencias veraniegas, joyas con esmeraldas, rubíes y relojes de oro de 24 kilates, ropa de marcas como Coco Channel. Lo dice el diputado Wilmer Azuaje que los conoce como la palma de su mano.

El patrimonio familiar alcanza un valor de 535 millones de dólares, de los cuales 265 millones de dólares están depositados en cuentas bancarias en el exterior, afirma Azuaje.

La «dolce vita» de los Chávez
Elena Frías, madre de Chávez
La madre, Elena Frías, ha cambiado mucho de estilo desde que su hijo ascendió a la Presidencia. Sus fotografías la delatan. De mostrarse como una mujer humilde y sencilla al comenzar el gobierno ha pasado a ser una señora encopetada y enjoyada cuyo rostro muestra a la legua que ha pasado muchas veces por el quirófano.

La ostentación de Elena Frías casa con su carácter fuerte y lleno de temple. Es la madre del que ideó «la revolución bolivariana y el socialismo del siglo XXI». Lo muestra la crónica «En busca de la mamá de Chávez» en la Antología de Crónica Latinoamericana Actual, editado por Alfaguara. En el año 2008, la cuenta bancaria de Elena contaba con 16,3 millones de dólares, que ahora deben haber aumentado, según el diario mexicano La Razón.

Elogios da loucura




(imagem obtida aqui)


Um novo texto, a não perder, de Alberto Gonçalves, no DN:


O que falta dizer sobre Hugo Chávez que ainda não tenha sido dito? Quase tudo. Embora as convenções aconselhem a não insultar um morto recente, o bom senso dispensaria a veneração respeitosa que por aí vai, mais adequada a um santo do que a uma personagem pouco recomendável.

Imagine-se um insignificante militar transformado em agitador, que jovialmente mistura a leitura de três citações de Marx com a incarnação de Simon Bolívar, por acaso um ódio particular daquele. Imagine-se que o agitador promove sucessivas conspirações "anticapitalistas" até tentar, e falhar, um golpe de Estado. Imagine-se que, após breve passagem pela cadeia, regressa à agitação e, mediante um talento inato para o populismo, alcança finalmente o poder pela via democrática, que se apressa a demolir de modo a perpetuar o seu reinado. Imagine-se que não falamos de Berlim em 1933, mas de Caracas em 1998: eis Chávez, cujas semelhanças com o velho führer terminam aí.

Privado da força necessária, Chávez não invadiu os seus inimigos, limitando-se a atirar-lhes adjectivos e fúria analfabeta. No resto, só moderadamente difamou e perseguiu a comunidade judaica, só se aliou a líderes psicopatas para efeitos simbólicos e só causou estragos em terceiros no que toca à paciência. Se descontarmos certa influência nas repúblicas das bananas vizinhas, a acção devastadora de Chávez circunscreveu--se à Venezuela, que sob o carismático da praxe viu suprimida a liberdade de expressão, incrementada a violência (oficial e civil), saqueada a propriedade privada, potenciada a corrupção e reduzida a economia à estrita dependência do petróleo, o qual, mal por mal, impediu a bancarrota absoluta. Os simpatizantes de ditaduras aplaudem as "políticas sociais", leia-se as migalhas com que a nomenclatura do regime, crescentemente multimilionária, comprou os votos dos miseráveis. Em determinadas franjas do Ocidente do século XXI, o estereótipo do "pai da pátria" continua a suscitar ternura.

Sem surpresas, em Portugal o falecimento de Chávez não ajudou a lembrar estas trivialidades. A generalidade dos media, vergada ao alegado fascínio do "comandante", tratou a coisa com desmesurada pompa e inusitado detalhe, decidindo esclarecer-nos pela enésima vez que um tirano, logo que prospere à custa da invocação dos oprimidos, é um "revolucionário". Quanto à classe política indígena, que ao dito alto nível já celebrara Chávez em vida (ver, por favor, a comenda atribuída por Jorge Sampaio, as vénias de Mário Soares e a admiração aparentemente sincera de José Sócrates), resolveu cobrir o ditador de elogios fúnebres, menos grotescos à direita (o "amigo de Portugal", de acordo com Paulo Portas) do que à esquerda (o combatente do "liberalismo e do capitalismo selvagem", de acordo com Alberto João Jardim).

Em qualquer dos casos, as opiniões são irrelevantes: a obra de Chávez revela-se no seu legado, desde os herdeiros políticos que recuperam a hilariante tese do cancro infligido (pelos EUA, claro) ao típico encobrimento da doença (há um par de semanas, a Embaixada da Venezuela acusou-me de exagerar a respectiva gravidade), desde o cortejo de luminárias presentes no funeral (Ahmadinejad, o segundo Castro e o sr. Lukashenko da Bielorrússia tiveram dieito a lugares de primeira fila; Kadhafi não durou o suficiente) até ao embalsamento do cadáver (à semelhança, garantiu o sucessor Nicolás Maduro, "de Ho Chi Min, Lenine e Mao Tsé-tung"). Por enquanto, a loucura folclórica do "chavismo" sobrevive ao seu mentor.


sábado, 9 de março de 2013

Chavez e o "social"

Em resposta ao "vigoroso apelo" de várias famílias e relativamente a assassinatos, aqui vai um gráfico incluindo alguns países escolhidos a dedo. A pedido, podem adicionar-se outros.

Entretanto adicionei Colômbia e México, países onde há guerra com o narcotráfico.





Fonte: http://en.wikipedia.org/wiki/List_of_countries_by_intentional_homicide_rate_by_decade

sexta-feira, 8 de março de 2013

Estirpes de socialismo


O fascismo, o nazismo e o social-fascismo pertencem todos à família do socialismo:
São todos socialistas e todos se caracterizam pelo seguinte:
1 - O todo é mais importante que o individuo (o indivíduo deve sujeitar-se aos interesses da sociedade e nunca a sociedade pode ser o somatório do interesse dos indivíduos)
2 - Culto da personalidade face ao chefe
3 - Controlo total da economia pelo estado
4 - Polícias politicas com poderes quase totais
5 - Ódio aos judeus
6 - Ódio mútuo entre regimes socialistas
7 - Expansionismo territorial

O socialismo de Hitler e o de Mussolini distinguem-se dos restantes (mas não entre si) no seguinte:
1 - Permitem propriedade privada mas os donos da propriedade tem que se sujeitar incondicionalmente aos interesses do estado. (Como pretendia Sócrates).

Os regimes fascistas italiano e Alemão eram primordialmente regimes socialistas.

O regime fascista de Franco distinguia-se da norma por permitir propriedade privada de facto (liberdade de propriedade). O regime de Salazar tinha fases, era mais incaracterístico. Nenhum destes era dado a expansionismos.

quinta-feira, 7 de março de 2013

Os gestapores ainda estão à solta?

[Começo por sugerir a leitura deste outro artigo.]

Não me tenho cansado de referir que o afastamento de Correia de Campos como ministro da saúde de Sócrates cheirava a esturro. Correia de Campos fez frente a João Cordeiro, presidente da Associação Nacional de Farmácias (ANF), enquanto na Assembleia da República, não surpreendentemente, o PCPIDE e os indignácaros meteoróides do BE tentava sabotar a acção do ministro dando apoio tácito à ANF.

Já foi dito milhares de vezes que, das duas uma: ou o nosso edifício legislativo e constitucional não vale um corno, ou, no saco de gatos que é a justiça portuguesa há demasiados especialistas a abardinar não esquecendo as duas hipóteses em simultâneo.

... a verdade é que, relativamente à situação em que Portugal se encontra, nenhum responsável do governo de então (de Sócrates) ou do próprio aparelho estatal vai pr'ó xilindró ou, face a milhentos negócios ruinosos que levaram as assinaturas ministeriais e o pescoço dos contribuintes, é formalmente acusado.

Há agora uma luzita ao fundo do túnel?

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Leitura complementar:

E o círculo fecha-se

Dos preservadores e repectivos trombones

De cada vez que há notícias boas, ou, pelo menos, menos más, aparecem umas luminárias (Freitas de Amaral há uns tempos e, hoje, um fascistoide do PCPIDE), reclamando que tal se deve a Mário Draghi que no final de Julho de 2012 declarou:
"European Central Bank President Mario Draghi said policy makers will do whatever is needed to preserve the euro,"

Bem, vejam lá se detectam, no gráfico, a influência de Draghi.



Source: tradingeconomics.com

quarta-feira, 6 de março de 2013

O Grão Vizir antissionista

Há dias o Grão-Vizir da Turquia islamista, Recep Erdogan, conhecido já nos areópagos internacionais por atitudes e verbosidades reveladoras de bastante falta de chá, declarou, em pleno evento da "Aliança das Civilizações", que o sionismo é uma coisa muito má, equivalente ao fascismo, racismo, etc.

Ban Ki Moon e outros austeros participantes continuaram de boca aberta, provavelmente convencidos que tinha sido uma má tradução.

Mas não era e assim que a coisa ficou clara, os responsáveis políticos da ONU, da Europa e dos países adultos, condenaram veementemente a diatribe de Erdogan.

Erdogan é, toda a gente sabe, um islamista dos sete costados e está a empurrar a Turquia para um novo regresso à imaginária glória do Islão, que inclui na ementa o ódio a todos os outros, especialmente aos judeus.
Mas, como muitos muçulmanos, jamais leu o Corão ou os textos que sustentam a sua crença. (A maioria dos muçulmanos "encorna" o Corão em árabe, não tendo a mínima ideia do que significam os sons que decora).
Ora sendo o sionismo o movimento nacionalista dos judeus, que culminou na constituição de um estado judaico nas suas terras ancestrais, ninguém, não se está a ver bem o que é que o sionismo tem de diferente de outros nacionalismos que igualmente culminaram na criação de estados. O nacionalismo maubere, por exemplo...

Mas há pior. Um bom muçulmano não pode ser antissionista, porque o Corão, que para os muçulmanos é a lei geral e definitiva, prescreve, muito bem prescrito, que :

(5:21) Ó povo meu, entrai [refere-se aos judeus] na terra Sagrada que Deus vos assinalou, e não retrocedais, porque se retrocederdes, sereis desventurados.

Em suma, Erdogan, além de não saber comer com talheres, sabe tanto da doutrina que apregoa, como aqui este vosso amigo de renda de bilros.

Socialismo, corrupção e morte são uma e a mesma coisa

Via Facebook de Ramiro Marques:
O responsável do Clube Social das Comunidades emigrantes na Madeira, Olavo Manica, considerou hoje que os 14 anos de Chávez à frente da Venezuela foram “os mais corruptos” da história recente do país.

terça-feira, 5 de março de 2013

Morreu o tirano Hugo Chavez



Morreu Hugo Chavez, um dos mais abomináveis tiranos dos nossos dias. Morreu o idiota que transformou um país próspero numa terra de pobreza e miséria.

Quando um burro "fala", zurra


 Buy a shotgun...!

Nivaldo Cordeiro - Eleitor europeu: cheio de direitos, nenhuma obrigação



"O resultado das eleições na Itália é o previsível, que poderá se repetir em toda Europa: o eleitorado rejeita os cortes no Estado de bem estar social propostos por tecnocratas como Mario Monti e passa a eleger aventureiros sem tradição nos partidos, como Beppe Grillo. Cada vez mais haverá um fosso entre governo e eleitores habituados ao suborno socialista da ampliação de direitos."

Centrais a carvão, Alemanha soma e segue

Entretanto os alemães continuam a instalar (até há pouco tempo tinham instalado 10) centrais a carvão. A emissões de CO2 continuam a aumentar e, salvo erro, cerca de mais 100 centrais estão previstas serem instaladas para permitir que as centrais nucleares sejam desligadas.

OMS: baixo nínel de risco por causa de Fukushima

A organização Mundial de Saúde anuncia que o acidente na central nuclear de Fukushima constitui um risco baixo para a saúdo da generalidade dos japoneses. A mesma organização adianta que pode (ou não) vir a haver algum aumento de ocorrência de cancros em duas cidades.

Aproveito para relembrar aos indignados que por aqui apareceram a dizer cobras e lagartos sobre as consequências do acidente que estavam enganados. Relembro ainda que no caso de Chernobyl, um acidente muito mais grave que o de Fukushima, embora a ocorrência de cancros tenha aumentado, o número de mortes por cancro diminuiu relativamente ao período anterior ao acidente pelo simples facto das pessoas estarem avisadas e se tratarem atempadamente.

"Irã: Política atômica ou ideologia nuclear?" - Um excelente texto de Luís Dolhnikoff


Do apartheid islâmico e do fascismo sonso






Leia-se, com atenção, o que aqui se diz:


A terceira Maratona Internacional de Gaza foi cancelada depois do movimento islâmico Hamas proibir a participação das mulheres na prova, anunciou hoje a Agência da ONU para os refugiados palestinos (UNRWA), que organiza a corrida.

«A UNRWA lamenta anunciar o cancelamento da terceira maratona da agência, que se iria realizar no dia 10 de abril. Esta decisão dececionante surge no seguimento de conversas com as autoridades de Gaza, que proíbem o envolvimento de qualquer mulher», pode ler-se no comunicado emitido pelo organismo.

De acordo com a agência humanitária, estavam inscritas 807 pessoas, divididas entre cidadãos locais e estrangeiros, sendo que cerca de metade dos participantes seriam do sexo feminino.

«O Hamas não permite a participação das mulheres nesta prova tão importante. Eles [Hamas] estabeleceram essa condição há algum tempo e, apesar das negociações, não conseguimos», disse o porta-voz da UNRWA em Gaza, Adnan Abu Hasna.

Em edições anteriores, cidadãos estrangeiros participaram na corrida ao lado de centenas de mulheres palestinas com indumentárias tradicionais – vestidos compridos e lenços na cabeça.

«Lamentamos a decisão de cancelar a maratona, mas não queremos que os homens e mulheres estejam juntos», declarou o secretário-geral do governo do Hamas, Abdessalam Siyam.

Repare-se como o "lídimo representante da resistência e da coragem do heróico povo mártir palestiniano" é, subitamente, na boca sonsa da canalha da social-comunicação, despojado das suas acções e funções políticas, para passar a ser somente "um movimento islâmico", uma coizeca do caixote do lixo da História do pugressismo muitàfrente.

Repare-se como a canalha do Hamas é subtraída pela canalha da social-comunicação à visão do que realmente é: o agente de uma mentalidade opressora, assente numa religião que, desde o seu aparecimento, no século VII, se traduz num projecto, politicamente fascista, de expansão fulminante e violenta, que pratica a discriminação e o apartheid entre seres humanos e que, por isso, é incapaz de conviver com a sociedade israelita de homens livres.

Repare-se como, no mesmo dia, a nauseabunda canalha da social-comunicação procura desviar a atenção desse abjecto apartheid com base no sexo que se encontra na raiz da própria visão muçulmana e do Estado que ela origina e  sustenta, dando voz a uma qualquer representante de não sei quê, hipócrita (ou apenas estupidamente) indignada com o apartheid que a medida de segurança determinada pelas autoridades israelitas, pela qual os "palestinianos" passam a ter autocarros à parte, constituiria.

Repare-se, em suma, como, através de tal expediente, a canalha da social-comunicação procede na linha da melhor tradição hitleriana,  instituindo a mentira como virtude pugressista-sucialista de tasca de fina intelectualidade do Bairro Alto e afins.

Repare-se. Mas repare-se bem.

Contra Erdogan ou a falácia da islamofobia


segunda-feira, 4 de março de 2013

Da implosão pelo absurdo





Texto e foto aqui.

Governo repreendeu Casa da Moeda

Erros em leis publicadas em Diário da República são frequentes. Presidente da INCM, depois de queixas do Governo, emitiu uma ordem dura para ninguém alterar uma vírgula nos textos.

Parece mentira, mas não é. Os diplomas publicados em Diário da República são muitas vezes ‘retocados’ e com isso alterado o sentido original. Os casos têm sido de tal forma frequentes que originaram um puxão de orelhas do Governo à Imprensa Nacional Casa da Moeda (INCM). O presidente deste organismo difundiu uma ordem interna para ninguém alterar uma vírgula aos textos originais, sob a ameaça de sanções disciplinares.

«As regras de legística devem ser observadas pelo legislador pelo que ninguém, mas rigorosamente ninguém na INCM pode, sob que pretexto for, intervir sem consentimento expresso do gabinete do secretário de Estado da Presidência do Conselho de Ministros no conteúdo submetido para publicação no Diário da República», afirma a deliberação do conselho de administração da INCM, a que o SOL teve acesso – datada 13 de Dezembro e que recebeu o nome de «Gralhas do Diário da República Electrónico».

No final da semana passada, foi noticiado que a lei publicada em Diário da República sobre a limitação de mandatos autárquicos, de 2005, não era igual ao que fôra aprovado: em vez de estar ‘presidente da câmara’ passou a estar ‘presidente de câmara’. Numa altura em que está acesa a polémica sobre se aquela lei limita a três os mandatos consecutivos na mesma autarquia ou permite candidaturas a outros municípios, findos os três mandatos, abria-se aqui uma nova frente de discussão. E reveladora de como a mudança de uma só letra não é inócua.

Este assunto, contudo, não vai levar a nenhuma rectificação da lei. O prazo para correcção de erros é de 60 dias, que há muito já passaram. E nenhum partido quis clarificar a lei, deixando esse assunto para os tribunais. O PS recusa-se a fazê-lo, por ter decidido politicamente não recandidatar qualquer dinossauro, contornando eventuais problemas. Enquanto o PSD considera que não há problema em recandidatá-los, com base numa interpretação da Constituição da República.

O último caso: a fusão de freguesias

Este foi só um exemplo recente de erros da responsabilidade da INCM. Mais recentemente, outros problemas ocorreram. Por exemplo, relacionados com nomes das novas freguesias que resultaram da reorganização administrativa. Aqui, o problema passou-se com a Assembleia, de onde veio a ordem de fusão de freguesias: a INCM quis alterar alguns dos nomes das novas ‘super-freguesias’, intenção que foi travada no último minuto pelos deputados.

Na sua ordem interna, o presidente da instituição, António Osório, chega ao ponto de dizer claramente que, «quando o que parecer um lapso, mesmo por demais evidente, deve ser consultado o gabinete do secretário de Estado da PCM, no sentido de saber qual o comportamento a tomar». E acrescenta: «Um acto legislativo é algo de muito importante para o país. Quem o adulterar, por distracção, negligência ou má fé, terá que ser sancionado tão severamente como a gravidade do seu acto».

Em Dezembro, foi publicada uma portaria que aprovava a Declaração Mensal de Remunerações que remetia para «a Lei nº [...] de 2012 que aprovou o Orçamento de Estado para 2013», ou seja, sem referência ao número da lei, que nem sequer estava ainda promulgada. Mas nessa ocasião o Ministério das Finanças acabou por reconhecer o lapso.

Fundação Saramago: enterrem-na


A Fundação Saramago não tem dinheiro para pagar a luz, mas o partido que ferozmente suportava Saramago e que Saramago ferozmente apoiava, militou abundantemente nas "energias alternativas" que hoje nos obrigam a paga a electricidade 4x (+-?) mais cara que o necessário, nomeadamente com a tralha eólica e seus derivados e apêndices.

domingo, 3 de março de 2013

Continued rise of UKIP




500.000? E se fossem tomar espontaneamente na grandola?



(imagem recolhida aqui)


Dei-me ao trabalho de me documentar e fazer as contas.

A Praça do Comércio mede (180m x 200m) 36.000m2.

Admitamos que a indignação consegue expulsar a estátua dali, para que esse espaço possa ser ocupado pela manifestação.

E que os manifestantes se consigam arrumar espontaneamente (ou não), como sardinhas em lata, à razão de 0,4m2 para cada um deles.

Rapem da máquina de calcular, se precisarem. E não se enganem nas teclas, nem nas dos algarismos nem nas das operações.

36.000m2 : 0,4m2 = 90.000

Repitamos agora, em coro, como no tempo do sr. eng. dos computadores y sus muchachos:


MENTIROOSOS! MENTIROOSOS! MENTIROSOS, MEENTIIROOSOS!

Que se lixe a lucidez




Uma vez mais Alberto Gonçalves, no DN:

Questionada por um canal televisivo, uma das organizadoras do movimento "Que se Lixe a Troika" explicou que um Governo que não cumpre o programa eleitoral deve ser demitido, pressuposto que tornaria inúteis quaisquer governos e, consequentemente, quaisquer eleições. Aliás, suspeito que o objectivo não anda longe disso: quando a seguir lhe perguntaram se defendia a marcação de "legislativas" antecipadas, a senhora hesitou e, um bocadinho contrariada, lá acabou por responder que "essa é uma das formas", ainda que o importante seja atender à "vontade do povo". A senhora esqueceu-se de descrever como é que a "vontade do povo" se expressa na ausência de sufrágio universal, embora não custe imaginar que a coisa passaria por um sumário processo "directo" que depositasse a senhora e os heróis/amigos/primos da senhora no poder e merecidamente desprezasse os escassos milhões de reaccionários que teimam em votar no PSD e no PS.

Não pretendo insinuar que os milhares de participantes nas manifestações de ontem partilham esta curiosa interpretação da democracia. Sucede que, ao participarem na folia, acabam por legitimar as alucinações dos respectivos mentores. E as alucinações são diversas.

Uma das mais bizarras está explícita na designação daquilo. Mandar lixar a troika é um gesto nobre. Infelizmente, é também um gesto estúpido, sobretudo quando não se parece estar preparado para suportar as consequências da exclusão dos famosos mercados, talvez do euro e, um épico dia, da União Europeia. Para já, enxotar a troika equivale a abdicar dos empréstimos que mantêm isto a funcionar e, apesar dos apertos, conferem ao País um simulacro de normalidade. Os manifestantes do "2 de Março" (a profusão de datas "históricas" tende a preencher o calendário inteiro) não pensam assim.

Na verdade, dificilmente se pode dizer que pensem de todo. O "raciocínio", desculpem o exagero, é o seguinte: na ausência da troika, a austeridade termina e Portugal, na prática sem dinheiro para mandar cantar Stevie Wonder, fica teoricamente abonado e, enquanto diminui os impostos, volta a apostar no "investimento público", na "modernidade" e no "progresso social". Dito de outra maneira, recuse-se o crédito, diminua-se a receita e aumente-se a despesa, tese que para um leigo faz tanto sentido quanto doar uma prótese dentária a um cadáver decapitado, mas que para os especialistas em economia que desfilam pela ruas constitui a solução evidente. Meus caros, contas assim são compreensíveis no cerebelo do sr. Arménio da CGTP, nos peculiares empresários da CIP e nas medidas regeneradoras do dr. Seguro, não em cidadãos que se querem responsáveis.

Ou se calhar não querem. Se quisessem, antes da troika teriam mandado lixar os sujeitos que tornaram a troika inevitável. Se quisessem, antes da austeridade marchariam contra o Estado cuja preservação obriga à austeridade. Se quisessem, antes de berrar lugares--comuns, reflectiriam no absurdo dos mesmos. O Governo é péssimo? Com certeza, porque assalta os cidadãos a fim de garantir o statu quo de que os cidadãos, pelo menos os que desfilam em protesto, não abdicam. Que, com os seus defeitos, interesses e ilusões, a troika insista em patrocinar semelhante manicómio não é um cataclismo: é um milagre. E, a prazo, provavelmente uma inutilidade.

Cheio que nem um ovo!



"Cheio que nem um ovo"- exultava ontem um repórter da SIC N, ao mesmo tempo que imagens aéreas mostravam um Terreiro do Paço com uma concentração densa junto a um palco e imensos espaços esparsamente "povoados", ou mesmo vazios, no resto da praça.
"Mais de 500 000 pessoas ter-se-ão manifestado"- prosseguia o entusiasmado activista, perdão, "jornalista".

Ora vamos lá descer da estratosfera, pá! Grândola Vila Morena e tal, mas convém meter rédeas ao entusiasmo revolucionário e evitar relinchos e zurros desse calibre,

O Terreiro do Paço não leva 200 000 pessoas, isso já foi calculado por especialistas com aquele método de verificar quantas pessoas cabem, apinhadas, num metro quadrado e multiplicar depois esse número pela área em causa.

Com o Papa estava realmente quase cheio que nem um ovo e a coisa andaria pelos 100 000.

Assim que, no momento em que o repórter debitava aqueles disparates hiperbólicos, estariam no Terreiro do Paço, menos de 40 000 pessoas, o que é, convenhamos, uma razoável assistência a um jogo do Benfica.

"Nós somos o povo"- berravam os activistas do Bloco de Esquerda, e balia a carneirada que os seguia.

Realmente, pá?

Então o que dirão os benfiquistas num dia de casa cheia. Provavelmente sentem-se com legitimidade que baste para fazer a revolução, exigir a demissão do governo, do Presidente, e até do Rei de Espanha e do sultão do Brunei.

Da "liberdade" em Cuba

Será que o PCPIDE a convidará para a Festa do Avante?


Blogueira vem ao centro do Roda Viva falar do regime cubano, das relações com o Brasil, do poder da internet e de seu plano de viagens em 2013.

Os indignácaros do Brasil

Yoani Sánchez, insultada: "Ojalá en Cuba se pudiera hacer lo mismo"

La llegada de Yoani Sánchez a Brasil no ha pasado desapercibida por los simpatizantes de la dictadura castrista. La recibieron entre insultos.


Yoani ainda não percebeu que não há qualquer embargo. Há-de perceber. Entretanto, vai 'saboreando'' os indignácaros "libertadores".

Virá a ser convidada para a Festa do Avente?

sábado, 2 de março de 2013

Legislar em branco

A guerra surda entre o poder político e a "justiça" continua com a crescente intromissão do sistema judicial em questões legislativas, com a  conivência da Assembleia da República.

Desta vez, Assunção Esteves, presidente da Assembleia da República, personaliza a referida entrega de armas declarando, sem explicitar qual o entendimento da AR relativamente à limitação de mandatos dos autarcas, que "a interpretação da lei cabe aos operadores jurídicos".

Os deputados legislam mas cabe aos tribunais determinar para que servem as leis.

500.000 ...

... numa praça que tem capacidade para 80.000?



Bento XVI em Lisboa. 80.000:



Em Faro "milhares":


Das moscas

Aposto que cantaram Goulags Vilas Morenas.


No DiarioDigital:

Cerco ao Parlamento «às moscas» à hora marcada para protesto
Por Pedro Curvelo

O protesto em frente à Assembleia da República, organizado pelo movimento «Cerco ao Parlamento», estava, literalmente, «às moscas» pelas 15:00, hora agendada para o início da manifestação.

A esta hora, encontravam-se frente ao Parlamento menos de uma dezena de pessoas sob o olhar de poucos agentes da polícia.

A manifestação convocada pelo «Cerco ao Parlamento» decorre no mesmo dia em que o movimento «Que Se Lixe a Troika» convocou um protesto para várias cidades do país e no estrangeiro.

O protesto organizado pelo «Que Se Lixe a Troika» promete ter maior adesão, com algumas centenas de pessoas já concentradas no Marquês de Pombal, em Lisboa, de onde deverá partir o protesto pelas 16:00, rumo ao Terreiro do Paço.

Goodfellas, os verdadeiros, os originais


Este artigo de João Miguel Tavares é muito interessante mas à sua frontalidade faltou uma perna.

É exactamente por se saber que os jornalistas são altamente premiáveis a fretes e por se saber que a "informação" já previamente mastigada pelos gabinetes de comunicação ostentam a fachada de informação facilmente copiável para as colunas dos jornais, que os jornalistas são convidados a integra-los.

É assim por toda a parte de há muito tempo.

Da geração mais bem formada em dialéctica marxista



A moça, certamente saída da tal geração "a mais bem formada", preocupa-se que políticas monetárias  e afins "não se podem sobrepor à necessidade das pessoas viverem de uma forma digna, correcta, humana".

Não se percebe qual a real razão da sua preocupação. Porque há-de quem despreza as políticas monetárias de, sequer, as referir e, simplesmente, seguir vivendo para além delas ignorando-as?

É a dialéctica marxista. Dizer tudo e o seu contrário, em simultâneo, como se algum sentido houvesse no 'fenómeno'.